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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

TCE aponta divergência de R$ 20 milhões no FUNDEB em Araguaína e amplia investigação

ARAGUAÍNA (TO) | Quarta-feira, 15 de abril de 2026 — O Tribunal de Contas do Estado do Tocantins identificou uma divergência de R$ 20 milhões nas contas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica de Araguaína, conforme o Despacho nº 245/2026, que trata de uma investigação em andamento sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados à educação.

A decisão se baseia em análises preliminares que apontam diferenças expressivas entre os valores declarados pela prefeitura aos órgãos de controle e os saldos efetivamente encontrados em extratos bancários da Secretaria Municipal de Educação.

Investigação teve origem em inconsistências

O caso teve início com a abertura do Procedimento Apuratório Preliminar (PAP) nº 981/2026, após técnicos do tribunal detectarem inconsistências consideradas graves na movimentação dos recursos do FUNDEB.

De acordo com o TCE-TO, a divergência de R$ 20 milhões levanta suspeitas sobre a gestão dos recursos vinculados à educação básica, que possuem destinação específica, incluindo pagamento de professores e manutenção da rede pública de ensino.

Uso de “prova emprestada” é autorizado

Na decisão, o conselheiro relator autorizou o uso da chamada “prova emprestada”, permitindo a utilização de documentos e evidências produzidos em outro procedimento semelhante, o PAP nº 983/2026.

A medida segue entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça, que admite o compartilhamento de provas entre processos, desde que sejam garantidos os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Segundo o tribunal, o uso desse instrumento busca dar maior celeridade à investigação, evitando a repetição de diligências já realizadas e fortalecendo a consistência das análises.

Fiscalização rigorosa e novos encaminhamentos

A apuração está sob responsabilidade da 1ª Relatoria do TCE-TO, que fiscaliza as contas de Araguaína no período de 2021 a 2024, com apoio técnico da 1ª Diretoria de Controle Externo.

Com o despacho, foi determinada a realização de uma nova análise detalhada dos documentos financeiros, incluindo a consolidação das provas já produzidas. A unidade técnica deverá emitir um relatório conclusivo que servirá de base para as próximas decisões.

Entre os possíveis desdobramentos estão a aplicação de sanções aos gestores responsáveis, a determinação de devolução de recursos aos cofres públicos ou o aprofundamento das investigações.

Caso segue em apuração

Apesar da confirmação da divergência milionária, o tribunal ressalta que o processo ainda está em fase de instrução e que não há, até o momento, decisão final sobre responsabilidade ou eventual dano ao erário.

O caso reforça a importância dos mecanismos de controle externo na fiscalização do uso de recursos públicos, especialmente em áreas sensíveis como a educação, que dependem diretamente da correta aplicação dos recursos do FUNDEB.

Por: Geovane Oliveira, com informações do TCE-TO

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da 6×1 na CCJ da Câmara

Um pedido de vista coletivo feito pelas lideranças do PSDB e do PL na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira (15), a votação sobre a constitucionalidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1).

Temendo atrasos nessa votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na terça-feira (14), um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Na sessão de hoje da CCJ, o relator da PEC na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade do texto, ou seja, deu parecer no sentido de que a redução da jornada é constitucional. Além do fim da escala 6×1, a PEC prevê reduzir a jornada das atuais 44  para 36 horas semanais em um prazo de dez anos.

Brasília-DF – 15/04/2026 – Reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para leitura do relatório do deputado Paulo Azi da proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019) que reduz a jornada de trabalho a 36 horas. A oposição pediu vistas. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Deputado Paulo Azi lê relatório sobre a PEC 221/2019, que acaba com a jornada 6×1 – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O parecer do deputado Azi ainda precisa ser aprovado pela maioria da CCJ. Os deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e a Bia Kicis (PL-DF) pediram vista para ter mais tempo para analisar o tema.

“[O parecer do relator] foi protocolado pela manhã e o relator aqui, habilmente, leu todo o parecer na íntegra, porém, eu e outros deputados temos o interesse de ler minuciosamente em virtude desse parecer e desse texto serem um tema sensível. É prudente nós termos um prazo de debate nesse pedido de vista”, disse Redecker.

O parlamentar gaúcho ainda criticou o fato de o presidente Lula ter enviado um PL com urgência constitucional para a Casa, o que, segundo ele, “enterra a discussão da PEC”.

“Pelo nosso regimento interno, temos até um prazo de 40 sessões [do plenário da Câmara] para debater uma [PEC na] comissão especial. O prazo que o governo protocolou o regime de urgência será até 45 dias. No dia de hoje, 44 dias. Ou seja, não se vencerá o tempo hábil de debater, na comissão especial, o prazo dessas PECs”, completou.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) rebateu que o PL do governo apenas antecipa um projeto que depois poderá ser colocado na Constituição por meio da PEC em tramitação na Câmara.

“Um projeto não prejudica o outro. Pelo contrário, ajuda, fortalece. O projeto foi encaminhado pelo presidente Lula por um motivo especial: líderes da oposição afirmaram publicamente que iriam obstruir a tramitação da PEC. O objetivo, segundo eles, é não deixar isso votar”, disse.

Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, prometeram trabalhar para não deixar votar o fim da escala 6×1. A fala ocorreu em um encontro com empresários em São Paulo, em fevereiro. Juntos, os dois partidos somam 139 dos 513 deputados da Casa.

Brasília-DF – 15/04/2026 – Reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para leitura do relatório do deputado Paulo Azi da proposta de emenda à Constituição (PEC 221/2019) que reduz a jornada de trabalho a 36 horas. A oposição pediu vistas. (Deputada Erika Hilton) Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Deputada Erika Hilton durante sessão da CCJ para leitura do relatório sobre a PEC que acaba com a jornada 6×1 – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A PEC em tramitação na CCJ é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), mas a proposta foi apensada à PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendeu a admissibilidade do texto na comissão.

“Que os patrões possam entender que não há produtividade, não há economia, com o trabalhador adoecido, com o trabalhador esgotado, com o trabalhador exausto. Esta matéria é por mais tempo de descanso, mas ela também é por qualidade de vida”, disse Erika.

Não houve falas contra o mérito do projeto na sessão da CCJ desta quarta-feira até o fechamento desta reportagem.

A admissibilidade

O relator Paulo Azi defendeu a admissibilidade da PEC 221, ou seja, rejeitou os argumentos que defendiam que a proposta seria inconstitucional devido, entre outros motivos, ao impacto econômico que a medida poderia causar, o que violaria a autonomia financeira dos estados e municípios.

“Não há necessidade de previsão de estimativa do impacto orçamentário ou financeiro, pois a determinação constante do Artigo 113 do ADCT [Ato das Disposições Constitucionais Transitórias] não atinge as PECs”, afirmou.

Azi acrescentou que ainda há a possibilidade de “serem discutidas e avaliadas medidas de contenção do impacto sobre estados e municípios quando da discussão do mérito, oportunidade em que poderão ser articuladas formas de compensação econômica”.

Sobre o argumento de que a medida constituiria restrição excessiva da negociação coletiva entre patrões e empregados, defendendo que a escala seja definida por meio dessas negociações, o deputado destacou a assimetria de poder entre as partes.

“Verifica-se uma assimetria de poder na relação entre capital e trabalho, o que se agrava com a fragilidade financeira de muitos sindicatos. Esse estado de coisas evidencia que a simples autonomia negocial coletiva dos agentes do mercado de trabalho é insuficiente para promover avanços na temática da redução da jornada e da escala de trabalho”, escreveu Azi no relatório.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Com agenda lotada pelo interior, Lucas Campelo consolida base eleitoral dentro e fora de Araguaína

O vereador Lucas Campelo, de Araguaína, vive nos últimos dias uma rotina intensa de compromissos políticos. Após formalizar sua filiação ao Partido Republicanos, o parlamentar municipal consolidou sua pré-candidatura a deputado federal e passou a acumular uma agenda que, segundo sua assessoria, já não comporta todas as solicitações de visita recebidas de municípios por todo o estado do Tocantins.

A equipe do vereador afirma trabalhar ininterruptamente para atender a demanda. “Temos recebido pedidos de diferentes regiões do estado. A agenda está congestionada, mas estamos fazendo o máximo para honrar cada compromisso”, afirmou um integrante do time de pré-campanha.

Pai empresário é apontado como exemplo de humildade e engajamento

Ao lado do filho nas movimentações políticas, o empresário Edvaldo Campelo, figura consolidada no cenário econômico de Araguaína, tem sido destacado por correligionários e apoiadores como um exemplo de dedicação à cidade e ao desenvolvimento do Tocantins. Mesmo pertencendo a uma das famílias mais abastadas da região, o perfil acessível e comprometido tanto do pai quanto do filho tem sido um elemento recorrente nos relatos de quem acompanha a trajetória da família.

Analista aponta perfil semelhante ao do governador Wanderlei Barbosa

O analista político Geovane Oliveira, do portal O Melhor da Amazônia, avalia que Lucas Campelo reúne atributos que o diferenciam no cenário político tocantinense.

“Apesar de pertencer a uma das famílias mais ricas de Araguaína, o perfil político de Lucas se assemelha muito ao do governador Wanderlei Barbosa: humilde de fato, acessível, gosta genuinamente da política e é extremamente carismático. Quem passa por ele se identifica imediatamente e já quer tirar uma foto”, observou o analista.

Oliveira destacou ainda um episódio que ilustra essa percepção. Durante uma partida de futebol em Araguanã, ao acompanhar o evento pelas arquibancadas, o analista observou Lucas Campelo circulando livremente entre a torcida, cumprimentando e atendendo a todos com atenção e afeto.

“Ouvi espontaneamente, de várias pessoas ao redor, comentários do tipo: ‘se ele sair mesmo para o federal, meu voto é dele’. Isso me chamou atenção. E não foi um caso isolado — esse padrão se repetiu em outros eventos em Araguaína”, relatou Geovane Oliveira.

Aproximação com o governo estadual impulsiona candidatura

A articulação de Lucas Campelo com o governo do estado, liderado pelo governador Wanderlei Barbosa, é apontada por assessores e pelo próprio analista como um fator que potencializa a capilaridade política do vereador. A proximidade com a gestão estadual, aliada à sua presença ativa nas bases, faz com que o nome de Lucas ganhe força crescente fora dos limites de Araguaína.

“A combinação entre o apoio do governo estadual e a popularidade genuína que ele construiu nas ruas é o que explica essa agenda lotada por todo o Tocantins”, avalia Geovane Oliveira.

Pautas sociais norteiam o discurso do pré-candidato

No campo programático, Lucas Campelo tem centrado seu discurso em temas de apelo popular e relevância social. Entre as bandeiras defendidas pelo vereador estão políticas habitacionais, com foco no direito à moradia digna, e políticas voltadas ao público idoso, além de outras pautas que, segundo sua equipe, atendem às demandas concretas da população tocantinense.

A definição oficial da candidatura depende ainda das convenções partidárias previstas para o calendário eleitoral de 2026, mas o movimento nas bases indica que Lucas Campelo já trata a disputa como uma realidade.

Com informações da redação de O Melhor da Amazônia | Araguaína, Tocantins

Número de eleitores acima de 60 anos dispara e já representa quase 1 em cada 4 votantes

Um levantamento realizado pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados a partir do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que a chamada Geração Prateada, de pessoas 60+ aptas a votar, cresceu cinco vezes mais do que o eleitorado geral nos últimos 16 anos. 

Enquanto o número de eleitores de todas as faixas etárias cresceu 15% entre 2010 e 2026, o eleitorado 60+ aumentou 74% no período, o que revela expansão de 20,8 milhões em 2010 para 36,2 milhões em março deste ano.

Segundo a Nexus, os números podem aumentar ainda mais até o dia 6 de maio, que é o prazo final para o cadastro de eleitores no TSE.

Até a data da coleta, 156,2 milhões de pessoas estavam aptas a participar do processo eleitoral no próximo mês de outubro, contra 135,8 milhões, em 2010. O levantamento sugere que em um cenário de polarização aguda, como ocorreu na eleição de 2022, obter o voto da população 60+ é estratégico.

De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a Geração Prateada pode definir o resultado das eleições deste ano.

“É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”.

Peso relevante

Tokarski lembrou que na última eleição presidencial, em 2022, a diferença entre candidatos foi pequena, inferior a 2 milhões de votos, o que torna esse contingente altamente estratégico. Numericamente, a geração 60+ passa a ter um peso relevante, constituindo um em cada quatro eleitores do país e, portanto, capaz de influenciar sistemas equilibrados.

“Assim, embora não determine o resultado de forma isolada, pode atuar como fiel da balança, especialmente em cenários polarizados”, afirmou o CEO da Nexus.

Ele admitiu que a tendência é de que a proporção dos seniores nas eleições acompanhe o aumento da longevidade. “A tendência é claramente de que a proporção de eleitores seniores acompanhe e até reflita diretamente o aumento da longevidade e do envelhecimento populacional”.

O levantamento mostra que a população com 60 anos ou mais saltou de 7% para 16% em três décadas e, em paralelo, o eleitorado 60+ cresceu rapidamente, já representando 23,2% dos votantes.

Abstenção

A abstenção dos maiores de 60 anos apresentou queda nas últimas três eleições: somava 37,1% em 2014 e passaram para 36,4% em 2018 e a 34,5% em 2022. Em contrapartida, as abstenções do eleitorado brasileiro em geral aumentaram de 19,4% em 2014 para 20,3% em 2018 e 20,9% no último pleito nacional.

Os maiores de 70 anos, embora tenham uma taxa de abstenção maior do que a média da Geração 60+, também têm comparecido mais às urnas. Sem obrigatoriedade de voto, esse público registrou 63,6% de abstenção em 2014, 62,7% em 2018 e 58,9% em 2022.

Na avaliação de Marcelo Tokarski, os brasileiros com mais de 70 anos que participam das eleições o fazem por convicção ou identificação política e, ao lado dos eleitores mais jovens, entre 16 e 18 anos, constituem as faixas de brasileiros a serem ‘conquistadas’ pelos candidatos. Ele acredita que, em um cenário político acirrado, essas pessoas têm a possibilidade de mudar os rumos de uma eleição.

Cenário político

Também o número de candidatos maiores de 60 anos tem aumentado anualmente no Brasil, tanto nas eleições gerais quanto nas municipais. Segundo dados do TSE, nas últimas eleições, em 2024, mais de 70 mil brasileiros com 60+ se candidataram aos cargos em disputa, o que equivale a 15% de todas as candidaturas.

O montante é o maior desde o início da série histórica, em 1998. O pleito anterior, em 2022, também registrou recorde para eleições gerais. Foram 4.873 candidatos com 60 anos ou mais, o que equivale a 17% das candidaturas.

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

Lula manda projeto ao Congresso para acabar com o 6×1 e garantir semana de 40 horas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial.

Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.

“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente.

De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.

Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.

Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

>> Veja o que prevê o projeto de lei: 

  • Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
  • Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
  • Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
  • Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
  • Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
  • Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
  • Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana

* Com informações da Presidência da República

 

Max Fleury amplia base e chega a sete apoios para reeleição na Câmara de Araguaína

Cinco vereadores anunciaram publicamente suporte ao parlamentar nesta segunda-feira. Com o bloco ampliado, Fleury chega à reta final das articulações para a eleição da Mesa Diretora, prevista para junho, como o nome mais forte da disputa.

O presidente da Câmara Municipal de Araguaína, Max Fleury, saiu fortalecido das movimentações políticas desta segunda-feira após cinco vereadores declararem, de forma pública, apoio à sua continuidade no cargo. Com as novas adesões, o bloco favorável ao parlamentar passou a reunir sete nomes, reforçando seu favoritismo na disputa pela presidência da Casa, que será definida na eleição da Mesa Diretora marcada para junho.

A manifestação de apoio, feita de maneira aberta pelos parlamentares, sinaliza o resultado de articulações que vêm se intensificando nos bastidores nas últimas semanas. O grupo que apoia Fleury já somava os vereadores Mateus Mariano e Israel da Terezona e agora incorpora Lucas Campelo, Flávio Cabanhas, Enoque Neto, Kakazim e Renatinho.

A Câmara Municipal de Araguaína é composta por 19 vereadores. Para ser eleito presidente, um parlamentar precisa da maioria absoluta dos votos — dez votos ou mais. Com sete apoios formalizados, Fleury ainda não atingiu esse patamar, mas o tamanho do bloco a mais de dois meses da votação é considerado expressivo pelos analistas políticos locais e indica uma tendência de consolidação do seu nome antes do pleito interno.

Nos bastidores, interlocutores do parlamentar avaliam que o crescimento do grupo deve influenciar diretamente a formação da próxima Mesa Diretora como um todo, não apenas a presidência — o que confere ao atual presidente uma margem de negociação mais ampla nas tratativas que ainda estão em curso.

Parceria com o Executivo em destaque

Durante a manifestação pública de apoio, Max Fleury avaliou o momento como um reconhecimento do trabalho realizado à frente do Legislativo e reforçou seu compromisso com o exercício do mandato de forma participativa e aberta ao diálogo com os demais vereadores.

“Fico muito feliz em ouvir esse apoio dos colegas vereadores. Meu projeto é continuar esse trabalho à frente da Câmara, sempre aberto a melhorar e ouvir. O presidente está aqui por decisão dos vereadores e é a eles que devemos satisfação todos os dias”. Max Fleury — presidente da Câmara Municipal de Araguaína

O parlamentar também fez questão de destacar a relação entre o Legislativo e o Executivo municipal como um dos pilares da atual gestão, citando nominalmente o prefeito Wagner Rodrigues ao ressaltar o respeito mútuo e a autonomia entre os dois poderes.

“Quero agradecer ao prefeito Wagner Rodrigues por essa parceria com a Câmara. Existe respeito e autonomia entre os poderes. Isso tem feito a diferença para que possamos trabalhar em consonância, sempre pensando no melhor para a população de Araguaína”. Max Fleury — presidente da Câmara Municipal de Araguaína

A eleição da Mesa Diretora está prevista para junho. Até lá, as articulações devem continuar e outros vereadores ainda poderão anunciar seus posicionamentos. Candidaturas alternativas à presidência da Câmara precisarão apresentar uma base de apoio equivalente para competir com Fleury no pleito interno.

Por: Geovane Oliveira, com informações da Ascom de Max Fleury.

Justiça Eleitoral suspende divulgação de pesquisa e multa instituto Lucro Ativo em R$ 53 mil

Atendendo ao pedido do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a Justiça Eleitoral no Tocantins determinou a suspensão da divulgação de pesquisa e multou o instituto Lucro Ativo em mais de R$ 53 mil por irregularidades na documentação da pesquisa. A decisão é da juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) Carolynne Souza de Macêdo Oliveira e datada desta segunda-feira, dia 13.

Na decisão, a magistrada determina que a “pesquisa eleitoral nº TO-07413/2026 deve ser considerada não registrada”; que suspenda imediatamente a divulgação no sistema da própria Justiça Eleitoral e proíba sua divulgação em qualquer meio de comunicação. E mais: condenou o instituto pela prática de pesquisa irregular (artigo 33, § 3º, da Lei nº 9.504/1997 e art. 17 da Resolução TSE nº 23.600/2019) com pagamento de multa de R$ 53.205,00.

Na petição, o PSDB apontou, conforme a decisão, a “a existência de irregularidades consistentes em inconsistência quanto à área de abrangência da pesquisa, ausência de documento obrigatório previsto no art. 2º, inciso IX, da Resolução do Tribunal Superior Eleitoral nº 23.600/2019, divergências entre o plano amostral e os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, bem como incompatibilidade entre o plano amostral e o questionário aplicado”.

Afirma ainda que “tais vícios comprometem a lisura e a confiabilidade da pesquisa, requerendo, liminarmente, a suspensão de sua divulgação e, no mérito, a declaração de sua irregularidade”. “No caso concreto, embora tenha sido juntado documento com a identificação e assinatura do estatístico, não há comprovação da apresentação da referida declaração de vínculo mantido com a entidade ou empresa responsável pela pesquisa e o compromisso de manter a documentação auditável, nos moldes exigidos pela norma”, citou a juíza em sua decisão.

Comunicação – Vicentinho Júnior 

Ananás ganha polo da UNIIAL/UFNT e amplia acesso à educação para adultos e idosos

Expansão do programa de extensão chega ao município oferecendo 30 vagas para pessoas a partir de 40 anos. Atividades da nova turma começam ainda neste mês de abril

 A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) inaugurou, na ultima sexta-feira (10) , o mais novo polo da Universidade de Identidades, Adultez e Longevidade (UNIIAL) no município de Ananás. A solenidade de abertura foi realizada às 14h, no Auditório da Prefeitura Municipal.

A UNIIAL é um programa de extensão da UFNT focado na promoção da educação, inclusão social, cidadania e qualidade de vida para pessoas adultas e idosas. A implantação deste polo, em parceria com a Prefeitura municipal de e Secretaria Municipal de Assistência Social de Ananás, marca um passo fundamental na interiorização das ações da universidade, fortalecendo a parceria entre o poder público e a sociedade civil.

O projeto no município conta com 30 vagas destinadas exclusivamente ao público com idade a partir de 40 anos, e o início das aulas está previsto para este mês de abril.

A solenidade contou com a presença de autoridades acadêmicas e políticas, incluindo o reitor da UFNT, Airton Sieben; a servidora Aline Campos representando a Pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex); a coordenadora da UNIIAL, Domingas Monteiro de Sousa; e a representante docente do programa, Maria Luiza Lima Dias. Representando o poder público, estiveram presentes o prefeito de Ananás, Robson Pereira da Silva; a secretária municipal de Assistência Social, Elzoneide Pereira de Sá; além dos vereadores Ronaldo Monteiro de Sousa, de Ananás, e Terciliano Gomes Araújo, de Araguaína.

Durante a programação, foram realizadas práticas de exercícios físicos, como alongamentos, com o objetivo de promover o bem-estar imediato dos participantes. O evento também contou com o lançamento da música oficial da UNIIAL, marcado pela apresentação vocal da cantora Anny Lima.

Na sequência, o público acompanhou a aula inaugural intitulada “Educação ao Longo da Vida, Cidadania e Longevidade Ativa”, ministrada pelo professor José Manoel Sanches da Cruz. Ao final, um lanche especial proporcionou um momento de confraternização entre os presentes.

A expansão do programa foi celebrada pela coordenadora e idealizadora da UNIIAL, professora Domingas Monteiro de Sousa. Em sua fala, ela destacou que a inauguração significa que a universidade está estendendo o conhecimento para outros municípios, levando aprendizado diretamente às pessoas que estão envelhecendo.

O impacto dessa iniciativa já é sentido pelos novos discentes. A estudante Heronildes Matos, que acaba de ingressar no programa, compartilhou sua alegria por fazer parte da primeira turma e destacou que buscou a universidade como uma forma de alcançar melhorias tanto para a sua saúde física quanto para a saúde psicológica.

No encerramento das atividades do dia, a equipe técnica e os novos alunos visitaram a praça central de Ananás, famosa por sua fonte em formato de abacaxi, para registrar o momento.

Assessoria de Imprensa

Carlesse entra na corrida pelo Senado e promete ampliar voz do Tocantins em Brasília

Ex-governador reuniu lideranças em Palmas, citou apoio estadual e garantiu campanha pautada em projetos concretos

O ex-governador do Tocantins Mauro Carlesse anunciou nesta segunda-feira (13) sua pré-candidatura ao Senado Federal pelo Partido Social Democrático (PSD). O ato político foi realizado pela manhã no Hotel Vitória, em Palmas, e reuniu lideranças partidárias, pré-candidatos e representantes da imprensa estadual em um evento que movimentou os bastidores da política tocantinense.

Empresário do agronegócio com extensa trajetória pública — incluindo mandatos como deputado estadual, presidência da Assembleia Legislativa e governo do estado —, Carlesse discursou para apoiadores e projetou uma pré-campanha de alcance estadual ao lado do senador Irajá Abreu e do pré-candidato Laurez Moreira.

“É maravilhoso. A gente tem recebido muito apoio do estado inteiro e eu tenho certeza absoluta que a nossa pré-campanha começa agora. Nós vamos andar o estado todo”, declarou Carlesse durante o evento, ao lado dos aliados.

Promessa de ampliar o legado administrativo

O ex-governador foi enfático ao afirmar que pretende ir além do que realizou em suas gestões anteriores. “Tudo isso que vocês viram aqui, essas obras, isso é muito pouco. Nós vamos fazer muito mais. O objetivo nosso é multiplicar tudo que eu fiz em 2017 e 2018, porque o estado do Tocantins está crescendo e cada vez precisa de mais investidores e empresários”, afirmou.

Para Carlesse, a atração de investimentos privados passa diretamente pela qualidade da infraestrutura pública. “Só com estradas, pontes, um bom hospital e boas escolas é que nós vamos atrair grandes empresários. Nós temos tudo de melhor aqui: ferrovia, vai ter hidrovia, estradas boas. É o que precisamos, junto a um bom governador, um bom senador e uma bancada federal e estadual para nos apoiar”, ressaltou.

Política de projetos, não de ataques

Questionado sobre o que o tocantinense pode esperar de sua pré-candidatura, Carlesse traçou o perfil da campanha que pretende conduzir. “A mesma seriedade, a mesma tranquilidade. Eu não sou homem de bater em ninguém, respeito todas as pessoas. Cada um tem o seu jeito de fazer política. A minha política é mostrando projetos”, respondeu.

O ex-governador adiantou que a aliança formada com Irajá e Laurez Moreira deve apresentar em conjunto um plano de governo ao eleitorado. “Nós vamos apresentar um projeto de governo para o estado. Um projeto arrojado, que vocês vão falar: ‘É possível?’ É possível sim. Nós vamos mostrar o que é viável, o que é possível — porque eu não vou falar aquilo que não posso, Irajá não vai prometer o que não pode e o Laurez não vai deixar de fazer aquilo que nos comprometemos”, assegurou.

Cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar

A movimentação desta segunda-feira confirma o aquecimento antecipado da disputa eleitoral no Tocantins. Com mais de um ano de antecedência em relação ao pleito de 2026, lideranças do PSD já articulam uma chapa ampla, buscando capilaridade em todas as regiões do estado.

“As pessoas que estão vindo são pessoas com qualidade, que realmente têm condições de nos prestigiar dentro de suas regiões, trazendo pessoas que conhecem o nosso trabalho e confiam no que temos a propor”, concluiu Carlesse.

Por: Geovane Oliveira

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