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Justiça Eleitoral vai diplomar eleitos e suplentes das eleições municipais de Palmas no próximo dia 12

A 29ª Zona Eleitoral do Tocantins, com sede em Palmas, vai diplomar no próximo dia 12 de dezembro 48 representantes políticos eleitos no pleito municipal deste ano. A cerimônia será realizada às 18h, no auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJ-TO).

A sessão será presidida pelo juiz titular da 29ª Zona Eleitoral, Gil de Araújo Corrêa. Serão diplomados o prefeito eleito Eduardo Siqueira Campos (Podemos), que obteve 78.673 votos (53,03% dos votos válidos) no segundo turno das eleições deste ano, e o vice-prefeito eleito, o pastor Carlos Eduardo (Agir), vereadores eleitos e os primeiros e segundos suplentes.

As diplomações dos demais 138 municípios tocantinenses seguem com prazo até o dia 19 de dezembro.

O ato é a forma pela qual a Justiça Eleitoral atesta que a candidata ou candidato foi efetivamente eleita ou eleito pelo povo no pleito eleitoral. E por esse motivo está apta ou apto a tomar posse no cargo pelo qual foi escolhido pela cidadã ou cidadão para ser representante. A organização destas diplomações é realizada pelos cartórios eleitorais junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).

 No interior do Estado

As demais 32 zonas eleitorais do Estado do Tocantins também se organizam para as cerimônias de diplomação.

Receberão os diplomas as prefeitas, prefeitos, vices, vereadoras e vereadores dos 139 municípios do Tocantins.

O diploma será entregue a todos os eleitos, inclusive aos que ficaram na situação de suplente destas Eleições Municipais.

Normas eleitorais

Segundo o Código Eleitoral (art. 215, parágrafo único), no diploma devem constar o nome do candidato, a indicação da legenda sob a qual concorreu, o cargo para o qual foi eleito ou a sua classificação como suplente, e, facultativamente, outros dados a critério do juiz eleitoral ou do TRE-TO.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não deverá ser diplomado a candidata ou a candidato cujo registro de candidatura tenha sido indeferido, mesmo que ainda esteja sub judice como disposto no art. 32 da Resolução nº 23.677, de 16 de dezembro de 2021.

Cronograma das diplomações em todo o Estado do Tocantins

Confira a programação completa das diplomações das 33 Zonas Eleitorais do Tocantins:

1ª – Araguaína – 17/12 – 19h – Auditório do Fórum de Araguaína

2ª – Gurupi – 16/12 – 10h – Auditório da Câmara Municipal de Gurupi

3ª – Porto Nacional – 18/12 – 14h – Auditório Centro de Convenções Vicentão

4ª – Colinas – 12/12 – 13h – Auditório do Fórum de Colinas

5ª – Miracema – 13/12 – 9h – Lajeado – Câmara Municipal de Lajeado

5ª – Miracema – 16/12 – 15h – Tocantínia – Câmara Municipal de Tocantínia

5ª – Miracema – 17/12 – 14h – Miracema do Tocantins – Fórum Estadual de Miracema do Tocantins

6ª – Guaraí – 13/12 – 16h – Câmara Municipal de Guaraí

7ª – Paraíso – 11/12 – às 13h e 19h – Sede do Cartório Eleitoral de Paraíso

8ª – Filadélfia –  29/11 – 9h – Auditório do Fórum da Comarca de Filadélfia

9ª – Tocantinópolis – 13/12 – 9h – Auditório do Fórum de Tocantinópolis

10ª – Araguatins – 11/12 – 9h30 – Câmara Municipal de Araguatins

11ª – Itaguatins – 12/12 – 8h – Fórum da Comarca de Itaguatins

12ª – Xambioá – 16/12 – 14h – Pleno do Tribunal do Júri de Xambioá – Avenida A, Lote 6 e 12, Setor Leste – Xambioá

13ª – Cristalândia – 13/12 – 10h e 14h – Auditório do Fórum de Cristalândia

14ª – Alvorada – 09/12 – 9h – Fórum da Comarca de Alvorada

14ª – Alvorada –  10/12 – 15h – Município de Talismã – Câmara de Vereadores

14ª – Alvorada – 11/12 – 15h – Município de Figueirópolis – Câmara de Vereadores

14ª – Alvorada – 12/12 – 15h – Município de Araguaçu – Câmara de Vereadores

14ª – Alvorada – 13/12 – 15h – Município de Sandolândia – Câmara de Vereadores

15ª – Formoso do Araguaia- 17/12 – 9h – Câmara Municipal de Formoso do Araguaia

16ª – Colmeia – 17/12 – 19h – Câmara Municipal de Colmeia

17ª – Taguatinga – 18/12 – 13hs – Fórum do Tribunal de Justiça Taguatinga

18ª – Paranã – 12/12 – 14h – Auditório do Fórum de Paranã

19ª – Natividade – 12/12 – 9h e 15h – Auditório do Fórum de Natividade

20ª – Peixe – 13/12 – 18h – Auditório da Câmara Municipal de Peixe

21ª – Augustinópolis – 12/12 – 14h – Auditório do Fórum de Augustinópolis

22ª – Arraias – 02/12 – 14h – Fórum Eleitoral de Arraias

23ª – Pedro Afonso – 16/12 – 14h – Auditório da Secretaria Municipal de Educação de Pedro Afonso

25ª – Dianópolis – 11/12 – 14h30 – Auditório Colégio João de Abreu – Campus Dianópolis

26ª – Ponte Alta – 12/12 – 9h – Auditório do Fórum da Comarca de Ponte Alta do Tocantins

27ª – Wanderlândia – 13/12 – 15h – Auditório Fórum da Comarca de Wanderlândia

28ª – Miranorte – 10/12 – 8h – Auditório do Tribunal do Júri da Comarca de Miranorte

29ª – Palmas – 12/12 – 18h – Auditório do Tribunal de Justiça do Tocantins

31ª – Arapoema – 16/12 – 13h – Auditório do Fórum de Arapoema

32ª – Goiatins – 16/12 – 9h – Auditório do Fórum de Goiatins

33ª – Itacajá – 16/12 – 9h – Auditório da Secretaria Municipal da Educação

34ª – Araguaína – 16/12 – 9h – Auditório do Fórum da Comarca de Araguaína

35ª – Novo Acordo – 10/12 – 9h – Auditório do Fórum de Novo Acordo.

Leia mais:

TRE-TO se prepara para realizar diplomação de eleitos e suplentes do pleito municipal deste ano no Tocantins

Eduardo Siqueira Campos é o novo prefeito de Palmas (TO)

Objetivos Estratégicos:

1 –  Aprimorar mecanismos de atendimento ao cidadão;

2 –  Aprimorar mecanismos de transparência pública;

7 – Aperfeiçoar mecanismos de gestão do processo eleitoral.

Rozeane Feitosa (Ascom/TRE-TO)

Operação Hidden Circuit: PF e Receita combatem descaminho e lavagem de dinheiro no Tocantins e outros estados

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (28/11) a Operação Hidden Circuit, com o objetivo de combater os crimes de descaminho, organização criminosa, evasão de divisas, incitação ao crime e lavagem de capitais, nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Amazonas.

A operação de hoje é um desdobramento da Operação Mobile (deflagrada em abril deste ano), iniciada a partir da prisão em flagrante de vários transportadores de mercadorias, especialmente eletrônicos, sem os pagamentos dos devidos tributos.

Aproximadamente 300 policiais federais e 133 servidores da Receita Federal, entre auditores-fiscais e analistas-tributários, cumpriram 76 mandados judiciais de busca e apreensão e de sequestro de veículos.

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa que atuava na importação clandestina, no transporte, depósito e na comercialização nas cidades de Goiânia/GO, Anápolis/GO, Palmas/TO, Manaus/AM e Confresa/MT de produtos eletrônicos oriundos do Paraguai. Contabilizando somente as apreensões de mercadorias realizadas em fases anteriores da operação, chega-se a um montante de aproximadamente de R$ 10 milhões.

A organização criminosa, composta por diversos integrantes, possuía divisão de tarefas especializadas entre seus membros e as empresas envolvidas realizavam movimentação financeira milionária, também utilizando criptomoedas para realizar as transações ilegais e a lavagem de capitais oriundos dos crimes praticados. Os prejuízos aos cofres públicos podem chegar ao valor de R$ 80 milhões por ano em tributos sonegados, segundo a Receita Federal.

São alvos da operação, influenciadores digitais que também atuavam como coaches e que se autointitulavam “especialistas” na importação de eletrônicos, ministrando cursos e ensinando seus seguidores a fazerem importação clandestina de produtos sem o recolhimento de impostos, orientando-os, também, a como proceder para “se ocultarem” das autoridades estatais. Esses influencers ostentavam uma vida de luxo na internet, realizando postagens de viagens e de carros importados provenientes dos lucros das atividades ilícitas.

Os investigados irão responder pelos crimes de descaminho, organização criminosa, evasão de divisas, incitação ao crime e lavagem de capitais.

O nome da operação se refere ao fluxo ou circuito que a organização criminosa utilizava e que funcionava de maneira oculta das autoridades estatais, descoberto por meio da presente investigação policial.

Comunicação Social da Polícia Federal em Goiás

Governador Wanderlei Barbosa se reúne com bancada federal e articula destinação de R$ 200 milhões para fortalecer o sistema de saúde do Estado

Foto: Thiago Cruz/Governo do Tocantins

Nesta quarta-feira, 27, o governador Wanderlei Barbosa, a bancada federal e secretários do Tocantins se reuniram no Senado Federal. A reunião foi presidida pela senadora Professora Dorinha e senador Eduardo Gomes, que destacaram a necessidade de recursos para a saúde e infraestrutura. Um dos pontos principais debatidos foi o Teto de Média e Alta Complexidade (MAC), essencial para custear atendimentos de saúde, como exames, tratamentos e transplantes. O governador Wanderlei Barbosa ressaltou a importância do Teto MAC, destacando que ele é vital para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Tocantins.

Durante as discussões, o Governo do Tocantins destacou como prioridade a ampliação do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) para o estado. Com a destinação de um investimento de R$ 200 milhões, o recurso será destinado a fortalecer o sistema de saúde, ampliando a capacidade de atendimento e garantindo maior acesso da população aos serviços especializados. O Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) é um recurso transferido mensalmente aos estados para financiar procedimentos e ações de média e alta complexidade na saúde. Ele cobre serviços essenciais como consultas, exames, tratamentos clínicos e cirúrgicos, UTI, transplantes, e o tratamento de doenças como obesidade, ortopedia, neurologia, problemas cardiovasculares, entre outros.

O governador Wanderlei Barbosa destacou a importância do apoio da Bancada Federal do Tocantins para atender a essa demanda, ressaltando que sua priorização representa um avanço essencial para a saúde pública e a qualidade de vida da população tocantinense. “ Estou muito satisfeito com o resultado da agenda de hoje, que trouxe um grande alcance para o Tocantins. Além do encontro, discutimos principalmente o orçamento federal, que inclui recursos para a saúde, educação e outras áreas do nosso governo. Foi uma tarde de grande importância para nós aqui em Brasília.”, afirmou o Governador.

A solicitação de priorização de recursos no valor de R$ 200 milhões, por meio de emenda de bancada, visa o incremento do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC) no Estado do Tocantins. Esse aumento de recursos é fundamental para fortalecer a rede estadual de saúde, permitindo a expansão e a melhoria dos atendimentos hospitalares e especializados. Os investimentos previstos também permitirão a modernização da rede de saúde, possibilitando o atendimento de casos mais complexos dentro do próprio estado e reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes para outras regiões. A iniciativa reforça o compromisso do governo em priorizar ações que impactem diretamente na qualidade de vida da população.

A senadora Professora Dorinha, ressaltou a importância do encontro. “ A bancada federal se reuniu hoje com o governador Wanderlei Barbosa para discutir as prioridades do Governo e o andamento de 2024. Foram abordadas as emendas já alocadas para áreas como segurança pública, agricultura, saúde e educação. Também estiveram em pauta temas como a regularização das terras do Estado e obras de infraestrutura, com a expectativa de que esses assuntos sejam priorizados. O encontro contou com a presença de prefeitos, prefeitas, vice-prefeitos, vice-prefeitas, vereadores e vereadoras, que vieram a Brasília para solicitar recursos e apoio para seus municípios, algo considerado legítimo e importante. Seguimos trabalhando”, finalizou a senadora.

Estiveram presentes, o secretário Extraordinário de Representação do Estado do Tocantins em Brasília (Serb), Carlos Manzini Júnior,  o secretário da Cultura (Secult), Hercy Filho, secretário de Estado da Saúde (SES), Carlos Felinto Júnior, o secretário de Planejamento e Orçamento (Seplan), Sergislei de Moura e o secretário de Estado da Administração (Secad),  Paulo César Benfica. Os deputados federais: Carlos Henrique Gaguim; Ricardo Ayres; Alexandre Guimarães; Lázaro Botelho; Eli Borges; Felipe Martins; Vicentinho Júnior e prefeito eleito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos.

Lidieth Sanchez/Governo do Tocantins

Secretário Fábio Vaz recebe reconhecimento do Unicef pelos avanços na educação para a Primeira Infância no Tocantins

Créditos: Seduc/Governo do Tocantins

O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, recebeu uma homenagem do Fundo das Nações Unidas (Unicef) nesta quarta-feira, 27, pela dedicação no trabalho, enquanto articulador estadual do Selo Unicef Município Aprovado, pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes no Tocantins.

 

No Tocantins, 15 municípios foram premiados por melhorarem as políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes, entre 2021 e 2024, em comparação à média nacional em pelo menos três indicadores de saúde, educação e proteção contra violência. Na região Norte, o Tocantins ocupa a terceira posição entre os estados com mais municípios contemplados. A cerimônia de premiação do Selo Unicef ocorreu nessa terça-feira, 26, em Palmas.

 

O titular da Seduc ressaltou que o reconhecimento do Unicef comprova as ações do Governo do Tocantins desenvolvidas em colaboração com os municípios. “Estamos avançando cada vez mais para que tenhamos um estado com menos desigualdades. Nosso governador, Wanderlei Barbosa, tem uma visão de parceria com os municípios, e essa homenagem do Unicef reforça e consolida as iniciativas que promovem essa colaboração”, afirmou Fábio Vaz.

A entrega do certificado foi feita pela articuladora oficial de comunicação do Selo Unicef, Ida Oliveira. Para ela, esse reconhecimento é importante para valorizar a parceria entre a instituição e o Governo do Tocantins. “É uma honra poder estar aqui no Tocantins, com as portas da gestão estadual abertas para o Unicef. Esse engajamento que a Seduc mostrou ter com a agenda da infância é muito importante para nós”, destacou.

Participaram da reunião a articuladora adjunta do Selo Unicef no Tocantins, Janeide Pereira Costa; o gerente de promoção dos direitos da primeira infância da Secretaria de Cidadania e Justiça (Seciju), Vanilson Silva; o técnica da gerência de imunização da Secretaria da Saúde, Gustavo Henrique; a articuladora social do Selo Unicef do Instituto Peabiru, Edilene Borges Marinho; e a coordenadora de comunicação e engajamento social do Instituto Peabiru, Luciana Kellen.

Seduc/Governo do Tocantins

Lançamento do curta-metragem “Navegando Entre Caixas Pretas” acontece na próxima terça-feira, 03

Caixa Cênica é o termo que se utiliza para nomear o espaço dos teatros em que ficam as maquinarias e é de lá que muito da magia das apresentações teatrais acontecem. Utilizando o termo Caixa Cênica a partir do filósofo naturalizado brasileiro Vilém Flusser, que remetia os aparelhos tecnológicos a caixas pretas que simulam o pensamento humano, o curta-metragem “Navegando Entre Caixas Pretas” traz entrevistas com artistas tocantinenses e de diversas partes do País, buscando entender como está essa relação.

A obra audiovisual será lançada na próxima terça-feira, 03, às 19h30, no Cine Cultura, com entrada franca. De acordo com o diretor da obra, Gustavo Henrique, o documentário propõe “apresentar um estudo sobre as relações da Caixa Preta, o público e o artista dentro do contexto da pandemia de COVID-19, a chegada de ferramentas audiovisuais e aparelhos tecnológicos e como essas relações foram afetadas.”

A obra dá continuidade a uma pesquisa iniciada durante a pandemia, em 2020, realizada por Gustavo Henrique, que reside e trabalha em Palmas, junto à Universidade Federal do Tocantins – UFT. Essa pesquisa já gerou um espetáculo teatral, em diálogo com a linguagem audiovisual, transmitido de graça pelo Youtube, e levou à realização de um doutorado em Artes, pela UNESP.

O projeto foi realizado com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura do Governo Federal, geridos pela Fundação Cultural de Palmas e pela Secretaria da Cultura do Tocantins.

 

Ficha técnica

Roteiro e direção: Gustavo Henrique Ferreira

Produção: Quiron Produções, Gabriel Deeaz

Apoio de produção em viagens: Cida Almeida e Vinícius Piedade

Cinematografia: Gustavo Henrique Ferreira

Auxiliar de cinematografia em viagens: Letícia Neves

Montagem: André Araújo

Trilha sonora: Heitor Martins

Desenho de som: Frederico Garibaldi

Design gráfico e divulgação em mídias digitais: Letícia Neves

Consultoria de pesquisa: Carminda Mendes André

Apoio de pesquisa: Coletivo das diversidades audiovisuais OUTROCAMPO, da UFT e Grupo de Pesquisa Performatividades e Pedagogias, da UNESP

Identificação das entrevistas

·     Cida Almeida – Brincadora, diretora e professora, São Paulo/SP (entrevista na varanda com as máscaras)

·     Fernando Yamamoto – Diretor na Cia. Clowns de Shakespeare, Natal/RN (entrevistado de camisa vermelha, com cabelo comprido)

·     Gabriel Dias – Ator e produtor, Palmas/TO (entrevista no Cesamar)

·     Heitor Martins – compositor, músico e professor, Palmas/TO (entrevista na UFT)

·     Ivan Cabral – ator e diretor na Cia. os Satyros. Diretor da SP Escola de Teatro, São Paulo/SP (entrevista no escritório de paredes brancas)

·     Juliana Oliveira – atriz e produtora, A Próxima Companhia, São Paulo/SP (entrevista no teatro com cortinas pretas)

·     Leandro Freiberg – Filósofo e professor, Palmas/TO (entrevista na sala, com estante de livros)

·     Marcial Asevedo – Ator, diretor e professor, Palmas/TO (entrevista no parque dos povos indígenas)

·     Pascoal da Conceição – Ator, Teatro Oficina Uzyna Uzona, São Paulo/SP (entrevista no teatro oficina)

·     Renata Patrícia – Arte educadora, diretora e professora, Palmas/TO (entrevistada na cadeira de rede amarela)

·     Suely Figueiredo – Filósofa e professora (Colocar créditos pra Guta, a cachorrinha?), Florianópolis/SC

·     Vinícius Piedade – Ator, diretor e escritor, São Paulo/SP (entrevista no apartamento)

Serviço
Lançamento do Curta Metragem – Navegando Entre Caixas Pretas
Local: Cine Cultura – Espaço Cultural
Data: 03/12/2024 – 19h30
Entrada: Gratuita

Cinthia Abreu

Comitê de Cultura no Tocantins é apresentado oficialmente à sociedade tocantinense

Com atuação desde o início do ano em prol da ampliação do direito de fazer Cultura, o Comitê de Cultura no Tocantins foi apresentado à comunidade, oficialmente, na Oficina Territorial para a elaboração do novo Plano Nacional de Cultura (PNC), que aconteceu nos dias 18/11, Reitoria da Unitins e 19/11, no prédio da reitoria do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), em Palmas.  

Na ocasião, foram apresentados os integrantes do comitê, suas coordenações, parceiros e executantes compostas pela realizadora Federação Tocantinense de Artes Cênicas (Fetac), Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e Instituto Social e Cultura Araguaia (Isca). Ainda na oportunidade, foram apresentados o Pontão de Cultura Tambores do Tocantins / Comunidade de Saúde, Desenvolvimento e Educação (Comsaúde) e os equipamentos culturais itinerantes Moveceu e Ceus da Cultura, via Secretaria Estadual da Cultura (Secult).

A programação contou com apresentações artísticas do Circo Os Kaco, Grupo de Dança Sombras do Hip Hop, grupo vocal Vozes de Ébano e Tambores do Tocantins. A plateia foi formada por artistas da cena, técnicos e produtores culturais, com a presença de representantes do Ministério da Cultura.

A Diretora de Articulação e Governança do Ministério da Cultura, Desiree Ramos Tozi, destacou a importância do Comitê de Cultura no Tocantins ter uma representatividade forte e, além de tudo, ser gerido por uma Federação de artistas. “O alcance territorial do estado, essa facilidade de acesso ao artesanato e aos artistas, é fundamental para garantir que as diversas vozes do estado sejam ouvidas e que as políticas culturais atendam às necessidades locais. Isso não apenas melhora a gestão das políticas culturais, mas também garante que haja uma participação social mais efetiva, promovendo uma colaboração contínua com o Estado, o Governo Federal e as Prefeituras”, apontou.

De acordo com o coordenador-geral do Comitê de Cultura no Tocantins e presidente da Federação Tocantinense de Artes Cênicas, Kaká Nogueira, participar dessa construção é um exercício de cidadania cultural, e o Comitê de Cultura no Tocantins, que foi apresentado oficialmente à sociedade tocantinense nesse evento, materializa a execução de uma política descentralizada, que alcança os rincões desse país, e dialoga com a diversidade da nossa cultura.  “Acreditamos que as políticas públicas precisam dialogar com a realidade dos artistas e das comunidades, e este espaço de escuta foi fundamental para isso”, disse, acrescentando ainda que a descentralização das ações de mobilização social, formação e comunicação popular e simplificada são importantes para garantir que as políticas culturais cheguem a todas as comunidades.

O coordenador do Escritório de Representação do MinC no Tocantins, Cícero Belém, expressou seu entusiasmo pelo encontro, comentando sobre a colaboração e articulação para o avanço da cultura no Tocantins e no Brasil, e ressaltando o papel das instituições parceiras na construção do plano cultural do estado e na formulação de políticas públicas. “A gente tem buscado fazer uma construção em que estamos juntos e isso aqui é fruto dessa parceria”, reforçou. Cícero ainda destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo ministério e enfatizou que, ao superar desafios e diferenças, o foco deve ser o serviço à comunidade.

Regionais

O coordenador do Comitê de Cultura no Norte do Estado, George Henrique Silva, apontou sobre a eficácia do plano e sobre a necessidade da descentralização com base nas realidades diversas do Brasil. “Precisamos garantir que o PNC contemple não apenas as grandes capitais, mas também os pequenos municípios e regiões periféricas. Achei o encontro muito importante para unir as ideias e propostas dos mais diversos fazedores de cultura no nosso Estado”, descreveu.

A presidente da Associação AGA, de Gurupi, Maria do Socorro, afirmou que a apresentação oficial do Comitê foi importante para garantir ainda mais visibilidade para as ações em todo o Estado. “O Tocantins só tem a ganhar com o Comitê no Tocantins, principalmente por ele oportunizar a descentralização das atividades e fortalecimento da cultura local”, afirmou.

Também de Gurupi, o poeta e jornalista Zacarias Martins afirmou que as oficinas territoriais permitiram aos fazedores de cultura aprofundar, com a sociedade civil, debates iniciados na 4ª Conferência Nacional de Cultura e materializar as prioridades para a política cultural para os próximos dez anos. “Estamos diante de um  momento especial, que envolve um processo de escuta e de trabalho, de colaboração na construção desse importante conteúdo que vai nortear as ações do Sistema Nacional de Cultura nessa próxima década”, ressaltou Martins.

Oficina

Além da apresentação oficial do Comitê, o evento teve como objetivo orientar as políticas culturais do Brasil para os próximos dez anos, a partir de escutas com a sociedade civil para a discussão do texto-base do novo Plano Nacional de Cultura (PNC).

Plano Nacional

O novo PNC será organizado em torno de princípios, diretrizes, objetivos e metas, com base nos oito eixos temáticos definidos pelo MinC. Oficina O evento foi uma das etapas do processo participativo coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC), que ocorre em todo o país para revisar e redesenhar as políticas culturais dos próximos 10 anos, e aconteceu no estado com apoio do Governo do Tocantins, através da Secretaria da Cultura (Secult).

Sobre o Comitê

O Comitê de Cultura no Tocantins é integrante do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC) por meio da Secretaria dos Comitês de Cultura – Ministério da Cultura (Minc), e já desenvolve ações há mais de dois meses e atua em todo o Estado, buscando descentralizar as ações culturais e estimular a produção artística em todas as regiões. Ele é coordenado pela Federação Tocantinense de Artes Cênicas do Tocantins (Fetac), presidida por Kaká Nogueira, ator, produtor e coordenador geral do Comitê.  O Comitê conta com a colaboração em rede da Associação Gurupiense de Artesãos (AGA) e do Instituto Social e Cultural Araguaia (Isca). O Comitê do Tocantins ficou em 1° lugar no Brasil na seleção realizada em 2023 pelo MinC e terá ações coordenadas pela Fetac por 24 meses.

Cinthia Abreu

Deputados protocolam Projeto com nova regulamentação para eleição da Mesa Diretora

Foto: Elmer Graff

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos) e outros 16 parlamentares protocolaram nesta terça-feira, 26, um Projeto de Resolução (PR) com nova regulamentação da eleição da Mesa Diretora para o 2º biênio de cada legislatura. O PR determina que o processo eleitoral ocorra a partir do dia 1º de novembro do ano anterior ao início do 2º biênio.

Os parlamentares argumentam que a medida está alinhada com o entendimento manifestado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ações sobre a eleição da Mesa Diretora das Assembleias Estaduais em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. “O objetivo é fazer com que se respeite o decidido pelo STF”, frisa o texto.

O PR também declara a nulidade da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2025/2026, realizada em 4 de junho deste ano, com base no PR 19/2024.

Segurança Jurídica

Amélio Cayres afirmou que a regulamentação dá aos parlamentares uma nova oportunidade de buscar sua representatividade política-institucional e proporciona maior segurança jurídica à próxima gestão da Mesa Diretora da Aleto.

“Estamos acompanhando o julgamento do STF sobre as eleições em outras assembleias e não tem sentido abrirmos brecha para sermos questionados. Portanto, uma regulamentação em conformidade com Supremo já traz maior segurança jurídica para que a próxima Mesa Diretora possa conduzir os trabalhos no próximo biênio com o máximo de transparência possível”, declarou.

Além de Amélio Cayres, assinaram o PR 20/2024 os deputados Cleiton Cardoso (Republicanos), Eduardo Fortes (PSD), Claudia Lelis (PV), Gipão (PL), Eduardo do Dertins (Cidadania), Léo Barbosa (Republicanos), Marcus Marcelo (PL), Nilton Franco (Republicanos), Valdemar Júnior (Republicanos), Vilmar Oliveira (SD), Fabion Gomes (PL), Jorge Frederico (Republicanos), Moisemar Marinho (PSB), Olyntho Neto (Republicanos), Professora Janad Valcari (PL) e Ivory de Lira (PCdoB).

Por Luiz Melchiades

Entra em vigor lei com novas regras para emendas parlamentares

Após longo debate, o projeto de lei complementar aprovado pelo Congresso para sanar o impasse com o Poder Judiciário sobre o pagamento de emendas parlamentares virou lei (Lei Complementar 210/24). O texto foi sancionado sem vetos nesta terça-feira (26) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto torna mais transparentes as regras para a proposição e a execução das emendas feitas por senadores e deputados na Lei Orçamentária Anual (LOA).

A nova norma teve origem no Projeto de Lei Complementar (PLP) 175/24, de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), aprovado pela Câmara neste mês, com parecer favorável do deputado Elmar Nascimento (União-BA).

Emendas pix
Conhecidas como “emendas pix”, as emendas individuais impositivas por meio de transferência especial ganham novas normas.

Atualmente, nesse tipo de transferência, o dinheiro chega à conta da prefeitura ou estado sem vinculação com qualquer tipo de gasto relacionado a projetos, embora não possa ser utilizado em despesas de pessoal e 70% dele devam estar ligados a investimentos.

Essas emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 8 bilhões em 2024, foram questionadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Com as novas normas, o autor deverá informar o objeto e o valor da transferência quando da indicação do ente beneficiado (estado, DF ou município), com destinação preferencial para obras inacabadas propostas por ele anteriormente.

Os parlamentares definiram que os recursos da União repassados aos demais entes por meio de transferências especiais estarão sujeitos à apreciação do Tribunal de Contas da União (TCU).

Estados ou municípios em situação de calamidade ou de emergência reconhecida pelo Poder Executivo federal terão prioridade na execução das transferências especiais.

Emendas de bancada
As emendas de bancada estadual, por sua vez, deverão destinar recursos a projetos e ações estruturantes para a unidade federativa representada por essa bancada. O texto deixa claro que é vedada a individualização de ações e projetos para demandas individuais dos seus membros.

Prevaleceu a definição de oito sugestões para cada bancada estadual. Mas podem ser apresentadas até três emendas para dar continuidade às obras inacabadas, até a conclusão dos empreendimentos, desde que haja objeto certo e determinado, e que constem do registro previsto na Constituição.

Para as emendas de bancada, são consideradas ações prioritárias as que se destinem a políticas públicas de 20 áreas, entre elas educação, saneamento, habitação, saúde e adaptações às mudanças climáticas.

Emendas de comissão
Quanto às emendas de comissão a serem apresentadas pelas comissões permanentes do Senado e da Câmara, terão de ser observadas suas competências regimentais para ações orçamentárias de interesse nacional ou regional.

A norma estabelece que tais emendas deverão identificar de forma precisa o seu objeto, sendo vedada a designação genérica de programação que possa contemplar ações orçamentárias distintas.

Pelo menos 50% das emendas de comissões serão destinadas a ações e serviços públicos de saúde, a partir de orientações e critérios técnicos indicados pelo gestor federal do Sistema Único de Saúde (SUS).

Emendas de modificação
As emendas de modificação estarão fora do limite do Novo Arcabouço Fiscal (Lei Complementar 200/23). Cabem nessa regra os projetos de interesse nacional com destinatário ou localização específicos, conforme previsão no projeto de Lei Orçamentária Anual.

Em 2025, as emendas de bancada, individuais e de comissão deverão seguir o critério da receita corrente líquida.

Já a partir de 2026, o limite para as emendas individuais e de bancadas estaduais deve seguir as regras do Novo Arcabouço Fiscal. Assim, será feita a correção das despesas públicas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano anterior, mais um aumento equivalente a 70% ou 50% do crescimento real da receita primária de dois anos antes.

Já para as emendas de comissão, que não estão entre as de execução obrigatória, o limite-base é o valor global do ano anterior, acrescido da variação do IPCA nos últimos 12 meses, encerrados em junho do ano anterior àquele a que se refere o Orçamento votado.

O limite de crescimento não será aplicável às emendas parlamentares de modificação se, cumulativamente:

  • tratarem de despesas não identificadas como emenda parlamentar;
  • forem de interesse nacional e não contenham localização específica na programação orçamentária, exceto quando essa localização constar do projeto da LOA; e
  • não tiverem destinatário específico, exceto na hipótese de essa destinação constar do projeto da LOA.

Impedimentos técnicos
Na execução de emendas parlamentares, a Lei Complementar 210 define uma longa lista de 26 possibilidades de impedimentos técnicos, entre eles:

  • objeto incompatível com a ação orçamentária;
  • problemas cuja solução demore e inviabilize o empenho da despesa no exercício financeiro; e
  • a não comprovação de que o ente beneficiado terá recursos suficientes para concluir o empreendimento ou seu custeio, operação e manutenção.

Quando formalizada a identificação de algum impedimento técnico, o órgão ou o ente executor da emenda terá que analisá-lo para determinar diligências com o propósito de tomar providências para viabilizar a execução da emenda.

Contingenciamento
Está autorizado o contingenciamento de dotações de emendas parlamentares até a mesma proporção das despesas discricionárias (aquelas que o governo federal possui liberdade de decisão no Orçamento), devendo ser observadas as prioridades definidas pelo Poder Legislativo.

Também convencionou-se que fica vedada a imposição de regra, restrição ou impedimento às emendas parlamentares que não sejam aplicáveis às programações orçamentárias discricionárias do Poder Executivo.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Em Araguaína, homem que atropelou e provocou a morte de idosa é indiciado pela Polícia Civil por homicídio culposo no trânsito

Crédito -Foto -DICOM SSP TO

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 26ª Delegacia de Polícia de Araguaína, concluiu, nesta terça-feira, 26, as investigações referentes à prática de crime de homicídio culposo qualificado no trânsito, ocorrido na cidade, no último dia 26 de outubro, e indiciou um homem de iniciais J.R.S., de 41 anos, condutor do veículo automotor que provocou o acidente.

 

O delegado–chefe da 26ª DP, Luíis Gonzaga da Silva Neto, ressalta que no dia dos fatos, por volta de 7h, o indiciado estava dirigindo o seu veículo pela Avenida Marginal Neblina, quando perdeu o controle da direção e atropelou a vítima A.A.C., de 65 anos, que andava pela calçada central. Com o impacto, o automóvel do indiciado e a vítima caíram dentro do córrego Neblina.

 

Embriaguez

Na ocasião, o Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local, mas a vítima foi a óbito. Ao ser abordado, J.R.S. apresentava visíveis sinais de embriaguez, como olhos vermelhos, fala desconexa, hálito etílico, sonolência e dispersão. Desse modo, o indivíduo foi preso em flagrante e recolhido na Unidade Regional Penal de Araguaína, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

 

A perícia realizada no local do acidente concluiu que a culpa do sinistro, em toda a sua extensão, recai sobre a conduta do indiciado. Ademais, a investigação concluiu que o indiciado agiu com imprudência, pois apesar de não desejar o resultado, contribui para a sua causa, pois dirigiu o seu veículo sob efeito de álcool, além de estar transitando de forma perigosa na via.

 

Sendo assim, o delegado Luís Gonzaga da Silva Neto concluiu o inquérito policial e indiciou o investigado J.R.S., pela prática, em tese, do crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, conduta esta qualificada pois dirigia o veículo sob a influência de álcool.

 

A autoridade policial ressalta que, se condenado, a pena do indiciado pode chegar a até oito anos de prisão, cabendo também a suspensão do direito de dirigir.

 

Alerta

 

O delegado Luís Gonzaga  pondera que embora trágico, pois uma vida foi ceifada, a Polícia Civil atuou de forma célere no sentido de elucidar todas as circunstâncias do ocorrido, no sentido de promover a responsabilização penal do agente causador do delito. A autoridade policial também faz um alerta para toda a população para que se conscientize sobre os riscos de ingerir bebida alcoólica e assumir a direção de um veículo automotor, pois tal comportamento pode resultar em tragédias como a ocorrida.

“Trata-se de uma verdadeira tragédia! Apesar de décadas de campanhas intensas contra a famigerada conduta de dirigir veículo automotor sob o efeito de álcool, as pessoas continuam ignorando e violando a lei. No entanto, a polícia está atenta para promover a responsabilização criminal dos infratores que insistem em promover desgraças e destruições em milhares de famílias brasileiras, como infelizmente é o caso da família da idosa que foi a óbito no presente caso que investigamos.”

O inquérito policial relatado foi enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, para as medidas cabíveis.

Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

O recado das urnas: A reflexão necessária de Amastha após um fraco desempenho nas eleições

Divulgação

Carlos Amastha, ex-prefeito de Palmas e figura destacada na política tocantinense, alcançou um desempenho abaixo do esperado nas eleições municipais de 2024. Embora tenha sido eleito vereador, terminou na quinta colocação, distante de sua meta declarada de liderar a votação na capital. Esse resultado reflete um enfraquecimento de sua conexão com o eleitorado e abre espaço para uma análise mais aprofundada das causas que levaram a esse desempenho.

Após uma trajetória marcada por disputas em cargos majoritários, como governador do Tocantins e senador, Amastha acumulou derrotas que podem ter desgastado sua imagem perante os eleitores. Esse histórico pode ter contribuído para uma percepção de declínio político, enfraquecendo sua capacidade de mobilizar apoio popular, mesmo em um cargo proporcional como o de vereador.

A candidatura de Amastha a vereador foi vista por muitos como uma estratégia para se manter em evidência política, em vez de uma busca genuína por atender às demandas do cargo legislativo. Essa leitura pode ter alienado parte do eleitorado, que espera proximidade e compromisso com questões do cotidiano em uma campanha para vereador.

O cargo de vereador exige uma abordagem política mais próxima da comunidade, com foco nas demandas diárias e específicas dos cidadãos. Amastha, conhecido por sua gestão voltada para projetos de grande impacto e sua experiência em cargos de alta administração, pode não ter conseguido transmitir a proximidade necessária para conquistar votos de maneira ampla e expressiva.

O cenário político em Palmas e no Tocantins tem se transformado, com a ascensão de novas lideranças e uma maior demanda por renovação. Nesse contexto, Amastha, mesmo com sua experiência, parece não ter conseguido se adaptar completamente às expectativas e às mudanças no perfil do eleitorado.

O quinto lugar de Amastha é um claro recado das urnas: sua trajetória e reconhecimento político, por si só, não garantem mais uma liderança consolidada. O eleitorado demonstrou uma preferência por novas narrativas, maior proximidade e, possivelmente, uma abordagem mais humilde e voltada para as questões práticas e imediatas.

O desempenho de Carlos Amastha nas eleições de 2024 é um sinal de alerta e uma oportunidade de reflexão. Para continuar relevante no cenário político, será necessário reinventar sua abordagem, estabelecer uma conexão mais próxima com os eleitores e ajustar sua estratégia para refletir as mudanças nas demandas e expectativas da população. Este momento pode ser decisivo para definir os próximos passos de sua trajetória pública.

Por Geovane Oliveira

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