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Hillary Clinton é questionada pelo FBI sobre mensagem secreta em e-mail privado

O FBI está investigando a acusação de que Hillary Clinton recebeu centenas de documentos secretos em sua caixa de e-mailspessoais, em sua residência de Nova York, em vez de utilizar o serviço de correio eletrônico oficial, enquanto era secretária de Estado. Os principais funcionários que trabalhavam com Hillary Clinto também foram ouvidos.

As investigações visam a saber se Hillary Clinton agiu ilegalmente ao usar uma caixa privada de mensagens para receber e-mailsoficiais e secretos da Casa Branca. Dependendo do resultado da investigação, o assunto pode ter repercussão na campanha de Hillary. pré-candidata democrata Hillary Clinton, que concorrerá às eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro deste ano, foi interrogada hoje (2) pelo FBI – a polícia federal norte-americana -, de forma voluntária, sobre o uso de seu servidor de e-mail privado, de janeiro de 2009 a fevereiro de 2013, quando ocupava o cargo de secretária de Estado.

O interrogatório durou três horas e meia. O porta-voz da campanha de Hillary Clinton, Nick Merrill, divulgou que “a secretária Clinton deu uma entrevista voluntária esta manhã sobre o uso de seu e-mail, enquanto ela era secretária. Ela tem o prazer de aproveitar a oportunidade para ajudar o Departamento de Justiça a avaliar e tirar uma conclusão [sobre o assunto]. Por respeito ao processo de investigação, Hillary  não vai mais fazer comentários sobre o interrogatório”.

Parlamentares do Partido Republicano solicitam que sejam realizadas investigações independentes sobre o uso de e-mails secretos da Casa Branca na caixa de e-mails privados de Hillary Clinton. Eles alegam que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, ao qual está subordinado o FBI, não tem a imparcialidade necessária para lidar com o assunto.

Hillary Clinton deve ser eleita formalmente como candidata do Partido Democrata nas eleições de novembro, em convenção nacional do partido a ser realizada este mês.

Edição: Stênio Ribeiro
José Romildo – Correspondente da Agência Brasil

MPF vai recorrer de prisão domiciliar concedida a presos da Operação Saqueador

Foto: Da internet

por foto da intenet

O Ministério Público Federal (MPF) informou que vai recorrer da decisão do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que concedeu prisão domiciliar para Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Adir Assad, Marcelo Abbud, Cláudio Abreu e Fernando Cavendish. A decisão do magistrado foi tomada em segunda instância nessa sexta-feira (1º) e reverteu a prisão preventiva,  determinada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

“Vamos recorrer para tentar reverter essa decisão, que beira o abolicionismo penal, prisões domiciliares sem análise mais profunda e cuidadosa, num contexto de desvios de quase 400 milhões, soltura relâmpago”, diz o procurador-chefe da procuradoria Regional da República, José Augusto Vagos, que atua junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

“[É] um desprestígio aos órgãos de persecussão que trabalharam duro para essa operação, gasto enorme de tempo e dinheiro para, sem maiores considerações e aprofundamentos, concederem-se prisões domiciliares em série”, complementa. Ele diz ainda que foram mais de 20 denunciados, mas que o MPF teve o cuidado de pedir prisão de poucos, que representam risco à ordem pública.

Operação Saqueador

Os mandados de prisão foram expedidos no âmbito da Operação Saqueador da Polícia Federal, que rastreia esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os principais acusados são o empresário Fernando Cavendish, ex-dono empreiteira Delta Construção, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Além deles, foram denunciadas 21 pessoas – executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira, além de proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud.

Segundo o MPF, foram reastreados os pagamentos feitos pela Delta a empresas de fachada. Foi verificado ainda aumento dos valores dessas transferências em anos de eleições. Foram feitas transferências, por exemplo, de R$ 80 milhões para uma obra inexistente chamada Transposição do Rio Turvo, no Rio de Janeiro.

As empresas, que só existiam no papel, recebiam o dinheiro, mas não executaram o serviço. De acordo com o MPF, as empresas de Adir Assad e Marcelo Abbud emitiam notas frias não só para a Delta, mas para muitas outras empresas. Segundo as investigações, o esquema também serviu de suporte à corrupção na Petrobras.

Edição: Talita Cavalcante
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

MPE apura suposto caso de negligência médica no Hospital e Maternidade Dona Regina

A Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery realizou vistoria no Hospital e Maternidade Dona Regina, nesta quarta-feira, 29, para averiguar denúncia relativa a um suposto caso de negligência médica referente a perfuração do intestino de uma gestante. O caso teria ocorrido neste mês de junho.

Em reunião com o diretor-geral e equipe, Maria Roseli foi informada de que o hospital não apura a ocorrência de falhas nos procedimentos médicos em casos dessa natureza, deixando de avaliar se houve negligência. Apenas os casos de óbitos maternos e neonatais ocorridos no Dona Regina são automaticamente revistos internamente. O diretor-geral, inclusive, informou não ter conhecimento da referida situação de suposta negligência.

Maria Roseli informou que o marido da gestante lesionada, além de procurar o Ministério Público, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, a fim de que seja apurada a ocorrência de crime de lesão corporal de natureza grave. Também registrou reclamação junto à Secretaria Estadual da Saúde (Sesau), para que instaure sindicância administrativa; e junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), para que apure se houve falha ética.

Após consultar o prontuário da paciente, uma das coordenadoras do Dona Regina alegou que a paciente não sofreu perfuração no intestino. O que teria ocorrido seria a formação de cicatrizes internas em seu intestino depois dela haver se submetido a cirurgia cesariana. Com isso, a paciente teria se submetido a um segundo procedimento cirúrgico, ao que se seguiu um quadro de necrose da sua parede abdominal. Atualmente, a paciente encontra-se internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral de Palmas (HGP).

Segundo foi informado, a necrose abdominal pode ser resultado de infecção hospitalar.

Segundo caso
Durante a vistoria, a Promotora de Justiça ficou sabendo de um segundo caso de suposta perfuração de intestino de gestante submetida a cesariana no Hospital e Maternidade Dona Regina. Este caso teria ocorrido há 58 dias. Após a cesariana, a paciente teve alta hospitalar em 48 horas. Mas foi reinternada 15 dias depois, com quadro infeccioso, tendo sido tratada com antibióticos e, em seguida, recebido alta. Dias depois, retornou em estado grave, tendo se submetido a uma segunda cirurgia.

O caso, segundo avaliação da própria equipe do Hospital e Maternidade Dona Regina, pode resultar de negligência médica, tanto quanto pode ser consequência do próprio procedimento cirúrgico. O diretor-geral informou não ter conhecimento também desse caso.

Lotação
Nesta vistoria ao Hospital e Maternidade Dona Regina, a Promotora de Justiça Maria Roseli encontrou um cenário bem diferente do observado durante inspeção realizada nos dias 13 e 14 deste mês, quando diversas pacientes aguardavam atendimento nos corredores. Agora, não havia superlotação. Pelo contrário, diversos leitos estavam vagos. Maria Roseli atribuiu a mudança às diversas reuniões que vêm sendo realizadas com a equipe, intermediadas por ela, visando aperfeiçoar as rotinas de trabalho da unidade hospitalar.

Flávio Herculano

Proibição de recursos de empresas traz desafio para campanhas eleitorais

As campanhas eleitorais deste ano não poderão ser financiadas por empresas, apenas por pessoas físicas e pelos partidos políticos com o uso de verbas do Fundo Partidário. A proibição do financiamento por pessoa jurídica é uma das principais modificações trazidas pela minirreforma eleitoral (PL 5.735/13), aprovada no ano passado.

Pela nova legislação, pessoas físicas podem fazer doações para candidatos e partidos políticos por meio de uma conta bancária específica aberta para a campanha. A doação pode ser efetuada por cheque nominal, depósito identificado e cartão de crédito. O importante é que seja possível a identificação da origem do doador.

A pessoa física pode doar até 10% do seu rendimento bruto do ano anterior à eleição. Já o candidato a prefeito ou vereador poderá doar à sua própria candidatura até o limite do seu patrimônio, respeitado o teto de gastos para a campanha estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o ministro do TSE Henrique Neves, os gastos com as campanhas eleitorais deste ano têm um limite que leva em conta as eleições de 2012. “Agora em 2016 só poderão ser gastos 70% do que se gastou nas eleições de 2012”, explica.

Ele dá como exemplo a cidade de São Paulo que tem o maior limite de gastos: “Em São Paulo, calculou-se quanto se gastou na eleição de 2012, aplicou-se esse percentual, e chegou-se, salvo engano, a algo em torno de R$ 34 milhões, que é o limite máximo de gasto na eleição [para prefeito]”.

O ministro acredita que a proibição do financiamento empresarial trará grande impacto nas campanhas deste ano. “Alguns estudos indicam que, nas eleições de 2014, algo em torno de 95% dos recursos arrecadados vieram de pessoas jurídicas”, destaca.

De acordo com Henrique Neves, outra situação que ocorrerá é o baixo limite de gastos para campanha na maior parte das cidades, principalmente nas de pequeno porte. Segundo ele, em mais de 4,5 mil municípios brasileiros, o limite de campanha para vereador será apenas R$ 10 mil por candidato.

“Aí o problema surge de outra forma: não é não conseguir arrecadar os R$10 mil, é não deixar que os gastos de campanha ultrapassem esse valor, porque, se ultrapassar, o candidato pode, além da multa, sofrer uma impugnação e, inclusive, se for vitorioso, pode ser afastado do cargo se verificar que ocorreu uma captação muito forte de recursos ou um abuso de poder”, diz Neves. “Vamos ter os dois extremos: em alguns municípios vai ser difícil arrecadar o limite, e, em outros municípios, vai ser difícil não ultrapassar esse limite”.

Fundo Partidário

Além das doações de pessoas físicas, as campanhas poderão ser financiadas pelo Fundo Partidário, composto por multas eleitorais e verba do Orçamento da União. De acordo com o TSE, o Fundo Partidário destina pouco mais de R$ 819 milhões para 2016.

Segundo o juiz do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo e autor do livro Manual de Direito Eleitoral e Jurisprudência, André Guilherme Lemos Jorge, o Fundo Partidário é direcionado pelos presidentes dos diretórios. Para ele, os candidatos de cidades menores terão dificuldade para obter esses recursos. “O Fundo Partidário é um cobertor curto, não vai dar para financiar todos os candidatos a vereadores e prefeitos”, diz.

Criatividade

Para o advogado especializado em Direito Eleitoral Anderson Pomini, o principal objetivo da proibição do financiamento empresarial é tentar fazer com que os candidatos saiam em condições iguais quando da largada do processo eleitoral. “É uma mudança muito significativa em que os partidos e candidatos terão de buscar criatividade para trazer os eleitores a participar do processo eleitoral. Certamente, a internet será a grande ferramenta dessa campanha, em especial, pelo baixo custo. Aquelas campanhas milionárias, com marqueteiros milionários, isso, pela nova sistemática jurídica, acabou”, avalia.

O advogado, no entanto, acredita que a nova regra beneficiará quem está no mandato e busca a reeleição, além de candidatos já conhecidos dos eleitores, como os artistas: “O candidato desconhecido terá de se reinventar para se apresentar ao cenário político-eleitoral. Acredito que teremos o maior índice de reeleição da história, mesmo com todo esse quadro instável na política”.

Eleições municipais

Em 2 de outubro, os eleitores vão às urnas votar para eleger prefeitos e vereadores. O segundo turno, quando houver, será no dia 30 de outubro. O segundo turno é realizado apenas nos municípios com mais de 200 mil eleitores em que nenhum dos candidatos consiga a maioria absoluta, ou seja, 50% dos votos mais um. O TSE estima que as eleições deste ano terão mais de 500 mil candidatos a prefeitos e vereadores.

* Colaborou Michèlle Canes

Edição: Wellton Máximo
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil*

Esquema lavou mais de R$ 370 milhões por meio de empresas de fachada, diz PF

Policiais Federais prenderam hoje (30), na Operação Saqueador, três acusados de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro por meio de obras públicas, envolvendo a empreiteira Delta Construção. Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão preventiva.

Dentre os presos, está o empresário Carlinhos Cachoeira, detido em Goiás. Ele está sendo transferido para a sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro.

Além de Cachoeira, mais uma pessoa foi presa em Goiás e uma em São Paulo, mas a Polícia Federal não divulgou os nomes.

Um dos investigados, o presidente da empreiteira Delta, Fernando Cavendish, teve o mandado de prisão expedido, mas não foi preso porque está em viagem ao exterior. O chefe da delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal, Tácio Muzzi, informou, em entrevista coletiva, que Cavendish viajou para Europa no último dia 22 e ainda não foi localizado.

Empresas de fachada

As investigações apontam que mais de R$ 370 milhões foram lavados por meio de pagamento ilícito a 18 empresas de fachada.

Os empresários Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud são investigados de serem os responsáveis por criar as empresas fantasmas que lavavam os recursos públicos, por meio de contratos fictícios, segundo o MPF.

Segundo Muzzi, quase 100% do faturamento da Delta eram provenientes de obras públicas entre 2007 e 2012, somando quase R$ 11 bilhões.

As principais obras públicas alvo do esquema eram do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit). Nas obras do Parque Aquático Maria Lenk, que integram o Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, também houve desvio de dinheiro público, segundo o Ministério Público Federal (MPF), que fez a denúncia.

O dinheiro era sacado em espécie para o pagamento de propina a agentes públicos, de forma a impedir o rastreamento das verbas. As empresas, que só existiam no papel, recebiam o dinheiro, mas não realizavam o serviço. Dentre os denunciados, há executivos, diretores, tesoureiros e conselheiros da empreiteira.

Obras inexistentes

Os valores das transferências aumentaram em anos de eleições. Uma das transferências, de R$ 80 milhões, foi feita para uma obra inexistente chamada Transposição do Rio Turvo/RJ, em 2008, quando houve eleições municipais.

De acordo com o MPF, as empresas de Adir Assad e Marcelo Abbud emitiam notas frias para outras empresas. Segundo as investigações, o esquema também serviu de suporte à corrupção na Petrobras.

Os serviços não eram realizados e as empresas só existiam no papel. Na investigação, o MPF apurou que as empresas não tinham sedes, nem funcionários, e havia incompatibilidade entre receita e movimentação financeira identificada pela Receita Federal.

Entre 2007 e 2011, foram transferidos para essas empresas fantasmas mais de R$ 885 milhões. A organização criminosa também serviu ao esquema de corrupção da Petrobras, de acordo com a Operação Lava Jato. Assim como no esquema das empresas dos “operadores” Assad e Abbud, o de Cachoeira também tinha como escopo final o saque em dinheiro.

Delação premiada

Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, o esquema começou a ser desvendado na Operação Vegas, foi melhor identificado na Operação Monte Carlo e finalmente elucidado pela Operação Saqueador, tendo alimentado a Operação Lava Jato, por meio de compartilhamento de provas.

Conforme Mitidieri, a recente delação premiada dos prepostos da empresa Andrade Gutierrez S/A confirmou que a investigação estava no caminho certo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a utilização de trechos da recente delação premiada dos prepostos da empresa Andrade Gutierrez S/A, investigados na Operação Lava Jato. O conteúdo permanece sigiloso, mas, segundo o MPF, confirma que a Delta era uma empresa voltada fundamentalmente a esquemas de corrupção em obras públicas, em especial no Rio de Janeiro.

Interpol pode ser acionada

Sobre os investigados que estão fora do país, a PF vai avaliar se acionará a Interpol (a polícia internacional). “Estamos esperando uma resposta dos advogados, mas se não houver contato, certamente vamos acionar a Interpol e tomar outras medidas”, disse o delegado Muzzi, em entrevista coletiva. As duas pessoas que não foram presas, entre elas Cavendish, ainda não são consideradas foragidas.

Respostas

A assessoria de comunicação do Denit informou que o diretor da empresa, Valter Casimiro Silveira, está em viagem e que o departamento não se pronunciará neste momento

A Secretaria Municipal de Obras (SMO) da prefeitura do Rio, responsável pela construção do Parque Aquático Maria Lenk, informou que “o assunto em questão não é de ingerência da SMO”.

Os advogados de Cavendish e Cachoeira não foram encontrados pela reportagem.

Procurada, a assessoria da empresa Delta não se manifestou até momento.

* Título atualizado às 14h22. Texto atualizado às 15h20.

Edição: Kleber Sampaio
Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil*

Semarh lança campanha de sensibilização contra queimadas ambientais e nas áreas urbanas

A partir desta quinta-feira, 30, estará no ar a campanha de prevenção e sensibilização contra as queimadas no Tocantins. Com o tema “Sua consciência é a cura desse mal”, a ação traz situações que a população do Tocantins vive de perto no período em que os focos de incêndios ganham força em todas as regiões do Estado.

O mote traz imagens reais de queimadas no campo, nas estradas e destaca a luta do Corpo de Bombeiros contra as labaredas de fogo. “É uma campanha que mostra a nossa realidade e que prejudica o homem do campo, polui o ar que respiramos, além de causar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente”, reforçou a titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Meire Carreira. Além do vídeo de 60 segundos, para veiculação em emissoras de televisão e spot para rádios, os municípios que registraram, em 2016, o maior número de focos de incêndios receberão outdoor com o lema da campanha.

Meire Carreira explica que, desde fevereiro, o Governo do Tocantins atua em várias frentes de prevenção e combate às queimadas. “Envolvemos os municípios com o Protocolo do Fogo, ao todo, 30 cidades aderiram a este compromisso, além dos investimentos para a contratação de 80 brigadistas que atenderão aos nove municípios que mais sofrem com os incêndios. O Cadastro Ambiental Rural é outra meta que estamos priorizando, pois será uma ferramenta que visa cumprir as metas de redução das emissões de gases de feito estufa”, afirmou.

Orientações   

A Defesa Civil Estadual informa que o tempo seco aumenta o risco de incêndios florestais. Por isso, sugere, à população, que não façam fogueiras e também não joguem pontas de cigarros para fora dos veículos. Além disso, os motoristas que trafegarem por regiões sujeitas a incêndios deverão ter atenção redobrada devido à visibilidade reduzida pela fumaça. Para a população em geral, recomenda-se que não coloquem fogo em folhas ou galhos secos e principalmente nos terrenos baldios.

Umidade

 A Defesa Civil Estadual orienta, a todos, que durante o período de estiagem, onde há aumento da temperatura e baixa Umidade Relativa do Ar (UR%), procedimentos de precaução devem ser tomados a fim de evitar riscos à saúde. De acordo com os dados coletados, as regiões sul e sudeste do Estado já se encontram em estado de atenção, uma vez que a umidade está  variando entre 20% e 30% em períodos críticos de calor, no período entre meio-dia e 16 horas. –

Ação do MPE e DPE exige medicação para pacientes em tratamento com hormônio de crescimento

Os pacientes portadores de hipopituitarismo (deficiência de hormônio do crescimento) atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Tocantins estão sem medicação. Por isso, o Ministério Público Estadual (MPE) e a Defensoria Pública do Estado (DPE) ajuizaram uma Ação Civil Pública contra o Estado do Tocantins, visando assegurar o fornecimento da medicação, de modo a garantir assistência efetiva e integral aos pacientes do SUS portadores da doença.

A propositura da Ação Civil Pública, realizada em conjunto pelo MPE e DPE, visa à otimização do Sistema de Justiça; à harmonização da atuação destas instituições em matérias cujas atribuições recaem sobre ambas; à priorização das ações voltadas para a tutela difusa e coletiva, com vistas a diminuir as demandas individuais recorrentes que aportam nestas Instituições e no Poder Judiciário; e a busca da eficiência da atuação do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery complementa que, diante das constantes faltas do medicamento, a ação coletiva busca assegurar a continuidade do tratamento dos pacientes portadores de hipopituitarismo, tendo como pedido principal a determinação de que o Estado mantenha um estoque mínimo por um período de dois meses para evitar a situação atual de estoque zero. “A falta de solução de continuidade na assistência farmacêutica por parte do Estado impõe a atuação dos órgãos de controle sobre a gestão, situação que poderia ser evitada se a administração pública atuasse com eficiência em áreas de grande relevância social, como é a saúde pública”, destaca

Entenda o Caso

Conforme os termos de declarações, desde fevereiro os portadores de deficiência hormonal do crescimento não estão recebendo a Somatropina. Alguns conseguiram a medicação apenas para o mês de maio/2016, fora as interrupções ocorridas no ano de 2015. Contudo, o Estado não apresenta nenhuma perspectiva de regularidade.

A senhora Aline Martins Coelho, mãe de um paciente, declara que “de acordo com a literatura médica o sucesso do tratamento se dá pela continuidade do uso da medicação e a interrupção frequente atrapalha significativamente o ganho de altura e peso. No caso do meu filho, a falta do tratamento faz com que ele não consiga ganhar peso e não cresça o suficiente. Ele tem 6 anos e ainda pesa 15 quilos, que é o peso correspondente ao de uma criança de 2 anos. Na idade dele, as crianças pesam em média, 25 quilos, ou seja, pelo menos 10 a mais que meu filho”.

Em resposta ao ofício encaminhado pelos órgãos de controle, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) confirmou a interrupção do fornecimento, destacou a existência de um processo de compra (proveniente de um processo já instaurado no ano 2015), bem como ressaltou o cadastro de 274 pacientes para receber a medicação e mais 50 novos usuários aguardando a liberação. Porém, o atual processo de compra proveniente da ata de registro de preço do ano passado, até o momento não foi concluído devido a suposta indisponibilidade financeira do Estado e, além disso, foi reduzida pela metade a quantidade anteriormente solicitada.

“Se no ano passado eram 220 pacientes e a quantidade necessária era de seis mil frascos, nesse ano são 274 pacientes e mais 50 novos aguardando a liberação para apenas três mil unidades, ou seja, a quantidade atualmente licitada não atenderá a demanda e o estoque continuará zerado”, diz o Defensor Público Arthur Luiz Pádua Marques. (Com informações da Defensoria Pública Estadual)

PGE se manifesta pela cassação do mandato de Marcelo Miranda e Claudia Lelis

A Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) emitiu parecer nesta terça-feira, 28, pela cassação do mandato do governador Marcelo Miranda (PMDB) e da vice-governadora Claudia Lelis (PV), eleitos em 2014 pela coligação “A Experiência Faz a Mudança”. Para o órgão, está caracterizado que os então candidatos movimentaram, “em paralelo”, “exorbitantes recursos financeiros” com a intenção de integrar os valores à campanha eleitoral. A acusação refere-se ao caso do avião apreendido em em Piracanjuba, Goiás, com R$ 500 mil.

Confira a íntegra do parecer da Procuradoria Geral Eleitoral

Apesar de se manifestar pela cassação da mandato, o parecer assinado pelo vice-procurador geral do órgão, Nicolao Dino, defende não ser cabível declaração de inelegibilidade dos gestores tocantinenses, por entender D. “Aferível em eventual pedido de registro de candidatura, conforme firme entendimento do Tribunal Superior Eleitoral”, alega.

O documento narra toda os fatos levantados pelo investigação, citando as troca de mensagens entre os envolvidos na apreensão do avião, depoimentos à Polícia Civil e transações financeiras. A Procuradoria Geral Eleitoral não acolheu os argumentos de defesa de Marcelo e Claudia e se manifestou pelo parcial provimento dos recursos propostos pela Ministério Público Eleitoral do Tocantins e coligação “A Mudança que a Gente Vê”, do ex-governador e candidato derrotado Sandoval Cardoso (SD).

“Analisando os vastos elementos de convicção dos autos constantes nos autos, vislumbra-se a presença de substrato probatório suficiente para se comprovar a existência de captação ilícita de recursos na campanha eleitoral, consistente em, pelo menos, R$ 1,5 milhão. Para então, os recorridos e seus comparsas lançaram mão de uma elaborada estratégia para a ocultação dos recursos ilicitamente arrecadados, a fim de se furtarem do controle da Justiça Eleitoral”, foi a avaliação de Nicolao Dino.

Parecer esperado
O CT falou brevemente com uma das advogadas do governador Marcelo Miranda (PMDB). ngela Marquez disse que esperava que o parecer da Procuradoria Geral fosse favorável aos recursos, visto que a ação e o recurso foi proposto pelo Ministério Público Eleitoral do Tocantins. Apesar disto, a defesa do peemedebista se disse confiante que conseguirá manter a decisão do Corte Regional, que julgou improcedente as acusações. A assessoria de Claudia Lelis preferiu não se manifestar.

Corte regional
Por 3 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou improcedentes a representação do Ministério Público (MPE) em agosto. Segundo o relator do caso, juiz José Ribamar Mendes Júnior, não ficou provado que os recursos apurados na investigação ministerial, os R$ 504 mil apreendidos no avião e os mais de R$ 1 milhão rastreados pela quebra de sigilo bancário, foram aportados ou direcionados para a campanha de Marcelo Miranda.

José Ribamar ressaltou que a Justiça não pode pode cassar o diploma de candidato “apenas com ilações”. Segundo o juiz, as decisões exigem “provas robustas e incontestes” para cassar o diploma. Entretanto, o MPE tocantinense e as coligações “A Mudança que a Gente Vê” e a “Reage Tocantins”, do senador Ataídes Oliveira (Pros) recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral; sendo que apenas os dois primeiros tiveram os recursos acatados por este parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, que se manifesta pela cassação.

Entenda o caso
A ação de investigação judicial eleitoral contra Marcelo Miranda e sua vice Cláudia Lelis foi motivada pela prisão em flagrante de quatro pessoas no aeroporto da cidade de Piracanjuba (GO) no momento em que embarcavam em uma aeronave de propriedade da Construtora ALJA Ltda, portando o montante de R$ 500.000,00 em espécie. O dinheiro havia sido sacado momentos antes na agência da Caixa Econômica Federal da conta de Lucas Marinho Araújo, de onde já havia sido transferido mais de um milhão de reais para outras contas-correntes no Tocantins.

Em razão de fortes indícios de que os recursos apreendidos eram destinados ao caixa 2 da campanha de Marcelo Miranda ao governo do Tocantins, o auto de prisão em flagrante foi remetido à PRE/TO, que instaurou procedimento com objetivo de apurar a ocorrência de abuso de poder econômico. Além de Lucas, foram presos Roberto Carlos Barbosa, Marco Antonio Jaime Roriz e Douglas Marcelo Schimidt, cujos depoimentos fizeram surgir mais suspeitas de que o dinheiro seria utilizado na campanha eleitoral no Tocantins. O único a negar o destino do dinheiro perante a autoridade policial por saber da implicação legal da apreensão foi o chefe da missão, Douglas Marcelo.

Os elementos que permitem afirmar, com certeza, que o dinheiro apreendido e o transferido da conta de Lucas Marinho teve como destino a campanha eleitoral do PMDB do Tocantins são muitos, entre eles a própria versão arquitetada por Douglas. Além do caráter incomum do empréstimo da aeronave, o empréstimo obtido em uma factory situada em Brasília sem patrimônio ou outra garantia dada aos agiotas torna inverossímil a versão de que ele obteve emprestada a elevada quantia de R$ 1.500.000,00. A ação ainda questiona a complexa engenharia financeira para obter o empréstimo, desnecessária se a operação fosse legal.

O veículo utilizado pelo grupo encontrava-se à disposição da campanha eleitoral do PMDB, já que a locadora aparece na prestação de contas do comitê financeiro do partido, fato que confere com a declaração de Marco Antônio no auto da prisão em flagrante. A utilização da aeronave também reforça a afirmação que todo o esquema era organizado pela campanha eleitoral do PMDB. O laudo pericial realizado pela Polícia Civil de Goiás traz análise e transcrição de anotações de bordo constando diversas viagens no período eleitoral com o candidato Gaguim e uma com o candidato Marcelo e comitiva, além de uma nota fiscal emitida por uma empresa de abastecimento a favor do comitê financeiro do PMDB.

Outro fato é que as despesas de Douglas no hotel em que o grupo ficou hospedado em Goiânia foram pagas pelo irmão de Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda Júnior, conforme comprovam boleto de cartão de crédito e imagens de câmera de segurança do hotel. Outra prova são as diversas postagens de imagens em aplicativo enaltecendo a campanha e seus candidatos, inclusive dando detalhes da quantidade de veículos que seriam caracterizados naquela semana.

Perícia realizada nos aparelhos celulares utilizados pelos quatro presos em Piracanjuba revelou a existência de intensa troca de mensagens entre Marco Antonio Roriz e o irmão de Marcelo Miranda, Júnior Miranda. Há mensagens em que Marco Roriz conversa com Júnior Miranda relatando já terem acertado com Douglas o horário de se encontrarem no dia da operação.

A ação destaca que os representados captaram e utilizaram recursos de origem ilícita na campanha eleitoral, já que parte dos recursos depositados na conta de Lucas Marinho chegaram a ser transferidos para contas de empresas de fachada, para depois irrigarem os gastos de campanha, mesmo destino do dinheiro em espécie apreendido. Os recursos não transitaram pelas contas-correntes abertas para movimentação financeira da campanha eleitoral e, portanto, caracterizam-se como caixa 2.

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Aviação síria destrói três postos de comando do Daesh

Bombardeiros da Força Aérea da Síria atingiram três postos de comando do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), situados ao sul de Palmira, na província de Homs.

“A Força Aérea da Síria destruiu três postos de comando da organização terrorista Daesh situados ao sul de Palmira, em Jebab-Hamd e no leste de Hveivis, na parte oriental da província de Homs, eliminando ainda alguns armamentos”, disse um interlocutor à Agência Sputinik.

Os terroristas do Daesh, como também é conhecido o EI, tentam avançar, sem sucesso, em direção a Palmira, cercando a cidade a partir do norte, leste e sudeste.

A artilharia e a aviação sírias apoiam o Exército do país na eliminação de unidades avançadas dos terroristas. Apesar disso, o Estado Islâmico continua controlando parte da maior jazida de gás, situada a sudeste de Palmira.

Iraque

Nesta quinta-feira (30), o embaixador do Iraque em Moscou, Ismail Shafik Muhsin, comentou o recuo do Daesh em seu país, após a liberação da estrategicamente importante cidade iraquiana de Fallujah. Segundo ele, os militantes do grupo terrorista controlam não mais que 10% da área total do país.

Em 26 de junho, o comandante da operação, Abdul Wahhab al-Saadi, anunciou a liberação completa de Fallujah. A cidade, localizada a oeste de Bagdá, estava sob controle dos terroristas desde o início de 2014.

“Cerca de uma semana atrás, comemoramos a liberação de Fallujah, com a participação do Exército, a milícia e vários grupos populares. No que se refere à operação terrestre, o Iraque não pediu ajuda. Os iraquianos decidiram conduzir a operação sozinhos”, disse Muhsin ao citar como os terroristas perderam força nos últimos dois anos.

“Em 2014, quando o Daesh capturava territórios do Iraque, ele tinha em suas mãos cerca de 40% do país. Depois esta área tem diminuído e agora, depois da liberação de Fallujah, ela não é superior a 10%”, disse o embaixador em conversa com o vice-presidente do Conselho da Federação Russa (equivalente ao Senado), Ilyas Umakhanov.

Edição: Denise Griesinger
Da Agência Sputinik Brasil

Carlinhos Cachoeira e Fernando Cavendish são alvos de operação da PF

No âmbito na Operação Saqueador, Policiais federais cumprem hoje (30) mandados de prisão de acusados de participação em um esquema de desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro, no valor de R$ 370 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os principais acusados são o empresário Fernando Cavendish, presidente da empreiteira Delta, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Além dele, foram denunciadas 22 pessoas – executivos, diretores, tesoureira e conselheiros da empreiteira, além de proprietários e contadores de empresas fantasmas, criadas por Carlinhos Cachoeira, Adir Assad e Marcelo Abbud.

Segundo o MPF, foram reastreados os pagamentos feitos pela Delta a empresas de fachada. Foi verificado ainda aumento dos valores dessas transferências em anos de eleições. Foram feitas transferências, por exemplo, de R$ 80 milhões para uma obra inexistente chamada Transposição do Rio Turvo, no Rio de Janeiro.

As empresas, que só existiam no papel, recebiam o dinheiro, mas não executaram o serviço. De acordo com o MPF, as empresas de Adir Assad e Marcelo Abbud emitiam notas frias não só para a Delta, mas para muitas outras empresas. Segundo as investigações, o esquema também serviu de suporte à corrupção na Petrobras.

Neste momento, os policiais cumprem os mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Goiânia e São Paulo.

A Polícia Federal divulgará mais detalhes da Operação Saqueador, às 10h, em entrevista coletiva no Rio.

Edição: Talita Cavalcante
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

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