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Israel da Terezona acumula capital político e chega a 2026 como força consolidada no Legislativo de Araguaína

Vice-presidente do Legislativo municipal se destacou pela condução equilibrada dos trabalhos parlamentares e pela habilidade de mediar conflitos em sessões de alta tensão política

O vereador Israel da Terezona, vice-presidente da Câmara Municipal de Araguaína, encerrou 2025 como um dos parlamentares de maior visibilidade política do município e inicia 2026 consolidando sua posição como figura central no Legislativo local. Ao longo do último ano, o parlamentar emergiu como peça-chave na condução dos trabalhos da Casa, especialmente nos momentos de maior tensão política entre as correntes que compõem o plenário.

Em diversas ocasiões, Israel da Terezona assumiu a presidência das sessões no lugar do titular, o vereador Max Fleury, exercendo o papel que lhe compete regimentalmente como vice-presidente. Foi justamente nesses momentos que o parlamentar ganhou reconhecimento — tanto entre os colegas de mandato quanto entre os cidadãos que acompanham de perto o dia a dia do parlamento municipal.

A habilidade de conduzir sessões marcadas por embates acalorados, sem perder o equilíbrio e sem privilegiar qualquer corrente político-partidária, tornou-se a marca registrada de sua atuação à frente da Mesa Diretora. Situação e oposição, independentes e alinhados ao governo — todos, segundo observadores, foram tratados com a mesma régua pelo parlamentar.

“Ele sabe conduzir. Não compromete o trabalho de ninguém, independente se é da situação ou da oposição”, afirmou um telespectador que acompanha regularmente as sessões da Câmara de Araguaína.

O desempenho de Israel da Terezona ao longo de 2025 reforça um perfil que combina habilidade administrativa com sensibilidade política — características cada vez mais valorizadas em um cenário legislativo municipal onde os conflitos de interesse tendem a acirrar os debates e, frequentemente, a travar os trabalhos parlamentares.

Com a proximidade do calendário eleitoral municipal e o ambiente político de Araguaína em ebulição, a crescente visibilidade do vice-presidente da Câmara coloca seu nome entre os que devem ocupar papel de destaque nas articulações políticas da cidade ao longo de 2026.

Geovane Oliveira, com informações da redação de O Melhor da Amazônia

 

Mãe de criança autista consegue na Justiça redução de jornada sem perda de salário em Palmas

Em decisão provisória na quinta-feira (9/4), a juíza Rosa Maria Rodrigues Gazire Rossi, do 5º Juizado Especial da Fazenda Pública de Palmas, determinou que o Município de Palmas reduza em 50% a carga horária de uma servidora pública municipal. A redução de 40 para 20 horas semanais visa permitir que a mãe preste assistência direta ao filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem que haja cortes em seu salário ou necessidade de compensar as horas reduzidas.

Conforme o processo, a mãe autora ocupa o cargo de técnica administrativa educacional e cumpre jornada de 40 horas semanais. A servidora detém a guarda unilateral do filho e apresentou laudos médicos e avaliações neuropsicológicas que comprovam a necessidade de acompanhamento multidisciplinar contínuo da criança, que inclui fonoaudiologia e terapia ocupacional.

A Junta Médica Oficial do Município negou o pedido administrativo feito pela mãe, que decidiu acionar a Justiça em março deste ano. Na ação, a servidora argumenta que a jornada integral a impede de acompanhar essas intervenções essenciais, o que poderia causar danos irreversíveis ao desenvolvimento do filho.

Ao conceder a liminar, a juíza destacou a Opinião Consultiva 31, de 2025, na qual a Corte Interamericana de Direitos Humanos reconhece como direito humano autônomo o direito ao cuidado em sua tripla dimensão (prestar cuidados, receber cuidados e o autocuidado).

Também cita que a Constituição Federal e leis específicas, como a Lei Berenice Piana, garantem prioridade absoluta aos direitos da criança e proteção especial às pessoas com deficiência.

A juíza ressaltou na fundamentação que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece a servidores municipais e estaduais o mesmo direito de servidores federais de horários especiais quando possuem dependentes com deficiência.

Na decisão, a juíza observa que a Junta Médica Oficial do Município negou o pedido administrativo da servidora com um parecer genérico, sem apresentar razões técnicas que refutassem os laudos médicos apresentados ou que indicassem que a condição da criança não exige a assistência da mãe.

Com base no princípio da dignidade da pessoa humana e no direito ao cuidado, a juíza concedeu a tutela de urgência (liminar) e fixou o prazo de 10 dias para o município de Palmas reduzir a jornada da servidora de 40 para 20 horas semanais. O município também deve manter o pagamento integral da remuneração e não pode exigir compensação de horários.

A liminar é válida até que haja um julgamento final do processo. O município será citado para apresentar sua defesa no prazo de 30 dias.

Fonte : tjto.jus.br

Carlesse deve disputar o Senado em 2026 pelo PSD, indicam aliados do ex-governador do Tocantins

Pessoas próximas ao ex-governador confirmam que o cenário político é favorável e que Mauro Carlesse está motivado a retornar à vida pública em busca de uma vaga no Senado Federal

O ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse, deve ingressar na disputa por uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026, desta vez pelo Partido Social Democrático (PSD). A informação foi confirmada nesta sexta-feira por pessoas de estreita confiança do líder político, que descrevem o cenário como promissor para uma candidatura ao cargo.

De acordo com interlocutores que integram o núcleo político mais próximo de Carlesse, o ex-governador estaria avaliando com seriedade a possibilidade, motivado pelo que aliados definem como um legado construído ao longo de anos de gestão e pela vontade de continuar contribuindo com o desenvolvimento do estado a partir da mais alta tribuna legislativa do país.

“O ex-governador tem história, tem legado e está motivado a trabalhar pelo Tocantins”. — Aliado de Carlesse, em declaração ao Portal O Melhor da Amazônia

As mesmas fontes, que preferiram não ser identificadas, afirmam que a avaliação interna do grupo político é de que o nome de Carlesse conta com força eleitoral suficiente para competir por uma das duas cadeiras tocantinenses no Senado. A escolha pelo PSD, legenda que tem o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República, seria estratégica para ampliar a capacidade de articulação do ex-gestor em caso de vitória.

Mauro Carlesse governou o Tocantins por dois mandatos consecutivos, de 2018 a 2022, tendo assumido o Executivo estadual inicialmente por decorrência da cassação do então governador Marcelo Miranda. Sua gestão foi marcada por obras de infraestrutura e por uma ampla rede de apoios nos 139 municípios tocantinenses, o que, segundo aliados, representa um patrimônio político relevante para uma disputa de âmbito estadual como é o pleito senatorial.

Contexto eleitoral

As eleições gerais de 2026 renovarão dois terços do Senado Federal. O Tocantins terá duas vagas em disputa neste ciclo. O prazo para filiação partidária visando à candidatura encerra-se um ano antes do pleito, e movimentações políticas para alianças já começam a ganhar corpo em diversas regiões do país.

A potencial candidatura de Carlesse deverá movimentar o tabuleiro político do Tocantins, estado com tradição de disputas acirradas e onde o ex-governador mantém presença nos principais centros urbanos e no interior. A confirmação oficial, no entanto, depende ainda de uma decisão formal do próprio Carlesse, cuja posição definitiva não foi comunicada publicamente até o fechamento desta edição.

A reportagem tentou contato com a assessoria do ex-governador Mauro Carlesse para obter uma posição oficial sobre a possível candidatura, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Por: Geovane Oliveira

Lula e Hugo Motta preparam reunião para definir tramitação do fim da escala 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), articulam a marcação de uma reunião para tentar pacificar a tramitação das propostas que põe fim à escala de trabalho 6×1. O encontro, ainda sem data confirmada, ocorre em um momento de divergências entre o Palácio do Planalto e o comando da Casa Baixa sobre o formato de envio e o ritmo de análise da medida, que prevê a transição para o modelo 5×2.

Pressionado por forte mobilização política e social, o governo federal já sinalizou a intenção de encaminhar ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) com regime de urgência constitucional. A manobra é vista pelo Executivo como a via mais célere para aprovar o tema, uma vez que a urgência impõe um prazo limite para a análise dos parlamentares, sob pena de trancamento da pauta do plenário da Câmara caso a votação não ocorra no período estabelecido.

De acordo com informações do jornal O Globo, a cúpula dos dois Poderes tenta agora alinhar os ponteiros após uma série de conflitos de agenda que atrasaram as negociações. Motta chegou a cancelar uma viagem aos Estados Unidos, onde participaria de um evento na Universidade de Harvard, para permanecer em Brasília e focar na articulação de pautas internas.

Entre as prioridades imediatas do deputado estão a sabatina e votação de indicados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e o acompanhamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a jornada de trabalho, que já está sob análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Descompasso entre Planalto e Câmara

A necessidade de um encontro bilateral ganhou contornos de urgência após declarações divergentes na cúpula de Brasília. Nos últimos dias, Hugo Motta afirmou ter sido informado pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), de que o Palácio do Planalto havia descartado o envio de um novo projeto de lei sobre a jornada. A afirmação foi prontamente rebatida por auxiliares do presidente da República, que reafirmaram a manutenção da estratégia.

No dia seguinte ao episódio, o próprio presidente Lula declarou em entrevista que o texto seria despachado ao Legislativo “ainda nesta semana”. A promessa, contudo, não se concretizou. Nesta sexta-feira (10), o chefe do Executivo cumpre agenda na capital paulista, o que contribuiu para o adiamento da assinatura e formalização da proposta.

A PEC em discussão na CCJ estabelece a redução da jornada semanal de trabalho, garantindo ao trabalhador o modelo de cinco dias de atividade para dois de descanso consecutivo (5×2).

Com forte apelo popular, o tema é tratado como uma pauta estratégica pelo governo federal, especialmente no contexto do ano eleitoral. Do outro lado da Praça dos Três Poderes, Motta também indicou interesse político em não deixar a pauta travar, projetando uma possível votação no plenário da Câmara ainda no primeiro semestre deste ano, a depender dos acordos firmados no encontro que está sendo desenhado com o presidente Lula.

Fonte: 247

Carta assinada: Dorinha se compromete com jornalistas e com a qualidade da informação pública

A senadora Professora Dorinha (União) recebeu representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Tocantins (Sindjor-TO) e assinou a Carta-Compromisso que reúne diretrizes para o fortalecimento da comunicação pública no estado. O encontro ocorreu nesta quinta-feira, (09), com a presidente do Sindjor Alessandra Bacelar, e as jornalistas Arlete Carvalho e Milena Botelho. O documento trata de pontos estratégicos como liberdade de imprensa, combate à desinformação, transparência na gestão e valorização dos profissionais de comunicação.

Ao aderir à carta, a pré-candidata ao governo do estado assume uma série de compromissos relacionados à profissionalização das áreas de comunicação do estado, garantia de acesso à informação, criação de canais permanentes de diálogo entre governo, imprensa e sociedade, informação de qualidade, entre outros.

“Uma imprensa responsável é essencial para qualquer democracia que funcione de verdade. Valorizar o trabalho dos jornalistas, garantir acesso à informação e respeitar a autonomia profissional são compromissos que impactam diretamente a qualidade das decisões públicas e a vida das pessoas. Defender o jornalismo profissional é proteger o direito da sociedade de saber o que realmente acontece”, afirmou a senadora.

A presidente do Sindjor ressaltou que o sindicato busca garantir que a comunicação pública seja tratada como política de Estado, com planejamento, orçamento e compromisso permanente com o interesse público. Ela também enfatizou a necessidade de valorização dos profissionais da comunicação, defendendo melhores condições de trabalho, remuneração digna e reconhecimento estratégico dentro da gestão pública. “Não existe comunicação eficiente sem profissionais qualificados, respeitados e com autonomia técnica”, disse.

Por: Redação

STJ rejeita uso de inteligência artificial como prova em ação penal

Caso de racismo envolveu uso de software para confirmar ofensa

Um relatório produzido pela Polícia Civil de São Paulo com o uso das ferramentas de inteligência artificial (IA) Gemini e Perplexity, em 2025, foi rejeitado como prova pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão foi o primeiro posicionamento do tribunal em casos como esse e estabelece precedente para a Justiça.

Pesou na decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca a ausência de confirmação por peritos. O caso julgava a acusação de ofensa de cunho racial, que a acusação afirmou ter sido feita pelo vice-prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Marcondes, a um segurança do Palmeiras, durante um jogo entre a equipe local, o Mirassol, e o time em fevereiro do ano passado. A acusação teve como principal prova um relatório baseado em análise feita por IA.

Um vídeo com a discussão entre Marcondes e o segurança foi analisado pela equipe de perícia oficial, do Instituto de Criminalística, que não confirmou a presença da palavra no áudio. Segundo o laudo, baseado em análise técnica de fonética e acústica, não foram identificados traços articulatórios compatíveis com o termo apontado na acusação.

Os investigadores usaram as ferramentas de IA para analisar o conteúdo do vídeo. O relatório que essas ferramentas produziram permitiu concluir que a expressão ofensiva ocorreu. O documento foi a base para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público de São Paulo, em agosto de 2025.

Segundo o promotor José Silvio Codogno, o xingamento foi proferido após a vítima pedir para o filho do vice-prefeito se afastar do local por onde passariam os atletas do Palmeiras, que deixavam o Estádio Municipal José Maria de Campos Maia em direção ao ônibus que os aguardava no estacionamento. O MP informou que, segundo os autos, Marcondes não gostou de ver o filho ser repreendido pelo segurança, passando a discutir com o homem e a proferir contra ele uma série de insultos. Para Codogno, o réu “praticou injúria racial, atingindo a honra subjetiva da vítima”.

Ao analisar o caso, o relator na Quinta Turma, Reynaldo Soares da Fonseca, avaliou a questão da admissibilidade desse tipo de material como prova. Ele entendeu que o problema não estava na legalidade da obtenção do relatório ou em suposta ofensa à cadeia de custódia da prova, mas questionou se esse tipo de ferramenta é confiável para sustentar uma acusação penal, acolhendo a defesa de Marcondes.

“Um dos riscos inerentes à utilização da inteligência artificial generativa é a alucinação, que consiste na apresentação de informações imprecisas, irreais ou fabricadas, porém com aparência de fidedignidade”, comentou Fonseca em sua decisão.

O ministro também apontou limitações técnicas da IA generativa e ressaltou que esses sistemas operam com base em probabilidades e padrões estatísticos, podendo produzir informações incorretas com aparência de verdade.

Como consequência, a Quinta Turma determinou a exclusão do relatório dos autos e estabeleceu que o magistrado deve proferir nova decisão sobre a admissibilidade da acusação, sem levar em consideração o documento.

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

Projeto VOZES fortalece cidadania intercultural e participação política da comunidade Apinajé

Iniciativa reúne UFNT e instituições parceiras em ações nas aldeias de Tocantinópolis, com participação ativa de estudantes de Direito do CEHS

A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) integra uma iniciativa voltada ao fortalecimento da cidadania e da participação política indígena por meio do projeto “VOZES: Cidadania Intercultural e Fortalecimento Político da Comunidade Apinajé”. A ação é realizada em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, o Instituto Federal do Tocantins, o Juízo Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral de Tocantinópolis.

Com foco no diálogo intercultural e na escuta ativa, o projeto promove atividades diretamente nas aldeias São José, Mariazinha, Patizal e Palmeiras, localizadas em Tocantinópolis. As ações ocorreram entre os dias 6 e 10 de abril, reunindo representantes institucionais, lideranças indígenas e a comunidade local.

A proposta busca contribuir para o empoderamento político da comunidade Apinajé, ampliando o acesso à informação sobre direitos, processos eleitorais e participação democrática. Nesse contexto, a presença do professor Júlio César de Lucena Araújo, coordenador do Laboratório Etnoterritorial da Bacia Araguaia-Tocantins, tem sido fundamental para o fortalecimento do diálogo intercultural e para a construção coletiva das atividades.

A UFNT também participa por meio do envolvimento direto de estudantes do curso de Direito do Centro de Educação, Humanidades, e Saúde (CEHS), vinculados aos Componentes Curriculares de Extensão (CCEX). Os acadêmicos Carlos Daniel Fernandes Guimarães, Fernanda Alves Pereira, Gilberto Pereira Apinajé, Nicole Stephanny de Sena Feitosa, Juliana Lopes Brandes e Zara Monteiro Gomes atuaram nas visitas às comunidades, contribuindo com observações e interações junto aos participantes.

A partir dessa experiência em campo, os estudantes irão elaborar relatos e produzir materiais didáticos voltados à educação política. A proposta inclui a criação de guias práticos que expliquem o funcionamento das eleições, os procedimentos de votação e a importância do processo democrático, considerando as especificidades culturais da comunidade Apinajé.

Ao articular ensino, extensão e compromisso social, o projeto reforça o papel da UFNT na promoção de uma universidade conectada às realidades locais e comprometida com a diversidade e a inclusão.

 

Apoio do Podemos a Dorinha limita opções e empurra Ronaldo para disputa proporcional no Tocantins

A costura de alianças para as eleições no Tocantins impôs um cenário de escolhas pragmáticas e difíceis para o ex-prefeito Ronaldo. Com seu partido, o Podemos, declarando oficialmente apoio à pré-candidatura da senadora Dorinha ao Palácio do Araguaia, as portas para a composição da chapa majoritária — seja na disputa pelo Senado Federal ou pela vice-governadoria — se fecharam em definitivo para o líder político.

De acordo com o analista político Geovane Oliveira, o ex-prefeito encontra-se agora em uma verdadeira encruzilhada eleitoral: Ou redireciona seu capital político para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), ou corre o sério risco de encerrar o ciclo amargando a ausência de um mandato.

“Com o alinhamento orgânico do Podemos ao projeto de Dorinha, Ronaldo ficou sem margem de manobra na parte de cima da chapa”, avalia Oliveira. “Para não ficar fora do tabuleiro político e evitar a perda de influência que a falta de mandato traz, a descida para a disputa proporcional tornou-se a sua única rota de sobrevivência viável.”

O desafio das urnas e a “dobradinha” familiar

Apesar de se apresentar como a saída mais lógica para evitar o ostracismo político, a corrida para o Legislativo estadual está longe de ser considerada uma tarefa simples. O analista ressalta que a eleição proporcional no Tocantins tem se mostrado cada vez mais acirrada, exigindo uma reestruturação imediata da estratégia de campanha do ex-prefeito.

O cenário ganha uma camada extra de complexidade devido ao projeto familiar: o filho de Ronaldo deverá concorrer à reeleição para o cargo de deputado federal. A ausência do ex-prefeito em um cargo majoritário, que naturalmente “puxaria” votos para a base, força o grupo a concentrar todos os seus esforços logísticos e financeiros em duas frentes proporcionais simultâneas.

Para os especialistas de bastidores, a chamada “dobradinha” familiar — com o pai disputando a vaga de estadual e o filho buscando manter a cadeira na Câmara dos Deputados — exigirá um alinhamento fino com prefeitos e vereadores aliados em suas bases de reduto. O recuo forçado de Ronaldo define o novo compasso de sua trajetória política, transformando a eleição para a Assembleia em uma verdadeira prova de fogo para a manutenção do peso de seu nome no estado.

Por: Geovane Oliveira

Perfil moderado e presença contínua nas ruas elevam aprovação de Gideon Soares em Araguaína

Sondagens de bastidores e relatos de moradores nas principais vias da cidade indicam amplo trânsito do parlamentar entre diferentes correntes ideológicas e classes sociais

Nos bastidores da política araguainense, um nome tem ganhado tração e consolidado uma base sólida de apoio popular: O do vereador Gideon Soares. O termômetro das ruas e as análises internas dos grupos políticos locais indicam que o parlamentar ostenta um alto índice de aprovação perante a comunidade, resultado direto de uma estratégia baseada na presença constante nos bairros e na fuga da polarização.

Ouvidos nas principais ruas e avenidas do polo econômico do Tocantins, moradores são quase unânimes ao apontar o principal trunfo de Soares. Segundo a avaliação popular, o ponto alto de seu mandato é o que chamam de “trabalho constante”. Diferente da figura tradicional do político sazonal, o vereador construiu a imagem de um parlamentar de demandas diárias, mantendo contato direto e contínuo com as necessidades das comunidades.

A Força da Moderação

Para além do trabalho de base, o que mais chama a atenção dos analistas políticos locais é a habilidade de articulação do vereador. Em um cenário político frequentemente marcado por embates radicais, Gideon Soares consolidou-se como um político de perfil estritamente moderado.

Segundo fontes dos bastidores políticos de Araguaína, o parlamentar possui uma rara capacidade de navegar com facilidade e sem atritos por todas as correntes políticas e ideológicas. Essa postura pragmática e conciliadora permite que ele mantenha um diálogo aberto e produtivo com todas as classes sociais — desde o forte setor empresarial e agropecuário da região até as lideranças comunitárias dos bairros mais periféricos.

Peça-chave no Tabuleiro Local

A leitura feita nos corredores da Câmara Municipal e nos gabinetes locais é que essa fluidez torna Gideon Soares um dos nomes com menor índice de rejeição na cidade. Ao evitar os extremos, ele não apenas garante a aprovação daqueles que se beneficiam de suas ações diretas, mas também conquista a simpatia do eleitorado de centro, que busca resultados concretos ao invés de disputas ideológicas.

Com o cenário eleitoral municipal sempre em efervescência, o capital político acumulado por Soares nas ruas o coloca em uma posição de destaque. Seja para fortalecer chapas majoritárias ou para voos mais altos no futuro, o vereador mostra que a combinação de moderação diplomática e presença constante nas ruas continua sendo uma fórmula altamente eficaz na política de Araguaína.

Por: Geovane Oliveira

 

Excesso de pré-candidatos na base de Wagner ameaça representatividade de Araguaína em 2026

Com sete pré-candidatos governistas na disputa em Araguaína, divisão de votos eleva o risco de o grupo não atingir o quociente eleitoral; analista aponta “falta de liderança” do Executivo municipal

A base aliada do prefeito Wagner, de Araguaína, caminha para um cenário de alto risco nas eleições estaduais de 2026. O excesso de pré-candidaturas governistas ao cargo de deputado estadual tem gerado um alerta nos bastidores: A divisão do eleitorado local pode resultar na ausência total de representantes do grupo na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto).

Atualmente, o núcleo de apoio do Paço Municipal conta com pelo menos sete nomes na disputa pelo mesmo reduto eleitoral. Estão no páreo figuras conhecidas da política araguainense, como Wilson, Terciliano, Marcos Duarte, Miguel, Gipão e a Dra. Ângela. O grande obstáculo para essa estratégia é a matemática das eleições proporcionais. Sem um afunilamento, os votos tendem a se pulverizar, reduzindo drasticamente as chances de qualquer um dos postulantes atingir a margem mínima do quociente eleitoral exigida para garantir uma cadeira.

Para o analista político Geovane Oliveira, do portal O Melhor da Amazônia, o atual cenário expõe uma crise de coordenação no Executivo municipal. “A fragmentação a que assistimos mostra uma evidente falta de liderança e pulso firme do prefeito em organizar sua própria base. Ao deixar o grupo se fragmentar a esse ponto, ele dilui seu capital político e tem um potencial real de não eleger nenhum deputado”, avalia o especialista.

Nos bastidores, a leitura é de que a ausência de um consenso interno pode custar caro à gestão municipal. Caso a base termine o pleito derrotada e sem representatividade na Assembleia, o prefeito Wagner enfrentará maiores dificuldades de articulação política junto ao Governo do Estado nos anos seguintes, perdendo um canal direto para a captação de emendas parlamentares fundamentais para a cidade. O futuro do grupo dependerá da capacidade do gestor de intervir e unificar os aliados antes do prazo final das convenções partidárias.

Por: Geovane Oliveira

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