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Justiça Federal recebe 2a denúncia contra investigados na Operação Ápia

O juiz federal Pedro Felipe de Oliveira, titular da 4a Vara Federal de Palmas (TO), recebeu, nesta segunda-feira (28), a segunda denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra investigados na Operação Ápia. As investigações foram dividas em três núcleos: político, empresarial e administrativo. Os réus citados nesta denúncia fazem parte do núcleo empresarial e foram acusados da prática dos crime de fraude à licitação, por 13 vezes (artigo 90, Lei n. 8.666/93), e de crime contra a ordem econômica (art. 4º, incisos I e II, Lei n. 8.137/90). 

No ato do recebimento da denúncia, o juiz federal determinou a citação dos réus, para que apresentem defesa e indiquem  as provas que desejam produzir na fase de instrução.  

A movimentação dos processos relativos à Operação Ápia estava suspensa desde o início de 2018 em decorrência de uma decisão liminar, motivada por um dos investigados. Em dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, indeferiu o pedido de Habeas Corpus, que interferiu em todo o andamento do processo, e tornou “sem efeitos a medida liminar anteriormente concedida”. Assim, o inquérito voltou a tramitar normalmente na 4a Vara Federal de Palmas.

A Operação Ápia investiga ex-gestores públicos e empreiteiros num suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações de obras de infraestrutura em rodovias do Tocantins.

Investigados na segunda denúncia, que agora se tornaram réus da segunda ação penal que foi instaurada:

– Francisco Antelius Sérvulo Vaz;

– Rossine Aires Guimarães;

– Jairo Arantes;

– Marcus Vinícius Lima Ribeiro;

– Wilmar Oliveira de Bastos;

– Humberto Siqueira Nogueira;

– José Maria Batista de Araújo -Conhecido Como “Jota”;

– Geraldo Magela Batista De Araújo.

Entenda o caso

Ainda na gestão do ex-governador José Wilson Siqueira Campos, o Governo do Estado firmou um contrato de financiamento com o banco do Brasil no valor de R$ 1,2 bilhão para que, em parte, os recursos fossem destinados a obras de pavimentação de rodovias estaduais, que em muitos casos foram iniciadas e interrompidas no ano de 2014. Mas, segundo investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, foi identificado “um quadro amplo de desvio do dinheiro público por meio de fraudes em licitações”.  

Com a investigação foram constatadas medições nas obras questionáveis e grande probabilidade de pagamento de serviços não executados; indícios de formação de cartel; destinação de valores para finalidade diversa da que fundamentou o financiamento; comprometimento de agentes públicos com os interesses privados das empresas; e, entre outros, a utilização dos recursos para o financiamento de campanhas políticas no Estado.  (Samuel Daltan)

 

 

Assinatura e-mail Samuel SJTO

Câmara de Araguaína gastará mais de R$ 1 milhão com vale alimentação

A Câmara vai gastar aproximadamente R$ 1,3 milhões com empresa que administra o Cartão Alimentação para os funcionários. Isso de acordo com que foi publicado na portal transparência da Câmara municipal de Araguaína.

O legislativo municipal firmou um contrato com a empresa Trivale Administração LTDA no valor de R$ 1.277.644 referente ao segundo termo de aditivo do contrato para o cartão alimentação da casa.

Segundo o que diz no contrato milionário, firmado entre acamara e empresa, o objetivo   dos serviços contratado pela câmara municipal de Araguaína e a implantação   do ”Cartão Alimentação” no período de 02/012019 a 30/11/2019.

O contrato deve beneficiar 176 servidores da casa, entre eles os assessores dos vereadores de Araguaína.

Por: Geovane Oliveira 

MPE recomenda anulação do concurso da Polícia Militar por fraude no certame

O Procurador-Geral de Justiça, José Omar de Almeida Júnior, expediu recomendação ao Governador do Estado, Mauro Carlesse, e ao comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Tocantins, coronel Jaizon Veras Barbosa, para que seja anulado o concurso público para o quadro de soldados da PM do Tocantins. A motivação são os diversos casos de fraude registrados em Inquérito Civil Público e Inquérito Policial.

A recomendação, expedida nesta sexta-feira, 25, relata apreensão de aparelhos celulares nos locais de prova nos municípios de Palmas e Araguaína e a confirmação de que 35 números de telefone receberam os gabaritos das provas aplicadas.

De acordo com o relatório de conclusão do inquérito civil, o concurso público da PM/TO “foi alvo de uma fraude engendrada por um grupo criminoso extenso, composto por integrantes de diferentes Estados”.

Para o Ministério Público Estadual, não resta dúvida da impossibilidade de continuidade do concurso público, uma vez que quase 70 mil candidatos foram prejudicados pela divulgação ilícita do gabarito da prova, além do risco da Polícia Militar aceitar em seus quadros candidatos com reputação criminosa.

Diante dos fatos, o MPE definiu um prazo de 15 dias úteis para que o Governo do Estado anule o certame.

Entenda

No mês de novembro de 2018, a 28ª Promotoria de Justiça da Capital apurou que houve quebra de sigilo das provas da fase objetiva, aplicadas em 11 de março, fato que comprometeu a credibilidade do certame. De acordo com o inquérito policial remetido ao Ministério Público, a ineficiência dos fiscais e o defeito no detector de metais permitiram que aparelhos celulares fossem escondidos em lixeiras de banheiros dos locais onde as provas eram realizadas para que, posteriormente, próximo ao final do período de aplicação das provas, os candidatos retornassem ao local e recebessem o gabarito via mensagem.

A empresa Assessoria em Organização em Concursos Públicos Ltda. (AOCP Concursos Públicos), contratada para executar o planejamento da primeira etapa do concurso, deve responder por todos os ônus decorrentes da quebra de sigilo.

Jovem foge de hospital após levar tiro de raspão

Por G1 Tocantins

Suspeito de tentar matar vizinho na noite de Natal em Araguaína é preso

Suspeito de tentar matar o vizinho na noite de Natal foi preso — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Por G1 Tocantins

MPF apresenta denúncia contra empresários por formação de cartel e fraude em licitação

Sob as determinações de agentes políticos, um grupo de empresários loteou as obras de pavimentação asfáltica e terraplanagem no Estado do Tocantins, prejudicando a livre concorrência.

O Ministério Público Federal apresentou, nesta sexta-feira, 25, denúncia contra oito empresários envolvidos na Operação Ápia. O grupo é acusado de formação de cartel e fraude em licitações.

Nos anos de 2010 a 2014, Francisco Antelius Sérvulo Vaz, Rossine Aires Guimarães, Jairo Arantes, Marcus Vinícius Lima Ribeiro, Wilmar Oliveira de Bastos, Humberto Siqueira Nogueira, José Maria Batista de Araújo e Geraldo Magela Batista de Araújo fraudaram e frustraram, mediante ajuste, combinação e outros expedientes o caráter competitivo de licitações da Agência de Máquinas e Transportes do Estado do Tocantins (Agetrans).

O grupo fraudou principalmente serviços de terraplanagem, pavimentação asfáltica, obras de arte e recuperação em rodovias estaduais e vias urbanas, financiadas com recursos do BNDES e outras instituições, inclusive internacional, mediante garantia da União, com o intuito de obter vantagem financeira.

O grupo fixava artificialmente preços, em média, 25% acima do mercado e coagiam empresas que não integravam o esquema criminoso a deixar os certames. Se, ainda assim, alguma insistisse em participar oferecendo preços mais baixos e vencesse a licitação sofria com o não pagamento dos contratos por parte do Estado e, sem recursos, abria mão dos serviços. Prática que caracteriza formação de cartel ao prejudicar a livre concorrência e a ordem econômica.

Após identificar financiamentos com garantia da União, a organização criminosa desviava os recursos financiados, mediante sobrepreço em aditivos contratuais e superfaturamento oriundo de medições fraudulentas de bens e serviços, gerando benefícios indevidos a empresas e empresários.

Em razão dos benefícios adquiridos, o grupo repassava vantagens indevidas a agentes políticos e administrativos do Tocantins e para garantir a continuidade do esquema, os acusados ainda financiavam ilegalmente campanhas eleitorais no Tocantins, especialmente a da reeleição de Sandoval Lobo Cardoso e Eduardo Siqueira Campos, em 2014.

O MPF requer a condenação dos envolvidos por fraude em licitação e crime contra a ordem econômica, previstos art. 90 da Lei nº 8.666/93, e no art. 4º, incisos I e II, a) da Lei nº 8.137/90. O MPF também requer o pagamento de 100 milhões, solidariamente, a título de dano moral coletivo e o ressarcimento do valor desviado.

  

Valores

O ponto central do grupo era o desvio dos recursos adquiridos pelo Estado do Tocantins junto a instituições financeiras, totalizando R$ 1.203.367.668,70.

O MPF apurou, até agora, que o prejuízo material é de mais de 225 milhões.

  Operação Ápia

Operação realizada pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Controladoria Geral da União, com a finalidade de investigar uma organização criminosa, composta por políticos, empresários e servidores públicos, suspeita de fraudar licitações para obras de infraestrutura, principalmente terraplanagem e pavimentação asfáltica.

Saiba mais:

Operação Apia: MPF denuncia dois ex-governadores do Tocantins

Assessoria de Comunicação Social

Polícia faz operação para prender quase todos os vereadores de Augustinópolis

Mandados de busca estão sendo cumpridos na Câmara de Vereadores de Augustinópolis — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
 

MEC prorroga inscrições do Sisu para dia 27

Alunos relatam lentidão no sistema; MEC faz ações para estabilidade

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) até as 23h59, no horário de Brasília, de domingo (27). As inscrições se encerrariam amanhã (25). 

Desde o primeiro dia de inscrição, estudantes relatam dificuldade de acessar o site e problemas na hora de fazer a inscrição. 

“O sistema está funcionando de forma estável nesta quinta-feira (24) e a lentidão eventualmente registrada resulta do volume massivo de acessos simultâneos. O MEC continua realizando todos os procedimentos técnicos para que o sistema continue estável”, diz a pasta em nota. 

Ontem (23), a página chegou a registrar 500 mil acessos simultâneos. O número superou o máximo de acessos ao mesmo tempo no primeiro dia, que foi 350 mil.

Ao todo, o Sisu oferece, nesta edição, 235.461 vagas em 129 instituições públicas de todo o país. Podem concorrer às vagas os estudantes que fizeram o Enem 2018 e obtiveram nota acima de zero na prova de redação. Segundo o MEC, 3,5 milhões de estudantes preenchem os requisitos e podem concorrer a essas vagas.

Redirecionamento

Estudantes relataram também nas redes sociais que conseguiram acessar perfis que não são os deles. Monique Rosa, 22 anos, estudante de São Bernardo do Campo (SP), que pretende cursar cinema, contou que acessou o site, usando login e senha, para trocar a segunda opção de curso e foi direcionada para a página de outra candidata. “Tive que deslogar da página dela e logar novamente na minha”, acrescentou, destacando que só conseguiu fazer a troca na madrugada de ontem (23) após várias tentativas.

Tharcio Marques, de 21 anos, passou pela mesma situação de redirecionamento e ainda não conseguiu concluir a inscrição. “O site entrou em manutenção e hoje pela manhã voltou com meus dados. Ainda não consegui colocar a segunda opção, pois a página cai”.

Procurado pela reportagem, o MEC solicitou os dados dos estudantes para apurar os ocorridos. A reportagem aguarda manifestação do ministério.

Notas de corte

O MEC também decidiu rever as divulgações de nota de corte. A partir de hoje, as notas serão divulgadas apenas à meia-noite, como era feito nos últimos anos. Nesta edição, a pasta começou a divulgar as notas cinco vezes por dia.  

“A medida foi adotada para não prejudicar os estudantes que ainda não realizaram sua inscrição e melhorar o acesso devido ao alto tráfego existente”, informou. 

O resultado da seleção está mantido para segunda-feira (28), conforme calendário divulgado anteriormente.

* Texto atualizado às 21h50

Polícia Civil prende padrasto suspeito de estuprar as enteadas em Guaraí

A Polícia Civil do Tocantins prendeu no final da tarde desta terça-feira, 22, no município de Guaraí, a 173 km de Palmas, K. T. S., de 27 anos, investigado por estupro de vulnerável.

Segundo as investigações, o suspeito teria estuprado as duas enteadas, com 4 e 7 anos de idade, em outubro de 2018, em Guaraí, e parentes próximos das vítimas teriam noticiado o delito à Polícia Civil.

“Imediatamente após o relato dos membros da família, foram determinadas as primeiras diligências investigativas, que culminaram na representação da autoridade policial pela prisão preventiva do autor, que foi deferida e cumprida ontem”, declarou o delegado Antonione Wandré de Araújo Neto.

O mandado judicial de prisão, expedido pela Vara Criminal do Município, foi cumprido em propriedade rural, à beira do Rio Tocantins, em Guaraí, e o suspeito foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Guaraí, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

As vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal, para realização de exames de corpo de delito, sendo, a partir de agora, acompanhadas por assistência psicossocial.

Priscila Cadore / Governo do Tocantins

Bebê de seis dias raptada em Araguaína é resgatada dentro de ônibus em Miracema do Tocantins

Bebê foi encontrada dentro de ônibus em Miranorte — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Um trabalho conjunto entre as forças de segurança estaduais na região Centro-Norte do Tocantins nesta quinta-feira, 24, resultou no resgate de um bebê de 6 dias de vida que havia sido subtraído da mãe, sem o seu consentimento, nas imediações de maternidade na cidade de Araguaína, a 380 km da Capital.

O fato ocorreu no início da tarde de ontem e, a partir do momento em que foi noticiado à Polícia Civil, uma série intensa de diligências investigativas foi determinada, com o deslocamento de equipes e viaturas em busca do paradeiro da suposta autora do delito, que teria se aproveitado da confiança estabelecida com a genitora da vítima para subtrair-lhe.

Conforme o delegado plantonista que atendeu à genitora na Central de Atendimento de Araguaína, Alexander Pereira da Costa, foi descartada, preliminarmente, a hipótese de seu consentimento, gratuito ou oneroso, com a retirada da criança de seu poder e controle.

Foto da investigada e descrição das roupas que trajava no momento da ocorrência foram publicadas em redes sociais e em veículos de comunicação para que a população local pudesse contribuir com informações que auxiliassem na conclusão exitosa da investigação, com a recuperação do bebê e autuação da autora.

“No começo da noite, recebemos a informação de que a suposta autora teria estado na rodoviária de Araguaína e feito o deslocamento do bebê em ônibus intermunicipal com destino final em Uberlândia-MG. Passageiros teriam tido acesso ao alerta divulgado em mídias sociais pela Polícia Civil e, após noticiarem ao motorista a presença dos dois no veículo, foram acionados os serviços do 190 e efetivada a prisão em flagrante de Celma Gomes dos Santos pela Polícia Militar nas proximidades de Miranorte”, ressaltou o delegado-regional de Araguaína, Fernando Rizério.

Após a ação, a criança, que estaria há horas sem alimentação, foi deixada aos cuidados do Conselho Tutelar e a investigada encaminhada à Central de Atendimento da Polícia Civil em Miracema do Tocantins, onde foi autuada em flagrante delito. Agentes da Polícia Civil de Araguaína fizeram o deslocamento da mãe, de Araguaína à Miracema do Tocantins, para o encontro com a filha.

Ao final do procedimento policial civil, Celma poderá ser indiciada por subtração de incapaz, associada a outras práticas criminosas, se demonstrada sua materialidade e indícios de autoria, como identidade falsa (a investigada teria apresentado sobrenome distinto na unidade de saúde) e/ou maus tratos, pelas privações pelas quais o bebê foi submetido.

O fato causou comoção entre populares e policiais civis e militares e demonstrou a efetividade, integração e capacitação dos órgãos de segurança do estado ao se utilizarem de recursos de tecnologia de comunicação disponíveis no mercado, assim como a importância da participação social na reunião de esforços em questões de segurança pública.

“O sucesso nesse caso demonstra que a Polícia Civil tem evoluído juntamente com a tecnologia, a sociedade e os anseios dela. As pessoas desejam uma polícia acessível, presente, capacitada. A imprensa é um instrumento importante e o disque-denúncia, através do 197, tem recebido informações importantíssimas da população para a concretização da Segurança Pública, que é um dever de todos”, completou o delegado-regional.

 Priscila Cadore / Governo do Tocantins

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