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Câmara aprova projeto que regulamenta emendas parlamentares ao Orçamento

Mário Agra/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta regras de transparência, execução e impedimentos técnicos de emendas parlamentares ao Orçamento. De autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 175/24 foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Elmar Nascimento (União-BA). O projeto segue agora para o Senado.

Elmar Nascimento ressaltou que o projeto é fundamental para a execução do Orçamento. “O novo marco fortalece a transparência, a eficiência e o controle no uso dos recursos públicos”, disse.

Segundo ele, o texto estabelece uma estrutura clara e organizada para disciplinar as emendas parlamentares, com diretrizes específicas para emendas de bancada, individuais e de comissão.

A proposta foi apresentada na Câmara em resposta a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a execução de emendas parlamentares até que sejam definidas regras sobre controle social, transparência, impedimentos e rastreabilidade.

O autor do projeto afirmou que o texto atende os requisitos que o STF determinou para as emendas serem utilizadas, como regulamentar a tramitação dessas emendas e dar publicidade. “O que a decisão do Supremo pede, nós atendemos. Há estabilidade, transparência, não individualização de emenda de bancada e priorização para obras estruturantes”, disse Rubens Pereira Júnior.

O texto aprovado nesta terça-feira (5) foi alterado pelo deputado Elmar Nascimento principalmente nas regras sobre emendas de bancada estadual.

Limites totais
Como um dos dispositivos constitucionais impugnados pelo Supremo trata dos limites totais das emendas parlamentares, o projeto também fixa novo parâmetro de valor, seguindo diretriz da decisão do STF que prevê “obediência a todos os dispositivos constitucionais e legais sobre metas fiscais ou limites de despesas”.

Atualmente, 3% da receita corrente líquida da União no exercício anterior são direcionados às emendas parlamentares (2% para individuais e 1% para bancada) do ano seguinte. Esse parâmetro acaba por permitir um crescimento dos valores acima dos definidos pelo novo regime fiscal (Lei Complementar 200/23).

De acordo com o texto aprovado pelos deputados, exceto para emendas de correção de erros ou omissões, as emendas parlamentares para despesas primárias em 2025 seguirão o critério da receita líquida. No caso das emendas de comissão, o valor será de R$ 11,5 bilhões.

A partir de 2026, o limite seguirá a regra do regime fiscal: correção do valor do ano anterior pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais crescimento real equivalente a 70% ou 50% do crescimento real da receita primária de dois anos antes.

No caso das emendas não impositivas (de comissão), o valor global será o do ano anterior corrigido pelo IPCA de 12 meses encerrados em junho do ano anterior àquele a que se refere o Orçamento votado.

Mário Agra/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
Rubens Pereira Júnior, autor do projeto

Emendas de bancada
No caso das emendas de bancada, diferentemente do projeto original, que previa de 4 a 8 emendas segundo o tamanho da população do estado, o texto do deputado Elmar Nascimento fixa a quantidade em 8 emendas para todas as bancadas estaduais.

Por fora dessa conta poderão ser apresentadas ainda até três emendas por bancada para continuar obras já iniciadas até sua conclusão, desde que haja objeto certo e determinado e constem do registro de projetos de investimento previstos na Constituição. Esses investimentos têm duração de mais de um exercício financeiro.

Outra mudança é que, em vez de o Executivo definir prioridades em projetos estruturantes listados, caberá à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) definir quais serão esses projetos de investimento além daqueles com registro centralizado pela União, conforme informações de custo, objeto e localização geográfica enviados pelas bancadas estaduais ao Poder Executivo.

As bancadas não poderão designar recursos genericamente em uma programação que contemple projetos com obras distintas em vários entes federados, exceto se for para região metropolitana ou região integrada de desenvolvimento, cujas emendas deverão indicar de forma precisa seu objeto no estado representado pela bancada.

Porém, será possível destinar recursos para outras unidades da Federação se forem projetos de amplitude nacional.

Ações prioritárias
Outra possibilidade de aplicação desse tipo de emendas será em ações e equipamentos públicos prioritários para a bancada, mas esses recursos não poderão atender a demandas ou a indicações de cada membro da bancada.

Não poderá haver ainda a individualização de emenda ou programação, embora seja admitido destinar o dinheiro a outra unidade da Federação desde que a matriz da empresa tenha sede em estado diverso daquele no qual será realizada a compra de equipamentos ou a realização dos serviços.

Será vedado apresentar emenda cuja programação possa resultar, na execução, em transferências voluntárias ou convênios para mais de um ente federativo. A exceção será para fundos municipais de saúde.

Parte independente
Quanto à possibilidade de divisão do valor da emenda, cada parte independente não poderá ser inferior a 10% do valor total da emenda, exceto para ações e serviços públicos de saúde.

O texto considera parte independente:

  • a compra de equipamentos e material permanente por um mesmo ente federativo;
  • a realização de despesas de custeio, desde que possíveis de serem executadas na mesma ação orçamentária; e
  • a compra de equipamentos e material permanente em uma mesma ação orçamentária.

Em vez de ações estruturantes, como previsto no projeto original, o texto final aprovado pela Câmara dos Deputados classifica as seguintes ações como prioritárias, à escolha da bancada:

  • saneamento;
  • habitação;
  • saúde;
  • adaptação às mudanças climáticas;
  • transporte;
  • infraestrutura hídrica;
  • infraestrutura para desenvolvimento regional;
  • infraestrutura e desenvolvimento urbano; e
  • segurança pública.

Além dessas áreas, o texto aprovado inclui turismo; esporte; agropecuária e pesca; ciência, tecnologia e inovação; comunicações; prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação de desastres; defesa; direitos humanos, mulheres e igualdade racial; cultura; e assistência social.

Elmar Nascimento retirou o direcionamento à educação profissional técnica de nível médio, à universalização do ensino infantil e à educação em tempo integral, deixando genericamente a área de educação.

Indicação anual
Devido ao processo de tramitação do Orçamento, os órgãos e unidades executoras de políticas públicas publicarão, até 30 de setembro do ano anterior àquele que se refere o Orçamento, os projetos de investimento por estado com as estimativas de custos e informações sobre a execução física e financeira.

No mesmo prazo deverão divulgar critérios e orientações sobre execução dos projetos e ações prioritárias, a serem observados também em todas as programações discricionárias do Executivo federal (que o governo escolhe se executa ou não).

Estados e Distrito Federal, por sua vez, poderão encaminhar à Comissão Mista de Orçamento plano de modernização e renovação de obras e equipamentos, com estimativas de custos e quantitativos.

Emendas Pix
Conhecidas como emendas Pix, as emendas individuais impositivas por meio de transferência especial ganham novas normas. Atualmente, nesse tipo de transferência, o dinheiro chega à conta da prefeitura ou estado sem vinculação a qualquer tipo de gasto relacionado a projetos, embora não possa ser utilizado em despesas de pessoal e 70% dele devam estar ligados a investimentos.

Com as novas normas, o autor deverá informar o objeto e o valor da transferência quando da indicação do ente beneficiado (estado, DF ou município), com destinação preferencial para obras inacabadas propostas por ele anteriormente.

Quanto à fiscalização, o texto diz que os recursos repassados dessa forma serão “sujeitos à apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU)”.

Terão prioridade de execução as transferências especiais destinadas aos entes federativos em situação de calamidade ou de emergência reconhecida pelo Executivo federal.

Já o ente beneficiado com a “emenda Pix” deverá indicar, no sistema Transferegov.br, a agência bancária e a conta corrente específica para depósito, comunicando ao TCU, ao respectivo Legislativo e aos tribunais de contas estaduais ou municipais, em 30 dias, o valor recebido, o plano de trabalho do objeto e o cronograma de execução. Terá ainda de dar ampla publicidade.

No entanto, Elmar Nascimento optou por retirar dispositivo que permitia aos órgãos de fiscalização e controle determinar as adequações necessárias se houvesse inconsistências no plano de trabalho.

Mário Agra/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de propostas legislativas.
Deputados votaram o projeto na sessão do Plenário desta terça-feira

Impedimentos técnicos
Todas as emendas parlamentares ao projeto de Orçamento estarão sujeitas a hipóteses de impedimento técnico definidas em cada lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e a outros 26 casos previstos no texto do projeto.

O projeto aprovado especifica que será proibido impor regra, restrição ou impedimento a emendas parlamentares que não sejam aplicáveis igualmente às programações do Executivo.

Entre os impedimentos técnicos destacam-se:

  • objeto incompatível com a ação orçamentária;
  • problemas cuja solução demore e inviabilize o empenho da despesa no exercício financeiro;
  • ausência de projeto de engenharia aprovado ou de licença ambiental prévia, quando necessários;
  • não comprovação de que o ente beneficiado terá recursos suficientes para conclusão do empreendimento ou seu custeio, operação e manutenção;
  • falta de pertinência temática entre o objeto proposto e a finalidade institucional da entidade beneficiária;
  • não realização de ajustes solicitados em proposta ou plano de trabalho;
  • não indicação de banco e conta para receber emenda Pix, gasto de menos de 70% da emenda Pix em despesas de capital, ausência de indicação de objeto a ser executado com recursos de emenda Pix e valor do objeto inferior ao mínimo para celebração de convênios.

Cada área técnica de cada órgão ou ente executor deverá identificar e formalizar a existência de impedimento de ordem técnica, sob pena de responsabilidade. No entanto, caberá também a essas unidades analisar e determinar as providências a tomar para garantir a execução da emenda.

Em relação ao projeto de engenharia e à licença ambiental, poderá ocorrer o empenho dos recursos, com suspensão da execução até que sejam providenciados os documentos.

Emendas de comissão
Sobre as emendas de comissão permanente da Câmara e do Senado, o PLP 175/24 limita sua apresentação para ações orçamentárias de interesse nacional ou regional. De igual forma, deverá haver identificação precisa do objeto sem designação genérica de programação, exceto para o Orçamento de 2024.

Observadas as programações prioritárias e os critérios técnicos indicados pelo gestor federal do Sistema Único de Saúde (SUS), 50% das emendas deverão ir para esse setor.

A indicação ocorrerá após a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA), quando a comissão receberá as propostas das lideranças partidárias depois de consultadas suas bancadas. Em seguida, se aprovadas pelas comissões, os seus presidentes as publicarão e encaminharão aos órgãos executores.

Os critérios e as orientações para execução das programações de interesse nacional ou regional deverão ser seguidas também pelo Executivo federal em todas as suas programações.

Bloqueio
Quanto às regras sobre limitação na execução devido a estimativas de queda de receita, o relator retirou do texto aquelas relativas ao bloqueio orçamentário, fazendo referência apenas ao contingenciamento de emendas parlamentares.

O bloqueio de recursos é realizado para cumprir o limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal e pode implicar o cancelamento da despesa se o resultado fiscal pretendido não for alcançado. Por sua vez, o contingenciamento é realizado para cumprir a meta anual de resultado primário e há mais chance de a despesa vir a ser executada até o fim do ano.

Debate em Plenário
O líder do PP, deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), afirmou que o texto dá tranquilidade para os parlamentares no exercício do mandato. “Quem conhece mais o País do que nós, que viemos das urnas, que viemos dos nossos municípios, trabalhando em prol deste País?”, questionou.

Segundo ele, a Câmara tem sido responsável por levar recursos à ponta, proporcionando ao Brasil “uma força motriz de obras, de entregas e de reforço de custeio da saúde”.

A transparência na aplicação das emendas já existe, na opinião do deputado Gilson Daniel (Pode-ES), mas ele avaliou que o projeto amplia o acompanhamento pela população. “O município é onde está a demanda da população, onde o cidadão mora, mas onde há a menor parcela dos recursos”, disse, ao defender a atuação dos parlamentares em direcionar recursos.

Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder do bloco PT-PCdoB-PV, é fundamental a aprovação do texto para destravar as emendas parlamentares ainda não executadas com transparência e rastreabilidade, identificação do objeto e cumprimento de políticas públicas.

Vários deputados criticaram a falta de transparência para execução das emendas das comissões permanentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso Nacional. Essas emendas devem tratar de ações orçamentárias de interesse nacional ou regional.

“O projeto quer legalizar essa palhaçada onde não tem discussão em comissão nenhuma e onde todo mundo é laranja”, disse a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). Segundo ela, não há transparência na indicação de qual parlamentar patrocina a emenda ou quais os critérios para escolha. “A comissão não sabe, os membros [do colegiado] não sabem, somos todos laranjas.”

O deputado Sidney Leite (PSD-AM) ressaltou que não há problema de transparência nas emendas individuais ou de bancada, mas criticou a falta de transparência na destinação das emendas de comissões temáticas. “Este projeto nas emendas de comissão garante a transparência? Vai estar o carimbo do deputado que está destinando o recurso? Não”, criticou.

Porém, segundo o autor da proposta, deputado Rubens Pereira Júnior, as emendas de comissão seguirão a mesma regra de tramitação das de bancada. “Com votação, com publicação da ata, com transparência e toda a sociedade podendo acompanhar”, explicou.

Executivo X Legislativo
Para o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), vice-líder do governo, o Orçamento do Executivo foi “sequestrado” pelo Parlamento. “O governo federal, que é eleito pelo povo para governar, tem R$ 250 bilhões de capacidade de investimento discricionário, para poder colocar o seu projeto de País e investir. Só o Parlamento tem R$ 50 bilhões”, disse.

Vieira lembrou que, de 2015 até 2024, houve um aumento de 467% no valor total de emendas parlamentares, de R$ 9 bilhões para R$ 49 bilhões.

Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) afirmou que, na última década, a proporção das emendas em relação aos gastos discricionários da União cresceu de 0,1% para 24,2%. Ele fez uma ressalva, no entanto, às emendas individuais como uma contribuição do Legislativo ao Executivo no Orçamento e na aplicação dos recursos públicos. “Estas emendas me parecem legítimas, defensáveis. Várias instituições, coletivos, universidades, hospitais, se beneficiam desse mecanismo”, disse.

Para o deputado Ivan Valente (Psol-SP), o Parlamento deve ser a instituição fiscalizadora do Executivo, mas não uma alavanca “para eleger prefeitos que, depois, elegerão os deputados”.

O total de emendas parlamentares para 2024 ficou em R$ 53 bilhões, entre individuais, de bancadas estaduais e de comissões. As duas primeiras são impositivas e têm um cronograma de desembolso.

O deputado Luiz Lima (PL-RJ) criticou o fato de a proposta determinar que as emendas individuais sejam destinadas preferencialmente para obras inacabadas. “Este projeto tem um ponto muito sério: preferencialmente, as emendas individuais devem ser direcionadas para obras inacabadas do atual governo. Isso é muito ruim para a democracia e para a Câmara dos Deputados”, disse.

Lima também criticou o fato de estados menos habitados terem possibilidade de apresentar mais emendas, ainda que o valor total seja o mesmo.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Prefeito eleito de Cariri, Tetin, participa em Brasília de jantar oferecido pela ATM e Bancada Federal

Recém eleito, o próximo prefeito de Cariri do Tocantins, Tetin, participou na noite desta terça-feira, 5, de um jantar, oferecido pela Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e pela Bancada Federal, para os novos gestores municipais. O momento integra o cronograma do Seminário Novos Gestores 2025-2028, evento que é realizado em Brasília (DF), até esta quarta-feira, 6, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

“Vejo este jantar e todo o Seminário como uma importante oportunidade para meu crescimento enquanto gestor e, também, para fazer contatos com pessoas que nos auxiliarão a fazer uma boa administração, seja com ideias, conversas sobre propostas ou nos auxiliando a buscar recursos para transformar cada vez mais nossa cidade”, destacou Tetin.

A solenidade contou com a presença do Governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, do Vice-Governador Laurez Moreira, dos Senadores Eduardo Gomes e Professora Dorinha e dos Deputados Federais Carlos Gaguim, Ricardo Ayres e Alexandre Guimarães, além do Presidente da ATM, Diogo Borges.

Seminário Novos Gestores
O evento tem por objetivo preparar os prefeitos para os desafios dos próximos anos, repassando aos presentes orientações focadas na garantia de uma gestão mais eficiente e voltada às necessidades locais.

“O seminário é uma ferramenta fundamental para aprimorarmos nossa capacidade de fazer mais por Cariri. Aqui tivemos a chance de estar em contato direto com lideranças de todo o País, trocando ideias e discutindo soluções que respeitam nossas especificidades locais”, finalizou Tetin.

Por: Redação

Prefeito eleito de Aurora, Edson Neiva, participa de evento para novos gestores em Brasília

O prefeito eleito de Aurora do Tocantins, Edson Neiva (MDB), participou nesta terça-feira, 05, do primeiro encontro da série Seminários Novos Gestores 2025-2029, em Brasília (DF), realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Mais de 50 prefeitos eleitos por municípios tocantinenses estiveram presentes.

Para Edson, que tomará posse como prefeito pela primeira vez, a ida à Brasília é também uma oportunidade de estabelecer contatos e parcerias que possam vir a beneficiar o município. O prefeito eleito foi recebido nos gabinetes da Senadora Professora Dorinha (União Brasil), do Deputado Federal Ricardo Ayres (Republicanos) e do Deputado Federal Alexandre Guimarães (MDB).

“A atenção aqui é total a tudo que tem sido dito e mostrado, cada informação que possa ser útil a nossa gestão é muito importante, mas também temos andado bastante e já estamos construindo relações e buscando viabilizar recursos pensando no desenvolvimento de Aurora, que é uma cidade importante para o estado e agora será mais valorizada”, afirmou.

O vice, Domingos de Deraldo (Republicanos), acompanha o prefeito nas visitas a gabinetes e no evento que segue até esta quarta-feira, 14. “Para nós, essa troca de experiências e os apoios conquistados são muito importantes e, com certeza, serão muito positivos para o nosso município”, complementou.

Os seminários têm como objetivo orientar os futuros gestores com relação aos desafios enfrentados pelos municípios brasileiros, informar sobre como buscar recursos para suas cidades e tirar outras dúvidas que possam ter. Participam do evento prefeitos de toda região Norte e de cidades do Goiás, Mato Grosso, Maranhão e Piauí.

Procon Tocantins realiza Operação Agropet e apreende mais de 4.600 produtos vencidos em lojas agropecuárias e pet shops

Entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro de 2024, o Procon Tocantins conduziu a Operação Agropet, uma ação de fiscalização direcionada a lojas de produtos agropecuários e pet shops. Realizada nos municípios de Palmas, Gurupi, Araguaína, Dianópolis, Porto Nacional, Colinas do Tocantins, Guaraí, Tocantinópolis, Araguatins, Miracema do Tocantins, Miranorte, Paraíso do Tocantins, Pedro Afonso e Colmeia, a iniciativa teve como objetivo garantir que esses estabelecimentos cumpram as normas de defesa do consumidor e que os produtos oferecidos sejam seguros e de qualidade.

Durante a operação, foram apreendidos 4.663 produtos fora do prazo de validade, sendo as apreensões mais expressivas em Palmas (1.359 itens), Colinas (904 itens) e Paraíso do Tocantins (540 itens). Entre os produtos vencidos apreendidos, estavam medicamentos, suplementos vitamínicos, fertilizantes, ração para diferentes espécies de animais, e itens de higiene e beleza para pets.

Além das apreensões, o Procon emitiu 61 autos de infração para lojas que vendiam produtos fora da validade e 47 notificações por outras irregularidades, como a ausência de preços, a falta de exemplares do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a falta de informações sobre os meios de pagamento aceitos.

As empresas autuadas terão 20 dias para apresentar defesa. Após esse período, o Procon definirá se haverá aplicação de multas, cujo valor será determinado conforme a gravidade das infrações e a existência ou não de reincidência.

O superintendente interino do Procon Tocantins, Magno Silva, destacou a importância de os consumidores verificarem a validade dos produtos antes de comprá-los, principalmente os destinados a animais, pois o consumo de produtos vencidos pode prejudicar a saúde. Em caso de encontrar um produto vencido, o consumidor tem o direito de solicitar um item igual dentro do prazo de validade.

Denúncias e penalidades

O Procon reforça que consumidores podem denunciar a presença de produtos vencidos nas lojas enviando uma mensagem pelo WhatsApp, pelo número (63) 9 9216-6840, ou ligando para o número 151. Caso sejam identificadas irregularidades, o estabelecimento será fiscalizado e penalidades cabíveis serão aplicadas.

O que diz a legislação

Produtos vencidos: A venda de produtos fora da validade infringe o artigo 18, § 6º, I, da Lei nº 8.078/90 (CDC), que determina que produtos vencidos são impróprios para uso e consumo.

Produtos sem preços: Segundo a Lei nº 8.078/90 (CDC) e o Decreto Federal nº 5.903/2006, a apresentação de preços deve ser clara e visível para garantir a transparência e segurança dos consumidores.

Ausência do Código de Defesa do Consumidor: Conforme a Lei nº 12.291/2010, todos os estabelecimentos comerciais devem manter, em local visível, um exemplar do Código de Defesa do Consumidor.

Assessoria de Imprensa

Governo do Tocantins concede incentivos fiscais a empresas que projetam investir mais de R$ 60 mi e gerar 160 empregos no Estado

Na manhã desta terça-feira, 5, na Sala de Reuniões da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sics), o Conselho de Desenvolvimento Econômico do Tocantins (CDE) aprovou a concessão de incentivos fiscais a três empresas que irão se instalar no estado. A parceria entre o poder público e a iniciativa privada foi firmada durante a 134ª reunião ordinária do órgão colegiado. Com os benefícios concedidos, os empreendimentos projetam investir R$ 60.745.311,59 e gerar 168 novos postos de trabalho na economia tocantinense.

O presidente do CDE e gestor da Sics, secretário Carlos Humberto Lima, destacou os impactos da Conselho na economia do Estado. “O Governador Wanderlei Barbosa tem uma visão estratégia no que se refere ao desenvolvimento socioeconômico no Tocantins, isso permite a construção um ambiente propicio para a atração de investimentos e reinvestimentos. O CDE é um desses instrumentos que tem auxiliado o Estado a se destacar a nível nacional nos índices de redução de desemprego e projeções de crescimento do nosso PIB”, afirmou.

O conselheiro Fabiano do Vale ressaltou a importância dos projetos aprovados para o desenvolvimento da economia local. “É sempre gratificante participar da reunião do Conselho e acompanhar a aprovação de projetos que irão gerar mais empregos, atrair empresas e consolidar o Tocantins como um Estado cada vez mais competitivo”, pontuou.

As empresas beneficiadas são Dedo de Deus Agro LTDA, Terra Norte Logística e Agronegócio LTDA e Aços Tecnotelha LTDA, que implantarão suas operações em Almas, Palmas e Paraíso do Tocantins, respectivamente. Os incentivos concedidos fazem parte da política pública Proindústria, instituído pela Lei Nº 1.385/2003.

CDE

O Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico é composto por 11 membros representantes da iniciativa pública e privada. O órgão é responsável pela administração dos programas de benefícios fiscais e outros projetos de desenvolvimento econômico no estado e por gerir o Fundo de Desenvolvimento Econômico.

Entre as entidades e órgãos que fazem parte do Conselho estão a Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento (Sefaz), Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), Secretaria de Estado do Trabalho e do Desenvolvimento Social (Setas), Secretaria das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), Secretaria do Planejamento e Orçamento (Seplan), Federação das Indústrias do Estado do Estado do Tocantins (Fieto), Federação do Comércio do Estado do Tocantins (Fecomércio), Federação das Associações de Comércio e Indústria do Estado do Tocantins (Faciet), Federação da Agricultura do Estado do Tocantins (Faet) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Lira escolhe Elmar Nascimento para relatar PL das Emendas

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), escolheu o deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) como relator do projeto sobre a regulamentação das emendas parlamentares, cuja votação está prevista para esta segunda-feira (4). As informações são da CNN Brasil.

O projeto, proposto pelo Rubens Pereira Júnior (PT-MA), envolve novas regras de transparência e critérios para os repasses de emendas, visando limitar seu crescimento e dar maior clareza às emendas de transferência direta, conhecidas como “emendas Pix.

A escolha de Elmar ocorre em meio às negociações para a sucessão da presidência da Câmara e às articulações para o controle orçamentário. Lira decidiu apoiar o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e Elmar não escondeu sua insatisfação com a decisão. O deputado do União, junto a Antonio Brito (PSD-BA), buscavam rivalizar com o parlamentar paraibano.

 

Naturatins e Comando de Operações e Divisas apreendem agrotóxicos transportados irregularmente em Porto Nacional

Foto: Naturatins/Governo do Tocantins

Na última sexta-feira, 1º, uma operação conjunta entre o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) e o Comando de Operações e Divisas (COD) resultou na apreensão de uma carga de agrotóxicos transportada de forma irregular na rodovia TO-050, em Porto Nacional. A carga, que incluía produtos perigosos como o Clorimuron 250 WG Rainbow e o Sumyzin 500 SC, foi interceptada sem a documentação exigida e em condições inadequadas.

Responsável pela operação, o fiscal ambiental Erivaldo Martins explicou que conforme a Instrução Normativa nº 19/2023, o transporte inadequado de produtos tóxicos, como o identificado nesta ação, é classificado como de alto grau de gravidade. Por esse motivo, o responsável foi autuado em uma multa no valor de R$ 60.500,00.

A ação foi iniciada após a equipe do COD abordar um veículo que transportava os produtos sem a Autorização para Transporte de Cargas Perigosas (ATCP) e sem qualificação específica do condutor para o manuseio de substâncias tóxicas. O transporte irregular de agrotóxicos, além de configurar crime ambiental conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, compromete a segurança devido ao risco de contaminação de ecossistemas e à exposição das comunidades próximas à rodovia.

O fiscal ambiental Erivaldo Martins ressaltou a importância da operação para a proteção do meio ambiente e a segurança da população. “Constatamos que o transporte de agrotóxicos estava sendo feito sem a devida autorização e em um veículo inadequado, o que representa um grave risco para o meio ambiente e para a saúde pública. O Naturatins está empenhado em reforçar esse tipo de fiscalização, visando coibir práticas que possam comprometer nossos ecossistemas e colocar em risco a segurança das pessoas”, frisou.

O gerente de fiscalização do Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, destacou que a operação é parte das estratégias da instituição para reforçar a fiscalização ambiental e combater o transporte e uso irregular de substâncias perigosas no Estado. “Essa ação reafirma o compromisso do órgão ambiental com a proteção do meio ambiente e a segurança pública, atuando em parceria com órgãos competentes para combater infrações que possam colocar em risco a biodiversidade e a saúde da população”, concluiu.

Por Andréa Marques/Governo do Tocantins

Aleto abre nesta terça “Somos Raimundas”, exposição fotográfica que retrata as quebradeiras de coco

Divulgação

A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) expõe a partir desta terça, 5, até o final de novembro a mostra fotográfica “Somos Raimundas”. De autoria da fotógrafa Louise Maria, as imagens registram a jornada diária das quebradeiras de coco babaçu da região do Bico do Papagaio, Norte do Tocantins. A abertura da exposição será às 19 horas.

Segundo a autora, a mostra objetiva expor a força, a garra e o protagonismo da mulher do campo, mais especificamente as quebradeiras de coco, além da importância delas na preservação da biodiversidade e tradições da região.

As imagens foram produzidas pela fotógrafa Loise Maria durante visita às comunidades para pesquisa de estudos de pós-graduação, nos últimos 10 anos. “Os retratos expõem as especificidades das mulheres rurais, que têm uma ligação especial com a terra. Essa exposição vem para valorizar e fomentar o protagonismo feminino também na área rural”, adianta.

O projeto tem como referência a figura de uma das maiores ativistas rurais da região Norte, a quebradeira de coco Dona Raimunda (in memorian), líder das quebradeiras de coco do Bico do Papagaio. “Sabemos que há muitas outras Raimundas na mesma região, que também lutam arduamente por melhores condições de vida, melhores condições de trabalho e, principalmente, de sobrevivência.

Loise Maria

É amante da cultura e vivência das comunidades rurais, indígenas, quilombolas e mulheres do campo. É Formada em Fotografia pela Ulbra, em Assistência Social pela Unitins e pós-graduada em Política Social e Direitos Humanos – Unitins. Tem experiência na área de fotojornalismo, foto em assessoria de imprensa, produção e foto publicitária e edição de imagens. Foi por doze anos repórter fotográfica da Defensoria Pública do Tocantins e atualmente trabalha como fotojornalista no Governo do Estado.

Ficha Técnica:

Direção-geral e Fotografias: Loise Maria

Produção Executiva: Washington Luiz Silva

Coordenação publicitária: Vinicius de Sá

Idealização de Projeto e consultoria: Cinthia Abreu

Assessoria de Imprensa: Cinthia Abreu e Shelsea Lima

Prestação de Contas: Andréa Lopes

*Com informações da Assessoria do Projeto

Por Suzana Barros*

Corrida pela Mesa Diretora: Hugo Motta ganha apoio de Lira; Brito e Elmar também entram na disputa

Eleição da Mesa da Câmara será em fevereiro de 2025

A pouco mais de três meses da eleição para a nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que irá comandar a Casa no biênio 2025/2026, três nomes já surgiram na disputa à Presidência da Câmara.

Nesta terça-feira (29) o presidente Arthur Lira (PP-AL) anunciou o seu apoio ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que será candidato pelos partidos que compõem o bloco MDB-PSD-Republicanos-Podemos, do qual é vice-líder. Ao todo, 147 deputados integram o grupo.

Poucas horas depois, dois outros deputados: Antonio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento (União-BA), também confirmaram suas candidaturas à Presidência da Câmara.

Brito disse que busca o consenso na Casa. “Vocês me conhecem: eu dialogo com a esquerda, com a direita e com o centro. O consenso não é buscado entre os desiguais, mas buscar pautas comuns a todos que a gente possa defender e colocar em votação na Casa, com previsibilidade, e isso eu vou fazer”, disse.

Já Elmar afirmou que sua candidatura “se firma na renovação e no fortalecimento da democracia, valorizando a diversidade de pensamentos”. Segundo ele, seu objetivo é “permitir que surjam as melhores decisões para o País, assegurando a participação efetiva dos 513 deputados desta Casa”, afirmou.

A eleição da nova Mesa será no início de fevereiro, em data a ser confirmada. Estarão em disputa sete cargos: presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 3º secretário e 4º secretário.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Câmara e Senado recebem nesta semana a cúpula de presidentes dos parlamentos do G20

Felipe Sóstenes / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal vão sediar, entre os dias 6 e 8 de novembro, a 10ª Cúpula do P20, grupo que reúne os parlamentos dos países com as maiores economias do mundo. O tema do encontro é “Parlamentos por um Mundo Justo e um Planeta Sustentável”.

Criado em 2010, o P20 é um grupo liderado pelos presidentes dos parlamentos de países integrantes do G20, que por sua vez é a reunião das 19 maiores economias do mundo, mais a União Europeia e a União Africana, em um fórum de cooperação internacional.

Pelo menos 35 delegações representantes dos parlamentos de mais de 20 países e de organismos internacionais deverão comparecer a Brasília para o encontro.

“Foram 60 convites e temos mais de 30 delegações confirmadas. Cada uma delas tem entre quatro e oito representantes. É um evento grande e muito importante. Isso dá o tom da responsabilidade da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na realização da cúpula do P20 no Brasil e em Brasília neste ano”, afirmou o diretor-geral da Câmara dos Deputados, Celso de Barros Correia Neto.

P20 e G20
O encontro do P20 é realizado alguns dias antes da cúpula do G20, marcada para os dias 18 e 19 de novembro na cidade do Rio de Janeiro.

O P20 é importante para aproximar congressistas do mundo inteiro das decisões que ocorrem no G20, já que muitas vezes essas decisões resultam em tratados ou acordos internacionais que precisam ser confirmados pelo legislativo de cada país.

Em Brasília, os parlamentares discutirão soluções para o combate à fome, à pobreza e à desigualdade. O desenvolvimento sustentável e um sistema de tomadas de decisões globais adaptadas ao século 21 também estão na pauta.

Atividades
O primeiro evento do P20 em Brasília está marcado para as 15 horas do dia 6 de novembro, no Plenário Ulysses Guimarães. Trata-se do Fórum Parlamentar do G20, que vai discutir as recomendações da 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20, realizada em julho em Maceió (AL).

No dia 7, ocorrerá a abertura da 10ª Cúpula do P20 de fato, além de debates. O encerramento será na manhã do dia 8.

Durante os dias de evento, a Câmara suspenderá suas atividades normais por razões protocolares e de segurança e funcionará exclusivamente para o P20. A visitação ao Palácio do Congresso Nacional também será suspensa.

O acesso à Câmara será restrito a deputados, senadores, autoridades convidadas, servidores e colaboradores convocados e à imprensa credenciada para a cobertura do evento.

A Agência Câmara de Notícias, a TV Câmara, a Rádio Câmara e a Fotografia da Câmara farão a cobertura completa da 10º Cúpula do P20.

PROGRAMAÇÃO

6 de novembro (quarta-feira)
Fórum Parlamentar do G20: Rumo à implementação das recomendações da 1ª Reunião de Mulheres Parlamentares do P20 (Maceió,1º e 2 de julho)

– 15h – abertura do Fórum
– 15h30 – 1ª sessão de trabalho: Promovendo a justiça climática e o desenvolvimento sustentável sob a perspectiva de gênero e raça
– 16h30 – 2ª sessão de trabalho: Mulheres no Poder: ampliando a representatividade feminina em espaços decisórios
– 17h30 – 3ª sessão de trabalho: Combatendo desigualdades de gênero e raça e promovendo a autonomia econômica das mulheres

7 de novembro (quinta-feira)
10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20)

– 10h30 – abertura Cúpula
– 14h – 1ª sessão de trabalho: A contribuição dos Parlamentos no combate à fome, à pobreza e à desigualdade
– 16h – 2ª sessão de trabalho: O papel dos Parlamentos no enfrentamento da crise ambiental e sustentabilidade

8 de novembro (sexta-feira)
– 9h30 – 3ª sessão de trabalho: Os Parlamentos na construção de uma governança global adaptada aos desafios do século 21
-11h30 – encerramento da 10ª Cúpula do P20

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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