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Deputado Célio Moura e MPF tentam barrar ordem de despejo de famílias em Babaçulândia

O Deputado Federal Célio Moura (PT-TO), está trabalhado em ritmo acelerado em busca de   soluções para os problemas afligem a população de Tocantins como é o exemplo das famílias que podem ser despejadas em Babaçulândia.

Na última sexta-feira, 21, o parlamentar junto ao com o MPF e representantes da comunidade do município trataram sobre as ameaças despejo de mais de 300 famílias em áreas próximas do reservatório, localizado no Acampamento Uirapuru; Dom Bosco e Ilha Verde, nos municípios de Babaçulândia e Filadélfia.

As famílias residem no local há mais de 7 anos, porém o Consórcio da Hidrelétrica do Estreito, CESTE, se nega a indenizá-las. Estas famílias moram e produzem alimentos que abastecem as feiras dos dois municípios

O Deputado entrou com uma ação na justiça para tentar solucionar o entrave entre os moradores e o Consórcio. Ele entende que as famílias jamais poderiam ser tratadas com tamanho desrespeito e até descaso pelo Consórcio . O MPF se posicionou a favor da ação.

Por: Geovane Oliveira 

Pastor morre durante culto no interior do Tocantins

Por G1 Tocantins

PRESIDENTE DO SENADO OCULTOU IMÓVEIS DA JUSTIÇA ELEITORAL

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), escondeu da Justiça Eleitoral a posse de imóveis durante quase toda a sua carreira política, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Levantamento de escrituras e registros no único cartório de imóveis e nos três cartórios de notas da cidade de Macapá mostrou uma grande diferença daquele declarado pelo político ao longo de sua vida. O artigo 350 do Código Eleitoral define como crime omitir bens em declarações para fins eleitorais. A pena é de até cinco anos de prisão e multa.

A reportagem relembra que “Davi, 41, conquistou o comando do Senado no último dia 2 ao derrotar Renan Calheiros (MDB-AL), alcançando projeção política inédita em sua carreira. O amapaense já disputou sete eleições, tendo sido vereador (2001-2002) e deputado federal (2003-2014) antes de virar senador, em 2015. O agora presidente do Senado é membro de uma família com patrimônio elevado no Amapá, possuidora de mais de uma centena de imóveis, postos de gasolina, empresas e retransmissoras de TV, entre outros. Desde 2002, Davi vem informando aos seus eleitores ter poucos bens, às vezes nenhum.”

A matéria informa que “em 2002, 2010 e 2012, por exemplo, declarou não ter nem um centavo de patrimônio. No ano passado, quando disputou e perdeu o governo do Amapá, afirmou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil —uma casa de R$ 585 mil, além de depósitos e aplicações bancárias. Os registros cartoriais em Macapá, no entanto, mostram que desde o final dos anos 90 até pelo menos 2016 há registros de aquisições imobiliárias feitas pelo senador no centro e em condomínios residenciais da cidade.”

Brasil 247 

Cheques de Flávio Bolsonaro eram assinados por irmã de milicianos, diz revista

Irmã de dois milicianos presos pelas autoridades do Rio de Janeiro, Valdenice de Oliveira Meliga tinha uma procuração do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, para pagar despesas de campanha, segundo informações publicadas pela revista IstoÉ.

De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira, Valdenice é irmã de Alan e Alex Rodrigues Oliveira, detidos em uma operação intitulada Quarto Elemento, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

A IstoÉ obteve dois cheques – um de R$ 3,5 mil e outro no valor de R$ 5 mil – assinados por Valdenice, que possuía uma procuração de Flávio Bolsonaro para participar do “laranjal” do PSL, partido do senador e do presidente da República, no estado do Rio de Janeiro – já há denúncias de esquemas em Minas Gerais e Pernambuco.

A reportagem aponta que Valdenice seria o elo da conexão de Flávio Bolsonaro com as milícias fluminenses, suspeita que já paira por homenagens prestadas pelo hoje senador quando era deputado estadual do Rio a policiais e ex-policiais, hoje investigados ou presos por serem identificados como milicianos.

A revista expôs que o cheque de R$ 5 mil assinado por ela foi direcionado à empresa Alê Soluções e Eventos Ltda., que pertence a Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira. Esta, por sua vez, era funcionária do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), com um salário de R$ 5,1 mil, e durante a campanha foi tesoureira do PSL.

A firma de Alessandra comandou a contabilidade de 42 campanhas eleitorais do PSL no Rio (20% do total). O fato mais alarmante levantado pela revista é que, assim, a mesma pessoa responsável por distribuir os recursos do PSL no Rio recebia parte dos recursos de volta, por meio da conta de sua empresa.

Outro nome que aparece ligado ao senador é o do advogado Gustavo Botto, que administrava as contas dele e que atuou ao lado de Alessandra durante as eleições de 2018. Candidatas ouvidas pela IstoÉ informaram que só tiveram gastos com as empresas de Alessandra e Botto durante a campanha.

Procurado pela revista, Flávio Bolsonaro não se pronunciou. O caso é apenas mais um que envolve o nome do parlamentar, que também é investigado pela Justiça do Rio no caso envolvendo o assessor Fabrício Queiroz, e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suas movimentações de compra e venda de imóveis no Rio.

br.sputniknews.com

Mesmo com sanções, EUA importam 5 vezes mais petróleo da Venezuela em 2019

As compras de petróleo venezuelano pelas empresas norte-americanas de energia registraram um crescimento semanal de cinco vezes a partir de meados de fevereiro, quase atingindo o nível de pré-sanções, segundo os últimos dados publicados pela Agência Internacional de Energia (AIE).

De acordo com a agência com sede em Paris, as importações de petróleo bruto da Venezuela para os EUA somaram 558.000 barris por dia durante a semana até 15 de fevereiro, em comparação com 117.000 barris por dia na semana anterior.

A partir de 25 de janeiro, poucos dias antes de as sanções dos EUA entrarem em vigor, empresas americanas importaram 587 mil barris por dia.

Washington impôs penalidades econômicas contra a gigante petrolífera estatal venezuelana PDVSA, congelando US$ 7 bilhões dos ativos da empresa. As sanções também bloqueiam pagamentos a contas da PDVSA com compradores do petróleo da Venezuela direcionados a depositar todas as transações em uma conta separada, à qual a empresa não tem acesso.

O Tesouro dos EUA concedeu permissões temporárias para a compra de petróleo bruto venezuelano a empresas estrangeiras até que os atuais acordos sejam vencidos, e as empresas encontram novos fornecedores com o prazo estabelecido pela Casa Branca para expirar em 28 de abril.

As últimas sanções também proíbem as vendas de nafta dos EUA para o país caribenho. A nafta é uma mistura, produzida a partir de condensados de gás natural ou destilados de petróleo, que é usada para diluir o petróleo grosso e pesado para fazê-lo fluir.

As multas dos EUA forçaram Caracas a comprar nafta, assim como gasolina e diesel, da petroleira estatal russa Rosneft, do conglomerado indiano Reliance Industries, bem como dos traders de commodities holandeses Vitol e Trafigura, segundo dados da Agência Reuters.

Washington e Caracas estão envolvidos em uma longa disputa diplomática há anos. Em janeiro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou uma ruptura das relações diplomáticas com os EUA depois que o presidente Donald Trump reconheceu o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como presidente interino do país.

br.sputniknews.com

MPF promove acordo para regularizar situação de ex-alunos de faculdade em Dianópolis (TO)

Alunos da Fades foram prejudicados por leis municipais, que repassaram a gestão da Faculdade da administração pública para a iniciativa privada

A Justiça Federal homologou o acordo firmado entre o Ministério Público Federal, a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e a Prefeitura de Dianópolis que possibilita a expedição de diplomas e certificados dos egressos prejudicados da Faculdade para o Desenvolvimento do Sudeste do Tocantins (Fades). Mais de 100 acadêmicos dos cursos de Administração, Tecnologia em Gestão Ambiental e Tecnologia em Gestão de Agronegócios foram prejudicados por leis municipais, que repassaram a gestão da Faculdade, localizada em Dianópolis, da administração pública para a iniciativa privada.

No acordo, ficou previsto que a Unitins promoverá ato solene de colação de grau e expedição de diplomas dos egressos da Fades que fizerem a solicitação individualmente pelo sistema i-protocolo da Universidade, a partir de 6 de abril. Também serão oferecidas, de forma presencial ou a distância, aulas a quatro alunos com pendências em disciplinas.

Outros alunos da Fades que não constem no relatório técnico apresentado na ação civil pública que possibilitou o acordo e que estejam sob as mesmas condições que os demais, ou que tenham integralizado até 90% dos créditos do respectivo curso, também podem pedir a expedição do diploma ou certificado pela Unitins, que analisará individualmente cada caso.

 

Íntegra do acordo

Cronograma de regularização

Reforma da Previdência: o que muda na vida dos trabalhadores?

Luis Macedo / Agência Brasil

Considerado como tema prioritário do governo neste início de 2019, o projeto da reforma da Previdência foi apresentado ao Congresso nesta semana e promete trazer mudanças significativas para a aposentadoria dos brasileiros. A Sputnik Brasil traz uma análise sobre os principais impactos da proposta.

O governo de Jair Bolsonaro apresentou na última quarta-feira seu projeto de reforma da Previdência no Congresso Nacional, trazendo novidades em relação à idade mínima para se aposentar e ao tempo de contribuição necessária para receber o teto da aposentadoria. 

Se o projeto for aprovado, quem começar a trabalhar agora teria que cumprir a idade mínima e o tempo de contribuição. Quem já trabalha pode entrar em uma regra de transição. Vale destacar que, como frisado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a nova proposta não muda em absolutamente nada para as pessoas que já estão aposentadas. 

A reforma da Previdência é necessária?

“O governo brasileiro hoje gasta mais do que arrecada. Logo, ele precisa pegar dinheiro emprestado com a sociedade pra financiar esse buraco do que ele gasta e arrecada com impostos. Numa ponta, nós temos uma sociedade que reclama que paga muitos impostos, então você não pode fechar essa conta entre o que você gasta e o que você arrecada por meio de elevação de impostos, porque você já tem uma carga tributária pesada. Então você tem que olhar pra outra ponta, que é a ponta do quanto você gasta”, explica. 

“Como no orçamento familiar, você não vai cortar o cafezinho, você vai cortar as grandes contas. E hoje o investimento que o Brasil tem com Previdência Social é muito alto. E o pior é que nós somos ainda um país jovem. Então quando nós comparamos a quantidade de aposentados que nós temos no Brasil com aquilo que nós temos, por exemplo, na Europa ou no Japão, nós podemos dizer que nós somos uma nação jovem. Então o problema que nós temos lá na frente seria ainda maior do que nós já temos no curto prazo”, argumenta o especialista. 

De acordo com ele, a reforma da Previdência se torna relevante pra nossa sociedade, pois “se você não faz isso você deixa de ter financiamento pras suas despesas, porque ninguém vai emprestar dinheiro pra alguém que não espere receber”. 

Idade mínima

Assim como já havia sido anunciado na semana passada, a idade mínima para homens foi fixada em 65 anos, enquanto ficou em 62 anos para mulheres. Pela proposta entregue ao Legislativo nacional, a aplicação só acontecerá depois de 12 anos de transição. Vale lembrar que este período é mais curto do que os 21 anos propostos pelo governo Temer em 2017. A idade mínima subirá progressivamente durante esse período, de acordo com ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros. 

O critério, porém, não será aplicado imediatamente. Há um período de transição para que a idade mínima alcance esse patamar. No caso dos homens, ele será de 10 anos e para mulheres será de 12 anos, o que torna a proposta mais dura do que a apresentada por Temer. 

Além disso, foi anunciado na quarta-feira pelo Ministério da Economia que os brasileiros que ganham acima de um salário mínimo precisarão contribuir por 40 anos para conseguir se aposentar pelo teto, cujo valor atual é R$ 5.839. 

A reforma não altera nada para quem ganha o piso, tendo em vista que o texto proíbe o pagamento de qualquer aposentadoria abaixo de um salário mínimo. 

Aposentadoria dos mais pobres

Outro ponto do projeto apresentado pelo governo é a alteração no chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido à população considerada miserável. De acordo com os atuais parâmetros, este benefício fornece um salário mínimo a pessoas em situação de miséria a partir de 65 anos. De acordo com o novo texto da Previdência, o BPC fica restrito aos maiores de 70 anos. 

A diminuição do valor do BPC é um dos pontos mais críticos do texto da reforma da Previdência por afetar a parcela mais pobre da população. 

O BPC é vinculado ao salário mínimo, o que deixa de existir com a nova proposta. Trata-se de uma drástica mudança para os trabalhadores de baixa renda. Ou seja, ao invés de receber o valor R$ 998 reais a partir dos 65 anos, os idosos pobres agora passariam ter o benefício de R4 400 aos 60 anos de idade, tendo direito ao salário mínimo a partir dos 70 anos. 

Unificação de regras de contribuição

De acordo com a proposta apresentada, agora os servidores públicos passariam a ter as mesmas regras que os trabalhares do setor privado. Enquanto os militares ficaram de fora das novas regras, os novos políticos foram incluídos nos mesmos procedimentos de aposentadoria dos trabalhadores do INSS. 

Para a professora de Economia do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), Juliana Inhaz, a unificação das regras de contribuição entre o público e privado tem um caráter dúbio, pois ao mesmo tempo em que mostra uma credibilidade do governo ao dar tratamento igual a trabalhadores, o projeto sugere criar condições mais favoráveis aos militares. 

“Isso é fundamental. Primeiro porque você começa a tratar os trabalhadores com uma igualdade maior e o governo mostra, por um lado, que fornece condições de aposentadoria iguais para trabalhadores que estão dos dois lados da história. A título de credibilidade, isso é extremamente positivo. 

De acordo com ela, essa unificação altera muita a forma com que o mercado enxerga a credibilidade do governo, que a partir de agora vai saber de forma muito clara o quanto vai arrecadar. 

“Enquanto o governo acerta por um lado, por outro lado ele peca, porque a gente esperava que essa reforma já viesse de uma forma mais completa. E o que passa na nosa cabeça é o que o texto dos militares não veio ainda, porque muito provavelmente ele cria condições muito melhores para os militares. Então quem vai acabar pagando boa parte do custo dessa reforma são os trabalhadores da iniciativa privada e agora os trabalhadores do setor público”, observa. 

“Os militares vão acabar ficando um tanto beneficiados nessa história. E isso mostra que a reforma vem pela metade”, completa. 

Crise política como obstáculo

O professor de Administração da FECAP, Rodrigo Feitosa, comentou os possíveis obstáculos políticos que podem dificultar a implementação da reforma. De acordo com ele, crises no governo são exemplos de “fatores externos” que podem obstruir o processo de aprovação do projeto. 

O especialista lembrou, em particular, do período do governo Temer, quando o escândalo dos áudios da JBS foi em grande medidade responsável para deixar o projeto na gaveta. 

“Quando você olha a dinâmica política, você vê que no passado [durante o governo Temer] o mercado tinha uma expectativa muito forte de que a reforma seria aprovada, e aí aconteceu aquele vazamento dos áudios da JBS e a reforma ficou na gaveta. São fatores externos que podem atrapalhar isso”, afirmou. 

O momento atual do governo, nesse caso, também seria pouco oportuno, tendo em vista que o projeto da reforma da Previdência foi entregue ao Congresso dias após o vazamento de áudios entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ex-ministro Gustavo Bebianno, agravando a crise na alta cúpula do goveno. 

“Pra nós, enquanto país, é ideal que você tire esses fatores de incerteza o quanto antes”, completou Rodrigo Feitosa. 

/br.sputniknews

PF deflagra ação para desarticular organização internacional de drogas

Operação ocorre em 7 estados e no DF

A Polícia Federal deflagrou hoje (21) a Operação Flak para desarticular uma organização criminosa especializada no transporte aéreo de drogas para o Brasil, Estados Unidos e Europa. No total, são cumpridos 54 mandados de prisão e 81 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal de Palmas (TO).

A investigação começou há dois anos, no período de 2017 a 2018. Foram identificados 23 voos transportando em média 400 quilos de cocaína cada, no total de mais de nove toneladas.

Segundo os investigadores, aviões eram adulterados para ter mais tempo de vôo.

Estados

A operação é executada em Tocantins, Goiás, Paraná, Pará, Roraima, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal. Mais de 400 policiais federais estão envolvidos. Também participam a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Grupamento de Rádio Patrulha Aérea da Polícia Militar de Goiás (GRAER/PMGO).

Há, ainda, o bloqueio de contas bancárias de aproximadamente 100 pessoas e empresas envolvidas, a apreensão de 47 aeronaves, o sequestro de 13 fazendas com mais de 10 mil cabeças de gado bovino e a inclusão de seis pessoas no Sistema de Difusão Vermelha da Interpol.

Crimes

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, por tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O nome da operação Flak faz alusão a uma expressão utilizada pelos países aliados durante a Segunda Guerra Mundial para se referirem à artilharia antiaérea alemã.

Edição: Kleber Sampaio
Por Agência Brasil 

Justiça proíbe Caixa de fazer empréstimo de R$ 450 milhões ao Tocantins até ter garantias

A pedido do Ministério Público Federal, a Justiça determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF) se abstenha de realizar operação de crédito com o Governo do Tocantins sem aval da União e que tenham como garantia receitas de impostos, inclusive do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

A edição da lei estadual 3.366/18 possibilitou ao Governo Estadual contrair empréstimo de mais de R$ 450 milhões, com previsão de utilização da receita de impostos como garantia da dívida, o que viola o princípio da não vinculação da receita dos impostos. O empréstimo não foi avalizado pela União devido ao crescente endividamento do estado, classificado com nota C, numa escala de A a D, o que caracteriza um altíssimo risco de inadimplência.

A contratação do empréstimo pretendia obter receitas para emprego em ações futuras e incertas, sem objeto delimitado e sem demonstração da necessidade concreta. Exemplo disso é que se chegou a destinar o montante de R$ 1 milhão e 20 mil, no mínimo, para cada um dos 139 municípios tocantinenses a fim de custear supostas obras de pavimentação asfáltica, sem levar em conta quaisquer critérios técnicos, como a densidade demográfica, a área geográfica de cada município ou a necessidade específica de tais obras.

Além disso, parte dos recursos a serem obtidos junto à CEF se prestaria a cobrir despesas com obras já contempladas em programas federais, mas realizadas defeituosamente ou mesmo não realizadas, o que sinaliza a possibilidade de sobreposição de custeio, conforme alertado pelo corpo técnico do Tribunal de Contas da União no Tocantins.

Por lei, não se pode admitir a utilização de recursos de impostos como garantia de empréstimo junto a instituições financeiras. Além disso, um dos requisitos para obtenção do crédito pretendido é a apresentação de pareceres técnicos e jurídicos demonstrando a relação custo-benefício e o interesse econômico e social da operação, que não foram apresentados.

Assim, a Justiça Federal determinou que a CEF se abstenha de realizar qualquer operação de crédito em favor do Estado do Tocantins em que haja ausência de garantia dada pela União e a utilização de receitas de impostos, inclusive do FPE, como garantia do empréstimo. A CEF também deve se abster de realizar empréstimos ao Tocantins mediante a utilização de outras garantias, sem que seja encaminhado o pedido de verificação de limites e condições ao Ministério da Fazenda, nos moldes da legislação vigente.

 Íntegra da sentença

Assessoria de Comunicação Social

Bolsonaro sofre 1ª derrota na Câmara, que derruba decreto do sigilo

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) sofreu nesta 3ª feira (19.fev.2019) sua 1ª derrota no Congresso.

Em votação simbólica, a Câmara aprovou hoje (19) o projeto de decreto legislativo (PDL) 3/19 que suspende os efeitos do decreto 9.690/19, que permitia ocupantes de cargos comissionados classificar informações públicas nos graus de sigilo ultrassecreto ou secreto.

O texto segue para o Senado.

Antes do decreto, a classificação de informações públicas como ultrassecretas era exclusiva do presidente e do vice-presidente da República, ministros e autoridades equivalentes, comandantes das Forças Armadas e chefes de missões diplomáticas no exterior.

O decreto alterou as regras de aplicação da Lei de Acesso à Informação (LAI).

*Com informações da Agência Câmara.

Edição: Luiza Damé

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