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LDO 2026: Emendas de Amélio Cayres priorizam infraestrutura no Bico e curso de Medicina em Dianópolis

Créditos da imagem: Koró Rocha/Dicom Aleto

Quatro emendas aditivas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026 do deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos) foram aprovadas em Plenário na Assembleia Legislativa do Tocantins na tarde desta terça-feira, 4. As proposituras do parlamentar são focadas em infraestrutura urbana, educacional e pavimentação asfáltica.

Três das emendas referem-se à área de infraestrutura, contemplando a elaboração de estudos para garantir a implantação e consolidação do curso de Medicina em Dianópolis; bem como pedido de estudo técnico com vistas à reforma do Aeroporto de Araguatins.

Já as outras duas emendas incluídas prevêem pavimentação de um trecho de 1,7 quilômetros da rodovia TO-403, entre Sampaio e o balneário Tiraressaca além da realização de projeto técnico para que o Governo implante pardais eletrônicos na rodovia TO-010, no trecho próximo ao P.A. Canaã em Buriti do Tocantins, também na TO-201, no trecho que passa pela cidade de Carrasco Bonito e na TO-404, no trecho que passa pelo povoado Vila Dezesseis, em Augustinópolis.

“Foi uma tarde bastante movimentada com a aprovação desta matéria importante para a população e para nós, como deputados, que buscamos melhorias para nossas regiões, como é o caso do estudo levar asfalto e infraestrutura, além da necessidade de reforma do aeroporto de Araguatins e do meu pedido para levar o curso de Medicina para Dianópolis, uma luta muito necessária. Foi uma relatoria muito criteriosa e fico feliz em ter minhas emendas aprovadas em benefício do povo”, afirmou o parlamentar e chefe do Legislativo.

Emendas aprovadas

  1. Emenda nº 238 – “Elaborar estudos para garantir a implantação e consolidação do curso de Medicina em Dianópolis” – Eixo “Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação”

  2. Emenda nº 239 – “Elaborar estudos e projetos de implantação de pardais eletrônicos na TO-010, no trecho próximo ao P.A. Canaã no município de Buriti do Tocantins; na TO-201, no trecho no município de Carrasco Bonito; e na TO-404, no trecho do povoado Vila Dezesseis, em Augustinópolis” – Eixo “Infraestrutura Econômica e Urbana”

  3. Emenda nº 240 – “Elaborar estudo e projeto executivo de engenharia e a reforma do Aeroporto de Araguatins” – Eixo “Infraestrutura Econômica e Urbana”

  4. Emenda nº 241 – “Elaborar estudos e projeto de pavimentação da rodovia TO-403, no trecho entre Sampaio e o Balneário Tiraressaca” – Eixo “Infraestrutura Econômica e Urbana”.

Lauane dos Santos/Ascom Presidência

Laurez exonera mais de mil servidores da Educação e deixa pais de família desesperados no Tocantins

Medida do governo atinge 1.141 contratos temporários e cargos comissionados; demitidos relatam incerteza, atraso de pagamentos e “presente de Natal antecipado”.

A publicação do Diário Oficial do Estado desta terça-feira (4) trouxe preocupação e descontentamento entre centenas de famílias tocantinenses. O governador Laurez Moreira determinou a exoneração de 1.141 servidores da Educação, entre analistas, assistentes, auxiliares e professores, todos ocupantes de cargos comissionados ou contratos temporários.

A medida, segundo o governo, faz parte de um processo de reestruturação administrativa e contenção de despesas, mas o impacto social tem sido imediato. Muitos servidores demitidos afirmam que foram pegos de surpresa e agora enfrentam a incerteza sobre como manter o sustento de suas famílias.

“Somos pais e mães de família. Vamos fazer o quê para sustentar nossos filhos?”, desabafou um servidor exonerado, que preferiu não se identificar. “O outro governo pagava em dia e agora dizem que não tem dinheiro. Esse foi o presente de Natal antecipado”, lamentou.

As demissões ocorrem a menos de dois meses do fim do ano, período em que muitas famílias contavam com o salário para garantir despesas básicas e as comemorações de Natal. Nas redes sociais, o clima é de revolta e tristeza entre profissionais da educação e seus familiares.

O governo do Tocantins ainda não detalhou quando ou se haverá novas contratações para suprir as vagas deixadas. Enquanto isso, servidores exonerados tentam buscar alternativas para não ficarem sem renda neste fim de ano.

“Depois de anos dedicados à educação, ser mandado embora assim é desumano”, comentou outra servidora. “A gente se sente descartado.”

A medida, que tem caráter administrativo, reacende o debate sobre a valorização dos profissionais da educação e os impactos sociais das exonerações em massa no Tocantins.

Por: Geovane Oliveira, com informações do Diário Oficial.

Comissão do Senado aprova isenção do IR para quem ganha até RS 5 mil

Por unanimidade, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE)  aprovou, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei (PL) do Executivo que isenta do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. A medida ainda reduz o IR, gradualmente, para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

O texto segue para o plenário do Senado com previsão de votar ainda nesta quarta-feira. Se aprovado, segue para sanção presidencial. Se sancionado até o final do ano, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026.

Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

O governo calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação.

O relator na CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), rejeitou as 11 emendas apresentadas alegando que a medida poderia atrasar a sanção do projeto e adiar, para janeiro de 2027, o início das novas regras.

“Tudo que nós não queremos é que retorne à Câmara dos Deputados. Diante do exíguo prazo e do recente histórico de tramitação, da tramitação atípica na outra casa do Congresso Nacional, enviar a matéria de volta à casa iniciadora representa, sem dúvida, um risco fatal. Frustraríamos, sem dúvida, a população que aguarda ansiosamente por esse alívio em seus orçamentos domésticos, negando benefício a milhões de trabalhadores no próximo ano”, explicou Renan.

O relator lembrou que a legislação exige que mudanças tributárias sejam feitas no ano anterior ao aplicado, o que obriga que o tema seja sancionado até o final deste ano.

Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.

Oposição

A decisão do relator Renan Calheiros de não aceitar mudanças no texto oriundo da Câmara dos Deputados foi criticada pela oposição, que gostaria de ver suas propostas analisadas.

“Vamos botar a digital do Senado aqui. Nós somos a Casa revisora, não podemos perder essa função e ter medo de exercer essa função”, criticou o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

O senador fez críticas à tributação sobre profissionais liberais que se transformam em pessoa jurídica (PJ) e que terão que pagar sobre lucros e dividendos.

“A pessoa jurídica vai pagar e o profissional liberal vai pagar quando receber os seus dividendos, é isso mesmo que querem? Esses são os super-ricos? Não são”, reclamou.

No relatório, Renan Calheiros pontuou que será “residual” os casos de profissionais liberais que terão que pagar o tributo. “Em regra, os profissionais liberais com renda de R$ 1,2 milhão por ano pagam IRPF acima de 10%. Caso não paguem, eles passarão a estar sujeitos à tributação mínima”, explicou.

Ricos

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida ainda a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, a Câmara instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento; remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para estados e municípios e o Distrito Federal.

Pelos cálculos, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,27 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Posto de combustível é interditado em São Miguel do Tocantins por suspeita de ligação com o PCC durante operação nacional

Posto de combustível — Foto: Secretaria da Segurança Pública do Piauí/Divulgação

Um posto de combustível localizado em São Miguel do Tocantins, região do Bico do Papagaio, foi interditado nesta quarta-feira (5) durante a Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí. O estabelecimento é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação, de grande porte e com ações simultâneas em três estados, cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou a interdição de 49 postos de combustíveis distribuídos entre Piauí, Maranhão e Tocantins.

De acordo com as investigações, um grupo de empresários locais mantinha ligação direta com o PCC, utilizando empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para movimentar capitais ilícitos. O esquema também envolveria fraudes no mercado de combustíveis e ocultação de patrimônio.

A Operação Carbono Oculto teve sua primeira fase deflagrada em agosto, no Piauí, e desde então vem desvendando um complexo sistema financeiro paralelo que teria como objetivo lavar recursos provenientes de atividades criminosas.

O município de São Miguel do Tocantins, que possui uma população estimada em 14.116 habitantes, segundo dados do IBGE, fica próximo à divisa com o Maranhão, na região norte do Estado — área estratégica para o escoamento de combustíveis e mercadorias.

Fonte: G1 Tocantins

Assembleia Legislativa aprova novo PCCR da Educação com aumentos salariais de até 61%

A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) aprovou, nesta terça-feira, 4, o projeto de lei que institui o novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Educação Básica do Tocantins (PCCR). “Esta Casa está tendo a oportunidade de reparar um plano de carreira que há mais de 10 anos não fizeram e de retribuir aos professores um pouco da dedicação que sempre tiveram conosco e com os nossos filhos”, afirmou o presidente da Aleto, deputado Amélio Cayres (Republicanos).

O texto, aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais, substitui o texto anterior, de 30 de abril de 2014, e atualiza o quadro de vencimentos de diversas carreiras da educação pública estadual.

Para efeito de comparação, na tabela corrigida com a data-base deste ano, um professor da educação básica (nível I) tem salários iniciais e finais de R$ 6.130,70 e R$ 8.740,81, respectivamente. Na tabela do novo PCCR, a remuneração inicial é a mesma, mas a final vai para R$ 13.807,51, o que representa um aumento de quase 58%. No nível IV da mesma carreira, os vencimentos aumentaram de R$ 7.766,57 para R$ 7.939,43 (inicial) e de R$ 11.068,64 para R$ 17.881,13 (final), o que representa uma variação positiva de 2 a 61%.

Além dos professores da educação básica, os quadros de referência das diversas carreiras de professor normalista, do magistério e assistente técnico-administrativo em educação também tiveram aumento em percentuais semelhantes.

Alterações

O novo PCCR foi aprovado com alterações propostas pelos deputados Marcus Marcelo (PL) e Professor Júnior Geo (PSDB), que ampliam alguns direitos dos professores que não estavam previstos no texto original, apresentado pelo Governo do Estado em 15 de outubro deste ano.

Entre as modificações, consta a garantia do direito à progressão funcional – mediante avaliação periódica de desempenho – de todos os professores da rede pública estadual, mesmo aqueles que estejam exercendo funções administrativas ou de gestão nas unidades escolares, em órgãos públicos ou em entidades conveniadas. O efeito dessa medida valerá, inclusive, para a evolução funcional de servidores cedidos em período anterior à vigência do novo PCCR.

Também foi incluído no PCCR o direito a uma licença remunerada para qualificação profissional em programas de mestrado e doutorado no Brasil ou no exterior, sem prejuízo na contagem do tempo e no processo de avaliação para a progressão funcional.

Votação

Durante a votação no plenário, o deputado Marcus Marcelo, que relatou o texto na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Educação, relembrou diversas etapas para a construção do novo PCCR da Educação. “Um plano de carreira não nasce da noite para o dia. Foi muito esforço, foram dezenas e dezenas de reuniões”, pontuou.

O parlamentar também se comprometeu a defender algumas pautas não contempladas no PPCR da Educação, como a inclusão no texto das categorias formadas pelos coordenadores e orientadores pedagógicos, além da equiparação salarial dos professores normalistas com os professores da educação básica.

O mesmo sentimento foi compartilhado pelo deputado Professor Júnior Geo. “Fico feliz pelo fato de [o PCCR] finalmente estar sendo apreciado aqui nesta Casa de Leis. Conseguimos promover algumas emendas para que pudéssemos avançar, mas ainda ficamos com algumas pendências”, disse, indicando uma articulação assumida pelo presidente da Casa, Amélio Cayres, junto a interlocutores do Governo, para atendimento das reinvindicações da categoria.

Por Luiz Melchiades

“Dia histórico para a Educação”, comemora Marcus Marcelo após aprovação do novo PCCR na Assembleia

Foto: Thatiane Cunha/Ascom 

O professor e deputado estadual Marcus Marcelo (PL) comemorou mais um avanço no novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos profissionais da educação do Tocantins, que foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 4.

Com a aprovação em plenário, a próxima etapa é a sanção do governador em exercício, Laurez Moreira. O novo PCCR beneficiará mais de 14 mil profissionais da educação em todo o Estado, sendo 8 mil servidores ativos e 6,5 mil aposentados.

O documento, com 111 páginas, representa a maior atualização da carreira docente em mais de uma década e revoga a Lei nº 2.859, de 30 de abril de 2014. “Dia histórico para a Educação do Tocantins. Essa é uma conquista que nasce do diálogo, da escuta e do compromisso com os educadores tocantinenses. Como professor, sei o quanto essa valorização faz diferença. O novo PCCR corrige injustiças salariais, reconhece o mérito e garante uma carreira mais justa e motivadora. É uma vitória da categoria e do Tocantins”, destacou Marcus Marcelo.

Entre as principais conquistas, o plano amplia a progressão horizontal, que passa de 4% para 7%, com ciclos de dois a três anos, e unifica as tabelas de evolução profissional, organizadas em 11 referências por nível de titulação.

Atuação que faz a diferença

Desde março de 2023, Marcus Marcelo atua de forma decisiva na construção do novo plano. Em 2024, foi nomeado membro da comissão responsável pela elaboração do PCCR e, em 2025, acompanhou todas as escutas públicas realizadas com a categoria, além de participar ativamente da consolidação do texto final. Seu engajamento garantiu que a proposta tramitasse com celeridade, sendo aprovada em poucas horas por quatro comissões permanentes antes de chegar ao plenário.

“Em dezembro de 2023, tive uma reunião com o então governador Wanderlei Barbosa e o secretário da Educação, Fábio Vaz, quando foi determinado que o plano fosse elaborado. E agora contamos com a sensibilidade do governador Laurez Moreira e de sua equipe técnica para ser enviado à Casa”, destacou Marcus Marcelo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, elogiou a liderança e o empenho do deputado e reconheceu a importância de dar celeridade nesta votação. “Essa Casa teve a oportunidade de reparar o plano de carreira que há 10 anos não fizeram. E retribuir aos professores um pouco da dedicação que eles sempre tiveram conosco”, ressaltou Cayres.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), José Roque, também destacou o papel de Marcus Marcelo. “O Sintet reconhece a dedicação do deputado Marcus Marcelo, que desde o início se colocou ao lado dos professores e buscou garantir que o novo PCCR atendesse às reivindicações da classe. Essa é uma conquista coletiva e muito esperada”, afirmou.

Texto: Giovanna Hermice e Thatiane Cunha

Gaeco/MPTO deflagra operação contra possível esquema de corrupção em hospital público de Araguaína

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira, 4, operação para desarticular uma suposta organização criminosa que atuava no Hospital Regional de Araguaína (HRA). A investigação apura possíveis crimes de corrupção, venda de procedimentos cirúrgicos, favorecimento político e a criação de um esquema de “fura-fila” no Sistema Único de Saúde (SUS).

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de servidores públicos e outros investigados na cidade de Araguaína. A ação tem como objetivo coletar novas provas, apreender dispositivos eletrônicos, documentos e bens que possam estar relacionados às atividades ilícitas. A operação foi deflagrada com apoio da Polícia Civil.

O esquema 

As investigações, iniciadas em maio de 2022 a partir de uma denúncia anônima, revelaram um suposto esquema criminoso na gestão e operação do HRA. Segundo o Gaeco, o grupo era estruturado com divisão de tarefas e tinha como objetivo a obtenção de vantagens econômicas e políticas indevidas.

Entre as práticas investigadas estão:

  • Venda de procedimentos: o grupo é suspeito de comercializar cirurgias  e resultados de biópsias, cobrando valores de pacientes para agilizar atendimentos que deveriam ser gratuitos;
  • Fura-fila: Os investigados teriam manipulado o fluxo de internações, especialmente nos períodos noturno e de finais de semana, para beneficiar pacientes indicados por políticos ou que pagassem pelo favorecimento;
  • Favorecimento político: a estrutura do hospital teria sido utilizada para atender a interesses eleitorais, incluindo a coação de servidores terceirizados e a distribuição de cestas básicas em troca de apoio político;
  • Manipulação de pacientes: há relatos de que membros do esquema orientavam pacientes a não aceitarem alta médica, prometendo agilizar cirurgias para, em troca, obter pagamentos.
  • A estrutura do grupo
  • A investigação aponta que a organização era supostamente liderada por um ocupante da alta direção do hospital, considerado o gestor intelectual do esquema. Ele é suspeito de manipular funcionários, alterar a regulação de procedimentos para atender a pedidos políticos e pressionar a gestão do hospital.
  • Servidores que estariam diretamente envolvidos na negociação e cobrança por procedimentos também estão sendo investigados, bem como um ex-servidor que, mesmo após ser exonerado, continuaria a frequentar o hospital para, supostamente, agenciar cirurgias e consultas.
  • Provas coletadas
  • A operação é resultado de um longo trabalho investigativo que reuniu um conjunto de provas, incluindo depoimentos de testemunhas, Medida Cautelar de Interceptação Telefônica autorizadas pela Justiça, Medida Cautelar de Afastamento de Sigilos Bancário, Fiscal e Financeiro.
  • O afastamento de Sigilo Bancário, Fiscal e Financeiro indicou que alguns investigados possuíam movimentações financeiras incompatíveis com seus salários, reforçando a suspeita de enriquecimento ilícito. Em um dos casos, foi comprovado um pagamento via PIX para a parente de um dos investigados como contrapartida por um procedimento.

Por: Redação

 

Comissão de Meio Ambiente da Aleto recebe representantes do fórum nacional sobre agrotóxicos

Isis de Oliveira

A deputada Vanda Monteiro (UB), presidente da Comissão de Minas, Energia, Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), recebeu, na tarde desta segunda, 3, a visita institucional do coordenador-geral do Fórum Nacional de Controle dos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos, Pedro Luiz Serafim da Silva.

Realizado na sala das comissões da Casa, o encontro teve o propósito de antecipar discussões provocadas pelo Fórum Nacional, que vem promovendo audiências nos estados, a fim de ouvir e documentar contribuições regionais sobre o assunto.

Na oportunidade, o coordenador-geral e demais integrantes do evento abordaram a importância de se instituir uma política estadual para regulamentar o uso de agrotóxicos. Nesse sentido, Pedro Luiz fez a entrega de uma minuta propondo a abordagem que vem sendo definida pelo fórum.

A deputada Vanda Monteiro colocou-se à disposição dos representantes presentes no evento para apresentar e acompanhar o assunto na Aleto. “Estou à disposição para dialogar e trazer as pautas e projetos positivos relacionados ao meio ambiente para dentro desta Casa de Leis, juntamente com os colegas e também com o Governo do Estado”.

Sobre o fórum

O Fórum Nacional de Controle dos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos é um espaço permanente para debates e controle social sobre os impactos dos defensivos agrícolas e dos alimentos geneticamente modificados na saúde e no meio ambiente, reunindo várias instituições, a exemplo de órgãos como o Ministério Público Federal e do Trabalho, movimentos sociais e entidades de ensino e pesquisa. O fórum conta com a colaboração de outros 33 fóruns estaduais e regionais.

Por Suzana Arabar

Governador anuncia medidas emergenciais para “recuperar equilíbrio” da saúde no TO; oposição fala em “crise artificial”

O governador do Tocantins, Laurez Moreira, anunciou nesta segunda-feira (3) a elaboração de um decreto com medidas emergenciais para reorganizar a administração e restabelecer o equilíbrio financeiro da saúde pública estadual. A proposta foi apresentada durante coletiva no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos.

Segundo Laurez, o Estado enfrenta um déficit superior a R$ 580 milhões, resultado de dívidas acumuladas e aumento de despesas. O governador afirmou que o foco é garantir a continuidade dos atendimentos e maior eficiência na gestão.
“Encontramos uma situação preocupante. Vamos renegociar débitos, buscar apoio do Ministério da Saúde e implantar um sistema de governança e compliance com total transparência”, destacou.

Entre as ações previstas estão: renegociação com prestadores de serviço, auditorias em contratos, limitação de novas contratações e revisão de gastos. O secretário da Saúde, Vânio Rodrigues, assegurou

que “não haverá descontinuidade dos atendimentos”.

Os secretários Jairo Mariano (Fazenda) e Ronaldo Dimas (Planejamento) reforçaram que o decreto visa transparência e responsabilidade fiscal, sem flexibilizar licitações ou comprometer os serviços.

Reação do Republicanos

O Republicanos, partido do governador afastado Wanderlei Barbosa, reagiu às declarações do governo interino e acusou Laurez de fabricar uma crise artificial na saúde.
Segundo nota do partido, o orçamento anual da Secretaria da Saúde é de R$ 3,2 bilhões, e “é normal que haja restos a pagar”, cerca de 10% do total. A legenda afirmou ainda que “Laurez e sua equipe não apresentaram provas do suposto rombo financeiro” e que “reconhecer dívidas prescritas há mais de cinco anos seria um crime”.

O partido informou que acionou o departamento jurídico e pode recorrer aos órgãos de controle caso o decreto seja publicado. Também criticou a atual gestão por “reter repasses do plano Servir” nos últimos dois meses, destacando que durante o governo Wanderlei Barbosa o programa “foi regularizado e expandido”.

Por: Geovane Oliveira, com informações da Secom e do Republicanos

Pais criticam contratação de professores sem experiência pela gestão do prefeito Wagner Rodrigues

A decisão do prefeito Wagner Rodrigues de contratar professores em caráter emergencial para substituir os profissionais da educação em greve tem gerado preocupação e indignação entre pais de alunos da rede municipal de Araguaína.

De acordo com relatos de responsáveis, a medida foi vista como precipitada e arriscada, já que muitos dos contratados não possuem experiência em sala de aula. “Colocar gente despreparada para dar aula é um absurdo, prefeito”, criticou uma mãe de aluno, temendo prejuízos na aprendizagem das crianças.

A contratação emergencial ocorre em meio à paralisação dos servidores da educação, que reivindicam melhorias salariais e a revisão do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) enviado pelo Executivo à Câmara Municipal.

Segundo o sindicato da categoria, o texto encaminhado pela Prefeitura prevê perdas para os profissionais da educação, caso seja aprovado da forma como foi proposto. A medida motivou a greve e, agora, amplia o clima de tensão entre a gestão municipal, professores e comunidade escolar.

Enquanto o impasse continua, pais e alunos convivem com a incerteza sobre o futuro do ano letivo, cobrando diálogo e soluções que garantam tanto a valorização dos educadores quanto a qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas de Araguaína.

Por: Geovane Oliveira , com informações da rede sociais .

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