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Tocantins chega a 67 pessoas com Coronavírus

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa neste domingo, 26, que o Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO) realizou 45 exames para Covid-19, com 10 amostras positivas para as cidades de Araguaína, Guaraí e Palmas, além de um caso que será notificado à Pernambuco, de paciente de São Lourenço da Mata, de 67 anos, que está internado no Hospital Regional de Gurupi (HRG).

 Na noite do último sábado, 25, faleceu o caminhoneiro Antoninho Muller, de 56 anos, que residia em Dourados (MS). O paciente havia sido admitido no Hospital Regional de Araguaína (HRA) após transferência do Hospital Municipal de Tocantinópolis, com estado clínico gravíssimo. Seu óbito será contabilizado no Mato Grosso do Sul, estado em que residia, conforme recomendações do Ministério da Saúde.

  Araguaína confirmou 04 casos positivos, destes, três são do sexo masculino, dois deles de 42 anos e um de 65; o caso do sexo feminino é de paciente de 30 anos. Guaraí apresentou três casos confirmados, dois do sexo masculino, de 74 (que está hospitalizado na rede privada, em Palmas) e 38 anos, além de paciente do sexo feminino, de 43 anos. Palmas tem dois novos casos, ambos do sexo feminino, de 28 e 31 anos.

 Desta forma, o Tocantins agora contabiliza 67 casos confirmados da Covid-19, nas cidades de Palmas (33), Araguaína (24), Cariri do Tocantins (01), Couto Magalhães (01), Guaraí (03), Gurupi (01), Dianópolis (01), Paraíso do Tocantins (01), Sítio Novo (01) e Tocantinópolis (01).

  Atualmente, o Tocantins apresenta 02 óbitos, 16 pacientes estão recuperados e dispensados do isolamento, 46 pacientes ainda em isolamento domiciliar e 03 pacientes estão internados (01 na rede pública e 02 na rede privada).

Tocantins confirma 8 novos casos de coronavírus e total chega a 58; Couto Magalhães entra na lista de cidade afetadas

Confirmações são em Araguaína, Palmas e Couto Magalhães. Um dos casos é de um menino de 10 anos.

O boletim diário de acompanhamento da Covid-19 divulgado Secretaria Estadual da Saúde (SES) trouxe a confirmação de 8 novos casos da doença no Tocantins. Com isso, o total de casos positivos no estado chega a 58. Duas mortes pela doença foram registradas no estado.

Segundo o documento, os casos são em Araguaína, Palmas e Couto Magalhães. Apenas em Araguaína foram seis casos, sendo que um deles é um menino de apenas 10 anos de idade. Outros três casos da cidade são homens com idades de 24, 29 e 51 anos. As mulheres têm idades de 21 e 47 anos.

Couto Magalhães apresentou um caso em um homem de 39 anos e o caso de Palmas é em uma mulher de 31 anos.

Dois casos de moradores de fora do Tocantins também foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado.

As mortes já registradas como do Tocantins são as do empresário de Paraíso do Tocantins Erlim de Andrade, de 68 anos e a servidora de Palmas, Romana Sousa Chaves, de 47 anos.

A secretaria estadual informou que o Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen), analisou 26 amostras para Covid-19 neste sábado.

Veja os números da Covid-19 no estado:

  • Palmas – 31 casos
  • Araguaína – 20 casos
  • Gurupi – um caso
  • Dianópolis – um caso
  • Cariri do Tocantins – um caso
  • Paraíso do Tocantins – um caso
  • Tocantinópolis – um caso
  • Sítio Novo do Tocantins – um caso
  • Couto Magalhães – um caso

Os casos positivos registrados nos municípios são enviados para uma central estadual em Palmas. Os dados do boletim são atualizados até às 17h diariamente.

Fonte G1 Tocantins

MPTO ingressa na Justiça para que Prefeitura de Gurupi reintegre os 80 servidores da Educação demitidos ilegalmente

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ajuizou nesta sexta-feira, 24, Ação Civil Pública (ACP) para obrigar a Prefeitura de Gurupi a reintegrar todos os servidores públicos que tiveram seus contratos temporários rescindidos unilateralmente pela gestão municipal, no dia 2 de abril de 2020. De acordo com o inquérito civil público instaurado para investigar o caso, 80 profissionais que trabalhavam como professores, merendeiras e servidores administrativos, foram surpreendidos com o aviso de rescisão contratual no dia 14 de abril, ou seja, quase duas semanas após o ato editado pelo município.

Para a 8ª Promotoria de Justiça de Gurupi, as demissões não se enquadram em nenhuma das hipóteses previstas no art. 16 da Lei Municipal nº 2.392/2018. A Promotoria considerou que os prazos contratuais ainda estão vigentes; não foram constatadas infrações que justificassem as rescisões; os servidores não manifestaram interesse pela interrupção do contrato; não houve extinção do motivo que originou a contratação dos servidores; e, por fim, a Prefeitura não emitiu aviso prévio de 30 dias ao decidir pela rescisão do contrato por conta própria.

O promotor de Justiça Roberto Freitas Garcia considerou ilegítimo o argumento usado pela gestão municipal de que não há motivo que justifique a manutenção dos contratos, uma vez que as aulas se encontram suspensas por conta da pandemia da Covid-19. “A rescisão coletiva não considerou os motivos específicos e particulares de cada profissional que foi contratado para atender as necessidades dos serviços de educação do município”, apontou.


Além disso, o promotor Roberto Freitas Garcia ressaltou que a demissão coletiva dos trabalhadores não condiz com as medidas editadas pelo Governo Federal para preservar o emprego e a renda durante a emergência de saúde pública decorrente do coronavírus, o que enfraquece ainda mais a tese da Prefeitura de Gurupi para justificar o ato contra os servidores. “Preferiu o gestor municipal da educação abandonar seus trabalhadores temporários à própria sorte, em período em que sequer lhes é recomendado sair às ruas, face o isolamento social, o que lhes impede de auferir renda para a sobrevivência própria e de suas famílias”, destacou na ACP.

Por meio da Ação, o MPTO requer que o prefeito de Gurupi, Laurez Moreira, e o secretário municipal de Educação, Eurípedes Fernandes Cunha, reintegrem os 80 servidores demitidos ilegalmente do quadro funcional da Secretaria de Educação da cidade, e que se abstenham de efetuar novas rescisões de contratos temporários durante a pandemia da Covid, exceto nas situações previstas no art. 16 da Lei Municipal nº 2.392/2018. (Luiz Melchiades)

Brasil registra mais de 50 mil casos confirmados do novo coronavírus

Taxa de recuperação é de 52%, com 27,6 mil recuperados

O Brasil chegou a 52.995 casos confirmados, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (24). Nas últimas 24 horas foram adicionadas às estatísticas mais 3.503 pessoas infectadas, um aumento de 7,1% e relação a ontem, quando foram registrados 49.492 casos confirmados. O número de recuperados é de 27.655 recuperados, o que equivale a 52%, e outros 21.670 estão em acompanhamento, o equivalente a 41%.

Já o número de mortes subiu para 3.670, com 357 novos falecimentos de ontem para hoje, um incremento de 10,8%. Foi o segundo maior número de novos óbitos em 24 horas, perdendo apenas para ontem, quando foram adicionados 407.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (1.512). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (570), Pernambuco (352), Ceará (284) e Amazonas (255).  

Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (88), Pará (75), Paraná (64), Bahia (64), Minas Gerais (54), Paraíba (40), Espírito Santo (42), Santa Catarina (42), Rio Grande do Norte (38), Rio Grande do Sul (31), Alagoas (27), Distrito Federal (26), Goiás (24), Amapá (18), Piauí (16), Acre (11), Sergipe (8), Mato Grosso (8), Mato Grosso do Sul (7), Rondônia (5), Roraima (3) e Tocantins (2).

* Texto alterado às 17h14 para inclusão do número de recuperados

* Texto alterado às 17h57 para inclusão do número pacientes em acompanhamento

Tocantins confirma sete casos de coronavírus em um dia e total chega a 50

Um profissional de saúde realiza um teste finalizado em um local de testes de coronavírus fora dos Serviços Comunitários de Saúde Internacionais no Distrito Internacional de Chinatown durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em Seattle, Washington, EUA, em 26 de março de 2020. REUTERS / Lindsey Wasson

Araguaína confirmou cinco novos casos e Palmas teve duas confirmações. Amostra de paciente do Rio Grande do Sul também teve resultado positivo.

O boletim diário de acompanhamento da Covid-19 divulgado Secretaria Estadual da Saúde (SES) trouxe a confirmação de sete novos casos da doença no Tocantins. Com isso, o total de casos positivos no estado chega a 50. Duas mortes pela doença foram registradas no estado.

Segundo o documento, são cinco novos pacientes em Araguaína e dois em Palmas. O resultado de um caminhoneiro que mora no Rio Grande do Sul e está internado em Araguaína também teve resultado positivo para Covid-19 e será notificado ao estado de origem.

Em Araguaína, as confirmações são em uma mulher e quatro homens. A mulher tem 35 anos e apresentou cefaleia, tosse e desconforto respiratório. Entre os homens, um tem 39 anos, apresentou tosse e contato com caso confirmado; outros de 59 anos está com sintomas clássicos e relata ter diabetes. O terceiro tem 53 anos e está em isolamento domiciliar.

O último caso da cidade é de diagnóstico de teste rápido, homem de 37 anos que apresentou sintomas clássicos está internado na rede pública em Araguaína.

Em Palmas, uma paciente é mulher, tem 58 anos e não possui histórico de viagem, mas teve com contato com caso positivo. Ela está internada na rede pública em Palmas. O outro caso é um homem de 51 anos, com histórico de viagem para São Luís (MA) que teve sintomas clássicos e com relato de perda do paladar e olfato, em isolamento domiciliar.

As mortes já registradas como do Tocantins são as do empresário de Paraíso do Tocantins Erlim de Andrade, de 68 anos e a servidora de Palmas, Romana Sousa Chaves, de 47 anos.

A secretaria estadual informou que o Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen), analisou 43 amostras para Covid-19 nesta sexta-feira.

Veja os números da Covid-19 no estado:

  • Palmas – 20 casos
  • Araguaína – 14 casos
  • Gurupi – um caso
  • Dianópolis – um caso
  • Cariri do Tocantins – um caso
  • Paraíso do Tocantins – um caso
  • Tocantinópolis – um caso
  • Sítio Novo do Tocantins – um caso

Fonte G1 Tocantins

JN divulga evidências apresentadas por Moro contra Bolsonaro

O Jornal Nacional, da TV Globo, apresentou em sua edição desta sexta-feira (24) evidências fornecidas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro da acusação feita por ele contra o presidente Jair Bolsonaro.

O ex-juiz acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente nos trabalhos da Polícia Federal ao decidir pela demissão do diretor-geral Maurício Valeixo, indicado por Moro ao cargo. Isso porque o presidente estaria incomodado com a falta de acesso a informações internas das investigações da PF, as quais queria conhecer em detalhes, a despeito das leis de sigilo. E, por conta disso, o ministro preferiu também deixar o governo.

No final da tarde, o presidente convocou uma coletiva de imprensa para se defender das alegações de seu ex-aliado, desmentindo qualquer tentativa de interferir politicamente em uma instituição como a Polícia Federal. No entanto, ao ser indagado por repórteres do Jornal Nacional se teria provas das acusações contra o chefe de Estado, o ex-ministro apresentou imagens de supostas trocas de mensagens comprometedoras entre os dois. 

Os prints em questão mostrariam conversas de Moro com Bolsonaro e com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Em um dos diálogos mostrados, o contato que o ex-juiz diz ser do presidente da República envia um link de uma matéria sobre uma investigação da PF contra deputados bolsonaristas, acompanhada da frase “Mais um motivo para a troca”, em possível referência à saída de Valeixo do comando da Polícia Federal, defendida por Bolsonaro.

Os outros prints mostram um diálogo no qual Zambelli estaria tentando convencer Moro a aceitar a substituição do diretor-geral da PF em troca de um cargo no Supremo Tribunal Federal — cuja indicação é feita pelo presidente. Embora, durante seu pronunciamento, Bolsonaro tenha acusado Moro de pedir a vaga no STF para concordar com a mudança na Polícia Federal, na conversa apresentada, o então ministro recusa a proposta, dizendo não estar à venda. 

​Mais cedo, após as polêmicas acusações feitas por Sergio Moro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao STF a abertura de um inquérito para apurar a conduta do presidente Bolsonaro e os eventuais crimes que ele possa ter cometido.

br.sputniknews.com/

Anvisa publica lista com produtos que podem substituir o álcool 70%

Ministério da Saúde instala pia na entrada do prédio para a higienização das mãos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou ontem (23) uma lista de produtos que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de objetos e superfícies para conter e limitar a propagação do novo coronavírus (covid-19). De acordo com a agência, a recomendação dos produtos tem por objetivo fornecer alternativas ao uso de produtos à base de álcool “diante do aumento da procura por esses itens no mercado.”

A Anvisa informa que a maioria dos produtos recomendados, como sabão, água sanitária e alvejante, leva de cinco a dez minutos para agir contra o vírus, e que após a aplicação do produto, é necessário esperar esse tempo para que faça efeito.

“Estudos mostram que desinfetantes domésticos comuns, incluindo sabão ou uma solução diluída de alvejante, podem desativar o coronavírus em superfícies, uma vez que o vírus tem uma camada protetora de gordura que é destruída por esses produtos”, explicou a Anvisa.

Em caso de utilização da água sanitária, o produto deve ser usado imediatamente após a diluição em água, pois sua ação é desativada pela luz. A proporção de diluição é de um  copo com capacidade de 250 ml de água sanitária em um litro de água, e um copo de 200 ml de alvejante comum em um litro de água.

Vassouras e esfregões

A Anvisa recomenda que não se deve usar vassouras e esfregões secos; nebulizadores e termonebulizadores; frascos de spray com propelente para desinfetar superfícies e objetos. A agência informa ainda que o uso de toalhas com desinfetante não é muito útil contra o coronavírus, uma vez que a superfície higienizada não permanece molhada por mais do que alguns segundos.

A lista dos produtos recomendados pela Anvisa que podem ser uma alterantiva ao álcool 70% e que podem ser utilizados para desinfecção de objetos e superfícies:

– Hipoclorito de sódio a 0,5%;
– Alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%;
– Iodopovidona (1%);
– Peróxido de hidrogênio 0,5%;
– Ácido peracético 0,5%;
– Quaternários de amônio como cloreto de benzalcônio 0,05%;
– Compostos fenólicos;
– Desinfetantes de uso geral com ação contra vírus.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil 

Ministro da Justiça Sergio Moro anuncia saída do governo Bolsonaro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou no fim da manhã desta sexta-feira (24) a sua saída do governo do presidente Jair Bolsonaro. A decisão do ex-juiz federal foi oficializada durante uma entrevista coletiva em Brasília.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou no fim da manhã desta sexta-feira (24) a sua saída do governo do presidente Jair Bolsonaro. A decisão do ex-juiz federal foi oficializada durante um pronunciamento de 40 minutos em Brasília.

A gota d’ água para que o ex-magistrado, peça importante da Operação Lava Jato enquanto ocupou a 13ª Vara Federal em Curitiba, foi a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Leite Valeixo, nome de confiança e indicado por Moro.

“O presidente me disse, por mais de uma vez, que ele queria ter alguém do contato pessoal dele. Que ele pudesse ligar, ter informações. E isso não é o papel da Polícia Federal”, afirmou Moro em um dos momentos da sua longa explanação, para explicar porque deixaria o posto, adicionando que Bolsonaro queria ter acesso a relatórios de inteligência da PF.

A saída do homem de confiança do ministro na PF era aguardada desde a quinta-feira (23), quando Bolsonaro informou Moro que estava decidido a mudar o comando da PF. Ao longo do dia, muito se especulou sobre a saída do ministro, que foi negada pela assessoria do ministério.

Entretanto, de acordo com assessores de Moro, ele foi pego de surpresa com a exoneração de Valeixo, durante a noite, publicada no Diário Oficial da União. No documento lê-se que a saída do então diretor-geral da PF foi “a pedido”. Contudo, aliados de Moro afirmaram que a assinatura dele no documento foi mera formalidade e creditaram a decisão ao presidente da República.

Moro confirmou que não assinou, tampouco concordou, com a troca de Valeixo, já que não havia sido dado a ele um motivo plausível. Mas o ex-juiz federal recebeu alguns indicativos por parte de Bolsonaro.

“Falei para o presidente que isso seria uma troca política. O presidente me falou que ‘seria mesmo’ […]. O presidente também me informou que tinha preocupação com inquéritos no STF [Supremo Tribunal Federal] e que a troca seria oportuna por conta disso”, ponderou.

Bolsonaro estaria buscando ‘blindagem’

Já especulava-se antes que a instauração de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para a investigação dos organizadores e financiadores dos atos antidemocráticos do domingo passado, teria precipitado a saída de Valeixo.

O agora ex-diretor-geral da PF vinha sendo pressionado há meses e nos bastidores dizia-se que reclamava de cansaço. Em agosto do ano passado, Bolsonaro ensaiou trocá-lo, mas a oposição de Moro e a forte reação de setores políticos e da sociedade civil o fizeram recuar do movimento.

“A partir do segundo semestre do ano passado começou existir uma insistência do presidente para que houvesse mudança no comando da Polícia Federal”, confirmou Moro, destacando ainda que, além de Valeixo, Bolsonaro quer mexer em superintendências estaduais, indicando uma interferência política.

“Não é uma questão do nome. Tem outros bons nomes. O grande problema é que, primeiro, haveria uma violação de uma promessa que me foi feita. Depois não existia causa. E também porque ficava clara a interferência. E aí é quebra de confiança”, completou.

Um dos nomes mais cotados para assumir a PF na vaga de Valeixo é o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. Ele liderou a equipe de segurança de Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.

Já para a vaga de Moro dois nomes aparecem com destaque: André Mendonça, da Advocacia-Geral da União (AGU), e Jorge Oliveira, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

‘Elogios’ aos tempos do PT no poder

Moro destacou logo no início do seu pronunciamento que assumiu o cargo com a ideia de ser um “formulador de políticas públicas”, a fim de “de aprofundar o combate à corrupção”. O agora ex-ministro garantiu que não pediu uma indicação ao STF para umas das duas cadeiras que ficarão vagas até 2022.

“A minha única condição foi que se algo me acontecesse a minha família não ficasse desamparada”, sentenciou, indicando que gostaria de um repasse da assistência previdenciária que acumulou como juiz federal por 22 anos.

Para criticar as tentativas de interferência política de Bolsonaro, Moro lembrou do período em que era magistrado, conduzindo os trabalhos da Lava Jato em Curitiba, no qual a presidente era a petista Dilma Rousseff.

“O governo na época [PT] tinha inúmeros defeitos, mas a autonomia da PF foi mantida e por isso os resultados foram alcançados. [Interferência política] não ocorreu durante a Lava Jato. A despeito de todos os problemas dos governos anteriores”, comentou o ex-magistrado.

Para Moro, Bolsonaro deu vários indicativos que não o quer no governo, que aceitou integrar pela promessa de que teria total liberdade e autonomia para indicações técnicas durante a sua gestão.

“O que foi conversado com o presidente o combate à corrupção e crime organizado. Foi prometido carta branca”, declarou. “Tentei durante muito tempo postergar essa decisão… Cada vez ficou mais claro para mim que seria um erro tomar essa decisão”.

Após passar um ano e quatro meses no governo Bolsonaro, Moro evitou futuro dar pistas sobre o seu futuro. Por ora, assegurou que a sua meta é empacotar as suas coisas e descansar.

br.sputniknews.com

Prefeitura cede Espaço Cultural para hospital de campanha e oferece outros locais de Palmas

Proposta do governo estadual é criar hospital de campanha com 100 leitos simples em Palmas. Órgãos de fiscalização acompanham projeto e cobram detalhes sobre custos.

A Prefeitura de Palmas concordou em ceder o Espaço Cultural para receber o hospital de campanha que deve ser montado pelo governo do estado a partir de maio. O município também colocou os espaços do estádio Nilton Santos, na região sul de Palmas, e o Centro de Convenções, na região central da cidade, à disposição da Secretaria de Estado da Saúde.

O projeto do estado é construir hospitais de campanha em Palmas, Araguaína e Gurupi. O governo prevê 100 leitos comuns para a Covid-19 na capital, além de 50 em cada uma das unidades do interior. A princípio, nenhum deles contará com respirador mecânico e servirão para acolhimento dos casos positivos.

O pedido para utilizar o Espaço Cultural tinha sido feito na última segunda-feira (20). O governo ainda não divulgou o valor que será investido e nem o número de profissionais que serão contratados.

Nesta quinta-feira (23), o Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho deram um prazo de 72 horas para a Secretaria Estadual de Saúde dar detalhes sobre o projeto. Os órgãos querem saber se a gestão será terceirizada ou da própria secretaria, além dos custos de funcionamento.

Além destas questões, o Conselho Federal de Medicina também manifestou preocupação com as condições de trabalho dos profissionais de saúde que vão atuar nestes hospitais de campanha.

Números da Covid-19 no estado

O boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (23) confirmou seis novos casos de Covid-19 no Tocantins. Com isso, o total de casos confirmados no estado chega a 43. Duas mortes pela doença foram registradas. Veja os dados por cidade:

  • Palmas – 28 casos
  • Araguaína – nove casos
  • Gurupi – um caso
  • Dianópolis – um caso
  • Cariri do Tocantins – um caso
  • Paraíso do Tocantins – um caso
  • Tocantinópolis – um caso
  • Sítio Novo do Tocantins – um caso

Fonte G1 Tocantins

Mototaxistas enfrentam dificuldades por conta da Covid-19 e buscam ajuda do Governo

A crise causada pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) tem provocado dificuldades para diversos setores da economia e categorias de profissionais liberais do Estado. Com objetivo de buscar ajuda a fim de amenizar os impactos causado pela crise do novo Coronavírus, o presidente do sindicato dos Mototaxistas, Condutores de Veículos de Duas Rodas de Palmas (Sindiciclo), Lindemar de Souza, esteve reunido na manhã desta quinta-feira, 23, na sede da Secretária da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) com o secretário Tom Lyra.

No encontro, o representante dos mototaxistas apresentou as dificuldades vividas pelos profissionais e solicitou ao presidente Tom Lyra que intermediasse junto ao governador Mauro Carlesse auxílio a exemplo de cestas básicas e uma linha de crédito especial para a classe.

“Estamos passando por dificuldades financeiras por conta do Decreto do Governo Municipal que proíbe a continuidade do transporte de passageiros. Já estamos há 40 dias sem trabalhar e tem muita gente passando por dificuldades no Estado. Agradeço ao governo por ter nos recebidos e nos dado uma luz para esses trabalhadores do Tocantins”, informou Lindemar de Souza, ressaltando que, em Palmas, são 250 mototaxistas permissionários e 116 pilotos auxiliares, sendo que no Estado são 5 mil pilotos exercendo a atividade.

Segundo o secretário da Sics, Tom Lyra, o governador Mauro Carlesse está muito preocupado com esses trabalhadores que dependem do serviço diário da atividade econômica do município.

“A vinda do Lindemar de Souza, demonstra, claramente, a responsabilidade dele com a categoria. Por tanto, a orientação do governador é de viabilizar, imediatamente, por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), cestas básicas para assistir esses trabalhadores que passam por dificuldades. Também irei levar ao governador a solicitação da categoria para que seja viabilizada, por meio da Agência de Fomento, uma linha de crédito especial para socorrer, financeiramente, esses profissionais tão importantes para a sociedade e para o desenvolvimento econômico do Estado”, considerou Lyra.

Wladimir Machado/Governo do Tocantins

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