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Pacheco entrega a Aras representação contra invasores do Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, entregou nesta sexta-feira (13) ao procurador-geral da República, Augusto Aras, representação contra 38 pessoas que foram presas e identificadas pela Polícia Legislativa depois invadirem e depredarem várias dependências da Casa no dia 8 de janeiro. Elas fazem parte de um grupo político inconformado com o resultado da eleição presidencial do ano passado e com o novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a reunião, Pacheco pediu agilidade e empenho no andamento das denúncias. Em acordo com o que determina a Constituição, o Ministério Público Federal será o responsável pelo processo criminal contra os envolvidos nos atos de violência e vandalismo.

— Reputo necessário que pudéssemos ter agilidade na materialização da representação criminal em relação às pessoas desde já identificadas. Quero externar nossa sincera preocupação com os desdobramentos disso. É nosso desejo que haja o máximo de empenho do Ministério Público para evitarmos que outros fatos possam acontecer a partir de algum sentimento de impunidade que possa surgir — disse o presidente do Senado ao procurador.

A representação foi elaborada pela Advocacia do Senado com base no trabalho de detenção e identificação realizado pela Polícia Legislativa. O documento, que está sob sigilo, já traz a apuração de autorias e da materialidade dos danos causados na invasão. 

Segundo Aras, a ação penal pode estar pronta já na próxima terça-feira (17), além das medidas cautelares que o MPF venha a sugerir. O trabalho de levantamento dos atos do dia 8 está nas mãos do subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, que é vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

— Vamos nos debruçar com a rapidez e a confiança que é preciso para responder aos fatos. Nosso maior valor constitucional é a democracia. Estamos totalmente voltados para a apuração dos responsáveis e buscar a punição dos culpados — assegurou Aras.

Pacheco também pediu que, além da ação penal, o Ministério Público tome providências cautelares de cunho patrimonial, para cobrir os danos materiais causados ao prédio. A invasão deixou vidraças e portas quebradas, tapetes sujos e alagados e obras de arte danificadas. Ele entende que as reparações na esfera civil dependerão principalmente de ação movida pela Advocacia-geral da União em conjunto com a Advocacia do Senado, mas acredita que procedimentos no campo penal possam também contribuir para ressarcir aos cofres publicos o valor dos prejuízos causados pelos que participaram do ato antidemocrático de domingo.

—  Já fizemos o levantamento preliminar do custo, que é milionário. Não é justo que a sociedade pague pelos danos causados por uma minoria extremista — disse Pacheco, salientando que o objetivo principal da representação continua sendo a punição de natureza penal.

Fonte: Agência Senado

Moraes abre inquérito contra governador e ex-secretário do DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu  abrir inquérito contra o governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e seu ex-secretário de Segurança Pública Anderson Torres. O objetivo é apurar a conduta de ambos durante os atos de vandalismo na Praça dos Três Poderes, em Brasília, no último domingo (8).

Moraes assinou a medida na noite de  ontem (12). Ele atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), feito na terça-feira (10). Na quinta (12), o órgão pediu a abertura de outro inquérito, para identificar os mentores intelectuais dos ataques.

Também serão alvos da investigação Fernando de Sousa Oliveira, ex-secretário interino de Segurança Pública ido DF, e Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, que já se encontra preso por ordem de Moraes.

Na decisão de abrir o novo inquérito, o ministro apontou indícios de que teria havido no mínimo omissão e conivência do mandatário distrital e de seus auxiliares em facilitar os crimes violentos cometidos em Brasília, quando as sedes Três Poderes da República foram amplamente depredadas.

Moraes destacou áudio de Fernando Oliveira, que comandava a SSP-DF no dia dos atentados, orientando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre como se daria a escolta policial deles até o centro de Brasília, onde os radicais invadiram os prédios públicos.

Outro indício foi o fato de o titular da SSP-DF na ocasião, Anderson Torres, ter exonerado toda a cúpula de segurança do DF e depois ter viajado para os Estados Unidos, dias antes do ataques. Moraes também ressaltou notícia de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria alertado as autoridades distritais ainda no sábado anterior aos ataques sobre o risco de atos violentos, e ainda assim nada foi feito para impedir o vandalismo.

“Mesmo ciente do iminente risco e tendo o dever de adotar providências para evitar os fatos do dia 8, dada a pública e notória chegada de dezenas ou centenas de ônibus a Brasília conduzindo manifestantes que declaradamente afrontariam os Poderes da República objetivando a ruptura do Estado de Direito, a imprensa noticiou que o governador Ibaneis Rocha, na véspera dos fatos, dia 7 de janeiro de 2023, havia liberado manifestações na Esplanada dos Ministérios”, escreveu Moraes.

O ministro afirmou também que a “democracia brasileira não será abalada, muito menos destruída, por criminosos terroristas. A defesa da democracia e das Instituições é inegociável”. Usando palavras duras, Moraes acrescentou que ninguém deverá ficar impune.

“Absolutamente todos serão responsabilizados civil, política e criminalmente pelos atos atentatórios à democracia, ao Estado de Direito e às Instituições, inclusive pela dolosa conivência  por ação ou omissão  motivada pela ideologia, dinheiro, fraqueza, covardia, ignorância, má-fé ou mau-caratismo”, acrescentou.

Sobre o fato de que governadores têm foro privilegiado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não no Supremo, Moraes argumentou que os indícios apontam possível ação de Ibaneis junto com outras pessoas que devem ser investigadas no Supremo. Além do mais, houve crimes praticados na sede do STF, o que atrai a competência do tribunal.

Ibaneis Rocha foi afastado de suas funções pelo próprio Moraes, ainda na madrugada de segunda (9), horas depois do atos violentos. Torres, por sua vez, é alvo de ordem de prisão expedida pelo ministro. O ex-secretário encontra-se fora do país, nos Estados Unidos. Segundo sua defesa, ele deve se entregar nos próximos dias.

Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Polícia Militar do Tocantins envia pelotão de CHOQUE à Brasília

Na manhã desta sexta-feira (13), 17 homens do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Tocantins foram enviados à Brasília. Os homens ficarão disponíveis à Força Nacional, em apoio ao Governo Federal, na prevenção da ordem pública na Capital Federal.

O Comandante-Geral da PMTO, Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, esteve reunido com a tropa antes do embarque, no Quartel do Comando Geral, em Palmas e destacando a importância da missão. “A PMTO é uma instituição legalista, neutra e que está pronta para defender o Tocantins e o Brasil em quaisquer circunstâncias que for demandada, dentro da sua competência”. Finalizou.

por Cacau Ferreira

Em dois dias, Controladoria recebeu sete denúncias de servidores suspeitos de participação nos ataques em Brasília

Em dois dias, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) recebeu sete denúncias sobre o suposto envolvimento de servidores tocantinenses nos ataques antidemocráticos aos Três Poderes em Brasília (DF). As informações estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral do Estado. Os atos de terrorismo de radicais bolsonaristas aconteceram no domingo (8), na Esplanada dos Ministérios.

Segundo a CGE, até esta quinta-feira (12), das sete denúncias, cinco foram enviadas através da plataforma Fala.BR, em que foi criado na terça-feira (10) um campo para recebimento de informações do Tocantins. Outras duas chegaram para apuração por meio de ofícios.

As denúncias podem ser feitas de forma identificada ou anônima. O portal é da Controladoria Geral da União (CGU). Para acessar, clique aqui.

Aliados próximos a Bolsonaro temem depoimento de Anderson Torres após prisão, diz mídia

Aliados próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) temem um “depoimento comprometedor” ou mesmo uma delação premiada do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, escreve o colunista do G1 Gerson Camarotti.
Segundo o jornalista, há uma avaliação entre pessoas do núcleo político de Bolsonaro de que a situação do ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) ficou “extremamente delicada“.
“A existência da minuta indica que Bolsonaro pensou no assunto. E Anderson Torres terá que responder quem escreveu a minuta. Bolsonaro teve participação? O incômodo no partido é muito forte, porque o PL não quer confusão. O PL é da política”, disse um integrante influente do partido, de acordo com o articulista.
Torres teve ordem de prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por omissão no episódio dos atos golpistas do último domingo (8). Ele garantiu que vai retornar ao Brasil e se entregar à Justiça. Torres estava em Orlando, nos EUA, e, de acordo com o Uol, teria se encontrado com Bolsonaro um dia antes dos ataques aos prédios dos Três Poderes.
Nesta quinta-feira, o jornal Folha de S.Paulo revelou que, durante operação realizada nesta semana na casa do ex-ministro, a Polícia Federal encontrou um rascunho de um decreto supostamente preparado para o ex-presidente tentar reverter o resultado das eleições de 2022, vencidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A minuta do decreto indicou o objetivo de instaurar um estado de defesa na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo Camarotti, interlocutores do ex-presidente avaliam que “não há segurança” neste cenário e consideraram “fraca” a explicação de Torres de que o documento seria triturado e que foi vazado fora de contexto.
sputniknewsbrasil.

AGU pede o bloqueio de bens de financiadores dos atos golpistas

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu hoje (12) o bloqueio de bens de 52 pessoas físicas e sete jurídicas, num total de R$ 6.539.100. Segundo o órgão, os alvos são responsáveis por pagar o fretamento de ônibus para trazer pessoas para participar dos atos de vandalismo ocorridos em Brasília no domingo (8).

O órgão informou se tratar de um valor inicial, baseado na estimativa preliminar de prejuízos materiais calculados somente pelo Senado (R$ 3,5 milhões) e pela Câmara dos Deputados (R$ 3,03 milhões). Restam ainda a contabilização dos danos causados ao Palácio do Planalto e à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), amplamente depredados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os bens na mira do pedido da AGU estão imóveis, veículos e valores em contas correntes. A lista dos alvos do bloqueio foi elaborada com o auxílio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), incluindo apenas aqueles que contrataram os ônibus apreendidos por transportarem pessoas participantes dos atos golpistas.

A AGU argumentou que as pessoas físicas e jurídicas listadas devem responder pelo vandalismo junto com aqueles que praticaram os próprios atos violentos. Ele justifica que “a aglomeração de pessoas com fins não pacíficos só foi possível graças ao financiamento e atuação das pessoas listadas”.

“E sob esse aspecto é de se ressaltar que tais pessoas possuíam plena consciência de que o movimento poderia ocasionar o evento tal como vimos, de modo que a responsabilização civil é medida que se impõe em regime de solidariedade com quem mais deu causa ao dano ao patrimônio público”, acrescentou a AGU.

Sobre os alvos do pedido, o órgão defende que “ao fretarem veículos para transporte de manifestantes para Brasília, no mínimo assumiram o risco pela prática dos atos ocorridos e pelos danos que deles derivaram”.

A AGU frisou a gravidade dos atos praticados, que lesaram o patrimônio público e “resultaram em danos à própria ordem democrática brasileira”. O órgão argumentou que o bloqueio é necessário diante do risco de dissipação do patrimônio com demora de uma eventual condenação final, o que poderia inviabilizar o ressarcimento da União.

O pedido foi encaminhado à Justiça Federal do Distrito Federal assinado por quatro advogados da União: Marcelo Eugenio Feitosa Almeida, que é procurador-geral da União;  Flávio Tenório Cavalcanti de Medeiros, subprocurador-geral da União na 1ª Região; Raniere Rocha Lins, coordenador-geral de Defesa da Probidade; e Vanir Fridriczewski.

A petição com a lista completa de pessoas físicas e jurídicas listadas é pública e pode ser encontrada no portal da Advovacia-Geral da União (AGU).

 Por Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Prefeita de Guaraí visita Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços para  apresentar projetos de desenvolvimento para o ano corrente

Na manhã dessa quinta-feira, 12, o Secretário da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), Carlos Humberto Lima, recebeu a visita da prefeita de Guaraí, Fátima Coelho, para tratar de demandas do município.

Na ocasião, a prefeita agradeceu a parceria do Governo do Tocantins e falou sobre o andamento da obra do Distrito Agroindustrial de Guaraí (Daiag), além de apresentar novos projetos para o ano corrente.

“O Governo Wanderlei Barbosa tem se destacado pela abertura ao diálogo com os municípios. Os investimentos do Estado em Guaraí têm sido de grande importância, as obras de infraestrutura do Distrito Agroindustrial de Guaraí que já estão acontecendo e em breve poderemos contar com um Quartel do Corpo de Bombeiros e a reforma do Ginásio”, lembrou a prefeita.

Para o gestor da Sics, Carlos Humberto Lima, ouvir as demandas dos municípios é essencial para promover o desenvolvimento regional.

“Estamos sempre abertos para receber os prefeitos e ouvir as demandas de cada região, é através desse diálogo que conseguimos entender as necessidades e direcionar nossos esforços em prol de um desenvolvimento socioeconômico descentralizado”, afirmou o secretário.

Graziela Duarte/Governo do Tocantins

Forças de Segurança do Tocantins reforçam monitoramento em pontos estratégicos para coibir possíveis manifestações

Forças de Segurança do Tocantins reforçam monitoramento em pontos estratégicos para coibir possíveis manifestações
Em cumprimento a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto à coibição de novas manifestações antidemocráticas previstas para acontecer ainda nesta quarta-feira, 11, em todo o Brasil, as Forças de Segurança do Tocantins por meio de seus serviços de inteligência estão monitorando pontos que poderiam ser utilizados como concentração e até o momento não detectou nenhum foco de qualquer tipo de manifestação nesse sentido.
A determinação do STF é que as forças de segurança locais não permitam a ocupação ou bloqueio de vias e espaços públicos. O STF determinou ainda que sejam realizadas prisões em flagrante caso esses tipos de atos venham a ocorrer e a aplicação de multas, que vão de R$ 20 mil a R$ 100 mil, para os que descumprirem a ordem judicial.
Medidas já adotadas
Na última segunda-feira, 9, a Polícia Militar do Tocantins juntamente com a Polícia Federal e o Exército Brasileiro desmontaram o acampamento de manifestantes que estavam na área do Quartel General (QG) do Exército, único ponto de manifestação remanescente após as Eleições de 2022. Não houve resistência e nem intercorrências durante a ação.
Além disso, o governador Wanderlei Barbosa esteve em Brasília (DF) na segunda-feira, 9, para participar de uma reunião de emergência entre os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e para definir ações de combate, prevenção e investigação dos atos violentos ocorridos no último domingo, 8, na capital federal.
O governador Wanderlei Barbosa colocou um pelotão de choque de 30 homens da Polícia Militar e outros cinco da inteligência da Polícia Civil à disposição da segurança pública do Distrito Federal para envio imediato, assim como todos os demais estados brasileiros, que vão disponibilizar entre 30 e 70 homens, cada.
Wanderlei Barbosa também determinou o reforço da Polícia Militar em pontos chave, como o aeroporto de Palmas, a ponte Palmas-Luzimangues e as distribuidoras de combustíveis, que já estão com policiamento ostensivo e de inteligência aumentados.
Outra medida é quanto à investigação da possível participação de servidores públicos estaduais nos atos violentos para apurar responsabilidades e adotar as providências cabíveis.
Vania Machado/Governo do Tocantins

Representante comercial de Palmas está entre os presos por invasão à Praça dos Três poderes

Representante comercial de Palmas está entre os presos por invasão à Praça dos Três poderes

O representante comercial Adriano Marinho Stefani, de 52 anos, está na lista de pessoas presas pela invasão à Praça dos Três Poderes em Brasília, no domingo (8). Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, ele foi levado para o Centro de Detenção Provisória II.

g1 tentou contato com o telefone de Adriano, mas as ligações não foram completadas. Em uma empresa que presta serviços, a proprietária disse não conseguir contato com ele desde segunda-feira (9), mas afirmou desconhecer a prisão. A família e a defesa dele ainda não foram encontradas para comentar a prisão.

Adriano tem registro de microempreendedor individual de um comércio de segurança eletrônica em Palmas. Ele também seria prestador de serviço em uma empresa de energia solar que atua na capital.

Nas redes sociais Adriano usa uma foto do ex-presidente Bolsonaro (PL) no perfil e postava conteúdos contestando o resultado das eleições presidenciais e sobre atos golpistas realizados no país desde novembro do ano passado.

Adriano está entre os beneficiários do auxílio emergencial pago pelo governo federal durante a pandemia. Segundo o portal da transparência do governo federal, ele recebeu 16 parcelas do programa, totalizando R$ 5.250.

Por g1 Tocantins

Lula: atos terroristas foram ação de aloprados que serão punidos

Lula: atos terroristas foram ação de aloprados que serão punidos

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira (11) no Palácio do Planalto um grupo de parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e o primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego (MDB), que fizeram a entrega simbólica do decreto de intervenção na área da segurança pública no Distrito Federal.

O decreto editado no domingo por Lula, após os atos golpistas cometidos por bolsonaristas inconformados com o resultado das eleições de 2022, foi chancelado pelas duas Casas do Legislativo. A Câmara votou o texto na segunda-feira e o Senado, ontem.

No encontro, Lula agradeceu a aprovação rápida pelos parlamentares do decreto de intervenção e a cobertura da imprensa. Lula disse que os atos terroristas foram ação de um grupo de “aloprados” que não quer aceitar a urna eletrônica.

“Eu penso que o que aconteceu aqui, eu não gostaria de pensar em um golpe, até gostaria de pensar em uma coisa menor, quem sabe um grupo de pessoas alopradas que ainda não entenderam que a eleição acabou. Que ainda não quer aceitar que a urna eletrônica é possivelmente o modelo eleitoral mais perfeito que a gente tem em todos os países do mundo”, disse o presidente.

Lula falou também sobre os atos de vandalismo ao sistema elétrico do país. “Aquilo foi um ato de vandalismo também, um ato de bandidos porque os cabos de aço foram ferrados. Significa que propositalmente alguém cortou os cabos das duas torres grandes. Já tinha acontecido no final do ano em Rondônia, da Eletronorte, que tinha sido derrubada. Ou seja, obviamente que nós vamos investigar, estamos tentando descobrir”, disse.

“O que vocês estão fazendo com esse decreto é dizendo que a gente tem que punir. Quem não quer respeitar a lei a gente tem que punir. Quem não quer respeitar a ordem democrática tão dificilmente alcançada por nós a partir da Constituição de 88”, afirmou o presidente. “Qualquer gesto que contrarie a democracia brasileira será punido dentro daquilo que a lei permite punir. Todo mundo, todo mundo terá direito de se defender, todo mundo terá direito a prova da inocência, mas todo mundo será punido”, afirmou.

O presidente da Câmara afirmou que a aprovação da intervenção demonstra uma unidade da Federação em defesa da democracia e o decreto foi necessário para combater os atos de vandalismo e de ofensa à Constituição.

“O ato de entrega do Projeto de Decreto Legislativo cumpre o rito democrático, legal e constitucional que por certo tomarão rumo com diálogo e firmeza na defesa da democracia”, afirmou Lira.

Para Vital do Rego o decreto mostra unidade do País no combate aos atos terroristas. “Demonstra a solidariedade das 27 unidades que trouxeram apoio e se disseram indignados com os atos perpetrados por aqueles que imaginavam abalar nossas pilastras institucionais”, disse.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, disse que no domingo ocorreu um ataque à democracia e ao povo brasileiro e os golpistas serão punidos com a força da lei.  Segundo Rodrigues, o ato representa a manifestação inequívoca do Congresso Nacional de que o terror não terá lugar no país.

“Ao fascismo e ao terror só cabe na história uma posição: a posição do combate, do enfrentamento”, disse o senador. “Cada um dos terroristas, estejam eles onde estiverem, usem ou não broche parlamentar, usem ou não toga, usem ou não farda, esteja onde estiver, seja quem for, tenho certeza que aqueles democratas do país liderados pelo presidente Lula reagirão para defender a nação atacada e para defender a democracia”.

Edição: Aline Leal

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