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Prefeito de Palmas passa por cirurgia cardíaca de emergência e segue em UTI com quadro estável

Eduardo Siqueira Campos, do Podemos, foi submetido a cateterismo e implante de novos stents após obstrução de até 90% nas artérias; alta é prevista para esta quinta-feira

O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), foi submetido na noite de quarta-feira (29) a uma cirurgia cardíaca de emergência no Hospital Jorge Saad, na capital tocantinense. Segundo boletim médico divulgado ainda durante a madrugada, o procedimento transcorreu sem complicações, e o paciente permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), consciente e com quadro clínico estável.

De acordo com a equipe médica, o prefeito apresentou dores intensas no peito e falta de ar nos dois dias que antecederam a internação. Ao chegar ao hospital, foi diagnosticado com angina instável — condição caracterizada pela redução do fluxo de sangue e oxigênio ao coração, que pode ser precursora de um infarto se não tratada com rapidez.

Obstrução chegou a 90%

Após exames de sangue e eletrocardiograma, os médicos optaram por realizar um cateterismo de urgência. O resultado revelou um quadro mais grave do que o inicialmente esperado: os bloqueios em diferentes pontos das artérias coronárias atingiam até 90% da capacidade dos vasos — mesmo com os stents implantados em procedimentos anteriores funcionando normalmente.

Diante do diagnóstico, a equipe de cardiologistas realizou o implante de novos stents para desobstruir as artérias comprometidas e restabelecer a circulação adequada. O procedimento contou com o auxílio de ultrassom intracoronário, tecnologia que permite visualizar o interior dos vasos com alta precisão, reduzindo margens de erro durante a intervenção.

Histórico cardíaco de longa data

Eduardo Siqueira Campos não é um paciente de primeira viagem no tema. O político tem histórico conhecido de doenças coronarianas e já passou por procedimentos semelhantes em 2017, 2019 e, mais recentemente, em 2025 — o que torna a intervenção de quarta-feira sua quarta experiência com implante de stents.

O acúmulo de procedimentos ao longo dos anos, aliado à natureza progressiva das doenças coronarianas, ajuda a contextualizar o agravamento registrado desta vez. Segundo especialistas não vinculados ao caso, obstruções tão acentuadas em pacientes com histórico de stents exigem monitoramento contínuo e podem reaparecee mesmo com os dispositivos anteriores em pleno funcionamento, já que outras regiões das artérias permanecem vulneráveis.

Cirurgia bem-sucedida; alta prevista para hoje

A Prefeitura de Palmas, por meio de sua assessoria de comunicação, confirmou que a cirurgia foi bem-sucedida e que não houve intercorrências. O prefeito segue sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por cardiologistas e especialistas em terapia intensiva.

A previsão médica é de que ele receba alta ainda nesta quinta-feira (30), condicionada à continuidade da evolução clínica positiva observada nas primeiras horas após o procedimento.

Governo municipal em compasso de espera

A internação do prefeito ocorre em momento politicamente sensível para a capital tocantinense. Interlocutores do governo municipal consultados pela reportagem preferem não especular sobre eventual impacto na agenda do Executivo, ressaltando que a estrutura administrativa segue funcionando normalmente durante o período de recuperação do prefeito.

Nos bastidores, aliados políticos monitoram a situação com cautela, mas demonstram confiança na recuperação. “Ele tem um histórico de superar esse tipo de situação com serenidade”, disse uma fonte da base aliada, em caráter reservado.

Por enquanto, não há informação sobre quem assumirá interinamente a administração caso a internação se prolongue além do previsto — cenário que, por ora, não é vislumbrado pela equipe médica.

Geovane Oliveira ,com informações da assessoria de comunicação da Prefeitura de Palmas.

Justiça Eleitoral decide pela cassação de prefeito e vice de Goiatins

O plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira (29), cassar os mandatos do prefeito de Goiatins, Manoel Natalino Pereira Soares (Republicanos), e do vice-prefeito Zé Américo Filho (PDT). A decisão reforma a sentença de primeira instância e ainda é passível de recurso.

O caso analisado pela Corte trata de um recurso eleitoral contra decisão anterior que havia aplicado apenas multas à chapa, sem a perda dos mandatos. Ao reexaminar o processo, os magistrados concluíram pela existência de abuso de poder político e captação ilícita de sufrágio, o que motivou a cassação dos diplomas.

As investigações apontaram práticas consideradas irregulares durante o período eleitoral, incluindo o uso de veículos públicos para fins particulares, abastecimento indevido e contratação de servidores em período vedado pela legislação. A Procuradoria Regional Eleitoral manifestou-se favorável ao recurso, defendendo a reforma da sentença e o reconhecimento do abuso de poder.

Durante o julgamento, o presidente do TRE, desembargador Adolfo Amaro Mendes, acompanhou o voto do relator e destacou que a inelegibilidade recai apenas sobre o prefeito. “No mérito, dar provimento ao recurso para cassação dos diplomas dos recorridos e declarar a inelegibilidade apenas do recorrido Manoel Natalino Pereira Soares, afastando a inelegibilidade do vice-prefeito”, afirmou.

A defesa, conduzida pelo advogado Márcio Gonçalves Moreira, informou que irá recorrer. Segundo ele, não houve gravidade suficiente nas condutas apontadas para comprometer o resultado das eleições. “Vamos recorrer para manter a sentença de primeiro grau, que reconheceu a inexistência de abuso capaz de influenciar o pleito”, declarou. Ele acrescentou que o prefeito permanece no cargo até o julgamento final dos recursos.

Com a decisão, a permanência da chapa nos cargos está assegurada até o trânsito em julgado. Caso a cassação seja confirmada em definitivo, a Justiça Eleitoral deverá convocar novas eleições no município.

Por: Geovane Oliveira

Governo do Tocantins protocola substitutivo de MP com indenizações de R$ 1.200 após audiência com categorias

Medida foi formalizada nesta quarta-feira, 29, após reunião com categorias do Detran/TO, Naturatins, Ruraltins, Procon Tocantins, Unitins e Pronto

O Governo do Tocantins protocolou, na manhã desta quarta-feira, 29, na Assembleia Legislativa, medidas formais para viabilizar solução jurídica que garanta o pagamento das indenizações a servidores estaduais com segurança jurídica. As ações incluem recurso ao plenário e proposta de substitutivo às Medidas Provisórias (MPs) em tramitação.

A formalização ocorre após audiência realizada nessa terça-feira, 28, no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, quando o governador Wanderlei Barbosa reuniu-se com representantes de seis categorias do serviço público estadual para tratar da manutenção dos benefícios pagos a servidores que atuam em atividades finalísticas, como fiscalização, atendimento ao público e assistência técnica.

Segurança jurídica e proposta do Executivo

A proposta original encaminhada pelo Executivo por meio da Medida Provisória nº 17/2026, posteriormente reeditada pela MP nº 21/2026, previa o pagamento das indenizações dentro dos limites legais. Durante a tramitação legislativa, no entanto, o texto foi alterado com ampliação de valores, o que, segundo o Governo, configura vício de iniciativa, ao implicar criação de despesa pelo Poder Legislativo, sem a devida previsão orçamentária, situação que motivou o veto do governador.

Durante a audiência, o governador enfatizou que a prioridade da gestão é evitar prejuízos aos trabalhadores e destacou que a proposta apresentada busca assegurar o pagamento das indenizações com respaldo legal. “Não podemos correr o risco de pagar e depois haver questionamentos que levem à devolução desses valores, desta forma, a solução está sendo construída dentro da legalidade. Quando apresentamos a proposta de R$ 1.200, houve aceitação das categorias, o que representa um avanço em relação ao valor anterior e garante segurança jurídica para que o servidor receba sem risco de questionamentos futuros”, pontuou.

Construção técnica

Como alternativa, o Governo propôs o envio de Medida Provisória substitutiva, com valor ajustado para R$ 1.200, elaborada com base em análise técnica da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Casa Civil.

O secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica; e o secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, Maurício Parizotto Lourenço, destacaram que a proposta busca conciliar valorização do servidor e responsabilidade fiscal.

O procurador da PGE, Jax James Garcia Pontes, ressaltou que a medida precisa estar juridicamente sustentada para garantir segurança e continuidade dos pagamentos.

Representando os servidores, o diretor administrativo do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe/TO), Natal Cesar Alves de Castro, destacou a importância de assegurar respaldo legal às indenizações.

Servidores defendem solução dentro do prazo

O presidente da Associação dos Servidores da Extensão Rural do Tocantins (Asser/TO), Andrey Costa, afirmou que a falta de deliberação dentro do prazo pode gerar prejuízos aos servidores. “Há risco de perda ou redução das indenizações, o que impacta diretamente a renda. Por isso, é fundamental uma solução com segurança jurídica, que garanta o pagamento sem risco de devolução e evite prejuízos ainda este ano”, enfatizou.

Formalização das medidas

As medidas protocoladas no dia 29 de abril de 2026 incluem recurso ao plenário da Assembleia Legislativa para garantir a continuidade da tramitação das medidas provisórias, além do encaminhamento de proposta de substitutivo à MP nº 21/2026, fixando o valor das indenizações em R$ 1.200, com base em critérios técnicos e jurídicos.

A efetivação da proposta depende da tramitação e da aprovação pela Assembleia Legislativa. O Governo acompanha os prazos de vigência das Medidas Provisórias, que possuem tramitação limitada, e ressalta que a deliberação dentro do período legal é fundamental para garantir a continuidade dos pagamentos ainda em 2026.

Fundamentação jurídica

O Governo do Tocantins também sustenta a legalidade dos encaminhamentos com base em fundamentos técnicos e regimentais. De acordo com análise jurídica apresentada ao Parlamento, o recurso ao plenário encontra respaldo no Regimento Interno da Assembleia Legislativa, que permite ao autor contestar decisão de não recebimento de proposições.

A análise destaca ainda que a apreciação da matéria deve ocorrer no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e do plenário, conforme previsto no rito legislativo.

Além disso, o entendimento é reforçado por jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a possibilidade de correção de vícios formais por meio de veto e readequação normativa.

Segundo o documento, a eventual não tramitação das medidas ou a derrubada dos vetos pode resultar na perda da base normativa que sustenta as indenizações, gerando risco concreto à segurança jurídica e ao pagamento dos benefícios aos servidores.

Edição: Larissa Mendes

Revisão Textual: Marynne Juliate

Com tecnologia, produtores transformam a gestão dentro da porteira no Tocantins

Experiências no campo mostram como dados, drones e sistemas digitais têm mudado decisões e resultados na pecuária

A incorporação de tecnologia tem transformado a gestão das fazendas no Tocantins. Em um cenário de expansão da pecuária e maior exigência por eficiência, produtores têm investido em ferramentas que permitem acompanhar indicadores em tempo real e tomar decisões com base em dados.

Dados do IBGE e da Embrapa apontam o avanço da adoção tecnológica no campo brasileiro, impulsionando sistemas mais intensivos e produtivos. No Tocantins, onde o rebanho supera 11 milhões de cabeças, segundo a Adapec, esse movimento reforça a profissionalização da atividade.

Na prática, softwares de gestão, identificação eletrônica e sensores permitem o controle detalhado do rebanho, redução de falhas e melhor planejamento das operações. O uso de drones também vem ampliando o monitoramento de pastagens e áreas produtivas, garantindo mais agilidade e precisão no manejo.

Na Fazenda Santana, em Pium, a pecuarista Maria Elizabeth de Rooy Nascimento já utiliza essas tecnologias na rotina. “Há seis anos adotamos software de gestão e brinco eletrônico, o que trouxe mais organização das informações, rastreabilidade e controle individualizado dos animais”, afirma.

“Com a gestão individualizada, conseguimos avaliar melhor a produção e descartar animais menos produtivos. O brinco eletrônico trouxe mais agilidade no manejo e reduz erros, enquanto o uso de drones aumentou a precisão nas operações e reduziu desperdícios”, explica.

A análise de solo também passou a orientar o uso mais eficiente de insumos e a produtividade das pastagens.

A produtora destaca ainda que a adoção exigiu adaptação. “Houve resistência no início, mas com treinamento e resultados práticos, a equipe passou a utilizar as ferramentas com confiança.”

Além da gestão, outro ponto de destaque é a integração entre tecnologia e genética. O cruzamento de dados sobre desempenho, ganho de peso, fertilidade e qualidade de carcaça permite uma seleção mais precisa dos animais, acelerando os resultados ao longo dos ciclos produtivos.

Para o presidente da Novilho Precoce Tocantins, Fernando Penteado, a tecnologia já é parte essencial da atividade. “O produtor que trabalha com informação e ferramentas modernas ganha eficiência, melhora a qualidade da produção e evolui com mais consistência. Hoje, quem não acompanha esse movimento acaba ficando para trás.”

A tendência é que o uso de tecnologia continue avançando no campo, consolidando a gestão baseada em dados como um dos pilares da pecuária moderna.

 Kiw Assessoria de Comunicação 

PF aborda deputada Janad Valcari em agência bancária de Palmas para verificar movimentação financeira

A deputada estadual Janad Valcari (PP-TO) foi alvo de uma abordagem da Polícia Federal (PF) na tarde desta quarta-feira (29), enquanto realizava transações em uma agência bancária na capital tocantinense. O episódio, que rapidamente ganhou repercussão nos bastidores políticos do estado, envolveu averiguações sobre movimentações de valores em espécie.

De acordo com informações preliminares, os agentes federais teriam sido acionados para verificar a origem e o destino de recursos que estavam sendo manuseados pela parlamentar no momento da operação bancária. A ação faz parte de protocolos de monitoramento de movimentações financeiras atípicas, frequentemente conduzidos pelas autoridades federais em contextos investigativos.

Colaboração e justificativa de patrimônio

Em nota oficial emitida logo após o incidente, a assessoria de imprensa de Janad Valcari afirmou que a deputada colaborou integralmente com a equipe policial. A defesa sustenta que a parlamentar forneceu todos os esclarecimentos solicitados e que os valores em questão são de origem lícita, provenientes de seu patrimônio pessoal.

“A deputada Janad Valcari reitera seu compromisso com a transparência e a legalidade. A abordagem foi tratada com absoluta tranquilidade, e todos os documentos que comprovam a licitude dos recursos foram colocados à disposição das autoridades. Não há qualquer irregularidade em suas atividades financeiras ou parlamentares”, diz o comunicado.

Contexto Político

A abordagem ocorre em um momento de intensa movimentação política no Tocantins. Janad Valcari, que possui uma trajetória marcada pela atuação em comissões relevantes na Assembleia Legislativa, é uma figura central no cenário eleitoral do estado.

Até o momento, a Polícia Federal não detalhou se a abordagem está vinculada a algum inquérito específico ou se trata de uma fiscalização de rotina decorrente de alertas do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Por: Geovane Oliveira

Áudio vazado revela crise interna e mudança de planos de César Halum de federal para estadual

Um áudio que circula nas redes sociais, atribuído ao ex-deputado federal César Halum, revela insatisfação com movimentos internos de seu grupo político e indica uma possível mudança de estratégia para as próximas eleições. Na gravação, Halum conversa com uma liderança regional conhecida como “Cobra do Bico” e relata dificuldades enfrentadas após decisões atribuídas ao ex-prefeito de Gurupi, Laurez Moreira.

No conteúdo, Halum afirma ter sido surpreendido por uma mudança de rumo que teria impactado diretamente seu projeto inicial de disputar uma vaga na Câmara Federal. Segundo ele, a falta de aviso prévio comprometeu articulações partidárias e alianças que estavam em construção.

“Eu achei muita covardia do Laurez, porque ele podia ter avisado antes que não ia [seguir com o projeto], e aí eu tinha mudado de partido, feito outra coligação”, diz no áudio.

O ex-parlamentar também menciona que seu nome vinha sendo bem-posicionado em sondagens eleitorais, especialmente em cidades estratégicas como Araguaína e Palmas, mesmo sem campanha ativa. No entanto, segundo ele, a desarticulação do grupo político teria enfraquecido a chapa para deputado federal.

Chapa “desidratada” e mudança de plano

Ainda na gravação, Halum relata que a saída de aliados teria deixado a nominata federal fragilizada, sem densidade eleitoral suficiente para alcançar o quociente exigido. Ele afirma que chegou a ficar praticamente sozinho na composição.

“A chapa desidratou muito, murchou. Ficou só eu e mais uns três nomes muito fracos, que não somam voto, não dão legenda”, declarou.

Diante desse cenário, o ex-deputado indica que deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, mudando seu foco de federal para estadual. A decisão, segundo ele, seria uma alternativa viável diante das dificuldades estruturais do grupo.

Impactos locais e alianças

O áudio também evidencia tensões em bases regionais, como em Araguatins, onde Halum reconhece a influência do grupo liderado por Aquiles da Areia e a pré-candidatura de sua filha, Wesla. Ele admite que aliados locais podem priorizar esse apoio, o que dificultaria sua própria articulação.

Apesar disso, Halum mantém o tom conciliador com interlocutores e reforça laços políticos. “Eu sou seu amigo de qualquer jeito”, afirma ao interlocutor, indicando tentativa de preservar alianças mesmo diante do novo cenário.

Repercussão e silêncio dos citados

Até o momento, nem Laurez Moreira nem outras lideranças mencionadas no áudio se manifestaram publicamente sobre o conteúdo. Também não houve confirmação oficial da autenticidade da gravação por parte dos envolvidos.

Por: Geovane Oliveira

Após agenda em Araguaína e no Bico, Mauro Carlesse lança pré-campanha ao Senado pelo PSD em Gurupi

Após cumprir agenda política em Araguaína e na região do Bico do Papagaio, o ex-governador Mauro Carlesse confirmou o lançamento oficial de sua pré-campanha ao Senado Federal. O evento está marcado para o dia 14 de maio, às 19h30, no Clube da Caixa, em Gurupi.

Filiado ao PSD, Carlesse intensifica sua movimentação pelo estado em busca de apoio político e fortalecimento de sua base eleitoral. Segundo aliados, a pré-campanha vem sendo construída com foco no diálogo com lideranças regionais e na presença ativa nos municípios.

A expectativa entre organizadores e lideranças locais é de grande mobilização para o evento. Nos bastidores, há a avaliação de que o encontro em Gurupi será um termômetro importante da capacidade de articulação do grupo político liderado por Carlesse.

Em declaração, o ex-governador afirmou que tem recebido manifestações de apoio de diferentes regiões do Tocantins. “Estou recebendo ligações de todo o estado”, disse. Ele também reforçou o convite à população: “Venha e traga sua família e seus amigos. Estamos esperando todos para esse momento importante”.

O lançamento da pré-campanha ocorre em um cenário de pré-disputa que começa a ganhar intensidade no estado, com diferentes grupos políticos se organizando de olho nas eleições de 2026. A movimentação de Carlesse pelo interior é vista como uma estratégia para consolidar alianças e ampliar sua visibilidade, especialmente dentro e fora dos grandes centros.

Por: Geovane Oliveira

Flávio Bolsonaro, Alcolumbre, governador e lideranças nacionais e tocantinenses celebram os 60 anos de Eduardo Gomes

O vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, completa 60 anos nesta terça-feira, 28, consolidando uma trajetória marcada por articulação política, protagonismo no Congresso Nacional e forte presença no Tocantins. A data mobilizou lideranças políticas, autoridades e veículos de comunicação, que destacaram o papel estratégico do senador no cenário nacional e sua atuação em defesa do estado.

Entre as manifestações, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, ressaltou a relevância do senador. “Parabenizo o senador Eduardo Gomes por mais um ano de vida. Um líder respeitado, que exerce com excelência sua função no Senado Federal, contribuindo de forma decisiva para o avanço de pautas importantes para o Brasil e para o Tocantins”, afirmou.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, também destacou o perfil conciliador do parlamentar.
“Quero cumprimentar o senador Eduardo Gomes pelo seu aniversário, desejando muita saúde, sabedoria e sucesso. Sua atuação firme, responsável e sempre pautada pelo diálogo tem sido fundamental para o Senado Federal e para o avanço de importantes matérias de interesse do Brasil”, declarou.

No Tocantins, lideranças reforçaram o reconhecimento ao trabalho do senador. A senadora Professora Dorinha Seabra enfatizou a atuação em defesa do estado. “Quero desejar um feliz aniversário ao senador Eduardo Gomes, um colega de trabalho comprometido e dedicado, que tem desempenhado um papel fundamental na defesa dos interesses do Tocantins. Sua atuação responsável e diálogo constante fazem a diferença para o nosso Estado”, afirmou.

O governador Wanderlei Barbosa também destacou a dedicação do parlamentar. “Quero parabenizar o senador Eduardo Gomes por mais um ano de vida. Um homem público dedicado, que tem trabalhado incansavelmente pelo nosso Estado, sempre buscando melhorias para nossa gente. Que Deus continue abençoando sua vida com saúde, sabedoria e ainda mais conquistas”, afirmou.

Repercussão nas redes

Nas redes sociais, manifestações partiram de autoridades do PL e de outras siglas, ampliando o alcance das homenagens. Perfis de apoio celebraram a data com uma publicação especial, um compilado de 60 obras conquistadas com recursos do senador no Tocantins, uma homenagem simbólica que associa cada ano de vida a uma entrega concreta para a população.

Família e afeto – dona Gilda, a UMA e Arlinda Carla

Um dos momentos mais especiais veio da Universidade da Maturidade (UMA), projeto que o senador sempre apoiou. Em vídeo especial gravado por alunos da instituição, a mãe do senador, dona Gilda Gomes, brincou que o filho será seu “parceiro” na UMA, arrancando sorrisos. No material, idosos manifestam reconhecimento pelo apoio contínuo do parlamentar à iniciativa.

A esposa do senador, Arlinda Carla Gomes, também se manifestou com uma publicação emocionante. Nas fotos postadas, ela relembrou a filha do casal, Sarah Gomes, e prestou homenagem ao ex-governador Siqueira Campos, figura histórica na trajetória política do Estado e de Eduardo Gomes.
Em agradecimento, Eduardo Gomes destacou o significado das homenagens. “Recebo cada mensagem com gratidão e senso de responsabilidade. Ao longo da minha trajetória, sempre procurei trabalhar com diálogo, respeito e compromisso com as pessoas. Completar 60 anos com o reconhecimento de tantas lideranças e da população do Tocantins reforça meu compromisso de continuar trabalhando por resultados concretos para o nosso Estado e para o Brasil”, afirmou.

Por: Redação

Justiça Eleitoral manda remover conteúdos e suspende perfil por ataques a Vicentinho Júnior

 

Uma decisão liminar da Justiça Eleitoral do Tocantins determinou a retirada de conteúdos considerados irregulares, a suspensão de um perfil no Instagram e a interrupção de impulsionamento pago envolvendo publicações direcionadas contra o pré-candidato ao Governo do Estado, Vicentinho Júnior.

A medida foi concedida no âmbito de uma representação apresentada pela Federação PSDB/Cidadania. A ação foi conduzida pela advogada Francieli Campos, que possui especialização na área de inteligência artificial pela Universidad de Salamanca.

O pedido foi subscrito pelo escritório Solano Donato Advogados, que tem como sócios Solano Donato e Aline Ranielle. Na petição, a defesa argumentou que as publicações configurariam prática irregular no ambiente digital, com potencial de influenciar o debate público de forma indevida no período pré-eleitoral.

Na decisão, o juízo eleitoral entendeu, em análise preliminar, que havia indícios suficientes para a concessão da tutela de urgência, destacando a necessidade de preservar a lisura do processo eleitoral e coibir eventuais abusos no uso das plataformas digitais. Entre as determinações, estão a exclusão imediata dos conteúdos apontados, a suspensão do perfil responsável pelas publicações e o bloqueio de qualquer impulsionamento vinculado ao material questionado.

Especialistas ouvidos reservadamente avaliam que decisões desse tipo refletem uma tendência crescente da Justiça Eleitoral em atuar de forma mais incisiva no ambiente digital, especialmente diante do avanço de estratégias de comunicação política que utilizam redes sociais e ferramentas de segmentação paga.

Nos bastidores, aliados de Vicentinho Júnior interpretam a decisão como um sinal de endurecimento contra práticas consideradas desinformativas ou irregulares no período que antecede a campanha oficial.

A decisão foi proferida em caráter liminar e a representação seguirá em tramitação perante a Justiça Eleitoral

 

Fim da escala 6×1: estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação

As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6×1.  

De um lado, estudos de entidades que representam o empresariado, as chamadas confederações patronais, projetam queda no Produto Interno Bruto (PIB) e alta da inflação.

Por outra perspectiva, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenham um cenário diferente, com impactos reduzidos atingindo apenas alguns setores, além da criação de mais empregos e possível aumento do PIB.

Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, a diferença entre as pesquisas sobre os custos econômicos da redução da jornada ocorre porque não se trata de um debate puramente técnico, mas político.

“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda – ignorando, assim, os ajustes dinâmicos que historicamente ocorrem no mercado de trabalho”, aponta.

Membro do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesite), Marilene defende que a resistência à redução da jornada, por parte dos empregadores, pode levar a projeções alarmistas.

“Do ponto de vista dos empregadores, é claro que, qualquer mudança é vista a partir do seu negócio. Eles não olham a economia como um todo, mas isso traz benefícios para o conjunto da sociedade”, acredita.

Previsões

pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro (-0,7%) com a redução da jornada das atuais 44 para 40 horas. No caso da indústria, o PIB cairia 1,2%.

“Nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reúne empresários desses setores, afirma que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21%. A estimativa da CNC cita que o repasse de preços ao consumidor poderia chegar a 13%.  Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média.

“Sem redução dos salários nominais, espera-se por impactos significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil”, diz a CNC.

Custos x benefícios

Já o estudo do Ipea afirma que a alta no custo das empresas com os trabalhadores, a partir da redução da jornada, não passaria dos 10%, no caso dos setores mais impactados. Na média, a previsão é de um custo extra do trabalho de 7,8%.

Porém, considerando o custo total das empresas, conta que engloba o conjunto de gastos, o impacto da redução da jornada varia de 1%, em setores como comércio e indústria, a até 6,6%, no caso do ramo de vigilância e segurança. 

“Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”, diz o estudo do Ipea.

A exceção seriam as empresas com até nove trabalhadores, que empregam cerca de 25% dos assalariados formais do país. Segundo o Ipea, esses negócios podem precisar de apoio estatal para transição à nova jornada de trabalho.   

Um dos autores do estudo do Ipea, Felipe Pateo, afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho.

“Mesmo olhando só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 horas semanais”, afirmou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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