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Wanderlei Barbosa e Laurez são diplomados no TRE Tocantins

Nesta sexta-feira (16), o governador eleito no Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos) e seu vice, Laurez Moreira (PDT), foram diplomados em uma cerimônia conduzida pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO), desembargador Helvécio de Brito Maia Neto.

Helvécio de Brito enfatizou que, mesmo diante dos discursos incendiários durante a disputa eleitoral, a Justiça Eleitoral assegurou a legitimidade do pleito e da democracia; Dedicamos toda a nossa dedicação e atenção aos candidatos, partidos e à população, frisou ele, salientando que a Justiça Eleitoral esteve presente em todos os recantos do Estado do Tocantins.

Após a diplomação, que oficializa os resultados da votação, os governadores eleitos assumem a posse em 1.º de janeiro de 2023. Além do governador e vice-governador eleitos, foram diplomados 24 deputados(as) estaduais, oito deputados(as) federais, a senadora e dois suplentes.

Por: Geovane Oliveira

Governo do Tocantins credencia nova instituição financeira para realizar antecipação de passivos

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Administração (Secad), credenciou mais um banco público, para realizar o adiantamento dos passivos. O termo de convênio com o Banco do Brasil será publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feria,16. O credenciamento continua aberto para as instituições que desejam participar da cessão de crédito.

O secretário da Administração, Paulo César Benfica, destaca que desde o início da operação a Secad tem conveniado o maior número de instituições financeira, tendo em vista melhores condições de juros para os servidores. “O servidor tem total liberdade para escolher antecipar ou não seus passivos, é facultativo. A Secad durante esse período da edição do decreto, até a liberação da antecipação, buscou conveniar o maior número de instituições financeiras para oferecer ao servidor, as melhores oportunidades de negócio, agora conveniamos mais um banco público”, esclarece Benfica.

O gestor reforçou ainda que o servidor pesquise e escolha a instituição financeira que ofereça as melhores condições de negociação para realizar um bom negócio. “Nós enfatizamos para que os servidores pesquisem bem antes de fechar com qualquer instituição; procure conhecer as taxas praticadas por todas as instituições e escolha a que for mais vantajosa”, enfatiza o secretário da Administração.

Atualmente, são cinco instituições conveniados que estão aptas para realizarem as operações de adiantamento, sendo elas: Banco do Brasil; BRB – Banco de Brasília; Banco Pan S/A; BMP Money Plus Sociedade de Crédito Direto; Capital Consig Sociedade e Crédito Direto. Vale destacar que os canais de atendimento das instituições estão disponíveis nos canais institucionais da Secad.

Como realizar a antecipação

Para realizar a antecipação, foi desenvolvido, pela Agência de Tecnologia da Informação (ATI), um sistema no qual será realizada toda a operação. O interessado deve acessar o Portal do Servidor, clicar no ícone “sistema de antecipação dos passivos”. No sistema o servidor vai ter acesso a todos os passivos e poderá escolher quais os períodos que deseja antecipar.

Na sequência, é preciso responder se existe alguma ação de execução judicial em processo. O sistema vai direcionar para o “termo de adesão/transação”. O próximo passo é imprimir, assinar e reconhecer firma do termo. Em seguida, o servidor deve anexar o arquivo digital no sistema. Isto feito, basta entregar o original no setor de recursos humanos de lotação do servidor.

O gerente de consignação, Carlos Eduardo Sobral, ressalta que somente após finalizar o processo citado anteriormente, o servidor poderá acessar o sistema de consignação.  Para entrar no sistema de consignação, o servidor deve seguir os seguintes passos: acessar o portal da Secad, clicar no ícone “consignação”, que direciona para o portal eConsig; após o acesso, clicar no ícone “antecipação do passivo” e emitir a senha que deve ser entregue no banco ou instituição financeira escolhido. “É importante lembrar que qualquer dúvida no acesso, problemas com senha, basta contatar o setor de recursos humanos de sua lotação”, explicou.

Wanderson Gonçalves/Governo do Estado

Publicado edital do novo Concurso Público para Oficial e Praças do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins

Agora é definitivo e quem tem interesse em concorrer a uma das vagas para as funções de Oficial ou de Praça no Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, já pode começar a estudar para o próximo Concurso Público da corporação. O edital foi publicado pelo Governo do Tocantins na noite desta quinta-feira, 15.

O documento traz todos os detalhes relacionados ao certamente, como a quantidade de vagas, datas de inscrições, de provas, de publicação dos resultados, entre outros.

Ao todo serão 100 vagas para a função de Praça e 10 para Oficial.

Para ver outras informações, acesse o link https://bit.ly/3htAg0K.

Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins

Orçamento secreto: julgamento prossegue na segunda-feira (19)

O Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue, na próxima segunda-feira (19), o julgamento de quatro ações questionando o orçamento secreto, como ficou conhecido o uso de emendas de relator para a inclusão de novas despesas no projeto de lei orçamentária da União. Faltam votar apenas os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

As Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) contra essa modalidade de emendas, denominadas de RP-9, foram apresentadas pelos partidos Cidadania (ADPF 850), Partido Socialista Brasileiro/PSB (ADPF 851), Partido Socialismo e Liberdade/PSOL (ADPF 854) e Partido Verde (ADPF 1014). Eles questionam a não identificação dos proponentes das emendas e a falta de critérios sócio-econômicos na sua destinação.

Erros e omissões

Em voto apresentado na sessão de quarta-feira (14), a presidente do STF, ministra Rosa Weber, relatora das ações, afirmou que, por seu caráter anônimo, sem identificação do proponente, as emendas de relator são incompatíveis com a Constituição. Segundo ela, a prática contraria os princípios constitucionais da transparência, impessoalidade, moralidade e da publicidade. Para a ministra, as emendas RP-9 só podem ser utilizadas para a correção de erros e omissões na lei orçamentária.

Relação política

Primeiro a votar nesta tarde, o ministro André Mendonça entende que a definição de regras orçamentárias, inclusive as relativas às emendas parlamentares, diz respeito à relação política entre Legislativo e Executivo, não cabendo ao Supremo exercer seu controle. Contudo, ele considera que há omissão parcial do poder público na regulamentação da execução das RP-9 nas Leis Orçamentárias Anuais de 2021 e 2022. Ele propõe um prazo de 60 dias para que Executivo e Legislativo regulamentem essa modalidade. O ministro Nunes Marques votou no mesmo sentido, mas sugeriu prazo de 30 dias para a regulamentação.

Proporcionalidade

O ministro Alexandre de Moraes entende que a aprovação de verbas orçamentárias é atribuição do Congresso, mas afasta o caráter secreto do orçamento. Segundo ele, é essencial a transparência na formulação dos pedidos e na destinação dos recursos provenientes das emendas de relator. Em seu voto, ele propõe que, para garantir esse requisito e o da publicidade, as emendas RP-9 devem ter o mesmo tratamento das emendas individuais (RP-6), respeitando-se a proporcionalidade entre maioria e minoria e das bancadas.

Impedimento à fiscalização

Para o ministro Edson Fachin, as emendas do tipo RP-9 são inconstitucionais. Segundo ele, essa modalidade de indicação de valores públicos contraria o princípio da transparência, porque impede a fiscalização de sua destinação. Fachin entende que essa modalidade de alocação de recursos, sem critérios objetivos de escolha das localidades e das ações beneficiadas, é contrária à noção de efetiva política pública.

Esvaziamento do Executivo

Em seu voto, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que a permissão de destinação expressiva de valores concentrada no relator reduz a possibilidade do Executivo de definir áreas e ações prioritárias. A possibilidade de que o relator altere o orçamento enviado pelo presidente da República, sem limites materiais ou percentuais, esvazia imensamente o poder do chefe do Executivo na composição da governabilidade, no modelo de presidencialismo de coalizão praticado no Brasil.

Critérios

Para Dias Toffoli, as emendas RP-9 precisam, além de transparência, levar em conta aspectos populacionais e socioeconômicos para sua indicação e execução. Ele propõe que os poderes Executivo e Legislativo, no âmbito de suas competências, regulamentem, em 90 dias, a execução dessas emendas. Entre outros pontos, ele considera que elas não podem superar 50% do Fundo de Participação do Município (FPM) destinado a cada município.

Controle

A ministra Cármen Lúcia destacou que, por não atenderem ao princípio constitucional da transparência, as emendas RP-9 são inconstitucionais. Ela afirmou que, sem conhecimento e informação, não se tem o controle dos gastos públicos.

PR/CR //CF

Lira anuncia votação da PEC da Transição para a próxima terça-feira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou para a próxima terça-feira (20) a votação da PEC da Transição (PEC 32/22). Ele pediu ao presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, que convoque sessão para esta sexta-feira (16) para tratar de assuntos orçamentários e lembrou que na segunda-feira haverá diplomação dos deputados federais eleitos, o que esvaziará o Parlamento. “Fiz um apelo ao presidente Pacheco para que ele faça o favor de convocar o Congresso para amanhã já que na segunda-feira será o dia das diplomações”, disse.

Já a PEC da Transição deverá ser analisada no decorrer de terça-feira, de manhã à tarde. “Nós vamos utilizar o Plenário da Câmara dos Deputados na terça o dia todo com a pauta da PEC da transição”, disse.

Lira também afirmou que a PEC da Transição continua em discussão entre os líderes. “Estamos terminando as negociações, diferentemente do que tem sido noticiado, para que se tenha o quórum necessário para enfrentar as votações”, disse. Ele afirmou que o ano legislativo deverá ser encerrado na próxima quarta-feira com a votação do Orçamento.

O deputado José Guimarães (PT-CE), que lidera as negociações da PEC, afirmou que a base do governo Jair Bolsonaro precisa aprovar a proposta para “fechar as contas” do atual governo. “É esse governo e a base desse governo – que fica aqui criticando – quem mais precisa da aprovação desta matéria. Do contrário, o atual do governo não fechara as contas e, além dos processos, deixará um rombo fiscal de mais de R$ 20 bilhões”, disse. Ele afirmou que os parlamentares vão conversar com o presidente eleito para definir quais os pontos inegociáveis do projeto.

PEC da Transição
A PEC da Transição é a primeira proposta patrocinada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, já que assegura recursos fora da regra do teto de gastos e prevê o envio ao Congresso de uma nova regra fiscal, por meio de projeto de lei complementar, até agosto do ano que vem. O objetivo é garantir o pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família no valor de R$ 600 com adicional de R$ 150 para crianças até seis anos.

O líder do PT, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que é fundamental a votação da proposta. “Compreendemos que é necessário concluir mais convergência porque essa PEC é fundamental para o povo brasileiro. Queremos convencer os demais líderes da importância de aprovação desta emenda constitucional”, disse.

O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), também defendeu a negociação da proposta. “Essa Casa tem buscado o caminho seguro para votar essa matéria que é de fundamental importância para o povo”, disse. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) lamentou que a proposta não tenha começado a ser analisada na sessão de hoje. “Não aprovar a PEC é inviabilizar um programa social imprescindível”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Araguaína: Vereadores discutem orçamento da cidade de mais de R$1 bilhão para o ano de 2023

Nesta quinta-feira (15), os vereadores de Araguaína se reuniram, mais uma vez, para discutir o orçamento da cidade para o ano 2023. Na pauta consta a discussão e votação do Projeto de Lei Complementar, que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2023.

Gideon Soares, presidente da Câmara de Araguaína, falou sobre os esforços dos vereadores para atender a população mais carente com recursos: “Neste momento, estamos discutindo o orçamento que está previsto para ser votado. Os vereadores têm emendas impositivas que visam atender bairros específicos, conforme as demandas da população.

Cada vereador já protocolou suas emendas e o orçamento prevê um montante de mais de R$ 1 bilhão de reais para o ano de 2023. Acreditamos que a Câmara Municipal contribuirá de maneira significativa para a execução deste orçamento”, disse.

O presidente da Câmara também afirma que Wagner, prefeito de Araguaína, é informado de como o destino dos recursos é elaborado, mas que como prevê não significa que tudo cairá na conta da prefeitura: “Discutimos o orçamento com o prefeito para lhe dar a possibilidade de trabalhar segundo o que foi votado. O orçamento é previsto, portanto, não há garantia de que a prefeitura receba um valor exato. Contudo, estamos cientes das emendas que podem ser fornecidas pelos deputados federais e estaduais, bem como das contribuições do governo. E as contrapartidas do município, que mais uma vez, está dando a demonstração de um reconhecimento para que o executivo possa fazer um trabalho que seja da altura da nossa população. Acredito que quem ganha com isso, a cidade de Araguaína”, concluiu.

O texto é de autoria do Poder Executivo, ele foi enviado para Câmara em dezembro deste ano. Conforme o texto, a previsão orçamentária para o ano de 2023 é mais de R$ 1 bilhão de reais.

Por: Geovane Oliveira

Em cerimônia em Porto Nacional, Wanderlei Barbosa oficializa com ministro da Infraestrutura a federalização das rodovias TO-020 e TO-050

Foi assinado pelo ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e pelo governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, na cidade de Porto Nacional, nesta quinta-feira, 15, o Termo de Federalização das vias estaduais TO-020, que liga Palmas a Aparecida do Rio Negro; e da TO-050, que liga Silvanópolis a Palmas, passando por Porto Nacional. No mês de outubro deste ano, o ministro da Infraestrutura havia realizado uma visita técnica nos locais e já tinha garantido a federalização das vias.

No evento, o governador Wanderlei Barbosa mencionou sobre a importância dos trechos federalizados para a capital Palmas e Porto Nacional, duas importantes cidades do Estado. “Queremos dar seguridade e conforto para nossa população, por isso vamos transferir essas duas TOs com estrutura para ambas serem federalizadas. Isso é muito importante para o Tocantins. Cidades serem cortadas por uma BR é algo grandioso. Isso irá gerar inúmeros benefícios para os municípios e o Estado como um todo”, afirmou o governador.

Segundo o titular da Secretaria de Estado da Infraestrutura, Cidades e Habitação (Seinf) e presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), Márcio Pinheiro, essa assinatura é esperada por toda a população tocantinense. “Em primeiro lugar, quero dizer que é um momento maravilhoso. Há muitos anos, vários governadores vinham prometendo essa ação, mas agora conseguimos colocar em prática. O ministro Marcelo Sampaio mostrou que é um homem de palavra e realizou a execução dessa obra”, informou o secretário.

TO-020 e TO-050

Agora, as vias são de responsabilidade do Governo Federal e foram transferidas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), compreendendo 82 km do trecho da TO-020 que liga Palmas a Aparecida do Rio Negro e 118 km do trecho da TO-050 que liga Silvanópolis a Palmas, pegando um trecho da via de Porto Nacional, o que totaliza de 200 km de estrada. Esses trechos passarão a compor a BR-010, uma das principais rodovias federais do Brasil.

Segundo o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, essa assinatura é um ato histórico não somente para o Tocantins, mas também para todo o país, pois com a transferência os dois trechos serão os primeiros a interligar a capital tocantinense à uma rodovia federal. “Investimos muito no Tocantins. Sabemos da importância deste Estado para todo o Brasil. A BR-010 chega à capital Brasília”, afirmou o ministro.

Para o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, a cidade ganha muito com a federalização. Segundo ele, fortalecerá vários setores do município e Estado, em especial o escoamento das produções agrárias. “Este momento é um sonho para os nossos cidadãos. Porto Nacional é uma cidade que tem muita história e que, agora, finalmente, tem uma BR passando por seu município. Isso irá fortalecer e melhorar as políticas de infraestrutura e produção agrícola local”, frisou o prefeito de Porto Nacional.

A iniciativa de transferir as duas rodovias ao Governo Federal teve forte articulação da bancada tocantinense em Brasília. Com a assinatura do Termo de Federalização, será publicada, no Diário Oficial da União, desta sexta-feira, 16, a transferência da TO-020 e da TO-050, para a BR-010.

Câmara aprova projeto sobre normas gerais das polícias militares

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de lei que cria a lei orgânica nacional das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares. A proposta será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Capitão Augusto (PL-SP), para o Projeto de Lei 4363/01, do Poder Executivo, estabelecendo normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares.

Segundo o texto, as corporações continuarão subordinadas aos governadores, e os detalhes de sua organização serão fixados em lei de iniciativa desses governantes, observadas as normas gerais do projeto e os fundamentos de organização das Forças Armadas.

“É um momento histórico para todos os policiais. Há 53 anos estávamos aguardando nossa lei orgânica, modernizando as polícias, que seguirão regras comuns e cujos profissionais terão direitos comuns”, afirmou o relator.

A todo caso, caberá ao Executivo federal definir por decreto termos usados no projeto, como segurança pública, ordem pública, preservação da ordem pública, poder de polícia, polícia ostensiva, polícia de preservação da ordem pública, Defesa Civil, segurança contra incêndio, prevenção e combate a incêndio, pânico e emergência, busca, salvamento e resgate, e polícia judiciária militar.

O texto de Capitão Augusto lista 37 garantias para os ocupantes desses cargos, sejam da ativa ou da reserva remunerada ou reformados (aposentados), como uso privativo dos uniformes, insígnias e distintivos; porte de arma; assistência jurídica quando acusado de prática de infração penal, civil ou administrativa decorrente do exercício da função ou em razão dela; seguro de vida e de acidentes quando vitimado no exercício da função ou em razão dela; e assistência médica, psicológica, odontológica e social para o militar e seus dependentes.

O texto fixa ainda como garantia o recebimento, pelo cônjuge ou dependente, da pensão do militar ativo, da reserva ou reformado correspondente ao posto ou patente que possuía se perdê-la, com valor proporcional ao tempo de serviço; e auxílio funeral por morte do cônjuge e do dependente.

Competências
Ao negociar mudanças no texto final, Capitão Augusto ressalvou competências de outros órgãos e instituições municipais.

Ele especificou, por exemplo, que a perícia do Corpo de Bombeiros Militar será feita depois de o local de incêndio ser liberado pelo perito criminal, devendo fornecer subsídios para o sistema de segurança contra incêndio e verificar o cumprimento ou não das normas técnicas vigentes.

Força comedida
Na lei que cria a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), o relator incluiu como princípio dessa política o uso comedido e proporcional da força pelos agentes de segurança pública, conforme documentos internacionais de proteção aos direitos humanos de que o Brasil seja signatário.

Manifestações
Quanto à liberdade de expressão por parte desses profissionais, o projeto proíbe a eles participar, ainda que no horário de folga, de manifestações coletivas de caráter político-partidário ou reivindicatória.

Entretanto, conforme emenda do deputado Nicoletti (União-RR), embora seja proibido de se filiar a partido político e sindicato, o policial militar poderá comparecer armado em eventos político-partidários fora do horário de serviço.

A emenda também muda definições sobre competências de policiamento de trânsito para garantir o trabalho dos agentes de trânsito concursados.

Redes sociais
O policial ou bombeiro também não poderá manifestar sua opinião sobre matéria de natureza político partidária, publicamente ou pelas redes sociais, usando a farda, a patente, graduação ou o símbolo da instituição, nem usar, nessas situações, imagens que mostrem fardamentos, armamentos, viaturas, insígnias ou qualquer outro recurso que identifique vínculo profissional com a instituição militar.

Em relação ao militar veterano da reserva remunerada, deve-se seguir a Lei 7.524/86, que permite a expressão livre de opinião sobre assunto político, conceito ideológico, filosófico ou relativo a matéria pertinente ao interesse público, independentemente das disposições constantes dos regulamentos disciplinares.

Requisitos de ingresso
Entre os requisitos para ingresso nessas carreiras, o interessado não pode ter antecedentes penais dolosos incompatíveis com a atividade, nos termos da legislação do respectivo ente federado.

Ele deverá ser aprovado em exame de saúde e exame toxicológico com larga janela de detecção; comprovar, na data de admissão, incorporação ou formatura, o grau de escolaridade superior; e não possuir tatuagens visíveis, quando em uso dos diversos uniformes, de suásticas, obscenidades, ideologias terroristas que façam apologia à violência ou às drogas ilícitas ou à discriminação de raça, credo, sexo ou origem.

A exigência de curso superior para ingresso deverá valer depois de seis anos da publicação da futura lei. A instituição poderá optar por formar o policial em curso com equivalência à graduação de bacharel em direito ou em ciências policiais, conforme critérios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Para as mulheres, o texto reserva 20% das vagas dos concursos públicos. Na área de saúde, elas concorrerão também à totalidade das vagas além da aplicação dessa cota.

Na organização das escolas vinculadas a essas corporações, o texto permite a oferta de cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu com equivalência com os demais cursos regulares de universidades públicas.

Armamentos
Sobre o controle de armamentos, o texto aprovado pelos deputados especifica que deverão ser cadastradas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma) as armas de fogo institucionais das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares, bem como as armas particulares de seus integrantes que constem dos seus registros próprios.

Outros pontos
Confira outros pontos do PL 4363/01:

  • após pedido dos interessados, os policiais ou bombeiros poderão exercer funções no âmbito de outro ente federado por meio de permuta ou cessão com autorização expressa dos respectivos comandantes-gerais;
  • esses profissionais e suas corporações terão exclusividade no uso de denominações, vedado o uso de termos como “bombeiro” ou “corpo de bombeiros” por instituições ou órgãos civis de natureza pública ou o uso isolado ou adjetivado pela expressão “civil” por pessoas privadas.
  • deverá ser criado o Conselho Nacional de Comandantes Gerais de Polícia Militar (CNCGPM) e o Conselho Nacional de Comandantes Gerais de Bombeiros Militares (CNCGBM), a ser integrado por todos os comandantes gerais.

Acordo para votação
Um acordo permitiu a votação do projeto no Plenário. Foram retirados alguns pontos considerados polêmicos, que poderiam invadir a competência de outros órgãos de segurança pública. A maioria dos deputados afirmaram que o projeto final garante segurança jurídica à atuação de policiais militares e bombeiros militares.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o acordo acabou com as divergências. “O relatório agora satisfaz aquilo que havíamos criticado e fica, nesse sentido, uma Lei Orgânica da Polícia Militar que dá mais segurança jurídica ao papel que as polícias militares têm nos estados”, disse.

O deputado Subtenente Gonzaga (PSD-MG) afirmou que a proposta dá instrumentos para a garantia da segurança pública. “Não há no texto nenhum comprometimento à autonomia, à responsabilidade das demais instituições de segurança pública. E, de outro lado, não estamos impondo prejuízos e perdas aos profissionais de segurança pública”, avaliou.

O texto foi votado com o voto contrário apenas do partido Novo. O líder da legenda, deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), criticou pontos do texto que aumentariam as despesas públicas. “Enxergamos dez pontos que não fomos contemplados pelo relator, especialmente um artigo inteiro que fere inúmeros custos para os estados. Somos contrários a projetos que criam custos para os estados, sendo que boa parte deles já estão quebrados”, disse.

O deputado Darci de Matos (PSD-SC) afirmou que a Lei Orgânica vai dar segurança jurídica à atuação das polícias militares. Ele defendeu a aprovação também do Estatuto da Polícia Civil. “Nada mais justo do que votar também um texto para dar segurança aos policiais civis”, declarou.

A segurança jurídica também foi ressaltada pelo deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA). “É importante que esses homens e mulheres que doam suas vidas possam sair de casa, trabalhar e ter a garantia da legitimidade dos seus trabalhos, dos seus excelentes serviços prestados”, disse.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Corpo de Bombeiros Militar define empresa para realizar novo concurso público

Nova oportunidade para quem tem interesse na carreira militar como bombeiro. Comece desde já a reforçar os estudos para o próximo concurso público. Publicada pelo Diário Oficial do Estado, a Portaria nº 049, de 11 de novembro, traz as primeiras informações relacionadas ao certame, ou seja, a empresa que vai fazer os estudos e executar as provas será o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção de Promoção de Eventos (CEBRASPE).

O documento é assinado pelo coronel Carlos Eduardo de Souza Farias, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins. Na Portaria, fica estabelecida a Dispensa de Licitação para a contratação do CEBRASPE, mesma empresa que executou o concurso público do ano passado.

Segundo o documento, o CEBRASPE vai organizar, planejar e executar as três primeiras etapas do concurso público para provimento das duas funções, de Oficiais e Soldados da corporação. O valor global estimado é de R$ 1.444.464,64 (Um milhão, quatrocentos e quarenta e quatro mil, quatrocentos e sessenta e quatro reais e sessenta e quatro centavos).

O volume financeiro destinado no contrato leva em conta a estimativa de que poderá haver 20 mil inscrições pagas, sendo 16 mil para as disputas no ensino médio (Soldado) e quatro mil para nível superior (Oficial).

por Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins

Em Teste de Aptidão Física, candidato cruza estrutura elevada durante prova – Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins file_download

Candidato inicia natação e uma das etapas do TAF durante concurso do CBMTO – Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins file_download

Candidatos a vaga no CBMTO em dia de teste de aptidão física – Luiz Henrique Machado/Governo do Tocantins

Aleto autoriza operações de crédito de R$ 1,7 bi ao Estado

A Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto) autorizou em sessão vespertina desta quarta-feira, 14, proposta do Executivo que prevê operação de crédito com o Banco do Brasil no valor de R$ 1 bilhão.

O recurso será destinado à pavimentação de mais de dois mil quilômetros de extensão de rodovias do Estado. Além do empréstimo junto ao Banco do Brasil, foram aprovados contratos financeiros com a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 500 milhões, e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), proposto pelo Governo do Estado.

O empréstimo proveniente da contratação financeira será voltado ao Programa de Pavimentação, Recuperação e Conservação das Rodovias, cujo propósito será o de pavimentar as estradas da região do extremo norte do Tocantins, no Bico do Papagaio; e as da região central, norte, meio-norte, sudeste, sul, Vale do Araguaia e Jalapão.

A manutenção e a expansão da malha rodoviária estadual também visam agilizar o escoamento da produção e possibilitar melhor distribuição de produtos responsáveis pelo crescimento econômico do Tocantins.

Caixa Econômica Federal

A operação de crédito do Governo com a Caixa Econômica Federal prevê um montante no valor de 500 milhões de reais. Os recursos servirão para financiar ações nas áreas de Saúde, Educação, Segurança Pública, Infraestrutura e Habitação.

BID

Outra matéria do Executivo aprovada prevê operação de crédito com o BID, com garantia da União, no valor de 42,5 milhões de dólares (cerca de 200 milhões de reais).

O recurso será destinado ao Projeto de Modernização da Gestão Fiscal do Estado para contribuir com a sustentabilidade da gestão fazendária, da administração tributária e do contencioso fiscal, além de permitir a execução das ações administrativas e diretrizes estratégicas estaduais.

Por Maisa Medeiros

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