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Maioria dos ministros mantêm no Supremo investigação sobre Lula

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu há pouco manter decisão individual do ministro Teori Zavascki que determinou a suspensão das investigações da Operação Lava Jato sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, a parte da investigação que envolve Lula continuará no STF e não poderá ser conduzida por Moro.

Seguiram o relator, Teori Zavascki, os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Faltam os votos de três ministros.

Em seu voto, Zavascki defendeu as investigações da Lava Jato, mas disse que elas devem sere feitas dentro da lei para evitar anulações. Para o ministro, Moro não poderia ter divulgado as conversar por envolver a presidente da República, cargo que tem foro por prerrogativa de função na Corte.

“Para o Poder Judiciário, sobretudo para o Supremo Tribunal Federal (STF), é importante que tudo isso seja feito com estrita observância da Constituição Federal. Eventuais execessos que se possa cometer, com a melhor das intenções de apressar o desfacho das investigações. Nós já conhecemos esta história. Já vimos esse filme. Iso pode reverter justamente o resultado contrário. Não será a primeira vez que por força de cometimento de ilegalidades no curso das investigações, STF e o STJ anularam procedimentos criminais.”,

AGU

O advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, elogiou hoje (31) a atuação do juiz federal Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato, mas disse que a decisão do juiz em autorizar a divulgação dos áudios entre Lula e a Dilma ofendeu a Constituição e a legalidade vigente.

“Na medida em que alvos interceptados se comunicaram com a presidenta da República, com ministros de Estado e com parlamentares não poderia sua excelência Sérgio Moro ter feito qualquer consideração sobre esta matéria, sob pena de clara de usurpação de competência desta Suprema Corte”, argumentou Cardozo.

Edição: Armando Cardoso
André Richter – Repórter da Agência Brasil

Tributarista depõe na comissão e diz que governo não violou lei orçamentária

Ao prestar depoimento hoje (31) na Comissão do Impeachment, o professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ), Ricardo Lodi Ribeiro, especialista em direito tributário e financeiro, segundo nome indicado para fazer a defesa da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que há “incongruências” no pedido apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.

Dividindo os assuntos por tópicos de acusação, Lodi Ribeiro disse que, enquanto os juristas afirmam que as pedaladas fiscais foram constituídas por operações de crédito, o que houve foi um “direito de crédito”. Para explicar a tese, o professor citou o exemplo de um contrato de reforma residencial em que o arquiteto entrega a obra no prazo, mas o contratante não paga no dia acertado.

“Se não pagou o projeto entregue no prazo, o arquiteto tem direito de crédito, mas isto não constitui uma operação de crédito”, afirmou, fazendo uma analogia com os contratos da União com agentes financeiros públicos. Lodi alertou que a Lei do Impeachment não tipifica como crime de responsabilidade a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O que se pune é o atentado à Lei do Orçamento, que prevê receitas e despesas. A LRF estabele normas gerais sobre gestão do orçamento. Além de não termos uma operação de crédito e uma violação à LRF, não houve violação à Lei do Orçamento”, ressaltou.

O especialista em direito afirmou que, das acusações elencadas no pedido, em relação ao ano de 2015, “só restou um caso apontado na denúncia, que é o do Plano Safra que não tem qualquer participação da presidente da República. É inteiramente regulado pelo Conselho Monetário Nacional. A presidente não tem competência para contrair operação de crédito nestes casos”, disse.

Créditos Suplementares

Ricardo Lodi Ribeiro disse que criminalizar a gestão da política econômica “não é algo que possa se compatibilizar com a Constituição Federal”. Ele lembrou que os gestores precisam fazer escolhas difíceis em momentos de crise e, reiterando o discurso do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que falou minutos antes do especialista, lembrou que a abertura de crédito suplementar não significa necessariamente aumento de despesas.

“A aprovação da lei do orçamento inseriu, no Artigo 4, a autorização para abertura de crédito suplementar condicionada ao superávit primário. Como orçamento anual, só podemos verificar a ocorrência dessa condição [cumprimento ou não da meta] ao final do exercício anual.”.

O professor Lodi reconheceu que a LRF estabelece a entrega de relatórios bimestrais sobre as contas do governo, mas reforçou que o cumprimento da meta, ainda assim, só pode se confirmar no balanço final. Ele lembrou que foi o Congresso Nacional que aprovou a proposta de lei encaminhada pelo governo Dilma, em 2015, alterando a meta e admitindo déficit.

“O Congresso aprovou o PLN, que reduziu a meta, admitindo déficit de até R$ 100 bilhões. No momento que o Congresso aprova lei alterando meta, aquela condição prevista na Lei do Orçamento não será realizada. Não se pode afirmar que a meta de 2015 não foi cumprida”, completou.

Deputados governistas defendem que não há razões jurídicas para o processo de impeachment, seguindo o mesmo tom adotado pela própria representada, que diária ou semanalmente, desde que o pedido foi acatado na Câmara, tem repetido que não renunciará e afirmado que não cometeu crime de responsabilidade. Ontem (30), Dilma Rousseff participou de um evento no Palácio do Planalto e reafirmou que a tentativa é golpe. “Estamos discutindo umimpeachment muito concreto e sem crime de responsabilidade”, afirmou a presidenta.

As oitivas na Comissão do Impeachment foram resultado de um acordo entre líderes partidários, que concordaram em convidar duas pessoas de cada um dos dois lados, contra e em defesa do governo, para esclarecer posições. Na primeira sessão de depoimentos, ontem, nomes indicados pela oposição falaram em meio a uma sessão marcada por tumulto. Autores do pedido que resultou no início do andamento do processo, os juristas Miguel Reale Jr. eJanaína Paschoal afirmaram que as pedaladas fiscais são elementos suficientes para que a presidenta seja processada por crime de responsabilidade.

Miguel Reale Jr afirmou que Dilma feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao retardar o repasse de recursos para bancos públicos. A advogada rechaçou a classificação de golpe, assegurando que a denúncia está bem caracterizada. Os depoimentos terminaram em confusão, quando o presidente da comissão, Rogério Rosso, decidiu encerrar a sessão sem dar a palavra a parlamentares governistas, que esperavam para fazer perguntas.

Rosso, que argumentou que a Ordem do Dia tinha sido iniciada no plenário, foi acusado de manobra a pedido do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já que havia informado, no final da manhã, que não haveria necessidade de encerrar a reunião, por não havia previsão de votações.

Relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO) voltou na sessão de hoje para tentar tranquilizar o colegiado. “Convidamos dois que fizeram a denúncia e dois que falam contra a denúncia. Não para produzir provas. Evidente que a fala é livre, mas nada de novo será acrescentado no relatório”, afirmou, tentando apaziguar os ânimos já acirrados no início da sessão.

Edição: Maria Claudia

Comissão do Impeachment ouve ministro da Fazenda e tributarista

Com o plenário mais uma vez lotado, a comissão especial da Câmara que analisa o pedido deimpeachment da presidenta Dilma Rousseff espera a definição de uma questão ordem da base aliada sobre reabaertrua de prazo da defesa para ouvir hoje (31) o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o professor de Direito Tributário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Ricardo Ribeiro. Os dois convidados terão 30 minutos para apresentar a defesa do governo. Marcada para às 11 horas da manhã desta quinta-feira, a audiência começou com 34 minutos de atraso.

Ontem (30), terminou em tumulto a reunião da comissão especial da Câmara que analisa o pedido de impeachment. Houve bate-boca e um princípio de agressão física entre deputados. O presidente do colegiado, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), foi acusado de manobrar a reunião a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao encerrar a sessão sem que todos os líderes falassem – incluídos os da base governista – para favorecer os parlamentares favoráveis ao impeachment.

Segundo o parecer do Tribunal de Contas da União – TCU –  houve – em determinados momentos – diferença no fluxo de caixa do Tesouro em razão do adiamento de despesas. O objetivo seria melhorar os resultados fiscais. Em audiência na Câmara dos Deputados, no ano passado, Barbosa – que era ministro do Planejamento na época – disse que é uma questão de “diferença na interpretação jurídica” de algumas ações financeiras implementadas não só pelo governo da presidenta Dilma Rousseff como também pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

Desde o início, o governo nega que tenha cometido irregularidade no atraso do repasse aos bancos públicos, conforme apontou auditoria do TCU feita em 2015, com base em relatórios de 2014. Ontem, durante cerimônia de lançamento do Programa Minha Casa, Minha Vida 3, a presidenta destacou que o que está em questão no impeachment são as contas de 2015.

Ontem (30), os autores do pedido de impeachment, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal, ao contrário do que defende o governo, argumentaram que as chamadas pedaladas fiscais são elementos suficientes para que a presidenta Dilma Rousseff seja processada por crime de responsabilidade. Segundo Reale, Dilma feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao retardar o repasse de recursos para bancos públicos.

Questão de ordem

Em resposta a um pedido do vice-líder do governo, Paulo Teixeira (PT-SP), que insistiu nas últimas reuniões pela reabertura do prazo para que a presidenta Dilma Rousseff apresente sua defesa, o presidente da Comissão Especial do Impeachment, Rogério Rosso, indeferiu o pedido.

Rosso voltou a lembrar, hoje, que, na sessão do dia 22 de março, já tinha anunciado que não iria considerar o documento juntado, que tratava da delação premiada do ex-líder do governo, senador Delcídio do Amaral. Mesmo com a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que manteve o conteúdo da delação no processo, Rosso considerou a matéria “vencida”.

“Tendo em vista que o presidente da Casa determinou a juntada ao autos, não cabe a esta comissão determinar o desentranhamento de documento. O mais importante é que o documento não será considerado pelo relator. Caberá ao Senado Federal fazer instrução probatória como achar adequado”, explicou, reafirmando que a Câmara tem apenas a atribuição de admitir ou não o processo de impeachment, sem analisar ou produzir provas.

Rosso disse, ainda, que Dilma foi notificada duas vezes – na criação da comissão e quando o prazo começou a ser contado. “Ela tem conhecimento de todos os termos da denúncia. Estamos trabalhando apenas a admissibilidade. Ela terá a oportunidade de se defender no Senado”, completou. Dilma tem o prazo de 10 sessões para apresentar sua defesa. A Câmara mantém o ritmo de uma sessão por dia desde que o processo foi iniciado. Hoje, a comissão completou oito sessões.

Histórico

O pedido de impeachment da presidenta foi acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. No documento, os advogados Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior pedem o afastamento da presidenta, evocando as pedaladas fiscais do ano de 2014 apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os autores do pedido dizem também que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar seis decretos autorizando despesas extras em um cenário de restrição fiscal e ao, suspostamente, repetir as pedaladas fiscais em 2015, já no exercício deste novo mandato.

Os decretos não numerados, assinados pela presidenta em 27 de julho e 20 de agosto de 2015, autorizaram o governo a gastar R$ 2,5 bilhões a mais do que havia previsto no Orçamento. Para os advogados, Dilma não poderia criar despesa extra quando sabia que a meta de superávit primário (dinheiro reservado para pagar os juros da dívida) prevista no Orçamento não seria cumprida.

O governo rebate os argumentos, afirmando que as contas do governo de 2015 sequer foram apreciadas pelo TCU e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e que, portanto, não se pode falar na possibilidade de crime de responsabilidade.

Edição: Kleber Sampaio

Daniel Lima e Carolina Gonçalves – Repórteres da Agência Brasil

Pesquisa revela que a segurança pública do Estado está desestruturada

Levantamento realizado pela Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e Instituto de Pesquisas, Propaganda e Projetos Econômicos e Sociais (IPEPE), entre os meses de janeiro e fevereiro de 2016, com prefeitos de 60 municípios tocantinenses, revela dados preocupantes no âmbito da segurança pública. Pela metodologia utilizada, todas as microrregiões do Estado foram contempladas pelo estudo, incluindo, além das pequenas, as médias e grandes cidades.

 Pelos dados levantados, 61,67% das cidades pesquisadas não possuem delegados de polícia, porém 38,33% dos municípios pesquisados possuem delegado de polícia. Apesar de 38,33% das delegacias funcionarem em prédios próprios, 35% funcionam em prédios alugados, 10% funcionam em prédios cedidos. Já 15% das cidades pesquisadas não possuem delegacia de polícia. Por fim, 1,67% não opinaram.

Condições

Segundo os dados, 3,33% das delegacias estão enquadradas como muito seguras, ao passo que 21,67% são apenas seguras. Todavia, 28,33% dessas unidades são mais ou menos seguras, 13,33% são inseguras e 13,33% muito inseguras. Por fim, 20% não opinaram ou não souberam opinar. Por conseguinte, o estado de funcionamento das viaturas teve o seguinte resultado: 40% não estão em bom estado de funcionamento, contra 30% que estão em bom estado e 6,67% que disseram que algumas estão em bom estado de funcionamento. Entretanto, 18,33% declararam que nos seus municípios não existem viaturas policiais.

Municípios ajudam manter a segurança; efetivo policial deficiente nas cidades

No que se refere às ajudas que a municipalidade realiza com a segurança local, cuja responsabilidade é do Estado, 36,67% dos gestores dizem que contribui com combustível, 11,67% com a alimentação de presos, 25% com aluguel do prédio da delegacia, 28,33% com pagamento de funcionários e 31,67% com material de expediente e limpeza. Entretanto, 15% disseram que não ajudam com absolutamente nada. Em relação ao efetivo policial, 66,67% garantem que o efetivo policial do município é pequeno, contra 18,33% que afirmam ser médio e 13,33% declararam que em seus municípios não há efetivo de polícia. Por sua vez, não houve respostas para efetivo policial grande.

Crime organizado

A pesquisa apontou que na opinião de 56,67% dos respondentes o efetivo policial da sua cidade não está preparada para enfrentar o crime organizado, contra 5% apenas que afirmam que o referido efetivo está preparado. Porém, 26,67% garantem que o efetivo está mais ou menos preparado para enfrentar o crime organizado. Por fim, 11,67% não opinaram. Ainda segundo a pesquisa, só em 2015 houve 28,33% ocorrências de assalto nas agências bancárias nas cidades pesquisadas, 15% de explosões de caixas bancários. Assalto e explosões de caixa (3,33%), assalto e arrombamento (5%); assaltos seguidos de arrombamento e explosões de caixas (25%) e explosões de caixas e arrombamento (1,67%). Finalmente, 16,67% dos municípios não houve ocorrência dos delitos citados.  Ato contínuo foi aferido o índice de assaltos nas agências dos correios em 2015. De acordo com os dados, em 40% dos municípios sondados aconteceram assaltos, porém em 56,67% não houve registros do aludido delito.  E mais, em 33,33% das agências a prática criminosa aconteceu mais de uma vez no período de 2015.

Foto Divulgação: SSP/TO

Drogas

Em relação ao consumo de droga, 93,33% dos prefeitos ouvidos declararam que o problema é muito preocupante ou preocupante. Já 3,33% colocaram que o problema é mais ou menos preocupante e 3,33% que garantem que o problema não é ainda preocupante. Passo seguinte foi questionado os investimentos do governo estadual em segurança pública nos municípios. Pelos dados colhidos, 41,67% informaram que o governo estadual tem investido pouco, enquanto 35% responderam que o governo tem investido muito. Para 11, 67% os investimentos estão sendo razoáveis. Já 11,67% não opinaram.

Autoridades repercutem os dados da pesquisa

Para o presidente da ATM e prefeito de Brasilândia, João Emídio, o objetivo da pesquisa foi aferir os dados de uma área que a cada dia preocupa mais as populações das cidades e, a partir daí, a entidade colaborar com o governo e as instituições. “Os dados levantados são preocupantes. Vou propor uma audiência em Brasília com a nossa bancada, sugerir que seja marcada uma audiência em conjunto com o ministro da Justiça, a fim de alavancarmos recursos para construção de delegacias nos municípios que não há delegacias, bem como no aparelhamento da polícia como um todo. Estamos conscientes que o problema não nasceu agora, herança ainda de quando pertencíamos ao estado de Goiás”, declarou.

O prefeito de Chapada da Natividade, Djalma Rios, cidade localizada no Sudeste do Estado e que não conta com efetivo de polícia, disse que a preocupação é cotidiana com a segurança pública da cidade. “Além dos problemas locais inerentes ao consumo de drogas, por outro lado região garimpeira, a cidade é rota de saída para Bahia e Brasília, o que facilita a prática criminosa tanto aqui como na região. No ano de 2015 tivemos assalto numa casa lotérica e não podemos fazer nada, visto que até chegar o socorro da cidade de Natividade, os bandidos já haviam empreendido fuga”, desabafou.

Já o deputado Nilton Franco (PMDB), que preside a Comissão de Segurança Publica da Assembleia Legislativa, afirmou que vai promover uma reunião com os pares da Casa e propor que os parlamentares destinem recursos de suas emendas para construção de delegacias nas cidades que estão desprovidas de unidades prisionais. “Vou propor uma parceria de trabalho com a ATM, a mais legítima entidade municipalista do Estado, com o nosso governador Marcelo Miranda, para encontrarmos saída para um problema que é sério e que nos intranqüiliza a cada dia. Vamos destinar recursos das nossas emendas para qualificar e aparelhar a segurança pública nos municípios em que o problema é mais delicado” asseverou.

Goianyr Barbosa –Ascom ATM

“César é meu e daqui ninguém lhe tira! Ele vai ter meu apoio para o senado ”, diz Dimas

Para o  prefeito Ronaldo Dimas o deputado federal César  Halum ,junto  com seu  partido PRB ,   faz  parte    de  sua base política  no  município de  Araguaína e   deve  continuar: “César  é  meu   companheiro.  Está   comigo  e  vai continuar. Daqui ninguém  lhe tira :  vai ter  meu  apoio  para  o  senado  federal em  2018 .

Lázaro diz que César Halum ao seu lado terá vaga garantida no senado

Para o deputado  federal Lázaro  Botelho, PP,  o  deputado    César Halum deve  optar  por ficar ao seu lado   terá  vaga  garantida  o senado  federal: “Para mim  será  um prazer  enorme  ter César  ao meu lado. Garanto  que, com PP e PRB juntos,   ele  terá  vaga  garantida   no senado  federal em  2018 “

Marzola tem esperança de contar com o apoio do Deputado César Halum

O pré-candidato   do  DEM , Junior Marzola,  mantém  esperança  em  receber  apoio do   deputado  federal César Halum na    disputa da  eleição  municipal   de  Araguaína. “ Estamos  conversando   com  vários  partidos,   entre  eles o  PRB ,   do  deputado  federal  César Halum. Sou  muito  Amigo   dele   e  nossa  esperança  é que fechemos  acordo político para que ele  nos  apoie  na  disputa  pela prefeitura   de  Araguaína”.

César Halum tem decisões importantes para tomar nos próximos dias

Os próximos dias serão de decisões para o deputado federal César Halum. Além de optar em votar a favor ou contra o Impeachment   da presidente Dilma, ele também deverá fazer outra escolha, que é de permanecer na base do prefeito Ronaldo Dimas;  migrar para a base do governador Marcelo Miranda ou  ficar com o grupo dos  independentes .

Tanto o grupo ligado ao prefeito Ronaldo Dimas quanto do atual governador Marcelo Miranda e os independentes, garantem que têm a palavra do deputado federal de que irá apoia-los nas eleições municipais em Araguaína.  Com aproximação das eleições, o deputado deve anunciar sua decisão: se fica  com Dimas,  Marcelo   ou se  fica  com o grupo  independentes.

Na sua página no facebook o deputado declarou: “Em toda minha vida pública, fui um homem de posição partidária”. Em meio  a tantas especulações – sobre quem ele  vai  apoiar-, os  três  grupos políticos  esperam ansiosos a decisão   do deputado.

ONU dá apoio à Argentina na disputa com a Grã-Bretanha pela soberania das Ilhas Malvinas

A Argentina recebeu um importante apoio internacional em sua disputa com a Grã-Bretanha a respeito da soberania do Arquipélago das Malvinas. A Organização das Nações Unidas apoiou o pleito para extensão dos limites da plataforma continental, reconhecendo a disputa pela soberania das ilhas, localizadas a 480 quilômetros da costa argentina.

 A decisão da ONU, que está sendo festejada pelo Governo argentino, reconhece os direitos da Argentina sobre a exploração dos recursos naturais de sua plataforma continental, de acordo com a Convenção do Mar de 2009. Com o aval, a Argentina aumenta em 35% sua fronteira marítima até o limite que se aproxima das Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos ingleses, e que foram palco de uma guerra entre os dois países de 2 de abril a 14 de junho de 1982.

 Dehilde Holzhacker, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de São Paulo, diz que o anúncio da ONU é muito significativo para a Argentina.

“Essa é uma comissão da ONU de especialistas que trata das fronteiras marítimas. É importante não só do ponto de vista econômico, como também reconhece que as Ilhas Malvinas são uma área de disputa, algo que a ONU não tinha feito até então. Para a Argentina é algo simbólico, porque agora ela consegue fazer novos pleitos em outros órgãos dentro da ONU e começar uma negociação com a Grã-Bretanha.”

Para a especialista em políticas latino-americanas, do ponto de vista da Grã-Bretanha o aval da ONU fragiliza os argumentos de que as Ilhas Malvinas ou Falklands fazem parte da soberania britânica.

“O Primeiro-Ministro David Cameron questionou a decisão da ONU, afirmando que ela é vinculativa, não significa que ela esteja dando aval à Argentina, e afirmou que a questão da soberania depende de uma consulta popular, que foi feita em 2011 com um resultado expressivo em que mais de 90% da população das ilhas preferem ficar sob a soberania britânica.”

Segundo a professora da ESPM, outro elemento bastante importante para a Argentina é que o aval da ONU permite que o país possa explorar o mar nessa região, com direitos ao subsolo, uma área de exploração de petróleo.

“É algo que provavelmente vai ser negociado com empresas que já atuam nessa região.”

 O conflito em torno das Malvinas começou quando tropas argentinas tomaram Port Stanley, a capital do arquipélago, em 2 de abril de 1982. A resposta da Grã-Bretanha foi imediata, deslocando para o Atlântico Sul uma força-tarefa com 28 mil homens, quase quatro vezes maior do que o contingente argentino.

A luta foi desigual desde o início, não só pela superioridade numérica dos britânicos como também pela qualidade e quantidade de armamentos. No campo diplomático, a esquadra britânica recebeu toda a colaboração de inteligência e de logística dos Estados Unidos.

No dia 25 de abril, tropas britânicas desembarcaram na Ilha Geórgia do Sul e prepararam a contraofensiva com o apoio logístico também da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Houve perdas pesadas de ambas as partes. Do lado argentino, o torpedeamento do cruzador “General Belgrano” causou a morte de 386 tripulantes. Os britânicos perderam o destróier “Shefield” e outros navios, além de alguns caças abatidos pela artilharia antiaérea. O avanço britânico cresceu em 21 de maio, com o desembarque de mais tropas no lado oriental das Malvinas, e prosseguiu até a rendição das tropas argentinas em 14 de junho.

O saldo final dos combates para a Argentina foi de quase 1 mil mortos, um número não revelado de feridos, 102 aviões derrubados e oito embarcações afundadas. Os britânicos contabilizaram 255 mortos, 777 feridos, 34 aeronaves abatidas e 6 embarcações destruídas. O custo da campanha foi avaliado em US$ 5 bilhões. Politicamente, a Primeira-Ministra Margareth Thatcher consolidou seu poder de influência na Europa, e do lado argentino a derrota contribuiu para acelerar a queda da ditadura militar.

http://br.sputniknews.com/

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Fruticultores do Projeto Manuel Alves devem colher 60 toneladas da manga Palmer até junho

A manga é uma fruta conhecida desde tempos antigos e atualmente é produzida em todo o mundo. Os produtores de manga do Projeto Hidroagrícola Manuel Alves, situado entre Dianópolis e Porto Alegre do Tocantins, na região Sudeste do Estado, iniciam nesta semana a colheita da fruta. A variedade plantada é a Palmer, que foi escolhida por ter boa aceitação nos mercados e ser a variedade que melhor se adaptou às condições climáticas da região. O cultivo das mangas no projeto utiliza técnicas de irrigação e indução floral (com produtos que antecipam a produção dos frutos). A colheita da manga é feita manualmente, uma a uma, e são embaladas geralmente em caixa de plástico 25 kg ou papelão de 6 kg, dependendo do mercado consumidor. A previsão é que a colheita dessa primeira safra termine em julho. Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do Perímetro Irrigado Manuel Alves, Patrik Diogo Antunes. A expectativa é para que colham cerca de 60 toneladas nessa a primeira safra. “O plantio das mangueiras teve inicio há cerca de quatro anos e atualmente, cerca de sete agricultores cultivam a lavoura, numa área de 65,40 hectares”. Comercialização e Mercado O produtor Delmácio Alves investiu no plantio de 1.500 mangueiras da variedade Palmer, em seis hectares na área de fruticultura do Manuel Alves, e está feliz com a chegada da colheita das primeiras frutas em maio.  “Tentei convencer outros produtores a cultivar, mas ninguém botava fé porque a mangueira demora cerca de três anos para começar a produzir. Hoje vendo que estão todas carregadas se animaram para plantar”, comenta. “No início é feito um investimento maior com o plantio das mangueiras, mas o produtor pode ter lucros durante 30 anos, tempo médio de produção dos mangueirais”, comemora. Os produtores estão otimistas com a boa aceitação, da variedade Palmer, por parte de consumidores e mercados. Segundo Delmácio Alves, o quilo da manga Palmer está sendo comercializado, por cerca de R$ 2,40 e o custo de produção está em torno de R$ 1,00, o que deixa uma boa margem de lucro para o produtor. “A ideia é vender na entressafra, quando a demanda é maior e os preços estão melhores. Estamos na entressafra e já temos uma boa procura pela fruta,” comemora o coordenador do projeto Patrik Antunes. O planejamento é para vender nos mercados de Palmas, Araguaína, Gurupi, Brasília e São Paulo. Indução Floral Sobre a técnica de indução floral, o engenheiro agrônomo da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro) Anderson Pereira informa que, seja na cultura da manga ou em outras frutíferas, a indução floral é uma forma de programar a colheita dos frutos e dar possibilidades ao produtor de colher de acordo com a demanda de mercado, minimizando perdas, melhorando o planejamento e aumentando a segurança do produtor rural. “O produtor faz induções parceladas, com intervalos de tempo entre as aplicações para escalonar a produção e colher no tempo programado”, explica.     Manuel Alves O projeto de Irrigação Manuel Alves, implantado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), está localizado no município de Dianópolis, a 320 km de Palmas. É um dos maiores projetos de irrigação do Brasil, com uma área de cinco mil hectares e expansão para mais 15 mil hectares. Dividido em lotes variados que estão sendo explorados com fruticultura, por meio de métodos modernos de irrigação (gotejamento, microaspersão e aspersão convencional). São 199 lotes para pequenos produtores e 14 lotes empresariais.

Eliane Tenório / Governo do Tocantins

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