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Sombra em confinamento melhora eficiência hídrica e nutricional

Um estudo da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) demonstrou que o fornecimento de sombreamento artificial em sistema de confinamento de bovinos de corte foi capaz de reduzir as pegadas hídrica e da terra, além de aumentar a eficiência nutricional. Em média, as pegadas hídrica e terrestre foram 3% e 7% menores, respectivamente, nas áreas com sombra em comparação com as instalações a pleno sol. A pesquisa foi publicada na revista internacional Science of The Total Environment em setembro.

Foram avaliados três indicadores: pegada hídrica, pegada de uso da terra e eficiência do uso dos nutrientes nitrogênio (N) e fósforo (P). As pegadas foram avaliadas em cenários agrícolas diversos: soja no Paraná e São Paulo, e primeira e segunda safras de milho, também nesses dois estados. A avaliação é pioneira em relação ao impacto de um sistema de confinamento bovino, considerando de maneira holística as eficiências de água, terra e nutrientes e as sinergias entre os três indicadores.

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, o impacto das mudanças climáticas, com aumento de temperatura e de eventos climáticos extremos mais frequentes, terá consequências negativas também no desempenho da pecuária de corte. “A repercussão desses fenômenos climáticos nos bovinos se estende a consumo de alimentos, padrões comportamentais, uso de água e eficiência para converter nutrientes em carne. Por isso, é importante uma gestão responsável e utilização de tecnologias para mitigar esses efeitos e melhorar a gestão ambiental”, destaca Palhares.

Pesquisador Julio Palhares mostra como a sombra melhora os indicadores na criação.

O estudo indicou que fornecer sombra artificial, além de melhorar o bem-estar animal, impacta diretamente o desempenho ambiental. A pesquisadora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP) Taisla Novelli ressalta que tecnologias que reduzam o estresse térmico e proporcionem mais conforto climático aos bovinos devem ser consideradas para aumentar a eficiência no uso de recursos pela pecuária de corte.

ODS

A pesquisa ainda contribui para o avanço de diversas metas no Brasil dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)  para a Agenda 2030. O Objetivo 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos, com práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, às condições meteorológicas extremas, secas etc. A meta 12, ao consumo e produção responsáveis, principalmente em relação à gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais, como a economia de água, de terra e de nutrientes, como propõe o estudo.

O Objetivo 13, de combate às mudanças climáticas, busca a adoção de medidas para desacelerar as consequências adversas da crise climática.

O experimento

A pesquisa foi conduzida no Confinamento da Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), de setembro a dezembro de 2019. Participaram 48 touros da raça Nelore, divididos em dois grupos, um com sombra e outro a pleno sol.

O material utilizado para ofertar sombra foi uma malha de alumínio termorreflexiva. Segundo as especificações do fabricante, 78% a 83% de sombra e 32% de transmissão de luz difusa.

Os animais foram separados em quatro áreas com 12 touros cada, por 85 dias. Os primeiros 11 foram para adaptação, seguidos das fases de crescimento e terminação.

A dieta foi composta por bagaço de cana, soja, milho e mistura mineral, com valores baseados na matéria seca. Para mensurar o consumo de ração e água, foram utilizados cochos eletrônicos e bebedouros eletrônicos.

Pegada hídrica

O cálculo para a pegada hídrica considerou a água consumida na produção de alimentos (água verde) e a consumida pelos animais (água azul).

Para o cálculo da água verde foram considerados oito cenários, envolvendo duas cidades: Pradópolis (SP) e Maringá (PR), e quatro sequências de culturas. A Pegada da soja e do milho foram calculadas para ambos os municípios. No caso do milho em duas sequências de culturas: primeira safra e segunda safra.

Uso de nutrientes

O balanço parcial de nutrientes no sistema de produção foi avaliado para nitrogênio (N) e fósforo (P). Foi calculada a eficiência de uso de N e de P.

Pegada de uso da terra

A pegada foi calculada como a razão entre a área de terreno (m²) necessária para produzir a ração e as produtividades das culturas.

Fotos: Gisele Rosso e Juliana Sussai

Foto: Juliana Sussai

Resultados

O sombreamento artificial reduziu a pegada hídrica e de uso da terra e melhorou a eficiência do uso de nutrientes. A localização da produção de grãos e o período de plantio do milho também influenciaram os valores.

Para ambos os tratamentos, o cenário de cultivo com soja e milho primeira safra produzidos em Maringá resultou nos menores valores de pegada hídrica e pegada de uso da terra. Os animais sem acesso à área sombreada tiveram um consumo médio de água azul superior ao dos com acesso à sombra.

No experimento a pleno sol, o cenário soja e milho primeira safra em Maringá (PR) apresentou a menor pegada hídrica – 917 litros por quilo de peso vivo. Por outro lado, o de soja e milho segunda safra em Pradópolis (SP) apresentou uma pegada de 1.676 litros por quilo de peso vivo.

Em ambos os tratamentos, o cenário cultivo com soja e milho primeira safra produzidos em Maringá obteve o menor consumo de água verde. No sem sombra o consumo médio foi de 532 m3 e no com sombra a média foi de 526 m3. O cenário soja e milho segunda safra em Pradópolis (SP) apresentou o maior consumo de água verde em ambos os tratamentos, com média de 976 m3 no sem sombra e 964 m3 no com sombra.

O consumo médio total de água pelos animais durante o ciclo produtivo a pleno sol foi de 3.252 litros, 8% maior que no tratamento com sombreamento, em que a média foi de 2.983 litros. O consumo médio diário de água por animal (sem sombra) foi de 40 litros ao dia, enquanto no com acesso à sombra foi de 36,8 litros.

A pleno sol, a eficiência no uso de nitrogênio foi de 15,2%; em relação ao fósforo, a eficiência média foi de 35,4%.

Na pegada de uso da terra, todos os cenários de cultivo utilizando milho primeira safra exigiram áreas menores em comparação com outros cenários. Isso significa que as dietas baseadas nesse grão (1ª safra) têm uma pegada terrestre menor. Isso se deve, principalmente, à produtividade do milho primeira safra, que foi 50% maior em Maringá e 29% maior em Pradópolis. Independentemente do município, a utilização do milho segunda safra resultou em maior necessidade de terras para produção da dieta dos animais.

Os animais com acesso à sombra e seguindo o melhor cenário levaram a uma redução de 7% na pegada de uso da terra em comparação aos animais sem sombreamento com o mesmo cenário de cultivo.

Os animais que tiveram acesso à sombra demonstraram melhores eficiências de água, nutrientes e terra em comparação aos animais a pleno sol. Em média, as pegadas hídrica e terrestre no tratamento com sombra foram 3% e 7% menores, respectivamente, do que no sem sombreamento. Esses resultados indicam que proporcionar práticas de bem-estar, além de promover melhor conforto térmico aos animais, traz impactos ambientais positivos em termos do uso eficiente de recursos naturais e insumos.

Segundo o pesquisador da Embrapa Sérgio Raposo Medeiros, a eficiência da pecuária é uma métrica complexa que depende de vários fatores, sendo o tipo e a formulação da dieta um dos aspectos principais. Se a dieta for ajustada para cada fase do desenvolvimento do animal, pode levar a um melhor aproveitamento dos elementos da alimentação, resultando em menor excedente. A utilização eficiente da ração não só melhora a ciclagem de nutrientes, como também reduz perdas para o meio ambiente e custos.

Foto à esquerda: Gisele Rosso

Gisele Rosso (MTb 3.091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

Promotoria de Justiça de Araguaína Age contra abusos na captação de clientes por funerárias

Informações sobre a prática abusiva de captação de clientes feitas por agentes funerários, em unidades hospitalares e no Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína, levaram o Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Araguaína, a expedir recomendação na quinta-feira, 21, destinada à adoção de medidas, relacionadas, principalmente, ao cumprimento do cronograma de escalas.  

O documento, assinado pela promotora de Justiça Bartira Silva Quinteiro, considera que é direito da família escolher a empresa funerária cujos serviços deseja contratar e que a permanência de agentes funerários nos arredores das unidades hospitalares e do IML, a fim de captar clientes, burla a ordem de escala das funerárias estabelecida pela Fundação de Atividade Municipal Comunitária (Funamc), que é ligada à Prefeitura de Araguaína. 

A recomendação foi direcionada a proprietários de funerárias, à Funamc, ao Hospital Regional de Araguaína (HRA), ao Hospital e Maternidade Dom Orione, ao Hospital de Doenças Tropicais (HDT-UFT), ao Hospital Municipal de Araguaína e ao Instituto Médico-Legal (IML).

Providências

Entre as orientações dispostas no documento, consta que as empresas cumpram a escala de plantão e as normas estabelecidas pela Funamc. Desta forma, os funcionários das empresas podem fazer plantão na entrada ou nas dependências dos hospitais e IML, devendo permanecer no local apenas a funerária plantonista, quando acionada, entre outras medidas.


Às unidades hospitalares, o MPTO recomenda a adoção de providências para impedir a entrada dos agentes dessas empresas nos hospitais, sem que estejam previamente contratados pela família e autorizados pelo setor de Assistência Social.


Especificamente para o HRA, estabelece que a unidade encaminhe, semanalmente, às empresas funerárias o relatório de óbitos ocorridos na semana, pois há relatos de que o hospital não informa os óbitos à funerária plantonista.

Caberá à Funamc a fiscalização do cumprimento das escalas de plantões funerários, e em caso de desrespeito, a aplicação de multas. A fundação deverá, ainda, apresentar à 5ª Promotoria de Justiça um relatório quadrimestral contendo as penalidades eventualmente aplicadas e a destinação dos valores das multas impostas às empresas que não cumpriram as medidas estabelecidas.

Na recomendação consta ainda uma orientação para que a Prefeitura de Araguaína, o Hospital Regional de Araguaína e o Cemitério Jardim das Paineiras adotem, nos casos de amputação de membros, preferencialmente, o procedimento de cremação e, excepcionalmente, o sepultamento convencional.

(Erlene Miranda – Ascom MPTO)

Governador e ministro lançam obras de duplicação da BR-153 no Tocantins

Ao lado do ministro dos Transportes, Renan Filho, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, e o vice-governador Laurez Moreira participaram, nesta segunda-feira, 25, em Gurupi, região sul do Estado, da solenidade de assinatura do início das obras de duplicação da BR-153, nos perímetros urbanos de Gurupi e Aliança do Tocantins. Ao todo, são quase 13 km de vias, beneficiando os dois municípios. 

Em Gurupi, são 11,25 km de duplicação, com três retornos, passagens inferiores, uma passarela para pedestres e dois viadutos nas entradas norte e sul da cidade. Já em Aliança do Tocantins, será 1,6 km de duplicação, dois dispositivos de passagem superior e 1,6 km de vias marginais em cada um dos dois sentidos. As obras estão avaliadas em R$ 150 milhões e a expectativa é que sejam concluídas no próximo ano. 

O governador Wanderlei Barbosa destacou a alegria em receber o ministro Renan Filho e as boas notícias para o Tocantins. “Essas duas intervenções já são um alento para a população, fico feliz com isso. Nesse primeiro momento são 13 km, mas nós queremos que essa duplicação chegue a Paraíso e outras cidades do Tocantins, porque a BR-153 tem um fluxo de veículos muito forte”, explicou o Governador, afirmando que a visita foi bastante positiva, principalmente para a população de Gurupi e Aliança do Tocantins.

Na ocasião, o ministro Renan Filho agradeceu a recepção e destacou a parceria com o governador Wanderlei Barbosa para avançar em projetos rodoviários no Estado. “Quero agradecer ao governador Wanderlei Barbosa e ao vice-governador Laurez Moreira, bem como as bancadas federal e estadual, porque é assim, com essa união de forças, que a gente acredita que vai avançar o Tocantins e o Brasil”, pontuou o ministro, afirmando que a duplicação vai iniciar imediatamente, para que seja entregue em 12 meses. 

O ministro ainda salientou que essas obras vão mudar o aspecto visual da cidade, proporcionar segurança e favorecer o escoamento da produção, além de gerar empregos. Ele também adiantou que, a partir de 2024, as ações de duplicação da rodovia serão intensificadas. “A partir do ano que vem, neste mesmo contrato, inicia-se o compromisso de duplicar 60 km da BR-153 a cada ano, para ligar as cidades do sul do Tocantins até o estado de Goiás”, assegurou o ministro Renan Filho.

O vice-governador Laurez Moreira reforçou que essas frentes de obras nas cidades de Gurupi e Aliança são muito importantes, em vários aspectos. “Isso significa desenvolvimento para a região, segurança para os usuários, para a população, além de favorecer o escoamento da produção”, pontuou. 

Segurança

A duplicação é uma das obras mais aguardadas pela comunidade local e representa segurança para pedestres e ciclistas que precisam atravessar a cidade, e enfrentam o trânsito pesado de caminhões no perímetro urbano da rodovia. 

O diretor-presidente de Concessões Rodoviárias Federais da Ecorodovias, Rui Klein, destacou que o ato de assinatura foi um momento especial para o Tocantins e para a Ecorodovias. Ele explicou que a empresa conta com 11 concessões rodoviárias no Brasil e atua em quase 5 mil km, em oito estados e agora chega ao Tocantins. “Essa jornada acabou de começar aqui no Estado. Vamos fazer muitas obras e promover muito desenvolvimento para o Tocantins. Isso aqui é só o começo”, concluiu.

A prefeita de Gurupi, Josi Nunes, afirmou que a duplicação é uma obra muito esperada. “O pontapé de início dessas obras representa um sonho concretizado pela população e pelos empresários. Vai melhorar muito o tráfego”, comentou.

 Cronograma

Ao todo, o contrato de concessão prevê 622 km de duplicações, 57% com previsão de conclusão até o 10º ano. Serão investidos R$ 7,8 bilhões em obras, além de outros R$ 6,2 bilhões relativos a custos operacionais, conforme estimativas do Governo Federal.

Somente no Tocantins, está prevista a duplicação de 173,98 km. Em Goiás, até o final do 4º ano de concessão, serão cerca de 53,44 km de duplicações, contemplando Uruaçu (16,4 km), Campinorte (7 km), Rialma (28,6 km) e Rianápolis (1,4 km). E, até o final do contrato, serão 448,54 km de rodovias duplicadas no estado.

Jarbas Coutinho/Governo do Tocantins

STF nega pedido do general Augusto Heleno para não comparecer à CPMI do 8 de janeiro

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a obrigatoriedade de o general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, comparecer e prestar depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. O depoimento está marcado para as 9h desta terça-feira (26). A decisão, no entanto, assegura o direito de o ex-ministro ficar em silêncio, caso suas respostas possam resultar em prejuízo ou autoincriminação, e de ser assistido por advogados e com eles se comunicar durante o depoimento.

Garantias

Em sua decisão, Zanin se baseia em decisão recente (HC 232842) da Primeira Turma para que Wellington Macedo de Souza – acusado de tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto de Brasília em 24/12/2022 – fosse ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) dos Atos de 8 de janeiro na condição de testemunha. O ministro reitera a necessidade de respeito a essas premissas.

O relator destaca que, conforme comunicação da CPMI, a convocação tem por finalidade o depoimento na qualidade de testemunha e ressalva as garantias constitucionais contra a autoincriminação e, consequentemente, o direito ao silêncio quanto a perguntas cujas respostas possam resultar em prejuízo dos depoentes, além do direito à assistência do advogado.

Por isso, a seu ver, não há que se falar, do ponto de vista formal e numa análise prévia, em desvio de finalidade do ato.

A decisão será levada a referendo da Primeira Turma em sessão virtual extraordinária, a se realizar entre meia-noite e 23h59 de amanhã (26).

Testemunha x investigado

No Habeas Corpus (HC) 233049, a defesa de Heleno argumentava que, embora tenha sido convocado na condição de testemunha, ele parece figurar como investigado. Segundo os advogados, os requerimentos buscam atribuir a ele participação na dinâmica dos acontecimentos investigados pela comissão, com a utilização da expressão “envolvido”. Por isso, pediram para que o general não fosse obrigado a comparecer.

A defesa sustenta que a “confusão entre as figuras de testemunha e investigado” é reforçada pela divulgação de matérias jornalísticas em que a relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama, teria afirmado que diversos militares serão indiciados pela comissão.

Leia a íntegra da decisão.

Lula diz que gênero e cor não serão critério para indicação ao STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (25), que não deve escolher o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pautado pelo critério de gênero ou cor da pele. Ao deixar o Palácio do Itamaraty, após reunião de trabalho com o primeiro-ministro do Vietnã, Pham Mihn Chinh. Lula foi questionado se escolheria uma mulher para a Suprema Corte.

“O critério não será mais esse”, respondeu Lula.

“Eu vou escolher uma pessoa que possa atender os interesses e as expectativas do Brasil, uma pessoa que possa servir o Brasil, uma pessoa que tenha respeito com a sociedade brasileira, uma pessoa que tenha respeito mas não medo da imprensa, uma pessoa que vota adequadamente sem precisar ficar votando pela imprensa. Então, vou escolher, já tem várias pessoas em mira. Não precisa perguntar essa questão de gênero e de cor, eu já passei por tudo isso e no momento certo vocês vão saber quem é que eu vou indicar”, disse o presidente.

Lula tem pela frente a escolha dos novos nomes para a Procuradoria-Geral da República (PGR), no lugar de Augusto Aras, e para o STF, para ocupar a vaga da ministra Rosa Weber. O mandato de Aras na PGR termina nesta terça-feira (26) e a vice-procuradora Elizeta Ramos assume o comando do órgão interinamente. No STF, a ministra e atual presidente da Corte também deixará o tribunal nesta semana ao completar 75 anos e se aposentar compulsoriamente.

Para Lula, a sociedade brasileira precisa “voltar à normalidade” em relação à independência entre os poderes. “O Congresso Nacional faz política, o Poder Executivo executa e o Poder Judiciário julga. Eu quero voltar isso. Eu não quero ficar nessa disputa entre política e judiciário, entre judiciário e executivo, não. Se cada um cumprir sua função no país as coisas vão ficar muito bem”, disse o presidente.

Cirurgia no quadril

Nesta semana, o presidente Lula cumpre agenda em Brasília. Na sexta-feira (29), ele passará por cirurgia no quadril, por causa de artrose na cabeça do fêmur,  que é o desgaste na cartilagem que reveste as articulações. Nos últimos meses, o presidente vem se queixando de dores com mais frequência.

“A minha cirurgia é apenas para cuidar da saúde, eu quero voltar a jogar bola, eu quero voltar a correr, eu quero voltar a fazer esteira, eu quero voltar a fazer ginástica. E eu estou desde agosto do ano passado com dor, dor para dormir, dor para levantar, para sentar, para ficar em pé”, explicou Lula.

O presidente disse que está tranquilo e otimista com o procedimento. “É uma cirurgia que a ciência domina bem, não tem nenhuma novidade”.

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Governador Wanderlei Barbosa reafirma compromisso com transparência em repasses de ICMS em resposta ao prefeito Wagner de Araguaína

Palmas, 25 de setembro de 2023 – Em meio a questionamentos levantados pelo prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, sobre a transparência no repasse de impostos estaduais aos municípios do Tocantins, o governador Wanderlei Barbosa reforçou seu compromisso com a honestidade e a eficiência na gestão pública. A polêmica surgiu em uma reunião na Associação Tocantinense de Municípios (ATM), quando o prefeito Wagner Rodrigues expressou preocupações quanto à transparência no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pelo governo estadual.

O Prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, Questiona a Transparência no Repasse de ICMS:

Durante a reunião na ATM, o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, fez uma declaração enfática: “O governo precisa abrir a ‘caixa preta’ do ICMS.” Suas palavras refletiram as dúvidas e preocupações que vinham sendo levantadas sobre a maneira como os recursos do ICMS estavam sendo repassados aos municípios tocantinenses. Wagner Rodrigues levantou questões cruciais sobre a transparência desses repasses, gerando discussões e chamando a atenção para a importância desse tema.

Governador Wanderlei Barbosa Enfatiza Compromisso com Transparência:

Em resposta aos questionamentos do prefeito, o governador Wanderlei Barbosa convocou uma reunião para esta segunda-feira, 25 de setembro de 2023, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas. O encontro teve como principal objetivo esclarecer dúvidas e promover um diálogo aberto sobre a transparência nos repasses de recursos para os municípios tocantinenses: “Fiz questão de reunir com as prefeituras para tratarmos sobre a transparência. Todas as terças-feiras, os dados referentes ao ICMS, ao IPVA [imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores] e ao Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] são disponibilizados no Portal da Transparência. Estaremos sempre dando apoio às prefeituras do nosso Estado.”

Presidente da ATM, Diogo Borges, celebra o Compromisso com a Transparência:

Representando as prefeituras, o presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Diogo Borges, destacou a relevância da reunião e do diálogo aberto com o governador Wanderlei Barbosa. Em suas palavras, expressou sua satisfação com o encontro, afirmando que: “projetos vão melhorar ainda mais a transparência, que já existe no Governo do Tocantins.” Diogo Borges elogiou as ações resultantes da reunião, ressaltando o compromisso do governo com a gestão transparente dos recursos provenientes dos impostos estaduais.

Com essa reunião, o governador Wanderlei Barbosa busca assegurar que os recursos repassados aos municípios sejam administrados de forma responsável, transparente e de acordo com a legislação vigente, fortalecendo a parceria entre o governo estadual e as prefeituras em prol do desenvolvimento do estado e do bem-estar da população. A transparência nos repasses de ICMS e outros impostos continua sendo uma prioridade na gestão do governador.

Por: Geovane Oliveira, com informações da Secom .

Governo do Tocantins paga servidores nesta terça-feira, 26, e injeta mais de R$ 250 milhões na economia do Estado

Governador Wanderlei Barbosa autoriza antecipação do salário para impulsionar economia e garantir segurança financeira de milhares de famílias tocantinenses

Governo do Tocantins

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, autorizou o pagamento dos servidores do Executivo Estadual, de forma antecipada, para esta terça-feira, 26, representando um aporte de R$ 255.235.068,96 na economia do Estado.

A antecipação do pagamento salarial dos servidores é uma das prioridades da administração do governador Wanderlei Barbosa e é uma prova do rigoroso controle das finanças públicas do Estado.

Os servidores poderão contar com seus salários disponíveis para saque ao longo do dia desta terça-feira, 26, garantindo assim a segurança financeira de milhares de famílias tocantinenses.

Servidores municipais de Araguaína reivindicam valorização em protesto na Câmara

Na manhã desta segunda-feira, 25 de setembro, servidores públicos municipais de Araguaína se reuniram nos plenários da Câmara Municipal em uma manifestação convocada pelo SISEPAR (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araguaína). A mobilização teve como principal objetivo pressionar os vereadores do município a atuarem em benefício da classe da Enfermagem e do Quadro Geral.

Uma das demandas centrais da manifestação foi a solicitação pela organização e aprovação de uma lei do Piso da Enfermagem que atenda às necessidades e reivindicações da categoria. Os servidores destacaram a importância de oferecer condições justas e dignas para os profissionais de saúde, reconhecendo o papel crucial que desempenham na sociedade.

Além disso, os manifestantes também pleitearam a implementação do PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações) para o Quadro Geral dos servidores municipais. Essa medida visa estabelecer critérios transparentes para a progressão na carreira, valorizando o mérito e a dedicação dos funcionários públicos de Araguaína.

É relevante observar que a manifestação acontece em um contexto em que a maioria dos vereadores do município compõe a base de apoio do prefeito Wagner Rodrigues. Nesse sentido, os servidores levantam questionamentos a respeito da aplicação dos recursos municipais e demonstram preocupação com a falta de investimentos na valorização de seus serviços.

Durante o protesto, alguns servidores optaram por usar narizes de palhaço como símbolo de descontentamento em relação à gestão municipal. O sentimento predominante entre os manifestantes é o de que a administração do prefeito Wagner Rodrigues não tem proporcionado o devido reconhecimento aos servidores, apesar da disponibilidade de um orçamento considerável. Dessa forma, eles demandam esclarecimentos sobre o destino dos recursos destinados aos servidores municipais.

A manifestação dos servidores municipais de Araguaína reforça a importância de reconhecer o papel fundamental que desempenham na prestação de serviços à comunidade. Além disso, evidencia a determinação da classe em buscar condições de trabalho justas e a valorização adequada de seus esforços. A pressão exercida sobre os vereadores e a administração municipal reflete a vontade dos servidores em conquistar melhorias significativas em seu ambiente de trabalho.

Por: Geovane Oliveira

Condenado por tentar explodir bomba perto do aeroporto de Brasília pode fazer acordo de delação com CPMI

O blogueiro Wellington Macedo de Souza optou por não responder a perguntas de deputados e senadores na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, mas acenou com a possibilidade de fazer um acordo de delação premiada.

Ele foi condenado por participar da tentativa de explosão de uma bomba perto do aeroporto de Brasília, em dezembro do ano passado, e está preso. No governo Bolsonaro, foi assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.

No início da reunião da CPI, Souza avisou que ficaria em silêncio, amparado por um habeas corpus obtido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Eu só vou colaborar com vocês depois que meus advogados tiverem acesso aos autos de acusação contra a minha pessoa e eu tiver tempo suficiente para conversar e articular com meu advogado.”

A possibilidade de delação foi apontada pela relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), ao final da reunião. “Nós solicitamos à Advocacia-Geral do Senado sobre a delação premiada. Nós estamos chegando à reta final dos trabalhos desta comissão. O senhor não tem interesse de colaborar com os trabalhos desta comissão? De contribuir, de trazer as informações a esta comissão?”, questionou.

Foi o advogado do blogueiro, Sildilon Maia, que respondeu. “Eu fiz um requerimento de acesso às peças que faltavam no Supremo, o ministro Alexandre [de Moraes] ainda não despachou. Eu acredito que, no mais tardar na segunda-feira, eu já terei acesso a esses elementos e me coloco à disposição da senhora para, junto à advocacia do Senado, a gente ter esse diálogo, eu ter acesso ao parecer que trata desse tema internamente. Não temos nenhuma restrição a isso.”

Geraldo Magela/Agência Senado

Eliziane Gama: “Graças a Deus foram incompetentes na fabricação da bomba”

Histórico
Eliziane Gama ressaltou que o blogueiro é conhecido por divulgar denúncias sem provas na internet, que já resultaram em dezenas de ações ajuizadas contra ele no Ceará.

Ela afirmou que os atos de 8 de janeiro vieram a partir de uma “ação embrionária”, que teria começado em 7 de setembro de 2021. Também destacou diversos pedidos de Pix feitos pelo acusado e o fato de, mesmo desempregado, ele ter adquirido automóveis no valor de mais de R$ 300 mil. Gama disse, ainda, que “graças a Deus foram incompetentes na fabricação da bomba”, enquanto mostrava uma imagem com o raio de alcance dos efeitos caso o artefato tivesse explodido. 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também afirmou que a invasão dos prédios dos três Poderes neste ano não foi um ato isolado. “Houve uma construção golpista durante anos, particularmente de 2021 em diante. É importante a gente dizer isso porque o senhor Wellington Macedo tem características dos seguidores de Bolsonaro: participa da milícia digital, inclusive expressando não apenas divergência política, mas preconceito grave contra o presidente Lula, estimula o ódio nos seus vídeos, a violência, o golpe.”

Por outro lado, o deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP) disse que Wellington Macedo de Souza nem deveria estar depondo. Segundo ele, o depoente está preso por criticar o STF. “E no nosso País você pode criticar qualquer um: critica-se pastor, critica-se presidente da República, pode se criticar o presidente aqui da CPMI, pode se criticar qualquer deputado ou senador. Mas não se pode criticar nenhum membro da Suprema Corte do nosso País, porque, infelizmente, eles são como se fossem uma casta superior, extremamente maior, exatamente porque há, no nosso País, um desequilíbrio dos Poderes”, avaliou.

Mas o blogueiro recebeu críticas também de parlamentares da oposição. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) chamou o depoente de “covarde que usava a direita” e disse que um cristão não tentaria matar pessoas na véspera de Natal.

Reportagem – Paula Moraes
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara de Notícias

CPMI do 8 de janeiro ouve general Augusto Heleno na terça

A CPMI do 8 de Janeiro tem reunião marcada para terça-feira (26), às 9h, para ouvir o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Bolsonaro. A relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), aponta em seu requerimento de convocação (REQ 839/2023) que o general “trará informações de enorme valia para a condução dos nossos futuros trabalhos na presente comissão”.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), autora de um dos requerimentos de convocação (REQ 272/2023), argumenta que o depoimento do ex-ministro de Segurança Institucional, “é imperioso e imprescindível para o desenrolar da fase instrutória e, obviamente, para futuro deslinde das investigações”. Para a senadora, é “necessário que o depoente esclareça, entre outras coisas, seu envolvimento direto ou indireto em fatos que possuam nexo de causalidade na tentativa de golpe ocorrida em 08 de janeiro de 2023”.

Os deputados Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e Rogério Correia (PT-MG) também apresentaram um requerimento de convocação do ex-ministro do GSI (REQ 223/2023). Eles citam uma apuração pela Agência Pública, na qual “foi revelado que, entre os dias 1º de novembro e 31 de dezembro de 2022, o GSI, então chefiado pelo general Augusto Heleno, recebeu várias pessoas envolvidas com os atos, incluindo ‘um dos golpistas presos em flagrante após a invasão às sedes dos Três Poderes’”.

Os senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Fabiano Contarato (PT-ES), e os deputados Rafael Brito (MDB-AL), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Duarte Jr. (PSB-MA), Duda Salabert (PDT-MG), Erika Hilton (Psol-SP) e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) também apresentaram requerimentos para a convocação do general.

Deliberativa

O presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (União-BA), confirmou que a reunião terá uma parte deliberativa. Ele disse que haverá a tentativa de votar requerimentos de convocação em bloco, com base em um possível acordo. Maia negou que entre os requerimentos esteja o de convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro.  O deputado admitiu a dificuldade de ouvir todos aqueles que a base do governo e a oposição querem convocar. Para Maia, terá de ser feita uma seleção, possivelmente de seis requerimentos, para ser votada na reunião de terça-feira.

— Podemos fazer alguma modificação [na lista dos requerimentos]. Estamos tentando um acordo: ou a CPMI ouve dos dois lados ou não ouve ninguém — declarou Arthur Maia em entrevista à imprensa.

Eliziane Gama classificou como “lamentável” se a acareação proposta por ela, entre o ex-presidente Bolsonaro e seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, não for aprovada. A relatora reconheceu que a decisão sobre a votação dos requerimentos é uma prerrogativa do presidente Arthur Maia e disse que a CPMI está atenta a novas denúncias e possibilidades de delação. Segundo a senadora, a CPMI pode pedir o indiciamento de algumas pessoas, mesmo que elas não compareçam à comissão.

— Temos fatos que estão vindo à tona, que precisamos estar atentos — afirmou a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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