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Ex-deputado Lázaro Botelho garante liberação de R$ 1 milhão para Nova Olinda

Mesmo fora do mandato, o ex-deputado federal Lázaro Botelho segue tendo resultados práticos no Tocantins. Foi liberada uma emenda parlamentar no valor de R$ 1 milhão destinada ao município de Nova Olinda, recurso que deverá ser aplicado em melhorias para a população.

Durante seus anos de atuação em Brasília, Botelho direcionou emendas para dezenas de cidades tocantinenses. Mesmo após ter deixado o cargo por decisão judicial, continuou acompanhando o processo de liberação dos recursos já assegurados, garantindo que os municípios não ficassem sem investimentos planejados.

Nas redes sociais, apoiadores destacaram a postura do ex-parlamentar. Em uma das mensagens publicadas, um seguidor afirmou:

“Esse é o homem que tem planejamento para o bem-estar das pessoas. Mesmo não estando atuando no mandato, assegurou as emendas para os municípios, cumprindo sua palavra com os prefeitos. Esse é Lázaro Botelho: homem de honra e cumpridor de seus compromissos com o povo”.

A liberação da emenda reforça a imagem de Lázaro Botelho como um político que mantém influência e resultados mesmo fora da vida parlamentar, com ações que continuam repercutindo diretamente na vida dos tocantinenses.

Por: Geovane Oliveira

Em Araguaína, Polícia Civil conclui investigação e indicia duas pessoas por morte de mototaxista

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 29ª Delegacia de Polícia de Araguaína, concluiu as investigações relacionadas à morte do mototaxista José Ribamar dos Santos, de 59 anos, ocorrida na noite do dia 16 de agosto de 2025, em Araguaína.

De acordo com o inquérito policial, a vítima trafegava em sua motocicleta quando colidiu contra a lateral de um veículo GM/Celta, que realizava uma conversão abrupta à esquerda. José Ribamar veio a óbito no local.

Inicialmente, uma mulher identificada pelas iniciais M. M. S. apresentou-se como condutora do carro. No entanto, com base em imagens do local, depoimentos de testemunhas e posterior confissão da própria M. M. S., foi possível comprovar que o verdadeiro condutor era um homem, identificado pelas iniciais D.M.P., que não possuía habilitação e apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente.

As investigações também revelaram que, logo após o ocorrido, os indiciados removeram o veículo da cena e forneceram informações falsas aos policiais que atenderam a ocorrência, com o objetivo de atribuir a direção do veículo à mulher. As ações configuram os crimes de fraude processual e falsidade ideológica.

Com base nas provas reunidas, o homem foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor, fraude processual, falsidade ideológica e condução de veículo sem habilitação. Já M. M. S. foi indiciada por fraude processual e falsidade ideológica.

Conforme explica o delegado responsável pelo caso, Márcio Lopes da Silva, “a conclusão deste inquérito representa um importante avanço na elucidação dos fatos que resultaram na morte do mototaxista. A Polícia Civil está empenhada em responsabilizar rigorosamente todos os envolvidos para garantir justiça à vítima e sua família”.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para manifestação do Ministério Público e demais providências legais cabíveis.

Hiago Muniz/Governo do Tocantins

Confira as penas de Bolsonaro e mais sete condenados pelo Supremo

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou nesta quinta-feira (11) o julgamento da ação da trama golpista.

Por 4 votos a 1, os ministros condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.

Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais réus não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.

Confira as penas definidas para os condenados:

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;

– Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos;

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;

– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos;

– Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada;

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.

Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

André Richter – Repórter da Agência Brasil

Cármen Lúcia forma maioria pela condenação de Bolsonaro e aliados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou nesta quinta-feira (11) maioria de votos para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados na ação penal da trama golpista.

A maioria foi formada com o voto da ministra Cármen Lúcia. Com o entendimento da ministra, o placar pela condenação de todos os réus está em 3 votos a 1. Falta o último voto, que será proferido em seguida pelo ministro Cristiano Zanin, presidente do colegiado.

Nas duas sessões anteriores, Alexandre de Moraes e Flávio Dino se manifestaram pela condenação de todos os réus. Luiz Fux absolveu Bolsonaro e mais cinco aliados e votou pela condenação de Mauro Cid e o general Braga Netto pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito.

O tempo de pena ainda não foi anunciado e será definido somente ao final dos votos dos cinco ministros, quando é feita a chamada dosimetria. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

Voto

Em sua manifestação, a ministra disse que o julgamento da trama golpista remete ao passado do Brasil, com rupturas institucionais.

“O que há de inédito nesta ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com seu passado, com seu presente e com seu futuro na área das políticas públicas dos órgãos de Estado”, afirmou.

Cármen Lúcia também destacou que Bolsonaro e os demais réus não podem questionar a legitimidade da Lei 14.197/21, norma que definiu os crimes contra a democracia e que foi usada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para basear a acusação.

A norma foi sancionada pelo ex-presidente e pelos réus Anderson Torres, Braga Netto e Augusto Heleno, ex-integrantes do governo.

“Não é apenas legitima [a lei], como ainda não se pode dizer que se desconhecia que tentaram atentar contra a democracia. Quatro dos oito réus são exatamente os autores, os que têm a autoria do autógrafo”, disse.

8 de janeiro

A ministra também disse que os atos golpistas foram fruto de um “conjunto de acontecimentos” contra a democracia.

“O 8 de janeiro de 2023 não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram a passear”, completou.

“Prova cabal”

A ministra afirmou que há “prova cabal” da participação do ex-presidente Bolsonaro e dos demais acusados em uma “empreitada criminosa”.

“A procuradoria fez prova cabal de que o grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legitima de poder nas eleições de 2022, minar o exercício dos demais poderes constituídos, especialmente o Poder Judiciário”, disse.
André Richter – Repórter da Agência Brasil

Governo do Tocantins celebra safra recorde de milho segunda safra com inovação no consórcio com braquiária

O agronegócio tocantinense vive um momento de celebração e inovação. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou dados que confirmam um novo recorde para a produção de milho segunda safra no Tocantins, impulsionado por um aumento na área plantada e, mais recentemente, pela aprovação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o consórcio de milho com a braquiária.

A colheita do milho safrinha na safra 2024/2025 superou todas as expectativas, alcançando um volume recorde de 2,25 milhões de toneladas. Esse feito representa um crescimento substancial, consolidando o Estado como um importante polo produtor de grãos no cenário nacional. Por trás desses números impressionantes, está o esforço dos produtores e a adoção de tecnologias que impulsionam a produtividade.

Crescimento em números

De acordo com a Conab, a área plantada com milho segunda safra no Tocantins, saltou de 373 mil para 415 mil hectares. O aumento de área, combinado com condições climáticas favoráveis, como chuvas e temperaturas adequadas, além do uso de sementes de alta qualidade e fertilizantes, foi à chave fundamental para o rendimento excepcional. A produtividade, em algumas regiões, atingiu marcas de até 130 sacas por hectare.

A relevância do Tocantins vai além das fronteiras estaduais, com uma safra recorde de 9,67 milhões de toneladas de grãos no total, o estado se solidifica como o maior produtor da Região Norte e o segundo no Nordeste. A crescente produção de milho safrinha também alimenta um novo setor: usinas de etanol de milho, que devem começar a operar no estado ainda em 2025.

O Consórcio Milho-Braquiária: Uma aposta no futuro próximo

De acordo com o professor e engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Thadeu Teixeira Júnior, em meio a esse cenário de alta produtividade, a aprovação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o consórcio de milho com braquiária chega como um novo alento para os produtores. A medida reconhece oficialmente uma prática que une sustentabilidade e eficiência no campo.

“O consórcio, que consiste no plantio simultâneo do milho com a braquiária, oferece uma série de benefícios que impactam diretamente na rentabilidade e na saúde do solo, outra forma de implantação desse sistema é a distribuição da semente da forrageira antes do plantio do milho ou no momento da aplicação do fertilizante de cobertura, ambos misturados, podendo ser utilizado até com formulados, vale destacar que pesquisadores relatam que a pastagem não impacta significativamente no rendimento do milho”, destacou o engenheiro agrônomo, Thadeu Teixeira.

Thadeu Teixeira, explica que, a braquiária atua como uma planta de cobertura, protegendo o solo da erosão, controlando plantas invasoras e melhorando a fertilidade e biota do solo. A palhada deixada após a colheita do milho serve como um adubo verde, um passo crucial para a conservação e o uso sustentável da terra.

“O consórcio, que consiste no plantio simultâneo do milho com a braquiária, também é um pilar da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Este sistema de produção aperfeiçoa o uso da terra ao combinar diferentes atividades na mesma área. Após a colheita do milho, a braquiária, que já estava crescendo, se desenvolve plenamente, transformando-se em uma pastagem de alta qualidade para o gado. Isso melhora a rentabilidade da propriedade e, ao mesmo tempo, a eficiência no utilizo da área”, detalhou.

Thadeu Teixeira ressaltou ainda que, a validação dessa técnica pelo ZARC não apenas mitiga os riscos de perdas na safra devido a condições climáticas adversas, mas também abre portas para que os agricultores tenham acesso a linhas de crédito e a seguros agrícolas. “Essa é uma medida fundamental para que a produção continue a crescer de forma segura e responsável, aliado a união dos dados recordes apontados pela Conab com o reconhecimento oficial de práticas inovadoras pelo MAPA e liderança da Seagro a nível estadual na manutenção do programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), reforça o papel do Tocantins como um estado que adere às inovações na agricultura”, concluiu o engenheiro agrônomo professor Thadeu Teixeira Júnior.

Colaboração: Thadeu Teixeira Júnior – Engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Tocantins

 

Operação “Rolezinho 244”: Polícia Civil do Tocantins deflagra operação contra manobras perigosas e apologia ao crime nas redes sociais

Foto: Divulgação PCTO/Governo do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 12ª Delegacia de Polícia de Augustinópolis, deflagrou nesta quinta-feira, 11, a Operação “Rolezinho 244”, ação integrada destinada a desarticular grupos responsáveis por manobras perigosas, conhecidas popularmente como “grau”, em via pública, organizadas e amplificadas por meio de redes sociais. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados judiciais, sendo 20 de prisão temporária, cinco de internação provisória de adolescentes e 25 de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Augustinópolis, Praia Norte, Sampaio, São Miguel do Tocantins, Araguatins e Buriti do Tocantins.

Mais de 80 policiais atuaram na região do Bico do Papagaio, em ação coordenada com a Polícia Militar, a Polícia Penal e a Polícia Científica.

O delegado Jacson Wutke, coordenador da operação, destacou o apelo popular e a gravidade das condutas investigadas, ressaltando o caráter protetivo da repressão. “Essas práticas não apenas expõem terceiros ao risco, como colocam em perigo os próprios autores. Nosso trabalho visa impedir que esses jovens se transformem em vítimas da própria imprudência, ao mesmo tempo em que protegemos a coletividade contra tragédias recorrentes. A população clama por medidas firmes para conter esse cenário, e a Polícia Civil respondeu com rigor. O objetivo é salvar vidas e restabelecer a ordem nas vias públicas”, informa.

A investigação apura crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), bem como no Código Penal (CP), envolvendo exibição não autorizada de manobras, condução sem habilitação, entrega de veículo a pessoa não habilitada, apologia ao crime e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, com ênfase na adulteração e supressão de placas de motocicletas.

Medidas

Além das prisões, buscas e apreensões, a Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis decretou medidas cautelares com o objetivo de impedir a continuidade das práticas ilícitas. Foi constatado que as redes sociais eram utilizadas para divulgar as manobras perigosas, por meio de vídeos que incentivam a repetição dessas condutas. Para cortar essa cadeia de estímulo, o Judiciário determinou a suspensão imediata dos perfis e conteúdos vinculados aos investigados, além de proibir a criação de novos perfis ou o uso de contas de terceiros para esse fim.

Também foi determinada a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obtenção da habilitação para os 25 investigados pelo prazo mínimo de 12 meses, buscando evitar a perpetuação do risco nas vias públicas.

Durante a operação, a Perícia Científica realizou exames nos próprios locais das apreensões, garantindo a identificação técnica de eventuais adulterações e a preservação da integridade das provas. A Polícia Militar prestou apoio operacional e estratégico no cumprimento dos mandados, além de lavrar autos de infração administrativa em razão das irregularidades constatadas. A Polícia Penal atuou na condução dos presos às unidades prisionais competentes, assegurando sua imediata apresentação ao Poder Judiciário. A atuação integrada entre os órgãos reforçou a eficiência da operação e assegurou maior agilidade no cumprimento das ordens judiciais.

Ainda de acordo com a autoridade policial, o “chamado “grau” está longe de ser uma simples diversão porque são manobras temerárias, ilegais e irresponsáveis, realizadas sem autorização em vias públicas de grande circulação, transformando ruas e avenidas em pistas improvisadas. Pedestres, motoristas e motociclistas comuns tornam-se vítimas potenciais dessas condutas criminosas”, afirma.

Riscos

Casos recentes mostram de forma clara as consequências trágicas dessas condutas. Em Araguaína, no mês de junho deste ano, Daiane Alves da Silva, de 44 anos, foi atropelada fatalmente por um motociclista que praticava manobras do tipo “grau” enquanto atravessava uma faixa de pedestres. O episódio gerou grande comoção regional e evidencia os riscos concretos e graves resultantes desse tipo de prática ilegal e irresponsável.

Conforme destaca o delegado Jacson Wutke, as condutas investigadas representam riscos concretos à vida e exigem uma resposta firme. “Essas práticas não podem ser encaradas como brincadeira ou mera diversão. São atos que geram perigo real, colocam vidas inocentes em risco e já resultaram em tragédias. Não se trata de gravidade abstrata, mas de fatos concretos que produzem vítimas e famílias enlutadas”, explica.

As investigações seguem em andamento, visando identificar eventuais participantes ainda não alcançados. Após os procedimentos cabíveis, os indivíduos foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição da Justiça.

por Hiago Muniz/Governo do Tocantins

 

Projeto transforma girassol em oportunidade de pesquisa e renda para produtores tocantinenses

Araguaína, 11 de Setembro de 2025 –  Professores e estudantes do curso de Agronomia da Afya Araguaína (antigo Unitpac | Afya) realizam o projeto de pesquisa “Girassol do Meu Tocantins”. A pesquisa demonstra que a planta melhora a estrutura e a fertilidade do solo, recicla nutriente e auxilia no controle de plantas daninhas, além de trazer outros benefícios. Além disso, o espaço fica dentro da faculdade, a beleza das flores encanta, atrai visitantes e é utilizada até para ensaios fotográficos.

O professor e coordenador do curso, Carlos Cicinato Vieira Melo explica que a escolha do girassol não se baseia apenas no histórico da planta no Tocantins, mas em um potencial maior, embora reconheça que muitas pessoas fazem essa associação. “Na verdade, quando pensamos em desenvolver o projeto do girassol, não foi por causa de algo daqui, pois não sou natural da região, sou de outro estado.

Porém, com o tempo, as pessoas começaram a associar o girassol plantado em Araguaína com a capital, especialmente por causa da Praça dos Girassóis. Assim, houve uma conexão natural com a cultura local, destacando a importância simbólica do girassol para a nossa região.” Ele ainda destaca que o clima da região é extremamente favorável para o cultivo, especialmente pela alta incidência de radiação solar. O solo do Tocantins, típico do cerrado, também é adequado para o girassol, já que a planta não é muito exigente em termos de nutrientes.

O professor relata como o projeto começou e como já se tornou uma tradição, atraindo não só visitantes, mas também pessoas interessadas em realizar registros fotográficos, como aniversariantes e até um casal de noivos que fará um ensaio no local este mês. “Iniciamos com um sistema de irrigação. A partir disso, com o objetivo de dar mais visibilidade e também trazer novas oportunidades culturais e econômicas para a região, surgiu a sugestão do projeto. O girassol, além de ser uma planta ornamental e atrais visitantes pela beleza, possui grande potencial agrícola. Pode ser utilizado para produção de ração, óleo e biodiesel, representando mais uma alternativa de negócio para os produtores locais. Outro ponto positivo é que o girassol pode ser cultivado como safrinha, entre uma safra e outra, o que o torna ainda mais atrativo para o produtor rural, pois otimiza o uso da terra e diversifica a produção.”

A embaixadora do curso, Gabriela Oliveira, explica como é feito o cultivo e como a faculdade tem contribuído para sua formação. “Eu me sinto muito grata e feliz por estar em uma instituição que abre tantas oportunidades, como a Afya. Quando comecei a cursar Agronomia, minha experiência familiar era mais voltada para o cultivo de abacaxi. Mas, dentro da instituição, já tive a chance de trabalhar com girassol, algodão e soja, e de realmente aprender na prática como funciona o plantio dessas culturas.”

Sobre o plantio, Gabriela detalha o processo: “Inicialmente, ao abordar qualquer cultura, definimos a insolação e a área de plantio. A partir disso, realizamos análise do solo para determinar as necessidades de adubação. No nosso caso, identificamos a necessidade de calagem para correção, aplicando calcário e incorporando-o ao solo com o uso de uma grade, um dos implementos do setor. Em seguida, selecionamos a cultura e utilizamos a variedade Sany 66, uma variedade de safrinha com ciclo mais curto, de aproximadamente 120 dias até a maturação completa. Realizamos a adubação e o plantio, acompanhando o desenvolvimento da cultura para garantir que tudo ocorra conforme o esperado, verificando a ausência de doenças. Para controle de plantas daninhas, utilizamos herbicida. O período de floração dura em média de 20 a 30 dias.”

A acadêmica ressalta ainda que “atualmente está sendo realizado um estudo com o girassol para que ele seja usado na rotação de culturas com grandes culturas, como soja e arroz. A rotação de culturas é fundamental para quebrar o ciclo de pragas e doenças, além de melhorar a qualidade do solo. Hoje, graças à oportunidade de estar na instituição, posso participar desse tipo de estudo e vivenciar tudo isso na prática. Sem dúvida, é algo que pretendo aplicar no futuro, na minha atuação profissional.”

Gabriela conclui recomendando o curso: “Para quem deseja viver experiências como essa, com contato direto com o campo, pesquisa e aprendizado prático, recomendo o curso de Agronomia da Afya Araguaína. Tem sido transformador para mim, e acredito que pode ser para muitos outros também”. A instituição está com inscrições do vestibular abertas para diversos cursos. Interessados podem consultar informações no Instagram @afya.unitpac

Cênicas Comunicação

Governo do Tocantins reduz 21,8% de área desmatada em 2025

O governo do Tocantins reduziu 21,8% de área desmatada no período de janeiro a agosto de 2025. Os dados publicados no Boletim Mensal nº 12 do Desmatamento no Tocantins consolidado pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

Os registros somam 893km2 indicando a redução em comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 1.142,6km2. Do total registrado, 71,9% estava autorizado, 21,7% se categoriza como não autorizado e 6,4% foi identificado como autorizado e deslocado.

O Boletim traz ainda a distribuição do desmatamento mensal em 2024 e 2025. Em relação aos biomas, a redução no Bioma Amazônico foi de 46,3% e no Bioma Cerrado a queda foi de 21,8%.

Os cálculos consolidados pelo Cigma no Boletim nº 12 utilizam dados do sistema DETER (Avisos), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para acompanhar e controlar as mudanças no uso do solo em todo o estado.

Cleide Veloso/Governo do Tocantins

Vivência de Choro leva música, memória e inclusão cultural à Melhor Idade em Palmas

 

Todas as sextas-feiras, Palmas se enche de sons e histórias com as oficinas do projeto Vivência Inicial de Choro para a Melhor Idade. A iniciativa oferece aulas de instrumentos musicais, com destaque para a percussão, e ainda canto coral, voltadas para pessoas idosas, promovendo encontros que unem memória afetiva, aprendizado e convivência social por meio da música.

O projeto tem como propósito levar a vivência musical para a terceira idade, valorizando a experiência de vida dos participantes e criando espaços de inclusão cultural. “O Choro carrega em suas melodias a história do Brasil e uma força de conexão que emociona gerações. Levar essa vivência para os idosos é uma forma de promover dignidade cultural, abrir espaço para que eles expressem seus talentos e, principalmente, para que se reconheçam como parte fundamental da nossa memória coletiva”, destaca o músico e responsável pela iniciativa, Iogo Landinho.

As oficinas reúnem idosos que participam do projeto de extensão Maturidade (En)Cena, da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Durante os encontros, eles aprendem técnicas instrumentais e vocais, descobrem novos ritmos e, sobretudo, compartilham experiências de vida em um ambiente acolhedor.

As vivências em canto coral são conduzidas pela professora Ane Oliveira, que destaca a importância dessa prática coletiva para o bem-estar dos participantes. “O canto em grupo desperta emoções, fortalece a memória e cria laços de amizade. Para os idosos, é uma oportunidade de resgatar músicas que marcaram épocas de suas vidas e, ao mesmo tempo, experimentar a alegria de cantar em harmonia com outras vozes”, ressalta.

Para o professor de percussão Matheus Les, a cada ensaio é possível perceber o entusiasmo e a energia renovada dos participantes. “Eles chegam curiosos, com vontade de aprender e, ao mesmo tempo, nos ensinam muito. O Choro é um gênero que fala de emoção, de encontros e de resistência. Ver os idosos se apropriando disso é um privilégio e uma inspiração para todos nós”, afirma.

O projeto terá um recital final, em que os participantes das oficinas se apresentarão junto ao grupo de Choro, reafirmando o protagonismo cultural da melhor idade e mostrando ao público o resultado das vivências musicais. No dia 03 de setembro, a abertura do projeto contou com recital apresentado pelos músicos Iogo Landinho, Mateus Les, Ayrton Ferreira e Bruno Barreto, apresentado gratuitamente na Escola de Tempo Integral Vinícius de Moraes (706 Sul).

Projeto

O projeto é uma realização do músico Iogo Landinho, patrocinado por edital de Música da Lei Aldir Blanc (PNAB), via Fundação Cultural de Palmas e Ministério da Cultura (MinC).

Ficha técnica:

Diretor Geral: Iogo Landinho

Produtor musical: Bruno Barreto

Assessoria de Imprensa: Cinthia Abreu

Cerimonialista: Geyslany Landinho

Designer gráfico: Iara Malaspina

Fotografia e Videomaker: Gabriela Marques

Intérprete de libras: Thallyta Teixeira

Técnico de som: Daniel Mangaba

Professores:

Oficina de Canto Coral: Ane Oliveira

Oficina de Percussão: Matheus Les

Músicos:

Clarineta e flauta transversal: Ayrton Ferreira

Saxofone-tenor: Bruno Barreto

Guitarra acústica: Iogo Landinho

Pandeiro: Matheus Les

Cinthia Abreu

Bombeiros Militares combatem incêndio no centro de Araguaína

Foto: Divulgação CBMTO

Na noite desta quarta-feira (10), o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) foi acionado para combater um incêndio em vegetação na Avenida Amazonas, no Setor Central de Araguaína. O fogo se concentrou em um bambuzal e chamou a atenção da população devido às labaredas altas, que preocupavam pela proximidade das chamas com residências. As equipes atuaram de forma estratégica, utilizando pontos de melhor acesso para controlar rapidamente o avanço do incêndio.

De acordo com relatos de moradores, o incêndio começou quando uma pessoa colocou fogo em folhas secas no quintal.  O Corpo de Bombeiros Militar enfatiza que esse tipo de ação é altamente perigosa, pois pequenas chamas podem se espalhar rapidamente, colocando em risco a vegetação, residências próximas e a segurança da população.

Devido à extensão da área atingida, foi necessário apoio de viatura com maior capacidade de água para realizar o rescaldo e garantir a completa eliminação do fogo. No total, oito bombeiros militares atuaram na ocorrência. Após a operação, não houve registro de vítimas nem de danos materiais, e o risco de reignição foi eliminado.

Vanessa Sabino/Governo do Tocantins

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