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Em nota, presidenta Dilma repudia divulgação de conversa com Lula

Ex-presidente foi nomeado nesta quarta-feira ministro-chefe da Casa Civil; Dilma enviou termo de posse caso ele não pudesse comparecer à cerimônia marcada para quinta

A Secretaria de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou nota oficial na noite desta quarta-feira (16) em que repudia a divulgação de uma conversa entre a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nomeado hoje ministro-chefe da Casa Civil.

O texto ressalta o “teor republicano da conversa” e explica que Dilma enviou a Lula o termo de posse caso ele não pudesse comparecer à cerimônia marcada para a manhã desta quinta-feira (17), quando também assumirão os cargos os novos ministros da Justiça, Eugênio Aragão, Mauro Lopes, da Secretaria de Aviação Civil, e Jaques Wagner, ministro-Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República.

No comunicado, a Presidência também “repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República” e afirma que “todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento”.

Leia a íntegra a seguir:

Nota à imprensa
 
Tendo em vista a divulgação pública de diálogo mantido entre a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre esclarecer que:
 
1 – O ex-Presidente Lula foi nomeado no dia de hoje Ministro-Chefe da Casa Civil, em ato já publicado no Diário Oficial e publicamente anunciado em entrevista coletiva;
 
2 – A cerimônia de posse do novo Ministro está marcada para amanhã às 10 horas, no Palácio do Planalto, em ato conjunto quando tomarão posse os novos Ministros Eugênio Aragão, Ministro da Justiça; Mauro Lopes, Secretaria de Aviação Civil; e Jaques Wagner, Ministro-Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;
 
3 – Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.
 
4 – Assim, em que pese o teor republicano da conversa, repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República.
 
5 – Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Fonte: Secretaria de Imprensa da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Por 9 votos a 2, STF mantém decisão sobre rito do impeachment

Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve hoje (16) decisão da Corte que, em dezembro do ano passado, definiu as regras de tramitação do rito do processo de impeachmentda presidenta Dilma Rousseff que tramita na Câmara dos Deputados.

Com o resultado, fica mantida a decisão que invalidou a eleição da chapa avulsa, por meio de voto secreto, integrada por deputados de oposição ao governo, para formação da comissão especial da Câmara dos Deputados que conduzirá o processo.

A Corte julgou recurso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para modificar o julgamento sobre as regras de tramitação do impeachment.

Na votação, os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, acompanharam o relator, Luís Roberto Barroso. Dias Toffoli e Gilmar Mendes divergiram de Barroso.

Em seu voto, o relator se defendeu das críticas que ele e a Corte receberam de governistas e de oposicionistas após a decisão sobre o rito de impeachment. De acordo com Barroso, a decisão do Supremo seguiu o precedente no caso do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, porque o Congresso não aprovou, desde a Constituição, lei específica sobre o rito.

O ministro Teori Zavascki disse que a decisão da Corte provocou reações contrárias e favoráveis, mas há motivos para ser revista. “A causa está julgada, bem ou mal ela está julgada. Não vejo razões para julgar embargos declaratórios. Me parece evidente que a parte embargante está tentando promover um novo julgamento da causa e não é para isso que servem os embargos”, afirmou Zavascki.

Luiz Fux também rejeitou o recurso de Cunha: “Esses embargos não são cabíveis nem para consultas acadêmicas.”

Gilmar Mendes

O ministro defendeu a possiblidade de a Câmara formar a comissão do impeachment por meio de chapa avulsa, por meio de voto secreto. Mendes defende que a escolha deve ser feita de forma democrática, minimizando o poder dos líderes partidários, além de entender que o Regimento Interno da Câmara é claro ao definir que a votação deve ser secreta.

Durante seu voto, Mendes também aproveitou para criticar a crise política do governo e a indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro da Casa Civil.

Veja como ficou o rito do impeachment definido pelo STF:

1) Chapa Alternativa e Voto Aberto

Continua proibida a eleição de chapa alternativa, feita por voto secreto. Para os ministros, mesmo se tratando de eleição sobre assunto interno da Câmara, o procedimento deve ser aberto, como ocorre nas votações de projetos de lei, por exemplo, e com formação por meio de indicações pelos líderes partidários e não pela chapa alternativa.

2) Autonomia do Senado

O STF decidiu que o Senado não é obrigado a dar prosseguimento ao processo de impeachmentda presidenta Dilma Rousseff. Dessa forma, se o plenário da Câmara aprovar, por dois terços (342 votos), a admissão da denúncia dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal por crime de responsabilidade, o Senado poderá arquivar o processo se assim entender. Dessa forma, Dilma só poderia ser afastada do cargo, por 180 dias, como prevê a lei, após decisão dos senadores.

3) Votação no Senado

Também ficou decidido que é necessária a votação por maioria simples para decidir pela continuidade do impeachment no Senado e determinar o afastamento preventivo da presidenta. Votação pela eventual saída definitiva de Dilma do cargo precisa de dois terços dos parlamentares.

4) Defesa Prévia

A Corte consignou que a presidenta Dilma Rousseff não tem direito à defesa prévia antes da decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que deflagrou o impeachment. No entanto, o Supremo garantiu que ela deverá ter o direito de apresentar defesa após o fim de cada etapa do processo, sob pena de nulidade do ato que não contou com a manifestação de Dilma.

Recurso

O recurso de Cunha chegou ao Supremo no dia 1º de fevereiro, antes da publicação do acórdão, que ocorreu na semana passada. Cunha voltou a defender votação secreta para eleição da comissão e a obrigatoriedade do Senado de dar prosseguimento ao processo deimpeachment. Segundo o presidente, ao aceitar recurso do PCdoB, que questionou a validade do rito do impeachment adotado por ele, o STF interferiu no funcionamento interno da Casa e restringiu direitos dos parlamentares.

Edição: Juliana Andrade
André Richter e Ivan Richard – Repórteres da Agência Brasil

Dilma confirma Lula na Casa Civil e Wagner na chefia de gabinete da Presidência

A presidenta Dilma Rousseff informou, há pouco, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumirá a chefia da Casa Civil no lugar do ministro Jaques Wagner, que passará a  comandar o Gabinete Pessoal da Presidência da República.

Em nota, Dilma informou ainda que o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC) será ocupado pelo deputado federal Mauro Ribeiro Lopes (PMDB-MG).

A presidenta da República agradeceu ao ministro interino, Guilherme Ramalho, “pela sua dedicação” à frente da SAC.

Edição: Nádia Franco
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

MPE intervém mais uma vez para que Estado cumpra decisão referente a UTIs em Gurupi

Mais um passo foi dado no processo que obriga o Estado do Tocantins a garantir Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) no Hospital Regional Público de Gurupi (HRPG) a qualquer paciente que necessite. O processo tramita na Justiça desde 2010. Em novembro de 2015, houve o trânsito em julgado da sentença, e no último dia 17, se encerrou o prazo de 90 dias dado ao Estado para comprovar o cumprimento da obrigação de garantir essas e outras melhorias ao Hospital da cidade.

Com o fim desse prazo, o Ministério Público Estadual (MPE) por meio da 6ª Promotoria de Gurupi, encaminhou requerimento solicitando à Justiça a conversão do cumprimento provisório da sentença em definitivo. O Promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes ainda requereu que o Estado comprove as medidas administrativas que foram adotadas para ampliar, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins, o número de leitos de UTIs para casos de alta complexidade. “Nosso objetivo é evitar que pacientes usuários do SUS, da Regional de Gurupi, fiquem sem acesso a leitos de UTI, seja no Hospital Regional de Gurupi, seja no Hospital Geral de Palmas, quando para lá forem referenciados”, enfatizou.

O requerimento ainda orienta que o Estado deve comprar ou alugar leitos de UTI sempre que um munícipe não conseguir ser atendido em um dos dois hospitais citados. Essa determinação seria estendida a todo paciente do SUS que necessite de UTI na regional de Gurupi, não havendo necessidade de outro processo judicial de conhecimento para sua postulação, mas apenas o referenciamento à sentença transitada em julgado.

Em casos mais graves e justificados que necessitem de tratamento e internação imediata, as mesmas medidas poderão ser prontamente aplicadas, bastando a verificação da negativa de atendimento imediato. Além de multa diária de R$ 2.000,00, limitado ao valor máximo de R$100.000,00 para cada paciente não atendido, a desobediência das medidas também importará na configuração do crime de desobediência, a ser apurado pelo MPE.

O Promotor finaliza o documento destacando que, em caso de alegação de que não dispõe de dotação orçamentária para o cumprimento de todos os itens sugeridos, poderá ser determinada a transferência de verbas referentes à propaganda institucional ou de setores não prioritários da Administração Pública, alocando-as no Fundo Estadual de Saúde, após informação da Secretaria Estadual de Saúde sobre o montante necessário para o cumprimento da determinação judicial.

Primárias EUA: Donald Trump vence noite eleitoral mas não conquista o Ohio

Donald Trump é o claro vencedor da corrida às primárias do partido Republicano desta terça-feira. Garantida está a crucial vitória na Florida, Ilinóis e Carolina do Norte. No seu discurso a mensagem, desta vez, dirigiu-a para o interior do partido.

“Temos de unir o nosso partido. Há algo que está a acontecer e que está a fazer do Partido Republicano, provavelmente, a maior história política do mundo. Todos escrevem sobre ele, toda a Europa, por todo o mundo estão a falar sobre nós. Milhões de pessoas estão a vir votar”, adiantou Donald Trump.

Mas a grande notícia da noite aconteceu pouco depois de conhecidas as projeções. O senador Marco Rubio abandonou a corrida às primárias do partido Republicano depois da estrondosa derrota no seu estado a Florida:

“A política do ressentimento contra outras pessoas não só vai fraturar o partido como vai tornar-nos uma nação fraturada. Eles vão fazer de nós uma nação onde as pessoas se odeiam, literalmente, porque têm diferentes opiniões políticas. Que nos encontremos neste momento não é surpreendente já que os sinais de alerta estão cá há quase uma década”, afirmou Marco Rubio.

Donald Trump aumenta a vantagem, e perde um rival, ainda assim não conquista o Ohio, a vitória recai sobre John Kasich. Resta saber o resultado do Missouri.

Reunião de Dilma e Lula termina depois de quatro horas; tema não foi divulgado

A presidenta Dilma Rousseff conversou nesta noite por quatro horas e meia com seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada, em Brasília, e teve a participação do ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini.

As expectativas para a conversa entre os dois eram muitas, mas até o momento nenhuma informação sobre o teor das discussões foi divulgada. Desde ontem, a possibilidade de Lula ser nomeado ministro de Dilma repercute entre deputados favoráveis e contrários ao governo. Os petistas apoiam a iniciativa devido à habilidade política do ex-presidente, enquanto os oposicionistas classificam a hipótese como tentativa de blindá-lo das investigações da Operação Lava Jato.

Outro assunto de grande repercussão política nesta terça-feira (16) em Brasília foi a delação do senador Delcídio do Amaral (MS), homologada pelo Supremo Tribunal Federal. No depoimento, o parlamentar cita nomes do governo e da oposição que, segundo ele, estariam envolvidos em esquemas de corrupção na Petrobras e em outras empresas públicas.  O senador está emprocesso de desfiliação do PT.

Lula chegou em Brasília no meio da tarde e, antes de se reunir com a presidenta, recebeu alguns parlamentares petistas no hotel em que está hospedado. De acordo com o senador Lindberg Farias (PT-RS), que esteve no encontro, a ocupação de um ministério por Lula “aumenta muito a articulação política do governo” e faria com que o governo saísse “fortalecido na batalha do impeachment”.

Com Dilma, Lula esteve reunido desde cerca das 19h até as 23h20 dessa terça-feira (15) . Até o momento, porém, nenhum anúncio ou comunicado oficial foi feito pelo Palácio do Planalto.

Edição: Fábio Massalli

Oposição vai ingressar com ações populares nos 27 estados contra nomeação de Lula em ministério

Segundo os líderes da oposição, o objetivo é barrar a nomeação do ex-presidente

Numa reação à tentativa da presidente Dilma Rousseff de blindar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e impedir que ele fique “tete-à-tete” com o juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, o líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), anunciou nesta terça-feira que serão impetradas ações populares nos 27 estados da federação.

A ação popular tem como base dois pontos: desvio de finalidade e fraude à lei. O objetivo é barrar a nomeação. Além de Pauderney Avelino e do deputado democrata Alberto Fraga (DF), assinam a ação os líderes Rubens Bueno (PPS) e Antonio Imbassahy (PSDB). A medida tem apoio dos movimentos de ruas que se manifestaram no último domingo pedindo a saída de Dilma Rousseff/PT da Presidência.

“Dilma é uma presidente que usa a lei, o poder, licitamente, para promover um ato ilícito ao nomear uma pessoa denunciada pela Procuradoria de Justiça de São Paulo e conduzida coercitivamente pelo juiz Sérgio Moro para depor na PF”, afirmou o líder Pauderney Avelino.

As ações serão movidas na primeira instância, ou seja, os juízes destas instâncias poderão acolhê-la. “Ao acolhê-la, se Lula for mantido, Dilma Rousseff responderá por crime de desobediência e obstrução à Justiça”, completou o líder do Democratas.

Pauderney Avelino disse ainda que a “contratação de Lula é um tapa na cara dos brasileiros honrados”. Acrescentou que a possibilidade do ex-presidente Lula assumir um ministério no governo Dilma Rousseff é um escárnio à população. “Isso é um tapa na cara da sociedade brasileira, que já demonstrou claramente que não quer mais o PT”, garantiu.

Fonte: Assessoria de imprensa

 

Polícia Militar apreende armas e três suspeitos em Araguaína e Alvorada

Na tarde desta segunda-feira, 14, policias do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) prenderam em flagrante dois homens de 18 e 32 anos de idade por porte ilegal de arma de fogo próximo a cidade de Alvorada. Com a dupla foram encontradas uma espingarda carabina calibre 38, uma espingarda Rossi calibre 22, além de 11 munições calibre 38 e cinco munições calibre 22. Os homens foram presos na BR-153, durante o patrulhamento dos policiais militares e encaminhados para a Delegacia de polícia Civil de Alvorada. Ainda na segunda-feira, durante atividades rotineiras de policiamento ostensivo em Araguaína, os policiais militares apreenderam dois revólveres calibre 38 e 11 munições intactas. A primeira arma foi localizada durante abordagem a um veículo dirigido por um homem de 30 anos, no Setor Maracanã. Com apoio do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (GIRO), foi feita busca pessoal e veicular sendo encontrado no interior do carro, um revólver calibre 38 com seis munições intactas. O condutor que não apresentou os documentos de porte obrigatório do armamento foi conduzido a Delegacia de Plantão onde foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. A segunda arma foi apreendida com um jovem de 19 anos, sendo um revólver calibre 38 e cinco munições intactas. Ele havia tentado roubar um estabelecimento comercial na Avenida Prefeito João de Sousa Lima, no bairro São João, quando o mesmo foi atingido por cinco disparos efetuados por um homem não identificado. O indivíduo foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e conduzido ao Hospital Regional de Araguaína. O revólver, munições, um cordão aparentemente de ouro, um aparelho celular, R$ 57,00 em dinheiro e a moto utilizada no delito foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil e apresentados a autoridade competente para as providências cabíveis.

Delcídio afirma que Temer chancelou a indicação de ex-diretores da Petrobras

O senador Delcídio do Amaral (MS) disse em depoimento de delação premiada que o vice-presidente da  República, Michel Temer, chancelou a indicação de dois ex-diretores da Petrobras que foram condenados na Operação Lava Jato. Segundo o senador, Temer era “padrinho” de João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora, subsidiária da estatal, e de Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras.

Em nota, a Vice-Presidência da República rebateu as declarações de Delcídio, que pediu hoje desfiliação do PT. “Michel Temer nunca foi padrinho de João Augusto Henriques. A indicação do nome dele para ocupar cargo na Petrobras foi feita pela bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, assim como a de Jorge Zelada, posteriormente”.

De acordo com depoimento de Delcídio, tomado no dia 11 de fevereiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Henriques foi o principal operador de “um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora”, envolvendo uma suposta aquisição ilícita de etanol, entre 1997 e 2000, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“Delcídio do Amaral sabe que um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora foi a aquisição ilícita de etanol no período de 1997 a 2000. O principal operador desse esquema foi João Augusto Henriques (ex-diretor da BR Distribuidora), e atualmente preso por ordem judicial da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciaria de Curitiba. A ilicitude ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. O “padrinho” de João Henriques no esquema do etanol foi Michel Temer, atual vice-presidente da República. A relação entre João Henriques e Michel é antiga e explica a sucessão de Nestor Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobras. João Augusto foi o primeiro indicado para essa diretoria para substituir Cerveró, entretanto foi vetado pessoalmente por Dilma Rousseff, substituído por Jorge Zelada, indicação do próprio João Augusto”, diz um dos documentos anexados à delação.

Sobre Jorge Zelada, o senador declarou que Temer teve “grande influência” na substituição de Nestor Cerveró, outro ex-diretor investigado e preso na Lava Jato, por Zelada.

O trecho da delação de Delcídio que menciona Temer é o seguinte:

“Que tais diretores ajudavam as empresas e os partidos recebiam “doações” das empresas em troca; Que, por volta de 2007, era necessário votar no Congresso a CPMF; Que a CPMF havia sido aprovada na Câmara e rejeitada no Senado; Que o PMDB da Câmara condicionou a aprovação da CMPF a eles indicarem o diretor da Diretoria Internacional; Que o PMDB do Senado aceitou passar a Diretoria Internacional para o PMDB da Câmara; Que o nome do PMDB era João augusto Rezende Henriques, que era muito ligado a Michel Temer; Que o nome de Henriques foi avalizado por Michel Temer;  Que, no entanto, o nome de João Augusto Rezende foi vetado por Dilma Rousseff (então ministra Chefe da Casa Civil), em razão de ele ter problema no Tribunal de Contas; Que João Augusto Rezende Henriques indicou Jorge Zelada; Que Jorge Zelada foi chancelado por Michel Temer e a bancada do PMDB na Câmara”.

Edição: Jorge Wamburg
André Richter – Repórter da Agência Brasil

Campos Lindos Recebe Do Tribunal De Justiça Do Estado Selo De Responsabilidade Judiciária

O Tribunal de Justiça do Tocantins entregou nesta terça-feira (15/3), o “Selo de Responsabilidade Judiciária no Pagamento de Precatórios” ao governo estadual e a 17 municípios. Instituído em 2015 pela presidência do TJTO, o selo reconhece a adimplência no pagamento dos precatórios e dívidas judiciais.

A entrega do certificado faz parte do programa Regularidade no Pagamento de Dívidas Judiciais pelos Entes Públicos, idealizado “para certificar e premiar a boa conduta administrativa na quitação tempestiva do crédito advindo da sentença judicial, privilegiando os princípios constitucionais da moralidade, legalidade, celeridade e probidade administrativa”.

O presidente do TJTO, desembargador Ronaldo Eurípedes, citou o cenário político e econômico do país para ressaltar que a certificação do Judiciário aos prefeitos em dia com o pagamento de precatórios se configura uma forma de divulgar aspectos positivos presentes na gestão pública praticada no Tocantins. O selo, afirmou, representa um diferencial dos entes que o recebem em relação ao demais.

O desembargador destacou os efeitos econômicos do pagamento de precatórios, ao ressaltar que em 2015 o Judiciário expediu 596 alvarás judiciais referentes a precatórios e as 18 autoridades listadas para a certificação de hoje foram responsáveis por injetar R$ 16,9 milhões no Estado.

“Demonstra responsabilidade da parte dos administradores e representa um componente a ser avaliado pelo cidadão”, disse, em seu pronunciamento de abertura da solenidade, ao destacar a boa prática dos gestores. “É a efetividade da decisão judicial e, também, o cumprimento do seu juramento quando, ao assumir a gestão no momento solene, jurou defender os interesses dos municípios e os senhores estão demonstrando que estão cumprindo esse compromisso”.

Prefeitos

Prefeito da Capital, Carlos Amastha, que recebeu pelo segundo ano consecutivo o Selo de Responsabilidade Judiciária, discursou em nome de todos os prefeitos, e afirmou que o selo representa um exemplo para os demais gestores de que os administradores têm “obrigação de fazer a lição de casa” e destacou os efeitos econômicos da certificação, em tempos de crise.

Em entrevista, ressaltou a importância da certificação. “É fundamental a divulgação da certificação, porque traz confiança para o mercado, porque a economia é movida por expectativas; num momento de tantas incertezas, as pessoas saberem que seu município ganha um certificado demonstra claramente o compromisso da gestão e traz confiança ao empresário, ao cidadão comum, ao servidor público, de que o município segue sendo a mola propulsora dessa confiança”, afirmou.

O prefeito de Tocantínia, Muniz Araújo Pereira, que recebe o selo pela primeira vez destacou sua satisfação. “Diante da crise que assola o país, dar conta de mais essa atribuição em dia é uma satisfação, tenho certeza que muitos prefeitos estão lutando para também chegar a esse patamar, por isso, agradeço minha equipe porque com o controle da conta nós conseguimos nos manter aptos a manter em dia as contas judiciais”.

Outro prefeito a receber o certificado inédito, Francisco Júlio Pereira Sobrinho, gestor de Guaraí, avaliou o selo como cumprimento das obrigações administrativas. “Na verdade é a confirmação para a sociedade que a gente vem cumprindo como gestor com as nossas obrigações financeiras e dever do município, e mesmo em tempos de crise, com recursos escassos para atender tantas demandadas da sociedade, a gente entende que é de responsabilidade cumprir com o que é obrigação”.

Estado

A vice-governadora Claudia Lelis, que recebeu o selo em nome do governador Marcelo Miranda, lembrou que o momento é de dificuldade para todos os gestores e a certificação conferida pelo Tribunal de Justiça é um estímulo às boas práticas administrativas. “O momento é de muita dificuldade para todos nós, gestores públicos, mas esse reconhecimento feito, hoje, pelo Tribunal de Justiça nos incentiva mais ainda a seguir o caminho da gestão comprometida, correta”, afirmou.

“A entrega deste selo é um incentivo para que as administrações possam trabalhar ainda mais pelas cidades, pela população do nosso Estado”, disse, ao ressaltar que o governo estadual busca cumprir suas obrigações. “São ações como esta que nos incentivam a trabalha mais e mais para honrar nossos compromissos”, acrescentou, ao dizer que espera voltar ao Judiciário no próximo ano para nova certificação.

Autoridades

Participaram do dispositivo de honra, além do presidente do TJTO, a vice-governadora Claudia Lelis, representando o governador Marcelo Miranda, o deputado estadual Ricardo Ayres, representando o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Osires Damaso, o secretário da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Tocantins, Célio Henrique Magalhães Rocha, representando o presidente da seccional, Walter Ohfugi, o superintendente da Defensoria Pública, Fabrício Barros Akitaya, representando o defensor público geral, Marlon Amorin, e Jean Teixeira, diretor da Unidade Tocantins do grupo Jaime Câmara.

Municípios 

Os entes aptos na edição 2016 do selo são: Alvorada, Aparecida do Rio Negro, Araguacema, Araguaína, Campos Lindos, Dianópolis, Dois Irmãos do Tocantins, Guaraí, Monte do Carmo, Nova Rosalândia, Palmas, Pau D’Arco, Pugmil, Recursolândia, Sucupira, Tocantínia, Tupiratins e o Estado do Tocantins.

Receberam o selo na solenidade:

Município

Responsável

Aparecida do Rio Negro Deusimar Pereira de Amorim
Araguacema Isabella Alves Simas Pereira
Araguaína Adolfo Brito, representando
Ronaldo Dimas Nogueira Pereira
Campos Lindos Jesse Pires Caetano
Dianópolis Reginaldo Rodrigues de Melo
Dois Irmãos Francisco Carlos Assi Tozzatti
Guaraí Francisco Júlio Pereira Sobrinho
Nova Rosalândia Enoque Portilio Cardoso
Palmas Carlos Enrique Franco Amastha
Pau D’Arco Laudeci Ribeiro da Silva Mendes
Pugmil Arlene Martins Souza
Sucupira Valdmir Ribeiro de Castro
Tocantínia Muniz Araújo Pereira
Tupiratins Wilson da Costa Veloso
Estado do Tocantins Claudia Telles de Menezes Pires Martins Lelis,
representando Marcelo de Carvalho Miranda

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