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Governo do Tocantins se antecipou e pediu que órgãos fiscalizadores apurassem possível prática de sobrepreço na venda de máscaras

Brasil chega a 3,58 milhões de casos e 114,25 mil mortes por covid-19

Para evitar que empresas pratiquem sobrepreço e se aproveitem do momento de dificuldade mundial provocado pela pandemia do novo Coronavírus, o Governo do Tocantins tem se utilizado de todos os mecanismos legais, bem como buscado o apoio de órgãos competentes, de controle e fiscalização, para que auxiliem o Estado a impedir a ocorrência desta prática.

O secretário de Estado da Saúde, Dr. Edgar Tollini, lembra que no Tocantins, como em todo o mundo, a chegada do novo Coronavírus pressionou o preço de itens de higiene e produtos hospitalares e aumentou a procura por artigos como álcool em gel e máscaras de proteção, principalmente para uso dos profissionais de saúde que estão na linha de frente nos hospitais.

“O cenário é igual para todo o mundo: de muita dificuldade, de grande procura e pouca oferta. Mas mesmo diante disso não nos furtamos em tomar as medidas cabíveis e necessárias para manter a proteção dos nossos profissionais de saúde. No dia 16 de março, a empresa com a qual a Secretaria da Saúde mantinha contrato para fornecimento de máscaras solicitou o cancelamento de saldo de atas alegando que em virtude do cenário e a alta do consumo de materiais, principalmente os descartáveis, não lhe restaria outra opção senão o cancelamento do item. Desta forma, com a necessidade urgente de aquisição dos equipamentos, fez-se necessária a dispensa de licitação”, explica o secretário de Saúde, Dr. Edgar Tollini.

Dada a urgente necessidade e sob pena de haver risco à segurança do manejo clínico de pacientes, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) adquiriu os equipamentos necessários com o valor encontrado no mercado e imediatamente representou  no Ministério Público Federal (MPF) para que investigasse a possibilidade de ter havido sobrepreço e possível crime contra economia popular.

O superintendente Jurídico da SES, Marcus Senna, reforça que a Gestão Estadual vem evitando ao máximo a realização de dispensas de licitação, mas que o Tocantins não poderia deixar de contar com os itens adquiridos. “A aquisição foi feita diante de uma urgente necessidade, mas como o preço encontrado no mercado chamou a atenção do Governo imediatamente provocamos os órgãos de controle para que fosse feita uma investigação”, explica.

Videoconferência com de órgãos de controle

Como mais uma ação para evitar práticas ilegais e definir ações coordenadas para o combate à prática de sobrepreço, ainda no mês de abril a Secretaria de Saúde realizou uma videoconferência com representantes de órgãos de controle estadual e federal.

O objetivo foi buscar o apoio dos órgãos para uma atuação conjunta de forma a garantir o melhor emprego possível do recurso público, evitando possíveis danos ao erário.

A reunião contou com a participação de representantes dos seguintes órgãos de controle: Ministério Público Estadual (MPTO), Ministério Público Federal (MPF), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Defensoria Pública do Estado (DPE), Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), Procon, Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Sara Cardoso/Governo do Tocantins

PF investiga fraudes em contratos públicos firmados para aquisição de máscaras de proteção facial

Palmas/TO – A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3/6) a Operação “Personale”, com o objetivo de apurar suposto superfaturamento em dois contratos de compras para aquisição de máscaras de proteção facial, realizados pela Secretaria de Saúde do Estado do Tocantins.

Aproximadamente 20 Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Tocantins, bem como três mandados de intimação.

A Polícia Federal encontrou indícios de possível superfaturamento em dois contratos firmados entre a Secretaria Estadual de Saúde e empresas, visando à aquisição de 12 mil máscaras de proteção facial adquiridas pelo valor unitário de R$ 35, totalizando em R$ 420 mil.

As investigações apontaram, ainda, que, já durante a pandemia, existia processo licitatório vigente na Secretaria Estadual de Saúde que resultou na contratação de empresas para o fornecimento de máscaras de proteção facial idênticas, por valores que variam entre R$ 1,93 e R$ 3,64.

Os investigados poderão responder pelos crimes de formação de cartel e peculato, além de crime contra a economia popular, cujas penas somadas podem ultrapassar 19 anos de reclusão e multa.

Em nota , a Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que em relação à operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quarta-feira, 3, o órgão está à disposição das autoridades e esclarece ainda que:

– em 16 de março, a empresa com a qual a SES mantinha contrato para fornecimento de máscaras solicitou o cancelamento de saldo de atas alegando que em virtude do cenário atual e a alta do consumo de materiais, principalmente os descartáveis, não lhe restaria outra opção senão o cancelamento do item em questão. (vide documento anexo)

– desta forma, com a necessidade urgente de aquisição dos equipamentos, fez-se necessária a dispensa de licitação.

– com relação ao valor do equipamento adquirido, a SES, representou no Ministério Público Federal (MPF) para investigação da possibilidade de ter havido sobrepreço e possível crime contra economia popular.

A SES ainda informa que, no dia 7 de abril deste ano, fez uma reunião com todos os órgãos de controle como Ministérios Públicos Estadual e Federal, Defensoria Pública do Estado, Polícias Civil e Federal, Procon-TO, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Procuradoria Geral do Estado (PGE) para traçar ações coordenadas para combater o sobrepreço conforme reportagem publicada no site do Governo do Estado. (veja matéria em link abaixo)

MPF abre inquérito para investigar execução orçamentária de combate à pandemia

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a instauração de Inquérito Civil Público para apurar a utilização do orçamento destinado ao combate ao novo coronavírus pelo Ministério da Saúde. Segundo dados obtidos em sites da própria pasta, até 27 de maio apenas 6,8% dos recursos disponíveis foram gastos e os repasses aos estados e municípios foram drasticamente reduzidos a partir da segunda quinzena de abril. O MPF solicitou ainda informações ao Ministério da Saúde e ao Conselho Nacional de Saúde, ao Conselho Nacional dos Secretários da Fazenda e do DF, à Frente Nacional de Prefeitos e à Confederação Nacional de Municípios e Instituição Fiscal Independente. Os órgãos têm dez dias para prestar informações, a partir do recebimento dos ofícios.

A instauração do inquérito foi motivada a partir do recebimento pelo MPF de representação com informações de um estudo elaborado por meio de dados contidos em páginas oficiais do Ministério da Saúde. O documento cita como exemplos o site de Monitoramento dos Gastos da União com o Combate ao Covid-19 e o painel demonstrativo da execução orçamentária relacionada às ações de combate ao vírus, disponíveis no portal do MS.

O estudo evidencia possível ineficiência da União para enfrentar os desdobramentos da covid-19 na área da saúde em, ao menos, três aspectos: pouca utilização dos recursos previstos para despesas – especialmente nos de aplicação direta pelo Ministério da Saúde -, demora na liberação de recursos aos demais entes federativos e pequena participação da União no custeio da saúde, em relação ao financiamento total assumido pelos entes federativos.

Os dados apresentados apontam que o orçamento previsto para a ação 21CO – Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional Decorrente do Coronavírus -, que teria execução direta pelo Ministério da Saúde, é de R$ 11,74 bilhões. Desse montante, até 27 de maio, apenas R$ 2,59 bilhões foram empenhados e somente R$ 804,68 milhões foram pagos. Isso significa que apenas 6,8% dos recursos disponíveis haviam sido gastos até tal data. Em relação ao montante previsto para transferências para estados e municípios, além da execução tímida, foi verificada redução dos repasses a partir de 13 de abril.

“Deve-se acrescentar que o Ministério da Saúde elaborou, desde fevereiro de 2020, o Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo coronavírus covid-19, o qual já previa uma série de medidas, ações e aquisições a serem efetuadas pelo Poder Público. Assim, necessário também verificar se há dissonância entre o Plano de Contingência aprovado e a execução orçamentária da ação 21CO”, explicam os procuradores da República responsáveis pelo caso. “Ademais, é fato notório que o número de casos confirmados de covid-19 continua em ascensão, destacando-se o Brasil em relação aos demais países do mundo pelo alto número de casos por habitante, de forma que se esperaria a utilização dos recursos disponíveis para seu enfrentamento de imediato”.

Agora, o inquérito irá averiguar as razões pelas quais a União não vem utilizando as verbas orçamentárias disponíveis para o enfrentamento da pandemia, assim como os motivos pelos quais os repasses a estados e municípios têm aparentemente sofrido retenção.

IC 1.16.000.001338/2020-15

Moro tem pedido negado para atuar como advogado e receberá salário de ministro por 6 meses

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teve seu pedido de autorização para atuar como advogado negado pela Comissão de Ética Pública da Presidência.

Moro havia solicitado ao órgão federal autorização para atuar como advogado e conselheiro em escritório, além de ser colunista em uma revista.

A solicitação veio devido ao possível conflito de interesses que a atividade poderia gerar com a cargo exercido no governo recentemente. Segundo a legislação brasileira, pessoas que passam por cargos do alto escalão precisam passar por um período determinado sem assumir empregos em que possam se valer de informações privilegiadas.

O pedido para advogar foi negado pela Comissão, porém Moro receberá salário de ministro por seis meses e também poderá dar aulas e escrever artigos.

Sergio Moro deixou o cargo de ministro em 24 de abril acusando o presidente brasileiro Jair Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal. A investigação sobre as acusações segue em andamento e pode afastar Bolsonaro da Presidência. O presidente brasileiro nega as acusações do ex-ministro.

br.sputniknews.com

Secretário da Saúde esclarece a deputados sobre máquina de radioterapia

Gestor da Saúde apresentou documentação sobre todo o processo de aquisição do acelerador linear para o Estado

A fim de esclarecer questionamentos acerca do acelerador linear, máquina utilizada em radioterapias, disponibilizada pelo Ministério da Saúde (MS) à Secretaria de Estado da Saúde (SES), o gestor da Pasta, secretário Edgar Tollini, participou na tarde desta terça-feira, 02, de uma sessão ordinária na Assembleia Legislativa (AL).

O titular da SES, disponibilizou a cada parlamentar um relatório constando todo o histórico do processo de aquisição da máquina de radioterapia junto ao Ministério da Saúde, desde a inclusão do Estado, em 2012, ao Plano Nacional de Expansão de Radioterapia do MS, até o momento. “Eu vim aqui colocar as situações que ocorreram envolvendo Ministério da Saúde, dono do acelerador linear, Secretaria de Estado da Saúde e fundação Pio XII. O Estado não se opôs à entrega do acelerador linear ao Hospital de Amor”.

Conforme documentos apresentados pelo secretário, o Governo do Estado não interferiu na decisão do Ministério da Saúde quanto à disponibilização da máquina de radioterapia à Fundação, de acordo com o relatório, o Estado reconhece o trabalho realizado pela instituição no tratamento de pacientes com câncer e cede o equipamento para Hospital de Amor que está em construção na Capital, solicitação negada pelo Ministério.

O secretário da SES explica que “não fui eu que neguei a cessão de uso de direito do equipamento, nós recebemos um ofício do Ministério falando da impossibilidade de se colocar o acelerador no Hospital de Amor, pois conforme requisito do Ministério da Saúde, só pode receber o serviço unidades devidamente habilitadas, situação que no momento a instituição não está”.

O titular da SES também esclareceu que devido às circunstâncias, o Estado  chegou a ser excluído do Plano Nacional de Expansão de Radioterapia, perdendo assim o direito ao equipamento “nós só conseguimos ser reincluídos no plano, após cumprirmos a exigência do Ministério, de que o serviço será ofertado no complexo informado anteriormente, no caso o HGP, que é uma instituição com serviço habilitado”, esclarece o secretário.

O gerente da rede oncológica do Estado, Rodrigo Candido, informou que “a Secretaria nunca foi contra a cessão do equipamento para o Hospital de Amor, conforme o material que vocês receberam, é possível comprovar. A questão é que o Ministério da Saúde que criou os critérios, e nós precisamos segui-los para instalação do acelerador, senão ficaremos sem a máquina”.

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Antônio Andrade (PTB), parabenizou a iniciativa do secretário em apresentar documentação acerca da situação, bem como levar sua equipe técnica para elucidar os questionamentos “Foi muito importante o Secretário vir aqui e trazer os profissionais para explicarem sobre a situação, pois é muito ruim a gente falar de uma coisa que não sabe. E com tudo o que foi dito, ficamos a par da situação”.

Erlene Miranda – Governo do Tocantins

Polícia Civil do Tocantins participa de operação de prevenção à Covid-19 em Palmas, Araguaína e Gurupi

Policiais civis de Palmas, Araguaína e Gurupi estão participando nesta terça-feira em Palmas, Araguaína e Gurupi de uma operação conjunta do Governo do Tocantins para enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Junto com equipes multidisciplinares da Secretaria da Administração, Procon-TO, Agência de Metrologia Estadual (AEM), Vigilância Sanitária (VISA) e Polícia Militar, a Polícia Civil está percorrendo simultaneamente diversos bairros e setores das três cidades. As abordagens são educativas e preventivas e estão sendo realizadas em estabelecimentos comerciais em geral.

Em Palmas, a concentração dos agentes governamentais aconteceu às 8h30 da manhã em frente na porta da Secretaria da Administração (Secad), na Praça dos Girassóis, e de lá as equipes se deslocaram para as quadras e bairros das regiões norte e sul da Capital.  Em Araguaína e Gurupi, a operação percorrerá mais de 30 bairros.

As ações preventivas buscam garantir que seja priorizado o distanciamento em filas para pagamento com marcação identificada aos clientes e assegurarem o distanciamento de, pelo menos, dois metros entre seus colaboradores, bem como medidas que evitem aglomerações de pessoas.

Bolsonaro diz que não apoiará candidatos às Prefeituras

O Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta populares no Palácio da Alvorada

Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (2) que não pretende apoiar candidato algum nas eleições municipais marcadas para ocorrer neste ano. Com popularidade em queda, ele afirmou que tem “muito trabalho” em Brasília e não quer se “meter” em política.

“Não pretendo apoiar prefeito em lugar nenhum. Não pretendo, deixar bem claro”, disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada, a um homem que pediu apoio na disputa. “Tenho muito trabalho aqui em Brasília para estar entrando em eleições municipais”, afirmou. 

Sem partido desde o ano passado, quando deixou o PSL, Bolsonaro tenta criar uma nova legenda, chamada Aliança pelo Brasil, que ainda está na fase de coleta de assinaturas.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), é um dos candidatos que tenta contar com o apoio de Bolsonaro. Dois dos filhos de Bolsonaro — o senador Flávio e o vereador Carlos — filiaram-se ao partido de Crivella.

De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (28), 43% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, um recorde negativo da sua gestão.

Outra pesquisa, do Atlas Político, divulgada na quarta-feira (27), apontou que 58,1% dos eleitores avaliam o governo ruim ou péssimo.

As quedas na popularidade são reflexo da estagnação econômica (PIB cresceu apenas 1% em 2019, de acordo com dados oficiais). Bolsonaro também está sendo investigado por tentativa de interferência na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro Sérgio Moro. 

Outro fator que pesa sobre a rejeição de Bolsonaro são os crimes contra a saúde pública, ao violar recomendações de autoridades de saúde na pandemia do coronavírus. 

Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que as pessoas evitem aglomerações para diminuir a propagação da Covid-19, ele já estimulou apoiadores a irem para atos de rua, compareceu a algumas manifestações e classificou como uma “gripezinha”. Também perguntou “e daí?” quando o Brasil atingiu a marca dos 5 mil mortos pela doença, em abril. 

Atualmente, o País é o quarto no ranking global de óbitos provocados pelo coronavírus (30 mil) e o segundo em número de confirmações (530 mil), atrás apenas dos Estados Unidos (1,8 milhão), apontaram estatísticas oficiais. 

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Entrevistadores do Ibope farão segunda etapa da pesquisa sobre covid-19 em Araguaína

A partir desta quinta-feira, 4, Araguaína receberá a segunda etapa da pesquisa nacional para mapear o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Entrevistadores do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) estarão visitando os moradores para avaliação da saúde e analisar socialmente as famílias durante a pandemia.
 
De acordo com a gerente operacional da empresa terceirizada Sirius Pesquisa, Márcia Santos, as equipes são formadas por nove entrevistadores uniformizados. “Eles usarão uma camiseta branca com identificação visual das empresas, crachá com foto e vão usar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) dentro das residências”, explicou.
 
Continuidade
As visitas serão realizadas em 19 localidades da cidade, cada uma com 10 endereços, totalizando 190 casas visitadas. “A gente vai dar continuidade no setor onde trabalhamos. Se parei na casa de número 15, vou pular 9 casas e aplicar a avaliação na 10ª”, descreveu a gerente.
 
Entre os setores estão Planalto, Céu Azul, Flamboyant, Dom Orione, Ana Maria, Centro, Rodoviário, Senador, Tocantins, Noroeste, Brasil, Barra da Grota, São Miguel, Bom Viver, Araguaína Sul, São João, Vila Norte, Setor Urbano e Vila Couto Magalhães.
 
Avaliação
Em cada residência, é feita uma entrevista a respeito do cotidiano e também de saúde. “Será perguntado se estão trabalhando e estudando, e se alguém da casa ficou doente. É testado um morador por casa para covid-19 e se aquele morador der positivo, são testados todos os demais moradores”, detalhou Santos.
 
Pesquisa nacional
Financiado pelo Ministério da Saúde, o estudo é coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e executado pelo Ibope, por meio da Sirius Pesquisa, em 133 municípios brasileiros. No Tocantins, o trabalho é realizado em Araguaína, Palmas e Gurupi.

Marcelo Martin
Foto: Marcos Filho/Ascom

 

Prefeitura não realizará Festival São João do Cerrado

Mês de junho já remete àquele cheirinho de comidas típicas e ao colorido das festas de juninas. Mas neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus e à consequente necessidade de distanciamento social, Araguaína não terá o tradicional Festival São João do Cerrado.

É a primeira vez em vinte anos que não haverá a programação, que além do valor cultural, é responsável por aquecer a economia da cidade, desde a venda de tecidos e adereços à venda de bebidas e comidas.

“As festividades juninas têm uma expressão bem maior do que só os eventos que realizamos. Existe toda uma mobilização nas comunidades, há eventos promovidos pelas quadrilhas nos seus bairros, com lançamento de tema, festas beneficentes. As igrejas também realizam os festejos dos santos juninos”, comentou o secretário executivo da Cultura, Wilamas Ferreira.

São João na economia
As atividades do calendário junino costumam ter início ainda no mês de março, com os eventos que compõem o Circuito Junino: Cerimonial Junino, escolha da rainha do São João, rainhas Mirim e da Diversidade, Ensaio Geral e escolha do Casal Cangaço.

Durante pelo menos três meses, os eventos aquecem a economia e geram centenas de empregos temporários. “São 600 brincantes das juninas, 25 artistas envolvidos nos shows, 30 trabalhadores em estrutura, 120 envolvidos no apoio em segurança (polícia e brigadistas), 30 artistas em decoração, figurinistas e costureiras, além de barraqueiros, garçons, vendedores ambulantes e cozinheiros, que totalizam 100 pessoas”, comentou o secretário.

“O cancelamento do Festival São João, subsequente ao das festas agropecuárias, impactaram numa redução de 40% das vendas previstas para este período”, relatou Eurico Marciano, empresário do segmento de tecidos, material essencial para a confecção dos trajes juninos e parte dos cenários.

Há ainda os profissionais que se beneficiam indiretamente do evento, como taxistas, mototaxistas e empresas de ônibus. No ano passado, a Prefeitura investiu R$ 300 mil entre apoio financeiro às juninas (cada grupo recebeu subsídio de R$ 15 mil), montagem de estrutura para o espetáculo, shows, premiações e custeio de viagens dos grupos para festivais em outros municípios e estados.

Mantendo viva a tradição
“É um momento de reflexão, de cuidar de nós e do próximo com responsabilidade, acho que o principal critério é este. Mas nas redes sociais e de todas as formas possíveis estaremos vivenciando essa tradição, essa cultura tão linda”, afirmou Rogério Feliciano, presidente da junina Arranca Toco, campeã tocantinense de quadrilhas juninas de 2019.

O presidente destacou ainda o compromisso dos grupos com a arte, a alegria e o bem-estar das pessoas. “Continuamos pensando no bem-estar, não só dos quadrilheiros, mas de seus familiares e de toda a comunidade onde nos apresentamos. É com essa responsabilidade e compromisso que estamos ausentes dos ensaios, mas sempre mantendo contato e preparando um espetáculo grandioso para quando for possível”.

São João do Cerrado
O festival teve início em 2000, tornou-se um evento tradicional na cidade e chegaria neste ano à sua 20ª edição. Era conhecido por outros nomes até 2009, quando foi denominado de “São João do Cerrado”, como forma de reforçar a cultura da festa junina e da região.

Mara Santos
Fotos: Marcos Sandes/Ascom

Campanha de vacinação contra Influenza foi prorrogada até o dia 30 de junho

Em consonância com as orientações do Ministério da Saúde (MS), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) prorrogará até o dia 30 de junho a terceira fase da Campanha de Vacinação contra Influenza, que terminaria no próximo dia 5. A extensão do período ocorreu devido ao baixo índice de cobertura vacinal que em todo o país está em 63% dentro do público prioritário e 69% no Tocantins.

“O Ministério da Saúde optou por prorrogar a campanha de vacinação e é importante que os municípios que não atingiram a meta de cobertura vacinal, estejam buscando, através dos grupos prioritários aquelas pessoas que ainda não tomaram a vacina”, destacou a enfermeira da área técnica da Imunização da SES, Diandra Rocha, acrescentando que a meta tocantinense é vacina 375.628 pessoas que fazem parte dos grupos prioritários e até a segunda-feira, 1º de junho, foram vacinados 262.288, uma cobertura de 69,86%.

Vale destacar que segundo nota técnica da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), a campanha deve seguir as recomendações do MS, sobre as estratégias que visam a redução do risco de transmissão pelo novo Coronavírus.

“Em época de COVID-19, que está testando nossos sistemas de saúde, nosso maior desafio é manter todos os serviços básicos de saúde funcionando e, também, priorizando a vacinação de nossa população protegendo-a das doenças imunopreveníveis, não esquecendo que nós, nossa família e rede social compõe esse importante núcleo da sociedade”, enfatiza a titular da SVS, Perciliana Bezerra.

Grupos prioritários

Fazem parte dos grupos prioritários para vacinação contra a influenza, os idosos com 60 anos ou mais de idade; trabalhadores da saúde; membros das forças de segurança e salvamento; pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais; caminhoneiros, profissionais de transporte coletivo (motoristas e cobradores) e portuários; povos indígenas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional; pessoas com deficiência; professores; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; mães no pós-parto até 45 dias e pessoas de 55 anos a 59 anos de idade.

Aldenes Lima/Governo do Tocantins

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