quinta-feira, julho 2, 2026

55.3 F
Nova Iorque
quinta-feira, julho 2, 2026
Início Site Página 1138

Temer diz que acordo sobre dívida dos municípios não está em discussão

O presidente interino da República, Michel Temer, disse hoje (23) que não está em discussão um eventual acordo sobre a dívida dos municípios. Segundo Temer, o acerto sobre os débitos dos estados com a União, firmado esta semana, vai beneficiar, indiretamente, as prefeituras.

“Isso [o acordo] vai refletir em benefícios para os municípios”, disse Temer após participar da cerimônia de entrega de credenciais de novos embaixadores, no Palácio do Planalto. Pelo acordo, os estados terão uma folga no orçamento, já que vão ganhar mais prazo para pagar os débitos com o governo federal e carências de 100% das parcelas até dezembro.

Os municípios, no entanto, reivindicam tratamento semelhante ao que foi concedido pelo governo federal aos governadores. Em documento enviado a Temer na última segunda-feira (20), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz que as prefeituras estão em situação “pré-falimentar”.

“O movimento municipalista quer participar das discussões e possíveis soluções sobre a definição de políticas públicas. E lembra que, ao assumir, o presidente interino Michel Temer prometeu debater com todos os entes da federação questões que envolveriam um novo pacto federativo”, diz trecho de nota da CNM, divulgada na segunda-feira (20).

Impeachment

Indagado sobre o novo prazo para votação final do processo de impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, previsto para agosto pelo calendário da Comissão Processante do Impeachment do Senado, Temer disse que, apesar da interinidade, tem agido para resolver os problemas do país.

“Tenho trabalhado como se fosse presidente definitivo. Sei da interinidade, mas, evidentemente, não está em pauta quem dirige o país, mas o destino do povo brasileiro. E os destinos do povo brasileiro não podem ficar paralisados. Nesse momento, 40 dias mais ou menos de presidência, produzimos feitos extraordinários”, afirmou.O presidente interino voltou a manifestar apoio à Operação Lava Jato e negar qualquer possibilidade de interferência do Executivo na operação.

“O que temos dito com muita frequência é que não haverá a menor possibilidade de interferência na Lava Jato. Ao contrário, o que deve haver sempre é o apoio verbal e não de ação. Porque se eu induzir um apoio de ação e colocar o Executivo tralhando nessa matéria, estarei invadindo a competências que, na verdade, são do Judiciário, de um lado, do Ministério Público, do outro, e da Polícia Federal. Pelo princípio da separação de atividades governamentais, o Executivo não deve participar dessa matéria”.

Edição: Jorge Wamburg
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Premiê britânico promete demitir-se em breve

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, declarou que intenciona demitir-se em outubro depois de os britânicos terem votado a favor do Brexit no referendo de ontem (23).

Segundo Cameron, o Reino Unido precisa de “uma nova liderança”.

“Penso que seria incorreto tentar ser o capitão que leva o nosso país para o seu próximo destino”, disse Cameron aos jornalistas.

Continuando usar a mesma linguagem figurada, Cameron afirmou que fará todo o possível para estabilizar o “navio” nas próximas semanas e meses. Esta decisão não é fácil para ele, disse o primeiro-ministro britânico mas, depois de um período de estabilidade, o país necessita de uma nova liderança, o que deve acontecer aproximadamente na altura do Congresso do Partido Conservador, em outubro.

O problema de Cameron é que lidera o partido em estado de total desacordo sobre a permanência na União Europeia. Os conservadores têm tido divergências depois da assinatura do Tratado de Maastricht em 1992. Estas divergências entre apoiantes e opositores dentro do partido levaram ao que este tenha perdido as eleições em 1997 e ficado fora do poder durante 13 anos.

Após voltar ao poder em coalizão com o Partido dos Trabalhadores em 2010, Cameron enfrentou o apoio crescente ao Brexit dentro do seu partido e a pressão do Partido da Independência do Reino Unido. Em resultado, Cameron foi obrigado a prometer realizar um referendo sobre a permanência do país na União Europeia.

O primeiro-ministro britânico se manifestou repetidamente contra o Brexit, tentando alertar os britânicos para as consequências catastróficas que a saída teria para a segurança e a economia do país. No entanto, o povo tomou outra decisão.

Na quinta-feira (23), no Reino Unido foi realizado um referendo sobre a permanência do país na União Europeia. Segundo os dados oficiais, 51,9% da população britânica votaram a favor da saída da união.

http://br.sputniknews.com/

 

Operação Custo Brasil prende 8 acusados de fraude com empréstimo consignado

A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta quinta-feira (23), oito mandados de prisão preventiva como parte da Operação Custo Brasil. A 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo havia ordenado a prisão de 11 acusados de envolvimento em um esquema de fraudes no contrato para gestão de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento, mas um deles, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, já estava preso em Curitiba, e dois, que não tiveram os nomes divulgados, não foram encontrados.

Está prevista para as 18h de hoje a chegada de seis dos presos no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, de onde devem ser encaminhados para a Superintendência da PF na capital paulista. Entre eles, está o ex-ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Paulo Bernardo. Dois acusados já estão na carceragem da PF, na Lapa. Um deles é o secretário municipal de Gestão de São Paulo, Valter Correia da Silva.

Também foram cumpridas hoje 11 ordens de condução judicial, das 14 que foram concedidas. Em três casos, as pessoas citadas não foram encontradas.

O Ministério Público Federal e a PF avaliam que foram desviados mais de R$ 100 milhões do sistema de gestão de crédito consignado do Ministério do Planejamento no período de 2010 a 2015.

De acordo com as investigações, agentes públicos e políticos recebiam pagamentos ilegais a partir do contrato feito com a empresa Consist Software para gerir o crédito consignado – empréstimos com desconto em folha – para servidores públicos federais. Os serviços da empresa eram custeados por uma cobrança de cerca de R$ 1 de cada um dos funcionários públicos que aderiam a essa modalidade de crédito. O inquérito indica que. desse montante, 70% eram desviados para empresas de fachada.

A Operação Custo Brasil foi desencadeada após depoimentos de delação premiada do ex-vereador de Americana, em São Paulo, Alexandre Romano.

Segundo as investigações, Romano tinha um grupo de empresas em seu nome e de parentes próximos que eram usadas para ocultar a origem do dinheiro desviado do contrato com a Consist e fazer pagamentos em benefício do PT. Em contrapartida, o ex-vereador ficaria com cerca de 20% dos valores movimentados pelas empresas de fachada.

Paulo Bernardo

De acordo com as denúncias, a partid dos contratos falsos, os recursos chegavam aos destinatários finais, entre eles o ex-ministro Paulo Bernardo, preso na manhã de hoje em Brasília.

“O dinheiro sempre saia da Consist, a empresa envolvida, era repassado aos parceiros, que eram esses operadores da lavagem de dinheiro, que eram empresas, em muitos casos de fachada. Não havia prestação de serviço. Em muitos casos, simulava-se prestação de serviços. Esse dinheiro chegava aos parceiros e era, então, distribuído para os destinatários finais. Na ponta da cadeia sempre estavam esses agentes políticos e públicos”, detalhou o procurador Andrey Borges de Mendonça.

Secretário municipal

O procurador disse que um dos presos, o secretário municipal de Gestão de São Paulo, Valter Correia da Silva, atuou para que os desvios continuassem a ocorrer e recebeu um percentual dos recursos ilícitos. “O secretário de Gestão de São Paulo tinha um cargo em uma das secretarias no ministério responsável pela renovação dos acordos de cooperação técnica. Ou seja, o senhor Valter era a pessoa responsável por manter o esquema em vigor”, enfatizou Mendonça.

Correia foi secretário de Gestão do Ministério do Planejamento de 2005 a 2007. De fevereiro de 2011 a novembro de 2012, ocupou a Secretaria Executiva Adjunta e, de novembro de 2012 e fevereiro do ano passado, chefiou a Assessoria Especial para Modernização da Gestão da pasta. Em março de 2015, foi convidado para trabalhar com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Edição: Nádia Franco
Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Carlos Amastha é o segundo pré-candidato em sabatina de entidades

Nesta quinta-feira, 23, o prefeito de Palmas e pré-candidato a reeleição, Carlos Amastha, participou da sabatina realizada pelas entidades de classe no auditório da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), onde os empresários

fizeram perguntas e apresentaram sugestões para o projeto de uma possível reeleição.

 O estacionamento rotativo, carga tributária, investimentos na saúde, turismo, tecnologia e inovação, o BRT, planejamento para uma recuperação econômica, e, a escolha do vice-prefeito foram os temas do encontro. O Conselho de Inovação e Desenvolvimento Econômico de Palmas (Cidep) esteve em pauta com importante destaque na aproximação da sociedade ao poder público.

 O pré-candidato, Carlos Amastha, reforçou a importância da gestão. “O foco é 100% em gestão, porque sabemos que é com a boa gestão que as coisas acontecem. O poder público tem que entender isso. Preparamos Palmas para o futuro, esta cidade tem credibilidade e os cidadãos tem orgulho e amor pela Capital. Hoje, somos a melhor capital brasileira e temos visão de futuro”, disse.

 O presidente da CDL Palmas, Davi Goveia, destacou a relevância das sabatinas. “Esses encontros são muito significativos para entendermos um pouco mais cada pré-candidato e, principalmente, para mostrar a todos que a classe empresarial deseja estar diretamente envolvida na busca por uma Palmas melhor”, destacou.

 O presidente da Acipa, Kariello Coelho, reforçou a importância do Cidep para uma parceria mais fortalecida entre os empresários e a Prefeitura. “Com o Cidep, teremos grande oportunidade de abraçar diferentes áreas e discutir o melhor para nossa Capital, em todos os setores, com quem for eleito. O próximo prefeito não governará sem a atuação da sociedade empresarial, pois iremos discutir e participar ativamente de todos os processos, com um relacionamento cada vez mais institucional com quem assumir a Prefeitura”, finalizou.

 A realização é da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmas (CDL Palmas), a Associação Tocantinense de Supermercados (Atos), a Associação dos Distribuidores e Atacadistas de Tocantins (Adat) e a Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto).

Assessoria de comunicação

PF deflagra Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato

Em ação conjunta com o Ministério Público Federal e a Receita, a Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (23) a Operação Custo Brasil. O objetivo é apurar o pagamento de propina, proveniente de contratos de prestação de serviços de informática, no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários públicos e agentes públicos no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Os policiais federais estão cumprindos 11 mandados de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, do Paraná, Rio Grande do Sul, de Pernambuco e no Distrito Federal, todos expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

De acordo com nota divulgada pela PF, há “indícios de que o ministério direcionou a contratação de uma empresa de prestação de serviços de tecnologia e informática para a gestão do crédito consignado na folha de pagamento de funcionários públicos federais com bancos privados”, interessados na concessão desse tipo de crédito.

O inquérito foi aberto em dezembro de 2015, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de que a documentação recolhida na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco 2, fosse encaminhada para investigação em São Paulo.

De acordo com as investigações, 70% dos valores recebidos por essa empresa eram repassados a pessoas ligadas a funcionários públicos ou agentes públicos com influência no Ministério do Planejamento por meio de outros contratos – fictícios ou simulados.

Os investigados responderão, de acordo com suas ações, pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão.

Os presos e o material apreendido serão encaminhados à sede da Polícia Federal em São Paulo. As pessoas conduzidas coercitivamente são ouvidas nas instalações da PF mais próximas dos locais em que forem encontradas.

A Polícia Federal dará uma entrevista, às 11h, no auditório da Superintendência Regional em São Paulo.

Edição: Graça Adjuto
Da Agência Brasil

Por unanimidade, Cunha se torna réu no Supremo pela segunda vez

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu hoje (22) ação penal contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo recebimento de R$ 5 milhões de propina em contas não declaradas na Suíça.

Com a decisão, Cunha vai responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas e passará à condição de réu em duas ações penais que tramitam na Corte, oriundas da Operação Lava Jato.

Os 10 ministros acompanharam o voto do relator, Teori Zavascki, e também entenderam que Cunha é beneficiário e o verdadeiro controlador das contas na Suíça. Para o relator, as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovam que Cunha recebeu R$ 5 milhões de propina nas contas de seu truste, com o objetivo de ocultar a origem dos valores.

O voto de Teori foi seguido por unanimidade pelos ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello, o presidente, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

Janot

Brasília - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em sessão plenária no STF (José Cruz/Agência Brasil)

A denúncia foi contra Cunha foi apresentada pelo procurador Rodrigo Janot em março José Cruz/Agência Brasil

Durante sua manifestação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reafirmou que Cunha é o titular das contas na Suíça. “A conta Órion, documentalmente comprovada na Suíça, é de propriedade do senhor Eduardo Cunha. Dela consta o seu endereço no Brasil, cópia de passaporte, visto americano, informações pessoais e profissionais, data de nascimento e assinatura.”

A denúncia foi apresentada por Janot ao STF em março. Em outubro do ano passado, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem de aproximadamente R$ 9 milhões encontrados nas contas atribuídas a Cunha e seus familiares. De acordo com os investigadores da Lava Jato, os valores são fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo no Benin, avaliado em mais de US$ 34 milhões.

Barroso: mudança de paradigma

Em seu voto, o ministro Luís Roberto Barroso disse que o modo como são feitas as indicações de diretores das empresas estatais surpreendeu a sociedade brasileira.

Barroso afirmou que, no Brasil, as pessoas ainda se surpreendem com aquilo que já sabem, e que sentiu isso, ao terminar de ler esse processo. “Ou alguém imaginava que os partidos políticos disputavam a indicação de diretores de empresas estatais para fazerem coisa boa? E, aparentemente a opinião pública, a sociedade brasileira se surpreendeu com a circunstância de que a indicação de diretores de empresas estatais por partidos políticos faz parte de uma rotina brasileira há muito tempo. E o propósito era esse mesmo: desviar recursos. É triste. Mas a denúncia demonstra como isso funcionava de uma maneira muito cabal, penosa e dolorosa.”

Barroso ressaltou, porém, que está ocorrendo uma mudança profunda no país. “Assim como, historicamente, se tornou inaceitável discriminar negros, (…) bater em mulher, (…) dirigir embriagado, (…) tornou-se inaceitável a nomeação de parentes para cargos públicos. Eu acho que está em curso no Brasil hoje (…) uma nova mudança de paradigma. Não é mais aceitável desviar dinheiro público, seja para financiamento eleitoral, seja para o bolso.”

Defesa

No início do julgamento, a defesa de Cunha afirmou que o Banco Central (BC) nunca regulamentou a obrigatoriedade de declarar propriedade de um truste no exterior. A advogada Fernanda Tórtima, representante do deputado, acrescentou que, na Suíça, onde as contas atribuídas a Cunha foram encontradas, não há obrigação de declará-las.

Cunha já responde a uma ação penal no Supremo, na qual é acusado de receber US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sonda da Petrobras.

Na terceira e mais recente denúncia que chegou à Corte, ele é acusado de cobrar propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS ) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

*Colaborou Michèlle Canes
O texto foi ampliado às 20h26

Edição: Nádia Franco
André Richter – Repórter da Agência Brasil*

Brics procuram consenso na Rússia sobre propriedade intelectual

Os chefes das entidades de propriedade intelectual se encontraram na terça-feira (22) no centro de inovação Skolkovo em Moscou.

Representantes dos países do BRICS se encontraram para discutir o estado atual e a base para cooperação relativamente à propriedade intelectual no centro Skolkovo, que é um lugar que continua parcialmente em construção e é um parque tecnológico que visa juntar no seu território vários empresários e acadêmicos, além de centros de pesquisa das maiores empresas mundiais.

Atualmente, de acordo com o que informou o presidente do Conselho do Fundo Skolkovo Igor Drozdov, tais empresas mundiais como Panasonic, Intel e Morton (grande empresa construtora russa) já têm seus centros de pesquisa no território de Skolkovo, e Microsoft e Cisco pretendem em breve fazer parte desta lista.

Ainda de acordo com Drozdov, durante os sete anos de existência Skolkovo conseguiu atrair cerca de 17 bilhões de rublos de investimentos (mais de 260 milhões de dólares).

No evento, que contou com representantes de todos os países do BRICS, o Brasil foi representado pelo vice-presidente do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) Mauro Maia e pela Coordenadora Geral de Assuntos Internacionais do INPI Rafaela Guerrante.

Apresentando a posição geral do Brasil durante o encontro, Mauro Maia declarou que o Brasil está começando a desenvolver o sistema da propriedade intelectual e o sistema de inovação.

“Não tivemos dentro do país um sistema de inovação adequado desenvolvido da mesma proporção. O sistema de inovação no Brasil hoje está em desenvolvimento e ele se dá na sua maioria dentro das universidades, a partir de uma lei de inovação que foi constituído em 2004”.

A Sputnik conseguiu falar com os altos representantes do INPI para discutir os problemas atuais no âmbito do tema de proteção de direitos da propriedade intelectual.

“O grande desafio dos BRICS é encontrar um consenso diante de vários problemas que existem em cada um dos países”, notou Maia.

Falando sobre a possibilidade de diminuir o custo da patenteação no futuro, o vice-presidente do INPI disse que a questão pode surgir e que “no Brasil a gente tenta dar caminhos <…> inclusive com o benefício de taxas”.

A colega dele, Rafaela Guerrante, informou que atualmente existe também a proposta de oferecer o desconto de 50% para universidades.

De acordo com ela, no âmbito do PCT (que é o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes) existe uma proposta ainda não aprovada, mas sim discutida inclusive no âmbito do Comitê da OMPI de conceder 50% de desconto às universidades que usarem o sistema. “Talvez isso possa ser uma proposta a ser uniformizada no nível do BRICS”, disse.

Discutindo o sistema de patenteação existente nos Estados Unidos, Rafaela Guerrante notou que esta é bem ampla e “permite normalmente mais categorias que as outras leis” e é por isso que está sendo usado não só por cidadãos estadunidenses. Nesta relação, notou a representante do INPI, as leis existentes nos países do BRICS podem passar pela adopção já que têm algumas sinergias.

http://br.sputniknews.com/

Temer volta a afirmar que não será candidato em 2018

Após a queda de três ministros em pouco mais de um mês de governo, o presidente interino da República, Michel Temer, disse hoje (21) acreditar que não terá mais desfalques na equipe ministerial daqui para frente. Em entrevista ao jornalista Roberto D Ávila, da Globo News, Temer descartou, novamente, a possibilidade de concorrer à reeleição em 2018 caso seja mantido no poder e que aguardará o desfecho do processo de impeachment para “pleitear” mudanças conjunturais, como a reforma da previdência.

“Evidentemente que, depois da decisão do Senado [pelo impeachment], abre-se um campo muito mais vasto para a governabilidade. Então, certas questões que neste momento ainda não deu tempo de tratar, eu tratarei depois, como a questão da reforma da previdência. Acho que só poderei pleitear uma reforma da previdência se tiver a efetivação”, disse Temer.

Sérgio Machado

Temer voltou a desqualificar as acusações feitas contra ele pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Para o presidente interino, Machado quer “polarizar” com a Presidência da República. O peemedebista ressaltou a importância da Lava Jato e refutou qualquer tentativa de limitar a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal.

“Não se deve pensar em paralisar a Lava Jato. Ela exerce seu papel por meio do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Polícia Federal e deve prosseguir. Primeiro, que jamais faria isso [paralisar a operação] e, no plano institucional, é ainda mais grave [essa possibilidade]. Tenho pregado a independência das ações e dos Poderes”. Segundo Temer, apesar de as delações terem provocado baixas no governo interino, a força-tarefa da Lava Jato “exerce seu papel”.

Doações eleitorais

Na entrevista, o presidente interino defendeu a aprovação de uma reforma política, que limite o número de partido e se manifestou favoravelmente à possibilidade de doação eleitoral de empresas, desde que a contribuição seja limitada a apenas um partido. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional as normas que permitiam a empresas doar para campanhas eleitorais.

Para Temer, com o desenrolar da Operação Lava Jato tem havido a “criminalização” das doações eleitorais. “É provável que algumas tenham sido objeto de atividade ilícita”, ponderou Temer. Mas, para ele, a maior parte das doações ocorre de maneira legal.

“Não tinha nenhuma objeção às doação de pessoas jurídicas. O que eu pregava é que se uma empresa resolver apoiar um partido, ela deve entregar dinheiro para aquele partido, porque quando se opta por uma candidatura ou partido, é um gesto de opinião. A empresa diz assim: fulano de tal se comportará melhor em benefício do país e do meu benefício. Os que não pode é autorizar a doação para todos os partidos”.

Dilma

Sobre a presidenta afastada Dilma Rousseff, Temer disse que sempre manteve uma relação “respeitosa” e sempre “muito cerimoniosa”. Sobre o impeachment, Temer negou traição e afirmou que não atuou para a aprovação da admissibilidade da denúncia de crime de responsabilidade. Perguntado porque se manteve na chapa petista depois de quatro anos como “vice decorativo”, Temer disse que foram “circunstâncias políticas”

Para Temer, Dilma prefere as questões técnicas do que os relacionamentos políticos, contudo, disse que, ao assumir o poder, encontrou equívocos técnicos e “questões a resolver”. O presidente interino ainda criticou a proposta de Dilma de, caso retorne ao poder, seja convocado um plebiscito. “Com o plebiscito está dizendo que deseja voltar, mas que se voltar não poderá governar. [Se] vai voltar para convocar eleições é porque não quer governar”.

Sobre a limitação do uso dos aviões da Força Aérea pela presidenta afastada, Temer disse que a decisão pela manutenção das prerrogativas de Dilma após o afastamento se limita ao deslocamento até a cidade natal.

“A senhora presidente tem o Palácio da Alvorada, a Granja do Torto, tem aviões para se locomover para o estado dela. Ela não está no exercício da Presidência, portanto, não tem atividade de natureza governamental. Tive informações de que a senhora presidente utilizaria os aviões para fazer companha contra o golpe. Uma situação, pelo menos, esdruxula”, disse Temer.

Eduardo Cunha

O presidente interino negou que o presidente afastado da Câmara tenha influência no governo e tenha sido responsável pela indicação do deputado André Moura (PSC-SE) para liderança do governo na Câmara.“O Eduardo Cunha não tem absolutamente nada a ver com isso. Atendi a um pleito de vários partidos e consultei a toda base parlamentar e o nome foi aceito. Montei essa liderança do governo na Câmara, no Senado, com  o PSDB”.

Em relação ao processo de cassação de Cunha, Temer disse ser importante que a Câmara “defina logo seu destino”. “Apesar das dificuldades institucionais internas, não temos tido dificuldade de aprovação dos projetos que estão sendo votados lá, porque conseguimos firmar uma sólida maioria.”

Bolsa Família

O presidente interino voltou a dizer que não pretende acabar com o Bolsa Família, mas que o governo tomará medidas para inspecionar as condicionantes obrigatórias para a concessão do benefício. “O que vamos fazer agora é inspecionar se este dever [de matricular as crianças na escola] está sendo cumprido. Só tem sentido dar dinheiro para uma família se ela estiver cumprindo os requisitos”.

Para Temer, caso o Senado confirme o impeachment de Dilma, dois anos e meio a frente do país são suficientes para “colocar o país nos trilhos”.  “Estamos agindo em uma velocidade extraordinária. Em brevíssimo tempo conseguimos aprovar questões importante e, agora, o limite de gasto para União e agora para os estados.”

Sobre política externa, o presidente em exercício disse que só fará viagens ao exterior após o desfecho do processo de afastamento e que a sua gestão está “universalizando o Brasil”. “O Brasil não pode ter posições por sentimento ideológico.”

Edição: Fábio Massalli
Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

Lula diz a militantes que este ano não haverá verba de empresas nas campanhas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse à militância do PT que este ano será o primeiro em que o partido não usará verba de empresas nas campanhas. A determinação foi aprovada pelo Congresso na reforma política no ano passado e segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula falou a militantes na noite desta segunda-feira (20) no pré-lançamento da candidatura da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) à prefeitura do Rio, na Fundição Progresso.

“É a primeira eleição que a gente vai fazer sem financiamento empresarial. Isto significa que depois das pessoas baterem palmas, vão ter que enfiar a mão no bolso para contribuir com a campanha. Isto significa que nós vamos iniciar uma nova experiência política neste país. Eu estou convencido que é um momento histórico para nós, que vamos reaprender a valorizar o trabalho de base”, disse Lula.

Lula lembrou das suas primeiras campanhas políticas, em 1982, quando subia em cima de um caminhão e tinha de vender adesivos e camisetas do partido para poder financiar os comícios. “Eu acho que vai ser uma campanha que vai exigir mais organização, mais militância, mais dedicação, mais coração. Vai ter menos dinheiro, mas terá mais feijoada e mais caminhada”, disse Lula ao final do evento.

Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acompanharam e gravaram todo o encontro, para checar se houve campanha política extemporânea, pois o calendário eleitoral só permite divulgação oficial de candidaturas a partir de 45 dias antes do pleito.

Edição: Fábio Massalli

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

PF descobre grande esquema de lavagem de dinheiro a partir de aeronave

A Polícia Federal deflagrou hoje (21/6) a OPERAÇÃO TURBULÊNCIA com o propósito de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro que atuava em Pernambuco e Goiás e que teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010.

Cerca de 200 policiais federais dão cumprimento a 60 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão, 22 de condução coercitiva e 5 de prisão preventiva. Também estão sendo cumpridos mandados de indisponibilidade de contas e sequestro de embarcações, aeronaves e helicópteros dos principais membros da organização criminosa. Há 3 mandados de busca e apreensão e 2 de condução coercitiva que estão sendo cumpridos em Goiás.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 16 cidades pernambucanas, além do Aeroporto de Guararapes.

A investigação iniciou a partir da análise de movimentações financeiras suspeitas detectadas nas contas de algumas empresas envolvidas na aquisição da aeronave CESSNA CITATION PR-AFA. Esse avião transportava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, em seu acidente fatal.

A PF constatou que essas empresas eram de fachada, constituídas em nome de “laranjas”, e que realizavam diversas transações entre si e com outras empresas fantasmas, inclusive com algumas empresas investigadas no bojo da Operação Lava Jato.

Há suspeita de que parte dos recursos que transitaram nas contas examinadas serviam para pagamento de propina a políticos e formação de “caixa dois” de empreiteiras. O esquema criminoso sob apuração encontrava-se ativo, no mínimo, desde o ano de 2010.

Tanto os presos como os conduzidos coercitivamente serão levados para a sede da Polícia Federal em Recife. Os envolvidos responderão, na medida de seu grau de participação no esquema criminoso, nos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Será concedida entrevista coletiva, às 10h, na Superintendência da PF em Recife, localizada na Av. Martin Luther King (Cais do Apolo), 321 – Bairro do Recife

Comunicação Social da Polícia Federal em Pernbambuco

Últimas notícias