quinta-feira, agosto 6, 2026

55.3 F
Nova Iorque
quinta-feira, agosto 6, 2026
Início Site Página 537

Ministro Barroso decide que federações partidárias devem se registrar até 6 meses antes da eleição

Ministro não viu inconstitucionalidade no modelo que permite a diferentes legendas se aglutinarem de modo estável, mas fixou entendimento de que federações devem observar mesmo prazo de registro dos partidos.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quarta-feira (8) que as federações partidárias devem obter registro de estatuto até seis meses antes das eleições, mesmo prazo definido em lei para que qualquer legenda esteja registrada e apta a lançar candidatos.

Ao analisar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7021, apresentada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o ministro não viu inconstitucionalidade na lei que permite que dois ou mais partidos se aglutinem, como se fossem uma única agremiação. Pela norma, a união deve ser estável (duração de ao menos quatro anos) e cumprir as regras do funcionamento parlamentar e partidário.

Barroso atendeu parcialmente o pedido, no entanto, para suspender trecho que permitia às federações se constituírem até a data final do período de convenções partidárias, cerca de dois meses antes das eleições. Para ele, deve haver isonomia entre partidos e federações partidárias e, portanto, ambos devem observar o mesmo prazo de registro.

“A possibilidade de constituição tardia das federações, no momento das convenções, as colocaria em posição privilegiada em relação aos partidos, alterando a dinâmica da eleição e as estratégias de campanha. A isonomia é princípio constitucional de ampla incidência sobre o processo eleitoral, âmbito no qual se associa ao ideal republicano de igualdade de chances”, destacou o ministro. “Trata-se de uma desequiparação que não se justifica e que pode dar à federação indevida vantagem competitiva”, completou.

A medida cautelar será submetida a referendo no plenário virtual da Corte.

Coligações x federações

As federações foram criadas em norma de setembro de 2021, que alterou a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9096/1995). Pelo texto, as legendas podem se unir para apresentação de candidatos majoritários (presidente, prefeito, governador ou senador) ou candidatos proporcionais (deputado estadual, deputado federal ou vereador).

Na ADI, o PTB argumentou que permitir federações para eleições proporcionais seria inconstitucional porque restabeleceria a figura da coligação partidária, que antes permitia a união de partidos com a finalidade única de lançar candidatos e acabou vedada pelo Parlamento em 2017.

Para o ministro Barroso, as coligações permitiam que partidos sem qualquer afinidade e com programas opostos se unissem apenas para potencializar as candidaturas.

“Os votos dos eleitores, embora destinados a candidatos filiados a um partido ou a um candidato específico, eram compartilhados por toda a coligação, servindo para eleger candidatos de outros partidos. (…) Tal fato permitia, por exemplo, que o voto do eleitor dado a um partido que defendia a estatização de empresas ajudasse a eleger o candidato de um partido ultraliberal. Ou vice-versa. A fraude à vontade do eleitor era evidente.”

O ministro pontuou que as federações, embora também permitam transferência de votos entre as agremiações, são diferentes porque devem contar com programa comum de abrangência nacional. Além disso, os partidos devem permanecer associados por pelo menos quatro anos, podendo ser proibidos de firmar novas parcerias caso deixem a federação antes desse prazo.

“Assim, ao que tudo indica, o que se pretendeu com a norma impugnada não foi aprovar um retorno disfarçado das coligações proporcionais. Buscou-se, ao contrário, assegurar a possibilidade de formação de alianças persistentes entre partidos, com efeitos favoráveis sobre o sistema partidário, já que as federações serão orientadas ideologicamente por estatuto e programa comuns – o que não ocorria com as coligações”, observou.

Barroso completou ainda que “é possível questionar a conveniência e oportunidade da inovação, que pode retardar a necessária redução do número de partidos políticos no país”. “Mas essa avaliação, de natureza política, não cabe ao Poder Judiciário”, frisou.

Segurança jurídica das eleições

Em relação ao prazo para constituição das federações, o ministro considerou ser “imprescindível” que o Tribunal Superior Eleitoral possa analisar com antecedência o estatuto nacional e programa comum das federações como medida de respeito ao eleitor. E completou que é preciso garantir a lisura de todas as etapas do processo eleitoral.

“A segurança jurídica do processo eleitoral, à qual é inerente o respeito ao encadeamento lógico das etapas que o compõem, não admite que um novo partido político apto a lançar candidatos possa surgir, como elemento surpresa, na fase das convenções partidárias. O mesmo deve valer para as federações partidárias.”

Leia a íntegra da decisão.

//MO

Três homens são presos pela PM por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo em Araguaína

O grupo trafegava em um veículo quando foi abordado por uma equipe policial. No interior do automóvel utilizado pelos suspeitos, os policiais apreenderam uma arma de fogo, dinheiro, celulares e outros materiais.

A Polícia Militar prendeu na noite da segunda-feira, 07, no Setor Central de Araguaína, três homens de 20, 24 e 40 anos, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Com os suspeitos, que estavam transitando em um veículo Gol GM, cor branca, foram localizados um revólver calibre 38 com cinco munições intactas, uma balança de precisão, sete cédulas em dinheiro no valor de cento e oitenta reais e sessenta centavos em moeda, duas “bitucas” de cigarro análoga à maconha, quatro celulares, aproximadamente 76 gramas de uma substância análoga ao crack, e uma cédula de identidade em nome de uma quarta pessoa.

Durante patrulhamento no centro da cidade, a guarnição do Comandante do 2º BPM visualizou um táxi, Gol GM, cor branca, o qual estava avançando o sinal vermelho do semáforo, nas proximidades do Hospital e Maternidade Dom Orione, momento em que foi abordado.

Na realização da abordagem, os policiais perceberam que um dos ocupantes do veículo tentou esconder uma arma de fogo debaixo do assoalho do automóvel. Durante a busca veicular, foram encontrados uma arma de fogo tipo revólver calibre 38 com cinco munições intactas, e os demais materiais apreendidos.

Diante dos fatos, os suspeitos, a arma de fogo, a substância entorpecente, os objetos apreendidos e o veículo foram conduzidos e apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Araguaína para os procedimentos legais cabíveis.

por Ascom 2º BPM

Definidos os membros da Comissão Especial do Impeachment

O processo de impeachment do governador Mauro Carlesse (PSL) deu mais um passo no início da noite desta terça-feira, dia 7. Isto porque os líderes dos blocos partidários apresentaram à Mesa Diretora os deputados que vão compor a Comissão Especial Processante, a quem cabe investigar os fatos alegados pela acusação e a defesa.

São eles: Elenil da Penha (MDB), pelo bloco MDB-DEM; deputado Eduardo do Dertins (PPS), pelo bloco PPS-Cidadania-PR-PTB-PCdoB; deputado Júnior Geo (PROS), pelo bloco PROS-SD-PSL); deputado Olyntho Neto (PSDB), pelo bloco PSDB-PP-PTC; e o deputado Zé Roberto (PT), pelo bloco PT-PV.

Também foram lidos no expediente da sessão o pedido de impeachment do governador afastado do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), e os despachos da Mesa Diretora, que fundamentaram a aceitação do pedido.

Entre os despachos estão o encaminhamento de cópias do pedido ao Diário Oficial da Assembleia, para publicação, ao governador afastado e à Procuradoria desta Casa de Leis para a emissão de um parecer jurídico. 

Por Glauber Barros

Assembleia aprova Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022

O plenário da Assembleia Legislativa aprovou no início da noite desta terça-feira, 07, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2022, com destaques. O relator foi o deputado Issam Saado (PV).

A LDO, trata das diretrizes do Governo para traçar o orçamento do ano seguinte, que será detalhado na Lei Orçamentária Anual (LOA), está orçada em R$10,9 bi. A Lei de Diretrizes Orçamentárias obedece normas de contabilidade pública e aponta quais serão as prioridades do Governo para o ano de 2022.

Em seis eixos, o Governo elencou prioridades nas áreas de Segurança e Direitos Humanos (Eixo 1), Desenvolvimento Regional Urbano e Indústria (Eixo 2), Desenvolvimento Agropecuário e Meio Ambiente (Eixo 3), Gestão Pública (Eixo 4), Saúde (Eixo 5) e, por fim, Educação e Cultura (Eixo 6).

A LDO 2022 trouxe como prioridades, entre outras, a pavimentação de 379 quilômetros de rodovias estaduais, a construção de 1.135 unidades habitacionais e a regularização fundiária de 120 mil hectares de terras no Tocantins, na área de infraestrutura. Prevê ainda a construção da ponte de Porto Nacional, que já tem financiamento aprovado na estimativa de R$150 milhões.

O relator destaca a expansão das atividades da Patrulha Maria da Penha em território tocantinense, o aparelhamento das instituições de Segurança Pública, a previsão de aumentar em 15% a quantidade dos policiais do serviço ativo e a implantação do Programa Pátria Amada Mirim (PAM), todos na área de Segurança.

A prestação de assistência técnica há 12 mil propriedades agropecuárias é destaque na área de Desenvolvimento Agropecuário e Meio Ambiente.

Na Saúde, o deputado Issam Saado destaca a priorização da construção da segunda etapa do Hospital Geral de Gurupi (HGG), com 12 Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) e a conclusão da ampliação do Hospital Geral de Palmas (HGP) com 60 UTI’s. Além de 60 leitos de UTI’s nos demais hospitais regionais públicos do Estado.

Quanto a Covid-19, o Governo priorizou o fortalecimento das unidades hospitalares, a ampliação da capacidade de testagem do LACEN e a ampliação do serviço de biologia molecular para realizar o teste RT/PCR para Covid-19 no LACEN Araguaína.

Na educação, cabe destacar a implantação de colégios militares em municípios e a estruturação do Câmpus da Unitins de Paraíso.

A LDO completa pode ser conferida no site da Assembleia Legislativa do Tocantins.

Por Luiz Pires

Em Palmas, Governador Wanderlei Barbosa inaugura sede da unidade aérea da Polícia Militar

Decreto que reestrutura Graer entra em vigor nesta terça-feira, 7.

O governador em exercício do Estado do Tocantins, Wanderlei Barbosa, assinou na tarde desta terça-feira, 7, o Decreto nº 6.360, reestruturando o Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer/PM). A assinatura ocorreu durante a cerimônia de inauguração da sede da Unidade, que funcionará nas dependências do Quartel do Comando Geral da PM/TO, em Palmas.

A unidade aérea da PMTO recebeu uma nova viatura durante o evento, que passou a integrar à sua estrutura, até então composta com duas aeronaves e quadro de pilotos e tripulantes capacitados. O Graer está apto para realizar operações de segurança pública em apoio aos órgãos estaduais e municipais, como monitoramento aéreo em operações policiais; apoio em operações de combate a queimadas; transporte de armas; transporte de pacientes, equipamentos e insumos hospitalares, como as vacinas utilizadas na pandemia da covid-19; órgãos para transplantes e apoio funerário para militares e familiares.

O governador Wanderlei Barbosa destacou a importância do Graer para o Tocantins. “Manifesto minha alegria em criar mais uma modalidade de atuação da nossa PM. Sabemos o quanto esta unidade aérea é importante. Essas aeronaves já salvaram pessoas, levaram pessoas a outros estados. Este trabalho será de grande importância e valia à comunidade tocantinense. Temos que aparelhar nossas forças de segurança, precisamos estar munidos de bons equipamentos, viaturas e aeronaves”, ressaltou.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Júlio Manoel Silva Neto, reforçou que a nova unidade traz um forte incremento logístico à corporação militar. “A partir de hoje, por meio do Decreto de criação, o Graer faz parte da estrutura organizacional da Polícia Militar do Tocantins. A unidade também poderá dar apoio a outras corporações e no salvamento de cidadãos. Hoje é a concretização de um sonho depois de muito sangue e suor”, pontuou.

Decreto

O Decreto que determina a reestruturação do Graer será publicado nesta terça-feira, 7, no Diário Oficial do Estado (DOE). Desta forma, o Decreto nº 3.617, de 6 de fevereiro de 2019 é revogado. Anteriormente, o Grupo era denominado Companhia Independente de Operações Aéreas do Tocantins (Cioa).

Conforme a publicação, fica a cargo do Graer, o exercício das atividades de comando, planejamento, coordenação, operacionalização, fiscalização, treinamento, segurança, manutenção e controle das movimentações aéreas relacionadas à Polícia Militar do Estado do Tocantins.

A circunscrição de atuação da unidade corresponde ao território estadual, podendo estender-se ao território nacional nos termos da legislação federal.

Presenças

Estavam presentes na cerimônia, os secretários de Estado de Parcerias e Investimentos (SPI), José Humberto; da Comunicação, Luiz Celso; o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Márcio Antônio Barbosa; o Chefe do Estado Maior da PMTO, Wesley Borges Costa; o comandante do Graer, Eduardo Douglas e demais autoridades.

Brener Nunes/Governo do Tocantins

Senado pode decidir retorno da propaganda política em rádio e TV

O Plenário do Senado se reúne na quarta-feira (8), a partir das 16h, quando poderá aprovar em definitivo o projeto de lei que recupera a propaganda gratuita dos partidos políticos no rádio e na televisão (PL 4.572/2019). O projeto já havia sido aprovado no Senado, passou por mudanças na Câmara dos Deputados e agora volta para a decisão final dos senadores.

A propaganda partidária não tem relação com o horário eleitoral. Trata-se de uma inserção anual garantida aos partidos políticos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ferramenta foi extinta na reforma eleitoral de 2017 e é recuperada pelo projeto que pode ser votado na quarta-feira.

Segundo o texto, a propaganda gratuita deverá servir para divulgar o programa do partido, incentivar a filiação e promover a participação política de jovens, mulheres e negros. Entre as mudanças feitas pela Câmara estão proibições ao uso do horário para incitar a violência e o preconceito ou para divulgar material comprovadamente falso (fake news).

Mercado de câmbio

A pauta do Plenário tem cinco itens para serem votados (incluindo o o PL 4.572/2019). Outro item é o projeto do novo marco legal do câmbio (PL 5.387/2019), que facilita o uso da moeda brasileira em transações internacionais. Ele também abre espaço para bancos e instituições financeiras brasileiros investirem no exterior recursos captados no país ou no exterior.

De acordo com o texto, os bancos poderão usar dinheiro captado para alocar, investir, financiar ou emprestar no território nacional ou estrangeiro — dentro de requisitos e limites a serem editados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central.

Também há medidas para pessoas físicas. O texto propõe o aumento do limite de dinheiro vivo que viajantes podem levar para o exterior: em vez dos atuais R$ 10 mil seriam US$ 10 mil, ou o equivalente em outras moedas. Além disso, libera negociações de valores até U$ 500 entre pessoas físicas, sem exigências de identificação e de taxações se isso ocorrer de forma eventual e não profissional.

Energia

Outro projeto na pauta é o marco legal dos micro e minigeradores de energia (PL 5.829/2019), modalidade que permite aos consumidores produzirem a própria energia a partir de fontes renováveis, como solar e eólica. Ele define como microgeradores aqueles que geram até 75 kW de energia em suas unidades consumidoras, enquanto minigeradores são os que geram de 75 kW até 5 MW (esse limite seria reduzido para 3 MW e partir de 2045).

Esses geradores terão vantagem no pagamento da tarifa de uso dos sistemas de distribuição: só pagarão sobre a diferença entre o total consumido e o total gerado e injetado na rede de distribuição, se essa diferença for positiva. A regra valerá para consumidores que pedirem acesso à distribuidora, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), em até 12 meses da publicação da futura lei.

Fonte: Agência Senado

Presidente da AL aceita pedido e abre processo de impeachment contra Mauro Carlesse

Em nota ao JTo por sua assessoria, o governador lembra que seu pedido de reconsideração da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o afastou do cargo está pendente de deliberação do ministro Mauro Campbell e disse confiar “na Justiça Brasileira e nos justos”.

Segundo Carlesse, ele aguarda que o recurso seja deferido “para o retorno ao cargo para o qual foi eleito com a maior votação da história do Tocantins”.

Carlesse afirma ainda que os processos no STJ são inquéritos – ou seja, não há denúncia nem ação criminal – e que seu afastamento “se deu apenas com base em uma investigação unilateral, sem que tivesse tido o direito de ser ouvido e de apresentar preliminarmente documentos que desconstroem totalmente a tese apresentada pelo Ministério Público Federal”.

No texto, o governador afirma que “segue sereno” e está com “a consciência tranquila de que seus atos sempre foram para resgatar a credibilidade do Estado e recuperar as contas públicas”.

Ele cita como resultado de sua gestão, o reenquadramento do Tocantins na Lei de Responsabilidade Fiscal e a retomada de obras como prova da recuperação da capacidade de investimento. “Vitórias que o Tocantins obteve com a participação decisiva dos deputados estaduais que sempre apoiaram essas medidas de austeridade, visando o desenvolvimento do Estado”, conclui.

Fonte: G1 Tocantins

PMTO apreende caminhão com sinais de adulteração na BR-153

Durante a abordagem, os patrulheiros do RED notaram que o caminhão possuía sinais de adulteração em seus elementos identificadores. Ao consultarem o Sistema de Base, este acusou restrições jurídicas.

Policiais militares apreenderam no domingo, 05, de novembro um caminhão com sinais de adulteração no Posto Fiscal de Talismã. A ocorrência aconteceu em mais uma etapa de Operação Hórus.

Durante patrulhamento e abordagens de veículos de carga no posto de fiscalização de Talismã, localizado na BR-153, altura do KM 800, uma equipe de patrulheiros do Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED), deu ordem de parada a um motorista que conduzia um caminhão Volvo FH 440 de cor branca.

Após checarem a documentação do motorista, os militares do RED passaram para a inspeção do veículo. Durante a averiguação, os policiais encontraram sinais de adulteração nos sinais numéricos identificadores do caminhão, prática esta comum em veículos oriundos de furto e roubo. Ao consultarem o sistema de base, este acusou que o caminhão possuía diversas restrições jurídicas.

Ao ser questionado sobre as fraudes, motorista alegou desconhecer qualquer prática ilícita e que trabalhava com o veículo há 1 ano.

Diante dos fatos, condutor e veículo foram conduzidos até a central de flagrantes de Alvorada, onde foram lavrados os procedimentos legais cabíveis.

Importante salientar que os patrulheiros do BPMRED se esforçam na medida do possível para que os veículos apreendidos retornem aos seus devidos donos.

por BPMRED

Barroso pede manifestação do governo sobre passaporte da vacina

Ação quer tornar obrigatória adoção de recomendações da Anvisa.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Barroso concedeu nesta segunda-feira (6) prazo de 48 horas para que o governo federal se manifeste sobre uma ação judicial que pede a obrigatoriedade de quarentena e comprovação de vacinação contra a covid-19 para quem entra no país.

A ação, protocolada pela Rede Sustentabilidade, chegou ao Supremo no dia 26 de novembro e foi distribuída para o ministro, que é o relator do caso. A legenda pretende tornar obrigatória a adoção de recomendações feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Determino a oitiva das autoridades das quais emanou a Portaria nº 658/2021, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, tendo em vista a aproximação do recesso. Transcorrido o prazo, os autos devem retornar à conclusão, para apreciação das cautelares”, despachou Barroso.

De acordo com a Anvisa, a política brasileira para fronteiras deveria ser revista, com o estabelecimento da cobrança de prova de vacinação para turistas e outros viajantes que desejam entrar no país de avião ou por via terrestre, em combinação com protocolos de testagem.

Por Agência Brasil – Brasília

Ministra Rosa Weber atende pedido do Congresso e autoriza execução de emendas do relator

A ministra levou em consideração as novas regras de transparência adotadas pelo Legislativo e o risco para a prestação de serviços públicos.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e revogou a suspensão da execução das emendas do relator (identificadas pela sigla RP9) relativas ao orçamento deste ano. A medida havia sido determinada em liminar deferida pela ministra e referendada pelo Plenário nas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 850, 851 e 854.

Segundo a ministra, há risco de prejuízo à continuidade da prestação de serviços essenciais à população e à execução de políticas públicas. Ela considerou, também, que as providências adotadas pelo Congresso Nacional em cumprimento à sua decisão (edição de ato conjunto, resolução e diligências solicitadas ao relator-geral do orçamento) se mostraram suficientes no momento, justificando a retomada da execução das despesas. A nova decisão será submetida a referendo do Plenário do STF.

A relatora determinou que a execução das despesas classificadas sob o indicador RP 9 observe, no que couber, as regras do Ato Conjunto 1/2021 da Câmara e do Senado e da Resolução 2/2021 do Congresso Nacional, editados para assegurar maior publicidade e transparência à execução orçamentárias das emendas do relator.

Em manifestação nos autos, os presidentes Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, informaram que as despesas introduzidas na lei orçamentária anual por meio de emendas do relator passam a ser disponibilizadas em plataforma de acesso público, com atualizações periódicas, e detalhadas com a identificação de beneficiários, valores pagos, objeto das despesas, documentos contratuais e indicação dos entes federados contemplados e dos partidos políticos de seus governantes em exercício.

Impacto

A relatora destacou que, de acordo com nota técnica elaborada pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira do Congresso Nacional, metade das verbas autorizadas para despesas classificadas como RP 9 se destinam ao custeio dos serviços de atenção básica e assistência hospitalar. A suspensão da execução dessas parcelas prejudicaria o cumprimento de programações orçamentárias vinculadas à prestação de serviços públicos essenciais à população. O dado técnico demonstra, ainda, que a medida produziria maior impacto no orçamento dos pequenos municípios e das regiões com menor índice de desenvolvimento humano.

A ministra ressaltou, ainda, que, embora o Congresso Nacional tenha afastado a incidência das novas regras em relação aos atos anteriores à sua publicação, as verbas cuja execução estava paralisada em decorrência da decisão cautelar passarão, agora, a ser executadas em conformidade com as regras do novo sistema. “O Ato Conjunto 1/2021 criou sistemas mais eficientes de garantia de transparência da execução das despesas classificadas como RP 9”, afirmou.

Por fim, a relatora considerou prematuro aferir, neste momento, a idoneidade das medidas adotadas para satisfazerem todos os pontos da sua decisão. Isso porque não se esgotou o prazo para que todos os órgãos incumbidos da execução das providências apresentem as ações adotadas nas suas respectivas esferas de competência. Segundo ela, ainda não foram prestadas informações pela Presidência da República, pela Casa Civil e pelo Ministério da Economia. Rosa Weber acrescentou que a revogação da liminar, nesse ponto, de modo algum prejudica a análise a ser realizada no julgamento final de mérito das ADPFs.

Leia a íntegra da decisão.

Últimas notícias