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Governo do Tocantins entrega LOA 2025 com previsão de orçamento de R$ 17,4 bilhões

Crédito foto: Aldemar Ribeiro/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins protocolou, na última segunda-feira (18), na Assembleia Legislativa (Aleto), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício financeiro de 2025. O documento prevê um orçamento de R$ 17,4 bilhões, representando um aumento de R$ 2,8 bilhões em relação a 2024. Além disso, foi apresentada a revisão do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, trazendo atualizações importantes para o planejamento estratégico do estado.

Distribuição do orçamento

A LOA 2025 especifica os recursos destinados a cada setor da administração pública, além dos orçamentos para os poderes Legislativo e Judiciário. O projeto será analisado e votado pelos parlamentares da Aleto, que já aprovaram a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), responsável por definir as prioridades para o exercício financeiro.

Conforme a proposta, o orçamento está distribuído da seguinte forma:

  • Poder Executivo (Administração Direta e Indireta): R$ 15,2 bilhões;
  • Poder Legislativo: R$ 626,8 milhões;
  • Poder Judiciário: R$ 1 bilhão;
  • Ministério Público do Tocantins: R$ 307 milhões;
  • Defensoria Pública: R$ 218 milhões.

No Poder Executivo, as áreas de Saúde e Educação continuam com as maiores fatias. Serão destinados mais de R$ 2,7 bilhões para a Saúde e R$ 2,5 bilhões para a Educação, cumprindo os percentuais mínimos exigidos por lei.

Integração entre LOA e PPA

O secretário de Planejamento e Orçamento, Sergislei Moura, destacou a importância da integração entre os processos de planejamento. “Este é o primeiro ano em que o PPA é revisado e apresentado juntamente com a LOA. Isso reforça o compromisso do Governo do Tocantins com o planejamento estratégico e com a eficiência na alocação de recursos públicos”, explicou.

A maior parcela do orçamento continuará sendo direcionada à Saúde, refletindo a prioridade dada ao setor, seguido pela Educação.

Próximos passos

O projeto da LOA agora será debatido na Assembleia Legislativa, onde os deputados estaduais poderão propor alterações e votar sua aprovação. Após a aprovação, o orçamento será sancionado e se tornará a principal referência para as ações e investimentos do estado em 2025.

A entrega conjunta da LOA e da revisão do PPA demonstra o alinhamento do Governo do Tocantins em buscar soluções integradas para o desenvolvimento do estado. Com o aumento significativo no orçamento, a expectativa é de que mais recursos sejam destinados para áreas prioritárias, promovendo melhorias nas condições de vida da população.

Por: Geovane Oliveira, com informações do G1 Tocantins.

Lázaro Botelho reforça parceria e confirma emenda paga de R$ 500 mil para fortalecimento da saúde em Arapoema

Foto: ASCOM Divulgação

O deputado federal Lázaro Botelho (Progressistas-TO) recebeu o prefeito reeleito de Arapoema, Paulo Pedreira, em seu gabinete em Brasília-DF, nesta segunda-feira (18). Na oportunidade, o deputado reforçou sua parceria e compromisso com o fortalecimento da saúde no município. Somente este ano, via emenda individual, o parlamentar destinou o valor de R$ 500 mil (quinhentos mil reais) para atender o custeio da Saúde do município, já pagos pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde.

Os recursos deverão ser utilizados na manutenção das Unidades Básicas de Saúde (UBS), por meio do aprimoramento dos serviços de atendimento e infraestrutura da Atenção Primária, como consultas, exames, vacinas, radiografias e programas de suporte à saúde da população, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Lázaro Botelho é um grande defensor do diálogo e da parceria entre o parlamento e a gestão municipal, sobretudo para atender as demandas essenciais da comunidade, como infraestrutura, educação, geração de emprego e renda e saúde. Em sua fala, destacou o compromisso com o fortalecimento da Saúde em Arapoema com o envio dos recursos.

“As emendas individuais desempenham um papel fundamental no atendimento às demandas do município. Esse recurso vai contribuir com o financiamento de programas primordiais para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar, além de facilitar o acesso a medicamentos e a ampliação do atendimento, garantindo que a população receba o cuidado oportuno”, declarou.

Por: Hugo Gross / ASCOM L.B.

Em Campos Lindos, Polícia Civil do Tocantins prende homem investigado por roubo no Paraná

Homem foi localizado em Campos Lindos após compartilhamento de informações entre as Polícias Civis do Tocantins e do Paraná - Foto: Luiz de Castro/Governo do Tocantins

Policiais civis da 36ª Delegacia de Campos Lindos prenderam na tarde desta segunda-feira, 18, um homem de iniciais J.S.F.Jr., de 41 anos, investigado pelo crime de roubo. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara Criminal de Campo Mourão, no Paraná.

A prisão ocorreu após o compartilhamento de informações entre as Polícias Civis do Tocantins e do Paraná, de que o homem estaria na cidade de Campos Lindos. O crime de roubo foi cometido pelo investigado em 2017, em Campo Mourão, entretanto, ele também possui antecedentes criminais por tráfico de drogas.

Ao ser preso, o homem foi conduzido até a 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil e de lá encaminhado para a Unidade Penal de Araguaína, onde permanece à disposição do Poder Judiciário do Paraná, que deverá decidir pelo seu recambiamento.

Vania Machado/Governo do Tocantins

Polícia Federal desarticula organização criminosa que planejou Golpe de Estado

. A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19/11) a Operação Contragolpe, para desarticular organização criminosa responsável por ter planejado um golpe de Estado para impedir a posse do governo legitimamente eleito nas Eleições de 2022 e restringir o livre exercício do Poder Judiciário.

As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022. Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em Forças Especiais (FE).

Entre essas ações, foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos.

Ainda estavam nos planos a prisão e execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que vinha sendo monitorado continuamente, caso o Golpe de Estado fosse consumado.

O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise”, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações.

Policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, e a suspensão do exercício de funções públicas. O Exército Brasileiro acompanhou o cumprimento dos mandados, que estão sendo efetivados no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.

Os fatos investigados nesta fase da investigação configuram, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado e organização criminosa.

imprensa@pf.gov.br

Senado aprova projeto que regulamenta emendas parlamentares e promove novas regras de transparência

Jefferson Rudy/Agência Senado

Com a análise de destaques (mudanças no texto votadas separadamente), o Senado concluiu nesta segunda-feira (18) a votação do projeto que regulamenta o pagamento de emendas parlamentares. O texto-base já havia sido aprovado na quarta-feira (13). O PLP 175/2024, que trata de regras de transparência das emendas parlamentares, retorna à Câmara dos Deputados na forma de uma texto alternativo do relator, senador Angelo Coronel (PSB-BA).

As emendas parlamentares são apresentadas por senadores e deputados ao projetos de lei orçamentária, que são apresentados pelo Executivo. Com elas, os parlamentares decidem o destino de parte dos recursos públicos. Essas emendas podem ser individuais ou colegiadas, apresentadas coletivamente pelas comissões temáticas permanentes ou pelas bancadas estaduais.

O projeto é uma tentativa de resolver o impasse sobre o pagamento das emendas individuais impositivas, das quais fazem parte as chamadas “emendas Pix” ou de transferência especial, que somam R$ 8 bilhões em 2024. A liberação de todas as emendas está suspensa por determinação do ministro do STF Flávio Dino, que exige regras sobre rastreabilidade, transparência, controle social e impedimento.

Durante a sessão, senadores rejeitaram a possibilidade de bloqueio dos recursos das emendas por parte do Executivo em caso da necessidade de ajuste das contas públicas. Foram 47 votos contrários à essa possibilidade, 14 senadores manifestaram apoio ao relator. Houve uma abstenção.

A medida estava prevista no projeto original, mas deputados retiraram essa possibilidade, mantendo apenas o contingenciamento, ou seja, o corte temporário de verbas parlamentares diante de uma queda nas receitas.

Na sessão deliberativa anterior, o relator leu o seu parecer autorizando tanto o contingenciamento quanto o bloqueio de emendas, o que deveria ocorrer na mesma proporção de outras despesas não obrigatórias do governo. Mas a preocupação da maioria dos parlamentares era de que o bloqueio poderia levar ao cancelamento das emendas em caso de não cumprimento da meta fiscal do governo.

— O bloqueio é uma situação praticamente de confisco do recurso orçamentário. É possível que o Executivo, de posse do bloqueio, utilize os recursos de maneira discricionária e sem consultar o órgão que foi bloqueado, e mesmo que haja uma alteração no comportamento da receita, esses recursos não poderão ser recompostos — defendeu Rogerio Marinho (PL-RN).

O senador Efraim Filho (União-PB) afirmou que o bloqueio transformaria o Congresso em um “balcão de negócios”.

— O Congresso Nacional conquistou a sua autonomia e a sua independência com o orçamento impositivo, para que não volte a acontecer aquilo que nenhum de nós deseja: o balcão de negócios, o toma lá dá cá, a aprovação de projetos baseada na liberação de orçamento. O contingenciamento é linear, atinge todos. Se tem que reduzir despesas, vamos reduzir a despesa de todos os Poderes, de todas as atividades discricionárias e obrigatórias.

Para Otto Alencar (PSD-BA), a retirada do termo “bloqueio” deixará as emendas parlamentares em uma situação peculiar:

— Só as emendas parlamentares ficarão excluídas do bloqueio. As outras esferas do governo, Executivo e Judiciário, estarão submetidas ao bloqueio — apontou.

Saúde

Ao analisar outro destaque, este sugerido pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), senadores também retiraram do texto a obrigatoriedade de destinação de, no mínimo, 50% das emendas de comissão para ações e serviços de saúde. As emendas individuais e as emendas de bancada, que são de execução obrigatória, já cumprem essa determinação. Foram 25 votos para manter o texto do relator; 39 foram contrários.

— Nós temos diversas Comissões temáticas pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal, se tiver obrigatoriedade de que 50% dos recursos de emendas de Comissão vão para uma área temática apenas, que é a da saúde, então, educação, agricultura, infraestrutura, abastecimento de água, cultura e outras áreas ficariam prejudicadas — disse Efraim Filho (União-PB), ao apoiar a sugestão de Dorinha.

Favorável ao piso de 50% das emendas de comissão para a saúde, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a medida evita distorções no Orçamento.

— É uma salvaguarda para que nós não tenhamos mais distorções ainda na aplicação, na execução do Orçamento a partir da existência das emendas parlamentares. Então, entendo que é fundamental que nós possamos manter esse aspecto tão importante da legislação atual.

Limite

Senadores também aprovaram por unanimidade uma subemenda do relator para restabelecer o texto original do projeto do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) sobre o limite para crescimento das emendas parlamentares. A proposta havia sido alterada durante a votação no Plenário da Câmara. Ao apresentar a redação nesta segunda-feira (18), Angelo Coronel ressaltou que o limite é parte do acordo entre os Poderes.

— O texto proposto possibilitará que os parlamentares exerçam plenamente suas funções na apreciação do Orçamento, garantindo uma atuação eficaz e equilibrada no processo legislativo orçamentário. Essa cooperação entre os Poderes reforça a harmonia institucional e vai possibilitar o desenvolvimento de políticas públicas alinhadas aos interesses da sociedade — disse o relator.

Em 2025, o valor total das emendas de bancada não poderá ultrapassar 1% da receita corrente líquida do ano anterior, enquanto que o valor das individuais não poderá superar 2% da receita corrente líquida do ano anterior. Já as emendas de comissão poderão somar até R$ 11,5 bilhões.

A partir de 2026, as emendas impositivas (bancada e individual) serão aumentadas com base nas regras do arcabouço fiscal. E as não impositivas serão atualizadas com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

— O Congresso, de uma forma madura, e aliás, unânime, dá a sua contribuição para que não haja desequilíbrio das contas públicas. Nós aqui estamos acordando, através de um PLP, essa mudança de indexador e de parâmetro, dando a nossa contribuição para que não haja um descontrole das contas públicas — assinalou o senador Rogerio Marinho.

Fonte: Agência Senado

Leilão Pecuária Solidária une o agronegócio em ação social na Feicorte

Na edição de 2024 da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, o agronegócio une forças por uma causa nobre por meio do Leilão Pecuária Solidária. Marcado para a noite de 19 de novembro, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP), o leilão destinará os recursos arrecadados ao Núcleo Ttere de Trabalho – Realização, entidade assistencial que promove a inclusão social de pessoas com deficiência na região.

Entre os itens leiloados estarão gado, sêmen, insumos agropecuários e joias, entre outros itens doados. A iniciativa reforçará a responsabilidade social do setor agropecuário, proporcionando visibilidade para causas sociais. “O leilão, cedido pela Feicorte, será fundamental para continuarmos promovendo a inclusão social e profissionalização das pessoas com deficiência,” comenta a diretora Tesoureira do Núcleo Ttere, Vera Moretti.

Realizado desde 2009, o Pecuária Solidária será promovido fora de seu estado de origem, Tocantins, pela segunda vez, sendo a primeira em 2016, durante a Intercorte, em São Paulo. Com o apoio de diferentes setores do agronegócio, o leilão já arrecadou cerca de R$ 3 milhões em doações, distribuídos para 26 instituições em quatro estados.

Além de sua importância para as instituições, a ação ressalta a força do setor em promover mudanças e apoiar comunidades. Leiloeiro e idealizador do projeto, Eduardo Gomes acrescenta: “A Feicorte é uma plataforma de grande visibilidade e, ao sediar o Pecuária Solidária, reforçamos a capacidade do setor de fazer a diferença na vida das pessoas e apoiar instituições que promovem a qualidade de vida e a inclusão”.

Para a CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, incluir o leilão na programação é motivo de orgulho e comprometimento. “Ter o Leilão Pecuária Solidária na Feicorte é uma honra. Acreditamos na importância de incentivar iniciativas que ajudem o agro a contribuir e exercer sua responsabilidade social,” afirma, destacando a parceria histórica com o evento.

 

Sobre a Feicorte

Durante 19 anos, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne foi a maior feira indoor de gado de corte da América Latina, realizada anualmente em São Paulo. Presidente Prudente (SP) foi escolhida para sediar o retorno deste importante evento da pecuária. A região detém o maior rebanho de bovinos do Estado de São Paulo, com 1.600.000 animais.

O evento terá uma programação diversificada, com mais de 45 palestrantes e 40 horas de conteúdo, quatro leilões, exposição e julgamentos de cerca de 500 animais de 10 raças bovinas, mais de 80 empresas, degustação e harmonização de produtos artesanais paulistas, desfile de touros, área de demonstração de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e Beef Hour.

A realização da Feicorte é da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com promoção da Verum. O evento conta com a curadoria de Myia Consultoria e Prado Estratégia para Agronegócio e o patrocínio de Unoeste, Frigorífico Bom-mart, Unimed Presidente Prudente, Bradesco, Corteva, Facholi, Gasparim, Premix, Inbra Nutrição Animal, JBS, Lindsay, Marfrig, Matsuda, MSD Saúde Animal, Minerva Foods, Nutron Cargill, Semex, Sicoob Credivale, Rede ILPF, SOESP e Sicredi.

 

Tocantins apresenta o 4º maior crescimento do PIB em 2022 no Brasil

Em 2022, o PIB per capita do Tocantins foi o segundo maior da Região Norte (Foto:Madson Maranhão/Governo do Tocantins)

O Produto Interno Bruto (PIB) do Tocantins registrou um crescimento expressivo de 6,0% em volume no ano de 2022, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 14, alcançando o valor de R$ 58,2 bilhões. Esse desempenho coloca o Tocantins na 4ª posição entre os estados brasileiros com maior crescimento econômico, consolidando um avanço de R$ 6,4 bilhões em relação ao ano anterior, quando o PIB estadual somou R$ 51,8 bilhões.

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, ressaltou o empenho do Governo em fortalecer a economia do estado, destacando o trabalho realizado em diferentes setores. “O Tocantins demonstra o quanto o investimento contínuo e a valorização das nossas vocações econômicas resultam em desenvolvimento. Estamos dando passos firmes, focados na ampliação de oportunidades, e esse crescimento é o reflexo da dedicação e da competência do nosso povo e das nossas políticas de desenvolvimento”, afirmou.

O crescimento registrado em 2022 impulsionou o Tocantins para a 23ª posição no ranking nacional do PIB, ultrapassando Sergipe pela primeira vez na série histórica, que vai de 2002 a 2022. A partir de 2020, o estado passou a apresentar um avanço sustentado, puxado, especialmente, pelo setor agropecuário, com destaque para o cultivo de soja e o desempenho robusto da pecuária. Essas atividades têm colaborado para que o Tocantins mantenha uma participação de 0,6% no PIB nacional.

No setor agropecuário, houve um incremento de 6,9% em volume, com a soja respondendo por 12,3% do valor agregado, enquanto o setor industrial cresceu 6,9%, impulsionado pela produção de energia elétrica e pela indústria de transformação. O destaque industrial foi para a extração mineral, que apresentou um crescimento notável de 33,2%, aumentando a relevância da indústria no Valor Adicionado (VA) estadual de 10,71% para 12,39%.

O setor de serviços, que representa a maior participação na economia tocantinense com 63,8% do VA, também registrou crescimento de 4,2%. Esse desempenho foi influenciado pela retomada das atividades presenciais e pela expansão das áreas de administração, defesa e saúde pública.

Ascenção

O PIB per capita do Tocantins alcançou R$ 38.511,66 em 2022, posicionando-se como o segundo maior da Região Norte, abaixo apenas de Rondônia, e na 13ª posição entre as unidades federativas do Brasil. Nos últimos 20 anos, o estado registrou uma taxa média anual de crescimento de 4,8%, consolidando-se como uma das economias com maior expansão no país.

O secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, Sergislei de Moura, se mostrou confiante com os números apresentados, pois consolidam todo o trabalho que o Tocantins vem fazendo ao longo dos últimos anos. “O nosso potencial de crescimento é exemplar. Estamos despontando positivamente em vários números, como no ranking do emprego, da competitividade e dos serviços. A economia tocantinense acaba de ultrapassar a barreira de um estado que tem uma base econômica na indústria, que é Sergipe, um estado consolidado. O Tocantins com apenas com 36 anos desponta como uma potência e segue crescendo”, afirmou.

Sergislei destacou ainda que a projeção é que o estado mantenha o ritmo de crescimento, impulsionado pelo novo cenário econômico e pelos investimentos estratégicos nas áreas de infraestrutura, energia e agronegócio. Vale ressaltar, que as informações do PIB são referentes à economia do ano de 2022, dados consolidados com dois anos de defasagem.

Patricia Fregonesi/Governo do Tocantins

Proprietários de veículos com IPVA atrasado no Tocantins podem obter descontos de até 95% sobre juros e multas

Proprietários de veículos podem pagar IPVA parcelado ou à vista no Refis 2024 — Foto: João Di Pietro/Governo do Tocantins

Os proprietários de veículos no Estado do Tocantins que estão com o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em atraso têm uma oportunidade única de regularizar sua situação fiscal. Com o lançamento do Programa de Recuperação de Créditos Fiscais (Refis) 2024, o governo estadual oferece condições especiais de pagamento, com descontos expressivos de até 95% sobre juros e multas, dependendo da forma de quitação.

Descontos exclusivos para quitação do IPVA

O Refis 2024 foi lançado no dia 7 de novembro e, além de possibilitar a regularização de débitos de IPVA, também abrange outros impostos estaduais, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e créditos não tributários. Segundo a Secretaria da Fazenda do Tocantins (Sefaz), o objetivo do programa é garantir a arrecadação necessária para o orçamento estadual e, ao mesmo tempo, incentivar a regularização fiscal dos contribuintes.

Para os motoristas com IPVA atrasado, as condições são bastante vantajosas. Quem optar por quitar o débito em parcela única poderá obter um desconto de até 95% sobre os juros e as multas. Essa é uma excelente oportunidade para aqueles que desejam resolver a pendência de forma rápida e com um alívio significativo no valor final.

Já para os que preferem parcelar a dívida, o Refis oferece as seguintes opções de pagamento:

  • Em até 12 parcelas: desconto de 90% sobre juros e multas;
  • Em até 24 parcelas: desconto de 80% sobre juros e multas;
  • Em até 72 parcelas: desconto de 70% sobre juros e multas.

Essas condições permitem que o contribuinte ajuste o pagamento de acordo com sua capacidade financeira, sem comprometer de forma drástica seu orçamento.

Como consultar e negociar a dívida do IPVA

A negociação do IPVA pode ser realizada de maneira prática e sem complicações. Para isso, o contribuinte pode acessar a página do IPVA no site da Sefaz ou comparecer diretamente à Agência de Atendimento. Será necessário informar o número do Renavam, a placa do veículo e o CPF ou CNPJ do proprietário para consultar a dívida pendente.

Após consultar o valor da dívida, o contribuinte poderá escolher a melhor forma de pagamento. Se optar por quitar o débito à vista, o processo será simplificado por meio da emissão do Documento de Arrecadação Estadual (Dare), que pode ser pago nas agências bancárias credenciadas. Para quem realiza transações digitais, o pagamento também pode ser feito diretamente nos caixas eletrônicos e aplicativos digitais do Banco do Brasil, onde a negociação e o pagamento são feitos simultaneamente, sem necessidade de emitir o Dare.

Objetivo do Refis 2024: regularização fiscal e estímulo à arrecadação

A Secretaria da Fazenda reforça que o Refis 2024 visa facilitar a regularização fiscal de milhares de contribuintes em débito com o Estado, além de contribuir para o equilíbrio financeiro do Tocantins, garantindo a arrecadação necessária para a execução de políticas públicas. Com a crise fiscal enfrentada por diversos estados, iniciativas como o Refis se tornam fundamentais para permitir que o Estado resolva pendências tributárias e ainda promova o fortalecimento de sua arrecadação.

O prazo para adesão ao Refis 2024 é limitado, e os contribuintes têm até o final do ano para aproveitar as condições especiais. Portanto, aqueles que estão com o IPVA ou outros impostos estaduais em atraso devem se apressar para não perder essa chance de regularizar sua situação fiscal com condições vantajosas.

Refis 2024 é uma oportunidade para quem busca quitar pendências fiscais com facilidades, reduzir custos com juros e multas, e ainda contribuir com o orçamento estadual de forma justa e acessível.

Serviço:

  • Como consultar e negociar: Acesse o site da Sefaz ou dirija-se a uma Agência de Atendimento.
  • Documentos necessários: Renavam, placa do veículo e CPF ou CNPJ do proprietário.
  • Prazo para adesão: Até o final de 2024.

Por Geovane Oliveira, com informações  do G1 Tocantins

Cúpula do G20 no Rio: Brasil encerra presidência com foco em clima, pobreza e governança global

Lula recebe líderes internacionais no G20 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Nesta segunda-feira, o Rio de Janeiro será palco da cúpula do G20, evento que marca o encerramento da presidência brasileira do bloco. Os chefes de Estado das 20 maiores economias do mundo, acompanhados de representantes da União Europeia e União Africana, terão dois dias de intensas discussões sobre temas cruciais, como mudanças climáticas, paz mundial, combate à fome e a taxação de grandes fortunas.

As expectativas são altas, especialmente em um momento em que as negociações climáticas da COP29, em Baku, Azerbaijão, enfrentam dificuldades para estabelecer um novo compromisso de financiamento climático. António Guterres, secretário-geral da ONU, que já está no Rio, enfatizou a importância do papel do G20, destacando que “eles representam 80% das emissões globais” e que o momento exige liderança exemplar das maiores economias.

Com foco na transição energética, combate à pobreza e reforma da governança global, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) delineou prioridades claras para sua presidência do G20. No entanto, as discussões não serão isentas de desafios. Os impasses que travam as negociações da COP29 também refletem as divisões no G20, onde países desenvolvidos, particularmente da Europa, defendem uma ampliação da base de financiadores para incluir nações em desenvolvimento mais ricas, como China e grandes produtores de petróleo do Oriente Médio.

A declaração final do encontro, prevista para mencionar uma “discussão colaborativa” sobre a taxação de grandes fortunas, deve ser um dos temas mais acompanhados. A formulação inicial, que defende a troca de experiências entre países, só deve ser mantida se nenhum participante solicitar a reabertura das discussões.

O Brasil busca consolidar avanços e imprimir um legado de sua liderança, apesar de um ano de desafios geopolíticos e tensões que marcaram as reuniões ministeriais anteriores. O governo brasileiro tenta, ainda, lançar iniciativas como a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza e o G20 Social, que visa integrar a sociedade civil às discussões globais. No entanto, a continuidade desses projetos após a transição da presidência para a África do Sul e, posteriormente, para os Estados Unidos, permanece incerta, especialmente com a volta de Donald Trump ao poder.

Fonte 247

EUA formalizam apoio à conservação em visita de Biden à Amazônia

O governo dos Estados Unidos anunciou na manhã deste domingo (17) a consolidação de um pacote de ajuda a iniciativas de conservação da Amazônia, como parte de seu programa nacional de combate às mudanças climáticas. O presidente americano Joe Biden visitou Manaus neste domingo. 

Foi a primeira visita de um presidente estadunidense à Amazônia no exercício do mandato, onde foram anunciados acordos bilaterais, marcando os 200 anos de relação mútua entre Brasil e Estados Unidos; ações em conjunto com ONGs e empresas, inclusive bancos brasileiros e atuação no apoio ao combate ao crime organizado, especialmente a ação ilegal em mineração e derrubada de árvores e o combate a incêndios florestais.

As ações, segundo o anúncio, são para “ajudar a acelerar os esforços globais para combater e reverter o desmatamento e implantar soluções baseadas na natureza que reduzam as emissões, aumentem a biodiversidade e construam resiliência a um clima em mudança”.

Simbólica, a ação amplia o leque de iniciativas para o que a Casa Branca coloca como financiamento climático internacional, e se opõe a algumas posições públicas do presidente eleito Donald Trump, notório negacionista do impacto da ação humana sobre o clima.

Na nota sobre o pacote, o governo americano lembra que “desde o primeiro dia do governo Biden-Harris, a luta contra as mudanças climáticas tem sido uma causa definidora da liderança e da presidência do presidente Biden”.

“Nos últimos quatro anos, o governo criou um novo manual que transformou o combate à crise climática em uma enorme oportunidade econômica – tanto em casa quanto no exterior. Depois de liderar a ação doméstica mais significativa sobre clima e conservação da história e liderar os esforços globais para enfrentar a crise climática, hoje o presidente Biden está viajando para Manaus, Brasil, onde se reunirá com líderes indígenas e outros”, diz a nota.

A ação anunciada comemora a marca de US$ 11 bilhões anuais garantidos para ações de conservação em todo o mundo, aumento alegado por Washington de seis vezes em relação ao orçamento para financiamento bilateral no começo do governo Biden, quando sucedeu o primeiro mandato de Trump.

Parte das ações virá por meio do escritório federal Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) e do Banco de Exportação e Importação dos EUA (Exin). O primeiro doará US$ 3,71 bilhões e o segundo US$ 1,6 bilhão ainda este ano.

Entre os anúncios formalizados em Manaus, os Estados Unidos doarão US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia, dobrando a contribuição do país a esse instrumento internacional de financiamento; lançarão uma coalização de investidores, em parceria com o banco BTG Pactual, para restauração de terras e apoio à bioeconomia, que pretende conseguir US$ 10 bilhões até 2030, focados em projetos de remoção de emissões e apoio às comunidades locais; o apoio a iniciativas de geração de créditos de carbono com reflorestamento de áreas convertidas em pastagens, sob responsabilidade da empresa Mombak; a entrada do país no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (FFTS), proposto pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e em fase de modelamento e instalação, com uso de capital privado.

Estão previstos investimentos diretos, como o de US$ 180 milhões junto à Coalizão Redução de Emissões por meio do Avanço do Financiamento Florestal (Leaf), para ações de reflorestamento no Pará; a ampliação de um acordo de investimento e cofinanciamento entre o DFC e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ampliando acordo assinado mês passado; o financiamento para o Laboratório de Investimentos em Soluções Baseadas na Natureza (SbN), com US$ 2 milhões do fundo Usaid para a iniciativa, do Instituto Clima e Sociedade e de financeiras; o investimento de US$ 2,6 milhões no projeto Rainforest Wealth, do Imaflora e do Instituto Socioambiental (ISA), além de pouco mais de US$ 10 milhões em investimento a outros projetos em bioeconomia, cadeias de suprimentos de baixo carbono e outras modalidades de produção local, e outros cerca de US$ 14 milhões em financiamento direto à atuação de comunidades indígenas.

O anúncio do pacote também incluiu três pontos críticos na proteção do bioma: o combate à extração ilegal de madeira,o combate à mineração ilegal e a assistência para o combate ao fogo.

Contra a extração de madeira haverá treinamento em tecnologia para identificação de origem da madeira, a partir da técnica de Espectrometria de Massa (Dart-Tofms: Análise Direta em Espectrometria de Massa em Tempo Real de Voo), para identificar de onde partem as madeiras fiscalizadas com precisão.

O pacote anunciado destaca a participação dos Estados Unidos no financiamento do combate a atividades criminosas com atuação em mineração ilegal e tráfico de mercúrio, com doação de US$ 1,4 milhão.

Contra as queimadas, destacam-se a parceria de 15 anos com o Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), que atua com a rede de satélites de monitoramento dos Estados Unidos. Também haverá treinamento do Serviço Florestal dos EUA para “o manejo inclusivo do fogo, capacitando mulheres e comunidades indígenas, incluindo a primeira brigada de incêndio indígena só de mulheres no Tocantins e no Maranhão.

Repercussão

Agência Brasil ouviu o movimento Amazônia de Pé, que congrega 20 mil ativistas e cerca de 300 organizações. Sua porta-voz e diretora, Daniela Orofino, declarou que recebeu “com muita alegria a notícia dada pelo presidente Biden hoje (17), de que os EUA irão apoiar o Fundo Floresta Tropical para Sempre, uma proposta encabeçada pelo governo brasileiro para financiamento multilateral da proteção das florestas tropicais. Essa é uma demanda que os povos tradicionais e a Amazônia de Pé estão levantando há algum tempo, para que o Fundo efetivamente saia do papel”.

“Um país como os EUA, que produz impactos que têm relação direta com as mudanças climáticas, têm também a responsabilidade de investir em ações globais de mitigação, e a Amazônia está no centro das políticas da mudança climática”, disse Orofino.

“A questão da terra é chave para o combate à crise climática. Demarcar territórios indígenas e de comunidades tradicionais na Amazônia e garantir recursos para a sua proteção é o caminho. Precisamos fazer o dinheiro chegar nos povos da floresta, que são guardiões desses espaços, e nas estruturas de proteção, como o Ibama e o ICMBio. Por isso, ficaremos atentas para que esse apoio seja implementado, ainda que com os desafios que virão com a mudança de governo norte-americano”, disse Daniela Orofino.

O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, disse que o anúncio é positivo e pode consolidar políticas públicas que estão sendo estruturadas na região.

˜São anúncios extremamente importantes, e a maioria deles relacionados à proteção da Amazônia, à defesa da biodiversidade e combate ao desmatamento. O desmatamento é um dos principais fatores hoje de emissões de gás de efeito estufa no Brasil. Zerar o desmatamento é algo absolutamente possível. O atual governo, inclusive, vem diminuindo de forma bastante substancial as taxas de desmatamento, nos dois últimos anos, cerca de 45% de redução, e esses investimentos vão permitir que essas políticas de combate ao desmatamento continuem fortalecidas e também que uma economia de floresta seja colocada no local, nos lugares que hoje você tem o desenvolvimento de uma economia de destruição. Portanto, a preservação se torna uma forma de gerar renda, de gerar benefícios, para a população, e é isso que a gente precisa, combater o crime, gerar renda através da proteção da floresta. Esse tipo de anúncio que está sendo feito vai nessa direção e por isso da importância”.

O secretário executivo da organização não governamental dedicada à redução de emissões, ressaltou o “destaque bastante especial vai para a questão do Fundo Amazônia”.

“Os Estados Unidos chegaram a já depositar cerca de US$ 50 milhões no Fundo Amazônia nesse último período. Pelo anúncio parece que a gente vai ter mais um depósito de US$ 50 milhões e o Fundo Amazônia tem demonstrado ao longo do tempo que é um instrumento fundamental para o combate ao desmatamento e combate ao crime ambiental, uma vez que quase todos os desmatamentos da Amazônia acontecem na ilegalidade˜.

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

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