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Comissão do Senado aprova isenção do IR para quem ganha até RS 5 mil

Por unanimidade, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE)  aprovou, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei (PL) do Executivo que isenta do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. A medida ainda reduz o IR, gradualmente, para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

O texto segue para o plenário do Senado com previsão de votar ainda nesta quarta-feira. Se aprovado, segue para sanção presidencial. Se sancionado até o final do ano, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026.

Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

O governo calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação.

O relator na CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), rejeitou as 11 emendas apresentadas alegando que a medida poderia atrasar a sanção do projeto e adiar, para janeiro de 2027, o início das novas regras.

“Tudo que nós não queremos é que retorne à Câmara dos Deputados. Diante do exíguo prazo e do recente histórico de tramitação, da tramitação atípica na outra casa do Congresso Nacional, enviar a matéria de volta à casa iniciadora representa, sem dúvida, um risco fatal. Frustraríamos, sem dúvida, a população que aguarda ansiosamente por esse alívio em seus orçamentos domésticos, negando benefício a milhões de trabalhadores no próximo ano”, explicou Renan.

O relator lembrou que a legislação exige que mudanças tributárias sejam feitas no ano anterior ao aplicado, o que obriga que o tema seja sancionado até o final deste ano.

Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.

Oposição

A decisão do relator Renan Calheiros de não aceitar mudanças no texto oriundo da Câmara dos Deputados foi criticada pela oposição, que gostaria de ver suas propostas analisadas.

“Vamos botar a digital do Senado aqui. Nós somos a Casa revisora, não podemos perder essa função e ter medo de exercer essa função”, criticou o senador Carlos Portinho (PL-RJ).

O senador fez críticas à tributação sobre profissionais liberais que se transformam em pessoa jurídica (PJ) e que terão que pagar sobre lucros e dividendos.

“A pessoa jurídica vai pagar e o profissional liberal vai pagar quando receber os seus dividendos, é isso mesmo que querem? Esses são os super-ricos? Não são”, reclamou.

No relatório, Renan Calheiros pontuou que será “residual” os casos de profissionais liberais que terão que pagar o tributo. “Em regra, os profissionais liberais com renda de R$ 1,2 milhão por ano pagam IRPF acima de 10%. Caso não paguem, eles passarão a estar sujeitos à tributação mínima”, explicou.

Ricos

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida ainda a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, a Câmara instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento; remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para estados e municípios e o Distrito Federal.

Pelos cálculos, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,27 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Posto de combustível é interditado em São Miguel do Tocantins por suspeita de ligação com o PCC durante operação nacional

Posto de combustível — Foto: Secretaria da Segurança Pública do Piauí/Divulgação

Um posto de combustível localizado em São Miguel do Tocantins, região do Bico do Papagaio, foi interditado nesta quarta-feira (5) durante a Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí. O estabelecimento é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A operação, de grande porte e com ações simultâneas em três estados, cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou a interdição de 49 postos de combustíveis distribuídos entre Piauí, Maranhão e Tocantins.

De acordo com as investigações, um grupo de empresários locais mantinha ligação direta com o PCC, utilizando empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para movimentar capitais ilícitos. O esquema também envolveria fraudes no mercado de combustíveis e ocultação de patrimônio.

A Operação Carbono Oculto teve sua primeira fase deflagrada em agosto, no Piauí, e desde então vem desvendando um complexo sistema financeiro paralelo que teria como objetivo lavar recursos provenientes de atividades criminosas.

O município de São Miguel do Tocantins, que possui uma população estimada em 14.116 habitantes, segundo dados do IBGE, fica próximo à divisa com o Maranhão, na região norte do Estado — área estratégica para o escoamento de combustíveis e mercadorias.

Fonte: G1 Tocantins

Assembleia Legislativa aprova novo PCCR da Educação com aumentos salariais de até 61%

A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) aprovou, nesta terça-feira, 4, o projeto de lei que institui o novo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração da Educação Básica do Tocantins (PCCR). “Esta Casa está tendo a oportunidade de reparar um plano de carreira que há mais de 10 anos não fizeram e de retribuir aos professores um pouco da dedicação que sempre tiveram conosco e com os nossos filhos”, afirmou o presidente da Aleto, deputado Amélio Cayres (Republicanos).

O texto, aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais, substitui o texto anterior, de 30 de abril de 2014, e atualiza o quadro de vencimentos de diversas carreiras da educação pública estadual.

Para efeito de comparação, na tabela corrigida com a data-base deste ano, um professor da educação básica (nível I) tem salários iniciais e finais de R$ 6.130,70 e R$ 8.740,81, respectivamente. Na tabela do novo PCCR, a remuneração inicial é a mesma, mas a final vai para R$ 13.807,51, o que representa um aumento de quase 58%. No nível IV da mesma carreira, os vencimentos aumentaram de R$ 7.766,57 para R$ 7.939,43 (inicial) e de R$ 11.068,64 para R$ 17.881,13 (final), o que representa uma variação positiva de 2 a 61%.

Além dos professores da educação básica, os quadros de referência das diversas carreiras de professor normalista, do magistério e assistente técnico-administrativo em educação também tiveram aumento em percentuais semelhantes.

Alterações

O novo PCCR foi aprovado com alterações propostas pelos deputados Marcus Marcelo (PL) e Professor Júnior Geo (PSDB), que ampliam alguns direitos dos professores que não estavam previstos no texto original, apresentado pelo Governo do Estado em 15 de outubro deste ano.

Entre as modificações, consta a garantia do direito à progressão funcional – mediante avaliação periódica de desempenho – de todos os professores da rede pública estadual, mesmo aqueles que estejam exercendo funções administrativas ou de gestão nas unidades escolares, em órgãos públicos ou em entidades conveniadas. O efeito dessa medida valerá, inclusive, para a evolução funcional de servidores cedidos em período anterior à vigência do novo PCCR.

Também foi incluído no PCCR o direito a uma licença remunerada para qualificação profissional em programas de mestrado e doutorado no Brasil ou no exterior, sem prejuízo na contagem do tempo e no processo de avaliação para a progressão funcional.

Votação

Durante a votação no plenário, o deputado Marcus Marcelo, que relatou o texto na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Educação, relembrou diversas etapas para a construção do novo PCCR da Educação. “Um plano de carreira não nasce da noite para o dia. Foi muito esforço, foram dezenas e dezenas de reuniões”, pontuou.

O parlamentar também se comprometeu a defender algumas pautas não contempladas no PPCR da Educação, como a inclusão no texto das categorias formadas pelos coordenadores e orientadores pedagógicos, além da equiparação salarial dos professores normalistas com os professores da educação básica.

O mesmo sentimento foi compartilhado pelo deputado Professor Júnior Geo. “Fico feliz pelo fato de [o PCCR] finalmente estar sendo apreciado aqui nesta Casa de Leis. Conseguimos promover algumas emendas para que pudéssemos avançar, mas ainda ficamos com algumas pendências”, disse, indicando uma articulação assumida pelo presidente da Casa, Amélio Cayres, junto a interlocutores do Governo, para atendimento das reinvindicações da categoria.

Por Luiz Melchiades

“Dia histórico para a Educação”, comemora Marcus Marcelo após aprovação do novo PCCR na Assembleia

Foto: Thatiane Cunha/Ascom 

O professor e deputado estadual Marcus Marcelo (PL) comemorou mais um avanço no novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos profissionais da educação do Tocantins, que foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 4.

Com a aprovação em plenário, a próxima etapa é a sanção do governador em exercício, Laurez Moreira. O novo PCCR beneficiará mais de 14 mil profissionais da educação em todo o Estado, sendo 8 mil servidores ativos e 6,5 mil aposentados.

O documento, com 111 páginas, representa a maior atualização da carreira docente em mais de uma década e revoga a Lei nº 2.859, de 30 de abril de 2014. “Dia histórico para a Educação do Tocantins. Essa é uma conquista que nasce do diálogo, da escuta e do compromisso com os educadores tocantinenses. Como professor, sei o quanto essa valorização faz diferença. O novo PCCR corrige injustiças salariais, reconhece o mérito e garante uma carreira mais justa e motivadora. É uma vitória da categoria e do Tocantins”, destacou Marcus Marcelo.

Entre as principais conquistas, o plano amplia a progressão horizontal, que passa de 4% para 7%, com ciclos de dois a três anos, e unifica as tabelas de evolução profissional, organizadas em 11 referências por nível de titulação.

Atuação que faz a diferença

Desde março de 2023, Marcus Marcelo atua de forma decisiva na construção do novo plano. Em 2024, foi nomeado membro da comissão responsável pela elaboração do PCCR e, em 2025, acompanhou todas as escutas públicas realizadas com a categoria, além de participar ativamente da consolidação do texto final. Seu engajamento garantiu que a proposta tramitasse com celeridade, sendo aprovada em poucas horas por quatro comissões permanentes antes de chegar ao plenário.

“Em dezembro de 2023, tive uma reunião com o então governador Wanderlei Barbosa e o secretário da Educação, Fábio Vaz, quando foi determinado que o plano fosse elaborado. E agora contamos com a sensibilidade do governador Laurez Moreira e de sua equipe técnica para ser enviado à Casa”, destacou Marcus Marcelo.

O presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, elogiou a liderança e o empenho do deputado e reconheceu a importância de dar celeridade nesta votação. “Essa Casa teve a oportunidade de reparar o plano de carreira que há 10 anos não fizeram. E retribuir aos professores um pouco da dedicação que eles sempre tiveram conosco”, ressaltou Cayres.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), José Roque, também destacou o papel de Marcus Marcelo. “O Sintet reconhece a dedicação do deputado Marcus Marcelo, que desde o início se colocou ao lado dos professores e buscou garantir que o novo PCCR atendesse às reivindicações da classe. Essa é uma conquista coletiva e muito esperada”, afirmou.

Texto: Giovanna Hermice e Thatiane Cunha

Gaeco/MPTO deflagra operação contra possível esquema de corrupção em hospital público de Araguaína

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira, 4, operação para desarticular uma suposta organização criminosa que atuava no Hospital Regional de Araguaína (HRA). A investigação apura possíveis crimes de corrupção, venda de procedimentos cirúrgicos, favorecimento político e a criação de um esquema de “fura-fila” no Sistema Único de Saúde (SUS).

Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de servidores públicos e outros investigados na cidade de Araguaína. A ação tem como objetivo coletar novas provas, apreender dispositivos eletrônicos, documentos e bens que possam estar relacionados às atividades ilícitas. A operação foi deflagrada com apoio da Polícia Civil.

O esquema 

As investigações, iniciadas em maio de 2022 a partir de uma denúncia anônima, revelaram um suposto esquema criminoso na gestão e operação do HRA. Segundo o Gaeco, o grupo era estruturado com divisão de tarefas e tinha como objetivo a obtenção de vantagens econômicas e políticas indevidas.

Entre as práticas investigadas estão:

  • Venda de procedimentos: o grupo é suspeito de comercializar cirurgias  e resultados de biópsias, cobrando valores de pacientes para agilizar atendimentos que deveriam ser gratuitos;
  • Fura-fila: Os investigados teriam manipulado o fluxo de internações, especialmente nos períodos noturno e de finais de semana, para beneficiar pacientes indicados por políticos ou que pagassem pelo favorecimento;
  • Favorecimento político: a estrutura do hospital teria sido utilizada para atender a interesses eleitorais, incluindo a coação de servidores terceirizados e a distribuição de cestas básicas em troca de apoio político;
  • Manipulação de pacientes: há relatos de que membros do esquema orientavam pacientes a não aceitarem alta médica, prometendo agilizar cirurgias para, em troca, obter pagamentos.
  • A estrutura do grupo
  • A investigação aponta que a organização era supostamente liderada por um ocupante da alta direção do hospital, considerado o gestor intelectual do esquema. Ele é suspeito de manipular funcionários, alterar a regulação de procedimentos para atender a pedidos políticos e pressionar a gestão do hospital.
  • Servidores que estariam diretamente envolvidos na negociação e cobrança por procedimentos também estão sendo investigados, bem como um ex-servidor que, mesmo após ser exonerado, continuaria a frequentar o hospital para, supostamente, agenciar cirurgias e consultas.
  • Provas coletadas
  • A operação é resultado de um longo trabalho investigativo que reuniu um conjunto de provas, incluindo depoimentos de testemunhas, Medida Cautelar de Interceptação Telefônica autorizadas pela Justiça, Medida Cautelar de Afastamento de Sigilos Bancário, Fiscal e Financeiro.
  • O afastamento de Sigilo Bancário, Fiscal e Financeiro indicou que alguns investigados possuíam movimentações financeiras incompatíveis com seus salários, reforçando a suspeita de enriquecimento ilícito. Em um dos casos, foi comprovado um pagamento via PIX para a parente de um dos investigados como contrapartida por um procedimento.

Por: Redação

 

Comissão de Meio Ambiente da Aleto recebe representantes do fórum nacional sobre agrotóxicos

Isis de Oliveira

A deputada Vanda Monteiro (UB), presidente da Comissão de Minas, Energia, Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), recebeu, na tarde desta segunda, 3, a visita institucional do coordenador-geral do Fórum Nacional de Controle dos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos, Pedro Luiz Serafim da Silva.

Realizado na sala das comissões da Casa, o encontro teve o propósito de antecipar discussões provocadas pelo Fórum Nacional, que vem promovendo audiências nos estados, a fim de ouvir e documentar contribuições regionais sobre o assunto.

Na oportunidade, o coordenador-geral e demais integrantes do evento abordaram a importância de se instituir uma política estadual para regulamentar o uso de agrotóxicos. Nesse sentido, Pedro Luiz fez a entrega de uma minuta propondo a abordagem que vem sendo definida pelo fórum.

A deputada Vanda Monteiro colocou-se à disposição dos representantes presentes no evento para apresentar e acompanhar o assunto na Aleto. “Estou à disposição para dialogar e trazer as pautas e projetos positivos relacionados ao meio ambiente para dentro desta Casa de Leis, juntamente com os colegas e também com o Governo do Estado”.

Sobre o fórum

O Fórum Nacional de Controle dos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos é um espaço permanente para debates e controle social sobre os impactos dos defensivos agrícolas e dos alimentos geneticamente modificados na saúde e no meio ambiente, reunindo várias instituições, a exemplo de órgãos como o Ministério Público Federal e do Trabalho, movimentos sociais e entidades de ensino e pesquisa. O fórum conta com a colaboração de outros 33 fóruns estaduais e regionais.

Por Suzana Arabar

Governador anuncia medidas emergenciais para “recuperar equilíbrio” da saúde no TO; oposição fala em “crise artificial”

O governador do Tocantins, Laurez Moreira, anunciou nesta segunda-feira (3) a elaboração de um decreto com medidas emergenciais para reorganizar a administração e restabelecer o equilíbrio financeiro da saúde pública estadual. A proposta foi apresentada durante coletiva no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos.

Segundo Laurez, o Estado enfrenta um déficit superior a R$ 580 milhões, resultado de dívidas acumuladas e aumento de despesas. O governador afirmou que o foco é garantir a continuidade dos atendimentos e maior eficiência na gestão.
“Encontramos uma situação preocupante. Vamos renegociar débitos, buscar apoio do Ministério da Saúde e implantar um sistema de governança e compliance com total transparência”, destacou.

Entre as ações previstas estão: renegociação com prestadores de serviço, auditorias em contratos, limitação de novas contratações e revisão de gastos. O secretário da Saúde, Vânio Rodrigues, assegurou

que “não haverá descontinuidade dos atendimentos”.

Os secretários Jairo Mariano (Fazenda) e Ronaldo Dimas (Planejamento) reforçaram que o decreto visa transparência e responsabilidade fiscal, sem flexibilizar licitações ou comprometer os serviços.

Reação do Republicanos

O Republicanos, partido do governador afastado Wanderlei Barbosa, reagiu às declarações do governo interino e acusou Laurez de fabricar uma crise artificial na saúde.
Segundo nota do partido, o orçamento anual da Secretaria da Saúde é de R$ 3,2 bilhões, e “é normal que haja restos a pagar”, cerca de 10% do total. A legenda afirmou ainda que “Laurez e sua equipe não apresentaram provas do suposto rombo financeiro” e que “reconhecer dívidas prescritas há mais de cinco anos seria um crime”.

O partido informou que acionou o departamento jurídico e pode recorrer aos órgãos de controle caso o decreto seja publicado. Também criticou a atual gestão por “reter repasses do plano Servir” nos últimos dois meses, destacando que durante o governo Wanderlei Barbosa o programa “foi regularizado e expandido”.

Por: Geovane Oliveira, com informações da Secom e do Republicanos

Pais criticam contratação de professores sem experiência pela gestão do prefeito Wagner Rodrigues

A decisão do prefeito Wagner Rodrigues de contratar professores em caráter emergencial para substituir os profissionais da educação em greve tem gerado preocupação e indignação entre pais de alunos da rede municipal de Araguaína.

De acordo com relatos de responsáveis, a medida foi vista como precipitada e arriscada, já que muitos dos contratados não possuem experiência em sala de aula. “Colocar gente despreparada para dar aula é um absurdo, prefeito”, criticou uma mãe de aluno, temendo prejuízos na aprendizagem das crianças.

A contratação emergencial ocorre em meio à paralisação dos servidores da educação, que reivindicam melhorias salariais e a revisão do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) enviado pelo Executivo à Câmara Municipal.

Segundo o sindicato da categoria, o texto encaminhado pela Prefeitura prevê perdas para os profissionais da educação, caso seja aprovado da forma como foi proposto. A medida motivou a greve e, agora, amplia o clima de tensão entre a gestão municipal, professores e comunidade escolar.

Enquanto o impasse continua, pais e alunos convivem com a incerteza sobre o futuro do ano letivo, cobrando diálogo e soluções que garantam tanto a valorização dos educadores quanto a qualidade do ensino oferecido nas escolas públicas de Araguaína.

Por: Geovane Oliveira , com informações da rede sociais .

Profissionais da Educação ocupam Câmara de Araguaína e reforçam protesto contra retirada de direitos

Foto: Geovane Oliveira

Nesta segunda-feira, 3 de novembro, professores e demais profissionais da educação ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Araguaína em mais um ato de mobilização, cobrando diálogo e atendimento às reivindicações da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet), a rede municipal de Araguaína conta atualmente com menos de mil servidores concursados e quase quatro mil contratados, cenário que tem impacto direto na adesão ao movimento grevista.

“O grande número de contratos impacta na adesão, pois muitos profissionais têm medo de perder o emprego e acabam indo às escolas pressionados pela gestão. É por isso que surgem informações desencontradas sobre a greve. Mas entre os professores efetivos, cerca de 99% aderiram ao movimento, exceto aqueles que ocupam cargos de confiança”, afirmou a presidenta do Sintet Regional de Araguaína, Rosy Franca.

O sindicato reafirmou que a paralisação segue firme e que a categoria permanece unida na luta pelo cumprimento dos direitos e pela valorização dos profissionais da educação municipal. Segundo o Sintet, o prefeito Wagner Rodrigues tenta retirar direitos históricos dos trabalhadores da educação por meio de alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).

O projeto que trata das mudanças no PCCR está atualmente em análise pelo setor jurídico da Câmara Municipal e deve, posteriormente, ser encaminhado para as comissões da Casa antes de ser apreciado em plenário.

A categoria promete manter as mobilizações até que haja avanço nas negociações e garantia de que nenhum direito será suprimido.

Por: Geovane Oliveira, com informações do Sintet .

Governador Laurez Moreira visita Hospital Dom Orione em Araguaína e reforça parceria do Estado com a unidade filantrópica

por Débora Gomes/Governo do Tocantins

Em agenda na região norte do Tocantins neste sábado, 1º de novembro, o governador Laurez Moreira, acompanhado do secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues, visitou o Hospital Dom Orione (HDO), em Araguaína.

Durante a visita, o chefe do Executivo estadual destacou a importância do trabalho desenvolvido pelo hospital e assegurou o apoio do Estado à instituição. “Não podemos permitir que  falte recurso a um hospital como esse. O que eu estou me comprometendo, desde o nosso primeiro dia de governo, é que o serviço prestado será pago em dia. Sempre agimos dessa forma na nossa vida e é isso que queremos, uma saúde de qualidade, porque sabemos que a demanda é enorme”, salientou o governador Laurez Moreira.

O secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues, ressaltou o papel estratégico do HDO na rede de saúde da região. “O Hospital Dom Orione é um braço forte do governo, da assistência e da caridade. É uma unidade com grande complexidade, que dá suporte ao Hospital Regional de Araguaína. A presença do governador Laurez Moreira aqui reafirma os princípios de parceria, unidade e acolhimento que norteiam a nossa gestão”, explicou.

O  HDO atua há 49 anos na região norte do Tocantins. Por ser uma unidade filantrópica, destina no mínimo 60% de seus atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando pacientes do Tocantins, além de usuários do sul e sudeste do Pará e do sul do Maranhão.

O diretor-presidente do HDO, padre Bruno Rodrigues, reforçou a parceria com o Governo do Estado. “O Hospital Dom Orione é um hospital que completará, no próximo ano, 50 anos de história. E os 50 anos de história do hospital refletem os 50 anos de oferta de serviço público. A parceria do hospital com o governo nasce por causa da sua missão. O hospital nasce com a missão de levar um serviço de saúde com qualidade para aquela população mais vulnerável da região”, enfatizou o padre.

O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, que também participou da visita, reforçou a relevância do apoio do Governo do Estado à saúde da cidade de Araguaína. “Nós precisamos dessa união, que é fundamental para garantir o atendimento à população. Não tenho dúvida de que essa visita vai fortalecer as ações em benefício dos araguainenses e apoiar as entidades que atuam na área da saúde. Araguaína tem se destacado e continua sendo referência na oferta de saúde pública no Tocantins”, evidenciou.

Na visita também estiveram presentes o deputado federal Tiago Dimas, os deputados estaduais, Jorge Frederico e Aldair Gipão, além dos secretários de Estado de Planejamento, Ronaldo Dimas; da Agricultura, César Halum; de Assuntos Institucionais, Eduardo dos Santos Sobrinho; e o secretário-executivo de Governo, Homero Júnior.

Parceria SES/TO e Hospital Dom Orione

A Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) mantém contratos com o HDO para a oferta de diversos serviços de média e alta complexidade, entre eles a assistência cardiovascular, com cirurgias cardíacas, procedimentos endovasculares extracardíacos e cardiologia intervencionista e hemodinâmica.

Também estão incluídos atendimentos em urologia, além de procedimentos em neurocirurgia. Na área obstétrica e neonatal, o hospital presta atenção à gestante de alto risco e risco habitual da população referenciada de 15 municípios, oferece internação em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), assistência nas Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo e UCINCa) e atendimento especializado na Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP), além de contar com o Serviço de Cirurgia Pediátrica Neonatal (CIPE-NEO).

por Débora Gomes/Governo do Tocantins

 

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