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Salário mínimo sobe para R$ 1.302 em 1º de janeiro

A partir de 1º de janeiro de 2023, o salário mínimo, que atualmente é de R$ 1.212, será de R$ 1.302.

O valor atualizado está em uma medida provisória publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República explicou que valor considera uma variação da inflação de 5,81%, acrescida de ganho real de cerca de 1,5%.

“O valor de R$ 1.302,00 se refere ao salário mínimo nacional. O valor é aplicável a todos os trabalhadores, do setor público e privado, como também para as aposentadorias e pensões”, acrescenta a nota.

Por se tratar de medida provisória, o texto terá de ser analisado por deputados e senadores. O mesmo novo valor para o salário mínimo já estava previsto no projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023, que foi enviado ao Congresso Nacional em agosto.

Por Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

TSE entrega diplomas de presidente e vice-presidente da República a Lula e Alckmin

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, entregou nesta segunda-feira (12) os diplomas de presidente e vice-presidente da República a Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, respectivamente, eleitos no dia 30 de outubro, em segundo turno, para o mandato 2023-2026. Os documentos os habilitam a tomar posse nos cargos no dia 1º de janeiro.

A sessão solene destinada à diplomação dos eleitos foi aberta por Moraes no início da tarde. Em seguida, os ministros da Casa Ricardo Lewandowski e Benedito Gonçalves conduziram Lula ao Plenário, e, logo após, Alckmin foi conduzido pelos ministros Cármen Lúcia e Raul Araújo. Depois, houve a execução do Hino Nacional pela Fanfarra do 1º Regimento da Cavalaria de Guardas regida pelo Tenente Cláudio Marcio Araújo da Luz.

Após a execução do Hino, Moraes entregou o diploma a Lula, com os seguintes dizeres: “Pela vontade do povo brasileiro expressa nas urnas em 30 de outubro de 2022, o candidato pela coligação Brasil da Esperança, Luiz Inácio Lula da Silva, foi eleito presidente da República Federativa do Brasil. Em testemunho desse fato, a Justiça Eleitoral expediu-lhe este diploma, que o habilita à investidura no cargo perante o Congresso Nacional em 1º de janeiro de 2023, nos termos da Constituição Federal. Brasília, 12 de dezembro de 2022, no 201º ano da Independência e 134º ano da República”. O presidente do TSE também entregou o respectivo diploma a Alckmin.

Além de Moraes, participaram da mesa de honra da cerimônia de diplomação a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber; os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira; o vice-presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski; os ministros da Corte Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Raul Araújo, Sérgio Banhos e Carlos Horbach; o procurador-geral Eleitoral, Augusto Aras; e o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti.

JL, LC/CM

Governador Wanderlei Barbosa pede autorização para pegar empréstimos de R$ 1,7 bilhões: Assembleia deve decidir rápido

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, solicitou à Assembleia Legislativa autorização para contrair empréstimos no valor de R$ 1,7 bilhões. A solicitação foi protocolada na assembleia nesta terça-feira (6).

Conforme a proposta do governador, o dinheiro será utilizado na sustentabilidade fiscal por meio do aprimoramento e modernização da gestão agrícola, da administração tributária e gestão fiscal, além da gestão financeira e das despesas e no Programa de Pavimentação, Reabilitação e Conservação da Rodovias Tocantinense.

Um artigo das propostas permitiria ao Poder Executivo vincular a União como garantia por meio da utilização de receitas estaduais como fundo de participação dos estados; isso requeria a liberação de recursos do tesouro nacional. No entanto, assembleia legislativa do Estado precisa autorizar antes. A decisão sobre a liberação dos empréstimos pode ser tomada pelos deputados nas próximas semanas.

Por: Geovane Oliveira

Governo do Tocantins credencia empresa para realizar cirurgias cardíacas em Palmas

O Governo do Tocantins dá mais um passo para ampliar a oferta de cirurgias eletivas.  Foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), da quinta-feira, 08, a Portaria -1129/2022/SES/GASEC de credenciamento e o extrato do contrato com o Hospital Palmas Medical S.A, para suprir a demanda das cirurgias cardíacas de caráter eletivo e de urgência, de média e alta complexidade,  na região Macro-Sul do Tocantins.

O processo de credenciamento continua aberto para as empresas interessadas e segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), atualmente há 133 pacientes no Sistema de Gerenciamento de Lista de Espera (SIGLE), à espera de um procedimento eletivo cardíaco. “Iremos suprir essa demanda reprimida e atender novos pacientes de uma fila que é dinâmica. Por determinação do governador Wanderlei Barbosa, estamos buscando todos os meios legais para ofertar atendimento célere aos nossos pacientes. Este ano já realizamos mais de 9 mil cirurgias eletivas, um marco histórico no Estado e estamos buscando apoio do Governo Federal para ampliar esta marca nos próximos anos”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Afonso Piva de Santana.

O secretário acrescentou que “vale destacar que as cirurgias cardíacas são ofertadas no Hospital Geral de Palmas e no Hospital Dom Orione, onde já realizamos 197, neste ano.  A partir do momento que finalizarmos os pacientes da fila reprimida, seguiremos com os atendimentos de forma regular nos referidos hospitais, assim como faremos com a ortopedia,  que credenciamos este ano e já cirurgiamos 89 pessoas. O número poderia ser maior, se os pacientes atendessem o chamado da nossa regulação”, enfatizou.

A instituição contratada irá prestar os serviços hospitalares especializados na assistência cardiovascular (cirurgia cardíaca e cirurgia vascular e procedimentos endovasculares extracardíacos), em pacientes adultos.  A empresa será responsável pela internação, atendimento de intercorrências, acompanhamento do pré e pós-operatório, evolução clínica e de intercorrências em geral, incluindo procedimentos de consultas e exames pré e pós- cirúrgicos, fornecimento de mão-de-obra, materiais, medicamentos, insumos, equipamentos, internação e tratamento em unidade de cuidado intensivo (UTI).

Os atendimentos serão para os pacientes devidamente cadastrados e regulados pela Central  Estadual de Regulação, obedecendo a fila do Sistema de Gerenciamento de Lista de Espera (SIGLE).  Dentre os procedimentos liberados estão implante de marcapasso de câmara dupla, transvenoso, plástica valvar c/ revascularização miocárdica, revascularização miocárdica, troca de gerador de cardio-desfibrilador de câmara única / dupla, reconstrução da raiz da aorta c/ tubo valvado, implante de prótese valvar, troca de aorta ascendente, reconstrução da raiz da aorta c/ tubo valvado e outros.

Busca ativa

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) está com campanha em todo o Tocantins, em conjunto com os municípios, para atualização cadastral dos pacientes que aguardam procedimentos cirúrgicos eletivos. “Tivemos uma longa fila de pacientes, que foi agravada pela pandemia da Covid-19. Agora estão sendo chamados para realizar as cirurgias, mas necessitamos atualizar os cadastros, pois muitos pacientes mudaram de endereço, telefone até de Estado. Então quem aguarda uma cirurgia pelo SUS, compareça a Unidade de Saúde mais próxima da sua casa e atualize seu cadastro para poder ser chamado quando a cirurgia for liberada”, enfatizou a diretora de regulação da SES-TO, Celeste Moreira Barbosa Dantas.

por Laiany Alves – Governo do Tocantins

Lula anuncia 5 ministros; Haddad é confirmado na Fazenda e Mauro Vieira é nomeado chanceler

Nesta sexta-feira (9), o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou os nomes dos primeiros cinco ministros de sua equipe. Foram anunciados os líderes das seguintes pastas: Fazenda, Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil e Justiça.
O anúncio foi realizado durante evento no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde a equipe de transição de governo está reunida.

Lula deve anunciar o restante da equipe ministerial ao longo das próximas semanas. Na segunda-feira (12), Lula será diplomado, às 14h, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assumir o governo federal em 1º de janeiro. A expectativa é de que o petista anuncie outros dez ministros na data.

Veja abaixo os cinco nomes anunciados hoje (9):

Fazenda: Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação.

 O ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (SP) durante reunião em Brasília, 28 de dezembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2022
O ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (SP) durante reunião em Brasília, 28 de dezembro de 2022

Relações Exteriores: Mauro Vieira, ex-chanceler brasileiro e embaixador do Brasil na Croácia.

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez (à esquerda), faz declaração à imprensa com o então chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em Brasília, 29 de janeiro de 2016  - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2022
A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez (à esquerda), faz declaração à imprensa com o então chanceler brasileiro, Mauro Vieira, em Brasília, 29 de janeiro de 2016 . Foto de arquivo

Defesa: José Múcio Monteiro, ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e ex-ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais.

O ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro, em Brasília. - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2022
O ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro, em Brasília.. Foto de arquivo

Casa Civil: Rui Costa (PT), ex-governador da Bahia.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), durante entrevista. - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2022
O então governador da Bahia, Rui Costa (PT), durante entrevista.. Foto de arquivo

Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino (PSB), senador eleito pelo Maranhão e ex-governador do estado.

O governador do Maranhão, Flávio Dino. Foto de arquivo - Sputnik Brasil, 1920, 09.12.2022
O então governador do Maranhão, Flávio Dino.. Foto de arquivo

Governo do Tocantins e Prefeitura de Gurupi articulam ações para regularização fundiária no município

Sanar os problemas dos moradores, devido à falta do título registrado do seu imóvel, foi a principal pauta tratada entre o presidente da Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda; e a prefeita de Gurupi, Josi Nunes, nessa terça-feira, 6. Foram abordadas demandas dos setores Central, Jardim Medeiros, Santa Rita de Cássia e da Vila Independência, que aguardam a regularização há mais de 30 anos.

Durante a reunião, o presidente da Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda, explicou sobre o processo de regularização fundiária que o Estado desenvolve em parceria com o Poder Judiciário, responsável por beneficiar milhares de famílias com o documento do imóvel. “Trazer a segurança jurídica a essas famílias é uma meta de ambos os governos, municipal e estadual, e o trabalho conjunto aumenta as possibilidades do resultado de sucesso. Em Gurupi, há bairros que esperam há mais de 30 anos para serem regularizados, devido a questões jurídicas, como no caso do setor Central, mas que já estão inseridos no processo de regularização e em breve receberão a escritura dos imóveis, tanto residenciais como comerciais, para assim avançarmos mais no município”, ressaltou.

Conforme a prefeita Josi Nunes, a expectativa é regularizar mais de 10 mil imóveis em sua gestão, em parceria com o Governo do Tocantins e o Poder Judiciário, por meio do Termo de Cooperação Técnica assinado neste ano. “Queremos avançar ao máximo na regularização fundiária de Gurupi e deixar um legado para toda a comunidade, além de oferecer a dignidade e as possibilidades de melhorias e qualidade de vida para essas famílias”, assegurou.

Durante a reunião, foi articulada a construção de um plano de trabalho conjunto com a participação da Tocantins Parcerias, do Núcleo de Prevenção e Regularização Fundiária (Nupref) do TJ-TO e do município de Gurupi, com o propósito de resolver as demandas pendentes e acelerar o processo de titularização da região.

Visita in loco 

Na oportunidade, o presidente da Tocantins Parcerias, Aleandro Lacerda, acompanhado do secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Eremilsom Leite, e sua equipe visitaram os bairros Jardim Medeiros, Santa Rita de Cássia e Vila Independência, setores que já fazem parte do programa de regularização fundiária.

Também realizaram visita ao Cartório de Registro de Imóveis de Gurupi, com objetivo de alinhar o processo de registro dos imóveis pendentes que têm previsão de serem entregues nos próximos meses e, assim, devem proporcionar melhorias de infraestrutura dos bairros e para os imóveis.

Cadastro Social

Ainda nessa terça-feira, 6, a equipe técnica da Tocantins Parcerias, com apoio da Prefeitura de Gurupi, realizou o mutirão de cadastro social das famílias dos setores Bela Vista e Vila Independência, visando atualização cadastral do processo de regularização fundiária. A expectativa é concluir pelo menos 250 cadastros e agilizar a emissão dos títulos de propriedades para entregá-los às famílias no primeiro semestre de 2023.

por Adrielly Cavalini/Governo do Tocantins

Aprovada proposta que trata da fiscalização e da arrecadação de taxas sobre extração mineral

Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto) aprovou na sessão desta terça-feira, 6, em dois turnos de discussão e votação, a proposta do Executivo que altera a Lei nº 1.287/01, que trata da fiscalização e da arrecadação de taxas sobre extração mineral.

Uma das modificações da lei institui a taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento dos Recursos Minerários (TFRM), além de disciplinar as isenções sobre o contribuinte, valor e forma de recolhimento.

O valor do recolhimento da taxa corresponde a R$ 15,00 por tonelada de minério extraído, sendo isentos da taxa o microempreendedor individual, microempresas e empresas de pequeno porte, optantes do Simples Nacional.

Fica instituída também a aplicação de multa de 5% do valor da nota eletrônica do produto resultante da extração mineral pela não-entrega da declaração ou entrega fora do prazo.

Outra matéria do Executivo aprovada dispõe sobre a aplicação de rastreabilidade dos produtos primários resultantes de extração mineral.

Divisão territorial

Foi também aprovada na mesma sessão a proposta do Governo que homologa o termo de acordo definidor de divisa territorial celebrado entre os Estados do Tocantins e da Bahia, com interveniência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Diploma em Braille

De autoria do deputado Léo Barbosa, outra matéria trata da determinação sobre o fornecimento de diploma em Braille para os alunos com deficiência visual, e as instituições públicas e privadas de ensino no Tocantins.

Por Maísa Medeiros

PEC da Transição é aprovada no Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (7) a PEC da Transição (PEC 32/2022), que libera R$ 145 bilhões para o novo governo, fora do teto de gastos, pelo prazo de dois anos. Enquanto alguns senadores defendiam prazo e valores menores, outros pediam a manutenção do texto que havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nessa terça-feira (6). Ao fim de quatro horas de discussão intensa, a PEC foi aprovada com 64 votos a favor e 16 contrários, no primeiro turno, e confirmada por 64 a 13 votos, no segundo turno de votação. A PEC agora será enviada para a análise da Câmara dos Deputados.

Para o relator da proposta, senador Alexandre Silveira (PSD-MG), o valor de R$ 145 bilhões é o mínimo necessário para fazer face “às necessidades da sociedade brasileira”, que estaria “em séria crise econômica e social”. Ele fez questão de destacar que os recursos serão destinados ao Bolsa Família, que atende a parcela mais carente da população, para a recomposição de investimentos em áreas sociais e para o aumento real do salário mínimo. Silveira ainda disse que até o mercado reagiu bem a seu relatório, por entender que os valores serão direcionados para quem mais precisa.

— Temos uma larga aceitação na sociedade brasileira e no dito mercado. Aquele sentimento de que teria ruído foi superado — declarou o relator, agradecendo o apoio dos colegas ao “bom debate”.

O senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do Orçamento de 2023 (PLN 32/2022) e primeiro signatário da PEC, afirmou que a proposta é necessária. Ele lembrou que a Consultoria do Senado apontou o prazo de dois anos como o mais razoável. Como o Executivo teria de mandar ao Congresso, já em abril, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a falta de previsão para o ano de 2024 poderia comprometer as projeções do projeto. Segundo o senador, o argumento é mais técnico do que político.

Marcelo Castro lembrou que, em 2010, o Brasil saiu do mapa da fome. Infelizmente, lamentou o senador, o país retornou recentemente a esse mapa, contando 33 milhões de brasileiros com risco alimentar. Ele disse que, além dos recursos para o Bolsa Família, a PEC vai permitir um aumento real do salário mínimo e viabilizar a recomposição dos investimentos na área da saúde e da habitação.

— O combate à fome não deve estar subordinado a nada, nem ao teto de gastos. Essa proposta é a PEC da salvação nacional, é a PEC contra a fome — argumentou.

Social

O senador Humberto Costa (PT-PE) defendeu a aprovação da PEC e apontou que um ajuste no teto de gastos seria necessário “qualquer que fosse o presidente eleito”. Para o senador, a PEC viabiliza a possibilidade de investimentos, além de permitir o amparo à população mais pobre. Ele lembrou os compromissos do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva com os programas sociais e com os serviços públicos.

— São questões de interesse da sociedade e não de um presidente ou de um partido — argumentou.

Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Rose de Freitas (MDB-ES), Omar Aziz (MDB-AM), Zenaide Maia (Pros-RN), Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Paulo Paim (PT-RS) também defenderam a proposta. Paim definiu a PEC como fundamental para a reconstrução do país em um ambiente de pós-pandemia. Para o senador, o compromisso com a questão social e humanitária deveria ir além das questões partidárias. Weverton (PDT-MA) também manifestou apoio à PEC, como um meio de atender os mais pobres. Ele lembrou que a atual oposição sempre atendeu o governo do presidente Jair Bolsonaro nas questões sociais e pediu para os governistas fazerem o mesmo com o governo eleito.

Prazo

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) afirmou que, além dos R$ 145 bilhões, a PEC coloca outros recursos fora do teto, como alguns financiamentos de despesas da área de transporte. Segundo Oriovisto, a autorização para despesas fora do teto de gastos é, na verdade, para o valor de cerca de R$ 208 bilhões. Ele chegou a apresentar um destaque para votar sua emenda – para limitar o dispêndio extra a R$ 100 bilhões e apenas durante um ano – de forma separada. Levada a votação, no entanto, a emenda foi rejeitada por 50 votos a 27.

Esperidião Amin (PP-SC) se disse “plenamente favorável” aos programas de transferência de renda e dos ajustes orçamentários. O senador, no entanto, afirmou que não há “sustentação lógica ou política” para não discutir os limites orçamentários em 2024. Assim, ele apontou que seria melhor o prazo de um ano para os gastos do Bolsa Família fora do teto. Amin defendeu um destaque para a emenda que previa apenas um ano de gastos fora do teto. A sugestão, porém, foi rejeitada por 55 votos a 23.

Na visão do senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), o prazo de dois anos deve ser visto como uma conquista do país, pois vai representar um alívio orçamentário no ponto de partida do novo governo. Ele disse que os acordos em torno da PEC permitiram que até o governo atual saísse ganhando, já que poderá gastar até R$ 23 bilhões de receitas extraordinárias ainda em dezembro.

Inflação

O líder do governo, Carlos Portinho (PL-RJ), disse que o governo não poderia “enganar” a população com o apoio à PEC. Segundo Portinho, a proposta traria juros e inflação. Ele ainda afirmou que apoiaria a proposta, se o texto tratasse apenas do Bolsa Família.

O senador Marcos Rogério (PL-RO) afirmou que a PEC abre um espaço fiscal muito superior à necessidade do Bolsa Família. Segundo o senador, para o programa que vai substituir o Auxílio Brasil, seria necessário o valor de R$ 70 bilhões. Marcos Rogério criticou a PEC por, segundo ele, permitir o aumento dos gastos com a máquina pública e por não indicar de forma clara a fonte de recursos. Para o senador, o país corre o risco de ver “novas pedaladas”, com alta da inflação e com fuga de investidores.

— Na prática, está sendo dado um cheque em branco para este novo tempo. Ninguém da equipe de transição sabe dar explicação. Traduzindo: a PEC acaba com o teto de gastos — registrou.

Para o senador Plínio Valério (PSDB-AM), a PEC não pede só que o justo, que seria o Bolsa Família e o Farmácia Popular. Ele disse votar contra porque tem compromisso com o país e porque a proposta “pede além do necessário”. Na opinião do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a PEC é irracional, tanto do ponto de vista técnico quanto do político. Ele definiu a proposta como “uma corrida a passos largos para empobrecer os mais pobres” e “um tiro no pé do Congresso”. Para o senador, o Brasil vai afundar em dois anos, por conta da inflação e do pouco controle dos gastos públicos.

— Isso aqui, a PEC, está transformando o Congresso em algo descartável por dois anos. Isso aqui é uma carta em branco — criticou Flávio.

Fonte: Agência Senado

Secretário Wlademir Costa pleiteia emendas parlamentares para segurança pública no Estado

Em busca de recursos para importantes projetos no âmbito da segurança pública no Tocantins, o secretário Wlademir Costa fez uma visita na manhã desta quarta-feira, 7, à Assembleia Legislativa do Tocantins, para junto aos parlamentares pleitear recursos.

Na área de formação e qualificação dos profissionais da segurança, os deputados Antonio Andrade, Léo Barbosa e Valderez Castelo Branco, juntos, irão destinar R$ 250 mil em recursos.

O projeto de formação e qualificação também despertou interesse do deputado Waldemar Júnior que assim como os demais parlamentares optaram por analisar todo o portfólio de projetos da Secretaria da Segurança Pública para decidir qual o montante será destinado para cada. Em particular, o deputado Zé Roberto ficou de analisar o projeto Centro de Atendimento Biopsicossocial e Ocupacional (CEABIO), que busca ampliar os atendimentos e serviços em saúde para os profissionais da segurança.

“Todos os deputados foram bastante receptivos quanto aos projetos voltados à segurança pública, principalmente quanto à qualificação e saúde dos profissionais que atuam na área. Alguns parlamentares já acenaram com recursos, outros querem olhar cada projeto de forma minuciosa e temos a certeza de que para o ano de 2023 vamos poder tocar todos os projetos com a viabilização dessas emendas parlamentares. De antemão, a Secretaria da Segurança Pública agradece aos deputados pelo apoio aos nossos projetos”, destacou o secretário Wlademir Costa, que na ocasião estava acompanhado do assessor de gabinete, delegado Fernando Ubaldo.

Vania Machado/Governo do Tocantins

Procon Tocantins autua loja de pneus por venda casada de serviços e produtos

Após receber diversas denúncias de consumidores de que uma loja de pneus estava praticando venda casada e recusando vender produtos em estoque, o Procon Tocantins autuou a mesma nesta quarta-feira, 7, em Palmas.

Nas denúncias, os consumidores relataram que a loja Impacto Prime Centro Automotivo estabelecia aos clientes que para comprar os pneus era necessário ainda a realização de serviços ou aquisição de outros produtos da empresa. Este condicionamento é considerado venda casada e é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).

“Caso o consumidor se recusasse a fazer o serviço ou comprar outros produtos oferecidos, a loja não vendia os pneus. Isso é considerado venda casada e a não realização da venda também é proibida por lei, uma vez que a empresa tem disponibilidades dos produtos no estoque”, explica Rafael Pereira Parente, superintendente do Procon Tocantins.

Vale ressaltar, que esta loja de pneus já havia sido notificada pelo Procon Tocantins, no último dia 29 de novembro, pelas mesmas práticas. Ainda com a notificação, a Impacto Prime permaneceu descumprindo o que determina o CDC, o que gerou novas denúncias dos consumidores.

Denuncie

Qualquer irregularidade encontrada o consumidor deve realizar a denúncia por meio do Disque 151 ou pelo Whats Denúncia 99216-6840.

“A venda casada é algo que constantemente vem sendo maquiada no mercado de consumo e isso tem que ser coibido de imediato. Estas práticas são consideradas abusivas. O consumidor não pode ser coagido a comprar outro produto ou serviço, além do que ele realmente deseja”, afirma Magno Silva, gerente de fiscalização do Procon Tocantins.

Para denunciar o consumidor deve passar todas as informações do estabelecimento, como nome, endereço e localização. Assim como enviar fotos, vídeos, cupom e nota fiscal ou qualquer documento para comprovação da denúncia e auxiliar o trabalho da fiscalização.

O que diz a legislação

Código de Defesa do Consumidor – Lei Nº 8.078/1990

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

II – a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas à liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas:

I – condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

II – recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

Decreto Federal Nº 2.181/1997

Art. 12. São consideradas práticas infrativa:

I – condicionar o fornecimento de produto ou serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

II – recusar atendimento às demandas dos consumidores na exata medida de sua disponibilidade de estoque e, ainda, de conformidade com os usos e costumes.

Thaise Marques – Assessora responsável

Annady Borges- Estagiária

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