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Decisão atende pedido do MPE e suspende os efeitos de decreto que aumentou o valor do IPTU em Arraias

O Poder Judiciário acatou os argumentos do Ministério Público Estadual (MPE) e proferiu decisão interlocutória determinando a suspensão dos efeitos do Decreto n° 241/2015, do Município de Arraias, que resultou no aumento do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

O MPE ainda aguarda decisão do mérito da Ação Civil Pública para que seja concedida, também, a restituição, aos contribuintes, dos valores de IPTU pagos com base no referido decreto.

O Promotor de Justiça João Neumann Marinho da Nóbrega relata que o Poder Executivo chegou a apresentar, em junho de 2015, projeto de lei que fixava a Planta de Valores Genéricos e majorava o valor do IPTU. O referido projeto foi rejeitado pela Câmara Municipal em dezembro. Inconformado com a decisão dos vereadores, o prefeito editou, no mesmo mês, o Decreto n° 241, atualizando a Planta de Valores Genéricos e o custo do IPTU. Nisso, o gestor desrespeitou a Constituição Federal e o Código Tributário Municipal, aponta o MPE.

Ocorre ainda que o decreto municipal resultou em aumento excessivo no valor do IPTU, chegando a ser superada a taxa de 6.000% em alguns casos, fato que também é questionado pelo Ministério Público Estadual.

Quanto a esse ponto, o Promotor de Justiça João Neumann Marinho da Nóbrega cita como base legal jurisprudência do Supremo Tribunal Federal do ano de 2013, a qual estabelece que a atualização do valor do IPTU deve observar os índices oficiais de correção monetária.

A decisão é do Juiz de Direito Eduardo Barbosa Fernandes, da 1ª Vara Cível de Arraias.

João Lino Cavalcante

Revisão em concessão de benefícios vai racionalizar recursos públicos, diz Temer

O presidente interino Michel Temer disse hoje (8) que o pente-fino anunciado pelo governo em benefícios previdenciários e assistenciais pode acarretar que o trabalhador que hoje recebe auxílio-doença ou está aposentado por invalidez que não está incapaz passe a trabalhar por meio-período. Segundo ele, a revisão de concessões dos benefícios vai racionalizar recursos públicos.

Ao participar de um evento na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente interino voltou a lembrar que terá de tomar medidas impopulares a partir de um certo momento.

“É preciso estabelecer, como estabelecendo estamos, alguns aprimoramentos da gestão pública. Dou exemplos singelos aos senhores porque um dia eu disse: ‘Em um dado momento, vamos precisar de medidas que podem não agradar no primeiro momento’. Eu digo no primeiro momento, porque subsequentemente as medidas tomadas irão agradar toda comunidade brasileira”, afirmou.

Nessa quinta-feira (7), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou a estimativa do governo de fechar o ano de 2017 com um déficit primário de R$ 139 bilhões, e não descartou o aumento de impostos. De acordo com a equipe econômica, a questão será definida até o fim de agosto.

A uma plateia de 100 empresários do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação, Temer elogiou a sugestão do presidente da CNI, Robson Andrade, sobre as mudanças anunciadas ontem pelo Palácio do Planalto.

“Ainda agora o Robson me propunha: ‘Olha, nesse projeto aí poderia pensar-se no seguinte: alguma fórmula pela qual perícia médica  pudesse dizer que, já que ele está com problema, alguém está com problema, ele trabalharia apenas meio-dia’. E ele me deu um exemplo claríssimo: se ele está com depressão, se ele ficar em casa é capaz de ficar mais deprimido. Então, quem sabe, em certos momentos, você pode usar essa fórmula”.

Mudanças com força de lei

O Diário Oficial da União publicou hoje a medida provisória que fixa o prazo máximo de 120 dias para cessação do auxílio-doença aos beneficiários que não têm data-limite fixada pela Previdência Social. A proposta determina a revisão dos benefícios de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, inclusive os concedidos judicialmente, com o objetivo de economizarmais de R$ 7 bilhões por ano.

De acordo com o texto da MP, os aposentados por invalidez e trabalhadores afastados por motivos de doença que continuam recebendo salários poderão ser convocados a qualquer momento para avaliação de suas capacidades de trabalho. Ao anunciar as mudanças, os técnicos do governo federal explicaram que a medida não gera a necessidade de os segurados telefonarem imediatamente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para agendar perícia médica.

Para isso, a medida provisória criou uma gratificação por dois anos para os médicos peritos do INSS que promoverem perícia além da capacidade normal em beneficiados cuja revisão não ocorre há mais de dois anos. O bônus, que começará a ser concedido em setembro, valerá pelo período de dois anos. A intenção do governo é gerar 100 mil novas perícias mensalmente.

Embora precise ser aprovada no Congresso Nacional, a medida provisória tem força de lei e já começa a valer a partir de hoje.

Edição: Armando Cardoso
Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

Oposição pede ajuda do Vaticano para mediar diálogo na Venezuela

A oposição da Venezuela pediu ajuda ao Vaticano nesta sexta-feira (8) para mediar o diálogo com o governo de Nicolás Maduro.
 “Entendemos que é fundamental a participação de um representante da Santa Sé e/ou a implicação de mais ex-presidentes”, disse a coligação opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), em comunicado, referindo-se ao grupo internacional de mediação da crise venezuelana liderado pelo ex-premier espanhol José Luis Zapatero.

Em abril, o papa Francisco enviou uma carta a Maduro comentando a grave crise política, energética e econômica da Venezuela. Faltam alimentos e remédios em muitas regiões, e teme-se que o clima de acirramento político leve à explosão da violência no país.

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Eleitos novos membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa

Mauro Carlesse e Luana Ribeiro foram eleitos para a presidência e vice-presidência, respectivamente.

Foto: Koró Rocha

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta sexta-feira, 8, o deputado Mauro Carlesse (PHS) foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins com 17 votos. A eleição escolheu os novos membros da Mesa Diretora que vai comandar os trabalhos da 8ª Legislatura no biênio 2017-2019.

A deputada Luana Ribeiro (PDT) foi eleita 1ª vice-presidente, o deputado Toinho Andrade (PSD) será o 2º vice e o deputado Jorge Frederico (PSC) ocupará a 1º Secretaria. Os parlamentares Nilton Franco (PMDB), Cleiton Cardoso (PSL) e Zé Roberto (PT), foram eleitos respectivamente para os cargos de 2º, 3º e 4º secretários, e também compuseram a chapa vitoriosa.

Os deputados Osires Damaso (PSC), atual presidente do Parlamento, Valdemar Júnior (PMDB), Rocha Miranda (PMDB), Vilmar de Oliveira (SD), Elenil da Penha (PMDB), Paulo Mourão (PT) e Amélio Cayres (SD) fizeram parte da chapa concorrente e vão permanecer em seus cargos até a data da posse dos novos membros da Mesa Diretora, a ocorrer em 1º de fevereiro de 2017.

Após reunião, líderes antecipam para terça eleição para presidente da Câmara

Em uma reunião tumultuada, líderes partidários anteciparam a eleição para presidência da Câmara dos Deputados para terça-feira (12). A decisão contraria despacho do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que havia marcado sessão extraordinária para quinta-feira (14).

Durante a reunião foi anunciado o cancelamento da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de segunda-feira (11) e sua transferência para terça, no mesmo horário da sessão para escolha do novo presidente da Casa.

Em razão disso, líderes do PT, PSDB, PSB, DEM, PDT e Rede se posicionaram contrários à escolha da data. Houve votação e por 280 votos a 134 venceu a maioria formada pelos líderes do chamado Centrão.

A reunião foi presidida pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), aliado de Cunha e líder do bloco que inclui PSC e PP, da base aliada do presidente interino Michel Temer. “A pauta aqui não é CCJ, mas a eleição da Casa”, disse.

Chacelaram a decisão os líderes do PMDB, PEN, PROS, PR, PRB, PV, PHS, SD, PTN, PTdoB e PSL. Com a decisão, os candidatos à presidência terão até as 12h de terça para registrar as candidaturas. A sessão de votação foi marcada para 13h59.

Brasília - A votação do Marco Civil da Internet (PL 2.126/11) ficou para a próxima semana. Hoje (12) o relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), fez a leitura do relatório (José Cruz/Agência Brasil)
Alessandro Molon anunciou recurso contra a decisão do colégio de líderesArquivo/José Cruz/Agência Brasil

Manobra

Para os deputados, a decisão de realizar a sessão na terça-feira reforça a tese de que houve manobra com o governo em torno do processo de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na reunião de líderes, o líder do PROS e ralator do recurso de Cunha na CCJ, Ronaldo Fonseca (DF), anunciou que Cunha aditou o recurso em trâmite na comissão.

“Desmarcaram a sessão de segunda da CCJ e jogaram para a terça. Agora querem marcar a decisão aqui para terça no mesmo horário da CCJ. Também anunciaram que houve um aditamento do recurso dele [ Cunha] e que isso vai jogar o resultado [do processo de cassação] mais para frente. Logicamente que isso tudo é um jogo combinado”, disse o líder da Rede, Alessandro Molon (RJ).

Molon informou que os deputados vão recorrer da decisão do colégio de líderes. “Isso é uma vergonha e vamos sair dessa reunião.” Ele também afirmou que vão buscar assinaturas para realizar uma reunião extraordinária da CCJ na segunda-feira.

“Estamos apresentando um requerimento para convocar extraordinariamente a CCJ às 16h de segunda, de modo a votar o parecer do deputado Ronaldo Fonseca. Nos recusamos a participar dessa manobra, que é antirregimetnal e sequer poderia estar acontecendo”, concluiu.

Edição: Armando Cardoso
Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Governo estima déficit primário de R$ 139 bilhões em 2017

O déficit primário para o próximo ano está em R$ 139 bilhões, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, para chegar ao valor, a equipe econômica terá não apenas de cortar despesas, mas obter receitas adicionais por meio de concessões, venda de ativos, outorgas de campos de petróleo e possíveis aumentos de tributos.

Além do déficit de R$ 139 bilhões para a União, a equipe econômica estabeleceu meta de déficit de R$ 3 bilhões para as estatais e de R$ 1,1 bilhão para estados e municípios. Se foram levados em consideração os três entes, a meta de resultado negativo sobe para R$ 143,1 bilhões.

“Temos de enfrentar aumentos constantes das despesas federais há duas décadas. Tivemos de considerar esforço principalmente focado nas despesas e na geração de receitas adicionais”, disse Meirelles. De acordo com o ministro, sem receitas adicionais no próximo ano, o déficit ficaria em R$ 194 bilhões, considerando que as despesas obrigatórias seguirão a tendência de crescimento dos últimos anos.

O déficit primário é o resultado negativo nas contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública. O novo valor será incluído, por meio de emenda, ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, enviado ao Congresso Nacional em abril.

O projeto original da LDO previa, para 2017, meta fiscal zero para o Governo Central e superávit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) para estados e municípios. No entanto, mecanismos de abatimento da meta permitiriam que a União registrasse déficit de até R$ 65 bilhões.

A alteração da meta fiscal tem sido usada pelo governo nos últimos anos. Para este ano, o Orçamento originalmente previa uma meta de superávit primário de R$ 30,5 bilhões. Por causa da queda das receitas decorrente da recessão econômica, a meta foi atualizada para um déficit de R$ 170,5 bilhões, aprovada pelo Congresso Nacional no fim de maio.

Com a definição da meta para o próximo ano, o país terá o quarto ano seguido de déficit primário nas contas públicas. Em 2014, União, estados, municípios e estatais registraram rombo de R$ 32,5 bilhões. Em 2015, o resultado negativo subiu para R$ 111,2 bilhões.

Edição: Carolina Pimentel
Wellton Máximo e Paulo Victor Chagas – Repórteres da Agência Brasil

Pré-candidato a prefeito Júnior Marzola diz que terceirizações em Araguaína é sinal de incompetência da administração

 Com as proximidades do período de campanha, os nomes da corrida para prefeitura de Araguaína vão se firmando. Em entrevista ao AN nesta segunda-feira (4), o pecuarista Júnior Marzola, que anunciou pré-candidatura ainda em janeiro pelo DEM, disse que o partido está pronto para apresentá-lo nessa pré-campanha. Marzola criticou as terceirizações da atual gestão e defendeu  “fazer mais com menos”, reestruturando a prefeitura.

Escolha do partido

O DEM apoiou prefeito Dimas na campanha eleitoral de 2012. De acordo com Marzola, o partido vinha avaliando o posicionamento da gestão municipal desde o ano passado, se os compromissos assumidos na campanha estavam sendo cumpridos. E “chegou a conclusão de que não queria a recondução do candidato que havia apoiado na última eleição”.

Marzola contou que a escolha de seu nome se deu por meio de avalição dos membros do partido, que buscava candidato com perfil executivo, administrativo e com experiência. E assim chegou ao seu nome.  Defendeu ser este perfil ideal de um candidato para enfrentar Dimas na disputa eleitoral 2016.

Terceirizações

Conforme o pecuarista, o partido preza pela capacitação de servidores para prestar melhor serviço à população, com metas e renumeração adequada.  “Em função disso, nós somos contra as terceirizações, por exemplo, na folha de pagamento. Aqui temos terceirização na folha de pagamento, corte da grama, no Hospital Municipal”. Criticou.

Como que nós pegamos um serviço que era pra ser do funcionário, passamos pra um terceiro. O outro [terceirizado] paga impostos para o governo municipal, estadual e federal. Tem lucro. Registra os funcionários na folha de pagamento deles. E vai querer dizer que não onera pra prefeitura? Quer dizer, está admitindo a incompetência da administração”. Alfinetou. Segundo ele, é preciso fazer um estudo para saber a real necessidade de servidores dentro de cada secretaria.

Impostos

Marzola também criticou a forma como foi feito aumento de impostos como IPTU e os locais onde foram instalados os radares.  Defendeu a colocação deles próximos a escolas e hospitais, para limitar a velocidade no trânsito.  Ainda criticou os ‘altos’ alugueis pagos pela gestão Dimas para abrigar secretarias e o próprio gabinete do prefeito.

E alfinetou.  “Gerir uma cidade aumentando IPTU, gerando fábrica de multa, você não tem que ser bom gestor porque não diminuiu nada. Precisamos de um prefeito que seja gestor. Nós não acreditamos em aumento de impostos, nós acreditamos na desoneração de impostos” afirmou.

Propostas

Sem citar propostas como pré-candidato, devido ao momento, Marzola defendeu a criação de uma Guarda Municipal para auxiliar na segurança. Por enquanto, ele disse que só tem a discutir os pontos e as diretrizes do partido e só depois irá falar de propostas como candidato.

Marzola ressaltou que o processo político mudou com a mini-reforma, criando o tempo da pré-candidatura ‒que não existia antes‒ e que a pré-campanha serve para o debate político entre os partidos.

“Nós temos que rediscutir isso e chamar a todos para participar dessa discussão, porque isso vai influenciar diretamente as pessoas nos próximos 4 anos” finalizou.

Perfil

Ângelo Crema Marzola Júnior é natural de Uberaba no Triângulo Mineiro, mora em Araguaína desde fevereiro de 1984, onde trabalha como pecuarista. Já foi Presidente do Sindicato Rural de Araguaína, Presidente da FAET/SENAR, SEBRAE, ocupou vaga de Deputado Federal e foi Secretário de Agricultura e Pecuária na gestão do ex-­governador Sandoval Cardoso.

Ramila Macedo/Araguaína Notícias

Câmara rejeita urgência do governo para renegociação da dívida dos estados

Por uma diferença de apenas quatro votos, fracassou a tentativa do governo interino do presidente Michel Temer de aprovar hoje (6) a urgência para o projeto de lei (PLP 257) que trata da renegociação das dívidas dos estado e do Distrito Federal. A urgência precisava de 257 votos para ser aprovada, mas obteve 253.

A urgência do projeto era considerada primordial pelo governo, que negociava sua aprovação desde o início da semana. A intenção era tentar votar o mérito da matéria logo em seguida. Para tanto, o governo chegou a retirar nesta quarta-feira a urgência constitucional de cinco projetos encaminhados pela presidenta afastada Dilma Rousseff, entre eles três do chamado pacote de combate à corrupção, que trancavam a pauta.

Pela proposta acertada com o governo, os estados conseguiram alongar a dívida em 20 anos, reduzindo o valor das parcelas. Os estados e o Distrito Federal terão carência de seis meses nas parcelas até dezembro.

Brasília Deputado Afonso Florence vai à Procuradoria-Geral da República para protocolar o pedido de recondução ao cargo do presidente da EBC (José Cruz/Agência Brasil)
Para Afonso Florence, não haverá acordo sem a retirada dos artigos que prejudicam servidoresArquivo/José Cruz/Agência Brasil

A partir de janeiro, as prestações terão descontos, que serão progressivamente reduzidos até julho de 2018. O governo colocou condições para aceitar a renegociação, entre elas a reforma os regimes jurídicos dos servidores.

Na tentativa de avançar, o governo chegou a promover uma reunião de líderes da oposição com o relator da proposta, deputado Esperidião Amim (PP-SC), para tentar chegar a um acerto sobre pontos divergentes, mas não houve acordo.

O principal ponto de controvérsia trata da contrapartida exigida dos estados para adesão ao novo refinanciamento, o que, para a oposição, geraria a possibilidade de retirada de direitos dos servidores em questões previdenciárias e estatutárias.

“Se não forem retirados os artigos que prejudicam os servidores, não haverá acordo para votação”, afirmou o líder do PT, Afonso Florence (BA)

Líder da minoria, a deputada Jandira Feghali (PcdoB-RJ) acusou o governo de tentar inserir no projeto de lei pontos que tramitam na proposta de emenda à Constituição (PEC 241/16), que limita os gastos públicos.

“As contrapartidas postas aos estados são absolutamente inaceitáveis. Você passa a régua de forma homogênea sobre todos os estados, impede a relação autônoma dos governadores sobre seus trabalhadores e ainda estabelece o que está na PEC 241, já botando na Lei, sem passar pelo quórum qualificado que uma PEC exige, o teto dos gastos pela inflação. Isso é o fim de políticas públicas de saúde e educação nos estados”, acrescentou Jandira.

Brasília - Entrevista do líder do Governo na Câmara dos Deputados, André Moura (Wilson Dias/Agência Brasil)
Para André Moura,  a dúvida de alguns deputados contribuiu com a derrotaWilson Dias/Agência Brasil

Nova rodada de negociação com deputados contrários ao texto e o relator deve ocorrer na terça-feira (12).

A medida também foi criticada por integrantes da oposição e da base aliada. O deputado Daniel Vilela (PMDB-GO) afirmou que a medida serviria apenas para facilitar a vida dos atuais governantes. “Esse projeto, na verdade, não salva os estados, mas apenas os governadores atuais. Essa dívida ficará para o futuro, porque alguém vai pagar.”

Os deputados também criticaram a falta de acesso às mudanças promovidas por Amim e que prejudicariam os servidores estaduais. “Quero discutir o pré-texto e isso não pode acontecer só depois de votar a urgência”, informou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).

“Não dá para aceitar propor o aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%”. Isso só prejudica os servidores. É a falência do serviço público estadual”, disse Faria de Sá.

Líder do governo, André Moura (PSC-SE) minimizou a derrota. Segundo ele, alguns deputados estavam em dúvida com relação ao texto e, por isso, votaram contra a urgência. “Alguns governadores do Nordeste acham que o projeto não atende ao que eles querem e alguns parlamentares que acompanham os governadores votaram contra”, acrescentou Moura.

Moura adiantou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deve se reunir com os governadores do Nordeste amanhã (7) para tentar encontrar uma solução para o problema. Somente após a reuniao é que o governo vai decidir se tenta votar a urgência novamente na próxima semana ou se vai aguardar o retorno do recesso parlamentar.

Edição: Armando Cardoso

Governador Marcelo Miranda defende integração de poderes na fomentação do turismo tocantinense

“A indústria do turismo ganha mais um reforço com a implantação do Conselho Empresarial de Turismo [Cetur]”.  A afirmação foi feita pelo governador Marcelo Miranda, durante a solenidade de posse dos conselheiros da entidade na noite dessa quarta-feira, 6. Instituído pela  Fecomércio do Tocantins no mês de abril, a instituição objetiva contribuir com  soluções para os gargalos  do setor de Turismo propondo novas ações.

Para o governador,  o trabalho integrado entre o setor público e privado fortalecerão o segmento, uma vez que constitui uma alternativa para fomentar empreendimentos e atividades relacionadas ao turismo. “Esse Conselho já nasce forte, pela sua representatividade e pela disposição do poder público de cooperar, e de contribuir, com as demandas dos novos parceiros. Juntos, conselho empresarial e demais governanças de instâncias públicas, agregaremos mais eficácia e eficiência aos nossos propósitos”, disse ao oficializar convite para que o Cetur passe a integrar o Fórum Estadual de Turismo.

“O Tocantins tem uma gama de oportunidades que podem favorecer a atividade turística.  Podemos traçar novos horizontes conjuntamente”, disse ao enfatizar  a vocação natural do Tocantins para o ecoturismo, o que  movimenta um ciclo virtuoso: a geração de mais emprego e renda.

De acordo com o  vice-presidente da Cetur e presidente da Abrasel, José Ernesto Betell, falando em nome dos empossados, o conselho conta com um plano de ação que engloba cinco pontos principais. “Vamos criar um Calendário Turístico; preparar a Captação de Eventos; realizar Capacitações e aperfeiçoamento profissional; trabalhar a questão da Infraestrutura; e a Interlocução com o poder público”, explicou.

Conselho

De acordo o presidente da Fecomércio,  Itelvino Pisoni a Cetur é um órgão que tem caráter consultivo e propositivo. Ele é composto por representantes de entidades que estão ligadas a toda rede que envolve o setor de turismo. “O objetivo deste conselho é fomentar o setor no Estado, por meio de ações e projetos desenvolvidos em conjunto por todas as esferas, pública e privada”, explicou.

A diretoria do Cetur é composta pelo presidente eleito, Itelvino Pisoni (Fecomércio), pelo vice-presidente, José Ernesto Betelli (Abrasel), pelo coordenador técnico, Antônio Malan (Abbtur) e pela secretária executiva, Otávia Sotero (Fecomércio). São membros efetivos do conselho as seguintes instituições: Fecomércio, Sindhorbs, Abav, Abih, Abrasel, Sesc, Senac, Instituto Fecomércio, Fieto, Sebrae, Palmas Conventions & Visitors Bureau, Abla, Abrajet, Abbtur, ATTR e Ajee.

Já o conselho consultivo é formado por: Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal, Naturatins, Universidade Federal do Tocantins, Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura, Aprotur, Unitins, Agência Municipal de Turismo (Agtur) e Fundação Cultural.

Defesa de Lula questiona imparcialidade do juiz Sérgio Moro

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou hoje (5) dois pedidos para tirar o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, da condução dos processos que envolvem o petista. Em um dos pedidos, os advogados querem que Moro reconheça impedimento para julgar processos que envolvem Lula. Em outra ação, a defesa apresentou um questionamento ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Moro ter usurpado competência da Corte ao autorizar escutas de autoridades com foro privilegiado.

Segundo os advogados, o juiz não é parcial ao julgar os processos ligados ao ex-presidente. Entre os aspectos considerados arbitrários pela defesa, estão a condução coercitiva de Lula para prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em março, “mesmo não tendo ele [Lula] se recusado a atender a qualquer intimação anterior” e a divulgação de conversas interceptadas de Lula e de seus familiares.

Para a defesa, “o prejulgamento realizado por Moro é indevido e incompatível com a realidade dos fatos” e a “figura do juiz acusador é a antítese do juiz imparcial”. Em nota, os advogados citam que Moro fez juízo de valor em relação ao Sítio Santa Bárbara, situado no município de Atibaia (SP), antes de analisar provas ou de ouvir a defesa, afirmando que “é a família do ex-presidente quem tem o poder de disposição sobre o sítio de Atibaia e não Fernando Bittar, o formal proprietário, sugerindo tratar-se de pessoa interposta”.

Os advogados ressaltam ainda que Lula “não teme ser investigado nem julgado por qualquer juiz: quer justiça e um julgamento imparcial, simplesmente”, e que este não é um direito exclusivo do ex-presidente, mas de todo cidadão. “A defesa de Lula age em defesa do Estado Democrático de Direito e dos valores a ele inerentes, como o direito ao juiz natural e imparcial e à presunção de inocência”, argumenta a defesa.

Investigação

O ex-presidente é investigado sobre supostas irregularidades na compra de cota de um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e em benfeitorias em um sítio frequentado por sua família em Atibaia (SP).

Em nota, o juiz Sérgio Moro afirmou que só se manifestará sobre o pedido de suspeição nos autos do processo.

Edição: Luana Lourenço
Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

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