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Após longo período de negociações, professores das universidades federais decidem encerrar greve

Após longo período de negociações, professores das universidades federais decidem encerrar greve
Professores das universidades do Ceará em votação de greve (Foto: ADUFC/Divulgação)

Os professores das universidades federais decidiram neste domingo (23) encerrar a greve nacional dos docentes, deflagrada em abril deste ano em instituições de ensino superior de todo o país. Entre os pontos dos acordos aceitos pelos servidores dos institutos federais, um dos principais é o reajuste na remuneração tanto para técnicos-administrativos quanto para docentes.

A decisão foi tomada após a conclusão de assembleias estaduais, que reuniram maioria de votos a favor da proposta de reajuste enviada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início deste mês, que será de 9% a partir de 2025, seguido por outro reajuste em 2026.

Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o comando nacional da greve decidiu encerrar as paralisações a partir desta quarta-feira (26) — quando a entidade deve assinar um acordo junto ao Ministério da Gestão e Inovação a fim de consolidar os termos da proposta.

A plenária que votou o fim da greve iniciada em abril deste ano, foi a de maior participação na história do Sindicato. De acordo com a entidade, participaram das deliberações 402 sindicalizados de 70 seções sindicais, o maior número em 35 anos desde o surgimento do Sinasefe.

Os grevistas argumentam que o segmento precisa de uma forte recuperação de orçamento. O setor educacional viveu forte expansão nos governos petistas, seguida de redução orçamentária prolongada, especialmente nas gestões pós-golpe de 2016. Eles dizem que suas reivindicações são “muito menos que os bilhões entregues no orçamento de 2024 a rentistas e banqueiros”.

Fonte:  247

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