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MPE inicia visita nas unidades de saúde do Tocantins

92f36150c594e554905d5b220b4a84ce-width-400Dando início ao cumprimento do cronograma de visitas previsto nas principais unidades de saúde do Estado, o Ministério Público Estadual (MPE) participou na manhã desta sexta-feira (07), da primeira vistoria realizada no Hospital Geral Público de Palmas (HGP). As vistorias foram umas das deliberações do Comitê Interinstitucional de Apoio à Gestão da Saúde no Tocantins, que tem como integrantes instituições ligadas ao sistema de Justiça, Governo do Estado, parlamentares e entidades afins. O Comitê foi formado a partir de uma Audiê ncia Pública realizada na Assembleia Legislativa, que discutiu a situação da saúde pública no Tocantins.

Neste primeiro encontro, a Diretora Geral do HPG, Renata Duran, apresentou os indicadores das demandas atendidas no hospital. Segundo ela, a média de atendimento na emergência mensal é de 3.773 pessoas, sendo 1.233 internações e 803 cirurgias. A Promotora de Justiça Ceres Gonzaga Rezende de Caminha fez alguns questionamentos quanto à falta de materiais e medicamentos, este último, principalmente para pacientes da oncologia. “É preciso resolver com urgência a falta de medicamentos, principalmente no caso da oncologia em que as sessões de quimioterapia estão suspensas por falta do medicamento topotecano. A interrupção prejudica todo o tratamento. Eu acredito que a união de forças do Comitê e a fiscalização constante sejam indispensáveis para garantir a oferta de insumos e medicamentos aos pacientes”, ressaltou a Promotora de Justiça.

Os integrantes também pontuaram sobre o atendimento de pacientes provenientes de outras unidades da federação e o repasse dos respectivos Estados, preconizado pelo Ministério da Saúde. A judicialização na área da saúde fez parte da pauta da discussão. A Juíza Federal Denise Drumond falou dos esforços que o Conselho Nacional de Justiça tem feito para que as demandas sejam resolvidas sem necessidade de medida judicial. Ceres Gonzaga dividiu a fala e esclareceu que o MPE tem feito o papel mediador ao tentar solucionar as demandas administrativamente.

As atividades acontecerão até o dia 24 de agosto, período em que o Comitê visitará também o Hospital Dona Regina e o Hospital Infantil Público, ambos de Palmas, além dos Hospitais Regional de Araguaína e Gurupi. No dia 28, o Comitê Gestor se reunirá na Assembleia Legislativa para analisar as observações e os dados obtidos nas visitas in loco. “A oportunidade servirá para realizar um diagnóstico dos hospitais e da saúde de modo geral, e assim propor e encontrar soluções para os problemas”, disse a Presidente do Comitê, deputada estadual Valderez Castelo Branco

 

A estranha síndrome que pode explicar histórias sobrenaturais

“De repente, surge um ruído que aumenta de volume até chegar ao som estarrecedor de uma explosão. Sinto uma onda de eletricidade passar pelo meu corpo e uma forte luz no meu olhar, como se alguém tivesse acendido um holofote no meu rosto.”

150806162443_indexÉ assim que Niels Nielsen descreve como é conviver com a “síndrome da cabeça explosiva” – sensação desagradável e, por vezes, assustadora. Outras vítimas relatam sentir que uma bomba foi detonada ao lado de sua cabeça quando elas começam a pegar no sono.

Em algumas pessoas, é uma experiência que ocorre uma vez na vida. Para outras, é um problema que as aflige várias vezes por noite.

O médico Silas Weir Mitchell foi o primeiro a descrever o distúrbio, em 1876, quando registrou os casos de dois homens que sofriam do que ele chamou de “descargas sensoriais”. Ambos relatavam que ouviam “badaladas de sinos” ou um “disparo” que os despertava do sono.

Apesar de seu nome intrigante, o distúrbio foi relativamente pouco estudado. Agora, no entanto, há uma teoria de que o problema pode ajudar a explicar fenômenos culturais aparentemente nada relacionados – mais especificamente, a origem das abduções alienígenas, das teorias da conspiração e entidades sobrenaturais.

O que sabemos sobre essa experiência noturna é que ela talvez não seja tão rara quanto se pensa. Um estudo realizado pela Universidade do Estado de Washington (EUA), publicado em maio, entrevistou 211 voluntários e descobriu que 18% deles disseram já ter vivido pelo menos um episódio da cabeça explodindo.

A amostragem, no entanto, talvez não seja um retrato fiel da incidência do problema, já que os voluntários eram estudantes jovens que geralmente dormem pouco – um fator que aumenta o risco de viver o distúrbio.

Leia mais: Como tirar aquela música ‘grudenta’ da cabeça?

“Quem sofre de alguma dificuldade do sono, como insônia ou jetlag, tem mais chances de experimentar o problema”, afirma Brian Sharpless, professor de psicologia e principal autor do estudo. “O estresse e a tensão emocional também estão ligados a uma frequência maior de episódios da síndrome.”

Desligamento repentino

Segundo Sharpless, as teorias sobre as causas da síndrome ainda são especulativas. Alguns pesquisadores já falaram em distúrbios auditivos e em convulsões epiléticas por trás desses episódios.

Mas a tese mais convincente vem de estudos que monitoraram a atividade cerebral de pacientes durante o sono e que sugerem que deve haver um disparo da atividade neural no cérebro que coincide com a explosão que essas pessoas relatam.

Normalmente, quando adormecemos, o corpo “desliga” e fica paralisado, de maneira a evitar que façamos os gestos com os quais sonhamos. “Durante essa transição do estado de alerta para o sono, o cérebro normalmente vai se desconectando aos poucos”, explica Sharpless.

No caso da síndrome, no entanto, há uma espécie de ruído na “formação reticular” – a parte do cérebro responsável por esse desligamento geral. Isso resulta no atraso da desativação de algumas áreas.

SPL
Supressão das ondas cerebrais alva pode explicar o problema

Esse atraso está associado à supressão das ondas cerebrais alfa, responsáveis por um estado de torpor, e a um pico repentino de atividade neural nas regiões do cérebro que processam sons. “É possível que os neurônios estejam todos disparando ao mesmo tempo, o que resulta na sensação de explosão dentro da cabeça”, afirma o cientista.

‘Curto circuito’

Nielsen, um psiquiatra que sofre com episódios da síndrome desde os 10 anos de idade, concorda com a teoria de Sharpless. “A sensação sempre me pareceu elétrica, como se houvesse um curto circuito na minha cabeça.”

De acordo com o cientista americano, algumas pessoas sentem uma onda de eletricidade que sobe das costas para a cabeça imediatamente antes da explosão. “Eu sinto a corrente passando por mim”, relata Nielsen.

Apesar de não haver um tratamento específico que acabe com o problema, o uso de antidepressivos pode reduzir a frequência dos episódios, assim como técnicas de relaxamento e controle do estresse.

“Dizer à vítima que ela não está enlouquecendo ou experimentando os sintomas de algo mais grave também ajuda”, aconselha o especialista.

Explicação para fenômenos

Mas o que isso tem a ver com abduções e seres sobrenaturais? Bem, a síndrome está relacionada à paralisia do sono – em geral, quem sofre de um desses distúrbios também tem episódios da outra.

A paralisia do sono é uma condição igualmente assustadora, que faz sua vítima acreditar que está acordada mas sem conseguir se mexer. Para Sharpless, os dois eventos poderiam explicar vários eventos tidos como sobrenaturais.

Ambos os distúrbios coincidem com um problema na transição entre o estado de alerta e o sono. Na paralisia do sono, partes do cérebro estão na fase REM, em que sonhamos mais, enquanto outras partes da consciência já despertaram. “É como ter um sonho enquanto estamos acordados, e a pessoa ouve e sente tudo à sua volta como se fosse real, mas não passa de alucinação”, descreve.

Na Idade Média, sintomas como esses eram atribuídos a entidades demoníacas que tentariam se apoderar de seus corpos. Hoje, muitas vítimas da paralisia do sono dizem que a experiência faz parte de uma abdução alienígena.

Para Sharpless, os relatos de experiências sobrenaturais ou alienígenas muitas vezes trazem indícios da síndrome da cabeça explosiva e da paralisia do sono. “Muita gente sente essas coisas e acha que teve algo implantado em seu cérebro. Ou acham que uma nova arma energética os fazem sentir choques ou ficarem paralisados.”

Nielsen conta que tem episódios de cabeça explosiva a cada três ou quatro meses desde que tinha 10 anos e também já sofreu de paralisia do sono. Mas sua mente científica o ajudou a evitar a ansiedade trazida pelos distúrbios. “Eu logo entendi que se tratava de alguma disfunção elétrica acontecendo no meu cérebro, mas se alguém tem a tendência a acreditar em fenômenos paranormais, percebo como elas caem em uma explicação desse tipo.”

http://www.bbc.com/

FAO: índice de preço dos alimentos atinge menor nível em seis anos

Os preços das principais commodities alimentares atingiram em julho deste ano o menor nível desde 2009, anunciou hoje (6) a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO)

637x325 (1)Derivados do leite e óleos vegetais tiveram uma queda brusca de preço, o que compensou o aumento do valor do açúcar e dos cereais. A FAO explica que, em média, o preço do açúcar subiu 2,5% no mês passado, devido principalmente às condições de colheita no Brasil, que não foram ideais.

Em julho, o Índice de Preço dos Alimentos da FAO atingiu 164.6 pontos, quase 20 pontos a menos do que há um ano. Para chegar aos números, a agência das Nações Unidas faz um balanço de preços, nos mercados internacionais, dos cinco maiores grupos alimentares: cereais, carnes, derivados do leite, óleos vegetais e açúcar.

A queda do índice em julho também é explicada pela diminuição das importações da China, do Oriente Médio e do Norte da África. Ao mesmo tempo, a produção de leite na Europa foi abundante, aumentando a disponibilidade para exportação.

Já a média de preço dos óleos vegetais ficou 5,5% mais baixa do que o nível de junho, atingindo o menor valor desde 2009. A explicação vai para o preço internacional do óleo de palma, que ficou mais baixo devido ao aumento da produção no Sudeste Asiático. E, com o bom abastecimento de óleo de soja na América do Sul, o preço do produto também diminuiu.

Já o índice médio de valor dos cereais subiu 2% em julho na comparação com junho, mas, ainda assim, ficou 10% menor do que os níveis de julho do ano passado. Segundo a FAO, o preço do trigo e do milho subiu, em parte devido ao clima na América do Norte e na Europa. Por outro lado, o valor das carnes ficou praticamente inalterado no mês passado.

Terciliano: De líder do prefeito ao isolamento político

04f8fc9a13O vereador Terciliano Gomes foi o primeiro líder do prefeito Ronaldo Dimas na câmara.  Para muitos ele era tido como um parlamentar que poderia despontar e firmar-se como uns dos grandes líderes da base do prefeito Ronaldo Dimas, mas com o passar do tempo, os bastidores  revelam que ele hoje tem até mesmo  dificuldade para que  projeto de sua autoria  seja  sancionado pelo Poder  Executivo Municipal.

Durante a semana passada, no facebook, o assessor jurídico da prefeitura, Thiago Alencar, disse que o projeto de inclusão no Calendário Oficial de Eventos Culturais do Município a Noite Cristã foi apresentado de forma inconstitucional e dá outras providências. O estranho é que o vereador é formado em bacharel direito e defendeu  que não é verdade, que o tal projeto não era inconstitucional.

Na câmara, o vereador Terciliano (SD) sustenta que não é da base do prefeito, nem do grupo dos independentes ou mesmo da oposição, ou seja, o parlamentar mostra que se encontra em um isolamento político total. Durante esta semana, para ele conseguir derrubar o veto do prefeito teria buscado aparo do padre Nilson para conseguir forças para que seus colegas votassem favoráveis e derrubassem o veto do prefeito Ronaldo Dimas.  

Elenil se manifesta contrário a decreto da Prefeitura de Palmas que proíbe vans de deixarem passageiros no destino

RELEASE Nº 15Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa (AL) nesta quarta-feira, 05, o deputado estadual Elenil da Penha mostrou preocupação com o Decreto nº 1.076, da Prefeitura de Palmas, que limita a circulação de vans, micro-ônibus e ônibus que operam o transporte intermunicipal. A partir do dia 15 de agosto, os veículos que vem do interior para a capital não poderão oferecer um de seus principais serviços: deixar o passageiro no destino. De acordo com o parlamentar, a medida prejudica principalmente as pessoas mais humildes. “Boa parte das pessoas que usam o transporte alternativo é simples e, muitas vezes, vem à capital com o dinheiro contado. Portanto, para o passageiro, além da comodidade, esse serviço também tem uma importância econômica”, afirmou.

Elenil afirmou que reconhece o esforço da prefeitura para organizar o tráfego de veículos na capital, mas deixou claro que não concorda com o decreto e, por isso, defende a sua revisão. “A regulamentação dos itinerários é necessária, mas do jeito que está, o decreto traz prejuízos para a população. Imaginemos alguém que mora em Araguaína, mas faz tratamento de saúde em Palmas. Ela precisa vir, todos os meses, à capital, e opta pelo transporte alternativo porque é mais barato. A van sempre a deixa e a busca no hospital. Com o decreto, ela terá que pagar um táxi para ir ao destino e também para voltar até o ponto de parada. Todos nós sabemos que o custo de uma corrida é alto, às vezes é até mais caro que a própria viagem a Palmas. Não é justo com o passageiro”, exemplificou o deputado.

O parlamentar disse que acredita que o prefeito Carlos Amastha (PSB) irá rever o decreto. “O prefeito Carlos Amastha tem feito uma excelente gestão. Sei que terá sensibilidade para reconhecer os problemas que serão causados por este decreto e irá trabalhar para readequá-lo. Palmas é uma referência e como tal, deve continuar abraçando e acolhendo a todos os tocantinenses, especialmente aqueles que a procuram em um momento de necessidade “, finalizou Elenil.

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Texto e foto: Ascom/Elenil

Aprova pedido para ouvir Ministra Kátia Abreu sobre exclusão do Pará em exportação de carne

IMG_6569A Comissão da Amazônia e Integração Regional da Câmara Federal aprovou, na manhã desta quarta-feira (5), requerimento do deputado Arnaldo Jordy (PPS/PA) no qual a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, será chamada para, em audiência pública, esclarecer os motivos do Pará não estar relacionado na lista de Estados que participarão do processo de exportação de carne bovina para os Estados Unidos. 
   
O deputado se baseou em notícia no site do Ministério, que de 26 de junho último, informou que a ministra, reunida com representantes do governo norte-americano, relacionou apenas 14 unidades da Federação que estariam livres de febre aftosa e aptos para exportar carne bovina in natura àquele país. O estado do Pará não constou da relação, no qual estão: Tocantins, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe. 
  
Para Jordy, não há justificativas plausíveis para deixar o Pará e demais Estados de fora do acordo comercial, já que estão se cumprindo todos os protocolos sanitários exigidos. “Temos o terceiro maior rebanho bovino do país e é inaceitável que o Pará não participe deste importante processo de exportação”, afirmou o parlamentar, que afirmou ainda, que a não inclusão do Pará nas negociações, deixou a comunidade perplexa, sendo prejudicial ao país.
  
De acordo com o requerimento apresentado, o Pará recebeu em maio de 2014, o reconhecimento oficial de área 100% livre da febre aftosa, durante a programação da 82ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, na França. Além do Pará, também alcançaram a certificação os estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. 
   
Livre de Aftosa
  
Segundo informações da Gerência do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, o reconhecimento internacional do Pará por meio OIE, que concedeu a Certificação de Área Livre de Febre Aftosa, é decorrente de vacinação nas áreas que antes não tinham esse status sanitário – mais especificamente as regiões nordeste paraense, Baixo Amazonas e Ilha do Marajó (Áreas II e III). 
  
Os 100 municípios que integram as regiões das Áreas II e III que receberam a certificação, e que juntos possuem 25% do total do rebanho paraense, ofertaram ao mercado mais de cinco milhões de cabeças aptas a serem comercializadas. Esse número, somado ao rebanho das regiões da Área I, que integra outros 44 municípios do sul e sudeste do Estado – que juntos detêm 75% da produção pecuária do Estado –, totalizam 20.893.720 milhões de cabeças distribuídas entre as 111.397 propriedades cadastradas no Pará.
  
A expectativa do Ministério da Agricultura é que em cinco anos, o Brasil consiga atingir 100 mil toneladas de carne bovina enviada para os Estados Unidos. Nos últimos 15 anos, os norte-americanos não compraram carne bovina in natura do Brasil, por conta de restrições sanitárias.
    
Assessoria de Comunicação
Gabinete Dep. Arnaldo Jordy

Tatiele Polyana exibe corpo em forma em ensaio de biquíni

Tatiele Polyana (Foto: Reprodução/Instagram)
Tatiele Polyana (Foto: Reprodução/Instagram)
Tatiele Polyana (Foto: Reprodução/Instagram)

A ex-BBB publicou a imagem no Instagram nesta sexta, 7, e recebeu elogios dos seguidores: ‘Perfeita’.

Tatiele Polyana publicou uma foto em seu perfil no Instagram nesta sexta-feira, 7, em que aparece toda produzida em um ensaio de biquíni. “Bom dia. Borá para a sofrência. #Campanha”, escreveu a ex-BBB na legenda do registro. Os seguidores da loira logo a cobriram de elogios como “Perfeita” e “Minha inspiração”.

Tatiele costuma postar inúmeras fotos de trabalhos em que aparece de biquíni ou de lingerie. Quando não está registrando algum bastidor de campanha, ela faz fotos suando a camisa na academia e compartilha com os fãs.

Priscila Bessado EGO, no Rio

CNE discute medidas para oferecer educação de qualidade

05112010-arquivoalunos1O que é preciso para oferecer uma educação de qualidade? Uma comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) está trabalhando para responder a essa pergunta. O CNE pretende definir uma lista com medidas essenciais e estabelecer um custo médio para oferecer esses insumos. O prazo para que o chamado Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi) seja implantado é junho de 2016.

O CAQi é um instrumento criado pela Campanha Nacional de Educação e incorporado ao Plano Nacional de Educação (PNE). Faz parte da estratégia para alcançar o investimento de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2024.

Em 2010, o CNE aprovou parecer que define esse custo, mas isso não foi homologado pelo Ministério da Educação (MEC). Agora a intenção é atualizar o parecer. “Nós vamos ter que tomar como referência o que está feito, é muito desperdício não considerar uma cultura toda que foi trabalhada”, diz o conselheiro do CNE e presidente da comissão bicameral que trata do PNE, Moacir Feitosa. Segundo ele, uma das possibilidades é reduzir a lista de insumos que consta no parecer, definindo um núcleo básico: “Por exemplo, escola não existe sem professor, não existe se não tiver fralda no berçário”.

A expectativa é que em seis meses o CNE tenha um estudo aprofundado sobre as ações necessárias hoje e quais seriam os valores nacionais. Para que o novo instrumento não perca a validade, será
estabelecido um mecanismo de atualização dos custos.

De acordo com Feitosa, o CNE pretende também discutir a viabilidade de cumprir o CAQi e, posteriormente, o CAQ, sem o inicial. Para isso, vai fazer estudos em alguns estados. “Queremos saber os valores aproximados das renúncias fiscais, das isenções e de que forma isso causa impacto no financiamento da educação”, diz. O CNE também pretende estudar fontes de recursos para que o país cumpra a meta de investimento de 10% do PIB. 

O CAQi também está sendo discutido pelo MEC, em grupo formado por secretarias da pasta e por autarquias. Em junho, o secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC, Binho Marques, disse que o grupo levanta dados sobre insumos e custos da educação básica e que, até setembro, o trabalho deverá ser colocado em discussão.

O documento do MEC será posteriormente enviado ao CNE. Com a comissão, o CNE antecipa desde já a discussão interna. “A ideia é que troquemos informações, opiniões e visões de estudo [com o MEC] para que, ao elaborar a futura resolução, possamos efetivamente aprovar e colocar a diretriz à disposição das redes de educação do Brasil todo”, diz Feitosa.

Recentemente, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação recalculou o CAQi com base no parecer de 2010. A conclusão é que o Brasil terá que aumentar em até três vezes o valor investido por aluno na rede pública para garantir educação com padrões mínimos de qualidade. Para cumprir esses valores, seria necessário, segundo a organização, maior participação da União no financiamento da educação em estados e municípios.  

Edição: Graça Adjuto

Prorrogadas inscrições para Jogos dos Servidores Públicos do Estado

capture-20150807-081923As inscrições para a XIII dos Jogos dos Servidores Públicos do Tocantins, que se encerrariam nesta sexta-feira, 7, foram prorrogadas até o dia 14 deste mês. Com o novo prazo, os servidores públicos lotados em Palmas têm mais uma semana para confirmarem participação no evento do Governo do Estado.

O prazo foi estendido a pedido dos próprios servidores. “Em virtude do período de férias, recesso, muitos servidores entraram em contato conosco solicitando a prorrogação das inscrições. Como o evento é para atender o servidor público do Estado, decidimos abrir mais uma semana de inscrição. Assim, os funcionários têm mais tempo para montarem suas equipes e se preparem melhor para a competição”, destacou o subsecretário de Esporte, Lazer e Juventude, Paulo Fernandes de Araújo.

Para participar dos Jogos, o servidor deve preencher a ficha, disponível no site da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (esporte.to.gov.br) e entregar na sede da Secretaria (Praça dos Girassóis) onde, também, será disponibilizado o formulário de inscrição.

Podem participar dos Jogos servidores públicos municipais, estaduais e federais, lotados em Palmas. Serão disputadas as modalidades de futsal, voleibol, tênis de mesa, corrida de rua, natação e xadrez, no masculino e feminino, e futebol sete society masculino. O society será dividido em duas categorias, Aberto (acima de 18 anos) e Master (acima de 40 anos).

A inscrição só será confirmada mediante a apresentação dos seguintes documentos: cópia de documento de identificação com foto e cópia do contracheque. No ato da inscrição, atletas e comissão técnica deverão colaborar com dois kg de alimentos não perecíveis por servidor inscrito. Os produtos arrecadados serão distribuídos às entidades escolhidas pela Secretaria. 

A competição está prevista para começar ainda neste mês. O regulamento, com todos os detalhes da competição, também está disponível no site da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude.

Os Jogos dos Servidores Públicos são uma promoção do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, com a finalidade de despertar hábitos saudáveis nos funcionários públicos e momentos de descontração e lazer.

Mais 613 migrantes resgatados no Mediterrâneo

capture-20150807-074841Seis centenas de migrantes foram resgatados esta quinta-feira no mar Mediterrâneo perto do local onde na véspera terão morrido perto de duzentas pessoas. Dois barcos de organizações humanitárias encontraram ao largo da Líbia um navio em mau estado que balançava de forma perigosa. No interior encontravam-se 613 migrantes. Um número que colocava em perigo a estabilidade da embarcação. Para proceder ao salvamento foi necessário convencer os ocupantes que sabiam nadar a saltar para a água.

Os dois navios das ONGA Médicos Sem Fronteiras e Moas encontravam-se na zona onde 24 horas antes, um barco em condições semelhantes acabou por se virar e afundar-se porque os ocupantes se concentraram num lado perante aproximação de um navio da marinha irlandesa. A operação de quarta-feira permitiu resgatar 373 migrantes vivos e 25 corpos. De acordo com os sobreviventes haveria seis centenas de pessoas a bordo. Mas ontem não foram encontrados mais corpos. Desde o início do ano morreram mais de duas mil pessoas a tentar cruzar o Mediterrâneo. O ACNUR estima que 137 mil migrantes conseguiram efetuar a travessia no primeiro semestre do ano.

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