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Sindicato Rural de Araguaína participa de audiência no Ministério Público para alinhar ações de fiscalização durante a XXXV Cavalgada de Araguaína

O Sindicato Rural de Araguaína (SRA) participou, na manhã desta quinta-feira (8), de audiência promovida pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) com o objetivo de estabelecer medidas preventivas e punitivas para a preservação do bem-estar dos animais que participarão da XXXV Cavalgada de Araguaína, marcada para o dia 8 de junho. 

Durante a reunião, representantes de diversas instituições definiram ações conjuntas de fiscalização e segurança para garantir a integridade dos animais e o bom andamento do evento. A Cavalgada de Araguaína, reconhecida como a maior do mundo, é um símbolo da cultura local e atrai milhares espectadores e  mais de cinco  mil participantes a cada edição. 

O presidente do SRA, Wagner Borges, destacou a importância do alinhamento entre os órgãos envolvidos: “Essa reunião é primordial para alinharmos com os órgãos de fiscalização as ações que serão realizadas durante a cavalgada. Nossa intenção é preservar os bons tratos aos animais, porque eles são as estrelas da festa. Preservar o bem-estar desses animais é abrilhantar ainda mais a nossa cavalgada.” 

O promotor de Justiça, Amílcar Machado Momo, ressaltou a relevância da parceria entre o MPTO, o SRA e os demais órgãos para garantir a segurança e o respeito durante o evento: “A parceria do MP, SRA e os demais órgãos, que irão atuar na fiscalização da cavalgada, é essencial para que tenhamos um evento cultural festivo tranquilo, sem que os animais sofram maus-tratos, sem que a gente tenha problemas criminais e problemas com som alto. É importante que toda a sociedade participe, nesse esforço conjunto, para que tenhamos a maior cavalgada do mundo.” 

A XXXV Cavalgada de Araguaína terá início às 8h, com concentração no antigo Posto Paulista, na Avenida Bernardo Sayão. O percurso seguirá o mesmo dos anos anteriores:  passando pela  Avenida Cônego João Lima, Avenida Prefeito João de Sousa Lima, Feirinha e Avenida Filadélfia, até o Parque de Exposições Dair José Lourenço, onde ocorrerá o encerramento. 

O evento é aguardado com grande expectativa pela comunidade local e visitantes, marcando a cultura araguainense e preservando a tradição, cultura e bem-estar animal. 

Tocantins é o 3º estado que mais cresceu no valor da produção agrícola entre 2018 e 2023

O Tocantins registrou um crescimento do valor bruto da produção agrícola de 250% entre os anos de 2018 e 2023, figurando entre os maiores destaques nacionais, segundo dados da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado ocupa a terceira posição das unidades federativas na comparação desse período, ficando atrás apenas de Roraima (290%) e Rondônia (269%). O estado de Mato Grosso ficou em 4º lugar, com alta de 206%.

O levantamento mostra que, enquanto o crescimento médio da produção agrícola no Brasil foi de 137% no período, passando de R$ 343,5 bilhões, em 2018, para R$ 814,5 bilhões, em 2023, o Tocantins apresentou quase o dobro da média nacional. Isso porque em 2018, o Tocantins havia comercializado com a produção agrícola do estado algo em torno de R$ 4,4 bilhões. Já em 2023, foram movimentados R$ 14.8 bilhões nas vendas dos principais produtos da agricultura tocantinense.

“O Tocantins vive seu melhor momento na agricultura. O salto significativo no valor da produção é resultado direto do trabalho conjunto entre governo e setor produtivo, com investimentos em infraestrutura, incentivos ao agronegócio e políticas públicas que fortalecem o campo. Estar entre os estados que mais cresceram no país no setor confirma que estamos no caminho certo para transformar o Tocantins em referência nacional em produção agrícola”, destaca o governador Wanderlei Barbosa.

Tocantins continua crescendo 

O Tocantins segue com recordes na produção agrícola. É esperado, para 2025, uma colheita estimada em 8,9 milhões de toneladas de grãos, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, quando foram produzidas 7,69 milhões de toneladas. Com esse resultado, o estado se consolida como o maior produtor da Região Norte e o segundo, considerando as regiões Norte e Nordeste. Os dados são do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontam também uma safra histórica no Brasil, com previsão de 330,3 milhões de toneladas no total. Entre os principais grãos cultivados no Tocantins estão a soja, milho, arroz, sorgo, feijão e gergelim.

Para o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), Jaime Café, o destaque do Tocantins reflete políticas públicas de incentivo ao campo, de modo que o estado vem crescendo a produção no agro de forma sustentável, com expectativas ainda maiores para as safras futuras.  “O Tocantins tem crescido muito na produção agrícola, de forma sustentável, aproveitando áreas de pastagem com baixa utilização. Também avançamos na pecuária e na adoção de novas tecnologias, o que aumentou nossa produtividade. A expectativa é de liderarmos o ranking nacional com a safra 2024/25. A infraestrutura, especialmente a Ferrovia Norte-Sul, tem sido decisiva para atrair investimentos, reduzir custos e gerar mais emprego e renda. O estado hoje é referência para quem quer investir no agro com segurança”, reforça o secretário.

PAM

A pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), do IBGE, mensura as variáveis fundamentais, que caracterizam as informações sobre 64 produtos em todo o país. A pesquisa é uma das principais fontes de estatísticas municipais, levantando informações sobre área plantada, área destinada à colheita, área colhida, quantidade produzida, rendimento médio obtido e valor da produção das culturas temporárias e permanentes, com informações relevantes para os planejamentos público e privado desse segmento econômico, bem como para a comunidade acadêmica e o público em geral.

Profissionais da educação entram em greve por valorização e cumprimento de direitos de Araguaína

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), através da Regional de Araguaína, protocolou na manhã desta quarta-feira (7) um ofício à Prefeitura Municipal de Araguaína informando a deflagração de greve geral dos profissionais da rede municipal de ensino. A decisão foi tomada em assembleia realizada nessa manhã, após a ausência de respostas concretas às reivindicações apresentadas reiteradamente ao prefeito Wagner Rodrigues.

Segundo o sindicato, a paralisação ocorre em protesto pela valorização da carreira, pagamento de direitos atrasados e cumprimento da legislação que garante condições adequadas de trabalho aos educadores.

“A categoria deliberou pela greve porque está insatisfeita e reclama com direito pela valorização da carreira e pela garantia de direitos. Basta boa vontade da gestão para cumprir a lei que garante a hora-atividade dos professores. Já a pauta dos administrativos está estagnada; a carreira precisa evoluir”, afirmou Rosy Franca, presidente do Sintet Regional de Araguaína.

Principais reivindicações da categoria incluem:Pagamento das progressões funcionais; Aprovação e implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores administrativos e o Cumprimento da lei do piso nacional com a devida implementação de 1/3 de hora-atividade para os professores.

A mobilização começou na terça-feira (6), com uma paralisação e ato público em frente à prefeitura, onde servidores empunharam faixas e cartazes cobrando o atendimento da pauta. Na manhã desta quarta-feira, um novo protesto foi realizado com a participação de dezenas de profissionais da educação.

A greve segue por tempo indeterminado, a partir de 72 horas do comunicado ou até que a gestão municipal apresente propostas concretas de negociação e atendimento das demandas da categoria.

 

Relator antecipa fim da reeleição para 2030 e CCJ adia votação

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou nesta quarta-feira (7), após pedido de vista, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a reeleição para os cargos de presidente da República, prefeito e governador. O tema deve ser retomado na próxima semana.

O relator da matéria, senador Marcelo Castro (MDB-PI), apresentou novo parecer encurtando a regra de transição para que o fim da reeleição para governadores e presidente passe a valer em 2030, e não em 2034, como previa o texto anterior.

A mudança ocorreu após senadores criticarem, na última sessão da CCJ, que a transição estava muito longa.

A PEC 12 de 2022 ainda aumenta o mandato dos chefes do Executivo, deputados e vereadores para cinco anos e dos senadores para dez anos.  Além disso, a proposta unifica as eleições no Brasil para 2034, quando os brasileiros elegeriam todos os cargos de uma só vez. Atualmente, os eleitores vão às urnas a cada dois anos.

O relator Marcelo Castro justificou que o Brasil nunca teve reeleição para cargos do Executivo antes de 1997, quando o Parlamento aprovou a reeleição, dando ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a possibilidade de disputar novo mandato de presidente.

“O advento da reeleição tem trazido muitas distorções na prática política. Na eleição passada, 83% dos prefeitos que disputaram a reeleição no Brasil conseguiram se reeleger. Isso é um dado muito claro de que não há uma paridade de armas quando se vai disputar uma eleição com o prefeito, ou governador, ou presidente da República no poder”, argumentou Castro.

Críticas

Apesar do fim da reeleição ter amplo apoio da CCJ, o aumento dos mandatos de senadores para dez anos tem sido alvo de críticas. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) pediu ao relator que mantenha os mandatos de quatro anos para deputados e de oito para senadores.

“Você sair de um mandato de oito anos, que já é um grande tempo, para um mandato de 10 anos? Não tem país que tenha uma década de mandato para senador. E aumentar o mandato de cinco anos de deputado também não é bom. No caso americano, temos mandatos de dois anos para deputados. Há uma presença frequente do processo eleitoral”, disse a parlamentar.

Para o Executivo, a parlamentar defendeu um tempo maior, de seis anos de mandato. “Nenhum governo consegue fazer uma obra estruturante, em um estado ou município, em quatro anos, ou mesmo em cinco anos”, completou.

Transição

Segundo o parecer do relator, a reeleição valeria ainda em 2026. Em 2028, os prefeitos teriam um mandato estendido de seis anos, sem direito a reeleição, para que, em 2034, todas as eleições coincidam em um único pleito.

Já governadores e presidente poderiam se reeleger em 2026. Com isso, em 2030 seriam as primeiras eleições sem possibilidade de reeleição para governadores e presidente da República.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Câmara aprova projeto que amplia número de deputados federais de 513 para 531

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Projeto de lei complementar (PLP), aprovado na noite dessa terça-feira (6) pelo plenário da Câmara dos Deputados, aumenta de 513 para 531 o número de vagas na Casa em razão do crescimento populacional. O texto mantém o tamanho das bancadas que perderiam representantes segundo o Censo de 2022. A mudança será a partir da legislatura de 2027.

O texto a ser enviado ao Senado é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB) para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23, da deputada Dani Cunha (União-RJ).

O relator optou por uma abordagem política em vez do cálculo diretamente proporcional previsto na Lei Complementar 78/93, revogada pelo texto. “Estamos falando de um acréscimo modesto de 3,5%, enquanto a população nos últimos 40 anos cresceu mais de 40%”, afirmou.

Segundo Damião Feliciano, a perda de representantes significaria também perda de recursos em emendas parlamentares, aumentando a desigualdade regional (somente o Nordeste perderia oito vagas).

“Perder cadeiras significa perder peso político na correlação federativa e, portanto, perder recursos”, disse.

A necessidade de rever a distribuição de cadeiras surgiu após decisão, em agosto de 2023, do Supremo Tribunal Federal, ao acatar ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, como previsto na Constituição.

*Com Agência Câmara de Notícias

Com investimento de R$ 299 milhões, governador Wanderlei Barbosa autoriza obras do Hospital da Mulher com entrega prevista em 18 meses

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado da primeira-dama e secretária extraordinária de Participações Sociais, Karynne Sotero, assinou nesta terça-feira, 6, a Ordem de Serviço para o início das obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual, projetado para ser uma das principais referências em atendimento feminino e neonatal da Região Norte do país. Com investimento inicial de R$ 299 milhões para implantação, a unidade será construída pelo Governo do Tocantins, por meio da primeira Parceria Público-Privada (PPP) na área da saúde.

A autorização, pensada estrategicamente para ocorrer na véspera do Dia das Mães, foi realizada no terreno onde o hospital será implantado, na Quadra 1.301 Sul, em Palmas, e reafirma o compromisso da gestão com a saúde da mulher e o fortalecimento da maternidade como política pública prioritária.

Na solenidade, o governador Wanderlei Barbosa destacou a importância da construção do hospital para a oferta de uma assistência humanizada às mulheres e aos recém-nascidos de todo o Tocantins e da Região Norte. “Esta obra é um marco para a saúde da mulher na Região Norte do Brasil. É um hospital pensado exclusivamente para elas, fruto de uma Parceria Público-Privada, sem custo imediato para o Estado, e que deve trazer grandes benefícios para o Tocantins. Esse novo hospital vai aliviar a sobrecarga e oferecer um atendimento mais humanizado e moderno às mulheres”, ressaltou o chefe do Executivo.

O projeto de PPP integra um trabalho conjunto coordenado pela Secretaria de Estado de Parcerias e Investimentos (SPI/TO), com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), da Companhia Imobiliária de Participações, Investimentos e Parcerias (Tocantins Parcerias) e da Fundação Ezute. A previsão é que as obras comecem ainda no primeiro semestre deste ano, com a entrega do hospital em funcionamento estimada para até 18 meses. A unidade oferecerá serviços completos nas áreas de ginecologia, obstetrícia e atenção neonatal, com infraestrutura de ponta.

“Hoje [terça-feira,6], damos um passo significativo para esta obra que transformará a assistência às mulheres e aos recém-nascidos, principalmente das regiões referenciadas para o Hospital Dona Regina, as quais compreendem cerca de 900 mil pessoas. Aqui, teremos ampliação no número de leitos já existentes e a implantação de leitos UTI [Unidade de Terapia Intensiva] adulto para atender as mães que atualmente precisam ser encaminhadas ao HGP [Hospital Geral de Palmas]. Além disso, esta obra é um sonho dos profissionais de saúde que anseiam por um espaço com conforto e bem-estar, que colabore para o melhor desempenho de suas funções, no acolhimento aos usuários do SUS [Sistema Único de Saúde]. Agradecemos ao governador Wanderlei Barbosa por sempre priorizar o cuidado com as pessoas”, pontuou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto.

Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa recebeu do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, a concessão da licença municipal para a instalação do complexo hospitalar e firmou compromisso para uma futura parceria com a prefeitura sobre o prédio do atual Hospital e Maternidade Dona Regina. “Assim que o hospital estiver pronto, vamos transferir para esta nova estrutura o Hospital e Maternidade Dona Regina. Desta forma, quanto ao então antigo prédio, localizado na região Norte, firmamos o compromisso de doar à prefeitura para ser um hospital municipal”, anunciou o governador.

Parceria Público-Privada

A licitação para construção, gestão e operação do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual foi realizada na Bolsa de Valores B3, em São Paulo/SP, em agosto de 2024. O contrato de Parceria Público-Privada com a empresa Opy Healthcare, vencedora da licitação, foi assinado no dia 10 de fevereiro deste ano e publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 12 de fevereiro. O convênio estabelece que a empresa será responsável pela construção, pela aquisição e pela instalação de equipamentos, bem como pela gestão administrativa e pela manutenção da unidade por 30 anos. A gestão clínica, com todas as equipes de profissionais da saúde, permanecerá sob a responsabilidade do Estado.

O secretário de Estado de Parcerias e Investimentos, Thomas Jefferson, reforçou a inovação e o compromisso social trazidos pelo modelo de PPP. “Foram quase três anos trabalhando nesse projeto e este é um momento de agradecimento a todas as equipes que participaram. A assinatura da Ordem de Serviço para a etapa de obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual simboliza o início de uma reestruturação para a saúde no Tocantins. Estamos mostrando que é possível unir o que há de melhor na gestão pública e na gestão privada para transformar a vida das pessoas. Este projeto é um exemplo de responsabilidade social e foco na qualidade de vida da população”, salientou o titular da SPI/TO.

O presidente da Opy Health, Mateus Renault, enfatizou o compromisso da companhia com a construção e a gestão na unidade hospitalar. “Operamos dois dos maiores hospitais públicos do país, em Manaus e Belo Horizonte, além de sermos parceiros do Einstein na operação pública do maior hospital de urgências de Goiás. Nossa preocupação com esse projeto é manter um olhar realmente diferenciado e voltado para o cuidado da mulher. O projeto foi feito por uma arquiteta e mais da metade da equipe responsável pelo projeto e pela condução da obra do hospital é formada por mulheres, garantindo um acompanhamento alinhado e atento às necessidades das pacientes que serão acolhidas no espaço. O modelo do hospital é de nível internacional e trará inovação, tecnologia e um atendimento ainda mais acolhedor, com foco especial no uso racional de energia e aproveitamento de resíduos”, evidenciou o diretor da empresa.

Hospital da Mulher e Maternidade Estadual

A nova unidade hospitalar, que substituirá o atual Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR), será construída em Palmas, em um terreno de 25 mil m² — seis vezes maior do que a estrutura atual. O hospital contará com 210 leitos e 20 vagas na nova Casa Gestante, Bebê e Puérpera, ampliando a capacidade em mais de 60%.

Entre os avanços também estão a instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) obstétrica-ginecológica, inédita no estado; além da ampliação dos leitos de UTI Neonatal e um heliponto, que facilitará o transporte de emergência. Além do aumento da capacidade de leitos, o projeto prevê a ampliação e a otimização de programas que já são referência no Hospital e Maternidade Dona Regina, a exemplo do Banco de Leite Humano e do Serviço de Atenção Especializada às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis).

A primeira-dama e secretária extraordinária de Participações Sociais, Karynne Sotero, destacou a importância da construção de um novo hospital de referência voltado para a saúde da mulher. “Estamos falando de uma construção que vai além de uma obra física, é o início de um sonho para todas as mulheres tocantinenses. Eu me sinto muito honrada em fazer parte desse sonho. O governador Wanderlei Barbosa tem dado muito espaço à mulher e essa é mais uma demonstração”, declarou a primeira-dama.

A secretária de Estado da Mulher, Berenice Barbosa, ressaltou o quanto a unidade vai suprir as demandas da saúde da mulher e salientou o momento histórico que o Tocantins vive ao iniciar a construção de um hospital referência para o Norte do Brasil. “Meu sentimento é de profunda gratidão. Gratidão a todas as mulheres do nosso estado que acreditaram nesse sonho e ao governador Wanderlei Barbosa por ouvir e atender esse desejo. Esse hospital chega como um marco, vai acolher, tratar e fortalecer a saúde feminina em nosso estado”, concluiu a titular da Secretaria de Estado da Mulher (SecMulher).

Moradora da Quadra 1.303 Sul, a pedagoga Emiliana Neta celebrou a autorização para construção do hospital que, segundo ela, vai ajudar ainda mais a comunidade local. “Eu fico muito agradecida ao nosso governador Wanderlei Barbosa, que está sempre valorizando a nossa cidade, o nosso estado. Nós, mulheres, sonhamos com esse hospital, tão esperado por todas nós. Acredito que vai ajudar várias mulheres do estado”, expressou.

Presenças

Acompanharam o governador Wanderlei Barbosa na agenda da assinatura da Ordem de Serviço o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos; o senador Eduardo Gomes; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres; o presidente da Câmara Municipal de Palmas, Marilon Barbosa; deputados estaduais, secretários de Estado e demais autoridades.

Rafael de Oliveira e Guilherme Lima/Governo do Tocantins

Motta defende alternativas de arrecadação para aprovar a isenção do Imposto de Renda Fonte: Agência Câmara de Notícias

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais será aprovada pelo Congresso. “O Congresso vai aprovar sim, ela é boa, mas não pode ser danosa para a economia. Outras saídas [compensações] podem ser encontradas e isso está sendo discutido, como, por exemplo, cobrar um pouco mais de bancos, de pessoas jurídicas e não apensas de pessoas físicas”, afirmou.

Para compensar a perda de receitas que o aumento da isenção trará, o governo propõe um imposto mínimo de até 10% para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, o equivalente a R$ 600 mil por ano. Segundo Hugo Motta, uma das ideias a serem discutidas é cobrar também de bancos e empresas. A afirmação foi feita em entrevista ao Bom Dia, Paraíba (TV Globo), nesta segunda-feira (5).

A proposta do governo (PL 1087/25) está sendo discutida em comissão especial e depois será enviada para o Plenário. “O trabalho da comissão especial é para isso:  para ouvir a sociedade, ouvir o setor produtivo, ouvir economistas e membros do governo para que se encontre o melhor texto possível, e aprová-lo até o final do ano”, afirmou Motta.

PEC da Caatinga
Hugo Motta também defendeu a aprovação da PEC da Caatinga (504/10), aprovada pelo Senado em 2010. O texto inclui o Cerrado e a Caatinga entre os bens considerados patrimônio nacional. Atualmente, segundo a Constituição, são patrimônio nacional a Amazônia, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira.

Esses biomas devem ser utilizados dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população.
“Temos que enfrentar esse tema. No que depender de nós, vamos priorizar, porque é necessário um grande plano de contenção e preservação da Caatinga. Se não fizermos algo, nosso bioma pode ser devastado”, disse o presidente.

Vagas
Motta afirmou que os deputados devem aprovar nesta semana a urgência para a proposta que altera o número de deputados da Câmara. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 177/23 muda as regras do número de deputados nas bancadas estaduais. Com o aumento da população, alguns estados ficaram sub-representados, e o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou à Câmara revisar até junho a distribuição das cadeiras de deputados federais, levando em consideração o Censo de 2022.

“Vamos pautar a urgência para que a Câmara analise essa decisão – ou deixar essa decisão do TSE prevalecer ou discutir um aumento de cadeiras para que os estados não sejam prejudicados”, explicou Hugo Motta.

Anistia
Motta também foi questionado sobre o projeto que concede anistia aos acusados de tentativa de golpe de Estado. Segundo ele, é um projeto que precisa ser discutido com serenidade e “não com arroubos”. Motta afirmou que há um consenso, inclusive em setores do Judiciário, de que algumas penas foram exageradas, mas que essa discussão não pode alcançar quem planejou, estimulou e financiou essa tentativa.

“Essa discussão tem de ser feita, mas quero conduzir com serenidade e equilíbrio, para que, ao final, tenhamos um País mais forte e instituições mais fortes”, afirmou.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Procon Tocantins realiza mutirão de renegociação de dívidas com concessionárias de água e energia em comemoração aos 33 anos do órgão

A ação vai acontecer no núcleo de atendimento de Taquaralto e na Sede do Procon, das 8h às 17h, oferecendo aos consumidores uma oportunidade para que possam negociar seus débitos com condições facilitadas, descontos e parcelamentos especiais.

Em comemoração ao seu 33º aniversário, celebrado no dia 11 de maio, o Procon Tocantins realizará, entre os dias 12 e 16 de maio, um Mutirão de Renegociação de Dívidas voltado exclusivamente para consumidores com pendências junto às concessionárias de água (BRK Ambiental) e energia elétrica (Energisa).

A ação vai acontecer no núcleo de atendimento de Taquaralto e na Sede do Procon, das 8h às 17h, oferecendo aos consumidores uma oportunidade para que possam negociar seus débitos com condições facilitadas, descontos e parcelamentos especiais.

De acordo com o superintendente do Procon Tocantins, Euclides Correia, o mutirão tem como objetivo auxiliar os consumidores que estão endividados e garantir que seus direitos sejam respeitados.

“Estamos celebrando 33 anos de história com ações que realmente impactam a vida das pessoas. Queremos promover o acesso à negociação justa, evitar cortes de fornecimento e contribuir para o reequilíbrio financeiro das famílias tocantinenses”, destacou.

Para participar, o consumidor precisa comparecer no Procon Sede ou no núcleo de Taquaralto com documento pessoal com foto, comprovante de residência e faturas e documentos relacionados à dívida.

Entre os benefícios que serão concedidos estão descontos sobre juros e multas, parcelamentos em condições especiais e, no caso da BRK, até descontos para casos de vazamentos ocultos já reparados pelo consumidor.

Já a Energisa, realizará descontos sobre juros, parcelamento do débito e também, o reparcelamento da dívida.

O Procon Tocantins reforça que a negociação é feita de forma segura, transparente e com a intermediação do órgão para garantir seus os direitos.

por:Waldenia Silva/Governo do Tocantins

Presidente da Câmara de Araguaína nega paralisação em obras e garante recursos para conclusão

O presidente da Câmara Municipal de Araguaína, Max Boroli (MDB), afirmou, em sessão plenária na última semana, que as obras do novo prédio do Legislativo não estão paralisadas e que já foram garantidos recursos por meio de emendas parlamentares dos deputados federais Gaguim e Alexandres Guimarães para a conclusão da construção.

A declaração foi dada após questionamento do repórter do Melhor da Amazônia sobre o andamento da obra, que teve início em 2024 com a promessa do então presidente da Casa, Marcos Duarte, de que seria finalizada ainda no mesmo ano. No entanto, o prazo não foi cumprido, e o projeto ainda está longe de ser concluído.

“Quero tranquilizar a população de Araguaína: as obras não estão paradas. Já conseguimos importantes recursos via emendas dos deputados federais Gaguim e Alexandres Guimarães, e estamos trabalhando para finalizar o mais breve possível”, afirmou Boroli.

O novo prédio da Câmara foi planejado para modernizar a estrutura do Legislativo municipal, mas o atraso nas obras tem gerado questionamentos. A gestão anterior havia prometido a entrega para 2024, mas, até o momento, não há previsão concreta de conclusão.

Boroli não detalhou o montante captado nem prazos específicos, mas garantiu que a atual gestão está empenhada em resolver os entraves e concluir a construção. Enquanto isso, vereadores e servidores continuam atuando no prédio atual, que já apresenta limitações de espaço e infraestrutura.

Por Geovane Oliveira, do Portal Melhor da Amazônia

Decisão judicial garante reintegração imediata de aluna cotista na UFT

Justiça Federal determinou a reintegração imediata de uma estudante ao curso de Nutrição da Universidade Federal do Tocantins (UFT). A decisão, proferida pelo juiz federal Adelmar Aires Pimenta da Silva, da 2ª Vara Federal Cível do Tocantins, neste domingo (04), suspendeu os efeitos do ato administrativo que excluiu a aluna do corpo discente da instituição.
O caso 
A estudante ingressou na UFT no primeiro semestre de 2025 por meio do sistema de cotas raciais, autodeclarando-se parda. No entanto, três meses após o início das aulas, uma comissão de heteroidentificação da universidade decidiu pela sua exclusão, alegando inconsistências na autodeclaração.
Em ação judicial, a defesa da aluna argumentou que a universidade agiu de forma tardia e arbitrária, uma vez que a análise ocorreu após a matrícula e o início das aulas, em desacordo com o edital do processo seletivo. Além disso, sustentou que a decisão da comissão careceu de critérios objetivos e de motivação suficiente, ressaltando que a estudante possui características fenotípicas compatíveis com a identidade racial declarada.
Para comprovar sua condição, a aluna tentou obter uma ata notarial – documento em que um tabelião registra características físicas observáveis. No entanto, conforme revelado nos autos, os cartórios de Palmas recusaram-se reiteradamente a lavrar o documento, sem apresentar justificativa formal para a negativa.
A decisão judicial 
Em sua decisão, o juiz federal Adelmar Aires Pimenta da Silva destacou que, em caso de dúvida, a autodeclaração deve prevalecer, conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF). A UFT foi intimada a readmitir a estudante no prazo de 10 dias, sob pena de multa em caso de descumprimento.
Além disso, a Justiça determinou a lavratura da ata notarial para registro das características físicas da aluna, fixando multa diária de R$ 500,00 caso a medida não seja cumprida. O caso também foi encaminhado à Corregedoria de Justiça do Tocantins para apuração da conduta dos tabeliães que se recusaram a emitir o documento.
Por: Alexandre Alves Ascom/SJTO

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