domingo, agosto 23, 2026

55.3 F
Nova Iorque
domingo, agosto 23, 2026
Início Site Página 119

Governo do Tocantins celebra safra recorde de milho segunda safra com inovação no consórcio com braquiária

O agronegócio tocantinense vive um momento de celebração e inovação. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou dados que confirmam um novo recorde para a produção de milho segunda safra no Tocantins, impulsionado por um aumento na área plantada e, mais recentemente, pela aprovação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o consórcio de milho com a braquiária.

A colheita do milho safrinha na safra 2024/2025 superou todas as expectativas, alcançando um volume recorde de 2,25 milhões de toneladas. Esse feito representa um crescimento substancial, consolidando o Estado como um importante polo produtor de grãos no cenário nacional. Por trás desses números impressionantes, está o esforço dos produtores e a adoção de tecnologias que impulsionam a produtividade.

Crescimento em números

De acordo com a Conab, a área plantada com milho segunda safra no Tocantins, saltou de 373 mil para 415 mil hectares. O aumento de área, combinado com condições climáticas favoráveis, como chuvas e temperaturas adequadas, além do uso de sementes de alta qualidade e fertilizantes, foi à chave fundamental para o rendimento excepcional. A produtividade, em algumas regiões, atingiu marcas de até 130 sacas por hectare.

A relevância do Tocantins vai além das fronteiras estaduais, com uma safra recorde de 9,67 milhões de toneladas de grãos no total, o estado se solidifica como o maior produtor da Região Norte e o segundo no Nordeste. A crescente produção de milho safrinha também alimenta um novo setor: usinas de etanol de milho, que devem começar a operar no estado ainda em 2025.

O Consórcio Milho-Braquiária: Uma aposta no futuro próximo

De acordo com o professor e engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), Thadeu Teixeira Júnior, em meio a esse cenário de alta produtividade, a aprovação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o consórcio de milho com braquiária chega como um novo alento para os produtores. A medida reconhece oficialmente uma prática que une sustentabilidade e eficiência no campo.

“O consórcio, que consiste no plantio simultâneo do milho com a braquiária, oferece uma série de benefícios que impactam diretamente na rentabilidade e na saúde do solo, outra forma de implantação desse sistema é a distribuição da semente da forrageira antes do plantio do milho ou no momento da aplicação do fertilizante de cobertura, ambos misturados, podendo ser utilizado até com formulados, vale destacar que pesquisadores relatam que a pastagem não impacta significativamente no rendimento do milho”, destacou o engenheiro agrônomo, Thadeu Teixeira.

Thadeu Teixeira, explica que, a braquiária atua como uma planta de cobertura, protegendo o solo da erosão, controlando plantas invasoras e melhorando a fertilidade e biota do solo. A palhada deixada após a colheita do milho serve como um adubo verde, um passo crucial para a conservação e o uso sustentável da terra.

“O consórcio, que consiste no plantio simultâneo do milho com a braquiária, também é um pilar da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Este sistema de produção aperfeiçoa o uso da terra ao combinar diferentes atividades na mesma área. Após a colheita do milho, a braquiária, que já estava crescendo, se desenvolve plenamente, transformando-se em uma pastagem de alta qualidade para o gado. Isso melhora a rentabilidade da propriedade e, ao mesmo tempo, a eficiência no utilizo da área”, detalhou.

Thadeu Teixeira ressaltou ainda que, a validação dessa técnica pelo ZARC não apenas mitiga os riscos de perdas na safra devido a condições climáticas adversas, mas também abre portas para que os agricultores tenham acesso a linhas de crédito e a seguros agrícolas. “Essa é uma medida fundamental para que a produção continue a crescer de forma segura e responsável, aliado a união dos dados recordes apontados pela Conab com o reconhecimento oficial de práticas inovadoras pelo MAPA e liderança da Seagro a nível estadual na manutenção do programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), reforça o papel do Tocantins como um estado que adere às inovações na agricultura”, concluiu o engenheiro agrônomo professor Thadeu Teixeira Júnior.

Colaboração: Thadeu Teixeira Júnior – Engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Tocantins

 

Operação “Rolezinho 244”: Polícia Civil do Tocantins deflagra operação contra manobras perigosas e apologia ao crime nas redes sociais

Foto: Divulgação PCTO/Governo do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 12ª Delegacia de Polícia de Augustinópolis, deflagrou nesta quinta-feira, 11, a Operação “Rolezinho 244”, ação integrada destinada a desarticular grupos responsáveis por manobras perigosas, conhecidas popularmente como “grau”, em via pública, organizadas e amplificadas por meio de redes sociais. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados judiciais, sendo 20 de prisão temporária, cinco de internação provisória de adolescentes e 25 de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Augustinópolis, Praia Norte, Sampaio, São Miguel do Tocantins, Araguatins e Buriti do Tocantins.

Mais de 80 policiais atuaram na região do Bico do Papagaio, em ação coordenada com a Polícia Militar, a Polícia Penal e a Polícia Científica.

O delegado Jacson Wutke, coordenador da operação, destacou o apelo popular e a gravidade das condutas investigadas, ressaltando o caráter protetivo da repressão. “Essas práticas não apenas expõem terceiros ao risco, como colocam em perigo os próprios autores. Nosso trabalho visa impedir que esses jovens se transformem em vítimas da própria imprudência, ao mesmo tempo em que protegemos a coletividade contra tragédias recorrentes. A população clama por medidas firmes para conter esse cenário, e a Polícia Civil respondeu com rigor. O objetivo é salvar vidas e restabelecer a ordem nas vias públicas”, informa.

A investigação apura crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), bem como no Código Penal (CP), envolvendo exibição não autorizada de manobras, condução sem habilitação, entrega de veículo a pessoa não habilitada, apologia ao crime e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, com ênfase na adulteração e supressão de placas de motocicletas.

Medidas

Além das prisões, buscas e apreensões, a Vara Criminal da Comarca de Augustinópolis decretou medidas cautelares com o objetivo de impedir a continuidade das práticas ilícitas. Foi constatado que as redes sociais eram utilizadas para divulgar as manobras perigosas, por meio de vídeos que incentivam a repetição dessas condutas. Para cortar essa cadeia de estímulo, o Judiciário determinou a suspensão imediata dos perfis e conteúdos vinculados aos investigados, além de proibir a criação de novos perfis ou o uso de contas de terceiros para esse fim.

Também foi determinada a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obtenção da habilitação para os 25 investigados pelo prazo mínimo de 12 meses, buscando evitar a perpetuação do risco nas vias públicas.

Durante a operação, a Perícia Científica realizou exames nos próprios locais das apreensões, garantindo a identificação técnica de eventuais adulterações e a preservação da integridade das provas. A Polícia Militar prestou apoio operacional e estratégico no cumprimento dos mandados, além de lavrar autos de infração administrativa em razão das irregularidades constatadas. A Polícia Penal atuou na condução dos presos às unidades prisionais competentes, assegurando sua imediata apresentação ao Poder Judiciário. A atuação integrada entre os órgãos reforçou a eficiência da operação e assegurou maior agilidade no cumprimento das ordens judiciais.

Ainda de acordo com a autoridade policial, o “chamado “grau” está longe de ser uma simples diversão porque são manobras temerárias, ilegais e irresponsáveis, realizadas sem autorização em vias públicas de grande circulação, transformando ruas e avenidas em pistas improvisadas. Pedestres, motoristas e motociclistas comuns tornam-se vítimas potenciais dessas condutas criminosas”, afirma.

Riscos

Casos recentes mostram de forma clara as consequências trágicas dessas condutas. Em Araguaína, no mês de junho deste ano, Daiane Alves da Silva, de 44 anos, foi atropelada fatalmente por um motociclista que praticava manobras do tipo “grau” enquanto atravessava uma faixa de pedestres. O episódio gerou grande comoção regional e evidencia os riscos concretos e graves resultantes desse tipo de prática ilegal e irresponsável.

Conforme destaca o delegado Jacson Wutke, as condutas investigadas representam riscos concretos à vida e exigem uma resposta firme. “Essas práticas não podem ser encaradas como brincadeira ou mera diversão. São atos que geram perigo real, colocam vidas inocentes em risco e já resultaram em tragédias. Não se trata de gravidade abstrata, mas de fatos concretos que produzem vítimas e famílias enlutadas”, explica.

As investigações seguem em andamento, visando identificar eventuais participantes ainda não alcançados. Após os procedimentos cabíveis, os indivíduos foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição da Justiça.

por Hiago Muniz/Governo do Tocantins

 

Projeto transforma girassol em oportunidade de pesquisa e renda para produtores tocantinenses

Araguaína, 11 de Setembro de 2025 –  Professores e estudantes do curso de Agronomia da Afya Araguaína (antigo Unitpac | Afya) realizam o projeto de pesquisa “Girassol do Meu Tocantins”. A pesquisa demonstra que a planta melhora a estrutura e a fertilidade do solo, recicla nutriente e auxilia no controle de plantas daninhas, além de trazer outros benefícios. Além disso, o espaço fica dentro da faculdade, a beleza das flores encanta, atrai visitantes e é utilizada até para ensaios fotográficos.

O professor e coordenador do curso, Carlos Cicinato Vieira Melo explica que a escolha do girassol não se baseia apenas no histórico da planta no Tocantins, mas em um potencial maior, embora reconheça que muitas pessoas fazem essa associação. “Na verdade, quando pensamos em desenvolver o projeto do girassol, não foi por causa de algo daqui, pois não sou natural da região, sou de outro estado.

Porém, com o tempo, as pessoas começaram a associar o girassol plantado em Araguaína com a capital, especialmente por causa da Praça dos Girassóis. Assim, houve uma conexão natural com a cultura local, destacando a importância simbólica do girassol para a nossa região.” Ele ainda destaca que o clima da região é extremamente favorável para o cultivo, especialmente pela alta incidência de radiação solar. O solo do Tocantins, típico do cerrado, também é adequado para o girassol, já que a planta não é muito exigente em termos de nutrientes.

O professor relata como o projeto começou e como já se tornou uma tradição, atraindo não só visitantes, mas também pessoas interessadas em realizar registros fotográficos, como aniversariantes e até um casal de noivos que fará um ensaio no local este mês. “Iniciamos com um sistema de irrigação. A partir disso, com o objetivo de dar mais visibilidade e também trazer novas oportunidades culturais e econômicas para a região, surgiu a sugestão do projeto. O girassol, além de ser uma planta ornamental e atrais visitantes pela beleza, possui grande potencial agrícola. Pode ser utilizado para produção de ração, óleo e biodiesel, representando mais uma alternativa de negócio para os produtores locais. Outro ponto positivo é que o girassol pode ser cultivado como safrinha, entre uma safra e outra, o que o torna ainda mais atrativo para o produtor rural, pois otimiza o uso da terra e diversifica a produção.”

A embaixadora do curso, Gabriela Oliveira, explica como é feito o cultivo e como a faculdade tem contribuído para sua formação. “Eu me sinto muito grata e feliz por estar em uma instituição que abre tantas oportunidades, como a Afya. Quando comecei a cursar Agronomia, minha experiência familiar era mais voltada para o cultivo de abacaxi. Mas, dentro da instituição, já tive a chance de trabalhar com girassol, algodão e soja, e de realmente aprender na prática como funciona o plantio dessas culturas.”

Sobre o plantio, Gabriela detalha o processo: “Inicialmente, ao abordar qualquer cultura, definimos a insolação e a área de plantio. A partir disso, realizamos análise do solo para determinar as necessidades de adubação. No nosso caso, identificamos a necessidade de calagem para correção, aplicando calcário e incorporando-o ao solo com o uso de uma grade, um dos implementos do setor. Em seguida, selecionamos a cultura e utilizamos a variedade Sany 66, uma variedade de safrinha com ciclo mais curto, de aproximadamente 120 dias até a maturação completa. Realizamos a adubação e o plantio, acompanhando o desenvolvimento da cultura para garantir que tudo ocorra conforme o esperado, verificando a ausência de doenças. Para controle de plantas daninhas, utilizamos herbicida. O período de floração dura em média de 20 a 30 dias.”

A acadêmica ressalta ainda que “atualmente está sendo realizado um estudo com o girassol para que ele seja usado na rotação de culturas com grandes culturas, como soja e arroz. A rotação de culturas é fundamental para quebrar o ciclo de pragas e doenças, além de melhorar a qualidade do solo. Hoje, graças à oportunidade de estar na instituição, posso participar desse tipo de estudo e vivenciar tudo isso na prática. Sem dúvida, é algo que pretendo aplicar no futuro, na minha atuação profissional.”

Gabriela conclui recomendando o curso: “Para quem deseja viver experiências como essa, com contato direto com o campo, pesquisa e aprendizado prático, recomendo o curso de Agronomia da Afya Araguaína. Tem sido transformador para mim, e acredito que pode ser para muitos outros também”. A instituição está com inscrições do vestibular abertas para diversos cursos. Interessados podem consultar informações no Instagram @afya.unitpac

Cênicas Comunicação

Governo do Tocantins reduz 21,8% de área desmatada em 2025

O governo do Tocantins reduziu 21,8% de área desmatada no período de janeiro a agosto de 2025. Os dados publicados no Boletim Mensal nº 12 do Desmatamento no Tocantins consolidado pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

Os registros somam 893km2 indicando a redução em comparação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 1.142,6km2. Do total registrado, 71,9% estava autorizado, 21,7% se categoriza como não autorizado e 6,4% foi identificado como autorizado e deslocado.

O Boletim traz ainda a distribuição do desmatamento mensal em 2024 e 2025. Em relação aos biomas, a redução no Bioma Amazônico foi de 46,3% e no Bioma Cerrado a queda foi de 21,8%.

Os cálculos consolidados pelo Cigma no Boletim nº 12 utilizam dados do sistema DETER (Avisos), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), para acompanhar e controlar as mudanças no uso do solo em todo o estado.

Cleide Veloso/Governo do Tocantins

Vivência de Choro leva música, memória e inclusão cultural à Melhor Idade em Palmas

 

Todas as sextas-feiras, Palmas se enche de sons e histórias com as oficinas do projeto Vivência Inicial de Choro para a Melhor Idade. A iniciativa oferece aulas de instrumentos musicais, com destaque para a percussão, e ainda canto coral, voltadas para pessoas idosas, promovendo encontros que unem memória afetiva, aprendizado e convivência social por meio da música.

O projeto tem como propósito levar a vivência musical para a terceira idade, valorizando a experiência de vida dos participantes e criando espaços de inclusão cultural. “O Choro carrega em suas melodias a história do Brasil e uma força de conexão que emociona gerações. Levar essa vivência para os idosos é uma forma de promover dignidade cultural, abrir espaço para que eles expressem seus talentos e, principalmente, para que se reconheçam como parte fundamental da nossa memória coletiva”, destaca o músico e responsável pela iniciativa, Iogo Landinho.

As oficinas reúnem idosos que participam do projeto de extensão Maturidade (En)Cena, da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Durante os encontros, eles aprendem técnicas instrumentais e vocais, descobrem novos ritmos e, sobretudo, compartilham experiências de vida em um ambiente acolhedor.

As vivências em canto coral são conduzidas pela professora Ane Oliveira, que destaca a importância dessa prática coletiva para o bem-estar dos participantes. “O canto em grupo desperta emoções, fortalece a memória e cria laços de amizade. Para os idosos, é uma oportunidade de resgatar músicas que marcaram épocas de suas vidas e, ao mesmo tempo, experimentar a alegria de cantar em harmonia com outras vozes”, ressalta.

Para o professor de percussão Matheus Les, a cada ensaio é possível perceber o entusiasmo e a energia renovada dos participantes. “Eles chegam curiosos, com vontade de aprender e, ao mesmo tempo, nos ensinam muito. O Choro é um gênero que fala de emoção, de encontros e de resistência. Ver os idosos se apropriando disso é um privilégio e uma inspiração para todos nós”, afirma.

O projeto terá um recital final, em que os participantes das oficinas se apresentarão junto ao grupo de Choro, reafirmando o protagonismo cultural da melhor idade e mostrando ao público o resultado das vivências musicais. No dia 03 de setembro, a abertura do projeto contou com recital apresentado pelos músicos Iogo Landinho, Mateus Les, Ayrton Ferreira e Bruno Barreto, apresentado gratuitamente na Escola de Tempo Integral Vinícius de Moraes (706 Sul).

Projeto

O projeto é uma realização do músico Iogo Landinho, patrocinado por edital de Música da Lei Aldir Blanc (PNAB), via Fundação Cultural de Palmas e Ministério da Cultura (MinC).

Ficha técnica:

Diretor Geral: Iogo Landinho

Produtor musical: Bruno Barreto

Assessoria de Imprensa: Cinthia Abreu

Cerimonialista: Geyslany Landinho

Designer gráfico: Iara Malaspina

Fotografia e Videomaker: Gabriela Marques

Intérprete de libras: Thallyta Teixeira

Técnico de som: Daniel Mangaba

Professores:

Oficina de Canto Coral: Ane Oliveira

Oficina de Percussão: Matheus Les

Músicos:

Clarineta e flauta transversal: Ayrton Ferreira

Saxofone-tenor: Bruno Barreto

Guitarra acústica: Iogo Landinho

Pandeiro: Matheus Les

Cinthia Abreu

Bombeiros Militares combatem incêndio no centro de Araguaína

Foto: Divulgação CBMTO

Na noite desta quarta-feira (10), o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) foi acionado para combater um incêndio em vegetação na Avenida Amazonas, no Setor Central de Araguaína. O fogo se concentrou em um bambuzal e chamou a atenção da população devido às labaredas altas, que preocupavam pela proximidade das chamas com residências. As equipes atuaram de forma estratégica, utilizando pontos de melhor acesso para controlar rapidamente o avanço do incêndio.

De acordo com relatos de moradores, o incêndio começou quando uma pessoa colocou fogo em folhas secas no quintal.  O Corpo de Bombeiros Militar enfatiza que esse tipo de ação é altamente perigosa, pois pequenas chamas podem se espalhar rapidamente, colocando em risco a vegetação, residências próximas e a segurança da população.

Devido à extensão da área atingida, foi necessário apoio de viatura com maior capacidade de água para realizar o rescaldo e garantir a completa eliminação do fogo. No total, oito bombeiros militares atuaram na ocorrência. Após a operação, não houve registro de vítimas nem de danos materiais, e o risco de reignição foi eliminado.

Vanessa Sabino/Governo do Tocantins

Movimento alerta para risco de enfraquecimento da pauta racial no Tocantins

O Instituto Rede Preta divulgou nesta quinta-feira, 11, uma nota pública em que manifesta preocupação diante das informações sobre a possibilidade de junção da Secretaria Estadual da Igualdade Racial a outras pastas do governo.

Segundo a instituição, a secretaria representa uma conquista histórica das populações negras e dos movimentos sociais, funcionando como espaço estratégico para o enfrentamento ao racismo e a formulação de políticas públicas voltadas à igualdade racial.

O texto ressalta que a manutenção da pasta de forma independente é fundamental para garantir a execução de projetos e ações específicas. “É imprescindível que a Secretaria Estadual da Igualdade Racial possua destinação orçamentária própria e suficiente, assegurando condições reais para implementação de programas”, destaca o documento.

Outro ponto enfatizado pelo Instituto é a necessidade de que a secretaria seja conduzida por uma liderança com experiência e compromisso com a pauta racial. Para a entidade, a condução da política pública deve estar alinhada às demandas e desafios da população negra no Tocantins.

A nota também alerta para os riscos de um possível esvaziamento institucional. “Qualquer tentativa de fusão ou esvaziamento institucional afeta diretamente o combate ao racismo estrutural e compromete avanços conquistados a duras lutas”, afirma o texto.

Por fim, o Instituto Rede Preta reforça sua posição em defesa do fortalecimento da estrutura estatal voltada à igualdade racial e garante que seguirá vigilante e mobilizado para que as políticas públicas nessa área sejam respeitadas e ampliadas.

NOTA PÚBLICA – INSTITUTO REDE PRETA

O Instituto Rede Preta manifesta profunda preocupação diante das informações divulgadas sobre a possibilidade de junção da Secretaria Estadual da Igualdade Racial.

A criação e manutenção desta Secretaria representam uma conquista histórica das populações negras, dos movimentos sociais e de toda a sociedade que acredita em um Tocantins mais justo e democrático. Trata-se de um espaço estratégico para o enfrentamento ao racismo, a formulação e execução de políticas públicas de promoção da igualdade racial e a garantia de direitos.

É imprescindível que a Secretaria Estadual da Igualdade Racial possua destinação orçamentária própria e suficiente, assegurando condições reais para implementação de programas, projetos e ações. Da mesma forma, defendemos que a pasta seja conduzida por uma liderança com afinidade, compromisso e experiência com a pauta racial, garantindo que a gestão esteja alinhada às demandas e desafios vividos pela população negra.

Qualquer tentativa de fusão ou esvaziamento institucional afeta diretamente o combate ao racismo estrutural e compromete avanços conquistados a duras lutas. O Instituto Rede Preta reforça a necessidade de fortalecimento, e não de redução, das estruturas estatais voltadas à igualdade racial.

Seguiremos vigilantes e mobilizados para que as políticas públicas raciais sejam respeitadas, ampliadas e tratadas com a seriedade que o tema exige.

Palmas – TO, 11 de setembro de 2025
Instituto Rede Preta

Governo do Tocantins divulga resultado definitivo do Edital de Remoção Interna para professores efetivos da rede estadual

Foto: Mari Rios/Governo do Tocantins

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), publicou nessa quarta-feira, 10, no Diário Oficial do Estado (DOE), o resultado definitivo do Edital de Remoção Interna para professores efetivos da Educação Básica da rede estadual. O processo seletivo, lançado no dia 13 de agosto, contou com 490 vagas para os servidores solicitarem mudança de lotação para outra unidade escolar, dentro da estrutura da pasta, de acordo com a disponibilidade de vagas e com a compatibilidade da área de atuação.

A iniciativa, que buscou dar mais mobilidade aos servidores efetivos, considerou critérios como tempo de serviço, idade e a quantidade de faltas não justificadas para a classificação dos candidatos. O próximo passo do cronograma do edital é a publicação das portarias de remoção, prevista para o dia 29 deste mês. Os professores aprovados deverão começar em suas novas unidades a partir do ano letivo de 2026.

Concurso da Educação

A próxima etapa é a publicação do Edital de Redistribuição de Vagas, com o objetivo de preencher as vagas remanescentes do Concurso da Educação de 2023. Essa ação é parte do Protocolo de Intenções, assinado em 12 de agosto entre a Seduc, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e o Ministério Público do Tocantins (MPTO), que estabelece princípios, diretrizes e prazos para a formalização de um Acordo Extrajudicial definitivo voltado à redistribuição de vagas do concurso.

Sobre o concurso

Após 14 anos sem concurso, a Educação do Tocantins voltou a realizar seleção pública em 2023, ofertando cinco mil vagas para professores regentes, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais, distribuídas por cidade e disciplina. Já foram convocados 4.394 profissionais, incluindo 1.102 candidatos excedentes, em oito chamadas realizadas dentro do planejamento da gestão escolar.

Apesar do preenchimento expressivo, algumas áreas, como Matemática, Química e Física não tiveram aprovados suficientes em determinadas localidades, deixando vagas remanescentes. Com o edital de redistribuição, que será publicado após a conclusão da remoção interna, essas vagas poderão ser realocadas, convocando candidatos excedentes aprovados no concurso de 2023, conforme a disponibilidade em cada município.

Mesmo com o concurso ainda existe a necessidade de professores contratados temporariamente para suprir a ausência de professores que estão em licenças médicas ou que ocupam cargos de gestão, por exemplo. Esses contratos garantem que não haja prejuízo às aulas e que os estudantes tenham acompanhamento pedagógico contínuo.

Seduc/Governo do Tocantins

Defesa de Wanderlei Barbosa anuncia recursos após ministro do STF não reconhecer habeas corpus

Governador Wanderlei Barbosa sanciona Lei nº 4.416, que autoriza a doação de terreno para construção do Hospital Municipal de Palmas - Adilvan Nogueira/Governo do Tocantins

Em decisão proferida nesta quarta-feira (10), o ministro Edson Fachin, relator da Operação Fames-19 no Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento a um habeas corpus que pedia a reinstalação de Wanderlei Barbosa (Republicanos) no cargo de governador do Tocantins. Com a decisão, a medida que afasta o chefe do Executivo estadual permanece válida enquanto o processo tramita sob segredo de Justiça.

Após a decisão, a defesa de Wanderlei Barbosa divulgou nota à imprensa destacando que não comentará processos em andamento, mas garantiu que todas as medidas jurídicas cabíveis serão adotadas.

O texto reitera que as acusações apresentadas contra o governador não correspondem à realidade dos fatos e reforça a confiança no devido processo legal. A defesa ainda enfatiza que a apuração correta permitirá a comprovação da inocência do governador e, consequentemente, sua recondução ao cargo.

Com a decisão de Fachin, Barbosa segue afastado, enquanto o governo do Estado permanece sob gestão interina de Laurez . A defesa, por sua vez, aposta em recursos para tentar reverter o quadro e recolocar o republicano à frente do Palácio Araguaia.

Nota à Imprensa

A defesa técnica do Governador Wanderlei Barbosa esclarece que não comenta processos em curso, especialmente aqueles que tramitam em segredo de justiça.

Eventuais decisões contrárias aos interesses do Governador serão objeto dos recursos cabíveis.

Reitera-se, contudo, que as acusações apresentadas contra o Governador não correspondem à realidade dos fatos.

A defesa confia que o tempo e o devido processo legal permitirão uma apuração correta e imparcial, assegurando o pleno exercício do direito de defesa e a atuação harmônica das instituições, em conformidade com os princípios do Estado Democrático de Direito.

Com fé inabalável na Justiça, a defesa reafirma sua convicção de que, em breve, o Governador Wanderlei Barbosa será reconduzido ao cargo que lhe foi legitimamente conferido pelo povo tocantinense.

Brasília, 10 de setembro de 2025

Eduardo Gomes e o desafio da sobrevivência política caso Wanderlei não volte ao cargo

O cenário político do Tocantins começa a desenhar um futuro complicado para o senador Eduardo Gomes (PL), que se vê cada vez mais à beira de um princípio de desgaste — ou, como alguns analistas definem, “à beira de ficar sem mandato”.

De acordo com análise do jornalista político Oliveira, a permanência do governador em exercício Laurez Moreira (PSD) no comando do Estado pode ser um divisor de águas. Isso porque, se Wanderlei Barbosa não retornar em breve ao Palácio Araguaia, Eduardo terá mais dificuldades para se manter competitivo na próxima eleição.

Historicamente, Wanderlei sempre nutriu simpatia por Gomes e não esconderia esforços para tentar garantir sua reeleição. O problema é que o próprio senador, em movimentos recentes, fechou apoio à senadora Dorinha (União Brasil) como pré-candidata ao governo em 2026 — informação confirmada por veículos de imprensa tocantinenses nesta semana. Esse alinhamento pode ter criado fissuras na sua base de sustentação.

Mesmo que Wanderlei retorne, dificilmente deve impor obstáculos diretos à candidatura de Gomes, mas tampouco se empenharia com o mesmo vigor em fortalecê-lo. Já em um cenário onde Laurez continue como governador, as coisas ficam ainda mais difíceis. O gestor interino deve apoiar nomes como Irajá Abreu, Vicentinho Júnior ou Ronaldo Dimas, todos com pretensões claras de ocupar espaço na majoritária.

Além disso, pesa sobre Gomes um fator nacional: o ex-presidente Jair Bolsonaro, sua principal referência política, enfrenta a possibilidade concreta de prisão. Sem o capital político do bolsonarismo para potencializar sua campanha, e com Dorinha não despontando como candidata competitiva ao governo, o senador pode se ver em um labirinto eleitoral sem saídas fáceis.

Nesse cenário, Eduardo Gomes corre o risco de enfrentar sua eleição mais difícil. O futuro do senador dependerá, em grande parte, não apenas das decisões em Brasília, mas também da instabilidade no próprio Tocantins.

Por: Geovane Oliveira

Últimas notícias