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OAB cobra, governador se diz perplexo e Estado promete providências para apurar agressão a advogada

“Confesso que fiquei perplexo. Com agressões físicas e verbais eu não concordo. Quero que o senhor, presidente Claudio Lamachia, e o senhor, Walter Ohofugi, saibam que nós vamos solucionar esse caso. O governo não vai deixar em branco esse episódio”, ressaltou o governador Marcelo Miranda, ao receber, no Palácio Araguaia, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, o presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi, e vários advogados tocantinenses no início da tarde desta segunda-feira, 29 de fevereiro.

Mobilizados, os advogados do Tocantins se uniram para cobrar providências contra a agressão à advogadaIara Maria Alencar, 63 anos, cometida por um agente da Polícia Civil dentro da Delegacia de Paraíso do Tocantins na noite do último sábado, 27 de fevereiro. Iara foi ao local atender um cliente menor de idade detido – acusado de ato infracional -, mas quando conversava com o jovem foi surpreendida pelo agente, que além de desrespeitá-la como profissional, a xingou com palavras de baixo calão, a empurrou, a arrastou no chão e lhe apontou uma arma ameaçando dispará-la. A advogada ficou com grandes hematomas no braço direito.

O episódio, que deixou a categoria indignada, fez com que o presidente nacional da OAB mudasse sua agenda no domingo à noite para vir a Palmas defender as prerrogativas da colega. Logo após a chegada de Lamachia, o Gabinete do Governador confirmou a reunião com o Marcelo Miranda e a recepção aos dirigentes da OAB.

Para Lamachia, não há nada que Iara possa ter dito ou feito que justifique o que ocorreu no sábado à noite. “Por mais que a advogada tenha exagerado ou falado algo, e aqui não estou dizendo que fez, não tem nada no mundo que justifica o uso de xingamentos, a violência física ou o revólver apontado para ela. Governador, apure isso através do seu gabinete. A situação ultrapassou toda as fronteiras do trabalho da autoridade policial de forma definitiva. Isso é uma situação lamentável e que precisa de contundente resposta. Episódio isolado como esse podem denegrir um governo que seja sério”, frisou Lamachia, no momento que foi muito aplaudido por todos os advogados presentes.

Antes, o presidente Lamachia já havia classificado o fato como uma covardia. “Foi um ato covarde que, além de agredir uma mulher de 63 anos, ainda desrespeita a advocacia como um todo. É chegada a hora de avançarmos e a sociedade dar exemplos concretos que não quer mais conviver com atitudes como está”, destacou o presidente nacional.

Iara acompanhou as visitas e agradeceu o respaldo da OAB Nacional, da OAB-TO e da sucessão da OAB de Paraíso, presidida por Valdeni Brito. “Tenho 63 anos de idade e 40 anos de profissão. Nunca foi agredida dessa forma exercendo minha profissão. Para mim, esse profissional não está habilitado a trabalhar na Polícia Civil”, frisou.

Providências

O subsecretário da Segurança Pública (que está respondendo pelo secretário), Abizair Antônio Paniago, fez questão ressaltar que a presença de Lamachia é real e não simbólica. Ele reconheceu que o fato “é grave” e destacou que a SSP “vai colocar as coisas no seu devido lugar”. “Para nós o que interessa é a apuração. Hoje pela manhã já fiz reunião com o delegado-geral, corregedoria e diretor de Polícia. Determinei a oitiva do agente (acusado de agressão) e foi instaurado o procedimento administrativo. O que ocorreu não faz parte da nossa postura. Jamais tratei algum advogado mal. Quem manda na Polícia Civil é o povo. Não concordamos, não aceitamos qualquer tipo de ação que viole direito consagrado da sociedade. Todas as providências serão tomadas”, garantiu.

OAB

Para Ohofugi, a ocorrência foi muito grave. “O que nos traz aqui é algo muito sério”, salientou, ao agradecer ao governador Marcelo Miranda pela recepção e ao presidente Lamachia por vir a Palmas e respaldar a cobrança por apurações.

O presidente da OAB-TO salientou que Iara foi “aviltada na profissão, o que é uma afronta à advocacia”. “Como disse com propriedade o nosso presidente Lamachia, foi uma agressão a uma mulher, a uma profissional e uma pessoa idosa. Estamos aqui para trazer a gravidade da questão. Sabemos que o clima é pesado, que o Estado, como as outras unidades da federação, passa por crise econômica, mas essa crise não pode fazer com que haja exacerbação das pessoas”, disse Ohofugi.

Prerrogativas

Mesmo com o subsecretário informando já ter aberto oficialmente os procedimentos internos de apuração, Lamachia, Ohofugi, a Procuradoria de Prerrogativas da OAB-TO e a Comissão de Proteção e Defesa da Mulher entregaram a Abizair Antônio Paniago um pedido formal de Instauração de Processo Administrativo e Disciplinar. Além de Ohofugi e Lamachia, o documento está assinado pelo procurador de Prerrogativas, Rodrigo Coelho, e pela presidente da Comissão da Mulher, Letícia Bittencourt.

DEM pode receber reforços de várias lideranças nas próximas horas

Os  bastidores   da  política  araguaínense  ‘esquenta’  de  vez .  O  Partido  Democratas  de  Araguaína   já  recebeu    ‘sinal verde’   da  deputada  federal Dorinha,  presidente  estadual da legenda,   para ter  candidatura  própria  na cidade.

 O nome    do empresário   e pecuarista Junior  Marzola    foi  indicado  pela  executiva  municipal como  pré-candidato  a prefeito de Araguaína pelo Partido (DEM)  nas  próximas eleições.  Com isso   já   se  forma uma  verdadeira  ‘romária’   de lideranças   que  podem  se filiar  ao partido,  entre elas   o ex- vereador  Gerônimo  Cardoso , além de outros  lideres .

  De  acordo   com a executiva  municipal,  o partido  já  conta   com um quadro de pré-candidatos  a vereadores  de  mais de 30  nomes,  entre eles o da vereadora Rejane,  G  do  Valuar,  Baldão ,  Severino  Pinto, Héltinho, Gueginha,  Helon,  todos  com potência  para  conquistar várias   cadeiras   na câmara  municipal.

Turquia: Erdogan “não respeita” decisão do Tribunal Constitucional de libertar jornalistas

Braço-de-ferro entre o presidente e o Tribunal Constitucional na Turquia: Recep Tayyip Erdogan diz que “não vai respeitar” a decisão da instância de libertar, na passada sexta-feira, dois jornalistas da oposição que se encontravam em prisão preventiva.

Can Dündar, redator-chefe do diário Cumhuriyet, e Erdem Gül, responsável do jornal em Ancara, acusados de divulgar segredos de Estado, serão julgados a partir de 25 de março.

Erdogan afirmou que “o Tribunal Constitucional pode ter tomado a decisão” de libertá-los e que ele apenas pode “manter o silêncio” acerca do que foi decidido. Mas fez questão de “deixar claro” que não tem de “aceitá-la”, “concordar com ela” ou “respeitá-la”.

Dündar e Gül publicaram, pouco antes das legislativas de junho de 2015, um artigo e um vídeo sobre a suposta intercepção, em janeiro de 2014 na fronteira, de camiões dos serviços secretos turcos com armas destinadas a grupos rebeldes na Síria.

Presidente nacional da OAB vem a Palmas para acompanhar apuração de possível agressão a advogada

A possível agressão a advogada Iara Maria Alencar, 63 anos, por um agente da Polícia Civil dentro da Delegacia de Paraíso do Tocantins na noite do último sábado, 27 de fevereiro, deixou o classe indignada e mobilizou advogados de todo o país. Nesta segunda-feira, 29 de fevereiro, o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cláudio Lamachia, concede entrevista coletiva no Aeroporto de Palmas, às 11h20, para falar sobre o caso.

A visita de Lamachia à Capital tocantinense é uma mostra clara que a Ordem não vai deixar que as prerrogativas dos advogados sejam desrespeitadas ou afrontadas. “O que parece ter ocorrido sábado foi um absurdo. Uma profissional de 63 anos que vai ver um cliente não pode ser agredida na delegacia, e nem muito menos ameaçada com uma arma, pela autoridade policial. A OAB não vai permitir que fatos absurdos como esse ocorram”, destacou o presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi.

Depois do episódio, a advogada registrou ocorrência contra o agressor e passou mal, tendo que ser hospitalizada.

Nesta segunda-feira, a OAB também vai cobrar oficialmente providências da SSP (Secretaria da Segurança Pública). Em ações paralelas, a OAB-TO auxiliará Iara na possível ação que ela moverá contra o Estado e o possível agressor.

“Estamos diante de um fato que, se confirmado, é um escárnio, pois se uma profissional idosa recebeu esse tratamento da autoridade, imaginem o que ocorre com o cidadão comum”, destacou Ohofugi, ao reafirmar que a OAB não irá poupar esforços para que não ocorra mais qualquer desrespeito às prerrogativas dos advogados no Tocantins.

PSDB tem prévia para candidato à prefeitura de SP; votação tem urna quebrada

O PSDB promove hoje (28) as eleições prévias do partido para escolher o candidato à prefeitura de São Paulo. As eleições municipais ocorrerão em outubro deste ano em todo o país.Concorrem à vaga o vereador Andrea Matarazzo, o empresário João Doria e o deputado federal Ricardo Tripoli.

Se nenhum candidato obtiver mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno das prévias será realizado no dia 20 de março com os dois candidatos mais votados

As eleições prévias dividiram o partido. Matarazzo tem o apoio do senador José Serra e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Já Doria conta com o apoio do governador Geraldo Alckmin.

Votação

Estavam aptos a votar 27 mil filiados ao PSDB em São Paulo, em 58 pontos da capital, das 9h até as 17h nas regiões mais afastadas, e das 10h até as 16h, no Centro Expandido. A apuração ocorrerá na Câmara Municipal de São Paulo. A previsão é que o resultado seja divulgado ainda hoje.

Tumulto

No diretório do Tatuapé, na zona Leste de São Paulo, militantes se envolveram em uma discussão que resultou em uma urna quebrada e duas mulheres agredidas. Segundo o delegado do diretório, Albino José Serqueira, a confusão ocorreu entre apoiadores dos candidatos Ricardo Tripoli e João Doria. “Estou na delegacia para registrar o boletim de ocorrência”, disse Serqueiro, que se declara apoiador de Dória.

Se precisar, serei candidato a presidente em 2018, diz Lula em festa do PT

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (27) no Rio de Janeiro que, se o PT entender que é necessário, ele será candidato à Presidência em 2018. A afirmação foi feita durante festa de comemoração dos 36 anos do partido, na cidade do Rio. Em um discurso de quase 40 minutos, Lula criticou a oposição e a imprensa que, segundo ele, estão tentando atingi-lo “com mentiras, com vazamento de informações e a criminalização” por meio de notícias, sem que haja qualquer julgamento.

O ex-presidente negou que seja o dono do triplex no Guarujá e do sítio em Atibaia – imóveis investigados pela Justiça e que tiveram destaque na imprensa nos últimos dias. Segundo ele, o sítio, por exemplo, foi comprado por seu amigo Jacó Bittar. O acordo era que a família de Lula também usufruísse da propriedade quando ele deixasse a Presidência.

“Eles pensam que, com essa perseguição, vão me tirar da luta. Eles não conhecem o PT. Se quiserem me derrotar, não vão me derrotar mentindo. Terão que me enfrentar nas ruas, conversando com o povo brasileiro”, disse Lula. “Se eles quiserem voltar ao poder, vão ter que aprender a ser democráticos, disputar eleições e acatar o resultado. Se eles quiserem, se preparem para 2018. Afiem suas garras e vamos disputar democraticamente”, acrescentou.

Ele destacou que essa situação serve para fortalecer partido. “Eles estão determinados: ‘Vamos destruir o PT’. E eu queria dizer para eles: Vocês não vão nos destruir. Nós sairemos mais fortes dessa luta.”

Em seu discurso, Lula também disse que, apesar das divergências entre o PT e o governo da presidenta da República, Dilma Rousseff, o partido está ao lado dela. Lula disse que está à frente de um exército de milhares de soldados para defender o mandato de Dilma.

“Por mais que tenha discordância em alguma coisa, a Dilma tem que ter certeza de que o lado dela é esse. Ela precisa de nós para poder sobreviver aos ataques que ela vem sofrendo no Congresso Nacional pelos nossos adversários”, disse Lula.

Lula foi o grande homenageado da festa de 36 anos do PT, no Armazém da Utopia, na zona portuária do Rio de Janeiro.

*Texto alterado às 22h14 para acréscimo de informação.

Edição: Talita Cavalcante

Dilma diz que não governa só para o PT e confirma ausência em festa do partido

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27), em entrevista em Santiago, no Chile, que não governa só para o PT, mas para os 204 milhões de brasileiros. Antes de participar de um almoço com a presidenta chilena, Michele Bachelet, Dilma também confirmou que não compareceria à festa de aniversário de 36 anos do partido, no Rio de Janeiro, por ter compromissos oficiais agendados no Chile, como reunião na Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Na entrevista, Dilma foi questionada sobre críticas de algumas alas do PT sobre a condução da política econômica do governo. Ela disse que as divergências com a legenda são normais, mas que sempre pedirá e contará com o apoio dos petistas.

“O governo é uma coisa, os partidos são outra. Em que pese eles serem a base, muitas vezes, eles divergem. Isso é normal. Eu sempre pedirei apoio e conto com o apoio deles. Eu não governo só para o PT. Eu governo para os 204 milhões de brasileiros. Eu não governo só para o PP, só para o PSD, só para o PDT ou só para o PMDB. Eu tenho de governar olhando todos os interesses e, como o nome diz, o partido é sempre uma parte”, disse a presidenta.

Sobre a festa de aniversário do PT, Dilma afirmou que a legenda foi informada de que ela não poderia comparecer em função da viagem oficial do Chile. “Eu gostaria muito [de comparecer]. Eu imagino que você [jornalista] perceba que entre o Chile e o Brasil tem um problema de distância. São quatro horas de avião. Eu ainda tenho um almoço com a presidente Bachelet e ainda tenho uma fala na Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos]. O PT foi avisado de que eu não compareceria.”

CPMF e reforma da Previdência

Diante dos recentes cortes nas notas de avaliação de crédito do Brasil por agências internacionais de classificação de risco, a presidenta voltou a defender a reforma da Previdência e a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para estabilizar a situação fiscal e permitir o que país volte a crescer. Segundo Dilma, o governo também vai fazer sua parte para retormar o crescimento.

“Nós queremos voltar a crescer. E, para voltar a crescer, também é importante ter investimentos, como os do setor privado, e que também o setor público faça sua parte, por exemplo, na infraestrutura. Neste ano ainda, nós vamos leilorar aeroportos, portos, rodovias e ferrovias, porque isso também faz parte do crescimento do país.”

Edição: Nádia Franco

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Cessar-fogo pactuado por EUA e Rússia entra em vigor na Síria

O cessar-fogo na Síria, aceito pelo governo de Damasco e a principal aliança opositora, entrou em vigor à meia-noite (horário local, 19h de Brasília), como estipula o acordo para a cessação das hostilidades pactuado por Estados Unidos e Rússia.

A televisão oficial síria anunciou em uma breve nota o começo da “cessação das operações de combate” no país árabe.

Até pouco antes da meia-noite, os enfrentamentos entre as forças governamentais e os grupos armados da oposição continuaram em distintas partes do território.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos detalhou que as autoridades aumentaram suas operações durante o dia de hoje na cidade de Daraya, ao sudoeste de Damasco, onde helicópteros militares lançaram 60 barris de explosivos.

A oposição denunciou que o regime deixou Daraya fora do acordo de cessar-fogo por considerar que em seu interior se encontra a Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda, o que os opositores negam.

As agressões também aumentaram na área de Jabal Akrad, no norte de Latakia, onde nas últimas horas morreram 40 soldados do regime e 18 combatentes de facções armadas.

Durante esta sexta-feira, a aviação da Rússia, aliada do governo de Damasco, intensificou os bombardeios em distintas províncias como a periferia de sua capital e as províncias de Homs, Aleppo e Idlib, segundo o Observatório.

Os diferentes grupos armados tiveram até o meio-dia desta sexta-feira para comunicar a Washington e Moscou sua aprovação da medida.

Da cessação das hostilidades estão excluídas as organizações terroristas Estado Islâmico (EI) e a Frente al Nusra, filial síria da Al Qaeda.

A Comissão Suprema para as Negociações (CSN), a maior coalizão opositora, confirmou em comunicado que “os grupos da oposição moderada armada” se comprometiam a respeitar a trégua, que durará duas semanas.

A nota detalhou que esta decisão acontece depois que um total de 97 facções pediu à CSN que adotasse uma resolução com relação ao cessar-fogo, mas não mencionou que grupos aceitaram a trégua.

Dentro da CSN se encontram algumas das principais facções armadas da Síria, como o Exército do Islã e o Movimento Islâmico dos Livres de Sham, de tendência islâmica, que não se pronunciaram publicamente sobre o cessar-fogo.

Por enquanto, as únicas organizações armadas que anunciaram de forma explícita sua adesão à trégua são as Forças da Síria Democrática, uma coalizão armada curdo-árabe, e a Frente Sulista, vinculada ao Exército Livre Sírio.

O mediador da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, anunciou esta noite sua intenção de convocar uma nova rodada de negociações entre o regime e a oposição para o próximo dia 7 de março, se a cessação de hostilidades for respeitada em termos gerais.

EFEBeirute

Governo do Estado leva rede de água potável a 100% de moradores em Barra do Ouro

A chuva forte que caiu na manhã desta sexta-feira, 26, não atrapalhou a inauguração de um novo tempo na cidade de Barra do Ouro e no distrito Morro Grande, no norte do Estado, a 495 km de Palmas. O município recebeu mais de dez quilômetros de extensão de rede de água, possibilitando que 100% da população passe a ter água potável em suas torneiras. O secretário-chefe da Casa Militar,  coronel Raimundo Bonfim Azevedo Corelho, representou o governador Marcelo Miranda na cerimônia de entrega que contou com a presença de várias autoridades políticas, dentre elas o deputado Federal Lazaro Botelho e centenas de populares. A execução da extensão da rede foi feita pela Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), com investimento total de R$ 295 mil. A cerimônia de entrega aconteceu em dois pontos de Barra do Ouro. O Setor Vila Nova, no centro da cidade, foi o primeiro a receber os benefícios oficialmente, com um total de 5.364 metros de extensão de rede de água, contemplando também os setores Oeste e Eucalipto. Nesta etapa das obras, foram aplicados recursos na ordem de R$ 130 mil, oriundos da própria ATS. “Antes, quem tinha condições furava um poço no quintal, mas muitos iam longe buscar água com os vizinhos. Era muito difícil. Hoje, a água chega à nossa torneira. É maravilhoso e a gente nem sabe expressar tamanha felicidade”, disse a dona de casa Eva Nazaré da Silva. O agricultor Aldenir Alves Martins também viveu um tempo de dificuldade, sem a água encanada. “A gente pegava água no poço, mas hoje melhorou com a água encanada”, afirmou. Morro Grande O distrito Morro Grande foi o segundo momento da festa em Barra do Ouro. Na localidade, a ATS executou projetos que alcançaram R$ 165 mil. O recurso serviu para implantação de 5.575 metros de extensão de rede de água, reforma dos reservatórios elevados, urbanização e reforma das estruturas onde estão esses equipamentos. Mais de 500 moradores foram beneficiados de forma direta. Segundo o engenheiro civil Vinícius Parisi, vice-presidente da ATS, que na ocasião representou o presidente Eder Fernandes, esse é o maior investimento em água potável executado pela Agência em uma única cidade do Estado, em parceria com o município. “Com isso, cumprimos o compromisso do governador Marcelo Miranda com o município, trazendo água tratada e saúde à população. Nesse projeto, a prefeitura de Barra do Ouro foi fundamental no desenvolvimento e na construção desta obra”, garantiu Vinícius Parisi. As obras foram concluídas há poucos dias, realizando um desejo antigo dos moradores. A comerciante Amália Cunha, dona de um restaurante que chega a servir almoço para 50 pessoas por dia, lembra que muitas vezes teve que ir para um córrego nas proximidades para lavar as louças e pegar água para os serviços domésticos. “Assim que a gente abriu o restaurante, ficávamos até três dias sem água. Teve vez que fomos ao córrego lavar a louça. Hoje, está mais fácil com água tratada. Todos que tomam a água de Morro Grande elogiam. Com certeza, a água tratada é uma das melhores coisas que a gente tem aqui”, completou a comerciante Amália. O prefeito de Barra do Ouro, Gilmar Cavalcante, reconheceu e elogiou os investimentos feitos pelo Governo do Estado, afirmando que o município também ganha na qualidade de vida da população, pois com a água potável, diminui o uso dos poços, cujas águas podem ser comprometidas pela presença de fossas. “A água veio na hora certa e está sendo bem recebida pela população. Estamos muito perto da Usina Hidrelétrica de Estreito, deixando o lençol freático muito alto. Como não temos saneamento, as famílias fazem as fossas sépticas e isso não traz boa saúde para a população. Agora, com a água encanada pela ATS, a tendência é mudar tudo isso e dar qualidade de vida para todos”, concluiu o prefeito.

Luiz Henrique Machado / Governo do Tocantins

Governo federal espera pela prorrogação do prazo da lei que acaba com os lixões

Estão em tramitação no Congresso Nacional dois projetos que prorrogam o prazo para que municípios passem a dar o destino adequado aos rejeitos de resíduos sólidos, fechem seus lixões e se ajustem de vez à Política Nacional de Resíduos Sólidos . A proposta que prevê o aumento escalonado do prazo, de acordo com o porte da cidade, é bem recebida pelo governo federal porque coloca os municípios na legalidade, como explica a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso.

“Apesar de não ser o ideal, se formos observar a Política de Meio Ambiente e a Lei de Crimes Ambientais, havia uma previsão de que os quatro anos seriam suficientes e não foram. O que a realidade nos mostra é que quem tem mais dificuldade são os pequenos municípios. Essa proposta tem uma concordância do Executivo porque ela cria critérios escalonados”, disse, explicando que o outro projeto que prevê a prorrogação linear de quatro anos seria menos justo com os municípios menores.

Para a coordenadora de Resíduos Sólidos do Instituto Pólis, Elisabeth Grimberg, a possibilidade de prorrogação da política é um desserviço e vai esticar seu processo de implantação. “Não contribui para avançar na perspectiva da mudança de padrão da gestão e destinação de resíduos. É um entrave porque quando terminar os novos prazos, de novo os municpois vão deixando pra depois”, disse.

Os problemas na implantação da política poderiam ser tratados de outra maneira, segundo Grimberg, com a atuação do Ministério Público promovendo, por exemplo, Termos de Ajustamento de Conduta  junto aos municípios, estabelecendo metas e discutindo como os gestores avançariam no gerenciamento de resíduos.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada em 2010 e determina que todos os lixões do país deveriam ter sido fechados até 2 de agosto de 2014  e o rejeito (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado) encaminhado para aterros sanitários adequados.

O Projeto de Lei 2289/2015 , aprovado no Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados, dá prazo até 31 de julho de 2018, para capitais e regiões metropolitanas se adequarem; até 31 de julho de 2019, para municípios com população superior a 100 mil habitantes; até 31 de julho de 2020, para municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes e até 31 de julho de 2021, para aqueles com população inferior a 50 mil habitantes.

Segundo a diretora do MMA, os médios e pequenos municípios poderiam formar consórcios para construção de aterros, mas acabaram esbarrando na falta de vontade política, falta de técnicos locais para estar à frente dos projetos e de recursos financeiros. “A política hoje é mais complexa, exige que exista um plano de gestão, que o que vá para o aterro seja só rejeito, então tem que ter coleta seletiva e redução da geração de resíduos. Mas solução não é muito fácil”, explicou.

Veloso conta que aproximadamente 41% dos municípios já elaboraram seus planos de gestão e que apenas 58% dos resíduos sólidos gerado nas cidades estão indo para aterros sanitários adequados . Sem a prorrogação dos prazos, os gestores municipais que não se adequaram à política estão sujeitos a ação civil pública, por improbidade administrativa e crime ambiental.

Técnicas de tratamento diferenciadas

A coordenadora do Instituto Pólis explicou que, de todo o lixo produzido no país, 60% é orgânico, 30% é reciclável e apenas 10% é rejeito, que precisa ir para aterro. “Existem soluções práticas e tecnológicas, alternativas concretas de tratamento. Mas tem muita desinformação dos gestores, falta terem maior contato com experiência em andamento no Brasil e no mundo”, disse Grimberg, citando exemplos de iniciativas de compostagem e biodigestão, sistemas de tratamento da matéria orgânica.

Para ela, os gestores locais têm insegurança de migrar do sistema de aterro para o sistema de compostagem e /ou biodigestão, já que isso também requer um estudo em termos de orçamento. “Falta compreender que tem que haver um remanejo, uma reapropriação do recursos orçamentários para ser destinados para implantar novas formas de coleta e tratamento, como parques de compostagem e biodogestão”, disse Grimberg.

A divulgação de técnicas de compostagem, inclusive, é uma prioridade para o MMA, explicou a diretora Zilda Veloso, já que a aproximadamente 51% dos resíduos sólidos gerados são resíduos orgânicos, que nem sempre precisam ser considerados rejeito, algo que não tem aproveitamento técnico ou econômico. Apesar disso, menos de 1% das cidades brasileiras fazem a compostagem, segundo ela.

Além da utilização como adubo, a compostagem reduz a periculosidade da matéria orgânica, que normalmente gera gás e chorume, tornado-a um material inerte. “A questão ambiental tem que ser encarada como uma economia a médio e curto prazo que os governos federal e locais podem fazer, porque ela está ligada à qualidade de vida e saúde das pessoas dentro das cidades, em reduzir as contas de hospital e de recuperação de áreas contaminadas, por exemplo. Os países ricos fazem essa conta, de reduzir os custos da gestão”, disse Veloso.

Ela explica que o MMA oferta, sistematicamente, cursos a distância para gestores municipais, muito focados em pequenos municípios, que são os mais carentes de informação. “E não oferecemos só uma tecnologia, mas colocamos várias ideias necessárias para que se melhore minimamente a gestão de resíduos”, disse Veloso.

Acordos setoriais

Outro ponto da política de resíduos sólidos em implantação são os acordos de logística reversa. Das cinco cadeias prioritárias, três já estão com acordos assinados: embalagem de óleos lubrificantes, lâmpadas e embalagens em geral (plástico, metal, papelão e vidro). As cadeias de eletroeletrônicos e medicamentos ainda discutem os termos do acordo com o MMA.

Um dos impasses para estabelecer a logística reversa dos eletroeletrônicos, segundo Veloso, está no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados na entrada e saída de mercadorias. “Os estados não estariam reduzindo tributos, mas aplicando um imposto justo na entrada da comercialização. A não cobrança do impostos sobre o resíduo descartado vai implicar em um preço mais justo para propiciar a reciclagem”, disse, explicando que a decisão depende de negociações com os estados.

Outra questão em debate são os pontos de recolhimento de material descartável que, de acordo com a classificação de resíduos, podem ser considerados locais de armazenamento de resíduo perigoso, portanto, sujeito a licenciamento ambiental. Segundo Veloso a questão ainda está em debate no Conama mas o MMA propõe que produtos minimamente íntegros, descartados pelo consumidor, não apresentam perigo.

Neste ano, o MMA deve ainda atualizar aquelas cadeias de logística reversa estabelecidas antes da lei de resíduos sólidos.

Inclusão de catadores

A política de resíduos sólidos prevê também a inclusão socioeconômica dos catadores de material reciclável, que ficariam sem fonte de renda com o fechamento dos lixões. Segundo Zilda Veloso, apesar de não ser regra, naturalmente os municípios deveriam ofertar para eles trabalharem na coleta seletiva e centrais de triagem, por exemplo, assim como as empresas que fazem a logística reversa utilizarem a mão de obra dos catadores.

“Eu acho que para os catadores a política está sendo bem inclusiva, apesar de todas as dificuldades desse último ano. Eles estão crescendo na cadeia”, disse a diretora, citando os programas do governo federal Pró-catador, de inclusão socioeconômica de catadores, e Cataforte, que repassa recursos para cooperativas e associações desses trabalhadores.

Para Ronei Alves, da coordenação nacional do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, os municípios não estão priorizando a política de resíduos sólidos e nem elaboração dos planos de gestão para acessar recursos para o gerenciamento dos resíduos. Por outro lado, ele vê com bons olhos o acordo setorial de embalagens em geral que inclui os catadores como atores importantes da logística reversa.

“As cooperativas e associações podem ser ferramentas importantes no sistema de coleta seletiva e destinação dos resíduos. Gostaríamos que os prefeitos e governadores vissem os catadores como aliados na implantação da política”, disse Alves, contando que existem em torno de 1,2 milhão de catadores no Brasil, incluindo aqueles que estão trabalhando nos lixões e nas ruas.

Sistema de informações para a população

A diretora do MMA disse que o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos  está sendo estruturado para integrar todos os dados produzidos pelo governo federal e pelos estados e municípios no atendimento à política nacional. “Vai ser um grande ganho até o final de 2016 termos implantado o sistema. Isso vai dar visibilidade a política nacional, vai fazer com que o cidadão consiga mais informações e fique mais engajado e os próprios órgãos de governo terão uma ferramenta eficiente para propor novas ações, como trabalhar a possibilidade de incluir determinado rejeito na reciclagem no futuro.”

Para Veloso, apenas aparentemente a implantação da política está devagar e logo será possível ver o afunilamento de todas as iniciativas no efetivo cumprimento da política. É uma política com pontos complexos e que mexe com vários atores, segundo a diretora, como catadores, indústria, comércio, Ministério Público e, principalmente, o cidadão. “Porque se o cidadão não fizer a parte dele a cadeia não anda. Se ele não separar em casa o resíduo úmido do seco, como você vai fazer a coleta seletiva? Não faz. Se o cidadão não descartar a lâmpada, o eletrodoméstico, a embalagem de óleo no local correto, a logística reversa não via funcionar. E o cidadão está entendendo que ele tem uma responsabilidade nessa cadeia, tudo é um processo educativo de crescimento”, disse.

Edição: Valéria Aguiar
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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