quinta-feira, julho 30, 2026

55.3 F
Nova Iorque
quinta-feira, julho 30, 2026
Início Site Página 698

Pesquisa aponta que 28% dos alunos não pensam em retornar as aulas após o isolamento social

O Conselho Nacional da Juventude (Conjuve) em parceria com a rede Em Movimento, Fundação Roberto Marinho, Mapa Educação, Porvir, Rede Conhecimento Social, Unesco e Visão Mundial, apresentaram nesta terça-feira, 23, o resultado da pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus”. O estudo ouviu 33.688 jovens estudantes de todas as regiões do Brasil.

A entrevista foi realizada entre os dias 15 à 31 de maio, com jovens entre 15 a 29 anos, e apresentou a percepção sobre as consequências da pandemia em suas vidas e na sociedade. Foram questionados sobre as consequências da pandemia em áreas como educação, emprego, saúde e bem-estar, bem como suas expectativas para o futuro.  Os dados coletados vão contribuir para pautar o debate público e a construção de políticas voltadas para a juventude.

Para o secretário-geral do Conjuve, Gustavo Gama esta é a maior geração de jovens da História do país. “Serão eles os responsáveis por produzir, na segunda metade do século, um país mais próspero e menos desigual”.

A maior parte dos jovens que responderam ao questionário está no ensino médio ou na faculdade. Entre os estudantes, 8 em cada 10 realizam algum tipo de atividade de ensino remoto. Dados apontam que 57% dos jovens consideram que escolas e faculdades devem priorizar atividades para lidar com as emoções e 49% pedem estratégias para gestão de tempo e organização.

As barreiras para a continuidade dos estudos são tamanhas que questionados sobre a volta às aulas após o fim do isolamento social, 28% pensam em não retornar e 49% já pensaram em desistir do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Mesmo antes da pandemia, esta camada da sociedade já se deparava com uma série de desafios. Uma taxa de desemprego de 27%, o dobro da vista entre adultos.  Agora, há o desafio de encarar a educação interrompida e a perda da renda familiar” pontuou Gustavo.

Mais informações e os dados finais sobre a pesquisa podem ser acessados pelo site http://www.juventudeseapandemia.com

Thayse Siqueira

Divulgado edital de convocação para eleição da Mesa Diretora

A Mesa Diretora da Assembleia divulgou na manhã desta terça-feira, 23, edital de convocação para a eleição da Mesa Diretora, a serem realizadas em sessão extraordinária no dia 7 de julho, a partir das 9 horas, no Plenário da Casa.

Lido pela segunda secretária da Mesa, deputada Vanda Monteiro (PSL), o documento será publicado no próximo Diário da Assembleia, na noite de hoje. Na prática, o edital de convocação abre prazo para o registro de candidaturas, que pode ser feito até o início da eleição, ou seja, às 8 horas do dia 7 de julho.

De acordo com o artigo 12 do Regimento Interno da Assembleia, a eleição da Mesa para os dois últimos anos de mandato dos deputados – de cada legislatura – devem ocorrer na primeira quinzena de julho. Já a posse ocorre no dia 1º de fevereiro.

“A eleição da Mesa Diretora para a 3ª e 4ª Sessões Legislativas de cada legislatura realizar-se-á na primeira quinzena de julho da 2ª Sessão Legislativa, em Sessão Extraordinária, por escrutínio secreto, com a presença da maioria absoluta dos Deputados, por convocação da Mesa Diretora”, diz o Regimento.

Por Rubens Gonçalves

Adiamento das eleições para 15 e 29 de novembro é aprovado no Senado Fonte: Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou em votação remota o adiamento para os dias 15 e 29 de novembro, do primeiro e do segundo turnos, respectivamente, das eleições municipais deste ano, inicialmente previstas para outubro, em decorrência da pandemia de coronavírus.

O texto aprovado nesta terça-feira (23) foi um substitutivo do senador Weverton (PDT-MA) à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2020. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Com a previsão das eleições ainda para este ano, fica garantido o período dos atuais mandatos. A data da posse dos eleitos também permanece inalterada. Prefeito, vice-prefeito e vereadores têm mandato de quatro anos e tomam posse em 1º de janeiro.

A proposta torna sem efeito — somente para as eleições municipais deste ano — o artigo 16 da Constituição, segundo o qual qualquer lei que alterar o processo eleitoral só se aplicará à eleição que ocorrer após um ano de sua vigência.

O senador Weverton explicou que as eleições foram adiadas por 42 dias e com isso também os prazos do calendário eleitoral que estão por vencer:

— Em se confirmando esse texto na Câmara dos Deputados e virando lei, nós vamos manter o mesmo calendário eleitoral previsto para as eleições de 4 de outubro. Ou seja, o período de rádio e TV é o mesmo, o período de Internet é o mesmo, da convenção até o dia da eleição é o mesmo, nós fizemos apenas umas adaptações quanto ao calendário pós eleição por conta do tempo. Mas todos têm de ficar bastante atentos porque não houve aumento de tempo de TV, todos os tempos são os destinados na legislação.

Convenções e campanhas

As emissoras podem transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos até 11 de agosto. A partir dessa data, esse tipo de transmissão fica proibido.

A PEC define também o período entre 31 de agosto e 16 de setembro para a realização das convenções para escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações.

Até 26 de setembro, partidos e coligações devem solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos.

Após 26 de setembro, inicia-se a propaganda eleitoral, inclusive na internet. A Justiça Eleitoral convocará os partidos e a representação das emissoras de rádio e de televisão para elaborarem plano de mídia.

Partidos políticos, coligações e candidatos devem, obrigatoriamente, divulgar o relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, os recursos em dinheiro e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados em 27 de outubro.

Vai até 15 de dezembro o prazo para o encaminhamento à Justiça Eleitoral do conjunto das prestações de contas de campanha dos candidatos e dos partidos políticos e comitês, relativos ao primeiro e, onde houver, ao segundo turno das eleições.

A diplomação dos candidatos eleitos ocorrerá em todo o país até o dia 18 de dezembro.

PEC

Por acordo de líderes, os dois turnos da proposta de alteração do calendário eleitoral foram votados na mesma sessão. Na tramitação normal de uma PEC, o intervalo entre as votações é de, no mínimo, cinco dias. A matéria também passará por dois turnos na Câmara.

O relatório do senador Weverton reuniu três propostas numa só: a PEC 18/2020, do senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP); a PEC 22/2020, de José Maranhão (MDB-PB); e a PEC 23/2020, da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).

O relator ressaltou que a necessidade de isolamento social imposta atualmente à sociedade brasileira pode comprometer a realização do pleito, especialmente com eventos como as convenções partidárias e a própria campanha eleitoral. Weverton enfatizou que essa convicção é compartilhada por autoridades da área sanitária e especialistas da área eleitoral ouvidos em sessão temática promovida pelo Senado na segunda-feira (22), com a presença de senadores e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

— Face a todo esse quadro, fica claro que se impõe, então, o adiamento, que permitirá que possamos realizar com segurança e normalidade as próximas eleições, sem que seja necessária alteração do mandato dos atuais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ou daqueles a serem eleitos em 2020 — completou o relator.

TSE

Weverton ainda optou por autorizar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a promover os ajustes no cronograma eleitoral de acordo com a situação sanitária de cada município. A decisão se aplica, inclusive, ao estabelecimento de novas datas para o pleito, até o prazo limite de 27 de dezembro.

Isso inclui também o atendimento às sugestões de alguns senadores, como a do voto facultativo aos eleitores com mais de 60 anos, considerados integrantes do grupo de risco da covid-19, e a de ampliação dos horários de votação com a fixação de locais específicos como forma de reduzir a aglomeração de pessoas.  

Já quando se tratar de um estado, no caso de as condições sanitárias não permitirem a realização das eleições nas datas previstas, a definição de novo dia para o pleito caberá ao Congresso Nacional, por provocação do Tribunal Superior Eleitoral, instruída com manifestação da autoridade sanitária nacional e após parecer da Comissão Mista da covid-19.

Nova data

A definição da nova data não foi consenso da maioria. Alguns senadores entendem que não há necessidade de adiar as eleições por acreditarem em uma queda no números de casos de contaminados até outubro. Já outros, como Rogério Carvalho (PT-SE), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Rose de Freitas sugeriram que a votação seja adiada para dezembro.

Ciro Nogueira (PP-PI), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), entre outros, defenderam a suspensão das eleições deste ano e a prorrogação dos atuais mandatos para coincidência de pleitos em 2022.  

— O adiamento apenas por 30 dias não vai resolver essa situação. A campanha já começou, nós vamos apenas estender o tempo dessa campanha. O melhor é não ter essa eleição porque vai prejudicar a população, nós vamos perder vidas nessa eleição. Eu defendo que nós adiemos para 2022, é o mais sensato, é o melhor — declarou Ciro Nogueira.

Para o senador Randolfe Rodrigues, essa medida violaria uma cláusula pétrea e seria como “se aproveitar do vírus” para prorrogar mandatos.

Em resposta, o relator ressaltou que a unificação das eleições é tema de reforma política e não está em discussão no momento.

— Neste momento, a matéria é o adiamento das eleições, em torno do qual a República se reuniu. A minha tarefa foi definir uma regra para esse adiamento. Se amanhã, porventura, com todas as opções que foram dadas, não der certo, e se a República entender que prorroguemos os mandatos, isso tem que ser um grande acordo, com “a” maiúsculo e não com “c” de casuísmo — destacou o senador Weverton.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Tocantins chega aos 100 dias de pandemia com um dos menores índices de letalidade da região norte

Tocantins chega aos 100 dias de pandemia com um dos menores índices de letalidade da região norte

Medidas restritivas e ações pontuais da gestão estadual e dos trabalhadores de saúde contribuem para o resultado positivo

Nesta terça-feira, 23, o Estado do Tocantins completou 100 dias da primeira notificação de casos da Covid-19 e contabiliza números positivos no combate à pandemia que assola o mundo.  Decretos e portarias estaduais com medidas restritivas; convocações de profissionais; ampliação da assistência; atendimentos aos acometidos pela doença e o engajamento diuturno da equipe multiprofissional da Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), em todas as áreas de atuação, buscam a superação do problema sem grandes consequências para a população tocantinense.

Nestes 100 dias, segundo o último boletim epidemiológico do dia 23/06/2020, com informações do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/TO), baseado nas análises do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO)  e nas informações encaminhadas pelos municípios, o Tocantins já registrou  8.766 casos no total (em 110 municípios), destes, 5.548 pacientes estão recuperados, 3.039 pacientes estão ainda em isolamento domiciliar ou hospitalar e 179 pacientes foram a óbito (em 43 municípios), com uma taxa de letalidade de 2,04%, do total confirmado no Estado.

O número de recuperados (5.5548) corresponde a 63,2% do total de casos confirmados (8.766) em todo o Estado. Os dados mostram que neste estágio da pandemia no Tocantins, o número de casos recuperados cresce numa proporção maior que o de casos ativos, o que pode ser entendido como uma desaceleração do contágio no Estado.

Conforme dados do Ministério da Saúde (MS) e do CIEVS/TO, com 24,4 mortes por 100 mil habitantes, o Tocantins tem a menor taxa de mortalidade dentre os Estados da região Norte que tem 47,8 mortes para a mesma quantidade populacional.

“Lamentamos com as famílias a perda de cada tocantinense que veio a óbito em decorrência do novo Coronavírus, mas queremos destacar que não temos medido esforços para minimizar as consequências desta pandemia que tem efeitos avassaladores em todo o planeta. Temos feito ações pontuais, conseguido ampliar nosso atendimento e a felicidade de dizer que até o presente momento nenhuma vítima deixou de ser atendida por falta de vagas ou medicação necessária para o tratamento”, destacou o titular da SES, Dr Edgar Tollini.

Entre as ações mencionadas pelo gestor está a implantação e ampliação dos leitos clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o último Relatório Situacional de Enfrentamento da Codiv-19, divulgado pela SES, no dia 18 de junho de 2020, atualmente são 167 leitos clínicos (em 18 municípios) e 52 leitos de UTI (em cinco municípios), com retaguarda dos 9 leitos de estabilização (em cinco municípios), com capacidade de atendimento de urgência e emergência em todas as regiões do Estado, conforme dispõe a Resolução CIB Nº 109, de 10 de junho de 2020.

O relatório aponta ainda, que desde o início do registro de casos de COVID-19 no Tocantins, ocorreram 333 internações de pacientes confirmados positivos em unidades hospitalares sob gestão estadual e 2.059 atendimentos em Pronto Socorro (PS) pelo motivo registrado como “Suspeita de COVID-19” nos referidos hospitais.

Restrições positivas

Desde o início da implantação das medidas restritivas (Decretos  nº 6.087 – 27/04/2020 e  nº 6.092 – 05/05/2020), as quais determinaram o isolamento social e as restrições do movimento nas unidades hospitalares geridas pela SES, em observância às recomendações do Ministério da Saúde (MS), no que tange às internações em alojamentos conjunto, bem como a suspensão das cirurgias eletivas teve resultado positivo na taxa de ocupação da rede hospitalar que atualmente opera em torno de 33% do total de leitos e nas Unidades Hospitalares porte III a ocupação média é de 65%.

Força de trabalho

A SES conta com cerca de 12.337 servidores em seu quadro, destes, 9.693 estão lotados nas Unidades Hospitalares sob gestão estadual, perfazendo 78,6%, segundo dados do Sistema de RH no mês de maio e a pasta tem, ao longo da pandemia,ampliado a força de trabalho. Para tanto foi publicado o EDITAL – 3/2020/SES/GASEC, o qual recebeu  1.854 inscrições e até o dia  18/06/2020, 784 profissionais inscritos já foram selecionados, contratados e encaminhados aos hospitais, exclusivamente para combate à Covid-19.

Proteção dos trabalhadores

Até o último dia 18, foram detectados 280 casos confirmados de trabalhadores de estabelecimentos de saúde sob gestão da SES. O percentual de acometimento da Covid-19 entre os trabalhadores de saúde da SES é de 2,88%, número muito reduzido se comparado com os dados nacionais, cujo percentual é de 15,9%, segundo informado no Boletim Epidemiológico Especial MS nº 16 divulgado na mesma data.

A baixa taxa se deve ao constante abastecimento das unidades de saúde, com equipamentos de proteção individuais, os quais tem chegado também através da colaboração de empresas e órgãos e instituições comprometidas com a responsabilidade social. Todas a unidades seguem abastecidas destes itens e o estoque da pasta ainda conta com mais de um milhão de itens como luvas, aventais, máscaras, álcool, toucas e protetores faciais.

Testagem

O Estado segue a rotina de testagem, através do Lacen/TO, responsável pela realização dos testes de RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real), recomendado pelo Ministério da Saúde como padrão ouro para o diagnóstico da doença dos quais o órgão detém mais de 39 mil kits em estoque, mesmo após realizar mais de 17 mil análises.

Aldenes Lima/Governo do Tocantins

Governo do Tocantins intensifica obras de reconstrução asfáltica da TO-080 entre Palmas e Paraíso

Governo do Tocantins intensifica obras de reconstrução asfáltica da TO-080 entre Palmas e Paraíso

Além da reabilitação do pavimento, o trecho receberá a renovação do sistema de drenagem e da sinalização viária. O investimento de R$ 40,3 milhões.

O Governo do Tocantins já liberou ao tráfego de veículos 22 km de asfalto novo executados em TSD (Tratamento Superficial Duplo) nas obras de reabilitação do pavimento em 53 km, da TO-080, trecho de Palmas a Paraíso do Tocantins, na região central do Estado. O Governo está intensificando os trabalhos e ainda esta semana, devem ser autorizados o trânsito em mais 4 km de rodovia recuperados em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente).

A reconstrução do pavimento faz parte do Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), segunda etapa, do Programa de Desenvolvimento Regional Integrado e Sustentável (PDRIS), convênio entre o Governo do Tocantins por meio da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) e o Banco Mundial.

As obras incluem os serviços de fresagem, que são cortes ou ranhuras no pavimento; de reperfilagem, com a colocação de uma nova camada de asfalto para nivelar e corrigir irregularidades, dando uniformidade ao asfalto; e de implantação de capa asfáltica, camada final de asfalto.

Além da reabilitação do pavimento, o trecho receberá a renovação do sistema de drenagem e da sinalização viária. O investimento de R$ 40,3 milhões. As obras estão sendo executadas pelo Consórcio Crema Paraíso, que reúne três empresas construtoras.

O trecho receberá asfalto novo adequado às necessidades de um tráfego constante de veículos leves e de carga. “O Governo vem atuando de modo a colocar o Estado do Tocantins como ponto de interligação estratégico da logística do País. Nesse sentido, precisamos preparar nossas rodovias para suportar a demanda”, destaca a secretária de Estado da Infraestrutura e presidente da Ageto, Juliana Passarin.

Duplicação

Além da reconstrução da pista já asfaltada, o governador Mauro Carlesse solicitou à Assembleia Legislativa, autorização para contratar financiamento de R$ 150 milhões, visando à duplicação deste trecho da TO-080 ligando Palmas a Paraíso.  A realização da operação de crédito junto ao Banco do Brasil foi autorizada e a Agência Tocantinense de Transportes e Obras trabalha no processo administrativo que possibilitará o breve início das obras.

Luzinete Bispo/Governo do Tocantins

Operação contra a criminalidade cumpre oito mandados de busca e apreensão em Novo Acordo

Com o objetivo de dar combate à criminalidade e suporte às investigações de furtos, a 80ª Delegacia de Polícia de Novo Acordo cumpriu na manhã desta terça-feira, 23, oito mandados de busca e apreensão em endereços localizados no município localizado na região centro leste do Tocantins e a 118 quilômetros de Palmas.  Ao todo, nove mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário. Um deles ainda está em aberto e deve ser cumprido nas próximas horas.

Coordenada pelo titular da 80ª DP de Novo Acordo, delegado Vladimir Bezerra de Oliveira, a ação contou com o apoio do Grupo Operacional Tático Especial (GOTE) da Secretaria da Segurança Pública e da 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC de Porto Nacional).

Os mandados de busca e apreensão, devidamente expedidos pelo Poder Judiciário, foram cumpridos em residências de suspeitos de terem participado há cerca de dois meses do crime de furto de peças de motocicletas que já haviam sido apreendidas pelas Polícias Militar e Civil e que se encontravam guardadas no prédio da antiga sede da Delegacia de Novo Acordo.

Conforme o Delegado Vladimir, desde que o furto ocorreu, a Polícia Civil vem investigando e no decorrer destes dois meses recuperou algumas das peças das motocicletas. “Na ação de hoje, recuperamos mais peças de motocicletas e vamos encaminhá-las para a Perícia Oficial para averiguar se são peças das motos furtadas há dois meses”, explicou o Delegado.

O delegado Vladimir ressalta que a Polícia Civil está atenta e que as investigações continuam em curso para poder chegar aos suspeitos do furto das peças das motocicletas, como também de outros delitos. Segundo ele, os mandados cumpridos de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira, 23, vão somar às informações que a Polícia Civil já levantou e, dessa forma, apontar os autores dos furtos.  

Shirley Cruz – Governo do Tocantins

Prefeitura autoriza funcionamento de academias e proíbe consumo de bebidas em locais públicos

Foi publicado nesta terça-feira, 23, no Diário Oficial de Araguaína, o Decreto nº 234, que altera o Decreto nº 227/2020, que trata do processo de retomada gradativa das atividades econômicas na cidade.

A alteração inclui a autorização de reabertura das academias e a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento comercial, industrial e de serviços, bem como em qualquer local público da cidade.

Para a reabertura das academias, os estabelecimentos precisarão se adequar para atender às normas publicadas na portaria conjunta das secretarias municipais da Saúde, do Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente.

Regras específicas
Nas academias, serão permitidas apenas as atividades individuais. Além das regras gerais, como disponibilização de álcool em gel para higienização das mãos, intensificação das ações de limpeza e limite do número de pessoas por vez, os estabelecimentos têm regras específicas.

Poderá haver apenas um equipamento a cada 10 metros quadrados, assim mantendo o distanciamento pouco maior que três metros entre cada um. Esteiras, bicicletas e outros da modalidade aeróbica poderão ser usados apenas em baixa intensidade, ao passo de caminhada.
Aulas em grupo, como zumba, continuarão suspensas, por enquanto. Além de máscaras, os profissionais de orientação devem fazer uso de luvas.

Mara Santos

PM prende dois homens por tráfico de drogas, receptação e furto em residência em Araguaína

A Polícia Militar prendeu, na tarde dessa sexta-feira, 19, dois homens, ambos com 36 anos, no Setor Bounganville, na cidade de Araguaína por tráfico de drogas, receptação e furto em residência. Com os autores foram localizadas: duas portas de blindex, três portas de compensado, um balcão de mármore, uma pia de cozinha mármore, uma pia de banheiro, uma quantia em dinheiro, um alicate, duas chaves de fenda, um martelo um parafuso e duas pedras de uma substância análoga ao crack.

Após ser acionada via 190, a equipe de policiais militares deslocou até o Setor Bounganville, onde a vítima do sexo masculino, informou que indivíduos teriam arrombado a porta de sua residência. Com o auxílio de imagens de câmeras de segurança, os policiais visualizaram que um indivíduo teria furtado a residência e que colocou os objetos em um carrinho de mão.

Ao realizar diligências na região, seguindo o rastro do carrinho de mão, os policiais militares chegaram ao Setor Canaã, onde localizaram o autor do furto que já havia vendido os objetos furtados. Com ele foram encontradas algumas ferramentas como: chaves de fenda, alicate, martelo e, uma quantia em dinheiro. O receptador também foi localizado próximo da residência onde encontrava-se o autor e, ao realizar abordagem pessoal, foram encontradas duas pedras de uma substância análoga à crack.

Os dois homens, os objetos de furto, a substância entorpecente, a quantia em dinheiro e as ferramentas foram conduzidos à Central de Flagrantes para os procedimentos legais.

Revisão: Andressa Santos

Em audiência no Senado, TSE propõe que eleições sejam adiadas

Participaram do debate, ao lado do ministro Luís Roberto Barroso, juristas, cientistas e médicos. Senadores votarão a proposta nesta terça (23)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, participou da sessão plenária virtual do Senado Federal desta segunda-feira (22) para – ao lado de médicos, cientistas e especialistas em Direito Eleitoral – debater com os parlamentares da Casa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite o adiamento das Eleições Municipais de 2020, em virtude da pandemia de Covid-19. A sessão foi presidida pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da PEC, que será votada na sessão plenária do Senado desta terça-feira (23).

Após a abertura dos trabalhos, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que há um consenso médico no sentido do adiamento das Eleições Municipais deste ano por algumas semanas. Com base no posicionamento desses especialistas, ele informou que o TSE propôs aos presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao relator da PEC o adiamento do pleito de 4 de outubro para uma “janela”, sugerida pelo médicos para o período de 15 de novembro a 20 de dezembro.

A data de realização das eleições seria uma escolha política do Congresso Nacional, enfatizou Barroso ao explicar o motivo pelo qual a Corte não sugeriu um dia específico. “Portanto, o TSE endossa o consenso médico da conveniência de se adiarem as eleições por algumas semanas para dentro dessa janela que está sendo considerada”, disse.

O presidente do TSE ressaltou que não convém aproveitar a emergência da pandemia para fazer mudanças estruturais no sistema eleitoral em vigor ou em datas de posse de cargos eletivos, devendo as mudanças ser concentradas em questões relacionadas à pandemia causada pelo novo coronavírus. Barroso solicitou que, ao apreciar a PEC, os senadores considerem a possibilidade de permitir ao TSE adiar, por ainda mais algumas semanas, as eleições, eventualmente já transferidas para novembro – embora sempre dentro do ano de 2020 –, em municípios em que isso precise ocorrer.

Mandatos e prazos eleitorais

O ministro destacou que há um entendimento – entre o TSE, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados e o relator da proposta – pela não prorrogação dos mandatos municipais, a fim de evitar o enfrentamento de “problemas graves de natureza constitucional”.

Ele informou aos senadores que já expôs a esses parlamentares a necessidade de não se modificar os prazos eleitorais já transcorridos, especialmente os de filiação partidária, de domicílio eleitoral e de desincompatibilização para a disputa eleitoral de cargos de alto escalão. “E, sobretudo, para o TSE, seria um caos reabrir o cadastro eleitoral. Nós já estamos envolvidos em outras etapas das eleições e seria quase inviável para parar essa programação e voltar para o cadastro eleitoral”, alertou Barroso.

Barroso apontou que alguns prazos móveis poderiam ser postergados na mesma proporção de 42 dias, conforme sugerido pelo presidente do Senado Federal e pelo relator da PEC. São datas relativas ao horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e à convocação dos mesários, por exemplo.

Haveria, ainda, a prorrogação para três meses antes da eleição dos prazos de desincompatibilização de servidores municipais. Também seria alterada, pelo mesmo tempo de adiamento das eleições, a contagem para a vedação a determinadas condutas praticadas por agentes públicos, como a questão de repasses de convênios, a movimentação de servidores e a publicidade institucional.

Voto facultativo

Luís Roberto Barroso disse que, num mundo ideal, o voto será facultativo. Porém, segundo ele, no estágio atual da democracia brasileira, o voto, além de um direito do cidadão, deve ser também um dever cívico. “E nós temos muita preocupação de que a facultatividade possa produzir uma deslegitimação da classe política e dos eleitos, na eventualidade de um elevadíssimo índice de abstenção”, alertou.

O ministro salientou que deve ser considerada uma eventual anistia de multa para os eleitores que não puderem comparecer às urnas por fundado temor da ação do vírus, em razão de se enquadrarem em grupo de risco.

Preparação para as eleições

O presidente do TSE informou que a Justiça Eleitoral está preparando uma cartilha para as Eleições Municipais, com recomendações sobre o distanciamento social e de ordem sanitária, como de não levar a mão à boca, ao nariz e aos olhos, entre outros esclarecimentos. Disse, ainda, que a Justiça Eleitoral, em parceria com o Congresso Nacional, vai buscar doações com a iniciativa privada para o fornecimento, sem custo para os cofres públicos, de máscaras, álcool gel e luvas para aumentar a proteção dos mesários e dos eleitores.

Ao finalizar, Luís Roberto Barroso destacou que o maior objetivo do TSE é garantir Eleições Municipais seguras para todos. Ele lembrou que a saúde pública é o bem maior; contudo, é preciso preservar a democracia. “Portanto, os senhores fiquem tranquilos. Outros países realizaram eleições. Tudo o que de bom puder ser transplantado do que se fez em outras partes do mundo nós traremos para cá, para garantir uma eleição segura, limpa e que dê continuidade a esse longo período de estabilidade democrática”, assegurou o magistrado.

O vice-presidente do TSE, ministro Edson Fachin também participou do debate e exaltou o diálogo interinstitucional para tratar das Eleições 2020. “todos nós estamos na pandemia, cuidando da saúde e da democracia, e a Justiça Eleitoral está à disposição do Parlamento e da sociedade brasileira para operacionalizar a imprescindível convivência democrática no Estado Democrático de Direito.”

Cientistas

Antes da abertura dos debates entre os senadores, foi dada a palavra aos médicos Paulo Lotufo, epidemiologista da Universidade de São Paulo (USP), e David Uip, infectologista e presidente do Instituto Emílio Ribas, de São Paulo, além do biólogo virologista Átila Iamarino.

David Uip afirmou considerar inconcebível realizar o pleito na data estipulada pela Constituição Federal. Ele propôs que, além das proteções sanitárias para que o voto seja mais seguro, a eleição seja realizada o mais próximo possível do fim ano, com horário estendido no geral e, especificamente, com horários alternativos e apropriados para a população mais vulnerável (idosos ou portadores de doenças pré-existentes). “É necessário ainda um fluxo de sistemas bem planejado para que tenhamos a maior segurança possível tanto para os leitores quanto para os trabalhadores do processo eleitoral. Para isso, é necessário um treinamento efetivo para todos que se envolverão no pleito”, avaliou.

Paulo Lotufo, por sua vez, considerou que manter a eleição em 4 de outubro fará com que o Brasil tenha um aumento ainda maior de novos casos de Covid-19 e ainda mais mortes, bem como um nível muito alto de contágio. Ele propôs que a votação ocorra no dia 15 de novembro para o primeiro turno e no dia 15 de dezembro para o segundo turno, conforme sugeriu o presidente do TSE. “Acho essa data bem razoável. Uma das questões já acertadas, seja qual for a data, é que o período seja estendido por mais três horas”, acrescentou. Ele disse não ver a necessidade de alterar a regra da idade do voto facultativo, que hoje vale para os eleitores analfabetos, menores de 18 anos e maiores de 70 anos.

Último cientista a falar, Átila Iamarino afirmou que o Brasil está relaxando as medidas de isolamento social mais pelo cansaço e por necessidade econômica do que pelo controle da pandemia. Segundo o biólogo, o grande problema das eleições no contexto da pandemia é o deslocamento e a aglomeração das pessoas em virtude da votação. Ele destacou a importância de providências para diminuir essa aglomeração, seja com mais seções eleitorais, seja com a ampliação do horário de votação ou do número de dias em que a votação acontecerá.

Juristas

Também participaram da sessão plenária os juristas Henrique Neves da Silva, pelo Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral (Ibrade); Marcelo Weick Pogliese, pela Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep); e Melillo Dinis, diretor no Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

Henrique Neves, ex-ministro TSE, destacou a importância do diálogo entre juristas, políticos e cientistas para se definir a questão da segurança da saúde dos eleitores nas Eleições Municipais de 2020. Ele disse acreditar que, por meio de emenda constitucional, é possível, diante do quadro excepcional, que se autorize à Justiça Eleitoral adotar as medidas que vierem a ser consideradas não simplesmente necessárias pela parte da saúde, mas tecnicamente viáveis.

O jurista Marcelo Pogliese compartilhou com os senadores os resultados dos estudos que a Abradep vem realizando sobre a questão das eleições no contexto da pandemia de Covid-19. Para ele, é importante que o pleito seja adiado para que se possa proteger a saúde da população e dos servidores da Justiça Eleitoral. Ele sugeriu a readaptação do calendário eleitoral em face do adiamento do dia da votação, como é o caso da data da realização das convenções partidárias e da análise das contas eleitorais, entre outros.

Por fim, o advogado Melillo Dinis explicou que, ao aprovar o adiamento das eleições, também se observem os prazos de inelegibilidade que são impostos na Lei da Ficha Limpa. Ele propõe que haja uma prorrogação das cláusulas de inelegibilidade a respeito da data da eleição. “Ou seja, a ideia é que o prazo, ou os prazos de inelegibilidade anterior ou relacionada com o pleito de 2020, cuja contagem tenha como referência a data da eleição, serão aferidos com base na data de 4 de outubro de 2020, claro, recepcionando aqueles que são os prazos naturais e normais”, explicou.

Debate

A sessão plenária prosseguiu com as exposições dos senadores inscritos, que fizeram diversas perguntas ao presidente do TSE e aos demais participantes convidados.

RG, EM, IC/ LC, DM

Covid-19: Brasil chega a 1,1 milhão de casos e 51,2 mil mortes

O Brasil teve 654 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (22). Com esse acréscimo às estatísticas, o país chegou a 51.217 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus.

A atualização diária traz um aumento de 1,1% no número de óbitos em relação a ontem (21), quando o total estava em 50.617.

O balanço também teve 21.432 novos casos registrados, totalizando 1.106.470. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 1,9% sobre o número de ontem, quando os dados do ministério registravam 1,085 milhão de pessoas infectadas.

Do total, 483.550 pacientes estão em observação, 571.649 foram recuperados e 3.912 mortes estão em investigação.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,6%. A mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 24,4. Já incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 526,5.

Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (12.634), Rio de Janeiro (8.933), Ceará (5.604), Pará (4.605) e Pernambuco (4.252). Também apresentam altos índices de vítimas da pandemia os estados do Amazonas (2.671), Maranhão (1.760), Bahia (1.441), Espírito Santo (1.362), Alagoas (903) e Paraíba (784).

Os estados com mais casos confirmados da doença são São Paulo (221.973), Rio de Janeiro (97.572), Ceará (94.158), Pará (86.020) e Maranhão (70.689).

Boletim epidemiológico covid-19
Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil 

Últimas notícias