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Em 10 dias, ofensiva do regime em Aleppo já matou 518 pessoas

Operações militares provocaram a saída de 31 mil pessoas de Aleppo, segundo os últimos dados da ONU. EFE/STR

Pelo menos 518 pessoas morreram na cidade de Aleppo desde o início de uma ofensiva das forças do regime sírio, no último dia 1, no norte dessa região, disse nesta quarta-feira à Agência Efe o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos, Rami Abdul Rahman.

Dos mortos, 101 são civis. Desses, 89 morreram nos ataques dos soldados governamentais, que têm o apoio da aviação da Rússia, e outros 12 foram mortos por grupos armados opositores nas regiões de maioria xiita de Nubl e al-Zahraa.

No lado adversário, foram registradas 169 baixas nas facções rebeldes sírias, às que se somam 105 combatentes, incluindo estrangeiros, da Frente al Nusra e de outros grupos jihadistas que lutam contra as autoridades sírias. No lado governamental, pelo menos 143 soldados e milicianos pró-governo morreram durante as hostilidades.

Durante esta ofensiva, o regime, que é apoiado pela Guarda Revolucionária Iraniana, avançou e recuperou o domínio de vários pontos do norte de Aleppo. Além disso, rompeu o assédio de mais de três anos imposto pela Frente al Nusra em Nubl e al-Zahraa.

As operações militares provocaram a saída de 31 mil pessoas de Aleppo, segundo os últimos dados da Organização das Nações Unidas (ONU). A maioria dessas pessoas se dirigiu à fronteira com a Turquia, onde aguarda autorização para entrar no país vizinho.

Mais uma arma de fogo é apreendida pela PM em Porto Nacional

Nesta madrugada de terça-feira (9) a Polícia Militar, em Porto Nacional, apreendeu uma pistola calibre 9mm com 10 munições intactas e prendeu um homem suspeito, de 44 anos.

O fato aconteceu no Jardim Municipal, quando a equipe fazia patrulhamento e foi informada por uma testemunha de que nas proximidades havia um homem com uma arma na mão. Quando a viatura se aproximou o suspeito tentou fugir para dentro de sua residência, porém foi interceptado pelos policiais.

Ele informou aos militares que achou a arma em cima do hidrômetro de sua casa, e que estava apenas guardando. Suspeito e arma foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil, para os procedimentos cabíveis.

Mapa negocia com a China novas regras para facilitar exportações de suco de laranja

No ano passado, a China representou 3% das exportações brasileiras de suco de laranja, o que demonstra haver espaço para expandir as vendas. Por isso, a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) intensificou as ações para facilitar os embarques do produto para aquele país.

Uma das principais negociações do Mapa com as autoridades chinesas era a revisão de limites microbiológicos para presença de bolores e leveduras no suco de laranja, iniciada em setembro de 2014. Elas se intensificaram ao longo do ano passado e resultaram na adoção de padrões utilizados pela maioria dos países importadores. Novos limites microbiológicos, anunciados pela China em janeiro passado, entrarão em vigor em novembro deste ano.

Os novos padrões chineses substituem a regra “GB 17325-2005”. No documento “GB 17325-2015”, os níveis para bolores e leveduras foram modificados para até 100 CFU/ml, atendendo a demanda do Brasil. Anteriormente, o limite era abaixo de 20 CFU/ml.

Segundo a SRI, as exigências sanitárias mais restritivas da China, associadas a barreiras tarifárias, tiveram impacto negativo nas exportações do produto brasileiro. A participação do Brasil nas importações chinesas de suco de laranja caiu de 80% em 2011 para 65% no ano passado.

A China é o quarto maior mercado para o suco de laranja brasileiro, atrás da União Europeia, Estados Unidos e Japão. As exportações brasileiras totalizaram US$ 1,87 bilhão em 2015. Embora em valor tenha havido queda de 5% em relação a 2014, o volume exportado aumentou 4,1%, alcançando 2 milhões de toneladas.

Para a China, o desempenho das exportações foi desfavorável, mostram os números da SRI. No mesmo período, as vendas brasileiras caíram 25,3% em valor (US$ 55,9 milhões) e 15,6% em volume (31 mil toneladas).

Barreiras tarifárias

Mesmo com a superação da questão sanitária, ainda restam barreiras tarifárias que prejudicam a competitividade do produto brasileiro no mercado chinês. Hoje, ressalta a SRI, é aplicada uma alíquota diferenciada, entre 7,5% e 30%, conforme a temperatura do suco (o produto congelado abaixo de -18ºC paga a tarifa menor).

De acordo com o setor, essa barreira tarifária desestimula a adoção do sistema a granel, a temperaturas por volta de -10ºC, utilizado para exportar o produto a EUA, Europa e outros países. Esse sistema, hoje tributado na China com a alíquota máxima de 30%, é bem mais competitivo do que o transporte em tambores, utilizado para abastecer o mercado chinês atualmente.

Para solucionar a barreira tarifária, o Mapa colocou como prioridade, na Câmara de Comércio Exterior (Camex), o lançamento de negociações de acordo de preferências tarifárias com a China. Pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), é permitida a celebração de acordos de alcance parcial entre países em desenvolvimento, como China, Brasil e outros países do Mercosul.

Fonte: Revista Cultivar

Acordo internacional prevê padrão de redução de emissões na aviação

Medida inédita ainda precisa ser aprovado pela Icao, da ONU.
Tratado pode equivaler a tirar 140 milhões de carros das ruas.

Um acordo selado nesta segunda-feira (8) pode, pela primeira vez na história, estabelecer um padrão de reduções de emissões de dióxido de carbono para a aviação comercial.

Firmado em Montreal (Canadá) pelos países participantes da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao), o tratado precisa agora ser aprovado pelo conselho de governo deste órgão da ONU para entrar em vigor.

Os Estados Unidos já deram como certa a aprovação do acordo, que a Icao qualificou nesta segunda (8) em comunicado como “recomendações” realizadas por 170 especialistas internacionais do Comitê sobre Proteção Ambiental da Aviação (CAEP, na sigla em inglês) da entidade.

“Os Estados Unidos e outros 22 países selaram o primeiro acordo da história sobre padrões globais de emissões da aviação comercial”, disse a Casa Branca em comunicado.

“Quando estiverem totalmente implementados, espera-se que os padrões reduzam as emissões de carbono em mais de 650 milhões de toneladas entre 2020 e 2040”, acrescentou o texto.

140 milhões de carros
Este número equivale a retirar mais de 140 milhões de veículos da estrada durante um ano.

Posteriormente, um funcionário da Casa Branca qualificou o acordo como “histórico”, e disse que é “um grande passo adiante” na agenda global contra a mudança climática. Ele ressaltou que o tratado será aplicado tanto a aeronaves que estão em produção como às que serão fabricadas no futuro, mas não valerá para as atualmente em operação.

“Os EUA pressionaram muito para ter um bom padrão, e estamos orgulhosos de ter conseguido um acordo tão sólido”, disse a jornalistas o funcionário, que pediu anonimato.

Em Montreal, sede da Icao, o presidente do conselho deste órgão da ONU, Olumuyiwa Benard Aliu, classificou em comunicado como “recomendação” as medidas ambientais aprovadas.

O acordo também estabelece o fim da produção, em 2028, de todas as aeronaves que não cumprirem os padrões.

A Icao disse que as normas terão especial impacto nos aviões de maior tamanho, já que as aeronaves que pesam mais de 60 toneladas são responsáveis por 90% das emissões da aviação internacional.

“O objetivo deste processo é finalmente garantir que quando a próxima geração de aviões entrar em serviço, sejam garantidas reduções nas emissões internacionais de dióxido de carbono”, explicou Aliu.

Abandonado pelo dono, coelho gigante busca novo lar na Escócia

Apesar do tamanho, Atlas tem apenas sete meses de idade. (Foto: BBC/SPCA/Escócia)
Atlas, de apenas sete meses, já tem o tamanho de um cachorro pequeno; exemplares da raça podem chegar a 1,2 metro.

Um coelho gigante está procurando um novo lar após seu dono não conseguir mais cuidar dele. O bicho da raça gigante continental, chamado Atlas, está sob os cuidados da Sociedade para Prevenção da Crueldade contra Animais (SPCA) em Glasgow, na Escócia.

Atlas tem apenas sete meses, mas já é do tamanho de um cachorro de pequeno porte. Como ele precisa de muito espaço, comida e cuidados, os donos decidiram colocá-lo para adoção por meio da organização.

A SPCA afirma que o novo dono do coelho gigante precisa ter experiência no trato dessa raça e muito espaço para que o bicho possa correr.

“Atlas precisa de um dono com conhecimento para cuidar dele de forma adequada. Então, idealmente, seria uma pessoa que já teve um gigante continental antes”, disse a gerente da organização, Anna O’Donnell.

“Estamos procurando por um lar específico para Atlas, devido à raça dele e ao tamanho. Como uma gaiola comum não vai funcionar, o novo dono precisa ter muito espaço para ele”, acrescentou.

“É um coelho muito simpático, que adora atenção e abraços. Também é um menino muito curioso, que faz todo mundo rir com seu comportamento malandro.” Atlas é um exemplar da maior raça de coelhos do mundo. No ano passado, outro gigante continental, Darius, virou notícia ao chegar a pesar 22 quilos.

A maioria dos exemplares da raça pesa cerca de seis quilos, mas alguns chegam a dez e outros, como no caso de Darius, passam dos 20 quilos. Eles podem ser brancos, pretos, cor de areia ou cinza e precisam de muitos cuidados e espaço – por isso, não são considerados animais de estimação ideais para uma criança, por exemplo.

Da BBC

Câmara cria CPI para investigar denúncias contra o Carf

A Câmara dos Deputados criou nesta quinta-feira (4) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de fraudes contra a Receita Federal de bancos e grandes empresas, mediante supostos pagamentos de propinas para manipular os resultados dos julgamentos referentes à sonegação fiscal pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O Carf é um órgão do Ministério da Fazenda onde contribuintes recorrem contra multas.

A chamada CPI do Carf foi proposta pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) e autorizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O ato de criação foi lido nesta quinta-feira no Plenário pelo deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), que presidia a sessão.

Ao propor a criação da comissão, o deputado João Carlos Bacelar citou que a Operação Zelotes, da Polícia Federal, investiga o fato de que 24 pessoas e pelo menos 15 escritórios de advocacia e consultoria são suspeitos de envolvimento num esquema de corrupção contra a Receita Federal.

Citando reportagem divulgada pelo jornal O Estado de S.Paulo, o deputado afirma que, entre os sete crimes investigados estão supostas práticas de associação criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Segundo os investigadores, uma conversa gravada com autorização da Justiça em setembro do ano passado, mostra que Edison Pereira Rodrigues, ex-presidente do Carf, considerava traidor quem votava contra os interesses do grupo. Os investigadores agora vão se dedicar à análise do material apreendido durante a operação.

Ainda de acordo com a reportagem, investigadores da Operação Zelotes já têm indícios para comprovar que União deixou de arrecadar R$ 5,7 bi com manipulação de julgamentos no Carf.

A comissão terá 25 integrantes titulares e 25 suplentes, com prazo de 120 dias para concluir seu trabalho. Os líderes partidários deverão indicar seus integrantes, para que a comissão comece a funcionar. Ainda não há data marcada para o início das atividades da CPI.

No Congresso
No ano passado, o Senado também criou uma CPI para investigar denúncias contra o Carf. A comissão encerrou os trabalhos em dezembro, com o indiciamento de 28 pessoas.

Também em 2015, a Câmara dos Deputados instalou uma subcomissão permanente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle para acompanhar as investigações da Operação Zelotes.

O Carf é composto por representantes da Fazenda Nacional e dos contribuintes. Seu objetivo é julgar litígios administrativos tributários na esfera federal, em segunda e última instância.

Veja a íntegra do requerimento de criação da CPI.

Da Redação/WS

STF pede que Senado e Presidência se manifestem sobre o rito do pedido de impeachment de Dilma

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a Presidência da República e o Senado deverão se manifestar, até o próximo dia 19, sobre o recurso da Câmara dos Deputados que questiona o rito definido pelo STF para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O recurso foi apresentado ao STF nesta semana pela Mesa Diretora.

Segundo o ministro, a medida é necessária diante da relevância da ação e da necessidade de preservar o princípio do contraditório e da ampla defesa.

Em dezembro, o STF anulou a comissão especial formada na Câmara para analisar o impeachment e deu mais poder ao Senado no processo. Contrariando o entendimento da Mesa Diretora da Câmara, a maioria dos ministros do Supremo considerou que não caberia votação secreta para a escolha dos integrantes da comissão do impeachment.

O STF também definiu que o Senado não ficará obrigado a instaurar o impeachment, caso a Câmara decida pela abertura do processo. Para os ministros, cabe à Câmara autorizar e admitir o processo, enquanto ao Senado cabe decidir sobre a instauração.

De acordo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, “nunca na história do Supremo Tribunal Federal se decidiu por uma intervenção tão profunda no funcionamento interno da Câmara dos Deputados, restringindo, inclusive, os direitos dos parlamentares”.

Protesto contra Barroso
Na quarta-feira (3), o Procurador Parlamentar da Câmara, deputado Claudio Cajado (DEM-BA), recebeu   moção de repúdio de deputados contra as decisões do ministro Luís Roberto Barroso relativas ao impeachment. A moção, assinada pelas frentes parlamentares da Agropecuária, Segurança Pública e Evangélica, e foi entregue pelo deputado Marcos Montes (PSD-MG).

No documento, os parlamentares alegam que Barroso omitiu em seu voto “parte do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, para adequá-lo às suas intenções”.

“Na condição de Procurador Parlamentar da Câmara, vou estudar a moção para que as prerrogativas regimentais da Casa sejam cumpridas”, declarou Claudio Cajado.

Da Redação/JPJ
Com informações da Agência Brasil e da Procuradoria Parlamentar

Dilma sanciona projeto que muda novo Código de Processo Civil

O Diário Oficial da União publicou nesta terça-feira (5) lei que modifica o texto do novo Código de Processo Civil (CPC), decorrente de projeto (PLC 168/2015) aprovado em dezembro pelo Congresso e sancionado na véspera pela presidente Dilma Rousseff. Foram revertidos mecanismos antes adotados, como o fim do juízo prévio de admissibilidade dos recursos especiais e extraordinários, assim como a regra que estabelecia a obrigatoriedade do julgamento dos processos por ordem cronológica.

O novo CPC foi aprovado com previsão para começar a valer um ano depois da sua publicação, em 17 de março próximo. A intenção foi garantir tempo para que os profissionais atuantes no campo da Justiça se adaptassem às mudanças. Contudo, o desagrado de magistrados com algumas das inovações acabou motivando alterações ainda antes do início da vigência. O projeto sancionado resultou na Lei 13.256 de 2016.

Filtro de admissibilidade

O recurso especial é um instrumento processual para a contestação, perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), de determinadas decisões dos Tribunais de Justiça Estaduais e dos Tribunais Regionais Federais. Já o recurso extraordinário é cabível junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o CPC ainda vigente, antes do envio desses recursos aos tribunais superiores, os tribunais de origem são obrigados a avaliar se nesses estão presentes determinados requisitos.

Na prática, o juízo prévio de admissibilidade permitia reduzir de modo significativo a quantidade de ações encaminhadas ao STJ e ao STF. Segundo alguns de seus ministros, a retirada do filtro do juízo prévio iria causar uma “enxurrada” de processos para dentro dessas duas cortes superiores. O senador Blairo Maggi (PR-MT), que relatou o PLC 168/2015 no Senado, apoiou a retomada da regra do atual CPC no novo código.

– A triagem de recursos feita pelos tribunais regionais poupa o STJ de receber 48% dos recursos especiais interpostos, o que corresponde a mais de 146 mil recursos, muito deles descabidos — afirmou o senador durante a votação em Plenário.

Cronologia

Pelo texto original do novo CPC, os juízes deveriam julgar os processos pela ordem em que ficassem prontos para decisão, medida que tendente a priorizar ações mais antigas, com mais isonomia e transparência e preservação apenas das prioridades legais, como as causas de idosos e de pessoas com deficiências). Para os juízes, a medida causaria “engessamento”, pois ficariam impedidos de julgar segundo as circunstâncias específicas de cada processo. Com o PLC, a ordem cronológica obrigatória mudou para “preferencial”.

O projeto aprovado nesta terça também limita o saque de valores pagos a título de multa, pela parte contrária, antes da decisão definitiva da ação (trânsito em julgado). O texto original do novo CPC permitia o saque antecipado também na pendência de alguns tipos de agravo (recurso), mas havia temor de que, em caso de reversão da decisão, fosse impossível recuperar os valores já sacados.

Entre os dispositivos agora revogados estão ainda o que possibilitava o julgamento, por meio eletrônico, dos recursos e dos processos de competência originária em que não cabe sustentação oral dos advogados no momento do julgamento. O mesmo entendimento prevaleceu em relação a diversas hipóteses de cabimento de agravos e embargos no STF e no STJ.

Acordo

A votação do projeto no Plenário do Senado, em dezembro, foi acompanhada por ministros do STJ. Antes, os ministros também participaram de reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e com os líderes partidários. Este ainda presente nesse momento o ministro do STF Luiz Fux, que foi presidente da comissão de juristas responsável pelo anteprojeto do novo CPC.

Agência Senado

PECs alteram forma de escolha de ministros do STF

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), corte que exerce a função de guardiã da Constituição, poderão ter mandatos de dez anos. É o que estabelece a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 35/2015, que está pronta para ser votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

O autor da proposta, senador Lasier Martins (PDT-RS), argumenta que a vitaliciedade do cargo pode trazer “vários riscos à estabilidade institucional”. Pela atual regra, aponta o senador, alguns ministros ocupam a vaga por poucos anos, enquanto outros podem exercer o cargo por décadas, inclusive presidindo a corte por mais de uma vez. Lasier acrescenta que a fixação de mandatos ainda pode criar a oportunidade de renovação, já que “inteligências hoje esquecidas” poderão ter a “chance de ser conhecidas e, se for o caso, escolhidas para comporem o STF”.

A PEC também determina que os ministros do STF ficarão inelegíveis para qualquer cargo eletivo até cinco anos após o término do mandato. Segundo Lasier, é uma forma de evitar que muitos ministros usem o Supremo “como porta de entrada imediata para a política partidária”.

Colegiado

A proposta ainda traz modificações sobre os critérios e o processo de escolha do ministro. Além das exigências atuais — mais de 35 e menos de 65 anos de idade, notável saber jurídico e reputação ilibada —, haverá a necessidade de comprovação de pelo menos 15 anos de atividade jurídica.

Pelo texto da PEC, o presidente da República vai escolher um nome dentro de uma lista tríplice, elaborada por um colegiado. Esse colegiado será composto por sete membros: os presidentes do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Superior Tribunal Militar (STM) e do Tribunal de Contas da União (TCU); além do procurador-geral da República e do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A regra atual que determina a escolha pessoal do presidente da República pode, na visão de Lasier, trazer prejuízos à impessoalidade dos critérios de seleção e até mesmo, no limite, “à necessária independência dos magistrados”. Com a indicação por um colegiado, registra o autor, não estará o chefe do Executivo absolutamente livre para indicar quem quiser. O senador ainda aponta que a sociedade brasileira não tolera mais “essa possibilidade de desvio de finalidade na escolha dos ministros do STF”.

A escolha pelo presidente da República deverá ser feita no prazo de até um mês a contar do surgimento da vaga. Esse prazo, segundo o autor, se justifica porque a falta de previsão de um prazo para a realização da escolha faz com que o STF, muitas vezes, tenha que conviver com vagas em aberto por até quase um ano. O nome do escolhido continuará sendo submetido à apreciação do Senado.

Equilíbrio

A proposta conta com o apoio do relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), para quem a PEC contribui de forma importante para o debate da democracia brasileira. Ele diz que sua aprovação “somará ao debate uma proposta sensata e equilibrada”.

Anastasia, no entanto, apresentou uma alteração no texto original. Ele diz que “não tem pertinência lógica” inserir no colegiado o presidente do TCU por se tratar de órgão técnico e de controle externo, diferente das outras instituições nele elencadas. Em seu relatório, Anastasia sugeriu substituir o presidente do TCU pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá para a análise do Plenário do Senado, onde precisa ser votada em dois turnos, com o apoio de pelo menos 49 senadores. Com a aprovação no Senado, a proposta ainda será submetida à apreciação da Câmara dos Deputados.

Superior Tribunal de Justiça

Há ainda em tramitação outra proposta que altera o processo de escolha dos ministros do Supremo. A PEC 117/2015 prevê que quando houver cargos vagos, assume a cadeira o ministro mais antigo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) até que aconteça a nomeação do titular da vaga no STF.

O autor da proposta, Flexa Ribeiro (PSDB-PA) argumenta que a iniciativa não compromete a composição da Corte e nem a forma de nomeação previstas na Constituição. Lembra que os magistrados do STJ também devem respeitar os princípios de notório saber jurídico, reputação ilibada e idade mínima.

O Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros escolhidos pelo presidente da República. A indicação presidencial tem que ser aprovada pela maioria absoluta do Senado. É o que está na Constituição, mas o artigo 101 não especifica qual o prazo para novas designações quando os ministros deixam o STF.

Um exemplo dessa situação se deu quando o ministro Joaquim Barbosa se aposentou, em julho de 2014. O STF ficou por quase um ano sem a bancada completa. O sucessor, Luiz Edson Fachin, apenas tomou posse em junho de 2015.

Flexa Ribeiro lembrou que a bancada incompleta do STF já causou problemas, como no caso do julgamento da aplicação da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) nas eleições de 2010. Flexa recordou que por causa de um empate em 24 de setembro daquele ano a decisão foi suspensa por tempo indeterminado. Esse julgamento só foi concluído em fevereiro de 2012.

Essa proposta de emenda constitucional será analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Ainda não há um relator escolhido para analisar a PEC 117/2015.

Agência Senado

Síria: Perigo à espreita para centenas de milhares de civis em Alepo

A morte e a fome podem entrar em força em Alepo naSíria se a ofensiva governamental, apoiada pela Rússia e o Hezbollah cercar os rebeldes naquela que já foi a maior cidade do país.

Pelo menos 300 mil civis ficarão privados de comida e de ajuda humanitária caso o cenário se concretize e não haja linhas de abastecimento humanitário – O alerta é feito pelas Nações Unidas.

Ainda de acordo com o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, o afluxo de refugiados será também engrossado em cerca de 100 a 150 mil pessoas.

Num momento de viragem da guerra, a favor de Bashar al-Assad, John Kerry fez um apelo à Rússia.

“As atividades da Rússia em Alepo e na região, neste momento, estão a tornar muito mais difícil o regresso à mesa das negociações de paz, para que existam conversações sérias. Já pedimos e voltamos a pedir à Rússia para se unir nos esforços para conseguirmos um cessar-fogo imediato e permitir acesso humanitário total”, declarou o secretário de Estado norte-americano.

Mesmo sem cessar-fogo, o ministro dos Negócios Estrangeiros Russo, Serguei Lavrov anunciou que Moscovo apresentou um plano de paz concreto a Washington e que aguarda por agora uma resposta.

Isto num dia em que um atentado com uma viatura armadilhada em Damasco, reinvidicado pelo grupo Estado Islâmico, provocou pelo menos oito mortos.

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