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Secretário de saúde registra denúncia após pastor publicar vídeo dizendo que paciente que testou positivo não tem coronavírus

Secretário de saúde registra denúncia após pastor publicar vídeo dizendo que paciente que testou positivo não tem coronavírus
Vídeo mostra cultos supostamente realizados durante a pandemia — Foto: Reprodução

O pastor apresentou exame particular para questionar o diagnóstico, mas método utilizado pelo laboratório não detecta a doença nos primeiros dias de infecção. Ele também é suspeito de causar aglomerações de até 200 fiéis durante cultos.

O secretário municipal de saúde de Lagoa da Confusão, Edvaldo Almeida Lima, registrou uma denúncia contra o pastor Rui da Silva Abreu, da igreja Assembleia de Deus, nesta sexta-feira (5). O secretário procurou o Ministério Público em Cristalândia após o pastor insistir em promover cultos com aglomerações durante a pandemia do novo coronavírus e divulgar vídeos afirmando que um paciente diagnosticado com a doença não estava infectado.

No vídeo o pastor apresenta um exame feito em laboratório particular que supostamente comprovaria que o paciente não estava infectado, mas o método utilizado no exame, segundo a Secretaria de Saúde, é o de sorologia. Este método não detecta a presença do vírus nos primeiros dias da infecção e por isso é considerado pelos infectologistas menos confiável do que o método RT-PCR, que coleta material genético da garganta e do nariz do paciente. O exame positivo foi pelo método RT-PCR, realizado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

O secretário também apresentou imagens postadas nas páginas oficiais da igreja que mostram as aglomerações. As imagens seriam do dia 6 de abril. Há outros vídeos em que Rui da Silva Abreu supostamente incita os moradores de Lagoa da Confusão a desrespeitarem as medidas de isolamento.

Na denúncia, o secretário de saúde destaca que a aceitação da população às medidas tem sido ampla e que outras igrejas estão contribuindo com o trabalho das equipes de saúde. O documento foi entregue para a promotora Munique Teixeira Vaz com um pedido de providências.

Após a denúncia, a promotora entrou com uma pedido na Justiça para que o pastor seja obrigado a cumprir as medidas de isolamento e deixe de realizar eventos com aglomerações sob multa de R$ 5 mil por dia de descumprimento. Ela pediu ainda que ele seja condenado por danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil.

O pastor Rui da Silva Abreu disse que não vai comentar o caso até ter acesso à denúncia.

Fonte G1 Tocantins

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