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Sem Terra bloqueiam rodovias em Alagoas contra a violência no campo e em defesa da democracia

Ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas do MST.

Nessa sexta-feira (15), o MST juntamente com diversos movimentos do campo, entre eles, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) , Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTTL), MUPT, Via do Trabalho e Terra Livre, trancaram 20 trechos de rodovias em todo o estado de Alagoas e, com bandeiras e palavras de ordem, denunciaram a violência e a impunidade.

Do Sertão ao Litoral mais de cinco mil trabalhadores e trabalhadoras rurais estão mobilizados nos bloqueios das rodovias estaduais e federais, na BR 101 trechos nos municípios de Teotônio Vilela, Junqueiro, Atalaia, Flexeiras e Joaquim Gomes, estão fechados, além dos bloqueios nas cidades de  Delmiro Gouveia, Olho d’Água do Casado, Piranhas, Girau do Ponciano, Cajueiro, Novo Lino, União dos Palmares, Murici, Campo Alegre, Maragogi, Matriz do Camaragibe, São Luiz do Quitunde e em Porto Calvo.

Segundo José Roberto Silva, da direção nacional do MST, a ação relembra os 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, “nossa luta hoje é em memória aos 20 anos de impunidade do assassinato dos trabalhadores rurais Sem Terra em Eldorado dos Carajás, no Pará. Essa impunidade reaviva cada vez mais a violência no campo que está presente em todas as nossas regiões, onde o agronegócio continua matando e massacrando Sem Terra”, disse.

Além do massacre de Eldorado dos Carajás, José Roberto lembra do recente assassinato de dois trabalhadores Sem Terra no Paraná, onde a violência do latifúndio e do agronegócio fez duas vítimas fatais, no último dia 7, onde as famílias do MST, no Acampamento Dom Tomas Balduíno,  em Quedas do Iguaçu, região central do Paraná, foram vítimas de uma emboscada realizada pela Policia Militar do Estado e por seguranças contratados pela empresa Araupel.

“Estas ações demonstram uma reação do agronegócio, nesse último período também tivemos ataques de pistoleiros em Rondônia e na Paraíba. Nossa ação é para mais uma vez reforçar nossa disposição de seguir em luta, na memória dos companheiros tombados e na certeza de que é preciso garantir vida digna, com a distribuição de terra e de riqueza, para o povo pobre desse país”, afirmou José Roberto.

Durante toda a manhã as rodovias devem seguir paralisadas marcando o início da Jornada Nacional de Luta por Reforma Agrária em Alagoas.

As ações também são pela defesa da democracia e contra o golpe em curso no país. Para Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST, a relação entre o grupo que conduz o golpe dentro do parlamento e os que conduzem golpes aos trabalhadores e trabalhadoras rurais é direto.

“Parte dos que conduzem o golpe dentro do parlamento, tiveram suas campanhas financiadas pelo agronegócio, o mesmo que continua matando trabalhadores e trabalhadoras rurais em todo o país”, destaca. “Matam trabalhadores, destroem o meio ambiente, concentram terras e riqueza e agora querem pautar uma agenda política de ataques aos direitos sociais, trabalhistas e humanos conquistados historicamente pela luta da classe trabalhadora, atacando a Constituição e a democracia”, finaliza.

Por Gustavo Marinho
Da Página do MST

STF nega cinco ações que contestavam votação do impeachment

Após sete horas de sessão, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou hoje (15) cinco ações contestando a votação do pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, previsto para domingo (17).  A sessão começou às 18h e terminou à 1h.

Por maioria de votos, os ministros rejeitaram ação do PCdoB e dos deputados Weverton Rocha (PDT-MA) e Rubens Pereira Júnior (PcdoB-MA) para anular as regras definidas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).  Os ministros Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Carmen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello divergiram do relator, Marco Aurélio, por entenderem que não houve ilegalidade na interpretação do regimento interno da Casa por parte de Cunha.

A maioria dos ministros também decidiu manter em tramitação na Câmara dos Deputados o processo de impeachment.  A Corte rejeitou pedido liminar da Advocacia-Geral da União (AGU) para anular o processo.

No entanto, o tribunal entendeu que o eventual julgamento do processo de crime de responsabilidade pelo Senado deverá avaliar somente os fatos iniciais que estavam na denúncia original que chegou à Câmara, como suposta edição ilegal de decretos de créditos suplementares e empréstimos do Tesouro Nacional a bancos públicos.

Ao final de sessão, o presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, disse que a Corte não fechará as portas para “analisar a tipificação do crimes de responsablidade” do impeachment. Segundo, o ministro, o STF poderá analisar se a presidenta praticou crime de responsabilidade.

Direito de defesa
De com a AGU, a Comissão Especial do Impeachment violou o direito de defesa de Dilma ao permitir que os juristas Janaína Paschoal e Helio Bicudo pudessem se manifestar em uma das sessões, além de inserir na denúncia os termos de delação do senador Delcídio do Amaral (sem-partido-MS), fato que não foi objeto da denúncia original, recebida por Eduardo Cunha.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, sustenta que a defesa da presidenta ficou prejudicada no processo e citou que, na sessão no último dia 6 da Comissão Especial do Impeachment, convocada para a leitura do relatório final de Jovair Arantes, o advogado da União substituto, Fernando Luiz Albuquerque Faria, foi impedido de apresentar questões de ordem.

Edição: Fábio Massalli

Plenário da Câmara começa a discutir processo de impeachment; entenda o rito

A permanência da presidenta Dilma Rousseff à frente do país começa a ser debatida hoje (15) pelo plenário da Câmara dos Deputados. A primeira sessão de análise da admissibilidade do processo de impeachment está marcada para as 8h55, com a exposição, por 25 minutos, do jurista Miguel Reale Junior, um dos autores da denúncia contra a presidenta. Em seguida, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fará a defesa de Dilma, também por 25 minutos. De acordo com o regimento da Casa, os tempos são improrrogáveis.

Paralelamente às apresentações da acusação e da defesa, a partir das 9h será aberto prazo para que os deputados interessados em discursar sobre o processo se inscrevam na Mesa Diretora. As inscrições serão encerradas às 11h. Os inscritos poderão se manifestar da tribuna da Câmara, por três minutos, no sábado (16), em sessão marcada para ter início às 11h, conforme cronograma definido pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os líderes partidários.

Durante o todo o processo de discussão e votação, serão realizadas sessões de quatro horas, prorrogáveis por mais uma hora, quantas forem necessárias até a conclusão da votação, prevista para domingo (17).

Partidos

Terminada a fase de apresentação da acusação e da defesa, os 25 partidos com representação na Casa terão direito a uma hora para discutir o processo, independentemente do tamanho das bancadas. O tempo poderá ser dividido entre até cinco deputados da legenda. Os líderes da maioria (governo) e da minoria (oposição) também poderão falar por igual período.

Os primeiros deputados a apresentar seus argumentos serão do PMDB, maior bancada da Casa. Isso se a bancada indicar os nomes dos oradores até o início dos debates. Caso não indique, a discussão prosseguirá com a chamada dos representantes da segunda maior bancada, no caso o PT, e assim sucessivamente. Os partidos que não indicarem os nomes até o início dos seus horários de discussão, poderão fazê-lo ao longo dos debates.

Pelo regimento, o tempo de discussão de cada partido não poderá ser reduzido a critério que não seja o das próprias legendas. Caso todos os partidos optem por usar todo o tempo a que têm direito, essa fase de discussão durará mais de 27 horas. Para atender os pressupostos regimentais, deverão ser realizadas seis sessões de até cinco horas cada. Com isso, os trabalhos prosseguirão durante toda a sexta-feira , a madrugada e parte do sábado (16).

No sábado, Cunha marcou sessão a partir das 11h para discursos dos deputados inscritos no dia anterior.

Líderes

A cada nova sessão, os líderes partidários poderão usar da palavra pelo tempo proporcional ao tamanho de suas bancadas. A liderança do PMDB, por exemplo, terá direito a nove minutos por sessão, e a do PT, oito minutos. As menores bancadas, como PCdoB, PV, PHS, PPS, Psol, Rede Sustentabilidade, têm direito a três minutos a cada nova sessão.

Edição: Graça Adjuto

Sancionada a lei que libera uso da pílula do câncer; Deputada Dorinha foi coautora da matéria

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 14, a sanção da Presidência da República da lei 13.269, de 13 de abril de 2016, que permite a comercialização e uso da fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”.

 O artigo 2º ressalta, porém, que só “poderão fazer uso da fosfoetanolamina sintética, por livre escolha”, os pacientes que apresentarem “laudo médico que comprove o diagnóstico” e “assinatura de termo de consentimento e responsabilidade pelo paciente ou seu representante legal”.

 Coautora da matéria sancionada, a deputada Professora Dorinha (Democratas/TO) comemorou a sanção sem vetos e destacou que o uso da fosfoetanolamina é um importante passo na cura do câncer, mas ressaltou que somente essa medicação não deve substituir os tratamentos já comprovados, uma vez que ainda não há estudos que confirmem a eficácia da substância.

 “Nós estamos acompanhando esse processo. Sabemos que ainda não foram concluídos os estudos sobre a eficácia da fosfoetanolamina, mas também não podemos fechar os olhos para os resultados positivos em pacientes com câncer que nos foram apresentados em várias audiências públicas com especialistas. Defendemos a continuidade das pesquisas, pois essa substância renova as esperanças de muita gente à procura de tratamento”, disse deputada Dorinha.

 Sobre a pílula do câncer

A fosfoetanolamina é uma substância que imita um composto que existe no organismo, identificando as células cancerosas e permitindo que o sistema imunológico as reconheça e as remova. Pesquisas sobre o medicamento vêm sendo feitas pelo Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), há cerca de 20 anos. O órgão fazia sua distribuição de forma gratuita.

Em 2014, a droga parou de ser entregue, depois de uma portaria da USP determinar que substâncias experimentais deveriam ter todos os registros antes de serem liberadas à população. Sem a licença, pacientes passaram a conseguir a liberação na Justiça, por meio de liminares.

AGU entra no STF para anular processo de impeachment de Dilma

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou hoje (14) um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Corte anule o pedido de impeachment de Dilma Rousseff, que tramita na Câmara dos Deputados. Neste domingo (17), os deputados federais irão votar sobre o parecer a favor da abertura do processo contra a presidenta.

Segundo a AGU, há vícios que violam os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Para a AGU, o direito de defesa da presidenta Dilma Rousseff foi violado durante o processo. A advocacia argumenta que o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) levou em consideração acusações que não foram aceitas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “A comissão não intimou a defesa da presidenta e não permitiu a participação do advogado-geral da União substituto, Fernando Albuquerque, em sessão de esclarecimentos”, diz a AGU.

“Como se não bastasse, em relevantes oportunidades foi negada a efetiva participação dos defensores da impetrante, o que acabou por fulminar a possibilidade de a defesa influenciar nos debates, impedindo que se demonstrasse, no momento adequado, os diversos equívocos que estavam sendo perpetrados”, diz documento da AGU.

Entre as acusações incluídas no processo, a AGU aponta assuntos relacionados ao mandato anterior da presidenta Dilma e a delação premiada do senador Delcídio do Amaral, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Edição: Carolina Pimentel
Da Agência Brasil

Chinaglia minimiza saída de partidos da base para apoiar impeachment

Ex-presidente da Câmara e um dos principais articuladores do governo contra o processo deimpeachment, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), minimizou hoje (13) a decisão de partidos da base aliada de apoiar, no próximo domingo (17), o parecer pela admissibilidade do afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Entre ontem (12) e hoje, PP, PSD e PTB anunciaram encaminhamento de votação favorável ao impeachment.

Chinaglia lamentou a decisão das bancadas na Câmara, mas ressaltou que o governo já não contava com muitos dos votos dessas legendas. “Aqueles que estão saindo, na verdade, nunca entraram no cálculo. Vocês podem perguntar: uma bancada tão grande como a do PP, com 51 parlamentares? Mas quem disse que nós contávamos com aqueles deputados que eram anunciados por quem quer que fosse. Em outro momento, poderei mostrar anotações antigas e as pessoas vão perceber que as coisas não são como parecem. Ninguém está iludido”, disse o petista.

Segundo Chinaglia, os votos que o governo perdeu com a debandada do PP, por exemplo, foram recuperados em articulações com outros partidos de ontem para hoje. “Aquilo que nós perdemos com o PP, é bem provável que recuperemos com o PDT”, comparou.

Chinaglia reconheceu o impacto negativo do apoio de partidos da base aliada aoimpeachment. No entanto, disse acreditar que esses anúncios fazem parte de uma estratégia para inflar o apoio pró-afastamento de Dilma.

“É claro que quando um partido da base, mesmo dividido, manifesta apoio majoritário aoimpeachment, cria um impacto. Mas costumo brincar que não podemos nos assustar com trovão, porque ele não machuca ninguém. Acho que esse alarido é uma tentativa de desestabilizar o nosso time. Não conseguirão, em absoluto.”

Para o petista, as decisões partidárias “nem sempre” vão às últimas consequências. “Há ainda uma margem de conversa civilizada”. Uma prova disso, segundo ele, é o fato de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), optar por fazer a votação começando pelos estados da Região Sul e não por ordem alfabética.

“Vou dar um exemplo do porque não está decidido [o placar]: por que o presidente da Câmara, em vez de agir com imparcialidade e colocar [a votação] por ondem alfabética, começará pelo Sul e não pelo Norte? Ele quer criar um impacto. Sabemos que nos estados do Sul e do Sudeste, especialmente São Paulo, o voto favorável ao impeachment é muito maior. Se estivesse tudo tranquilo [a favor do impeachment], não haveria essa interferência”, argumentou.

Edição: Luana Lourenço
Ivan Richard e Iolando Lourenço – Repórteres da Agência Brasil

Cristina Kirchner depõe à Justiça argentina em processo de lavagem de dinheiro

Argentina's President Cristina Fernandez waves to photographers as she arrives for the Mercosur trade bloc summit in Montevideo, Uruguay, Friday, July 12, 2013. Paraguay is expected to be readmitted into the bloc after member nations suspended its membership last year for having impeached and ousted President Fernando Lugo. (AP Photo/Matilde Campodonico)

A ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner compareceu à Justiça nessa quarta-feira (13) para depor em um processo que investiga a venda de contratos futuros de dólar a preços abaixo do mercado internacional, que teria causado um prejuízo aos cofres públicos equivalente a R$ 17 bilhões. Ela entregou sua defesa por escrito, acusou o atual governo de montar uma operação para prendê-la e discursou para milhares de simpatizantes que foram até o tribunal para apoiá-la.

“Podem me convocar 20 vezes. Podem me mandar prender, mas o que não vão conseguir é me calar e me impedir de dizer o que penso”, disse Cristina. O discurso público, feito de um palanque montado pelos simpatizantes da ex-presidenta na porta do tribunal, durou quase duas horas e foi o primeiro desde a sua despedida da Casa Rosada, no dia 9 de dezembro.

Cristina deixou o governo sem passar a faixa presidencial ao sucessor Mauricio Macri. Ela viajou para a província de Santa Cruz, no extremo Sul da Argentina, no dia da posse do novo presidente e só voltou a Buenos Aires na segunda-feira (11), pela primeira vez em quatro meses.

No aeroporto, uma multidão com bandeiras e faixas esperava a sua chegada. Um pequeno grupo ficou de plantão, na porta do edifício do bairro nobre da Recoleta, onde a ex-presidenta tem um apartamento, para saudá-la cada vez que saía de casa. Nem parecia que Cristina Kirchner tinha viajado a Buenos Aires a pedido da Justiça.

O juiz Claudio Bonadio está investigando contratos futuros de dólares, negociados meses antes do fim do segundo mandato de Cristina, a preços em média 42% abaixo da cotação no mercado internacional. Na época, ainda vigoravam os controles cambiais impostos pelo governo em 2011, para impedir a fuga de divisas. O Banco Central vendeu a moeda norte-americana prevendo que, no futuro, custaria cerca de dez pesos (cifra próxima ao câmbio oficial), quando no mercado paralelo já tinha superado os 15 pesos.

No documento, a ex-presidenta defendeu a política do seu ex-ministro da Economia Axel Kicillof (que é hoje deputado) e do ex-presidente do Banco Central argentino Alejandro Vanoli. Cristina Kirchner acusou o juiz Bonadio de abuso de poder. No discurso, ela convocou os militantes a se unirem contra o governo de Mauricio Macri.

Florencia Vicario, de 42 anos, viajou em ônibus fretado pela agrupação política dela, em Lomas de Zamorra – um município da província de Buenos Aires. Ela ficou presa no engarrafamento provocado por caravanas de carros e ônibus e por milhares de pessoas, caminhando na chuva, que aderiram à mobilização a favor de Cristina Kirchner.

“Não sei se (Cristina) roubou ou não. Não entendo de dólar futuro. Só sei que comprei minha casa no governo dela, que ajudou os mais humildes”, disse Florencia. “E que Mauricio Macri guardou o dinheiro dele em paraísos fiscais, bem longe da Argentina”.

Panamá Papers

Macri apareceu no escândalo do Panamá Papers como diretor da Fleg Trading – uma empresa da família aberta em 1998 para fazer investimentos no Brasil. A sociedade offshore foi dissolvida dez anos depois, mas não foi incluída nas declarações de bens de Macri quando ele era prefeito de Buenos Aires.

O presidente – que também apareceu como diretor na empresa offshore Kagemusha, sediada no Panamá – diz que nada tem a esconder. nacri afirmou que apresentou à Justiça documentos, provando que não era acionista da Fleg Trading e que, portanto, não era obrigado a declará-la, mas que ela consta da declaração do pai, o empresário Franco Macri.

Cristina Kirchner, por sua vez, está sendo investigada pela Justiça em um caso de lavagem de dinheiro, envolvendo o empreiteiro Lazaro Baez. Ele enriqueceu nos governos do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007) e de sua sucessora e esposa, Cristina (2007-2015), com contratos públicos – alguns deles não executados. Baez é suspeito de ser testa de ferro dos Kirchner, que são donos de hotéis e imóveis no Sul da Argentina.

Depois de ouvir o depoimento de Leonador Farina – um dos envolvidos no caso, que pediu para fazer delação premiada – o Ministério Publico argentino pediu ao juiz que investigasse Cristina Kirchner.

Edição: Fábio Massali
Monica Yanakiew – Correspondente da Agência Brasil

MPE aciona Justiça para que Estado substitua contratados e convoque os aprovados em concurso da Defesa Social

O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 9ª Promotoria de Justiça da Capital, ajuizou nesta quarta-feira, 13, Ação Civil Pública (ACP) com pedido de Liminar (tutela de urgência) em desfavor do Estado do Tocantins. A ação requer que o Governo exonere os servidores contratados, em caráter temporário, dos quadros da Secretaria da Defesa Social e Segurança Penitenciária e dê continuidade ao Concurso Público para provimento dos cargos do quadro da Defesa Social e Segurança Penitenciária do Estado do Tocantins, culminando com a posse dos candidatos aprovados.

Após instaurar inquérito civil no início do segundo semestre de 2015, o MPE constatou que o Estado contratou e vem contratando, de forma inconstitucional, diversos servidores de forma temporária, para exercerem os cargos do quadro da Defesa Social e Segurança Penitenciária do Estado do Tocantins, por meio do denominado contrato temporário, sem, contudo, concluir o mencionado concurso público, iniciado em 2014.

Um levantamento realizado pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital apontou que o órgão possui, atualmente, 745 servidores temporários, sendo 610 agentes administrativos (que exercem irregularmente a função de técnico em defesa social), além de 260 servidores terceirizados da empresa Umanizzare, Gestão Prisional e Serviços Ltda. Em contrapartida, no quadro de servidores efetivos, consta um quantitativo de 768 servidores efetivos, dos quais 323 são agentes penitenciários.

“Os servidores temporários e terceirizados vêm ocupando as vagas de candidatos aprovados na primeira etapa do concurso público para provimento de cargos do quadro da Defesa Social e Segurança Penitenciária. Além de ilegal, a prática reduz a expectativa de direito à nomeação e posse dos aprovados no concurso em andamento”, disse o Promotor de Justiça Edson Azambuja, ao mesmo tempo que expõe que o Estado do Tocantins há mais de 20 anos opta pela criação em cargos em comissão em detrimento do princípio constitucional do concurso público, tornando-se, inclusive, alvo de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), quando optou pela criação de 28.177 cargos em comissão. Essa situação somente foi estancada com a decisão do STF, que julgou procedente aquela ADI.

Outra particularidade apontada na ACP é que, apesar de estarem trabalhando diretamente dentro das unidades prisionais, tanto os servidores terceirizados pela empresa Umanizzare quanto os contratados diretamente pelo Estado não possuem qualificação específica para atuar nesses cargos, pois não passaram por curso de formação. A ação conclui que a contratação temporária para exercer atividade típica de agentes prisionais viola o art. 37, II e IX da Constituição Federal.

Concurso Público

Em julho de 2015, o Estado do Tocantins divulgou uma tabela com o resultado final da primeira etapa do concurso público. Apesar de haver, na Lei Orçamentária Anual de 2016, dotação orçamentária para a continuidade do concurso, até o presente momento nada foi realizado.

No edital, foram disponibilizadas 1.131 vagas, sendo 778 para técnicos em Defesa Social, 301 para técnico socioeducador e as demais, divididas para os cargos de técnico em enfermagem e motorista.

Pedidos na Ação
A Ação requer que seja concedida liminar (tutela de urgência), tendo em vista o receio de perigo de dano, já que os agentes administrativos e auxiliares estão exercendo a função de técnico em defesa social e técnico socioeducador, mesmo sem preparo legal para a missão, o que coloca em risco a segurança dos próprios servidores e da população.
Diante da situação, requer à Justiça que obrigue o Estado a demitir/desligar todos os servidores contratados temporariamente e que estejam ocupando os cargos previstos no edital; a declarar que os candidatos classificados na primeira etapa do concurso público para provimento de cargos do quadro da Defesa Social e Segurança Penitenciária do Estado do Tocantins estão aptos a realizarem o curso de formação profissional, que trata da segunda etapa do certame, nos termos do item 15 e seguintes do edital nº 04/2014, ou seja, determinando que o Estado do Tocantins conclua o mencionado concurso público, no prazo máximo de 120 (cento e vinte) dias; e que o Estado seja proibido de contratar/admitir novos servidores temporários e/ou renovar os ajustes em vigor até o cumprimento definitivo da Ação Civil Pública.

Denise Soares

Câmara terá credenciamento especial para quem vai trabalhar no fim de semana

Nos próximos dias 15, 16 e 17 de abril a Câmara dos Deputados deverá ficar pequena diante do número de pessoas que pretendem acompanhar de perto, nas dependências da Casa, a votação em plenário da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O acesso será restrito e haverá um credenciamento especial para garantir que a lotação obedeça regras de segurança estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Somente em relação à imprensa, mais de mil jornalistas solicitaram credenciamento à assessoria de comunicação da Câmara. A expectativa é de que cerca de 400 sejam atendidos, incluindo equipes de televisão, rádio, jornais impressos e agências de notícia online, além de correspondentes de todos os grandes veículos internacionais. A preocupação em dar visibilidade ao processo para o mundo fez com que o acesso dos jornalistas estrangeiros esteja garantido inclusive dentro do plenário, onde apenas 40 repórteres e fotojornalistas terão acesso.

Fotógrafos também vão ter prioridade, juntamente com as equipes de televisão, no acesso aos 200 lugares das galerias, onde se tem visão privilegiada do plenário pelo alto. Os caminhões delink para que os repórteres de televisão possam entrar ao vivo deverão ser estacionados nas proximidades do Congresso Nacional até esta quinta-feira (14) à noite. Depois disso, as duas vias do Eixo Monumental que passam na lateral do prédio serão fechadas pela segurança pública de Brasília a partir da meia-noite de amanhã (15).

Para chegar à Câmara a partir desta sexta-feira, o acesso deverá ser feito pelas entradas dos edifícios anexos, que ficam na via S2. Na entrada, todos deverão apresentar o selo holográfico que será distribuído, identificando as pessoas credenciadas para acompanhar os trabalhos de votação que devem se estender por 60 horas ininterruptas.

Os jornalistas não são os únicos com acesso restrito. Funcionários da Câmara também não devem entrar no prédio se não estiverem convocados para trabalhar. Nesse caso, estarão aptos a comparecer aqueles que vão se alternar atendendo à Mesa Diretora, cerca de 75 assessores de partidos políticos e policiais legislativos. A entrada também é franqueada a ex-deputados e aos senadores, além dos 513 deputados em exercício que vão votar. A segurança da Câmara não forneceu números de quantas pessoas ao todo devem circular na Casa por dia.

O processo de discussão sobre a admissibilidade do impeachment começará às 8h55 de amanhã, com a abertura de inscrição, por duas horas, para os deputados discursarem. Enquanto a inscrição ocorre, os advogados que apresentaram o pedido de impedimento da presidenta terão 25 minutos para falar. Em seguida, serão concedidos 25 minutos para a defesa de Dilma Rousseff. Depois disso, os parlamentares devem fazer seus discursos ao longo de sexta-feira e sábado. A votação deve ocorrer somente na noite de domingo (17), com chamada nominal dos deputados.

Edição: Graça Adjuto
Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

RYLA – PRÊMIOS ROTÁRIOS DE LIDERANÇA JUVENIL em Araguaína

Rotary Club de Araguaína realizará no dia 16 de abril, no auditório do Colégio Santa Cruz,o 8º RYLA ( Rotary Youth Leadership Award) que são Prêmios Rotários de Liderança Juvenil.
O RC Araguaína realiza anualmente o RYLA com o objetivo de desenvolver habilidades em liderança em jovens de qualquer faixa etária, porém, a maioria dos eventos se concentra em estudantes do ensino médio e universitários.
O RYLA oferece neste sábado a 40 universitários da FACDO  uma tarde deliciosa de muitas discussões em forma de bate papo apresentando conceitos básicos sobre liderança e ética, habilidades de comunicação, resolução de problemas e gerenciamento de conflitos e cidadania global.
O tema este ano será em torno da necessidade de se refletir sobre  responsabilidade social e ambiental.
A ação do Rotary Club de Araguaína tem a Faculdade Católica Dom Orione como parceira e neste ano conta com o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, onde mudas serão disponibilizadas e uma ação de plantio coletivo realizada pelos participantes .
A seguir o cronograma das atividades:
HORÁRIO
AÇÃO
RESPONSAVEL
 
 
 
13h30min
Credenciamento
Rotarianos
14h00min
Abertura dos trabalhos
Presidente – Marilene Carvalho
14h10min
Atividade de integração
Elizangela Moura
14h20min
Apresentando Rotary
Alberto Brito
15h00min
Cultura e gestão de Ligas acadêmicas
Prof. Geraldo – FACDO
15h30min
Um olhar discente sobre a Responsabilidade Sócio Ambiental
Glenda Carvalho-Acadêmica da FACDO
16h00min
Participação do Diretor Municipal
Biólogo Anibal
16h15min
Momento Cultural
Intercambistas internacionais Annie e Markus
16h30min
Intercâmbio em Rotary e programas rotários.
Denise Alves e José Hilário Rodrigues
17h40min
Encerramento/Lanche/companheirismo e plantio de árvores no Parque CIMBA
Todos

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