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Em Araguatins, Polícia Civil do Tocantins desarticula ponto clandestino de comercialização de combustível

Ação ocorreu na zona rural do município e apreendeu combustível armazenado de forma irregular

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 11ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, realizou, na manhã desta terça-feira, 8, uma operação policial que resultou na desarticulação de um ponto clandestino de comercialização de combustível no distrito de Macaúba, zona rural do município. A ação teve como objetivo o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão domiciliar expedido pelo Poder Judiciário e contou com o apoio da Polícia Militar.

Durante as diligências, realizadas na residência e no estabelecimento comercial do investigado, foram localizados e apreendidos combustíveis armazenados de forma irregular, além de quantia em dinheiro supostamente oriunda da atividade ilícita e um aparelho celular, em cumprimento ao mandado judicial.

No local, foi constatado que o investigado realizava, de maneira informal e sem autorização legal, a comercialização de combustível, oferecendo riscos à segurança pública, especialmente em razão do armazenamento inadequado de substâncias inflamáveis. Conforme apurado no curso das investigações, o homem já havia sido autuado em flagrante, em julho de 2025, pela prática do mesmo tipo de ilícito, o que evidencia reiteração delitiva.

A operação é desdobramento de investigação iniciada após o recebimento de denúncia sobre a retirada irregular de combustível de um caminhão-tanque no povoado Macaúba, com posterior acondicionamento em recipientes impróprios, gerando potencial risco de acidente.

O delegado titular da 11ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, Gilmar Silva de Oliveira, destacou a importância da operação para coibir práticas ilegais na região. “A atuação da Polícia Civil visa coibir condutas que colocam em risco a segurança da população e atentam contra a ordem econômica. As investigações tiveram início após denúncias e resultaram na desarticulação desse ponto clandestino, que operava de forma irregular”, afirma.

Durante a ação, outro indivíduo foi conduzido à Central de Atendimento, suspeito de envolvimento em furto de combustível, sendo adotadas as medidas legais cabíveis. Após os procedimentos, o homem foi liberado e irá responder no inquérito policial.

Foto: Divulgação PCTO

Hiago Muniz/Governo do Tocantins

Polícia Federal mira esquema de corrupção e desvios na saúde em cinco cidades do Tocantins

Operação Código Branco cumpre 10 mandados de busca e apreensão na região norte do estado e no Bico do Papagaio. Penas para os envolvidos podem passar de 30 anos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (8) a operação Código Branco, que investiga um forte esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro na área da saúde no Tocantins.

Ao todo, os agentes federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão em cidades da região norte do estado e do Bico do Papagaio. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína, têm como alvos endereços nos municípios de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro.

De acordo com as investigações da PF, uma empresa de serviços médicos foi contratada diversas vezes por prefeituras da região por meio de licitações direcionadas. O esquema eliminava a competitividade do processo, favorecendo o grupo.

A operação busca colher provas para frear a utilização de empresas de fachada. A suspeita é de que o grupo simulava capacidade operacional para justificar as contratações e, com isso, viabilizar o pagamento de propina a agentes públicos.

Durante as apurações, os investigadores descobriram que a empresa realizava subcontratações que eram expressamente proibidas pelos editais.

A PF também identificou repasses financeiros suspeitos, apontando para um esquema de dissimulação e ocultação da origem do dinheiro desviado dos cofres públicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar a marca de 30 anos de prisão.

O nome da operação, “Código Branco”, é uma referência direta ao jargão utilizado em hospitais para identificar emergências que exigem resposta imediata e ação coordenada de toda a equipe médica.

O que dizem as prefeituras

Procuradas, as gestões dos municípios onde os mandados foram cumpridos se posicionaram sobre a operação da Polícia Federal.

A Prefeitura de Araguaína informou que as buscas na cidade ocorreram apenas na sede da empresa investigada, garantindo que não há qualquer ligação do esquema com a administração do município.

Em Filadélfia, o Governo Municipal afirmou à TV Anhanguera que os agentes estiveram no Hospital Municipal exclusivamente para colher o depoimento de um profissional de saúde que estava de plantão. A prefeitura ressaltou que não é alvo de investigação e que o inquérito foca em uma cidade vizinha.

Já a Prefeitura de Barra do Ouro declarou, em nota, que atendeu prontamente às autoridades e que cumpriu rigorosamente a lei em suas licitações, incluindo as pesquisas de preços. O município defendeu que os serviços contratados foram efetivamente prestados à população e que as contas foram entregues conforme exigem as normas vigentes.

Por: Geovane Oliveira , com informações  do G1 Tocantins.

Polícia Civil deflagra operação contra gerente de fazenda suspeito de desviar até R$ 10 milhões

Mandados são cumpridos em três municípios tocantinenses e em Novo São Joaquim (MT); investigado é alvo de prisão preventiva

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Paraíso, deflagrou na manhã desta terça-feira, 7, operação policial com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra um homem investigado por desviar valores milionários de uma grande fazenda no Tocantins, onde atuava como gerente.

A operação conta com apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), da 67ª e 68ª Delegacias de Polícia e também da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Polícia de Novo São Joaquim (MT).

As investigações apontam que o suspeito utilizava o cargo de confiança para superfaturar serviços prestados por terceiros à propriedade rural. A diferença entre os valores reais e os declarados era desviada para contas próprias do investigado e também de terceiros, muitos deles ligados a empréstimos informais realizados pelo investigado, que também atuava como agiota.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades de Miranorte e Lajeado, no Tocantins, além de Novo São Joaquim, no Mato Grosso. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas do ex-gerente investigado e da esposa dele e mais R$ 1,6 milhão nas contas de uma empresa que seria parte do esquema.

Em Miranorte, as equipes atuam na residência do investigado e em uma empresa que mantinha contratos com a fazenda. Já em Lajeado, o alvo é uma chácara adquirida pelo investigado com recursos ilícitos. No município mato-grossense, os mandados são cumpridos em imóveis vinculados ao suspeito e registrados em nome de terceiros.

De acordo com as apurações, os crimes ocorreram entre os anos de 2021 e 2025, período em que o investigado se aproveitou da confiança do proprietário da fazenda para executar o esquema fraudulento. De acordo com as investigações, o prejuízo estimado pode chegar a R$ 10 milhões, valor que foi bloqueado por ordem judicial das contas do ex-gerente.

As investigações tiveram início há cerca de seis meses, após os proprietários perceberem inconsistências financeiras e solicitarem apuração dos fatos para a 6ª DEIC. Durante o curso do inquérito, foi identificado que o investigado, que recebia salário de aproximadamente R$ 26 mil, apresentou evolução patrimonial incompatível com a renda declarada, passando de cerca de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão entre os anos de 2023 e 2024, sem qualquer lastro financeiro que justificasse o patrimônio adquirido.

Também foi constatado que o suspeito aplicou mais de R$ 2,5 milhões em diversos fundos de investimento, valores identificados após quebra de sigilos autorizada judicialmente. Foi apurado que o investigado ainda pesquisou na internet sobre formas de investimento capazes de gerar renda mensal de R$ 20 mil, e sobre como é o processo contra funcionário acusado de superfaturamento. Nos documentos analisados pela 6ªDEIC, também foram encontradas planilhas de controle dos valores obtidos através do esquema de agiotagem mantido pelo suspeito.

O investigado poderá responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e crime da lei de usura (agiotagem). A apuração também aponta indícios de falsidade ideológica, por falsificação de documentos, estelionato, constrangimento ilegal, e de extorsão, uma vez que empresas prestadoras de serviço relataram postura intimidatória por parte do suspeito durante as cobranças, inclusive com emprego de arma de fogo.

A prisão preventiva foi representada pela autoridade policial e deferida pelo Poder Judiciário, tendo como fundamentos a reiteração criminosa, a gravidade dos fatos, indícios de planejamento para deixar o estado e relatos de comportamento intimidatório por parte do investigado.

O delegado da DEIC de Paraíso, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, destaca a complexidade do caso e a atuação técnica da equipe. “Trata-se de uma investigação minuciosa, que identificou um esquema estruturado de desvio de recursos ao longo de vários anos, com utilização de empresas prestadoras de serviço, e movimentações financeiras incompatíveis com a renda do investigado. A atuação da Polícia Civil permitiu reunir elementos robustos que subsidiaram as medidas judiciais adotadas”, ressaltou.

No decorrer da operação, foram apreendidas duas pistolas em um dos endereços alvo das buscas.

João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

Para conter riscos, Anvisa anuncia novas medidas de controle sobre ‘canetas emagrecedoras’

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

De acordo com a Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, que seriam suficientes para a preparação de 25 milhões de doses.

Outro dado mostra que, em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que levaram à interdição de oito empresas por problemas técnicos e falta de controle de qualidade.

O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, reforçou que as medidas não têm como foco a restrição mercadológica ou proibição de manipulação dos ativos, mas sim coibir o uso irregular e proteger a saúde da população, garantindo a qualidade e eficácia dos produtos.

A agência vê aumento de relatos sobre eventos adversos e identificação de uso off label (prescrição diferente da aprovada na bula) desses produtos, como para emagrecimento sem necessidade clínica. Em fevereiro, a agência emitiu alerta para o risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras.

“Esse é um desafio regulatório não só para o Brasil, mas para as principais agências do mundo, essa situação do avanço do consumo de medicamentos derivados de GLP-1 e o avanço da manipulação em cima desses produtos”, disse em coletiva de imprensa.

Riscos

Entre os riscos sanitários mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação (receita individualizada), problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição. O uso indevido de nomes comerciais e divulgação e venda de múltiplos produtos sem registro também foram identificados.

A Anvisa reforça que, para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas.

Desde janeiro deste ano, a agência já publicou dez ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

Eixos estratégicos

O plano de ação da Anvisa possui seis eixos estratégicos:

Aprimoramento regulatório

  • Revisão da Nota Técnica 200/2025 que orienta procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de IFAs de agonistas de GLP-1.

Segundo a Anvisa, a nova norma vai comportar desde a entrada do insumo até a preparação final do produto, com especificações sobre rastreabilidade, qualidade e segurança ao longo da cadeia produtiva; a qualificação dos fabricantes e fornecedores; e o estabelecimento de testes mínimos de controle de qualidade.

A proposta está em construção e será discutida no próximo dia 15 na reunião da diretoria colegiada da Anvisa.

  • Revisão da resolução sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias (RDC 67/2007). Essa resolução é a que norteia todo o processo regulatório das farmácias de manipulação.
  • Fortalecimento das medidas sanitárias cautelares para suspensão de Autorização de Funcionamento (AFE) em situações de risco iminente e a retirada automática de efeito suspensivo de recursos administrativos.

Monitoramento e fiscalização

  • Intensificação de ações de fiscalização, especialmente de inspeções em importadoras, farmácias de manipulação e clínicas de estética.
  • Busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos manipulados, com foco em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas e odontológicas. A Anvisa possui o sistema VigiMed para que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem sobre efeitos adversos de produtos.
  • Aperfeiçoamento da matriz de risco do controle sanitário sobre a importação de IFAs utilizados na produção e manipulação de agonistas do receptor GLP-1.
  • Ampliar as medidas preventivas, para reprimir a entrada de produtos irregulares no território nacional.

Articulação institucional, federativa e internacional

  • Acordo de cooperação técnica e criação de grupo de trabalho com entidades médicas e outros órgãos de controle.
  • Ações proativas de informação e treinamento com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
  • Cooperação com agências reguladoras internacionais.

Ampliação da oferta de produtos registrados

  • Priorização das análises de pedidos de registros. De acordo com a Anvisa, há 17 pedido de registro de canetas emagrecedoras na agência, que estão em andamento e serão priorizadas para ampliar a oferta de produtos registrados.

“Com a queda da patente da semaglutida, uma boa parte desses produtos estão vindo com novas opções e foram solicitados [os registros] para a Anvisa e nós estamos priorizando essa análise”, explicou Safatle.

  • Harmonização do uso de guias técnicos de agências reguladoras de referência, como EMA (Europa) e FDA (Estados Unidos), para avançar com a regulação.

Comunicação com a sociedade

  • Elaboração de plano de comunicação em linguagem simples.
  • Orientação sobre riscos do uso indiscriminado.
  • Informação sobre produtos irregulares.
  • Esclarecimento sobre limites da manipulação magistral.
  • Campanhas direcionadas a pacientes e profissionais.

Governança

  • Criação de grupo de trabalho na Anvisa para monitoramento e avaliação das medidas para avanço contínuo do plano de ação instituído.
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Célio Moura nega autoria de recurso no PT e diz que entrada de Kátia Abreu muda cenário eleitoral no Tocantins

O ex-deputado federal Célio Moura (PT-TO) veio a público nesta segunda-feira (6) para afastar seu nome da resistência interna gerada pela filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores no Tocantins. Por meio de suas redes sociais, o ex-parlamentar negou participação na ofensiva que tenta barrar o ingresso da política na sigla e declarou apoio à nova correligionária, a quem chamou de “companheira”.

A manifestação ocorre em meio à tramitação de um recurso impetrado pela corrente interna Articulação de Esquerda (AE) junto à Executiva Nacional do PT, que questiona a aceitação da ex-senadora no diretório estadual.

Em nota publicada em seus perfis, Moura foi categórico ao afastar os rumores de que estaria liderando ou apoiando o boicote. “Não sou subscritor do recurso impetrado pela AE junto à executiva nacional do PT. O ex-deputado Zé Roberto sabe que esse recurso não teve a minha participação”, esclareceu.

Adotando um tom apaziguador diante do racha na militância, o ex-deputado procurou equilibrar o diálogo com as alas divergentes da legenda. “Respeito a todos os filiados e militantes que são contra, bem como respeito os favoráveis à chegada da ex-senadora Kátia ao PT”, afirmou, ressaltando que a costura política que resultou na filiação não passou pelas instâncias locais: “Essa filiação foi organizada por Brasília”.

Impacto Eleitoral no Tocantins

Para Moura, o movimento fortalece a sigla e altera a correlação de forças na disputa pelo Palácio Araguaia. Ele parabenizou o partido por receber a nova filiada, afirmando que a ex-senadora “revolucionou a mídia estadual”. Com a nova configuração, o petista foi assertivo sobre o cenário das eleições majoritárias: “Certeza que as eleições para o governo terão segundo turno”.

Historicamente ligada ao agronegócio e com um passado de embates com setores da esquerda, Kátia Abreu estreitou laços com o lulismo nos últimos anos, o que pavimentou sua entrada no partido, apesar das resistências das bases mais tradicionais.

Ao finalizar seu pronunciamento, Célio Moura reafirmou seu próprio projeto político para o pleito e sinalizou unidade. “Contínuo firme com a nossa pré-campanha a deputado federal. Vamos em frente, agora com a companheira Kátia”, concluiu.

Por: Geovane Oliveira

Para evitar incertezas, Wanderlei Barbosa desiste de eleição ao Senado e decide concluir mandato no Tocantins

A decisão do governador Wanderlei Barbosa de não renunciar ao cargo, prazo que se encerrou no último sábado, 4, conforme a lei eleitoral, reposiciona o debate político no Tocantins e reforça sua estratégia de priorizar a Gestão Estadual. Mesmo com pesquisas apontando mais de 40% das intenções de voto ao Senado, o Chefe do Executivo optou por permanecer à frente do Governo, sustentando a continuidade administrativa e a estabilidade institucional do Estado.

Na avaliação do Governador, a renúncia abriria um período de incertezas, sobretudo diante do desempenho considerado abaixo do esperado em episódios recentes de interinidade no comando do Estado. Diante desse cenário, assumiu o custo político de abrir mão de uma eleição competitiva para manter o ritmo de entregas e evitar descontinuidades em áreas estratégicas.
A permanência no cargo também garante a continuidade de agendas em andamento, como investimentos em infraestrutura, políticas de valorização dos servidores públicos e execução de obras estruturantes em diversas regiões do Tocantins, assegurando previsibilidade administrativa e o alinhamento dos projetos já em curso.
Uma exceção na política tocantinense
Ao optar por concluir o mandato, Wanderlei entrará para a história recente do Estado como o primeiro governador eleito democraticamente a completar integralmente um ciclo de gestão desde Marcelo Miranda, que governou o Tocantins entre 2003 e 2006. Desde então, o Estado enfrentou sucessivas mudanças no comando do Executivo, marcadas por cassações, renúncias e substituições.
Por: Redação

Frísia reforça orientação sobre crédito rural e gestão financeira em cenário de margens pressionadas

Apoio inclui análise de custos, estruturação de projetos e acesso a melhores condições de crédito

Diante de um cenário marcado por instabilidade climática, aumento no custo de insumos e maior pressão sobre as margens de produção, a Frísia Cooperativa Agroindustrial tem intensificado, no Tocantins, o suporte aos cooperados na organização financeira da safra e no acesso ao crédito.

A atuação envolve desde o planejamento dentro da propriedade até a estruturação de projetos para acesso ao crédito, com foco em garantir mais segurança na tomada de decisão e maior previsibilidade ao produtor.

De acordo com o coordenador comercial da Frísia no Tocantins, Moacir Oliveira, o momento exige atenção constante à gestão de custos e à lógica econômica da produção. “Hoje o cenário está mais desafiador, e o cooperado precisa fazer conta o tempo todo, buscando uma relação de troca eficiente e alinhada à sua realidade produtiva”, afirma.

Nesse contexto, a orientação é que o produtor mantenha o controle sobre sua principal referência de valor, que é a soja, avaliando com cautela a relação entre insumos e produção. O travamento de custos em grãos, junto à cooperativa, tem sido uma alternativa para reduzir riscos e trazer maior estabilidade ao planejamento.

No campo financeiro, a Frísia atua como facilitadora no relacionamento com instituições financeiras, apoiando o cooperado na elaboração de projetos e na análise das condições de crédito disponíveis. A cooperativa mantém interlocução com diferentes agentes do mercado, especialmente cooperativas de crédito, buscando viabilizar taxas mais competitivas e operações mais adequadas à realidade do produtor.

Esse acompanhamento inclui uma análise detalhada das operações, considerando não apenas as taxas de juros, mas também os custos envolvidos, exigências de garantias e serviços vinculados, fatores que impactam diretamente no resultado final da safra.

Outro ponto central é o acompanhamento técnico das lavouras, considerado essencial para o uso eficiente de insumos e para a manutenção da produtividade. A condução adequada das culturas contribui para evitar perdas e preservar a margem do produtor, especialmente em períodos de maior instabilidade.

Além disso, a cooperativa realiza análises financeiras e projeções com base nos dados disponíveis, auxiliando o cooperado a compreender sua situação produtiva e econômica de forma mais clara. A integração entre assistência técnica e gestão financeira tem sido um dos principais diferenciais da atuação da Frísia no estado.

Para o gerente executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, esse modelo integrado ganha ainda mais relevância em momentos de maior incerteza. “A cooperativa oferece uma estrutura completa ao produtor, com assistência técnica, apoio financeiro e segurança na comercialização. Isso contribui para decisões mais consistentes e sustentáveis ao longo de todo o ciclo produtivo”, destaca.

Divulgação Frísia.

Mercado eleva projeção da inflação para 4,36% em meio a tensões no Oriente Médio, aponta Focus

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

MDB caminha para neutralidade na eleição de 2026 em meio à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) deve optar pela neutralidade formal na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. Diante de um cenário político que já se desenha fortemente polarizado entre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL), a avaliação interna da legenda é de que o melhor caminho será liberar seus filiados para apoiarem os candidatos de sua preferência.

A informação, antecipada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, reflete a realidade das históricas divisões entre os diretórios estaduais da sigla.

Nos bastidores, as diferentes alas do MDB já demonstram resignação com a perspectiva de neutralidade na convenção nacional. As divergências regionais inviabilizam o alinhamento em torno de uma candidatura própria ou de um apoio institucional unificado a um dos polos.

Historicamente pragmático, o partido compreende que a liberação de palanques é essencial para garantir a sobrevivência e o fortalecimento de suas lideranças locais, permitindo que cada diretório costure as alianças que forem mais vantajosas em seus respectivos estados.

O fator “Terceira Via”

A ausência de uma estratégia coesa do MDB contrasta com as movimentações de outros atores políticos que tentam quebrar a hegemonia da polarização. O atual cenário eleitoral inclui tentativas como a do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de se posicionar como uma alternativa competitiva fora do eixo PT-PL.

Ainda assim, o MDB não demonstra tração para construir uma unidade em torno de um nome de centro ou liderar uma chapa alternativa nacional, reforçando a tese de que a legenda atuará de forma fragmentada no pleito presidencial.

Baixa na Câmara: A saída de Simone Marquetto

Sintoma da complexa articulação partidária do momento, o MDB registrou uma perda significativa recentemente. A deputada federal Simone Marquetto (SP) surpreendeu os integrantes da legenda ao trocar o partido pelo PP na última semana da janela partidária.

A movimentação causou espanto nos bastidores de Brasília. Até então, a parlamentar era frequentemente cotada como um nome forte do MDB para compor, como vice, uma eventual chapa presidencial encabeçada pelo PSD. A filiação repentina ao PP altera as peças no tabuleiro do centrão e evidencia a fluidez das alianças a dois anos do pleito.

Fonte: 247

Delegado Luciano Cruz assume SSP/TO com foco na integração e no fortalecimento da segurança pública

Cerimônia de transição do cargo foi realizada nesta segunda-feira, 6, na sede da SSP/TO

Na manhã desta segunda-feira, 6, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) realizou, em Palmas, a solenidade de transmissão de cargo ao novo secretário de Estado da Segurança Pública, delegado Luciano Barbosa de Souza Cruz. O gestor foi oficialmente apresentado pelo então secretário Bruno Azevedo, durante cerimônia que oficializou a mudança na condução da pasta.

A cerimônia foi marcada por manifestações de autoridades da Segurança Pública, homenagens ao ex-secretário Bruno Azevedo e pelo pronunciamento do novo gestor à frente da pasta.

O secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública, Reginaldo de Menezes Brito, destacou a continuidade das ações e o papel do novo gestor à frente da pasta. “A gestão anterior consolidou avanços importantes para a Segurança Pública, com a implementação de ações estruturantes e o fortalecimento das instituições. O secretário Luciano Barbosa de Souza Cruz tem uma trajetória sólida na Polícia Civil, com experiência prática e conhecimento da estrutura da pasta, o que garante a continuidade dos trabalhos e o cumprimento das atribuições institucionais com eficiência”, afirma.

A superintendente de Segurança Integrada, Maria de Fátima Holanda, ressaltou os avanços alcançados na gestão e a continuidade dos trabalhos. “Alcançamos resultados importantes e avançamos também na humanização dos serviços prestados. Foram conquistas significativas, com ações e projetos estruturados. A gestão do secretário Bruno Azevedo deixa um legado relevante, que terá continuidade com o novo secretário Luciano Barbosa de Souza Cruz, diante dos novos desafios da função”, informa.

O ex-secretário Bruno Azevedo, que esteve à frente da SSP/TO desde o início de 2025, destacou a continuidade da gestão e a experiência do novo secretário. “Nossa gestão foi técnica e estratégica, voltada ao fortalecimento das ações da Secretaria da Segurança Pública. Luciano é um profissional experiente, que conhece a estrutura da pasta e tem plena capacidade de dar continuidade às ações desenvolvidas, garantindo a integração das forças de segurança e o compromisso com a proteção da população”, afirma.

Por sua vez, o secretário da Segurança Pública, delegado Luciano Barbosa de Souza Cruz, destacou que assume a função com o compromisso de dar continuidade e aperfeiçoar as ações desenvolvidas pela pasta. “Assumo a Secretaria da Segurança Pública com responsabilidade e compromisso com a sociedade tocantinense. Vamos dar continuidade ao trabalho já realizado, buscando o aperfeiçoamento das políticas públicas, o fortalecimento do controle dos indicadores criminais e a ampliação das ações de cidadania, por meio de iniciativas como a identificação civil e a atuação da polícia comunitária. O objetivo é manter e avançar nos resultados, com esforço e dedicação em todas as frentes da Segurança Pública”, afirma.

O delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Luiz Ferreira, reforçou que a instituição segue à disposição para dar continuidade aos trabalhos em prol da população tocantinense. Também destacou as ações desenvolvidas na gestão anterior e pontuou que o novo secretário recebe uma Polícia Civil estruturada, com foco em inteligência e no fortalecimento das atividades investigativas.

A solenidade reuniu autoridades e servidores da SSP, e marcou oficialmente a transição de comando da pasta, simbolizando a continuidade das ações desenvolvidas no âmbito da segurança pública estadual.

Perfil

Delegado de Polícia Civil desde 2009, Luciano Barbosa de Souza Cruz é graduado em Direito pela Universidade Estadual do Tocantins, com pós-graduação em Direito Público. Iniciou a carreira em Paraíso do Tocantins, onde atuou nas delegacias circunscricionais e exerceu a função de delegado regional.

Na Capital, desempenhou funções na Gerência de Inteligência e Estratégia da Secretaria da Segurança Pública, além de atuar nas delegacias especializadas de Combate à Corrupção e de Homicídios. Também esteve à frente da Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos, onde liderou a implantação dos primeiros mutirões de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas no Estado.

Em 2025, passou a integrar a gestão da Secretaria da Segurança Pública, ao assumir o cargo de chefe de gabinete, participando das decisões estratégicas da pasta.

Hiago Muniz/Governo do Tocantins

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