Mais uma vez aberto ao diálogo e dando continuidade às negociações com os sindicatos que compõem o Movimento de União dos Servidores Públicos Civis e Militares do Estado do Tocantins (Musme), o secretário-geral de Governo e Articulação Política e presidente do Grupo Gestor, Lyvio Luciano Carneiro de Queiroz; o secretário de Estado da Administração, Geferson Barros; e o secretário de Estado da Comunicação Social, Rogério Silva, se reuniram com os representantes sindicais na tarde desta quarta-feira, 14, na sede do executivo, na intenção de buscar alternativas para o fim da greve. “A proposta apresentada, aos líderes sindicais, se assemelha a de outros três estados brasileiros, sendo que apenas três buscam a implementação da data-base, isso significa que, por determinação do governador Marcelo Miranda, os servidores farão parte de um grupo seleto em que os servidores terão a data-base 2016 implementada. O Governo está fazendo o possível para atendê-los”, destacou presidente do Grupo Gestor Lyvio. Uma nova reunião está marcada para a próxima segunda-feira, 19, às 9 horas. Ainda conforme Lyvio Luciano, a reunião foi finalizada de forma positiva e o Governo está otimista para que, no mais breve possível, os serviços oferecidos à população sejam restabelecidos. “Mais uma reunião que acontece desde o mês de maio para discutir a data-base. Sendo que de maneira sensata e colaborativa, os sindicalistas apresentaram sugestões e situações que, com certeza, serão importantes para que o Governo faça um juízo final das suas possibilidades reais para concretizar a implementação da data-base 2016 aos servidores”, frisou. Na manhã de hoje, o grupo gestor participou e apresentou proposta aos representantes sindicais durante audiência pública na Casa de Leis. Na ocasião, o presidente do Grupo Gestor explicou que também já estão sendo implementadas medidas efetivas que resultarão na manutenção dos direitos dos servidores, como a desoneração da folha de contratos/comissionados/comissões/idenizações em 20%, o que corresponderia o valor de R$ 7.669.021,78 mensais e R$ 102.228.060,40 ao ano.
Polícia Civil prende homem envolvido em roubos a bancos no Tocantins e outros estados
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC), prendeu na noite desta terça-feira, 13, Marcos Alberto Santana de Oliveira, suspeito de envolvimento em vários roubos a instituições financeiras no Tocantins e outros estados. Ele foi localizado no distrito de Luzimanguês, em Porto Nacional, utilizando o nome falso de Marcel de Castro Vasconcelos. De acordo com a delegada titular da DEIC, Liliane Albuquerque, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva em desfavor de Marcos Alberto, oriundos de Araguaína, Anápolis (GO) e Marabá (PA). “Ele é um elemento de alta periculosidade, atuante em crimes de roubo a banco do tipo sapatinho – roubo qualificado com extorsão mediante sequestro -, porém, se encontra migrando para o novo cangaço – roubo qualificado -, sendo recrutado por outros bandidos para atuar nesta modalidade violenta de crime em outros estados, como Pará, Goiás, Maranhão e Piauí”, afirma. A delegada afirma que a investigação iniciou em razão de um roubo a banco do tipo “sapatinho” em uma agência bancária em Araguaína, em novembro de 2015. Após esta ação, a DEIC empreendeu diligências no sentido de identificar todos os envolvidos no crime, descobrindo assim que Marcos Alberto era um dos criminosos. “No início deste ano, Marcos Alberto tinha sido preso em flagrante, na cidade de Palmeiras (GO), por um roubo do tipo sapatinho, ficando recolhido na triagem da cadeia de Goiânia (GO). Nesta ocasião, foi dado cumprimento de mandado de prisão preventiva oriundo de Araguaína, mas o mesmo fora liberado judicialmente, ignorando mandado já devidamente cumprido”, afirma Liliane Albuquerque. Conforme a delegada, no final do mês de agosto deste ano, Marcos participou de outro roubo a banco do tipo “sapatinho”, na cidade de Anápolis. Já no início deste mês, ele, junto com outros criminosos, atuou num roubo qualificado do tipo “novo cangaço” em Marabá (PA), levando cerca de R$ 17 milhões.
Yago Modesto / Governo do Tocantins
Marcelo Miranda participa de reunião histórica entre STF e governadores
A primeira agenda oficial da nova presidente do Superior Tribunal Federal (STF), ministra Cármem Lúcia, foi com os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal (DF), nesta terça-feira, 13, na sede do STF, em Brasília. A reunião, que teve cerca de cinco horas de duração, foi considerada histórica, pois é a primeira vez que o STF convoca todas as unidades da federação para discutir as pautas jurídicas dos estados. “O STF é da federação e está aberto para os cidadãos e suas necessidades”, afirmou a ministra na abertura do encontro.
Todos os governadores presentes se pronunciaram para reforçar os interesses em comum. Em sua fala, o governador Marcelo Miranda destacou a relevância dessa aproximação entre o Judiciário e o Executivo. “É a primeira vez na história do supremo que todos os governadores são convocados pela presidência para manifestarem suas angústias e mostrarem suas necessidades. Isso é de grande relevância, principalmente, nesse momento onde se vê uma união de pessoas que querem o bem da nação”, afirmou.
O procurador-geral do Tocantins, Sérgio do Vale, acompanhou o governador no encontro e pontuou que a judicialização da Saúde foi o tema prioritário apresentado pelos governadores e sobre o qual girou a maior parte das discussões. Entre outros temas que também foram abordados estão a ampliação do sistema penitenciário, a reforma da previdência, o pagamento de precatórios e a conciliação jurídica entre os estados.
Para o governador Marcelo Miranda, a reunião foi muito importante e a ministra pôde expor seu ponto de vista sobre os temas abordados. “A sensibilidade da senhora ministra de receber, logo em seguida a sua posse, todos os 27 governadores é uma prova de que ela quer que o Supremo Tribunal Federal esteja mais próximo dos estados. Saímos daqui muito confiantes no avanço das discussões que foram feitas durante a reunião”, disse.
Judicialização da Saúde
A necessidade de reavaliação das decisões sobre casos da saúde pública que são levadas a instâncias jurídicas foi uma unanimidade entre os governadores. Os gestores apontaram que a concessão de liminares sem a obediência de critérios como ordem de preferência ou de necessidade gera um alto custo financeiro e de gestão. “É impossível você ter qualquer gestão eficiente com a quebra da sequência com a chegada de novos gastos decorrentes de liminares a todo o momento”, destacou o procurador Sérgio do Vale.
Sistema penitenciário
No caso do sistema penitenciário, há um impasse entre estados e União. Na visão dos governadores, existe um contingenciamento dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional. A União alega que os estados não apresentam projetos viáveis de serem financiados pelo Fundo. Mediante a necessidade de todos os Estados em ampliar o sistema penitenciário, esse desencontro de informações prejudica o andamento dos projetos de expansão.
Conciliação
Segundo a presidente Cármem Lúcia, atualmente, existem mais de 200 processos em tramitação no STF com ações em que as partes são os estados e que não há necessidade de que os estados de uma mesma federação debatam judicialmente por recursos financeiros. A ministra pontuou que priorizará a conciliação antes da judicialização dos casos. “O direito é a opção pela não guerra”, destacou em seu discurso.
Reforma da previdência
A questão previdenciária foi outro tema unânime entre os governadores na defesa da reforma. Os governadores chamaram a atenção para o fato deste não ser mais um problema futuro, mas sim de uma crise a ser gerenciada agora para que a situação não se agrave tornando-se insustentável. Os gestores pontuam que a cada servidor em atividade, hoje, existem de 4 a 10 inativos. Essa desproporcionalidade está tornando inviável a manutenção do sistema em vigência.
Precatórios
A Lei do Precatório vem sendo modulada em seus efeitos, reduzindo o prazo dado aos estados para o pagamento. Considerando o atual momento de crise financeiro vivido pelos estados, a limitação do prazo para pagamento vai praticamente inviabilizar a existência desses estados. Segundo o procurador Sérgio do Vale, o Tocantins ainda desfruta de uma posição confortável em relação aos precatórios, mas a situação pode mudar em um futuro próximo. “No decorrer dos próximos anos, caso se confirme o direito de alguns precatórios, judicializado pelo Estado e com o advento do surgimento de novas ações, em um futuro bem próximo, nós poderemos ter a possibilidade também de sofrer as consequências na redução do prazo”, concluiu.
Jaciara França / Governo do Tocantins
Curso de formação para os aprovados no concurso da Polícia Civil é iniciado em Palmas
Teve início na manhã desta segunda-feira, 12, em Palmas, o curso de formação profissional do Concurso da Polícia Civil do Tocantins, para os aprovados nos cargos de Delegado de Polícia, Médico Legista e Perito Criminal. Essa ação faz parte da segunda etapa do certame que oferece 165 vagas nos cargos mencionados. A aula inaugural aconteceu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Palmas, e contou com a presença do secretário de Estado da Segurança Pública, Cesar Roberto Simoni, e demais autoridades ligadas à área da segurança pública estadual. O curso ocorrerá em 45 dias no regime semi-internato, com aulas no período integral, em seis dias por semana, além de disciplinas que serão ofertadas por meio da Educação a Distância (EaD). Ao todo, 222 candidatos – sendo 126 dos cargos de Delegado de Polícia, 80 de Perito Criminal e 13 de Médico Legista – irão participar desta etapa, que tem caráter eliminatório e classificatório. Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Cesar Roberto Simoni, essa aula é importante para que os candidatos aprovados conheçam a Polícia Civil do Tocantins. “Quem entrará precisa saber das dificuldades que estamos enfrentando, mas que, mesmo assim, temos o dever de combater o crime, sempre respeitando os direitos e as garantias do cidadão. As dificuldades estão aí, os que aqui estão, já fazem muito, e os novos entrarão para somar, para crescer”, destacou o secretário. Na ocasião, Cesar Simoni ressaltou o esforço do Governo do Estado em alocar recursos para dar prosseguimento a este certame. “Apesar das dificuldades financeiras, estamos dando continuidade ao certame. O governador Marcelo Miranda está empenhado no sentido de termos as condições financeiras para nomear o maior número de aprovados o mais breve possível”, afirmou. Sobre o curso de formação Para o curso de formação, além da reforma das dependências da Academia de Polícia Civil (Acadepol), foi feito também a reformulação das malhas curriculares para atender os aprovados do certame. Segundo o diretor da Acadepol, Marcelo Falcão, busca-se um perfil de policial que seja um exímio investigador, que saiba elucidar crimes, mas que também atenda bem o cidadão. “O curso foi preparado com diversas disciplinas em diferentes áreas temáticas, como investigação criminal, atendimento de excelência ao cidadão, chefia e liderança, relacionamento com a imprensa, dentre outros. Queremos profissionais altamente capacitados, não somente para a atividade fim, que é a investigação criminal, mas também de relacionamento para atender bem a sociedade e toda população”, completou.
Justiça acolhe ação da OAB e determina atendimento em agências bancárias do Judiciário
Ordem explica que medida não é contra o direito dos bancários, mas sim pelo respeito ao atendimento dos advogados e dos jurisdicionados
A Justiça do Trabalho determinou que o Sindicato dos Bancários do Tocantins garanta o mínimo de 30% de empregados nas agências e postos de atendimento das instituições bancárias responsáveis por fazer o pagamento de ordens judiciais – tanto estaduais, quanto federais. A decisão foi expedida pelo juiz Edisio Bianchi Loureiro, que atendeu pedido de liminar em ação civil pública proposta pela OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins).
A decisão é muito positiva para os advogados de todo o Tocantins, que não terão o seus serviços prejudicados e, principalmente, para os jurisdicionados, que vão poder receber os valores referentes as decisões judiciais. “Essa decisão é muito importante para a categoria e para os nossos clientes. É importante ficar claro que não somos contra o direito dos trabalhadores, mas precisamos continuar trabalhando e atendendo quem precisa da Justiça”, explicou a presidente da Comissão de Direito Bancário da OAB, Lousiani Câmara Dreyer.
Na decisão, o magistrado ressalta que embora os bancários possam fazer greve, esse direito não é absoluto e os trabalhadores são obrigados a garantir a prestação de serviços indispensáveis ao atendimento de necessidades inadiáveis da comunidade. “É fato público e notório a ocorrência do movimento grevista da categoria dos bancários, o qual tem causado imenso transtorno à sociedade em geral, e aos jurisdicionados em especial, quanto ao cumprimento das ordens judiciais que movimentam numerários de contas judiciais. Verifico, pois, a possibilidade de ocorrência de danos de difícil reparação, pois essa movimentação, como regra, envolve verbas de natureza alimentícia”, destaca o magistrado na liminar, ao explicar que o pagamento das decisões judiciais é um serviço essencial.
A greve dos bancários no Tocantins foi iniciada no última dia 6 de setembro. O motivo é uma divergência entre o percentual pedido pelos funcionários de reajuste salarial e recomposição da inflação e o oferecido pela Federação dos Bancos do Brasil.
Sem nova proposta da Fenaban, bancários decidem manter greve
Em reunião nesta tarde, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou proposta, e o Comando Nacional dos Bancários decidiu manter a greve da categoria. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na quinta-feira (15), haverá nova reunião a partir das 16h.
“Os bancos chamaram para uma negociação e não apresentaram nenhuma nova proposta para a categoria nesta terça-feira [13], um desrespeito com os trabalhadores e a população. Eles insistem em impor reajuste abaixo da inflação, com perda real. Cobramos também que parem com as demissões. Nossa greve vai crescer, a cada dia, porque sabemos que nossas reivindicações podem ser atendidas pelo setor mais lucrativo do país”, disse a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.
Em nota, a Fenaban confirmou não ter apresentado nova proposta aos bancários. Segundo a federação, a rodada de negociação de hoje discutiu possibilidades a serem avaliadas para um acordo.
Na última sexta-feira (9), a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago 10 dias após a assinatura do acordo. “A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários.”
Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.
A greve dos bancários começou terça-feira passada (6). Segundo o sindicato, 1.048 locais de trabalho mantiveram-se fechados nesta terça-feira em São Paulo e Osasco, e houve adesão de 39 mil trabalhadores ao movimento.
A Fenaban não divulgou balanço da greve.
MPE obtém decisões que indeferem candidaturas em Gurupi e Crixás
Três decisões atenderam aos pedidos do Ministério Público Eleitoral (MPE) e impugnaram o registro de candidatura de um candidato a vereador e a chapa majoritária “Ficamos com o Povo”, que concorre à prefeitura de Gurupi, além de um candidato a vice-prefeito no município de Crixás.
Yuri Garcia e Luís Cláudio Barbosa, que concorrem respectivamente aos cargos de prefeito e vice-prefeito de Gurupi tiveram questionadas as atas das convenções partidárias que definiram os nomes da chapa majoritária no pleito municipal deste ano.
A Promotora Eleitoral Waldelice Sampaio Moreira Guimarães, responsável pelas ações de impugnação, relata que os partidos PR, PC do B e PEN, os quais já tinham realizado as suas convenções no prazo legal, deliberaram unir-se em uma nova coligação após o termo final determinado para as convenções partidárias. Na decisão, o Juiz Nassib Cleto Mamud, da 2ª zona eleitoral, acatou as alegações do MPE e indeferiu o pedido de registro de candidatura da coligação com base no artigo 487 do Código de Processo Civil.
Já no caso das candidaturas de José Henrique M. de Oliveira, candidato a vereador em Gurupi, e Luzikleiton Monteiro de Almeida, vice na chapa que disputa a prefeitura de Crixás, o MPE entendeu que os dois estão inelegíveis, uma vez que o Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCE), em caráter definitivo, rejeitou suas contas de Ordenador de Despesa enquanto gestores públicos em anos anteriores.
José Henrique teve as contas rejeitadas pelo TCE por irregularidades praticadas em 2011, quando ocupava o cargo de presidente do Fundo Municipal de Saúde de Gurupi. O TCE entendeu que foram realizadas despesas ilegítimas, com a contratação de servidores sem a realização de concurso público, fracionamento de despesas para dispensar licitação e ausência de recolhimento de verbas previdenciárias e de IRRF.
Já Luzikleiton foi condenado pelo TCE por irregularidades praticadas enquanto ocupava a presidência da Câmara Municipal de Crixás, em 2008. De acordo com a Promotora Eleitoral, o então vereador contratou serviços de assessoria jurídica sem licitação. O Ministério Público ainda informa, na sua peça, a existência de duas ações de improbidade administrativa em desfavor do impugnado.
José Henrique e Luzikleiton já apresentaram recurso contra a decisão.
João Lino Cavalcante
Câmara cassa mandato de Eduardo Cunha por 450 votos a favor e dez contra
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (12) por 450 a favor, 10 contra e 9 abstenções a cassação do mandato do deputado afastado Eduardo Cunha. A medida põe fim a um dos mais longos processos a tramitar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que se arrastava por 11 meses e interrompe o mandato de um dos políticos mais controvertidos dos últimos anos. Com o resultado, Cunha perde o mandato de deputado e fica inelegível por oito anos, mais o tempo que lhe resta da atual legislatura.
A sessão que culminou com a cassação do mandato de Cunha começou por volta das 19h, mas foi suspensa poucos minutos depois pelo presidente da Casa Rodrigo Maia (DEM-RJ), que esperava maior quórum e retomada pouco depois das 20h. Na retomada falaram o relator do processo no Conselho de Ética, Marcos Rogério (DEM-RO), o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, e o própro deputado afastado.
Rogério rebateu argumentos da defesa e de aliados de Cunha, segundo os quais o fato de ele ter mentido sobre a existência de contas no exterior em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras é um crime de menor gravidade. O relator acusou Cunha de ter faltado com a ética e o decoro parlamentar ao utilizar de manobras para postergar o processo. O relator disse que Eduardo Cunha omitiu, ao longo de anos, da Câmara dos Deputados e nas sucessivas declarações de renda, a propriedade de milhões de dólares em contas no exterior.

O advogado de defesa de Cunha disse que o parlamentar está sendo submetido a um linchamento e que o parecer do Conselho de Ética que pede a cassação do mandato do peemedebista não conseguiu a prova material da existência de contas no exterior. Já Eduardo Cunha disse que o processo contra ele, que pode resultar na cassação do seu mandato, é de natureza política e não tem provas. Ao fazer sua própria defesa no plenário da Câmara, Cunha atacou o governo do PT, disse que está sendo perseguido e que o processo é uma “vingança”. “Eu estou pagando o preço de ter o meu mandato cassado por ter dado continuidade ao processo de impeachment. É o preço que eu estou pagando para o Brasil ficar livre do PT”, disse o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Aliados de Cunha tentaram até o fim uma última manobra. O deputado Carlso Marin (PDB-RS) apresentou uma questão de ordem para que fosse votado um projeto de resolução no lugar do parecer do Conselho de Ética, o que poderia resultar numa pena mais branda, como a suspensão de mandato. A iniciativa foi indeferida por Maia. Segundo o presidente da Câmara, os deputados iriam votar, como fizeram, o parecer do Conselho de Ética, pois o projeto de resolução “não é objeto de deliberação do plenário, assim não é possível receber emendas, fazer destaque em matérias constantes dos autos”, disse.
Marun ainda tentou recorrer da decisão e pedir a suspensão da sessão, mas o pedido não recebeu apoio do plenário. Diante do resultado Maia deu seguimento à sessão com as falas dos deputados inscritos. Depois que quatro parlamentares se manifestarem, dois a favor e dois contra, os deputados aprovaram um requerimento pelo encerramento da discussão. Durante todo o processo de votação, Cunha permaneceu em frente à Mesa, conversando com deputados.
Na noite desta segunda-feira, os deputados aprovaram o parecer do Conselho de Ética que pediu a cassação do mandato de Cunha por ele ter mentido durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras sobre ter contas secretas na Suíça que teriam recebido dinheiro do esquema de pagamento de propina envolvendo a Petrobras e investigado na operação Lava Jato.
Nega ter contas

Durante todo o processo, Cunha negou que ser o proprietário de quatro contas no exterior apontadas pela Procuradoria-Geral da República como sendo dele e de seus familiares. Cunha disse que apenas tem trustes, tipo de negócio em que terceiros passam a administrar bens do contratante, e que os valores têm origem em operações comerciais e no mercado financeiro, como a venda de carne enlatada para países da África.
Segundo o relatório aprovado no Conselho de Ética, de autoria do deputado Marcos Rogério (DEM-RO), os trustes foram usados pelo presidente afastado da Câmara para ocultar patrimônio mantido fora do país e receber propina de contratos da Petrobras. O deputado diz no parecer que Cunha constituiu os trustes no exterior para viabilizar a “prática de crimes”.
Trajetória
Eleito para a presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2015 por 267 votos, derrotando em primeiro turno o candidato do governo Dilma, Arlindo Chinaglia (PT-SP) que obteve 136 votos, Cunha teve a sua trajetória marcada pelo aparecimento de que atuava como lobista no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e também duro embate que promoveu contra o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff.
Com uma campanha montada em cima da insatisfação da base aliada do governo, Cunha, após a sua eleição, começou um processo de distanciamento e enfrentamento com o governo. A tensão crescente resultou, em julho, daquele ano no anúncio do seu rompimento com o governo Dilma Rousseff. Na ocasião Cunha disse que passaria a integrar as fileiras da oposição. Ele também começou a trabalhar para que o PMDB tomasse a mesma postura.
Operação Lava Jato
O anúncio do rompimento ocorreu em meio a escalada das denúncias que levaram o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a incluir o nome de Cunha em uma lista com o nome de políticos suspeitos de integrarem o esquema de corrupção e pagamento de propina envolvendo a Petrobras e investigado na Operação Lava Jato.
Entre as denúncias estava a feita pelo ex-consultor da empresa Toyo Setal Júlio Camargo que relatou à Justiça Federal do Paraná que Cunha lhe pediu propina de US$ 5 milhões. Cunha acusou o Palácio Planalto de ter se articulado para incriminá-lo.
Partidos têm até hoje para solicitar troca de candidatos nas eleições
Termina hoje (12) o prazo para as chapas solicitarem a troca de candidatos para as eleições municipais, cujo primeiro turno está marcado para daqui a 20 dias, em 2 de outubro.
Partidos e coligações podem solicitar a substituição em casos especiais, como quando um candidato for considerado inelegível pela Justiça Eleitoral, por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa, por exemplo. A mudança também é permitida nos casos de renúncia ou falecimento.
A data é delicada para as chapas em disputa, pois partidos e coligações devem decidir se mantêm na corrida eleitoral candidatos que possuem condenações em primeira instância e aguardam o julgamento de recurso.
De hoje em diante, não será mais possível substituir aqueles candidatos que recebam sentenças desfavoráveis também em segunda instância antes do pleito marcado para 2 de outubro, tornando-se assim inelegíveis.
A substituição em caso de falecimento é permitida a qualquer momento, contanto que solicitada em até 10 dias após a morte do candidato original.
Ex-diretor do Barra da Grota é preso no Piauí suspeito de integrar quadrilha de assalto a banco
O ex-diretor do presídio Barra da Grota e policial Civil do Tocantins, Alysson Aguiar Alves, foi preso no último sábado (10) em Teresina (PI). Além dele, oito pessoas foram presas durante a Operação Forasteiro, deflagrada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) da Polícia Civil do Piauí.
Alysson foi diretor do presidio Barra da Grota em Araguaína até 2014 e atualmente era policial civil lotado em Porto Nacional (TO). Ele é suspeito de dar cobertura a uma quadrilha especializada em assaltos a bancos. O Jornal do Tocantins menciona que o policial foi preso na residência de um integrante da organização em Teresina e estava em posse de carro roubado.
O coordenador do Gaeco, delegado Carlos César, afirmou ao G1 Piauí que o policial facilitava a fuga dos criminosos após os assaltos. “Se de repente os indivíduos estão viajando de um estado para outro com armas e material roubado, com um policial dirigindo, fica mais fácil de passar em barreiras e blitz”, disse.
A quadrilha presa é suspeita de agir em estados como o Tocantins, Paraná, Santa Catarina e planejava uma ação criminosa em Teresina, Piauí. Segundo a Polícia, além de assalto a bancos, o grupo atuava ainda no tráfico de drogas, roubo de carros e assalto a carros-fortes de empresas de valores.
A polícia apreendeu em poder da quadrilha cinco carros, três deles eram roubados, além de um caminhão que era utilizado no transporte de materiais para a prática dos crimes. Também foram apreendidos matériais usados em arrombamentos, explosivos e armamento pesado.

De acordo com o site Teresina Diário, os presos foram identificados como: Charles Adriano Amorim (advogado), Alysson Aguiar Alves (Policial Civil do Tocantins), Vilmar Pedro Oliverio, Carlos Augusto Batista da Silva, Alexsandro Alves Barros, Anderson Teodoro de Souza, Cassia Alves Soares, Paulo Roberto de Oliveira e Waldemar Muller.



















