quarta-feira, agosto 12, 2026

55.3 F
Nova Iorque
quarta-feira, agosto 12, 2026
Início Site Página 394

Edital com 150 vagas: Prefeitura de Palmeirante lança concurso com salários de até R$ 13,5 mil

A Prefeitura de Palmeirante, no norte do Tocantins, lançou um concurso público com 150 vagas imediatas e formação de cadastro reserva. Há vagas para o nível fundamental, inclusive incompleto, médio e superior. Os salários podem chegar a R$ 13.547,54.

O concurso será realizado pela fundação de Apoio tecnológico (Funatec). As inscrições serão feitas exclusivamente pela internet entre os dias 24 de março e 24 de abril. A taxa será de R$ 66,67 para os cargos de nível fundamental, R$ 85 para nível médio e R$ 120 no superior.

Ao todo são ofertados 36 cargos em diversas áreas. Os salários variam conforme a vaga e carga horária. Enfermeiros e odontólogos, por exemplo, vão receber R$ 4,1 mil por 40 horas semanais. No caso dos professores rurais, a previsão é de R$ 2,2 por 20 horas semanais. O maior pagamento é para a vaga de médico: R$ 13.547,54.

As provas objetivas estão previstas para o dia 21 de maio de 2023. As avaliações serão preferencialmente aplicadas em Palmeirante. Caso o número de candidatos ultrapasse a capacidade de lotação do município, as provas poderão aplicadas em cidades vizinhas.

Veja as vagas previstas no edital:

Nível fundamental

  • Auxiliar de serviços gerais
  • Auxiliar de mecânico
  • Gari
  • Vigia zona urbana
  • Vigia (zona rural)
  • Coveiro
  • Operador de motoniveladora e pá carregadeira
  • Operador de retroescavadeira
  • Operador de trator agrícola
  • Operador de trator de limpeza pública
  • Motorista categoria D e E

Nível médio

  • Assistente administrativo
  • Auxiliar de consultório odontológico
  • Auxiliar de laboratório
  • Entrevistador do Cadastro Único
  • Digitador do Cadastro Único
  • Monitor de transporte escolar zona rural
  • Auxiliar de desenvolvimento infantil
  • Recepcionista
  • Ouvidor

Nível superior/técnico

  • Técnico de enfermagem
  • Assistente social
  • Assistente jurídico
  • Enfermeiro
  • Odontólogo
  • Fisioterapeuta
  • Psicólogo
  • Médico clínico geral
  • Professor com graduação em letras/inglês (zona rural)
  • Professor com graduação em matemática (zona rural)
  • Professor com graduação em geografia (zona rural)
  • Professor com graduação em história (zona rural)
  • Professor com graduação em educação física (zona rural)
  • Professor com graduação em ciências biológicas (zona rural)
  • Professor com graduação em pedagogia (zona Rural)

Fonte: G1 Tocantins

Em Brasília, Governador Wanderlei Barbosa articula recursos para construção da Transcolinas e da ponte entre Filadélfia (TO) e Carolina (MA)

O governador Wanderlei Barbosa articulou nesta quarta-feira, 22, junto ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em Brasília, a federalização de trechos de rodovias no Tocantins e investimentos em infraestrutura. Dentre as obras prioritárias para garantir maior segurança na mobilidade da população e melhorar o tráfego para escoamento da produção agrícola, estão a construção da Transcolinas, interligando o Tocantins e o Pará; a recuperação do trecho da BR-010 entre Silvanópolis e a divisa do Maranhão; e a construção da ponte entre Filadélfia (TO) e Carolina (MA).

O encontro também serviu para estreitar relações entre o Tocantins e o Governo Federal para que os projetos sejam consolidados. “O encontro com o ministro Padilha foi importante para levantar as pautas em tramitação de interesse do Tocantins. Federalização de alguns trechos, habitação e financiamento para investimentos em nosso território”, afirmou o Governador.

“Em encontros como esse, reforçamos a importância da articulação política para o andamento das próximas etapas, que consolidam esses projetos”, disse o secretário de Representação do Tocantins em Brasília, Carlos Manzini.

O secretário de Planejamento e Orçamento do Tocantins, Sergislei Silva de Moura, destacou o papel do Tocantins no escoamento da produção e sua repercussão no cenário nacional. “Devido o corredor de transporte criado pela rodovia Norte e Sul é necessário criar ramificações de estradas recuperadas e pavimentadas, interligando os modais de transporte trazendo o desenvolvimento que uma boa estrutura logística pode gerar”, completou.

Além dos secretários de Estado, a audiência do governador Wanderlei Barbosa com o ministro Alexandre Padilha foi acompanhada pela senadora Dorinha e pelo deputado federal Ricardo Ayres.

Impasse sobre votação de MPs deve se resolver nos próximos dias, diz Pacheco

O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, disse para a imprensa, nesta quarta-feira (22), que o impasse sobre a volta do funcionamento das comissões mistas que analisam medidas provisórias (MP) deve ser resolvido nos próximos dias. Pacheco reiterou que a votação inicial de MP por comissão mista é uma obrigação constitucional. Ele se reuniu mais uma vez com o presidente da Câmara, Arthur Lira, para discutirem o rito de tramitação das medidas. 

— Quero primeiro dizer do nosso absoluto compromisso com o funcionamento pleno do Parlamento e o encaminhamento das medidas provisórias, assim foi ao longo desses últimos anos, nós sempre priorizamos muito a não caducidade das medidas provisórias, que elas pudessem ser apreciadas e aprovadas pelo Plenário do Senado, e assim continuará sendo — disse Pacheco.

Desde o início da pandemia de covid-19, esses textos tramitam primeiro na Câmara, sob relatoria de um deputado, sem a análise prévia por comissões mistas. 

A Constituição determina que comissões formadas por deputados e senadores discutam e votem previamente as MPs antes de serem encaminhadas para os plenários da Câmara e do Senado. Mas, em razão da pandemia, as MPs passaram a ser votadas diretamente pelos plenários das duas Casas.

Com o fim da emergência sanitária, Rodrigo Pacheco, assinou um ato para a retomada do funcionamento desses colegiados. Contudo, o presidente da Câmara ainda não assinou o documento.

— A Constituição federal nos impõe a existência das comissões mistas — resumiu Pacheco.

Enquanto isso, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente da Câmara cumpra a determinação constitucional.

— É obrigatório o cumprimento da Constituição federal, que determina que as medidas provisórias sejam remetidas a comissões mistas da Câmara e do Senado, que permite uma discussão específica e concentrada das medidas provisórias por parlamentares, de modo que elas são comissões mistas democráticas — reiterou Pacheco.

Mesmo assim, o presidente do Senado disse estar aberto para propostas alternativas sobre o tema, desde que dentro das regras constitucionais. Pacheco disse que ele e Lira vão continuar dialogando com as lideranças partidárias sobre o impasse.

— Vamos exaurir todas as possibilidades de negociação com a Câmara dos Deputados. É muito importante que esse diálogo seja exaurido, que se avalie alternativas. Eu acho que tem que ser muito brevemente, eu creio que até o final da semana a gente tenha que ter essa solução definida, dirimida — acrescentou Pacheco.

Alguns parlamentares já defendem a aprovação de novas regras para tramitação de MPs, mas a mudança só é possível com a aprovação de proposta de emenda à Constituição (PEC). A PEC 8/2023, por exemplo, de autoria do senador Cid Gomes (PDT-CE), propõe que a análise de MP comece alternadamente por Câmara e Senado, sem comissões mistas.

Fonte: Agência Senado

Líderes pedem retorno imediato das comissões mistas de MPs

O líder da Maioria, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou à Mesa do Senado questão de ordem pedindo o retorno imediato do funcionamento das comissões mistas para análise prévia das Medidas Provisórias (MPs). O documento é assinado também por outros líderes da Casa. 

— Manter essa situação significa mesmo permitir a arguição da validade das deliberações feitas pelas Casas do Congresso Nacional (…). Assim, deve ser entendida como encerrada a vigência do Ato conjunto das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal 1, de 31 de março de 2020, e restabelecido imediatamente o estado jurídico anterior, dispensando-se mesmo a edição de novo ato sobre o tema — disse Renan.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que vai responder ao questionamento o mais breve possível.

Pacheco lembrou que, no início de fevereiro, após a posse dos senadores eleitos, a Mesa do Senado decidiu pelo retorno normal das comissões mistas de MPs, revogando o ato que permitia a exceção. Entretanto, a Câmara dos Deputados ainda não ratificou a decisão. Para Renan, o ato não precisa ser revogado pois perdeu a validade automaticamente com o fim da calamidade pública. Pacheco disse que vai ouvir todos os líderes sobre a questão ainda esta semana.

— Até aqui a posição da Câmara dos Deputados foi a de não aderir à revogação desse ato da Comissão Diretora e estamos diante de uma perplexidade e de um perigo nessa demora, que é o curto do prazo das medidas provisórias editadas pelo atual governo, de 1º de janeiro para cá. Estamos, portanto, premidos pelo prazo e pelo tempo de apreciação das medidas provisórias — disse Pacheco.

O documento registra que a criação e o funcionamento dessas comissões mistas foram suspensos, com respaldo do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a epidemia de covid-19. Os líderes argumentam que o estado de calamidade pública decorrente da pandemia foi encerrado no final de 2022 e que o modelo tradicional de apreciação de MPs deve ser retomado nos mesmos moldes de antes da crise sanitária.

Renan destacou que a apreciação de MP sem análise prévia por comissão mista foi autorizada por ato do Congresso em 2020, em virtude da pandemia. A validade dessa excepcionalidade foi confirmada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, apenas durante o estado de calamidade pública, acrescentou Renan.

Assim, na avaliação dos líderes, as comissões mistas devem ser retomadas imediatamente, em respeito à Constituição Federal, ao Regimento Comum do Congresso e à decisão do ministro do STF Luiz Fux, de 2012, de que a análise prévia de MP por comissão mista é instrumento indispensável do processo legislativo.

A questão de ordem foi assinada também pelos senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Cid Gomes (PDT-CE), Otto Alencar (PSD-BA), Izalci Lucas (PSDB-DF), Alessandro Vieira (PSDB-SE), Efraim Filho (União-PB) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), apoiou a questão de ordem. 

— Eu espero que prospere essa posição entre os colegas líderes. E aqui não tem nada a ver com governo e oposição. Tem a ver com respeito ao texto constitucional. Que a gente possa, finalmente, ver as medidas provisórias emitidas a partir de primeiro de janeiro deste ano começarem a ser discutidas e votadas — disse Jaques Wagner.

Fonte: Agência Senado

Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras

O preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras será mais baixo a partir desta quinta-feira (23). Com a redução de R$ 0,18 por litro, o valor passará de R$ 4,02 para R$ 3,84 por litro.

Em nota, a Petrobras informou que a sua parcela no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,45 a cada litro vendido na bomba, após considerar a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos.

De acordo com a companhia, os principais motivos do recuo são a manutenção da competitividade dos seus preços “frente às principais alternativas de suprimento dos nossos clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino”.

A petroleira destacou ainda que na definição de preços preserva a competitividade, mas evita o repasse das frequentes mudanças do mercado internacional. “Ciente da importância de seus produtos para a sociedade brasileira, a companhia destaca que na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio, ao passo que preserva um ambiente competitivo salutar nos termos da legislação vigente”.

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

Brasília: debate sobre fortalecimento de políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher tem participação de bombeira militar do Tocantins

A 2º tenente Eliane Resende de Oliveira, bombeira militar do Tocantins, participa em Brasília, do I Encontro Nacional de Segurança Pública e o Enfrentamento da Violência Contra a Mulher. A realização é do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério das Mulheres.

Começou nesta terça-feira, 21, e termina hoje, quarta-feira, no Palácio da Justiça, com uma representante de cada estado da Federação, ligada ao Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar, Delegacias de Polícia e Perícias Criminais. Além de 17 representantes ligadas às Guardas Municipais, que também atuam no enfrentamento a violência doméstica contra a mulher no sistema SUSP.

Segundo a organização, o foco do debate é a abordagem das diversas perspectivas que perpassam o tema, visando o fortalecimento das políticas públicas, que são urgentes, ante aos indicadores de violência de gênero demonstrados por pesquisas.

A 2º tenente Eliane Resende é lotada na Secretaria Geral (SEGER), do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins. E no evento no Distrito Federal, ela representa dezenas de bombeiras militares que atuam nos quadros do CBMTO.

Na programação, o Encontro conta com oficinas e painéis referentes ao combate à violência de gênero em âmbitos local e global, bem como a especialização dos agentes de segurança no atendimento às vítimas, os desafios para a integração neste atendimento e práticas de enfrentamento à violência.

O cronograma ainda prevê a composição de Câmaras Técnicas para a atualização das Diretrizes Nacionais do Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica; atualização da Norma Técnica das Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (DEAM), da criação de Diretriz de Atendimento para os Corpos de Bombeiros Militares; e discussão  a respeito da implementação e padronização da Sala Pericial Lilás, espaços destinados às vítimas de violência física, psicológica e sexual.

Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins

Grupo Pró- Bico promove dia de campo na fazenda Maju 5 em São Bento

No dia 1º de abril de 2023, o Grupo “Pró- Bico” irá realizar um dia de campo na Fazenda Maju 5, no município de São Bento, no Tocantins. A Fazenda Maju é propriedade do pecuarista Junior Marzola

O evento conta com a participação de Rômulo Neri, um dos maiores especialistas em irrigação, e Dr. Roni, da Embrapa, especialista no combate a cigarrinha. 

“O dia de campo tem como objetivo levar conhecimento para os pecuaristas do Tocantins e, por meio deste dia de campo, promover o desenvolvimento da pecuária no Estado“, disse Marzola.

Wanderlei Barbosa indica líder do Governo na Aleto

O novo líder do Governo na Assembleia Legislativa é o deputado Eduardo do Dertins (Cidadania). O ofício de autoria do governador Wanderlei Barbosa Castro (Republicanos) foi lido na sessão matutina desta terça-feira, dia 21.

Segundo o governador, a escolha do parlamentar irá contribuir para o fortalecimento do processo de interação e articulação política entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

A missão do novo líder está relacionada ao encaminhamento dos assuntos, que, a partir dos debates na Casa de Leis, determinarão o futuro do povo tocantinense, diz o documento.

Regimento Interno

Ao líder do Governo cabe a missão de promover uma interlocução entre os Poderes Executivo e Legislativo, bem como de apresentar as propostas do Governo do Estado e defendê-las junto aos deputados estaduais, com a finalidade de assegurar a aprovação de matérias que estejam em conformidade com os objetivos pretendidos.

Também é concedido ao líder do Governo o direito de usar da palavra em qualquer momento da sessão plenária para fazer comunicação urgente ou responder críticas dirigidas à política que defende, exceto durante a Ordem do Dia e quando houver orador na tribuna.

Por Penaforte Diaz

Governador Wanderlei Barbosa busca recursos para construção de novos aeroportos em Gurupi e Araguatins

O governador Wanderlei Barbosa está articulando junto ao Governo Federal nesta terça-feira, 21, recursos para ampliar os acessos ao Tocantins por meio do transporte aéreo, tendo como prioridade a construção de um novo aeroporto em Gurupi e outro em Araguatins. A demanda foi apresentada nesta terça-feira, 21, ao ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, durante agenda do Governador em Brasília.

No encontro, Wanderlei Barbosa destacou diferenciais logísticos do Tocantins que, dentre outros fatores, é o único Estado que faz divisa com três regiões do país. “No momento priorizamos esses dois aeroportos, mas é claro que vamos lutar por outros para dar infraestrutura e condições de mobilidade para a população tocantinense e a todos que buscam o Tocantins como referência”, afirmou.

Ainda durante a audiência, o Governador também apresentou demandas para viabilizar a manutenção e revitalização dos aeroportos e aeródromos do Estado, com intuito de melhorar os acessos às regiões com potencial de desenvolvimento do setor industrial, comercial e turístico. O Tocantins tem três aeroportos homologados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), localizados em Palmas, Araguaína e Gurupi.

Participaram do encontro com o ministro Márcio França, o secretário de Representação do Tocantins em Brasília, Carlos Manzini, o secretário da Fazenda, Júlio Edstron, o secretário de Governo, Jairo Mariano, e o secretário de Planejamento, Sergislei Silva.

“O Tocantins dispõe de diferenciais logísticos que o colocam em posição privilegiada. Havendo o desenvolvimento do setor de transporte aéreo no Estado, todo o país pode se beneficiar. São pontos como esse que levamos ao ministro. A Secretaria de Representação seguirá acompanhando para que, em breve, esses investimentos cheguem ao Tocantins”, afirmou o secretário Carlos Manzini.

Agenda em Brasília

A agenda do governador Wanderlei Barbosa em Brasília nesta semana inclui audiências com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e com o secretário de Relações Institucionais, André Ceciliano. O Governador também será recebido pela Bancada Federal em um jantar.

Governo do Tocantins

Justiça Eleitoral determina cassação dos mandatos de prefeito, vice e vereador de Luzinópolis 

O juiz da 9ª Zona Eleitoral de Tocantinópolis (TO), Helder Carvalho Lisboa, determinou a cassação dos mandatos do prefeito João Miguel Castilho Lança Rei de Margarido, o “João Português”, do vice José Marcos Gomes da Silva e do vereador Carlos Alberto Ferreira de Sá, o “Carlos de Santa Helena”, de Luzinópolis (446.31 km da capital, Palmas), no norte do Estado.  

Eles foram alvos de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pela coligação “Quem é Daqui faz Melhor” e o candidato a prefeito Gustavo Damasceno de Araújo, por prática de captação ilícita de sufrágio (compra de votos).  “A prova judicializada confirmou que Carlos Alberto ofereceu vantagens em troca de voto favorável a si e ao candidato João Português, exigindo do eleitor a demonstração de que ele efetivamente votou conforme o combinado”, relata o magistrado na sentença.

O prefeito e o vice venceram o pleito por uma diferença de 13 votos. Eles receberam 999 votos (50,33%). Já o segundo colocado, que moveu a ação, teve 986 votos (49,67%).  “A análise conglobante da prova compartilhada demonstra que efetivamente a situação indicada pelos investigantes de dar, oferecer, prometer e entregar vantagem pessoal de qualquer natureza ocorreu e em dimensão muito extensa durante os últimos dias que antecedem o pleito eleitoral”, citou o juiz, ainda na decisão.

Recursos

Eles podem recorrer e, até a sentença transitar em julgado, permanecem nos cargos. Já a realização ou não de novas eleições dependerá do resultado das contestações. E, eventualmente, caso a decisão seja por pleito suplementar, a definição de data será do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), com base em regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). E, neste caso, o presidente da Câmara Municipal assumiria a prefeitura até a posse da nova gestão.

A sentença

Na decisão, o magistrado determina a cassação dos diplomas e dos mandatos dos três. E mais: declara nulos os votos recebidos pelos representados. Determina ainda, “na hipótese de inexistir efeito suspensivo a eventual recurso interposto” o “afastamento imediato dos representados de seus respectivos cargos eletivos, expedindo-se as comunicações necessárias”; e “realização de eleições suplementares para o cargo de prefeito no município de Luzinópolis/TO”.

Consta ainda na decisão a deliberação de “recontagem dos votos, com o recálculo dos quocientes partidários e eleitorais (…)excluindo-se os votos obtidos por Carlos Alberto Ferreira de Sá, a fim de se reajustarem as cadeiras da Câmara Municipal de Luzinópolis/TO, de acordo com os votos válidos remanescentes”.

O juiz determinou também a declaração de inelegibilidade dos investigados pelo prazo de oito anos subsequentes à eleição. E condenou Carlos Alberto Ferreira de Sá ao pagamento de multa de R$ 10.641,00.

 CONFIRA, EM ANEXO, A CÓPIA DA DECISÃO. 

Últimas notícias