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Ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero diz que sofreu pressão de Geddel para liberar obras

Depois de pedir demissão do Ministério da Cultura, o agora ex-ministro Marcelo Calero disse em entrevista à Folha de S. Paulo que foi pressionado pelo titular da Secretaria de Governo e presidente do PMDB-BA, Geddel Vieira Lima, para liberar um empreendimento imobiliário em Salvador no qual ele tinha comprado um apartamento. À publicação, Calero disse que o assédio começou logo depois que ele assumiu a pasta, em maio deste ano.
O empreendimento imobiliário foi barrado por se localizar em uma área considerada patrimônio cultural da União e, portanto, sujeita a regramentos especiais. Os construtores pretendiam erguer um prédio de 30 andares, enquanto o Iphan permitiu menos da metade disso, 13.

“Ele [Geddel] pede minha interferência para que isso acontecesse, não só por conta da segurança jurídica, mas também porque ele tem um apartamento naquele empreendimento. Ele disse: “E aí, como é que eu fico nessa história?”, contou Calero ao jornal.
Em outro trecho da entrevista, Marcelo Calero disse que passou a receber pressões de integrantes do governo para conceder a licença de construção ou enviar o caso para a Advocacia-Geral da União (AGU). Ele afirmou também que Geddel acionou “vários interlocutores” para pressioná-lo a rever o embargo da obra. O presidente do PMDB-BA negou as acusações. Calero será substituído pelo deputado do PPS-SP, Roberto Freire no comando da pasta.

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Na Cúpula do Clima, muito discurso e uma certeza: países pobres estão sozinhos

“Vocês estão sozinhos nessa”. Foi esta a mensagem que os países ricos deixaram para os pobres ao fim da Cúpula do Clima que acabou de acontecer durante dez dias em Marrakesh, no país africano do Marrocos. Os pobres reivindicam ajuda para suportarem os revezes trágicos causados pelas mudanças climáticas, fenômeno que, conforme cientificamente provado, está acontecendo, em grande parte, porque os ricos consomem excessivamente o combustível fóssil.
A informação chegou-me há pouco, via mensagem eletrônica enviada pela ActionAid, organização não-governamental internacional que tem foco no combate à pobreza que acompanhou a COP22 lá no Marrocos. O coordenador global de assuntos climáticos da organização, Harjeet Singh, escreveu sobre o que chamou de travamento dos trabalhos por causa da questão financeira:
“Embora vários países tenham feito contribuições bem-vindas para as necessidades imediatas de financiamento, os países ricos têm tentado se livrar de suas responsabilidades de ajudar as nações mais pobres a lidar com os custos de enfrentar os impactos das mudanças climáticas e tornar suas economias mais ecológicas. A ação climática custará dinheiro que os países mais pobres simplesmente não têm. A mensagem geral aos países em desenvolvimento é ‘você está sozinho’. Sem financiamento real e cortes drásticos nas emissões de gases pelos países desenvolvidos, o planeta não tem chance de ficar abaixo do aquecimento de 1,5°C. Os governos das nações ricas devem se lembrar que, mesmo que tenham ganhado a luta financeira na sala de conferências, eles ainda serão os perdedores em um planeta mais quente”.
Para os brasileiros, as notícias também não são boas. No penúltimo dia da Cúpula do Clima, os ministros José Sarney Filho e Blairo Maggi, do Meio Ambiente e da Agricultura, respectivamente, receberam uma carta assinada pelo Observatório do Clima em que a organização demonstra preocupação – para usar uma expressão bem polida – com algumas declarações dadas por Blairo Maggi no encontro mundial.
“Nos últimos dias, o ministro Maggi já disse que a ‘consciência’ dos produtores mantém florestas preservadas; que assassinatos de ambientalistas no Brasil são ‘problemas de relacionamento’; e que a agropecuária ‘não é a vilã’ das mudanças climáticas”, diz o texto que recebi por mensagem eletrônica.
Ontem (17), ainda segundo o texto, Maggi foi além disso. Numa reunião com representantes da organização Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, ele disse que o compromisso assumido pelo governo passado com os líderes da Cúpula do Clima de Paris, que conseguiu o Acordo histórico para baixar emissões de carbono, são “intenções”. É, claramente, uma posição que serve para enfraquecer o que deveria ser uma determinação, um pacto assumido diante da comunidade internacional. Vale lembrar que Blairo Maggi é exportador de soja e que a soja é uma das causas do desmatamento.
Na carta, os ambientalistas do OC, uma coalizão de organizações da sociedade civil para discutir mudanças climáticas, lembram ainda que “O setor rural brasileiro tem uma imensa responsabilidade sobre a contribuição brasileira para as emissões globais de gases de efeito estufa e, portanto, para o aquecimento global”. Embora tenha havido avanços na luta contra o desmatamento, não se pode falar, ainda, em agropecuária sustentável.
Outra declaração pontuada pelos ambientalistas como polêmica foi quando Maggi comentou, em painel da Cúpula de Marrakesh durante o Global Landscape Forum, no dia 16 de novembro, os crimes acontecidos na floresta como “problemas de relacionamento de pessoas de determinados lugares’.
“O Brasil não é apenas o país do mundo onde mais se mata ambientalistas. Segundo a Global Witness, organização estabelecida em 1993, apenas em 2015 foram 50 mortes, um terço do total mundial – em sua maioria na Amazônia brasileira. Afirmar, portanto, que esses óbitos se devem a “problemas de relacionamento” pode ser comparado ao negacionismo climático expresso, por vezes, pelo presidente eleito dos EUA, Donald Trump, como quando disse o aquecimento global é invenção dos chineses para tornar a indústria americana menos competitiva”, diz a carta, assinada por André Ferreti e Carlos Ritl, coordenador-geral e secretário-executivo do Observatório do Clima.
O desabafo dos brasileiros foi ouvido pelo ministro numa reunião. E só.
Segundo um estudo feito e publicado (sem contestação por parte de nenhuma autoridade governamental) pelo Observatório do Clima, o  desmatamento respondeu por 35% do total dos gases do efeito estufa do Brasil em 2013.

Sendo assim, além do fato de a Cúpula ter terminado sem manchetes, não deixou muito o que celebrar para a sociedade civil. A expectativa era de que o encontro formatasse o Acordo de Paris conseguido no fim da COP21, que terminou em dezembro do ano passado e conseguiu, por causa do compromisso mundial, holofotes da imprensa mundial. Não está sendo o caso agora. O texto final da COP22 apenas reiterou os compromissos de baixar emissões, de adaptar os territórios para as mudanças climáticas, consideradas já irreversíveis. Os países apenas reafirmaram um compromisso de tentar mobilizar 100 bilhões de dólares anuais para os mais pobres. Se alguém aí está pensando em retórica inútil não estará muito distante da realidade.

“A Cúpula de Marrakesh marcou um ponto de inflexão em nosso compromisso de trazer toda a comunidade internacional para atacar um dos maiores desafios de nossa era”, diz o texto final do documento. O excesso de palavras que não concluem uma ação dá o tom do encontro.

O fato de os norte-americanos terem eleito Donald Trump, um cético do clima que já anunciou que pretende não levar a sério a necessidade de baixar as emissões de carbono, pode ter contribuído para esse final bem infeliz para os países pobres. Mas, de verdade mesmo, nunca houve mais do que promessas, desde que esse fundo para os pobres foi pensado, em 2009.

Vida que segue. Ano que vem o encontro mundial dos líderes para debater sobre o clima será nas Ilhas Fiji, uma das nações que corre o sério risco de desaparecer do mapa, engolfada pelas águas do Oceano Pacífico. Mudanças profundas estão acontecendo nas grandes massas de gelo das regiões polares, o que está fazendo aumentar a temperatura nos polos, em especial no Ártico. O gelo derrete e vai parar nos oceanos, cujas águas vão encontrar pouso nas terras antes agricultáveis das pequenas nações-ilhas localizadas por lá. Sem agricultura, sem alimento. Sem alimento, sem humanidade. É do que se trata.

Foto: FADEL SENNA / AFP

Liminar obriga Estado a instalar equipamento para tratamento de câncer e reformar Unidade Oncológica de Araguaína

A Justiça acatou os pedidos do Ministério Público Estadual (MPE) e expediu liminar, no último dia 16, determinando ao Estado do Tocantins que adote as providências necessárias para que seja colocado em funcionamento o novo acelerador linear (aparelho para tratamento de câncer) e para que os serviços públicos da área de oncologia em Araguaína passem a ser concentrados em uma única unidade de saúde.

Atualmente, existem dois aceleradores lineares em Araguaína, mas ambos se encontram desativados. Um por ser considerado obsoleto e não contar com manutenção e outro, novo, em razão da falta de uma sala especial (bunker) para ser instalado. Este segundo aparelho, nunca utilizado, foi adquirido ainda no ano de 2013, ao custo de R$ 3.035.243, 53.

Quanto aos espaços físicos, atualmente o serviço oncológico da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Araguaína está distribuído em três lugares distintos: no espaço interno do Hospital Regional de Araguaína (HRA), no anexo do HRA e no município de Imperatriz (MA). Esse atendimento fracionado é resultado da interdição, realizada pelo Corpo de Bombeiros em 2011, de uma parcela da estrutura da Unidade de Oncologia de Araguaína e da quebra definitiva do acelerador linear mais antigo.

Para adequar a oferta do tratamento oncológico em Araguaína, a liminar determina que seja reformado o espaço físico do novo bunker, em até 30 dias; adquiridos os equipamentos necessários ao funcionamento desta sala especial, em até 90 dias; e instalado o novo acelerador linear, em até 180 dias.

A instalação do bunker depende de autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), documento este que foi emitido no último mês de setembro, após a aprovação do projeto de blindagem que visa evitar a contaminação dos espaços externos pela radiação que o acelerador linear emite.

Em termos de estrutura física, a liminar determina a reforma da Unidade Oncológica de Araguaína, situada na rua 13 de maio, no centro da cidade, anexa ao Hospital Regional de Araguaína. Para o início da reforma, é estipulado prazo de 30 ou 120 dias, a depender da liberação de verba federal proveniente de emenda parlamentar.

A liminar também estipula termos que visam evitar a deterioração do acelerador linear que se encontra desinstalado, controlar o fluxo de pacientes de radioterapia e braquiterapia transferidos para Imperatriz e controlar a demanda reprimida por tratamento especializado em oncologia, entre outros termos.

A decisão judicial, proferida pela juíza Milene de Carvalho Henrique, atende aos pedidos propostos pela Promotora de Justiça Araína Cesárea D’Alessandro no âmbito de uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada em 2015.

A referida ACP, movida pela 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína, visou adequar o atendimento prestado na cidade aos parâmetros de organização, planejamento, funcionamento, controle e avaliação da atenção especializada em oncologia estabelecidos pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria n° 140/2014.

Multa
Em caso de descumprimento da decisão, o Estado fica sujeito ao pagamento de multa diária de R$ 50 mil, limitada a até R$ 4 milhões, valor equivalente ao necessário para reformar o bunker, a unidade oncológica e adquirir os equipamentos complementares necessários ao funcionamento do bunker.

Em audiência com Temer, Dimas consegue autorização para infraestrutura em Araguaína

No projeto já encaminhado ao Ministério das Cidades, o prefeito de Araguaína defende a obras de pavimentação, construção de pontes, calçamento e sinalização de trânsito nos bairros

 Com agenda em Brasília desde esta quarta-feira, 16, o prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, acompanhado do senador Vicentinho Alves, reuniu-se no gabinete do presidente da República, Michel Temer, para defender a liberação de recursos para projeto de infraestrutura na cidade. Na audiência, o presidente autorizou o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a viabilizar o projeto com urgência.
Ainda no encontro, Dimas falou da importância do projeto para consolidar a cidade como polo regional. “Araguaína é o segundo maior município do Estado do Tocantins, com quase 200 mil habitantes e é polo de desenvolvimento econômico, tendo influência sobre municípios do Tocantins, Sul do Maranhão e Pará, o que abrange população superior a dois milhões de habitantes”.
O prefeito também citou: “O poder público requer uma atenção prioritária para investimentos em obras de infraestrutura urbana em Araguaína”.
O senador Vicentinho Alves apontou ao presidente a amplitude do projeto. “É um projeto consistente, que abrange diversas obras importantes de pavimentação, construção de pontes de interligação de bairros, calçamentos de áreas e sinalização de trânsito”.
Estiveram presentes também na audiência com o presidente o deputado federal Vicentinho Alves Júnior, o ex-governador e prefeito de Paraíso-TO, Moisés Avelino, e o assessor José Luís.
Recursos
Os recursos para as obras de infraestrutura urbana de Araguaína são do Programa de Apoio à Política Nacional de Desenvolvimento Urbano do Ministério das Cidades. Em audiência marcada para a tarde desta quinta-feira, 17, com o prefeito Dimas e o senador Vicentinho Alves, o ministro Bruno Araújo irá definir quanto e quando serão liberados os recursos para início das obras na cidade.

Thatiane Cunha

Governador Marcelo Miranda recebe missão do Banco Mundial

O governador Marcelo Miranda recebeu na manhã desta quinta-feira, 17, missão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para tratar do Programa de Desenvolvimento da região sudoeste do Estado do Tocantins (Prodoeste). A missão, chefiada por Álvaro Garcia Negro, gerente de projetos do BID, fica no Tocantins até esta sexta-feira, 18. Durante esse período, será elaborado o plano de ações do programa. Na audiência, o governador destacou a importância do Prodoeste. “Trata-se de um projeto necessário para darmos continuidade ao desenvolvimento da região [sudoeste] e de todo o Estado. Vamos somar forças e trabalhar juntos para execução do plano de ações, que será elaborado pela missão com os nossos técnicos”, ressaltou. Prodoeste O Prodoeste tem como objetivos a intensificação das atividades econômicas e a ampliação das oportunidades produtivas mediante a oferta hídrica regular para os usos múltiplos no sudoeste do Tocantins, visando o desenvolvimento sustentável do Estado e a melhoria da qualidade de vida da população. A principal obra a ser desenvolvida, por meio do projeto, é a construção do reservatório P-8 no Rio Pium, com capacidade para 180 milhões de metros cúbicos, a fim de regular os fluxos de água, e pequenas barragens, para aumentar o nível dos rios Pium e Riozinho. Assim, por meio do Programa, será otimizado o uso de água na região sudoeste do Estado, com aportes em infraestrutura hídrica e uma melhor regulação.

Sérgio Cabral é preso no Rio em nova fase da Operação Lava Jato

A Polícia Federa (PF), em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB), deflagraram agora pela manhã (17) a Operação Calicute com o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.

A apuração identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas a agentes públicos, entre eles, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, preso em sua residência, no Leblon, bairro zona sul do Rio. Neste momento, policiais federais conduzem o ex-governador para a Superintendência da PF, na Praça Mauá, zona portuária da cidade.

Duzentos e trinta agentes cumprem 38 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisões temporárias e 14 mandados de condução coercitiva expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, além de 14 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

A Operação Calicute é resultado de investigação em curso na força-tarefa da Operação Lava jato no Estado do Rio de Janeiro em atuação coordenada com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná. O nome da operação é uma referência às tormentas enfrentadas pelo navegador Pedro Álvares Cabral a caminho das Índias.

Edição: Aécio Amado
Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Revisão do Plano Plurianual e o Projeto de Lei Orçamentária são enviados à Casa de Leis

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O Governo do Tocantins enviou, à Assembleia Legislativa do Tocantins, a proposta de revisão da Lei do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019 e o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2017, com previsão de receita e fixação de despesa para o exercício financeiro, no valor de R$ 11 bilhões. Os documentos foram protocolados pelo secretário-chefe da Casa Civil, Télio Leão Ayres; e o secretário do Planejamento e Orçamento, David Torres, na manhã desta quarta-feira, 16. Antes de entregar os projetos, os secretários foram recebidos pelo presidente da Assembleia, deputado Osires Damaso.   Em seu texto, o PLOA 2017 estima um crescimento dos recursos do Tesouro Estadual de 4,8% em relação ao orçamento de 2016. O projeto de lei orçamentária define todas as receitas e fixa todas as despesas referentes ao respectivo exercício fiscal para os poderes do Estado, fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público. Segundo o secretário David Torres, nesse momento de restrição financeira, o Poder Executivo ajustou as propostas enviadas pelos demais poderes a fim de adequá-las às metas estabelecidas pela LDO e à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O Governo entende que, com a união e os sforços de todos os Poderes, será possível chegar ao final do próximo exercício 2017 com a situação da execução orçamentária financeira superior à deste ano”, projetou. Revisão PPA Com o objetivo de dar mais foco às prioridades sem comprometer a atuação governamental para os próximos anos, a proposta de revisão do Plano Plurianual 2016-2019 reduz o número dos objetivos, dos indicadores, das metas e dos programas temáticos. “Fizemos um ajuste necessário para focar em nossas prioridades. A intenção do Governo para os próximos anos é cumprir quase que a totalidade de tudo que foi estimado tanto no Planejamento Estratégico quanto no PPA 2016-2019, contemplando todas as áreas como saúde, educação, segurança, transporte, agropecuária e gestão, entre outras”, explicou David Torres. Trâmite A revisão do PPA 2016-2019 e o Projeto de Lei Orçamentária Anual agora serão avaliados pelos parlamentares, que ainda terão de analisar e apresentar emendas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2017, que já está em tramitação na Assembleia. Os projetos deverão ser votados até dezembro. O secretário David Torres ressalta que o Poder Executivo está à disposição da Assembleia para auxiliar os deputados. “Entendo que, pelos diálogos que foram constantes esse ano, não haverá dificuldade de prestar qualquer explicação necessária para os deputados para que eles possam avaliar e votar o orçamento 2017”, reiterou. LDO A LDO 2016 estabelece as metas e as prioridades da administração pública estadual, as despesas correntes e de capital para o próximo ano, orienta a elaboração da lei orçamentária para o exercício de 2016 e define a política de aplicação das agências financeiras oficiais, bem como dispõe sobre as alterações na legislação tributária, a administração da dívida e as operações de crédito. LOA A Lei Orçamentária Anual (LOA) estima receitas e fixa despesas por um ano, tendo como base as prioridades previstas no PPA e LDO, especificando quanto será gasto em cada ação e programa de governo. PPA O PPA orienta as ações de governo, constituindo-se no instrumento legal de planejamento público de médio prazo que explicita eixos estratégicos, programas, objetivos, indicadores, metas e ações orçamentárias da administração pública estadual.

Temer diz que mais dinheiro da repatriação poderia auxiliar estados

O presidente Michel Temer disse que está estudando uma nova ajuda financeira aos estados com o dinheiro arrecadado com a repatriação. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o presidente disse que a ideia ainda não está concluída e que vai depender de análises da área econômica do governo, mas a intenção seria fazer uma “reequação” para socorrer as unidades da federação.

De acordo com Temer, o objetivo é chegar a uma proposta que auxilie não apenas o Rio de Janeiro, em grave crise econômica, mas também os demais estados. “Com a repatriação nós temos uma verba que vai indo para os estados, outra que vai indo para os municípios. Os prefeitos estão recebendo praticamente mais um FPM [Fundo de Participação dos Municípios], que vai dar basicamente para aquelas despesas finais, como 13º salário. O que está sobrando, está sobrando uma verba, [que] terá dois destinos. Cerca de R$ 20 bilhões. Ou vai para restos a pagar ou vai para uma reequação que nós estamos pensando em fazer com os estados. Como eles estão em uma dificuldade extraordinária, nós podemos, quem sabe, pegar essa verba”, disse, repetindo que ainda é necessário verificar com a equipe econômica sobre a viabilidade dessa proposta se concretizar.

Segundo Temer, a possibilidade de intervenção do Rio foi mencionada durante conversa com o governador Luiz Fernando Pezão, mas não chegou a ser aprofundada pelas consequências negativas que traria. “Desde logo, eu ponderei que se nós tivéssemos a intervenção, primeiro, paralisaria o Congresso. As emendas constitucionais não poderiam tramitar, como determina a Constituição. Para nós, para o governo e para o país, seria um desastre absoluto”, disse.

Durante a entrevista, que durou cerca de uma hora e meia, o presidente disse que está “satisfeitíssimo” com os primeiros seis meses de governo, ressaltando o apoio dos senadores e deputados na aprovação de diversas medidas. Segundo ele, se o teto para os gastos públicos, a mudança nas regras de aposentadoria e as demais reformas forem aprovadas o governo terá feito “uma boa parte do seu trabalho”.

Ocupações de escolas

Michel Temer disse que o prazo médio de sete meses para discutir a reforma do ensino médio no Congresso Nacional é “mais do que suficiente”. Ele defendeu, porém, que o objetivo do governo ao enviar uma medida provisória sobre o tema foi estimular o debate e que, se ao final das discussões, a melhor saída for aprovar um projeto de lei que já estava no Legislativo, ele irá “aplaudir”.

Sobre as ocupações de escolas por estudantes que se opõem à MP e à proposta que cria um teto para os gastos públicos, o presidente disse se tratar de um protesto “físico, não argumentativo”. “Os movimentos, eu admito, perfeitamente. Lamento por eles, porque no meu tempo de estudante, era assim: você examinava, discutia, chamava pessoas para dialogar e, às vezes, até protestava fisicamente. O que eu vejo hoje é que há muito protesto físico. Não há protesto argumentativo, oral, intelectual. Eu digo isso, as pessoas acham ‘O Temer fez ironia’. Não é isso. Eu estou dizendo a realidade”, disse.

Temer voltou a dizer que “seguramente” enviará ainda este ano os projetos de reforma da Previdência ao Congresso Nacional, depois de apresentá-la aos representantes dos trabalhadores e da sociedade. “A ideia é uma reforma para perdurar para sempre. Evidentemente quem dá a última palavra é o Congresso Nacional. Hoje temos um apoio muito sólido no Congresso. Não vamos mandar simplesmente sem antes reunir as centrais sindicais. É difícil talvez apoiar, mas pelo menos você vai asfaltando terreno. [Não enviaremos] sem falar com setores da sociedade, com líderes da Câmara e do Senado, sem fazer uma espécie de esclarecimento público, por meio da televisão, dos jornais, da necessidade da reforma da Previdência”, disse.

Lava Jato

Quanto à possibilidade de membros do governo estarem envolvidos nas investigações da Operação Lava Jato, o presidente disse que conversaria com o ministro ou autoridade hipoteticamente denunciada.

“Primeira coisa que eu sugiro, vamos deixar a Lava Jato em paz. No TSE eu não tenho preocupação. Tenho sustentado com muita ênfase porque acredito juridicamente que são figuras apartadas, do presidente da do vice-presidente. As contas são julgadas ao mesmo tempo mas são fisicamente prestadas em apartado. Tanto que quando acabei de mencionar o caso do cheque que o PMDB colocou na minha conta é porque tinha uma conta da candidatura do vice-presidente da República”, disse, referindo-se à ação movida contra a chapa dele e da ex-presidenta Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral.

Especificamente sobre a possibilidade de o senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR) assumir a liderança do governo no Congresso, Temer negou incoerência no fato de ele ser escolhido para o cargo após ter deixado o comando do ministério do Planejamento. O presidente disse que tanto Jucá como os demais ex-ministros não foram demitidos e sim preferiram deixar o governo.

“Ele não teve morte política ainda decretada. Nós no Brasil estamos acostumados a este fato: se alguém fala de outrem, estamos acostumados a esta condenação. Ele está no pleno exercício da sua atividade política. É uma figura capaz de uma articulação extraordinária sob o foco legislativo. Quando o senador Jucá vier a assumir, eu estou apenas atento a estas circunstancias. Não vejo razão para ele não poder ocupar a liderança do governo”, disse.

Ao ser perguntado sobre a hipótese de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser preso, Temer disse que o fato poderia criar problemas para o governo. “O que eu espero, e acho que útil para o governo, é que, se houver, como tem havido acusações contra o ex-presidente, que elas sejam processadas com naturalidade. Se você me perguntar se o Lula for preso, se isso causa problema para o governo? Acho que causa, não é para o governo, é para o país. Acho que haverá movimentos sociais. Toda vez que você tem movimento social de contestação especialmente a uma decisão do Judiciário, isto pode criar uma instabilidade”, disse, acrescentando que prefere não comentar as possibilidades de alianças e candidaturas para as próximas eleições presidenciais antes de 2018.

Estados Unidos

No campo internacional, Temer disse que vai aguardar as primeiras declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, quando assumir, mas defendeu um maior “prestígio” entre as relações entre o país norte-americano e o Brasil.

“Os Estados Unidos são um país onde as instituições são fortíssimas. Não vamos imaginar que o presidente chega ao poder e o exerce com autoritarismo. Isso não vai acontecer. Há uma série de condicionantes a partir do Congresso que acho que dimensionarão a atividade do presidente. Vamos aguardar o que ele vai fazer. É um parceiro comercial atuante do Brasil. Eu duvido que ele faça algo que tente afastar o Brasil”, disse.

Edição: Fábio Massalli

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Eduardo Madruga anuncia pré-candidatura á presidência da ATM

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O prefeito reeleito de Wanderlândia, Eduardo Madruga (PMDB), anunciou que irá disputar a eleição para a presidência da Associação Tocantinense de Municípios. Madruga é um dos poucos gestores reeleitos no Estado e obteve 76% dos votos válidos. O prefeito também foi considerado o 12º melhor gestor do país segundo pesquisa divulgada pela União Brasileira de Divulgação (UBD).

O pré-candidato já conta com o apoio de cerca de 40 prefeitos e tem como principal meta criar um corpo técnico-jurídico que possa auxiliar os gestores tanto em questões legais quanto na captação de recursos junto ao Estado e a União. “Eu tenho a experiência de ter conseguido captar R$ 42 milhões em recursos provenientes de emendas federais e convênios que foram investidos em diversas obras em Wanderlândia, sabemos como ir atrás desse dinheiro e queremos que os outros gestores também tenham acesso a esses recursos”, explicou

Madruga reconhece que muitos gestores têm dificuldade em captar recursos. “Hoje a carência de informações de alguns municípios é muito grande em vários aspectos, entre eles, a forma como buscar recursos federais em Brasília para implementá-los em suas cidades, a ATM precisa se adequar as necessidades de seus associados”, disse Madruga. Dentre as ideias do prefeito está a intenção de manter uma parceria entre a entidade e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) com o objetivo de levar aos gestores municipais orientações em relação à gestão.

Madruga já iniciou a sua pré-campanha e tem visitado os prefeitos e apresentando as suas propostas e buscando apoio na tentativa de fortalecer a sua candidatura. “ No momento temos 40 assinaturas de moção de apoio ao nosso nome, vamos continuar trabalhando e visitando cada município deste estado em busca de apoio”, finalizou o prefeito.

Por  Érica Lima

Fonte: surgiu

Araguaína completa 58 anos   de emancipação política 

Foto: Divulgação
No dia 14  de Novembro, a Araguaína completa 58 anos. E neste dia, nada mais justo que parabenizar o povo araguaínense, gente de bem, guerreira, honesta e batalhadora que, trabalham diariamente e não medem esforços na busca do crescimento e de melhores dias para essa cidade.
Sua história começa em 1876, com a chegada de João Batista da Silva e família. A princípio, família denominou o em local como “livre-nos Deus”, por causa dos riscos de ataques de índios e animais que ali habitavam. Algum meses depois, outras famílias fixaram-se na região. A partir desse momento, ver-se nascer o povoado Lontra, que futuramente se tornaria Araguaína, a cidade referencia no desenvolvimento econômico e educacional da região norte.
O povoado Lontra recebeu o nome de Araguaína no ano de 1949. Em 30 de setembro de 1953, o povoado Araguaína foi transformado em distrito com a mesma denominação. Sua instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1954.
Por fim, em 14 de novembro de 1958, pela lei estadual nº 2.125, foi criado o município de Araguaína, tendo sido instalado oficialmente em 1º de janeiro de 1959.
Parabéns Araguaína pelos 58 anos e a todos que diariamente cumprem sua missão, contribuindo, assim, com o desenvolvimento do município; buscando sempre novos projetos e aceitando o desafio de fazer mais e melhor, não perdendo de vista os anseios da comunidade, mostrando assim que não existem fronteiras ou limites para alcançarmos nossos objetivos.

Referências bibliográficas

Araguaína.Disponívelem:<http://biblioteca.ibge.gov.br/visualização/dtbs/tocantins/araguaina.pdf>.Acesso em 14 de novembro de 2016

Por: Fernanda Lima

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