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Eleição SIGMEP-TO: Chapa encabeçada por Gilmar Fernandes é reeleita com 98% dos votos válidos

O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Tocantins (SIGMEP-TO), subinspetor Gilmar Fernandes, conseguiu se reeleger com 128 votos. Dos 260 guardas aptos a votar, 131 foram às urnas. Da quantidade de votos válidos, 98% votaram pela reeleição. A votação ocorreu em Palmas, Porto Nacional, Monte do Carmo, Lagoa da Confusão e São Valério. A nova diretoria ficará à frente do SIGMEP até 2025. 

Para Gilmar Fernandes é momento de, além de comemorar, pensar no fortalecimento da categoria. “Os guardas municipais do Tocantins necessitam de um plano de carreiras, da reforma do Estatuto Social e de infraestrutura para trabalharem. Os próximos quatro serão de muito trabalho”, ressaltou Fernandes. 

Dentre os propostas apresentadas para a próxima gestão está a conclusão da construção do primeiro piso da sede do sindicato, a busca pela doação de uma área para a construção da sede Social (Clube do SIGMEP) e a luta em Brasília, pelos direitos das GCM’s, como aposentadoria policial, inserção no caput do rol do Art. 144 da Constituição Federal e a busca por emendas parlamentares para a guardas do Tocantins.

Conheça os componentes da Chapa Continuar para Avançar

PresidenteGILMAR FERNANDES CUNHA
Vice Presidente de Assuntos da capitalCARLOS ROGERIO PEREIRA LIMA
Vice Presidente Assuntos do interiorADALBERTO ANTONIO BERNARDO
Diretor SecretárioRAYMARA OTÍLIA MESQUITA LIMA
Diretor FinanceiroERNANDES DOS SANTOS OLIVEIRA
Diretor Assuntos JurídicosWELLINGTON ALVES AMORIM
Suplentes
Diretor Secretário AdjuntoLUIZ AUGUSTO RUFO TURIBIO
Diretor Financeiro AdjuntoEDSON DE BARROS GARÇÃO
Diretor Adjunto Assuntos JurídicosHORLY BARBOSA MARTINS

CONSELHO FISCAL

PresidenteVALDEMIR PEREIRA GOMES
Vice PresidenteREGINALDO RAMOS DE SOUZA
Um conselheiro FiscalWANDREY GRAMACHO DA SILVA
Um conselheiro FiscalHERSON GUIMARÃES BARBOSA

Redação

Bolsonaro: Brasil adota postura cautelosa em relação ao conflito na Ucrânia

O presidente Jair Bolsonaro participa da solenidade de assinatura dos decretos do Auxílio Gás e do Programa Alimenta Brasil, no Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo (27) que a votação do Brasil em uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia é livre e equilibrada, e acrescentou que o país não defende “nenhuma sanção ou condenação contra o presidente Putin”.

“Nossa posição deve ser muito cautelosa ao lidar com um caso tão grave. Ninguém é a favor da guerra em nenhum lugar do mundo. Isso pode trazer problemas gravíssimos para toda a humanidade e para o nosso país que também está nesse contexto”, disse em entrevista coletiva no Forte dos Andradas, no Guarujá, litoral de São Paulo.

Conversa com Putin

Bolsonaro também mencionou sua recente visita ao presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou em 16 de fevereiro, quando ambos os presidentes falaram sobre o conflito e questões comerciais, como a importação de fertilizantes pelo Brasil. “O presidente Putin e eu conversamos por mais de duas horas sobre diferentes temas, o mais importante foi a importação de fertilizantes. Ele obviamente disse algo sobre a Ucrânia, mas prefiro não entrar em detalhes como você gostaria”, disse ele.

O presidente Bolsonaro acredita que o conflito em breve terá uma solução. “Não acredito que vai durar muito. A capacidade armamentista de ambos os países é muito desigual. Esperamos que os países da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] não aumentem esse problema que está prestes a ser resolvido”, declarou.

Por Agência Brasil – Brasília

Nilmar Ruiz, assumi a presidência do Partido Liberal no Tocantins

O Partido Liberal (PL) está sob nova direção após as saídas do ex-senador Vicentinho Alves e do deputado federal Vicentinho Júnior – que seguem para os Progressistas.

Nilmar Ruiz é ex-prefeita de Palmas e política que assumiu a presidência do Partido Liberal do Tocantins (PL) em 24 de fevereiro de 2022. Foi designado pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto e o Senador Eduardo Gomes , para substituir o presidente anterior, ex-senador Vicentinho Alves.

O presidente recém-indicada agora é responsável por liderar a campanha do partido para as eleições estaduais em outubro deste ano. O partido espera fazer o maior número de assentos, na assembleia legislativa   e câmara federal, nas eleições desse ano.

A nova direção do Partido Liberal (PL), tem agora, ex-prefeita de Palmas, Nilmar Ruiz, presidente e o vice-prefeito de Araguaína, Marcus Marcelo, como 1º vice- fevereiro. O secretário-geral da sigla é o superintendente regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) no Tocantins, Homero Silva Barreto.

Por: Geovane Oliveira

Bolsonaro comunica ao Alto Comando do Exército intenção de indicar Braga Netto para vice na chapa pela reeleição

Chefe de governo quer ainda que a Defesa seja ocupada pelo atual comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira.

O ministro da Defesa e general da reserva, Walter Braga Netto, está mais perto de ser escolhido para compor a chapa pela reeleição de Jair Bolsonaro, informa o Valor Econômico

O chefe de governo confirmou ao Alto Comando do Exército, na semana passada, sua intenção de indicar Braga Netto à vice-presidência, assim como a de selecionar o atual comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, para o Ministério da Defesa.

O ministro do GSI, Augusto Heleno, era cotado para a vaga de vice na chapa de Bolsonaro. Aliados de Heleno defendem o general da reserva com base em enquetes feitas em grupos de extrema direita que apontam seu nome como preferido para ocupar o posto.

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Governo publica redução de até 25% das alíquotas do IPI

O governo federal publicou nesta sexta-feira (25) decreto que reduz as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida alivia a carga tributária na produção de automóveis, eletrodomésticos da chamada linha branca – como refrigeradores, freezers, máquinas de lavar roupa e secadoras – e outros produtos industrializados. O texto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, consta em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Para a maior parte dos produtos, a redução foi de 25%. Alguns tipos de automóveis tiveram redução menor na alíquota, de 18,5%. Produtos que contenham tabaco não tiveram redução do imposto. 

De acordo com cálculos informados pelo Ministério da Economia, a redução do IPI representará uma renúncia tributária de R$ 19,5 bilhões para o ano de 2022, de R$ 20,9 bilhões para o ano de 2023 e de R$ 22,5 bilhões para o ano de 2024. 

Por se tratar de tributo extrafiscal, de natureza regulatória, é dispensada a apresentação de medidas de compensação, como autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltou o governo.

Para justificar a renúncia tributária, o governo destacou que a arrecadação federal em janeiro de 2022 somou R$ 235,3 bilhões, sendo volume recorde que representa 18,30% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação do período. 

“Há, portanto, espaço fiscal suficiente para viabilizar a redução ora efetuada, que busca incentivar a indústria nacional e o comércio, reaquecer a economia e gerar empregos. O decreto entrará em vigor imediatamente e não depende da aprovação do Legislativo”, informou a Presidência da República, em nota.

CNI

Em comunicado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) celebrou a redução do IPI ao enfatizar que indústria é o setor o mais tributado da economia no país.

De acordo com a entidade, a tendência é haver uma redução dos preços dos produtos industriais, com impactos na inflação, já que os preços do segmento representam 23,3% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

STF forma maioria pela possibilidade de benefício previdenciário incluindo contribuições anteriores a julho de 1994

O julgamento do caso, conhecido como “revisão da vida toda”, está em andamento no Plenário Virtual.

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria pela possibilidade da aplicação de regra mais vantajosa à revisão de benefício previdenciário de segurados que ingressaram no Regime Geral de Previdência Social (RGPS) antes da publicação da Lei 9.876/1999, que criou o fator previdenciário e alterou a forma de apuração dos salários de contribuição para efeitos do cálculo de benefício. O caso é popularmente conhecido como “revisão da vida toda”.

A matéria é discutida no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1276977, em andamento na sessão virtual que se encerra em 8/3. De acordo com o entendimento preponderante, a regra de transição que excluía as contribuições antecedentes a julho de 1994 pode ser afastada caso seja desvantajosa ao segurado.

O julgamento, no entanto, só termina em 8/3, quando será divulgado o resultado definitivo. Até lá, as regras do Plenário Virtual permitem mudança de votos já proferidos ou pedido de destaque por algum dos ministros, que zera o placar e desloca o caso para o Plenário físico. A matéria tem repercussão geral reconhecida.

Regra de transição

O RE foi interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que garantiu a um beneficiário, filiado ao RGPS antes da Lei 9.876/1999, a possibilidade de revisão de sua aposentadoria com a aplicação da regra definitiva do artigo 29 da Lei 8.213/1991, que prevê o cálculo do salário de benefício com base nas 80% maiores contribuições de todo o período, caso seja mais favorável do que a regra de transição (artigo 3° da Lei 9.876/1999), que compreende as 80% das maiores contribuições apenas do período posterior a julho de 1994, quando houve a estabilização econômica do Plano Real.

Julgamento

O julgamento teve início em junho de 2021, quando o relator, ministro Marco Aurélio (aposentado), votou pelo desprovimento do recurso do INSS. No seu entendimento, deve ser reconhecido ao contribuinte o critério de cálculo que lhe proporcione a maior renda mensal possível, a partir do histórico das contribuições. Na ocasião, ele foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin e Ricardo Lewandowski e pelas ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber. O ministro Nunes Marques divergiu, e o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

Proteção dos direitos

A análise do caso foi retomada na sessão virtual iniciada nesta sexta-feira (25). Ao acompanhar o relator, o ministro Alexandre de Moraes frisou que, de acordo com a exposição de motivos do projeto de lei que originou a Lei 9.876/1999, a regra definitiva veio para privilegiar, no cálculo da renda inicial do benefício, a integralidade do histórico contributivo. Já a limitação imposta pela regra de transição teve o objetivo de minimizar eventuais distorções causadas pelo processo inflacionário nos rendimentos dos trabalhadores.

Assim, em sua avaliação, a regra transitória deve ser analisada como uma forma de aproximação da regra definitiva, a fim de proteger direitos subjetivos dos segurados. Nesse sentido, não pode ser mais gravosa do que definitiva. Segundo ele, se a aplicação impositiva da regra transitória inverte essa lógica, ao proporcionar um benefício menor do que aquele a que o segurado teria direito pela regra definitiva, essa interpretação subverte a finalidade da norma.

Isonomia

O ministro explicou que a lei de transição só será benéfica para o segurado que computar mais e maiores contribuições no período posterior a 1994, caso em que descartará as contribuições menores no cálculo da média. Contudo, para o segurado que realizou melhores contribuições antes de julho de 1994, a regra é prejudicial, pois resulta em um benefício menor.

Assim, para o ministro Alexandre, os segurados que reuniram os requisitos para obtenção do benefício na vigência do artigo 29 da Lei 8.213/1991 (alterada pela Lei 9.876/1999) podem optar pela regra definitiva e ter sua aposentadoria calculada tomando em consideração todo o período contributivo, ou seja, abarcando as contribuições desde o seu início, que podem ter sido muito maiores do que as posteriores a 1994. “Admitir-se que norma transitória importe em tratamento mais gravoso ao segurado mais antigo em comparação ao novo segurado contraria o princípio da isonomia”, disse.

O ministro ressaltou, ainda, que, no julgamento RE 630501 (com repercussão geral), o Plenário reafirmou que, em questões previdenciárias, se aplicam as normas vigentes ao tempo da reunião dos requisitos de passagem para inatividade. Por fim, lembrou que a Reforma da Previdência instituída pela Emenda Constitucional (EC) 103/2019 estabeleceu que o limite fixado em julho de 1994 passou a ser a regra permanente, até que lei discipline a matéria.

Divergência

Para a corrente contrária, que acolhe o recurso do INSS, aberta com o voto do ministro Nunes Marques, a regra do caput do artigo 3º da Lei 9.876/1999, que fixa o termo inicial do período básico de cálculo dos benefícios previdenciários em julho de 1994, é compatível com a Constituição e não ofende o princípio da isonomia. Para ele, a opção do Legislativo teve o objetivo de evitar dificuldades operacionais causadas pelo cômputo de contribuições previdenciárias anteriores à implementação do Plano Real, período conhecido pela instabilidade econômica.

Seguiram a divergência os ministros Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Tese proposta

A tese de repercussão geral proposta pelo relator, ministro Marco Aurélio, é seguinte: “O segurado que implementou as condições para o benefício previdenciário após a vigência da Lei 9.876, de 26/11/1999, e antes da vigência das novas regras constitucionais, introduzidas pela EC em 103 /2019, que tornou a regra transitória definitiva, tem o direito de optar pela regra definitiva, acaso esta lhe seja mais favorável”.

SP/AD//CF

Leia a íntegra do voto do ministro Alexandre de Moraes.

Leia mais:

31/8/2020 – STF julgará possibilidade de revisão cálculo de benefício previdenciário com base em regra mais vantajosa

Letalidade policial atinge o maior patamar já registrado

A pesquisadora Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e uma das responsáveis pela elaboração do Anuário, atribui o recorde de letalidade policial a uma escalada da violência na sociedade brasileira. Para ela, o apoio do presidente Jair Bolsonaro a ações policiais violentas é um sintoma desse quadro ao mesmo tempo que o alimenta. A publicação, organizada pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), destaca que os negros foram as maiores vítimas de policiais — correspondem a 78,9% das 6.416 pessoas mortas por policiais no ano passado. O número de mortos por agentes de segurança aumentou em 18 das 27 unidades da federação, revelando um espraiamento da violência policial em todas as regiões do país. O Ministério Público solicita o envio do relatório consolidado com as informações sobre as operações policiais realizadas no Estado no período de 2018 a 2022, que resultaram em morte. As corporações devem enviar informações sobre o local, características da operação e o nome de civis mortos.

O País havia registrado queda acentuada do indicador no ano passado, de 44,3%, com um total de 172 ocorrências, a maior parte no Rio. Proporcionalmente, o Estado também aparece empatado com o Pará na pior posição nacional, ambos apresentando taxa de zero,9 mortes de policial por cada cem mil habitantes. Por essa razão, difere daquele divulgado em abril pelo Monitor da Violência. E agora aparece com a segunda maior taxa de letalidade do Brasil e com 10% de todas as mortes registradas. Espera-se que a complexidade do tema referente à letalidade policial envolva uma gama de atividades estruturais, metodologicamente voltadas à construção de uma política crime eficaz à sua solução.

Como nos assassinatos em geral, a maioria das vítimas é homem (99%) e negra (65%). “Período em que os moradores se deslocam para o trabalho e a escola, o que os deixa extremamente vulneráveis a operações com trocas de tiro”, diz o texto. O sp pousar é definido pelo Spotify para implementar conteúdo de áudio do Spotify no website e também registra informações sobre a interação do usuário relacionadas ao conteúdo de áudio.

Os mesmos exercícios, entretanto, são capazes de identificar uma associação positiva entre mortes por agentes do Estado e apreensão de fuzis e de drogas. No entanto, as evidências internacionais na área de Segurança Pública apontam para maior efetividade de ações preventivas como o patrulhamento de manchas criminais, que prioriza o policiamento ostensivo em áreas onde o crime ocorre (e não onde supostamente está o criminoso) (Braga et. al., 2019). O Rio de Janeiro foi o primeiro estado a experimentar modalidades de criminalidade violenta que, nas décadas seguintes, tornaram- se comuns a todo o país. Desde meados dos anos 1980, facções criminais disputam o controle de territórios no estado. Historicamente, as forças de Segurança Pública interferiram nesta dinâmica de forma intermitente, seja por meio de controle ou interrupção de conflitos, seja realizando incursões pontuais em favelas, com o objetivo de apreender armas, drogas e prender suspeitos em flagrante.

No relatório, o Fórum indica que 61% das ocorrências com morte no Estado aconteceram durante o dia, com maior frequência pela manhã. “Período em que os moradores se deslocam para o trabalho e a escola, o que os deixa extremamente vulneráveis a operações com trocas de tiro”, diz o texto. Mais de um ano depois da medida cautelar ter sido concedida, o PSB ingressou com embargos alegando que a decisão estaria sendo descumprida pela polícia do Rio de Janeiro.

E mais, deve considerar ainda os parâmetros da legalidade – exigência nascida da própria ideia de legitimidade – se forma a ser descabida a intromissão direta e frontal do Poder Judiciário em matéria reservada ao império da lei em sentido estrito. O Amapá também lidera em relação ao percentual das mortes violentas causadas pela polícia. No estado do Norte do país, 31,2% de todos os homicídios foram cometidos por policiais. Nesse quesito, Goiás vem emblema em seguida, com 29,1% de todas as mortes atribuídas a agentes de segurança.

 No Estado do Tocantins, de acordo com o Gaesp, relatório da Polícia Militar aponta que 65 pessoas foram mortas em confronto com policiais em pouco mais de dois anos no Estado do Tocantins. O número foi divulgado pela imprensa local. Entre as vítimas, 14 não foram identificadas.

Por: Geovane Oliveira

Aprovado parecer prévio favorável ao andamento de impeachment

A Comissão Especial do Impeachment aprovou na noite desta quinta-feira, 24, o parecer prévio lido pelo relator, deputado Júnior Geo (PROS), com teor favorável ao andamento do processo. 

A Comissão apura denúncia de crime de responsabilidade atribuído ao governador Mauro Carlesse, afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

De acordo com o relator, “ficou evidenciado aviltamento dispensado à coisa pública” e “verificou-se ocorrência de condutas ilícitas”. Júnior Geo concluiu que “o denunciante tem razão em sua representação” em vista da presença de condições para a ação de cassação e demonstração da plausibilidade do mérito. “Há indícios de prática criminosa”, resumiu o deputado. 

Os parlamentares agendaram para a próxima quinta-feira, dia 3 de março, às 18 horas, uma nova reunião da Comissão.

Suspeição

Antes da leitura e votação do parecer prévio, os membros da Comissão deliberaram sobre um pedido de suspeição do relator apresentado pela defesa de Carlesse.

Ao defender o pedido na reunião, o advogado Juvenal Klaiber sustentou que Júnior Geo seria parcial por ter apresentado anteriormente requerimento para criar uma CPI a fim de investigar o governador afastado, além de um pedido de impeachment.

O relator defendeu-se ao alegar que não conseguiu reunir o número de assinaturas necessárias para criar a CPI e tão pouco seu pedido de impeachment foi atendido.

Ao contrário, a denúncia acatada foi apresentada pelo advogado Evandro de Araújo Melo Júnior, de maneira que não seria ele relator de matéria de sua própria autoria.

Relator do pedido de suspeição, o deputado Eduardo do Dertins (Cidadania) alegou que “não há lacuna legal” que embase o pedido e se manifestou por sua improcedência. Seu parecer foi aprovado por unanimidade e Júnior Geo mantido na relatoria da denúncia contra Carlesse.

Por Glauber Barros

Governador Wanderlei Barbosa participa do lançamento do programa nacional Serviço Civil Voluntário

Programa oferecerá bolsa de meio salário-mínimo e auxílio transporte aos participantes, além de mais de 200 cursos de qualificação.

O governador em exercício do Estado do Tocantins, Wanderlei Barbosa, participou do lançamento do programa nacional Serviço Civil Voluntário. O programa foi apresentado pelo ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, nesta quinta-feira, 24, no auditório da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), e prestigiado por deputados federais e estaduais, mais de 90 prefeitos e demais autoridades.

O programa é uma iniciativa firmada entre o Ministério do Trabalho e Previdência e o Sistema S, que oferecerá bolsa de meio salário-mínimo e auxílio-transporte aos participantes, além de ofertar mais de 200 cursos de qualificação. A ação terá duração até 31 de dezembro de 2022 e priorizará o público jovem, entre 18 e 29 anos, bem como os trabalhadores com idade acima de 50 anos e que estejam fora do mercado há mais de dois anos.

O governador Wanderlei Barbosa parabenizou o Governo Federal por desenvolver um programa que promove a qualificação. “O projeto que o senhor ministro Onyx Lorenzoni traz gera esperança para tanta gente. Nós temos uma população com um pouco mais de 1,6 milhão de habitantes e muitas pessoas em vulnerabilidade social, e precisamos que um projeto como esse, de grande alcance social, chegue a nós. Parabenizo mais uma vez o Governo Federal por trazer um projeto desse porte para a nossa população que tanto precisa de qualificação e trabalho”, destacou.

O ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, fez a apresentação do Programa e destacou que a parceria direta com o município se deve ao fato de que os gestores conhecem a alma do município. “É no município que a gente vive. Quando nós fizemos o projeto de governo, tivemos a clareza de que tinha que ser muito mais Brasil e menos Brasília. A aliança do Governo Federal diretamente com o município é porque os senhores conhecem a alma do município”, destacou o ministro.

Durante a explanação do Programa, o ministro ressaltou as principais dificuldades. “As maiores dificuldades são a falta de experiência, a baixa qualificação e a burocracia e, por isso, estamos falando de abrir portas de oportunidades. Com o programa, as atividades serão em meio turno, com pagamento de bolsa de meio salário-mínimo, transporte e seguro de acidentes pessoais. A intenção é que o participante tenha, durante o programa, um ano de experiência e dois cursos de qualificação”, explicou Onyx Lorenzoni.

O programa

A ação será executada pelos municípios. As prefeituras que desejarem aderir ao programa devem comprovar a sua capacidade de execução. Caberá ao ente municipal, organizar atividades de interesse público e o pagamento da bolsa qualificação, devendo observar a regulamentação da Medida Provisória nº 1.099/2022. A adesão do município é voluntária.

Já os cursos ficarão a cargo do Sistema S e serão ofertados pelos serviços nacionais de aprendizagem e pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), priorizando a qualificação nas atividades econômicas mais importantes no município e em sua região.

Apoio pós-chuvas

O governador Wanderlei Barbosa solicitou ainda apoio ao Governo Federal para a recuperação das cidades que sofreram danos com as chuvas. “Nós precisamos desse amparo, desse apoio do Governo Federal para que a gente possa fazer além do que já temos feito, no atendimento à população com distribuição de cestas básicas, medicamentos, colchões, cobertores e demais ações. Tenho certeza de que esse apoio virá da nossa bancada federal lá em Brasília, nós estamos levantando todas essas situações de dificuldades. Após o período de chuvas, teremos uma herança muito difícil, pessoas que perderam suas casas e pertences, as rodovias danificadas, buracos de norte a sul e eu tenho muita preocupação com isso, me preocupa muito saber que as rodovias do nosso Estado estão nessa situação. Todo o apoio que chegar a nós, faremos uma força-tarefa tão logo cesse o período de chuva, mas nós sabemos que precisamos deste apoio, de sintonia. Nós precisamos que todos se juntem, prefeitos e governos, para que a gente possa fazer essa reparação em estradas e pontes por todo o Estado do Tocantins”, finalizou o governador.

Thuanny Vieira/Governo do Tocantins

Votação dos projetos sobre combustíveis ficou para depois do carnaval

O Senado decidiu, nesta quarta-feira (23), adiar a votação dos dois projetos de lei que trazem medidas para controlar a escalada dos preços de combustíveis para a primeira sessão depois do Carnaval, no dia 8 de março — o PLP 11/2020, que determina alíquota unificada e em valor fixo para o ICMS sobre combustíveis em todo o país, e o PL 1472/2021, que cria uma conta para financiar a estabilização dos preços.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator de ambos os projetos, apresentou novos substitutivos antes da sessão deliberativa desta quarta-feira (23). A mudança mais significativa se deu no PL, que abandonou a criação de um novo imposto sobre as exportações de petróleo bruto.

No PLP, Jean Paul, acrescentou previsão de que mudanças na alíquota única do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) deverão antecipar estimativas de evolução dos preços dos combustíveis, para evitar aumento do peso proporcional do imposto sobre o valor final do produto.

ICMS

No projeto de lei complementar (PLP) que uniformiza o ICMS, a proposta é que os estados definam em conjunto uma alíquota sobre combustíveis que todos aplicariam. Essa decisão seria tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados, até o fim de 2022.

O ICMS passaria a ser um valor unitário cobrado sobre o litro de combustível, em vez de um percentual sobre o valor final da compra. Além disso, o cálculo do imposto seria feito uma única vez, na refinaria ou na importação do combustível, e não mais ao final de toda a cadeia de distribuição. Isso eliminaria o chamado “efeito cascata” de incidência do ICMS.

Os combustíveis abrangidos pela mudança seriam a gasolina, o etanol, o diesel e o biodiesel, a querosene de aviação e o gás liquefeito de petróleo e de gás natural.

Depois da definição da primeira alíquota dentro do novo modelo, os estados terão que esperar um ano para fazer um reajuste. Os reajustes posteriores poderão acontecer em intervalos de 6 meses. Enquanto os entes federativos não adotarem as mudanças, o projeto determina que o preço-base sobre o qual incidirá o ICMS do diesel e biodiesel em cada estado passe a ser a média dos 60 meses imediatamente anteriores. Atualmente, a base de cálculo de todos os combustíveis é reajustada de 15 em 15 dias.

Para evitar, de um lado, perda de arrecadação e, de outro, aumento da carga tributária quando da fixação das alíquotas uniformes em todo o território nacional, o Substitutivo prevê a instituição de mecanismos de compensação entre os entes federados, com atribuições relativas aos recursos arrecadados em decorrência da incidência monofásica do ICMS.

Auxílio-Gás

Além de mexer na cobrança do ICMS, o substitutivo de Jean Paul para o PLP propõe a ampliação do Auxílio-Gás (Lei 14.237, de 2021) já neste ano. A medida teria impacto estimado de R$ 1,9 bilhão e permitiria atender 11 milhões de famílias, o dobro do público atendido pelo programa atualmente.

O programa ajuda famílias de baixa renda a custear a compra do botijão de gás de cozinha. No relatório, Jean Paul indica como fonte para novas despesas com o Auxílio-Gás parte dos recursos arrecadados com os bônus de assinatura dos campos de Sépia e Atapu, localizados na Bacia de Santos. O projeto também prevê a possibilidade de uso de outras fontes e sujeita a despesa à disponibilidade orçamentária e financeira.

Estabilização de preços

Por sua vez, o PL cria a Conta de Estabilização de Preços de Combustíveis (CEP-Combustíveis), que será usada para financiar um sistema de bandas de preços para proteger o consumidor final da variação do preço de mercado dos combustíveis. Pelo sistema, o Executivo definirá limites mínimo e máximo para os preços dos derivados de petróleo. Quando os preços de mercado estiverem abaixo do limite inferior da banda, os recursos correspondentes à diferença serão acumulados na conta; quando estiverem acima do limite superior, a conta servirá para manter o preço real dentro da margem regulamentar.

Originalmente a CEP-Combustíveis seria abastecida, principalmente, pela arrecadação de um novo imposto sobre a exportação de petróleo bruto. Porém, essa inovação foi retirada pelo senador Jean Paul na última versão do substitutivo. Segundo ele, vários senadores expressaram preocupação com o impacto desse novo imposto sobre a indústria petrolífera. Dessa forma, a criação do imposto foi retirada do projeto.

Em vez disso, a CEP-Combustíveis terá como possíveis fontes de receita os dividendos da Petrobras à União, as participações da União nos regimes de concessão e de partilha, o superávit financeiro de fontes de livre aplicação da União e outras receitas oriundas do setor de petróleo e gás que sejam resultado do aumento da cotação internacional. O projeto também autoriza que qualquer saldo não utilizado na conta poderá ser devolvido à União.

Outras mudanças no substitutivo de Jean Paul são a inclusão de descarbonização da matriz energética entre os objetivos da política nacional de preços de combustíveis e a diretriz de que a compensação de preços feita pela CEP-Combustíveis não prejudique a competitividade de mercado dos biocombustíveis.

Fonte: Agência Senado

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