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Lázaro Botelho declara apoio à reeleição de lira para presidência da Câmara dos Deputados

No dia 24 de janeiro, o Deputado Federal eleito Lázaro Botelho (PP-TO) do Tocantins teve um encontro com o atual Presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira (PP-AL), que busca a reeleição.

Após se reunirem para o café da manhã na capital federal, o parlamentar eleito Lázaro Botelho manifestou seu apoio à candidatura de lira para se tornar novamente Presidente da Câmara dos Deputados.

NA sua página   no Facebook Lázaro   escreveu: “A bancada de deputados federais eleitos no Tocantins se reuniu para um café da manhã com o presidente da Câmara, Arthur Lira e reforçamos o apoio a sua reeleição, porque acreditamos no seu compromisso com o Brasil e com o bem-estar de todas as famílias brasileiras”.

Por: Geovane Oliveira

Cúpula da Celac termina com destaque para volta do Brasil ao bloco

A 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que reúne 33 países do hemisfério, terminou nesta terça-feira (24), na Argentina, com a aprovação de um texto final, a Declaração de Buenos Aires. 

O evento teve como principal destaque o retorno do Brasil, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em sua primeira viagem internacional do terceiro mandato. O país havia se retirado do organismo em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro. Fundada em 2011, no Chile, a Celac é o principal fórum de discussão multilateral entre os países da América Latina e Caribe.

O documento final do encontro tem mais de 100 tópicos e quase 30 páginas. Aborda uma visão compartilhada entre os países do grupo em diversas áreas, com destaque para recuperação econômica pós-pandemia, segurança alimentar e energética, estratégia em saúde, cooperação em meio ambiente, ciência e tecnologia, transformação digital, infraestrutura, entre outros.

Uma das medidas ratificadas é a decisão de realizar uma reunião de Cúpula Celac-União Europeia em 2023, bem como reunião de Cúpula do Foro Celac-China em 2024.

Os países da Celac saudaram, no documento, a candidatura do Brasil para sediar a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), em 2025, na cidade de Belém.

Outros tópicos contidos no documento são as decisões de convocar uma reunião dos ministros da Economia da Celac para o primeiro semestre de 2023, com foco na agenda de recuperação econômica. No documento também constam a atualização do Plano de Segurança Alimentar, Nutrição e Erradicação da Fome, a continuidade ao Plano de Autossuficiência Sanitária e o fortalecimento das capacidades de produção e distribuição local e regional de vacinas, medicamentos e insumos críticos.

A presidência pro tempore da Celac em 2023 foi designada, por consenso, a São Vicente e Granadinas, país do Caribe.

Declarações especiais

Além da declaração principal, a 7ª Cúpula da Celac aprovou mais 11 declarações especiais, incluindo temas sensíveis como a defesa da soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas.

Também foram aprovadas declarações exigindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba, declaração sobre promoção da igualdade de gênero e empoderamento da mulher, declaração sobre desarme nucleares, outra sobre integração e, ainda, uma declaração sobre proteção ambiental.

A Celac aprovou também uma declaração sobre combate ao tráfico internacional de armas e outra sobre promoção e preservação de línguas indígenas.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Governador Wanderlei Barbosa vistoria andamento das obras do governo estadual em Araguaína

O governador Wanderlei Barbosa vistoriou, na tarde desta terça-feira (24), as obras de recuperação de rodovias do Distrito Agroindustrial de Araguaína (DAIARA). As intervenções, que estão com 50% dos trabalhos concluídos, contemplam a pavimentação de 2,7 quilômetros de vias.

As obras fazem parte do programa de Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços (Pics) e têm investimento total de R$ 16,4 milhões. Os recursos são oriundos Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), por meio do Governo Federal.

O governador Wanderlei Barbosa destacou o potencial de Araguaína e a importância de melhorar a infraestrutura para receber o investidor. “Araguaína é uma das melhores cidades do País para realizar investimentos, por isso precisamos estar com a infraestrutura em boas condições para receber o empresário. Estamos concluindo essas obras da TO-422 e depois vamos tratar das ruas transversais”, ressaltou.

“A infraestrutura é fundamental para atração de investimentos, e é isso que estamos fazendo aqui. Araguaína tem um potencial muito grande e a recuperação desse trecho rodoviário certamente vai proporcionar o bem-estar das empresas aqui instaladas e permitir que outras venham a se instalar no Daiara, gerando emprego, renda para as famílias e crescimento econômico para o Estado”, salientou o vice-governador Laurez Moreira.

Avenida Filadélfia

A comitiva do Governador também visitou as obras de restauração da Avenida Filadélfia, que corta a cidade de Araguaína de leste a oeste. Serão recuperados 5 km de pista dupla, orçados em mais de R$ 5 milhões. O Governo do Tocantins está à frente dessas obras por se tratar de uma sobreposição da TO-222. “É uma determinação nossa que toda rodovia que sobreponha uma avenida seja recuperada”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

Redação 

 

Países da região devem liderar preservação da Amazônia, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (24) que, embora a cooperação internacional seja bem-vinda, é papel dos países da região liderar os projetos de preservação da Amazônia. Lula participou em Buenos Aires, na Argentina, da sétima reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

“A cooperação que vem de fora da nossa região é muito bem-vinda, mas são os países que fazem parte desses biomas que devem liderar, de maneira soberana, as iniciativas para cuidar da Amazônia. Por isso, é crítico que valorizemos a nossa Organização do Tratado de Cooperação Amazônica – a OTCA”, disse Lula.

A reunião da Celac foi privada e as falas não foram transmitidas ao vivo, mas o discurso de Lula foi divulgado pela Presidência.

Lula citou que, em breve, deve convocar uma cúpula dos países amazônicos e que o Brasil já formalizou a candidatura de Belém para sediar a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2025. “O apoio que estamos recebendo dos países da Celac é indispensável para que possamos mostrar ao resto do mundo a riqueza de nossa biodiversidade, o potencial do desenvolvimento sustentável e da economia verde, além, é claro, da importância de preservação do meio ambiente e do combate à mudança do clima”, disse.

Para Lula, há uma “clara contribuição” a ser dada pela região para a construção de uma ordem mundial pacífica, baseada no diálogo, no reforço do multilateralismo e na construção coletiva da multipolaridade. Segundo o presidente, os desafios globais e as “múltiplas crises” exigem respostas coletivas, citando, entre outros, as pandemias, as ameaças à democracia e as pressões sobre a segurança alimentar e energética.

“Tudo isso em um quadro inaceitável de aumento das desigualdades, da pobreza e da fome”, disse. “A maior parte desses desafios, como sabemos, é de natureza global, e exige respostas coletivas. Não queremos importar para a região rivalidades e problemas particulares. Ao contrário, queremos ser parte das soluções para os desafios que são de todos”, destacou.

Segundo o presidente, as experiências compartilhadas da região e de seu passado colonial devem servir para uma aproximação, e as diversas crises demonstram o valor da integração. Para o presidente, o diálogo com sócios extras regionais, ainda assim, é essencial.

“Isso não significa que devemos nos fechar ao mundo. Salienta apenas que essa integração será feita em melhores termos se estivermos bem integrados em nossa região. Temos de unir forças em prol de melhor infraestrutura física e digital, da criação de cadeias de valor entre nossas indústrias e de mais investimentos em pesquisa e inovação em nossa região”, disse o presidente, citando ainda que a estratégia de desenvolvimento deve garantir direitos fundamentais e combater a fome, a pobreza e as desigualdades de gênero.

“É preciso trabalhar para que a cor da pele deixe de definir o futuro de nossos jovens”, argumentou.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão de Abertura da VII Cúpula da CELAC.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sessão de abertura da 7ª Cúpula da Celac – Ricardo Stuckert/ PR

Lula está em viagem à Argentina, a primeira internacional após tomar posse no cargo. Ontem (23), teve encontro com o presidente do país, Alberto Fernández, para retomada das relações bilaterais. Também nesta terça-feira, se reúne com o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, com a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Diálogo e cooperação

Lula reafirmou o retorno do Brasil ao cenário internacional e disse que “nada mais natural do que começar esse caminho de retorno pela Celac”. Com a troca de governo, o Brasil está voltando a integrar o grupo, após três anos de afastamento do mecanismo.

“É com muita alegria e satisfação muito especiais que o Brasil está de volta à região e pronto para trabalhar lado a lado com todos vocês, com um sentido muito forte de solidariedade e proximidade”, disse Lula, citando ainda outras organismos de cooperação como o Mercosul e a Unasul.

Durante seu discurso de abertura na reunião, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, deu boas-vindas aos representantes dos 33 países que fazem parte da Celac e pediu uma salva de palmas para celebrar a volta do Brasil. “Uma Celac sem o Brasil é uma Celac muito mais mais vazia. Sua presença hoje nos completa”, disse, se dirigindo a Lula. A reunião encerrou a presidência pro tempore da Argentina na Celac. Quem assume agora é São Vicente e Granadino.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Secretário defende retirada de garimpeiros da terra yanomami

Após visitar três comunidades do território yanomami e passar quatro dias em Boa Vista, para onde centenas de adultos e crianças da etnia foram transferidos a fim de receber atendimento médico adequado, o secretário nacional de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Tapeba, afirmou que os cerca de 30,4 mil moradores da Terra Indígena Yanomami estão “à mercê do crime organizado”.

Referindo-se à presença ilegal de cerca de 20 mil garimpeiros que, com sua atividade, poluem os rios da região e destroem parte da Floresta Amazônica, além de disseminar várias doenças entre os indígenas, Weibe Tapeba contou a jornalistas que os invasores da maior reserva de usufruto indígena do país não se intimidam nem mesmo com a presença de militares fortemente armados.

“Nos últimos dias, visitamos três comunidades. Em duas delas fomos entregar alimentos. Só foi possível chegarmos a essas localidades graças à presença das Forças Armadas”, contou Weibe Tapeba, defendendo a importância de os órgãos públicos se unirem para retirar os não índios do interior da terra indígena e para adotar medidas que impeçam o retorno dos garimpeiros à área.

“Precisamos implementar um plano de desintrusão do território”, afirmou o secretário nacional, lembrando que já há uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2020, para que o governo federal remova todos os invasores de sete terras indígenas do país, incluindo o território yanomami. A medida, que o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, chegou a classificar como “imperativa, imprescindível e um dever da União”, se aplica também a madeireiros que extraem recursos florestais da reserva.

“[Ao visitar as comunidades], descemos dentro do garimpo, que praticamente invadiu as aldeias. As comunidades estão à mercê do crime organizado. E não digo garimpeiros, mas sim crime organizado, porque há muitas pessoas armadas, coagindo [os índios] e sem se intimidar com a presença das Forças Armadas”, disse Weibe Tapeba.

Irregularidades

Ao conversar com jornalistas, esta manhã, em Boa Vista, Weibe Tapeba comparou a “um cenário de guerra” a situação que os yanomami enfrentam em seu território. “Pudemos perceber o estado de degradação em que o povo yanomami tem vivido. O estado de calamidade no território. É um cenário de guerra. E a nossa unidade de saúde indígena, nosso polo-base de Surucucu, assim como a nossa Casa de Apoio à Saúde Indígena [Casai] aqui em Boa vista, são praticamente campos de concentração.”

O secretário também revelou que as equipes que o Ministério da Saúde enviou de Brasília a Roraima estão produzindo um relatório que será entregue à ministra Nísia Trindade, com os principais problemas identificados e sugestões. Neste trabalho, segundo Weibe Tapeba, os técnicos da pasta afirmam ter se deparado com indícios de possíveis irregularidades em contratos.

“Conseguimos identificar algumas fragilidades e indícios de irregularidades em alguns contratos. Pretendemos implantar uma auditoria interna para acompanhar esta questão”, revelou Weibe Tapeba, enfatizando que, por ora, só há suspeitas. “O fato é que é um absurdo pensarmos na possibilidade de desvio de recursos para medicamentos, mas também estamos acompanhando um cenário bem complicado em relação à contratação de horas/voo, que é o principal contrato, a principal ação que temos realizado no território yanomami”, acrescentou o secretário, explicando que, em função da dificuldade de acesso e distância, a contratação de voos é necessária tanto para transporte de servidores e indígenas, quanto de suprimentos.

“Mas já estamos elaborando um plano estratégico que vai desde a parte da infraestrutura logística, até o aperfeiçoamento de contratos de serviços continuados. Não podemos sequer pensar em paralisar estes serviços”, comentou Weibe Tapeba, criticando o que classificou como “o aparelhamento dos distritos sanitários especiais indígenas pelo militarismo” durante o governo anterior. “O militarismo aparelhado dentro da saúde indígena representa muito atraso e precisamos resolver isso”, finalizou o secretário, alegando que o governo federal está “acelerando” a exoneração de muitos dos coordenadores que permanecem em seus cargos.

Por Alex Rodrigues Repórter da Agência Brasil – Brasília

Araguaína registra aumento de 36% em denúncias de maus-tratos contra animais

Neste ano, Araguaína registra um aumento nas denúncias de animais em condição de maus-tratos, com média de quase três ligações recebidas por dia. Foram atendidas 68 ocorrências em 2022, enquanto em todo 2021 foram 50 denúncias, um acréscimo de 36%. Na tarde dessa segunda-feira, 23, fiscais do Meio Ambiente e Saúde de Araguaína com o apoio da Polícia Civil resgataram dois cães filhotes que estavam abandonados em uma casa.

“Conforme a denúncia anônima que recebemos, os animais estavam há mais de 3 meses trancados em uma residência, onde a proprietária teria se mudado para outro estado e deixado os animais. No local, havia três cães e devido a situação crítica de saúde um deles morreu”, contou o diretor de Fiscalização Ambiental, Orialle Barbosa.

Denúncias salvam vidas
Para a atuação da Fiscalização Ambiental na cidade é fundamental o apoio da comunidade por meio das denúncias já nos primeiros sinais de maus-tratos, possibilitando o rápido início dos processos administrativos e legais que autorizam o resgate.

“Não é só chegar na casa e entrar, é preciso que outras autoridades são acionadas. Estávamos trabalhando neste caso desde a última sexta-feira, 20. Entramos em contato com a Promotoria de Justiça para obtermos um mandado de busca e apreensão de animais e, assim, realizarmos a ação conjunta de forma segura”, explicou o diretor Orialle.

Durante o resgate, os ficais contaram ainda com o suporte de médicos veterinários do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e de uma clínica particular que se propôs a receber e realizar o tratamento dos cachorros. Após a ação, a infratora foi punida com uma multa de R$ 1.500.

Abono de animais é crime
O abandono de animais é considerado crime ambiental de maus-tratos, conforme da Lei Federal n° 9.605/98, sendo que o indivíduo pode ser punido com 2 a 5 anos de reclusão. Além disso, a Fiscalização Ambiental aplica uma multa que varia de R$ 500 a R$ 3.000 por indivíduo, seguindo o Decreto Federal nº 6514/2008.

Como contribuir?
As denúncias podem ser realizadas de forma anônima. Para isso, a comunidade precisa das seguintes informações: endereço completo e/ou localização, foto ou vídeo da ocorrência.

Todos os dados podem ser reunidos e levados presencialmente na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, que fica localizada na Avenida José de Brito, n° 728, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas, ou ainda informar anonimamente para a Fiscalização Ambiental por meio do disque denúncia (63) 99976 7337.

O abandono de animais é considerado crime ambiental de maus-tratos, conforme da Lei Federal n° 9.605/98, sendo que o indivíduo pode ser punido com 2 a 5 anos de reclusão

Governo exonera 43 ocupantes de cargos de comando da Funai

O governo federal destituiu 43 ocupantes de cargos de comando da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). As 38 exonerações e cinco dispensas atingem coordenadores nacionais e regionais; assessores; o corregedor Aurisan Souza de Santana e o diretor do Museu do Índio, Giovani Souza Filho.

Assinadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, as portarias foram publicadas em uma edição extra do Diário Oficial da União de ontem (23).

Na mesma segunda-feira, o governo federal exonerou os responsáveis por comandar as equipes de 11 dos 34 distritos sanitários especiais indígenas (Dsei), subordinados ao Ministério da Saúde.

Ao ser consultado, ontem, o Ministério da Saúde informou que as substituições fazem parte do “processo natural da transição de governo” – quando quase a totalidade dos ocupantes dos chamados cargos de confiança são substituídos por outras pessoas – não comprometendo o trabalho de assistência à população indígena.

A Funai, antes vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, agora está subordinada ao Ministério dos Povos Indígenas, pasta criada este ano, pelo governo Lula.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Petrobras aumenta preço de venda de gasolina para as distribuidoras

A partir de amanhã (25), o preço médio de venda de gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro, aumento de R$ 0,23 por litro.

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba”, diz a nota da companhia.

No dia 7 de dezembro, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro, redução de R$ 0,20 por litro.

Segundo a empresa, esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, “que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Governador Wanderlei Barbosa participa de eleição e defende demandas do Tocantins em reunião do Consórcio Brasil Central

Governador Wanderlei Barbosa em reunião com governadores do Consórcio Brasil Central

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, participou nesta segunda-feira, 23, da Assembleia Geral do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central e da Reunião Preparatória para o Fórum de Governadores, que será realizada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima sexta-feira, 27, em Brasília. Durante a assembleia, realizada em formato virtual, o governador do Mato Grosso Mauro Mendes foi eleito presidente da entidade.

Durante a reunião, foram discutidas propostas regionais e individuais de cada estado que serão apresentadas no encontro com o presidente Lula. Além de apresentar propostas para o Tocantins e região, o governador Wanderlei Barbosa defendeu um melhor alinhamento das proposituras com foco em prioridades e interesses comuns de todos os estados.

“Um projeto que temos interesse, por exemplo, é a ponte que liga Filadélfia a Carolina, no estado do Maranhão. Pode não ser a prioridade do estado vizinho, mas é prioridade para nós. Então temos que discutir melhor essa pauta”, explicou o Governador, pontuando que a obra constitui um corredor de integração e de escoamento da produção.

O governador Wanderlei Barbosa também defendeu a federalização da TO-335, que liga o Pará ao Tocantins, no município de Couto Magalhães, passando por Colinas do Tocantins, até a cidade de Palmeirante. Além disso, a pavimentação do trecho da rodovia TO-110, entre os municípios de São Félix e Mateiros, que liga os principais roteiros turísticos da Região do Jalapão.

Wanderlei Barbosa defendeu, ainda, a disponibilidade de recursos para o Programa de Redução do Déficit Habitacional no Tocantins, com recursos para construção ou conclusão de 10 mil moradias. E apresentou, como prioridade, a construção do Hospital Materno Infantil, incluindo-se a atenção especializada à saúde da mulher tocantinense. A construção da ponte sobre o Rio Araguaia, ligando os municípios de Caseara e Santana do Araguaia, no Pará, foi outra pauta apresentada pelo Governador como prioridade.

Os secretários de Estado do Planejamento e Orçamento, Sergislei Silva de Moura, e da Casa Civil, Deocleciano Gomes, também participaram da reunião.

Jarbas Coutinho/Governo do Tocantins

BNDES voltará a financiar projetos em países vizinhos, diz Lula

Após anos de proibição, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar projetos de desenvolvimento e de engenharia em países vizinhos, disse hoje (23) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele deu a declaração acompanhado do presidente argentino, Alberto Fernández, em encontro com empresários brasileiros e argentinos durante a viagem a Buenos Aires.

Segundo Lula, a atuação do banco de fomento é importante para garantir o protagonismo do Brasil no financiamento de grandes empreendimentos e no desenvolvimento da América Latina.

“Eu vou dizer para vocês uma coisa. O BNDES vai voltar a financiar as relações comerciais do Brasil e vai voltar a financiar projetos de engenharia para ajudar empresas brasileiras no exterior e para ajudar que os países vizinhos possam crescer e até vender o resultado desse enriquecimento para um país como o Brasil. O Brasil não pode ficar distante. O Brasil não pode se apequenar”, declarou Lula.

No discurso, o presidente também defendeu que o BNDES empreste mais. “Faz exatamente quatro anos em que o BNDES não empresta dinheiro para desenvolvimento porque todo dinheiro do BNDES é voltado para o Tesouro, que quer receber o empréstimo que foi feito. Então, o Brasil também parou de crescer. O Brasil parou de se desenvolver e o Brasil parou de compartilhar a possibilidade de crescimento com outros países”, disse.

No governo anterior, o BNDES fez auditorias em financiamentos a países latino-americanos na década passada e divulgou o resultado numa página especial no site da instituição na internet. As investigações não encontraram irregularidades.

Relação bilateral

Ao lado de Fernández, Lula destacou a importância da relação bilateral entre o Brasil e a Argentina. O país é o terceiro maior destino das exportações brasileiras e o principal mercado dentro da América Latina. Por sua vez, o Brasil é o país de onde os argentinos mais compram. O comércio concentra-se na compra de trigo argentino pelo Brasil e na venda de automóveis e peças de veículos dos brasileiros para o país vizinho.

“A Argentina é, em toda a América Latina, o principal parceiro comercial do Brasil. A Argentina e Brasil tinham um comércio maior do que Brasil e Itália, maior do que Brasil e Inglaterra, maior do que Brasil e França, maior do que Brasil e Rússia, maior do que Brasil e Índia”, declarou Lula.

Durante o evento, Lula disse que a posição da Argentina no comércio exterior precisa ser valorizada. “A Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, só perde para a China e para os Estados Unidos. Isso tem que ser valorizado. Isso só pode ser valorizado, não por conta dos presidentes, mas por conta dos empresários. São vocês [os empresários] que sabem fazer negócio, que sabem negociar”, acrescentou o presidente brasileiro.

Do lado argentino, Alberto Fernández saudou a retomada das conversações em alto nível entre as duas nações. “O que nós estamos fazendo é voltar a fazer com que os vínculos Brasil e Argentina voltem a funcionar, vínculos esses que foram prejudicados”.

Os dois presidentes ainda receberam um documento conjunto elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a União Industrial Argentina (UIA) com propostas para impulsionar as relações comerciais entre os dois países, e com outros parceiros comerciais, especialmente a partir do Mercosul.

Moeda comum

Antes do evento com empresários, Lula reuniu-se com Fernández. Na saída do encontro, disse que os dois países estão trabalhando o projeto de moeda comum, que funcionaria como uma câmara de compensação digital que reduziria a necessidade de dólares nas trocas comerciais entre Brasil e Argentina.

“Acho que, com o tempo, isso [a moeda comum] vai acontecer, e é necessário que aconteça. Se dependesse de mim, a gente teria comércio exterior sempre nas moedas dos outros países, para que a gente não precise ficar dependendo do dólar. Por que não tentar criar uma moeda comum entre os dois países, com países do Brics [grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]?”, disse Lula.

A moeda comum seria uma unidade de valor atrelada ao peso argentino e ao real, mas não implicaria uma moeda única, com cada país mantendo a sua moeda. Na visita à Argentina, ficou acertado que os dois países criarão um grupo de trabalho para analisar a viabilidade da moeda comum, com análises que levarão anos. Segundo Lula, um eventual projeto só será apresentado “depois de muitos debates e reuniões”.

Financiamento especial

Durante a viagem, será apresentada a proposta de um mecanismo de financiamento às exportações de manufaturados do Brasil para a Argentina. Bancos brasileiros públicos e privados concederiam empréstimos em reais para importadores argentinos que comprarem produtos industrializados do Brasil. O banco brasileiro adiantaria o dinheiro ao vendedor e cobraria do comprador argentino.

Os dois países forneceriam garantias (recursos para cobrir eventuais calotes e impedir que os juros subam). O Tesouro Nacional usaria recursos do Fundo Garantidor às Exportações. Os financiamentos só seriam liberados quando a Argentina oferecer a quantia equivalente em reais, por meio de títulos ou contratos com circulação internacional depositados nos Estados Unidos, na Inglaterra ou no Brasil.

O mecanismo funcionaria em moldes semelhantes aos financiamentos concedidos pela China aos importadores argentinos desde 2019. A diferença é que o país asiático fornece contratos de swap (troca de moedas), que passam pelos bancos centrais da China e da Argentina.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil * – Brasília

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