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STF forma maioria para derrubar medida que concede prisão especial para quem tem ensino superior

A votação aconteceu no âmbito da ação protocolada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2015, a qual questionou o benefício previsto no Código de Processo Penal.

Nesta quinta-feira (30), o Supremo Tribunal Eleitoral (STF) formou maioria – com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Edson Fachin, Dias Toffoli e Roberto Barroso – pelo fim do direito à prisão especial a detentos que têm diploma de curso superior.

Moraes, que é o relator da ação, afirmou que a norma é inconstitucional e fere o princípio da isonomia. Em seu voto, o ministro disse que não há justificativa para manter um benefício que, segundo ele, transmite a ideia de que presos comuns não se tornaram pessoas dignas de tratamento especial por parte do Estado.

“A norma impugnada não protege uma categoria de pessoas fragilizadas e merecedoras de tutela, pelo contrário, ela favorece aqueles que já são favorecidos por sua posição socioeconômica”, afirmou o ministro citado pelo G1.

O magistrado Edson Fachin justificou seu voto dizendo que a “existência da prisão especial também não se justifica com base no princípio da igualdade, porque condições condignas no cumprimento da pena devem ser estendidas a todos os presos, sem distinção, os quais merecem respeito aos direitos fundamentais”.

De acordo com o UOL, o Supremo não tem prazo para finalizar o julgamento. A ação foi paralisada em novembro de 2022 após Toffoli pedir vista (mais tempo para analisar o processo). A análise foi retomada na semana passada e, se não houver novo pedido de vista ou destaque, o julgamento será finalizado amanhã (31).

sputniknewsbrasil.com.br

Polícia Militar prende dois homens suspeitos de envolvimento na morte de mototaxista em Araguaína

A Polícia Militar prendeu na noite desta quinta-feira, 30, no Bairro São João e no Setor Coimbra, dois suspeitos pelo crime de latrocínio de um moto taxista em Araguaína. 

Os dois indivíduos, de 23 e 24 anos, juntamente com um terceiro envolvido ainda não identificado, teriam atraído a vítima até um local com a intenção de roubarem o dinheiro, ocasião em que houve luta corporal e disparo contra a vítima, causando sua morte. O trio subtraiu cerca de R$ 3.000,00 (três mil reais) e a motocicleta HONDA/CG 125 FAN KS e empreendeu fuga sentido Setor Presidente Lula, onde a motocicleta da vítima foi localizada abandonada.

Durante a realização de bloqueio em uma região de chácaras, um veículo passou em alta velocidade, dando início a acompanhamento que culminou na prisão do primeiro suspeito, um homem de 23 anos, que relatou aos militares ter participação no crime. Com ele foi encontrado o valor de R$ 1.850,00 em espécie. Momentos depois via denúncia ao 190, as guarnições localizaram o segundo suspeito, de 24 anos, que foi rendido por populares e abandonado com lesões corporais. Por conta das lesões, a equipe acionou o SAMU, que encaminhou o suspeito ao Hospital Regional de Araguaína, onde recebeu cuidados médicos e, após liberação, foi apresentado também na Delegacia de Polícia Civil.

Segundo a versão dos suspeitos, um terceiro envolvido, que seria vizinho da vítima e de posse de informações que a vítima possuía quantia em dinheiro considerável em conta bancária, teria articulado o plano de roubo, que levou os três a realizarem uma ligação simulando uma corrida de moto táxi e, após renderem a vítima, tentaram obrigar que o homem de 36 anos realizasse transferências bancárias, porém, diante da negativa, houve luta corporal e o disparo que culminou no óbito do moto taxista.

A arma do crime e alguns pertences da vítima ainda não foram encontrados. Um dos suspeitos possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. As diligências continuam em busca do terceiro envolvido e dos objetos roubados.

por Ascom do 2°BPM

Em Wanderlândia, Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreende arma de fogo e dezenas de munições em residências de suspeitos de praticar tráfico de drogas

Uma operação de combate à criminalidade deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), na manhã desta sexta-feira, 31, em Wanderlândia, resultou na apreensão de um revólver calibre 38 e em dezenas de munições intactas de diversos calibres.

Comandada pelo delegado Márcio Lopes, a ação foi realizada por policiais civis da 30ª Delegacia de Wanderlândia e também da 3ª Divisão Especializada de Combate ao Crime Organizado – 3ª DEIC de Araguaína e tinha por objetivo dar cumprimento a quatro mandados de busca e apreensão nas residências de dois homens investigados por envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais civis, com apoio da Polícia Militar, localizaram e apreenderam em uma das casas, uma porção de maconha, um revólver, calibre 38, bem como diversas munições intactas e algumas não deflagradas de arma de fogo, de calibres variados, além de invólucros comumente utilizados para embalar o entorpecente que seria  comercializado.

Conforme explica, o delegado Márcio Lopes, o inquérito policial que investiga o caso já tramita na 30ª DP há um mês, tendo a autoridade policial reunido fortes indícios que apontavam para o envolvimento dos investigados com o delito de tráfico de drogas e que permitiram a representação ao Juiz da 1º Vara Criminal de Wanderlândia, que determinou a ordem de busca.

“No momento do cumprimento dos mandados os alvos não estavam em casa, razão pela qual não houve prisão em flagrante”, frisou a autoridade policial. Os objetos apreendidos agora serão analisados pela perícia técnica. A autoridade policial informou que tem um prazo de 90 dias para finalizar as investigações.

Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

PL das Fake News: Câmara discute limites para empresas de tecnologia

A criminalização das fake news (notícias falsas), a exigência de que empresas de tecnologia tenham sede no Brasil e a proibição de disparos em massa nos aplicativos de mensagens estão entre os principais pontos do Projeto de Lei das Fake News (PL 2630). O tema foi debatido em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana.

Em meio a muita polêmica, deputados e senadores têm o desafio de avançar na discussão da proposta. Depois de aprovado no Senado, em junho de 2020, o texto mudou quase completamente, e está parado desde abril do ano passado na Câmara dos Deputados.

Na discussão com os deputados, ainda no ano passado, a proposta sofreu uma derrota importante. Por apenas oito votos, a proposta não alcançou os 257 votos necessários para ter a tramitação acelerada e voltou ao estágio em que precisa transitar por comissões ou grupo de trabalho específico. Um novo pedido de urgência deve ser pautado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

O projeto prevê a transparência de redes sociais e de serviços de mensagens privadas, sobretudo quanto à responsabilidade dos provedores no combate à desinformação. O texto também determina o aumento da transparência em relação a conteúdos patrocinados e à atuação do poder público. Além disso, estabelece sanções para eventuais descumprimentos da lei. A previsão do relator da proposta na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), é que a votação do PL ocorra ainda este semestre.

Para o deputado, o caminho pode ser a responsabilização da plataforma, quando houver publicidade e impulsionamento. “Uma coisa é alguém publicar algo na rede social, uma ideia. Aí, as plataformas falam que é liberdade de expressão. Se não for conteúdo ilegal, não há problema. Mas, se for publicada uma fake news paga em uma empresa, e essa empresa projetar isso em um alcance que aquilo nunca teria, é outra coisa. As empresas não podem ser sócias da propagação de desinformação, fake news e discurso de ódio. Sempre que houver impulsionamento, patrocínio e ganhos, a plataforma precisa assumir a sua responsabilidade”, afirmou em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil

Big techs

Segundo o advogado e professor de Direito Constitucional Antônio Carlos Freitas Junior, membro da comissão de regulamentação e mídias sociais no Instituto de Advogados de São Paulo, o século 21 exige o debate sobre a regulamentação, principalmente em relação às big techs, grandes empresas de tecnologia que dominam o mercado.

Freitas Junior ressaltou que pesquisas recentes mostram como essas empresas conseguem, através da distribuição de postagem e seus algoritmos, interferir no comportamento eleitoral. “Em algum momento, uma autoridade, até mesmo mundial, e os países vão ter que se debruçar para limitar a atuação livre e desimpedida das big techs”, disse.

No projeto, está previsto que as plataformas guardarem, pelo prazo de três meses, os registros dos envios de mensagens encaminhadas em massa. O acesso a essas informações ocorrerá por ordem judicial, quando houver investigação penal sobre o conteúdo ilegal.

Yasmin Curzi, pesquisadora da FGV Direito Rio, avalia que o mecanismo presente no projeto de lei é o de rastreabilidade pautada no processo penal, ou seja, com ordem judicial específica e por isso, não vê necessidade de atualização.

A pesquisadora afirmou que o projeto traz obrigação de relatórios diversos, direitos e a possibilidade para usuários recorrerem das decisões das empresas. A medida busca reduzir a assimetria de informação e poder na relação entre plataforma e usuários.

Educação para evitar fake news

Para Maria Helena Weber, coordenadora do Observatório da Comunicação, a propagação de notícias falsas está diretamente ligada ao fato de que as pessoas não entendem o poder dessa comunicação. Segundo ela, em geral, a mensagem é enviada por alguém fundamental na vida da pessoa, que, em tese, não contaria uma mentira. No caso, um amigo ou parente.

Weber defende o processo educativo, que leve as pessoas a entenderem melhor seu papel sobre a propagação de notícias e não que as tornem menos vulneráveis ao abuso digital.

Na avaliação da coordenadora, o grande desafio é sobre o que fazer para que a realidade não seja deturpada e a verdade seja o ponto principal sobre a divulgação.

“Nós acompanhamos, seja no Brexit [saída do Reino Unido da União Europeia], seja com o [ex-presidente norte-americano Donald] Trump e principalmente no Brasil, com a eleição de [Jair] Bolsonaro, por exemplo, descobrimos o poder que tem essas plataformas e o poder da circulação de notícias no campo da política. Então, [é necessário] recuperar a força do que é verdadeiro e do que é real.”

João Brant, secretário de Políticas Digitais do governo federal, avaliou que o maior desafio para regular o setor é o equilíbrio de direitos. Como, ao mesmo tempo, preservar a liberdade de expressão, a privacidade, a proteção de dados do usuário, mas impedir a desinformação, o discurso de ódio, a violação de direitos da criança e do adolescente, além de impedir golpes e fraudes.

Audiências públicas

No começo deste mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou a criação de um grupo de trabalho em parceria com as plataformas digitais e redes sociais para apresentar propostas ao Congresso Nacional. O Poder Executivo também deve encaminhar sugestões.

Jade Percassi, do Instituto Palavra Aberta, defende a Educação Midiática como essencial em tempos de revolução digital.

“Somos nós os indivíduos que compartilhamos, que engajamos conteúdos bons ou ruins, que passamos para frente desinformação. Todos nós somos responsáveis por aquilo que a gente posta, por aquilo que a gente compartilha, por aquilo que a gente divide nesse ambiente”, conclui.

Nessa semana, durante dois dias, o STF debateu o Marco Civil da Internet. A audiência pública foi convocada pelos ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, relatores de ações que discutem a responsabilidade de provedores de aplicativos ou de ferramentas de internet sobre discursos de ódio e fake news. Foram ouvidos representantes da sociedade civil, dos operadores do direito e das partes do processo.

*Colaborou Michelle Moreira 

Influenza Aviária: Adapec reforça medida do Ministério da Agricultura que suspende por 90 dias eventos com aglomerações de aves

Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) cumpre as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabeleceu a suspensão por 90 dias à realização de exposições, feiras e demais eventos com aglomerações de aves em todo território nacional, conforme prevê a Portaria do Mapa nº 572, de 29 de março de 2023, publicada nesta quinta-feira, 30. A medida visa à prevenção da influenza aviária.

Estão envolvidas quaisquer espécies de aves de produção, ornamentais, passeriformes, aves silvestres ou exóticas em cativeiro e demais aves criadas para outras finalidades. O documento determina ainda que fica suspensa a criação de aves ao ar livre, com acesso a piquetes sem telas na parte superior, em estabelecimentos registrados segundo a Instrução Normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2017.

O Mapa esclarece que não haverá prejuízos à certificação concedida aos estabelecimentos de produção orgânica pelo Ministério da Agricultura.

O presidente da Adapec, Paulo Lima, afirmou que essas medidas visam à prevenção da doença e diminuir o risco de introdução do vírus no plantel tocantinense, que conta com 9 milhões de aves a cada ciclo produtivo em média de 40 dias em aproximadamente 112 granjas. “O Brasil é livre da Influenza Aviária e ações colaboram para evitar prejuízos econômicos e risco a saúde pública”, ressalta.

Influenza Aviária

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta várias espécies de aves domésticas e silvestres e, ocasionalmente, mamíferos como ratos, gatos, cães, cavalos, suínos, bem como o homem. Apesar de ser exótica em território nacional, ou seja, nunca detectada no Brasil, a influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos, e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas.

Dinalva Martins-Governo do Tocantins

Em Brasília, presidente da Aleto prestigia Marcha em defesa dos municípios

Durante uma série de agendas em Brasília (DF), ao lado do governador Wanderlei Barbosa, o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres, acompanhou a 24ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, juntamente com mais de 90 prefeitos de cidades do Tocantins, nesta quarta-feira, 29.

O parlamentar ressaltou a importância da aproximação entre as lideranças e prefeitos municipais com seus deputados e autoridades em nível nacional. “Este encontro é importante para conversarmos sobre a realidade e desafios das gestões municipalistas para alinhar nossos mandatos diante da necessidade do cidadão tocantinense de cada município”, afirmou. 

A Marcha tem o objetivo de reunir autoridades públicas em Brasília com foco na discussão sobre as pautas de interesse das prefeituras municipais e temas ligados à gestão pública. 

Esta é a 24ª edição do evento e contou com a presença também do presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e prefeito de Talismã, Diogo Fernandes, senadores, bancada federal e os deputados estaduais do Tocantins, Janad Valcari, Eduardo Fortes, Moisemar Marinho e Luciano Oliveira.

Lauane dos Santos/Ascom AC

Presidente do PDT no Tocantins, Laurez Moreira assina homologação de diversas comissões provisórias municipais

O vice-governador e presidente do Partido Democrático Trabalhista no Tocantins (PDT/TO), Laurez Moreira, reuniu na noite desta quinta-feira, 30, na sede do PDT, em Palmas, a Comissão Executiva do partido para tratar da homologação e renovação das comissões provisórias municipais e outros assuntos inerentes às atividades administrativas da sigla.

Foram constituídas as comissões provisórias, cada uma com 11 membros e submetidas à avaliação da executiva estadual. Todas foram aprovadas por unanimidade.

O presidente do PDT/TO, Laurez Moreira, ressaltou o seu papel de presidente do partido no estado de fortalecer a sigla. “Esse é um compromisso que fiz quando assumi o partido, de fortalecê-lo em todo o estado. Renovamos recentemente a comissão estadual, e agora estamos fazendo o mesmo com as municipais, buscando pessoas engajadas e preocupadas que estejam dispostas a trabalhar em prol da comunidade”, afirmou.

Laurez Moreira ainda acrescentou a importância dos presidentes das comissões municipais. “É uma grande missão e honrosa, pois estão atuando pela defesa e interesse da população”, concluiu.

Federação partidária
Na reunião, também foi tratada a pauta sobre a federação entre o PDT, PSB e o Solidariedade. A deliberação da Comissão Estadual é  que será sugerida à Executiva Nacional que a ação seja efetivada após as eleições municipais.

Participaram da reunião o secretário, Fredson C. da Rocha, o tesoureiro, Gilmar Cavalcante e os membros, Ana Maria Lage Rabelo, Andreane Dias da Costa, Lúcia Caetano Pereira, José Batista Kurica, Filipi Martins e João Luís C. Costa.

Possibilidade de declaração de apoio de Wanderlei à reeleição de Wagner é de quase zero, diz fonte

Os rumores sobre as eleições municipais de 2024 em Araguaína estão fervilhando nas ruas, com diversos nomes surgindo como possíveis candidatos a prefeito. Contudo, a polarização parece se restringir ao atual prefeito Wagner Rodrigues e ao deputado estadual Jorge Frederico. Vale salientar que Wagner foi oposição ao governador Wanderlei na última eleição para governadores, enquanto Jorge foi aliado. Porém, agora, Wagner deseja fortemente se aproximar de Wanderlei, que deseja Jorge como seu candidato.

Análise do governador sobre a candidatura

De acordo com uma fonte, o governador tem um carinho maior por aqueles que estiveram ao seu lado durante a campanha do que com aqueles que não estavam. Acima de tudo, ele aspira libertar os cidadãos de Araguaína da pesada carga tributária imposta a eles ao longo dos últimos anos. Ele tem no seu grupo na cidade pessoas qualificadas para desenvolver uma gestão mais humana, sem a necessidade de escolher indivíduos de fora do grupo.

Entendimentos de fontes próximas ao governador

Além de Wagner se opor ao governador, ele também é membro de um grupo com uma história de que não honraram seus compromissos com muitos outros políticos. Wanderlei não deseja cair na tentação de fingir que existem compromissos com o grupo de Dimas e não acredita que haja algum rompimento entre Wagner e Dimas no futuro. Adotar a postura de motorista e colocar uma foto do governador na parede não muda, porque Wanderlei é um homem de grupo e de palavra e nunca trairia um companheiro seu.

O que significa a não decisão de Wanderlei a Wagner

Parece certo que o governador Wanderlei não estará com Wagner nas eleições de reeleição, tornando sua possibilidade de vitória bastante limitada. Isto porque, sem o apoio do principal grupo político da região, fica difícil para Wagner conquistar o voto dos eleitores. Além disso, a situação de abandono que se encontra a cidade.

Considerações sobre o assunto

Jorge Frederico comunicou a seus correligionários que, na hora oportuna, ele avaliaria a hipótese de se candidatar à prefeitura de Araguaína. Ele proclamou que, com as pesquisas eleitorais favoráveis, se houver consenso no grupo de partidos do governo, ele aceitaria a candidatura; caso contrário, Jorge se dedicaria à luta por alguém no próprio grupo.

Aspectos políticos da situação

Rumores correm entre bastidores de que os vereadores e suplentes estariam conspirando com o prefeito Wagner, o que pode ser visto, como uma traição, de dentro dos partidos governistas. A consequência disso é que esses políticos podem perder espaço para outras lideranças que se mantêm firmes em prol de um projeto coletivo, não individual.

Impactos possíveis das decisões do governador
Wanderlei tem se destacado pela gestão notável que agrada pessoas de todas as faixas etárias no Estado do Tocantins. Quaisquer que sejam, as escolhas acerca das candidaturas de Araguaína, elas terão impacto significativo. Não há dúvidas de que ele se tornará o grande líder no processo eleitoral por toda a região, sendo um efeito devastador a favor ou contra.

Por: Geovane Oliveira

Praça do Setor Santa Terezinha em Araguaína: Um espaço esquecido pela prefeitura

A Praça do Setor Santa Terezinha, localizada no município de Araguaína, no estado do Tocantins, está em um estado de abandono total.

Nossa equipe foi acionada nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira para verificar a denúncia. Chegando lá, ficou evidente que a Praça do Setor Santa Terezinha está esquecida pelo poder público municipal.

De acordo com os moradores do setor, a prefeitura não tem realizado nenhum tipo de manutenção que garanta segurança aos usuários da praça. Com a falta de lâmpadas a praça perde seu charme e fica totalmente escura durante a noite, gerando uma sensação de insegurança para os moradores.

 “Até mesmo os bancos já não estão em boas condições, tornando quase impossível utilizar o espaço para o descanso. Portanto, a prefeitura de Araguaína precisa investir mais na recuperação e na manutenção dessa importante praça”, disse o morador.  

Por: Geovane Oliveira

Novo marco fiscal limita alta do gasto a 70% da variação da receita

A nova regra fiscal que substituirá o teto de gastos limitará o crescimento da despesa a 70% da variação da receita dos 12 meses anteriores, informou há pouco o Ministério da Fazenda. O novo arcabouço combinará um limite de despesa mais flexível que o teto de gastos com uma meta de resultado primário (resultado das contas públicas sem os juros da dívida pública).

O projeto de lei complementar divulgado nesta quinta-feira (30) terá mecanismos de ajuste e alguma flexibilidade em caso de imprevistos na economia. As metas de resultado primário também obedecerão a uma banda, um intervalo.

Dentro dessa trilha de 70% da variação da receita, haverá um limite superior e um piso para a oscilação da despesa. Em momentos de maior crescimento da economia, a despesa não poderá crescer mais de 2,5% ao ano acima da inflação. Em momentos de contração econômica, o gasto não poderá crescer mais que 0,6% ao ano acima da inflação.

O novo arcabouço fiscal estabelece mecanismos para os próximos governos. Para impedir o descumprimento da rota de 70% de crescimento da receita, as novas regras trarão mecanismos de punição que desacelerará os gastos caso a trajetória de crescimento dos gastos não seja atendida.

Se o resultado primário ficar abaixo do limite mínimo da banda, o crescimento das despesas para o ano seguinte cai de 70% para 50% do crescimento da receita. Para não punir os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o novo arcabouço prevê um piso para esse tipo de gasto e permite que, caso o superávit primário (economia do governo sem os juros da dívida pública) fique acima do teto da banda, o excedente será usado para obras públicas.

A equipe econômica esclareceu que o limite de 70% está baseado nas receitas passadas, não na estimativa de receitas futuras. Dessa forma, futuros governos ou o Congresso Nacional não poderão aumentar artificialmente as previsões de receitas para elevar as despesas.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o novo arcabouço traz regras claras, previsíveis e críveis, porque podem ser executadas. “Durante a campanha de 2022, repetimos à exaustão que a campanha pública precise ter credibilidade, previsibilidade e seriedade. Ter um horizonte para que as famílias, os investidores, os empresários e os trabalhadores organizem suas vidas a partir de regras claras. Regras exigentes, mas críveis”, declarou.

Haddad disse que o novo arcabouço permite mecanismos de autocorreção, que facilitará a vida dos gestores públicos. “A própria regra precisa de espaços de autocorreção. Por mais boa vontade que os gestores públicos tenham, eles próprios vão ficar numa situação difícil para corrigir rumo se não houver, com antecedência, um mecanismo de correção”, justificou.

Estimativas

Segundo Haddad, o governo pretende zerar o déficit primário em 2024, atingir um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1% do PIB em 2026. Como a equipe econômica prevê déficit primário de 1% do PIB para este ano, a proposta significaria um ajuste de 3 pontos percentuais do PIB até 2026.

Como haverá uma margem de tolerância de até 0,25 ponto percentual do PIB, o resultado primário poderá variar entre déficit de 0,75% do PIB e de 0,25% do PIB neste ano, déficit de 0,25% a superávit de 0,25% em 2024, superávit de 0,25% a 0,75% do PIB em 2025 e superávit de 0,75% a 1,25% do PIB em 2026.

Em relação ao endividamento do governo, o novo arcabouço fiscal prevê um pequeno crescimento da dívida pública bruta até 2025 e a estabilização em 2026, em 76,54% do PIB. Essas projeções, no entanto, ocorrem no cenário em que o resultado primário fique no centro dos limites previstos para as bandas. Caso o governo economize menos que o esperado, a dívida aumentará de 74,11% do PIB em 2023 para 77,34% em 2026.

Caso o Banco Central reduza os juros, ressaltou o Ministério da Fazenda, o endividamento poderá cair. Com uma eventual queda de 1 ponto percentual na taxa Selic (juros básicos da economia), a dívida pública bruta poderá passar de 75,07% do PIB em 2023 para 75,7% em 2024 e recuar para 75,04% do PIB em 2026. Com uma redução de 2 pontos, poderá cair de 75,03% do PIB neste ano para 73,58% em 2026.

Marco Fiscal

O novo arcabouço fiscal substitui o teto federal de gastos, que vigora desde 2016 e limita o crescimento dos gastos ao ano anterior, corrigido pela inflação oficial (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA). No fim do ano passado, a Emenda Constitucional da Transição permitiu a exclusão de até R$ 168 bilhões do teto de gastos deste ano – R$ 145 bilhões do novo Bolsa Família e até R$ 23 bilhões em investimentos federais caso haja excesso de arrecadação.

A emenda estabeleceu que o governo deveria enviar um projeto de lei complementar até agosto deste ano com o novo marco fiscal. No início do ano, porém, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, permitiu que o governo antecipasse o envio do novo marco para que o Ministério do Planejamento tivesse tempo de elaborar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024 dentro das novas regras. Enviada ao Congresso até 15 de abril de cada ano, a LDO estabelece os parâmetros para o Orçamento do ano seguinte.

Confira os principais pontos do novo marco fiscal:

•        Limite de crescimento da despesa primária a 70% da variação da receita dos 12 meses anteriores
•        Limite superior e inferior dentro dessa trilha de 70% do aumento de receita
•        Mecanismo de ajuste para impedir o aumento dos gastos em momentos de crescimento econômico e a queda dos gastos em caso de baixo crescimento
•        Aplicação de mecanismos de punição. Caso o resultado primário fique abaixo do limite mínimo da banda, o crescimento das despesas para o ano seguinte cai de 70% para 50% do crescimento da receita.
•        Promessa de zerar déficit primário em 2024, com superávit de 0,5% do PIB em 2025 e 1% em 2026
•        Meta de resultado primário terá banda de flutuação, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cada ano
•        Excedente de superávit primário acima do teto da banda poderá ser usado para investimentos
•        Promessa de que dívida pública bruta subirá levemente até 2026 e depois será estabilizada
•        Exceções apenas para gastos instituídos pela Constituição, como o Fundeb e o piso nacional da enfermagem. Essas despesas não podem ser regulamentadas por lei complementar

Matéria alterada às 11h56 para acréscimo de declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e às 12h02 para incluir projeções de endividamento público, em caso de redução da taxa Selic. 

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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