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Procon Tocantins encontra variação de até 87% nos preços das carnes em Gurupi

O Procon Tocantins realizou uma pesquisa nos dias 9 e 10 de dezembro em nove açougues e supermercados de Gurupi. A pesquisa levantou o preço de 31 variedades de carnes. Entre os itens pesquisados estão carnes bovinas, suínas, frango, peixes e linguiças.

A maior diferença foi encontrada no quilo do chambari, que variou 87%. O menor preço encontrado foi R$ 14,99 e o maior, R$ 27,99.

Outros itens também apresentaram grandes variações de preço. O kg do coração de frango, por exemplo, teve uma diferença de 78%, com valores que foram de R$ 27,99 a R$ 49,90. O lombo suino ficou com uma variação de 75%, sendo encontrado de R$ 19,99 a R$ 34,90.

Entre as linguiças, a toscana teve a maior variação, com uma diferença de 56%. O menor preço registrado foi R$ 17,46 e o maior, R$ 27,30. Já entre os peixes, o tambaqui foi o item com maior variação, de 35%, com preços variando entre R$ 19,98 e R$ 26,95. Link da pesquisa completa: Pesquisa Completa

O objetivo dessa pesquisa, segundo o superintendente interino do Procon Tocantins, Magno Silva, é ajudar o consumidor a encontrar as carnes com os preços mais acessíveis na cidade. “A pesquisa de preços é uma ferramenta importante para quem quer economizar e fazer compras mais conscientes”, destacou.

O superintendente também alertou sobre a venda de carne fresca moída, que deve ser feita obrigatoriamente sempre na presença do consumidor. Além disso, é proibido mantê-la estocada nesse estado.

Importante

O consumidor deve exigir no ato da compra das carnes a nota fiscal ou o cupom fiscal, pois esses documentos são fundamentais para formalizar possíveis reclamações ou denúncias perante o Procon Tocantins.

Denuncie Irregularidades

Se identificar problemas, como carne estragada, má conservação ou informações incorretas no rótulo, entre em contato com o Procon Tocantins para formalizar uma denúncia através do whats denúncia, o  (63) 99216-6840.

Kamilla Tavares*/Governo do Tocantins

Após decisão em Palmas, Justiça Federal atende OABTO e derruba exigência de alvará para advogados de Araguaína

Em mais uma vitória da advocacia tocantinense, a Justiça Federal da 1ª Região deferiu nesta terça-feira, 10, liminar pleiteada pela OAB Tocantins e determinou que a Prefeitura de Araguaína se abstenha de exigir Alvará de Localização e Funcionamento, Vistoria ou quaisquer atos públicos de liberação da atividade econômica para o exercício da advocacia (CNAE 6911-7/01). A JF ainda suspendeu a cobrança da Taxa de Licença de Localização e Verificação de Regularidade do Estabelecimento Inicial e/ou Anual.

Esta é a segunda decisão, em menos de dois meses, proferida pela Justiça Federal sobre o tema. No começo de novembro, a Juíza Federal Carolynne Souza de Macedo Oliveira, assegurou aos advogados e sociedades de advocacia de Palmas o direito de exercerem suas atividades sem a necessidade de alvarás de funcionamento, vistorias ou taxas de fiscalização.

Também movido pela OABTO, o mandado de segurança buscava garantir que os advogados, classificados como atividade de baixo risco segundo a Lei de Liberdade Econômica (Lei n. 13.874/2019) e a Resolução CGSIM n. 51/2019, estejam isentos de atos de liberação pública. 

Para o presidente da Subseção de Araguaína, Davi Morais, essa foi mais uma vitória de toda a Advocacia Araguaínense. “A Subseção aguardou a construção da ação em Palmas, e após o resultado positivo, solicitamos a impetração em Araguaína também. Essa decisão assegura a liberdade e o livre exercício da Advocacia”, destacou o presidente Davi Morais.

Para a presidente em exercício da OABTO, Priscila Madruga, esta é mais uma importante vitória da advocacia tocantinense e demonstra o compromisso da OAB Tocantins com a defesa das prerrogativas da classe e o respeito ao exercício livre e independente da advocacia. “A decisão reafirma o entendimento de que a atividade advocatícia, classificada como de baixo risco, não deve ser submetida a exigências burocráticas que inviabilizem ou dificultem a atuação profissional”, pontuou Priscila Madruga. 

Senado aprova regulamentação da inteligência artificial; texto vai à Câmara

arcos Oliveira/Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (10) o projeto que regulamenta a inteligência artificial (IA) no Brasil. A matéria segue agora para a análise da Câmara dos Deputados. O texto se apresenta como um marco regulatório com regras para o desenvolvimento e o uso de sistemas de IA. Entre os dispositivos está um que prevê a proteção dos direitos dos criadores de conteúdo e obras artísticas. A votação foi conduzida pelo senador Weverton (PDT-MA).

O texto aprovado nesta terça-feira é um substitutivo do senador Eduardo Gomes (PL-TO) que tem como base o PL 2.338/2023, projeto de lei apresentado por Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. E esse projeto, por sua vez, surgiu a partir de um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas.

O substitutivo também engloba dispositivos sugeridos em outras sete propostas — inclusive no PL 21/2020, já aprovado pela Câmara dos Deputados — e em dezenas de emendas de diversos senadores.

Antes de chegar ao Plenário do Senado, a matéria tramitou na comissão temporária sobre o tema, onde foram realizadas 14 audiências públicas com a participação da sociedade civil e de diversos setores (tanto da iniciativa pública como privada), além de especialistas em tecnologia e inovação.

A versão aprovada nesta terça-feira manteve fora da lista de sistemas considerados de alto risco os algoritmos das redes sociais — decisão que atendeu a pedidos dos senadores oposicionistas Marcos Rogério (PL-RO), Izalci Lucas (PL-DF) e Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e que provocou o lamento de alguns parlamentares governistas.

Por outro lado, o texto atendeu a uma demanda dos senadores governistas ao manter o dispositivo que prevê a proteção dos direitos dos criadores de conteúdo e obras artísticas. Esses foram dois pontos que geraram maior dificuldade de entendimento entre os dois blocos.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), que foi o presidente da comissão temporária, considerou o texto aprovado como um resultado do consenso, dentro do que foi possível, e avaliou que a proposta traz avanços, sobretudo ao colocar o ser humano como o princípio “de todas as coisas”, na centralidade das decisões. Ele ainda enfatizou que o substitutivo não faz qualquer menção a trechos que possam ser percebidos como possibilidade de censura em redes sociais. No entanto, Viana ressaltou que a proposta atribuiu responsabilidades aos sistemas que desenvolvem inteligência artificial sobre as ferramentas a serem disponibilizadas à sociedade brasileira.

— Foi um relatório em que nós conseguimos chegar a um consenso quanto à maior parte das colocações trazidas pelos senadores e pelas senadoras. E  [buscamos garantir] o respeito ao ser humano; o princípio da privacidade. A possibilidade de que uma pessoa, quando vítima de uma determinada tecnologia, ela automaticamente tenha acesso para entender de onde isso veio, como aconteceu e, principalmente, possa se defender daquilo que está sendo colocado. E ali não há uma linha sobre censura ao que se escreve em rede social. As pessoas são livres para colocar a sua opinião, as suas ideias, as suas propostas. O projeto não tira absolutamente qualquer liberdade de grupos se manifestarem em rede social.

Emendas

Relator da matéria, Eduardo Gomes acatou duas emendas sugeridas pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). Uma delas busca evitar vício de iniciativa quanto ao Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA) — que deverá ser criado para fiscalizar o cumprimento das regras a serem seguidas pelos desenvolvedores de tecnologia. O SIA, de acordo com o texto, será coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A emenda torna a criação do órgão autorizativa, já que é função privativa do presidente da República criar entidades ou conselhos.

A outra emenda de Esperidião Amin recomenda que a SIA leve em consideração requisitos, que podem ser adotadas ou não pelo órgão, sobre sistemas que possam ser identificados como não sendo de alto risco e que possam ser considerados, inclusive, para oferecer agilidade aos serviços prestados pelos órgãos públicos. A intenção, segundo o senador de Santa Catarina, é deixar claro o que é legal e permitido. 

 — Isso aqui não é restritivo; isso aqui ajuda a delinear o que é alto risco, que sempre será subjetivo. Nós estamos complementando com balizas  — disse Esperidião Amin.

De acordo com tais requisitos, não seriam de alto risco, por exemplo, os sistemas destinados a desempenhar uma tarefa processual restrita; a melhorar o resultado de uma atividade humana que é realizada sem o uso da inteligência artificial; a detectar padrões de tomada de decisões ou desvios em relação a padrões de tomada de decisão; a executar uma tarefa preparatória no contexto de uma avaliação. 

Eduardo Gomes, ao classificar o substitutivo como o “texto possível” e que esse é um primeiro passo, considerando que o assunto demanda constante atualização legislativa, disse que a construção coletiva da proposta possibilitou um texto que mantém a liberdade de expressão no país, mas que também permite o desenvolvimento de sistemas que estimulem a competitividade e o ambiente de negócios. 

— Esse projeto não é de esquerda, não é de direita. É da humanidade. Precisa manter os direitos de debate no sistema bicameral, indo à Câmara e voltando para um novo debate no Senado. E nós estamos cumprindo com a nossa obrigação, principalmente, de garantir os direitos autorais, que ficam vinculado aos artistas, àqueles que fazem a arte, mas são igualmente necessários para os profissionais liberais, para a comunidade acadêmica (…). Os advogados, os médicos, toda a sociedade que precisa entender que qualquer uso de material que produz e que, principalmente, gera recursos deve estabelecer o direito sagrado à criação (…).

Voto contrário

Durante o debate que antecedeu a aprovação do substitutivo, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) chegou a apresentar requerimento sugerindo que o substitutivo fosse discutido em sessão de debates temáticos antes de ser votado. Segundo ele, a matéria estaria sendo votada de forma “açodada” e alguns aspectos do texto ainda despertam dúvidas entre os parlamentares, como a criação do SIA e as competência do coordenador do sistema. Girão disse temer que a proposta possa conter como alguma tentativa de censura da opinião pública ou possa impedir o desenvolvimento dessa tecnologia. 

— O relatório não atende à evolução tecnológica necessária. É uma questão primordial que a gente faça uma legislação que esteja alinhada com o que está acontecendo no mundo. E, segundo especialistas, eu não sou especialista, eu reconheço minha insignificância, mas eles estão falando que nós estamos fazendo um dos marcos regulatórios mais atrasados do planeta — argumentou Girão, que declarou voto contrário à proposta, assim como o senador Magno Malta (PL-ES).

O pedido de Girão, porém, foi indeferido pelo presidente do Senado. Rodrigo Pacheco ressaltou que já havia ocorrido uma sessão temática sobre o assunto no Plenário da Casa, e também lembrou que a comissão temporária presidida por Carlos Viana havia promovido 14 audiências públicas sobre o tema.

Riscos

O texto divide os sistemas de inteligência artificial (IA) em níveis de risco, oferecendo uma regulamentação distinta para os de alto risco, a depender do impacto do sistema na vida humana e nos direitos fundamentais. Também proíbe o desenvolvimento de aplicações de IA que apresentem “risco excessivo”. Essas classificações também estiveram entre os dispositivos que geraram controvérsias nos debates da comissão temporária.

Além disso, uma das principais alterações da última versão do texto, em relação às versões iniciais, é o caráter facultativo da avaliação preliminar dos sistemas de IA, estabelecido pelo relator, Eduardo Gomes, a partir de emenda da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP).

O objetivo dessa avaliação preliminar é determinar o grau de risco do sistema, que dependerá de suas finalidades e do seu impacto. Ela deve ser realizada pelos próprios agentes — isto é, os desenvolvedores, fornecedores ou aplicadores do sistema, conforme o caso —, antes da disponibilização do sistema no mercado.

De acordo com o substitutivo, a avaliação preliminar só será obrigatória para os sistemas generativos e de propósito geral. Para os demais casos, ela será facultativa, mas será considerada uma medida de boa prática, podendo resultar em benefícios para os agentes (como prioridade em avaliações de conformidade).

Direitos autorais

Os senadores mantiveram no texto a proteção dos direitos dos criadores de conteúdo e obras artísticas. 

O substitutivo estabelece que conteúdos protegidos por direitos autorais poderão ser utilizados em processos de “mineração de textos” para o desenvolvimento de sistemas de IA por instituições de pesquisa, de jornalismo, museus, arquivos, bibliotecas e organizações educacionais. No entanto, o material precisa ser obtido de forma legítima e sem fins comerciais. Além disso, o objetivo principal da atividade não pode ser a reprodução, exibição ou disseminação da obra usada, e a sua utilização deve se limitar ao necessário para alcançar a finalidade proposta — e os titulares dos direitos não podem ter seus interesses econômicos prejudicados injustificadamente. O titular de direitos autorais poderá proibir o uso de conteúdos de sua propriedade nas demais hipóteses.

O texto também prevê que o uso de conteúdos protegidos por direitos autorais em processos de mineração, treinamento e desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial disponibilizados comercialmente dará direito de remuneração aos titulares dos respectivos direitos.

Já o uso de imagem e voz de pessoas por sistemas de IA deverá respeitar os direitos da personalidade, conforme previstos no Código Civil.

Isso significa que qualquer utilização desse material precisa de consentimento prévio e não pode causar danos à honra, à reputação ou à intimidade das pessoas. A violação dessas garantias pode resultar em ações judiciais e pedidos de indenização.

Artistas como o ator Paulo Betti, as cantoras Marina Sena, Kell Smith, Paula Fernandes, o cantor Otto e a produtora Paula Lavigne estiveram no Plenário acompanhando a votação da proposta. Apesar de reconhecerem o papel da inteligência artificial e o avanço natural dos processos tecnológicos, eles reforçaram a necessidade de aliar tecnologia à criatividade, respeitando a subjetividade humana.

— Ninguém está aqui lutando contra a inteligência artificial, porque a inteligência artificial a gente entende como uma tecnologia que veio também para trazer progresso. Mas a gente entende que, se há empresas ganhando bilhões com isso, essas empresas precisam arcar com as consequências e precisam arcar com essa mineração de dados que fazem com a nossa obra, com a nossa vida. E não só a nossa vida, mas a vida de toda a população brasileira — disse Marina Sena em coletiva de imprensa.

Mesmo com alguns senadores governistas lamentando o fato de o substitutivo não incluir os algoritmos das redes sociais na lista de sistemas considerados de alto risco, os parlamentares da base do governo em geral consideraram o texto aprova equilibrado e com avanços, como no trecho que garante a proteção dos direitos autorais.

— Em qualquer tipo de atividade econômica existe o insumo que é fundamental, e quem coordena aquela atividade tem de pagar por ele. No caso da inteligência artificial, o principal insumo é a criatividade, é o que cada um foi capaz de criar, e que vai ser minerado pela empresa que vai desenvolver o programa de inteligência artificial, que também terá de pagar por isso por conta da criatividade que as pessoas inserem na sua produção musical, literária, no que quer que seja — disse o senador Humberto Costa (PT-PE). 

Trabalhadores 

De acordo com o substitutivo, os cidadãos terão assegurados os direitos a explicação e revisão humana das decisões que tiverem impacto jurídico relevante. E, no caso de uso de sistemas que façam identificação biométrica, deverá haver a garantia de proteção contra discriminação direta, indireta, ilegal ou abusiva.

— Para garantir sistemas de inteligência artificial que protejam direitos é essencial o escrutínio público dos regulados e dos reguladores por meio de participação pública. É necessária, sim, a participação social no arranjo de fiscalização e integridade da informação. Outra dimensão é a proteção aos trabalhadores e às trabalhadoras. Não podemos excluir regras que garantam a supervisão humana em decisões automatizadas de punições disciplinares e dispensas — afirmou a senadora Teresa Leitão (PT-PE).

Integridade da informação 

O substitutivo retirou do texto um artigo que previa o risco à integridade da informação, à liberdade de expressão, ao processo democrático e ao pluralismo político como critério para regulamentação e identificação — pelo SIA — de novas hipóteses de IA de alto risco. Não houve acordo sobre esse artigo entre governistas e oposicionistas.

Também ficou de fora o trecho que atribuía à IA generativa a responsabilidade sobre a integridade da informação. Para senadores da oposição, esse artigo poderia funcionar como mecanismo para o controle da liberdade de expressão e do acesso à informação.

Em seu voto, o relator da matéria, Eduardo Gomes, concordou com os argumentos desses parlamentares. “Conforme já asseverado, a liberdade de expressão se apresenta como premissa básica a qualquer sociedade democrática, e o texto ora relatado jamais poderia ser utilizado para afetar essa prerrogativa”, afirmou Eduardo Gomes em seu parecer, ao explicar a retirada do artigo. 

Risco excessivo

O substitutivo proíbe o desenvolvimento e o uso de sistemas com determinadas características ou finalidades, por considerar que representam risco excessivo. Entre eles estão os chamados sistemas de armas autônomas (SAA), isto é, que podem selecionar e atacar alvos sem intervenção humana.

A proposta também proíbe o uso de técnicas subliminares e a exploração de vulnerabilidades de pessoas ou grupos para induzir comportamentos danosos à saúde e à segurança.

Além disso, proíbe sistemas que tenham o objetivo de possibilitar a produção e a disseminação de material que caracterize ou represente abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes.

O texto ainda proíbe a avaliação de traços de personalidade e características de comportamento para prever a realização de crimes. E impede a classificação de indivíduos com base em seu comportamento social ou personalidade para determinar, de forma ilegítima e desproporcional, o acesso a bens, serviços e políticas públicas.

O uso de câmeras para identificar pessoas em tempo real em espaços públicos só será permitido para busca de vítimas de crimes ou pessoas desaparecidas, para recapturar fugitivos, cumprir mandados de prisão ou medidas restritivas, investigar e reprimir crimes em flagrante nos casos de delitos cuja pena de prisão seja superior a dois anos e instruir inquérito ou processo criminal com autorização do juiz, quando a prova não puder ser feita por outros meios.

Alto risco

O substitutivo classifica como sistemas de inteligência artificial de alto risco, que estarão sujeitos a regras mais rígidas, aqueles que vierem a ser utilizados em determinadas atividades, como:

  • veículos autônomos;
  • controle de trânsito e gestão de abastecimento de água e eletricidade quando houver perigo para a integridade física das pessoas ou risco de interrupção dos serviços de forma ilícita ou abusiva;
  • seleção de estudantes para acesso à educação e à progressão acadêmica;
  • tomada de decisões sobre recrutamento, avaliação, promoção e demissão de trabalhadores;
  • avaliação de critérios para aferir a elegibilidade a serviços e políticas públicas;
  • investigação de fatos e aplicação da lei quando houver riscos às liberdades individuais, no âmbito da administração da Justiça;
  • gestão de prioridade em serviços de emergência, como os de bombeiros e assistência médica;
  • estudo analítico de crimes;
  • diagnósticos médicos;
  • controle de fronteiras;
  • reconhecimento de emoções por identificação biométrica;
  • análise de dados para prevenção da ocorrência de crimes.

Conforme já mencionado, a classificação dos algoritmos de distribuição de conteúdo de redes sociais como sistemas de alto risco foi excluída do relatório por Eduardo Gomes, atendendo a pedidos dos senadores Marcos Rogério, Izalci Lucas e Mecias de Jesus. “Após profundo debate, a previsão anterior mostrou-se excessivamente genérica, considerando que a imprecisão técnica pode ter repercussões indesejáveis para setores importantes, vinculados inclusive à proteção de direitos fundamentais”, justificou o relator.

De acordo com o texto, sistemas usados como ferramentas intermediárias e que não influenciem decisões relevantes não serão considerados de alto risco. E o agente de sistemas de IA poderá solicitar a revisão da classificação de seu sistema, caso discorde dela.

Ainda segundo o relatório de Eduardo Gomes, a lista de aplicações e usos de sistemas de IA considerados de alto risco não deve ser fechada ou definitiva. O objetivo é que a lista seja “aberto-exemplificativa”, ou seja, que tenha exemplos, mas permita a inclusão de novas situações no futuro, de acordo com mudanças ou avanços.

Avaliação de impacto

O texto prevê que, quando um sistema de IA for classificado como de alto risco, deverá ser realizada a avaliação de impacto algorítmico por profissionais com conhecimentos técnicos, científicos, regulatórios e jurídicos.

A avaliação de impacto algorítmico verificará os riscos aos direitos fundamentais conhecidos e previsíveis, os benefícios do sistema, a probabilidade e a gravidade de eventuais consequências adversas e os esforços necessários para mitigá-las, as medidas de transparência e a lógica do sistema.

As conclusões dessas avaliações deverão ser públicas e disponibilizadas em banco de dados mantido pela autoridade competente. Um regulamento  deverá determinar a periodicidade da revisão dessa avaliação. Caso, após a introdução do sistema no mercado, os agentes descubram novos riscos aos direitos dos indivíduos, devem comunicá-lo às autoridades competentes e às pessoas afetadas.

A proposta determina que os agentes dos sistemas de IA deverão ter estruturas internas de governança para garantir a segurança do sistema e o atendimento dos direitos das pessoas afetadas.

Já os sistemas de alto risco precisarão, além disso, documentar a realização de testes de confiabilidade e segurança; mitigar eventuais vieses discriminatórios; adotar ferramentas de registro automático de operação para avaliar seu desempenho e apurar eventuais resultados discriminatórios; e adotar medidas que permitam explicar os resultados obtidos. A eventual ocorrência de incidentes graves de segurança deverá ser comunicada em prazo adequado à autoridade competente, a qual poderá determinar providências a serem tomadas.

IA generativa e sistemas de propósito geral

Os sistemas conhecidos como generativos e de propósito geral terão regras específicas. Antes de esses sistemas serem disponibilizados no mercado, seus agentes devem realizar a avaliação preliminar para classificação de risco. Devem também demonstrar que identificaram e mitigaram possíveis riscos aos direitos fundamentais, ao meio ambiente, à liberdade de expressão, à integridade da informação e ao processo democrático. Esses sistemas devem ser concebidos de modo a reduzir o uso de energia e outros recursos e a produção de resíduos. Também só poderão processar dados em conformidade com as exigências legais.

Conteúdos sintéticos como textos, imagens, vídeos e áudios produzidos ou modificados por meio de IA deverão conter identificador — que poderá ser disponibilizado na forma de metadados — para que se possa verificar a sua autenticidade e a sua proveniência. O texto aprovado prevê a regulamentação (em parceria com a iniciativa privada, profissionais de pesquisa e a sociedade civil) de formas de identificar e rotular esses conteúdos.

Sanções administrativas e responsabilidade civil

A infração das normas contidas no substitutivo poderá sujeitar desenvolvedores, fornecedores e aplicadores de sistemas de inteligência artificial a multas de até R$ 50 milhões ou a 2% do faturamento bruto do grupo ou conglomerado por infração.

Outras sanções previstas são advertência, proibição de tratar determinados dados e suspensão parcial ou total, temporária ou permanente do desenvolvimento, fornecimento ou operação do sistema.

O texto prevê que a responsabilização civil por danos causados por sistemas de inteligência artificial estará sujeita às regras previstas no Código Civil ou no Código de Defesa do Consumidor, conforme o caso. Caberá a inversão do ônus da prova quando for muito oneroso para a vítima comprovar o nexo de causalidade entre a ação humana e o dano causado pelo sistema.

Autoridade Nacional de Proteção de Dados

O substitutivo prevê que diversos órgãos deverão trabalhar em conjunto com o intuito de organizar, regular e fiscalizar o mercado da inteligência artificial.

O texto estabelece a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como a autoridade competente para impor sanções, aplicar multas, expedir normas sobre as formas e requisitos de certificação, os procedimentos da avaliação de impacto algorítmico e para a comunicação de graves incidentes. 

A ANPD também deverá se manifestar sobre processos normativos dos órgãos reguladores e exercerá competência normativa, regulatória e sancionatória quanto ao uso de IA para atividades econômicas que não tiverem órgão regulador específico.

A ANPD também zelará pelos direitos fundamentais, estimulará a adoção de boas práticas, receberá denúncias e representará o Brasil em organismos internacionais da área.

Além disso, a ANPD coordenará o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), que será criado e integrado por órgãos estatais de regulação setorial, entidades de autorregulação e de certificação, pelo Conselho de Cooperação Regulatória de Inteligência Artificial (Cria) e pelo Comitê de Especialistas e Cientistas de Inteligência Artificial (Cecia).

Entre as atribuições do Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA) estão a regulamentação dos sistemas de alto risco, o reforço das competências das autoridades setoriais e da ANPD, a harmonização da atuação dos órgãos reguladores e a realização de estudos periódicos, com o envio ao Congresso Nacional, a cada quatro anos, de parecer sobre a necessidade de aprimoramentos na legislação sobre inteligência artificial.

O Conselho de Cooperação Regulatória de Inteligência Artificial (Cria), que também será coordenado pela ANPD, será um fórum permanente de comunicação com órgãos e entidades da administração pública responsáveis pela regulação de setores específicos, a fim de harmonizar e facilitar o trabalho da autoridade competente. Sua composição será definida em regulamento.

Já o Comitê de Especialistas e Cientistas de Inteligência Artificial (Cecia) será criado para orientar e supervisionar o desenvolvimento e aplicação da IA a partir de regras e critérios estabelecidas em regulamento.

As autoridades setoriais poderão estabelecer regras para o uso de inteligência artificial no âmbito de suas competências. A elas caberá receber a avaliação de impacto algorítmico e detalhar as listas de sistemas de alto risco.

Em parceria com o Ministério do Trabalho, todas essas autoridades deverão produzir diretrizes para reduzir potenciais riscos aos trabalhadores (especialmente no que se refere a perda de emprego e de oportunidade de carreira) e potencializar os impactos positivos.

Poder público

Os sistemas de IA utilizados pelo poder público, além de implementar as medidas previstas para todos os demais sistemas, deverão registrar quem os usou, em que situação e para qual finalidade. Deverão ser empregados, preferencialmente, sistemas interoperáveis, de modo a evitar a dependência tecnológica e propiciar a continuidade dos sistemas desenvolvidos ou contratados.

Os cidadãos terão assegurados os direitos a explicação e revisão humana das decisões que tiverem impacto jurídico relevante. No caso de uso de sistemas que façam identificação biométrica, deverá haver a garantia de proteção contra discriminação direta, indireta, ilegal ou abusiva.

No caso de a avaliação de impacto algorítmico de um sistema usado pelo poder público identificar riscos que não possam ser eliminados ou mitigados, o uso deverá ser interrompido.

O governo também deverá zelar pela proteção dos trabalhadores afetados pelos sistemas de IA, buscando adaptá-los e requalificá-los, além de promover o letramento digital da população a fim de que os cidadãos façam o melhor uso possível da inteligência artificial.

O poder público deverá incentivar a inovação em inteligência artificial, procurando contratar soluções inovadoras que promovam a cultura nacional e a língua portuguesa, e definindo critérios distintos para sistemas ofertados por micro e pequenas empresas e startups nacionais.

Direitos dos afetados

O substitutivo assegura uma série de direitos às pessoas que forem afetadas pelos sistemas de inteligência artificial:

  • direito à informação prévia de que está interagindo com sistemas de IA;
  • direito à privacidade e a proteção de dados pessoais;
  • direito à não discriminação ilícita e à correção de vieses discriminatórios diretos, indiretos, ilegais ou abusivos;
  • uso de linguagem simples e clara quando destinados a criança e adolescentes, idosos ou pessoas com deficiência.

As pessoas afetadas por sistemas de alto risco terão, adicionalmente, os seguintes direitos:

  • direito à explicação sobre a decisão tomada pelo sistema de inteligência artificial;
  • direito à contestação das decisões;
  • direito a revisão humana das decisões, considerando o contexto e o risco associado.

A supervisão humana terá como objetivo prevenir e minimizar os riscos para os direitos e as liberdades das pessoas. Para isso, os supervisores devem poder intervir no sistema. Quando essa supervisão for comprovadamente impossível ou exigir esforço desproporcional, ela não será exigida, mas os agentes deverão implementar medidas alternativas eficazes.

Boas práticas

Os desenvolvedores e fornecedores de sistemas poderão adotar códigos de conduta para assegurar o cumprimento dos dispositivos da futura lei. A adesão a esses códigos será considerada indicativo de boa-fé por parte do agente nos casos em que for aplicada sanção administrativa.

A autoridade competente poderá credenciar associações de agentes e especialistas em governança de IA para que concedam certificação da adoção de boas práticas de governança. Os agentes também poderão criar entidades de autorregulação.

Vigência

O texto prevê que a maioria dos dispositivos do substitutivo deverá entrará em vigor 730 dias (ou seja, dois anos) depois da publicação da lei. No entanto, as regras sobre sistemas generativos e de uso geral, sobre as aplicações proibidas de sistemas de IA e sobre os direitos de autor deverão entrar em vigor 180 dias após a publicação da lei.

Já a organização e as atribuições dos órgãos reguladores do mercado de IA, com exceção das sanções aplicáveis, terão vigência imediata. O mesmo vale para as medidas de incentivo à sustentabilidade e às pequenas empresas.

Estão fora da regulamentação os sistemas usados por pessoas físicas com finalidade exclusivamente particular, os que forem voltados à defesa nacional, os que forem voltados ao desenvolvimento e à testagem de aplicações de IA e ainda não tiverem sido disponibilizados no mercado e os que se limitarem a prover infraestrutura para os dados de outros sistemas de inteligência artificial.

Com a aprovação do PL 2.338/2023, ficam considerados prejudicados os seguintes projetos de lei: PL 21/2020PL 5.051/2019PL 5.691/2019PL 872/2021PL 3.592/2023PL 210/2024 e PL 266/2024.

Fonte: Agência Senado

Médico de Lula descarta sequela e diz que função cerebral está intacta

A hemorragia intracraniana detectada no presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comprometeu qualquer função cerebral. A expectativa da equipe médica – liderada por Roberto Kalil – é de que Lula retome as atividades na semana que vem. Por precaução, ele ficará internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por 48 horas.

Ainda segundo os médicos, o procedimento pelo qual o presidente passou inclui uma pequena perfuração no crânio, entre duas lâminas da meninge, seguida da colocação de um dreno por onde sairá o sangue acumulado no local.

O médico Roberto Kalil disse, ainda, que os orifícios feitos no crânio são pequenos, seguindo um procedimento padrão que terá cicatrização espontânea, sem necessidade de intervenção futura. O presidente Lula encontra-se lúcido e acordado, acompanhado apenas da primeira-dama Janja da Silva.

O termo técnico para esse procedimento é trepanação. Kalil informou que o paciente reagiu bem ao procedimento e está se alimentando e se comunicando bem.

Sem sequela

“O presidente não terá sequela e não há risco de complicações porque o hematoma estava localizado entre o osso cranial e o cérebro. Ele não tem machucado no cérebro. Esse procedimento é para evitar que o hematoma comprima o cérebro. O hematoma, que fica entre duas folhas da meninge, foi totalmente drenado. O mais importante é que ele não teve trauma no cérebro”, disse Kalil durante entrevista coletiva no Hospital Sírio-Libanês.

Segundo a equipe médica, o presidente da República apresentou, durante a última madrugada, um mal-estar similar a um quadro gripal, seguido de dor de cabeça. Ele foi enviado à unidade do Sírio Libanês, em Brasília.

“Como teve a queda, fizemos de imediato todos os exames [tomografia e ressonância magnética]”, disse Kalil.

Lula foi então encaminhado para a unidade do mesmo hospital em São Paulo, onde encontra-se internado.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Seduc prorroga prazo de matrículas para estudantes novatos da rede estadual

A Secretaria de Estado da Educação divulgou nesta segunda-feira, 9, novo cronograma com prorrogação do período das matrículas para os estudantes novatos. Agora, os estudantes que querem ingressar na rede estadual de educação em 2025 têm até a próxima quinta-feira, 12, para realizar a matrícula.

São considerados novatos os estudantes que são de outra rede de ensino ou de outros estados. A pré-matrícula deve ser realizada pelo site da Seduc ou via atendimento do Call Center (0800-0635050), no período das 8h às 18h.

A divulgação de qual escola o estudante foi alocado pode ser conferida pelo site da Seduc ou pelo Call Center no dia 17 de dezembro. Os responsáveis têm do dia 23 de dezembro deste ano até 3 de janeiro de 2025 para realizar a efetivação da matrícula de forma presencial na unidade contemplada.

Após o fim dos prazos, as matrículas só poderão ser realizadas diretamente nas unidades escolares, a partir do dia 6 de janeiro de 2025, mas sujeitas à disponibilidade de vagas.

Documentação

Para garantir a vaga, o estudante com mais de 18 anos ou seu responsável legal deverá comparecer na escola, na data indicada pelo sistema, e apresentar os documentos originais e cópias dos documentos listados abaixo:

Certidão de Nascimento ou casamento (Certidão de Nascimento emitida pela Funai para os indígenas); histórico escolar ou declaração de concluinte; carteira de identidade/Registro Geral (RG); Cadastro de Pessoa Física (CPF); comprovante de endereço recente (água ou energia); comprovante de serviço militar (para estudantes do sexo masculino entre 18 e 45 anos, exceto indígenas); cartão de vacinação atualizado (para estudantes com até 18 anos, conforme a Lei nº 3.521, de 7 de agosto de 2019); cartão do Sistema Único de Saúde (SUS); cartão do Número de Identificação Social (NIS), para quem recebe benefício social do Governo Federal; além de uma foto 3×4 atual; estudantes da Educação Especial também devem apresentar laudo médico.

Cronograma

Até 12/12/2024 – Solicitação de pré-matrícula para estudantes novatos, pelo site da Seduc e via atendimento do Call Center (0800-0635050), no período das 8h às 18h.

17/12/2024 – Divulgação pelo  site www.seduc.to.gov.br ou 0800-063-5050.

23/12/2024 a 03/01/2025 – efetivação (presencial) da matrícula na Unidade Escolar contemplada.

06/01/2025 – Matrículas após o término do cronograma serão realizadas, exclusivamente, nas Unidades Escolares do Estado (sujeito a vagas).

Senado vota na terça regulamentação da IA e Programa de Transição Energética Fonte: Agência Senado

O Plenário pode votar nesta terça-feira (10) o projeto de lei que regulamenta o uso da inteligência artificial (IA). A sessão deliberativa está marcada para as 14h e tem sete itens na pauta, além da indicação de autoridades sabatinadas pelas comissões.

PL 2.338/2023 foi proposto pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e tramita no Plenário em regime de urgência. O texto recebeu relatório favorável do senador Eduardo Gomes (PL-TO) na comissão temporária criada para analisar a matéria.

O projeto prevê regras para o desenvolvimento e o uso de sistemas de IA. O relatório aprovado pela comissão temporária exclui da lista de sistemas considerados de alto risco os algoritmos das redes sociais.

Os senadores também podem votar o PL 327/2021, que cria o o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten). A matéria incentiva a substituição de matrizes poluentes por fontes renováveis. O projeto da Câmara dos Deputados foi aprovado pela Comissão de Infraestrutura (CI), com relatório favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE).

Outro item na pauta é o PL 537/2019, que cria o Estatuto Profissional dos Trabalhadores Celetistas em Cooperativas. Entre outras medidas, o texto da Câmara assegura aos cooperados direitos como jornada de trabalho, representação sindical e piso salarial. A matéria recebeu relatório favorável do senador Fernando Dueire (MDB-PE) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A pauta inclui ainda o PL 1.970/2019, que institui uma política para o manejo sustentável do pequi e de outros produtos nativos do Cerrado. A matéria passou pela Comissão de Agricultura (CRA) com relatório favorável da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

Os senadores também podem votar o projeto de resolução (PRS) 64/2023, que cria a Comenda Ceci Cunha para mulheres com destaque na atividade política. O texto, do senador Magno Malta (PL-ES), recebeu relatório favorável da senadora Jussara Lima (PSD-PI) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

A comenda é uma homenagem à ex-deputada alagoana Josefa Santos Cunha, conhecida como Ceci Cunha (1949-1998). Professora e médica, ela foi vereadora em Arapiraca (AL) e deputada federal. Reeleita para a Câmara em 1998, Ceci foi assassinada a mando de um suplente, Talvane Albuquerque. A parlamentar era mãe do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), que tinha 17 anos na época da execução.

PECs

O Plenário discute duas propostas de emenda à Constituição na terça-feira. Esse tipo de proposição precisa passar por cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno.

A PEC 3/2020 define as competências da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios sobre defesa e segurança cibernética. O texto do, senador Eduardo Gomes, recebeu relatório favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e passa pela terceira sessão de discussão em Plenário.

A PEC 18/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), inclui o Pantanal Sul-Mato-Grossense entre os patrimônios nacionais. O texto foi aprovado pela CCJ com relatório favorável do senador Jayme Campos (União-MT) e deve ser submetido à primeira sessão de discussão.

Fonte: Agência Senado

Ex-vereador Luzimar Coelho rebate informações sobre desistência de candidatura à presidência da CCABA

Araguaína, 7 de dezembro de 2024 – Luzimar Coelho dos Santos, ex-vereador e atual assessor especial de governo, esclareceu em nota oficial os motivos de sua desistência na disputa pela presidência da Diretoria Executiva da CCABA (2025-2028). Ele refutou informações divulgadas na imprensa que atribuíram sua decisão a possíveis acordos políticos com a gestão municipal.

Segundo Luzimar, sua desistência ocorreu devido à falta de transparência no processo eleitoral, que, segundo ele, não garantia a segurança jurídica necessária. O ex-vereador afirmou ter protocolado requerimentos e feito esforços para sanar irregularidades, mas optou por se retirar do pleito para evitar possíveis nulidades nos atos eleitorais.

Destacando sua trajetória pública, Luzimar reiterou que nunca adotou práticas incompatíveis com sua índole e princípios éticos, afirmando ser reconhecido por sua credibilidade perante autoridades e instituições. Ele enfatizou que sua candidatura tinha o propósito de resgatar a importância histórica da CCABA na política comunitária de Araguaína.

Por fim, Luzimar reforçou seu compromisso com o trabalho comunitário e a gestão pública, assegurando que qualquer missão a ele confiada será conduzida com eficiência, responsabilidade e respeito aos princípios administrativos.

NOTA EM RESPOSTA AS INFORMAÇÕES JORNALISTICAS LEVADAS A PÚBLICO.

 

LUZIMAR COELHO DOS SANTOS, ex vereador atual assessor especial de governo no executivo municipal e então candidato a gestão 2025 a 2028 CCABA à sua presidência na Diretoria Executiva. Torna público o que aduzido:

QUE, respeitado a imprensa o trabalho midiatico jornalístico. Porém infundadas são as afirmações noticiadas as quais teria motivado o ato de Desistência do pleito eleitoral CCABA que se avizinha.
A Desistência deu se face ao processo eleitoral não oferecer a transparência e lisura necessária pra o devido feito. Muitas foram as tratativas e mesmo Requerimento protocolado ao órgão na pretensão de sanar inseguranças jurídicas e não eivar de NULIDADES os atos.
QUE, testemunharam os esforços depreendidos por este na pretensão de concorrer ao pleito tendo encabeçado a CHAPA 2, vereadores e outros líderes comunitários desta urbe.
QUE, sua Desistência não teve e jamais teria “AJEITAMENTO” com gestão. Em toda vida pública não adota essas medidas por não fazerem parte da índole e respeitabilidade pública, goza de prestígio e credibilidade perante órgãos entidades instituições e autoridades públicas.
QUE, dado ao trabalho social comunitário pauta sua vida pessoal e profissional com honradez e zelo pela coisa pública. RESSALTA em tempo que sua candidatura almejada para resgatar uma entidade que muito está contida na história política comunitária de Araguaina. Todavia não se condiciona a evento futuro. Sente se privilegiado em figurar como Homem que goza de confiabilidade e apreço dos gestores que a longas décadas os acompanham e qualquer MISSÃO conferida será EXECUTADA com esmeiro e de forma eficaz eficiência observando os princípios que norteam a administração.

Araguaina TO. 07.12.2024.

LUZIMAR COELHO DOS SANTOS.

Bastidores pegam fogo! Disputa pelo CCABA movimenta vereadores e coloca Luzimar Coelho no centro das atenções

Os bastidores da política de Araguaína esquentaram neste fim de semana com uma intensa disputa pelo comando Conselho Comunitário das Associações de Bairros de Araguaína (CCABA). O embate envolveu dois blocos de vereadores em lados opostos, cada um defendendo um nome para presidir o órgão no próximo mandato.

De um lado, os vereadores Abraão, Robert e vereador eleito Vilarindo se uniram em apoio a Luzimar Coelho, apontado como favorito para assumir a presidência do CCABA. Do outro, Mateus Mariano, Terciliano Gomes e Marcos do Boroli sustentaram o nome de Renato para o posto.

A disputa atingiu seu ápice na última sexta-feira (5), com negociações intensas e troca de articulações entre as duas frentes. Luzimar Coelho, que contava com chances reais de vitória, surpreendeu ao desistir de sua candidatura. Em troca, teria recebido uma oferta estratégica: a criação de um novo cargo na prefeitura, previsto para o início de 2025.

Esse novo cargo, segundo fontes próximas às negociações, será diretamente ligado aos movimentos comunitários da cidade e pode vir a ser mais influente do que o próprio CCABA na gestão municipal. Para o segundo mandato do prefeito Wagner, a estratégia parece ser fortalecer ações descentralizadas que ampliem o alcance da administração junto às bases populares.

Luzimar Coelho, conhecido por sua habilidade de articulação e liderança, desponta como peça-chave nesse novo cenário. Sua desistência para a presidência do CCABA é vista como um movimento calculado, que o posiciona em um papel ainda mais estratégico para os próximos anos.

Enquanto isso, o grupo liderado por Mateus Mariano, Terciliano Gomes e vereador eleito Marcos do Boroli tenta consolidar a vitória de Renato à frente do CCABA. Resta saber como essa movimentação impactará as relações entre os vereadores e o equilíbrio de forças na Câmara Municipal.

Nos bastidores, comenta-se que essa disputa sinaliza um fortalecimento das bases comunitárias na administração de Wagner, consolidando a importância dos movimentos sociais no planejamento estratégico da cidade. Para Luzimar Coelho, o futuro parece promissor, com desafios que prometem alavancar ainda mais sua atuação política em Araguaína.

Por Geovane Oliveira

Realizada pela primeira-dama Karynne Sotero, campanha de Natal promove solidariedade e inclusão

Crédito: Loise Maria/Governo do Tocantins

Com o objetivo de transformar o Natal de quem mais precisa, a campanha Natal Solidário, realizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria Extraordinária de Participações Sociais (Seps), sob a liderança da primeira-dama Karynne Sotero, vai promover ações em três eixos principais: arrecadação de alimentos, inclusão social e cuidado com idosos. Pontos de coleta de arrecadação de alimentos estão sendo instalados no Palácio Araguaia e nas secretarias estaduais para receber doações destinadas ao projeto Tocantins Alimenta Quem Precisa, que atende famílias em situação de vulnerabilidade.

Além disso, o Natal Solidário inclui crianças em situação de vulnerabilidade e alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) na programação do Natal de Luz, que ocorrerá entre os dias 12 e 22 de dezembro, na Praça dos Girassóis, em Palmas, com objetivo de proporcionar momentos de alegria e valorização. Em outro eixo, está a campanha de arrecadação de presentes para 56 idosos em dois lares de longa permanência em Araguaína e Arraias. O objetivo é conseguir padrinhos para garantir que todos os idosos sejam presenteados.

Doações já entregues

Como parte das ações da campanha, 50 cestas básicas foram entregues nesta quinta-feira, 5, à Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), que fará o encaminhamento dos alimentos para aldeias indígenas e comunidades quilombolas. A primeira-dama Karynne Sotero destacou o impacto da ação. “Essas cestas chegarão às mãos de quem está enfrentando dificuldades, levando não só alimento, mas também esperança e cuidado. Muito obrigada a todos que doaram e estão ajudando a construir um Natal mais humano e solidário para tantas famílias”, enfatizou.

Entre as comunidades beneficiadas está a Aldeia Sol, no território indígena Kraolândia. “Recentemente, enfrentamos um incêndio que causou muitos prejuízos, destruindo nossas roças e as palhas que utilizamos para construir nossas casas. Foi uma situação muito difícil para todos nós. Quero expressar minha gratidão pelo apoio recebido, especialmente pelas cestas básicas, que serão de grande ajuda para as famílias da Aldeia Sol”, ressaltou a representante da aldeia, Letícia Krahô.

Nessa quarta-feira, 4, a Conferência São Vicente de Paula, em Arraias, também recebeu 25 cestas básicas destinadas aos 19 idosos acolhidos na instituição. “Essas doações chegam em um momento muito importante, trazendo alívio e alegria para nossos idosos. É um gesto que faz toda a diferença”, declarou a coordenadora da casa, Joseltina Luiz dos Santos.

Camila Mitye/Governo do Tocantins

Olyntho é eleito tesoureiro da UNALE em conferência no Rio de Janeiro

O deputado Olyntho Neto (Republicanos) foi eleito, nesta quinta-feira, 5, tesoureiro da nova Diretoria Executiva da União de Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE). A escolha do parlamentar foi realizada durante a 27ª conferência da entidade, realizada, nesta semana, no Rio de Janeiro (RJ). “Fiquei muito feliz e honrado com a eleição, pois sei a importância grandiosa que tem a UNALE para o Tocantins, o Brasil e o mundo. Como tesoureiro, buscarei contribuir com ideias e propostas visando consolidar ainda mais a entidade, para que ela continue sendo uma importante aliada no fortalecimento da democracia e qualificação do Poder Legislativo Estadual”, declarou.

Olyntho elogiou o tema da conferência deste ano, “O Futuro da Educação no Brasil”, e destacou a importância dos debates para a construção de um sistema educacional mais inclusivo e eficaz. “Ao longo do evento, nós tivemos a oportunidade de ouvir especialistas e debater sobre os desafios da Educação no país. A partir da troca de experiências com deputados de todo o país, adquirimos conhecimentos valiosos que, certamente, poderão ser aproveitados no exercício da atividade parlamentar, especialmente na construção de leis que busquem aperfeiçoar e ampliar as políticas públicas voltadas para o processo educacional”, enfatizou.

A nova Diretoria Executiva da UNALE será presidida pela deputada Jucelia Oliveira Freitas, a Tia Ju (Republicanos), do Rio de Janeiro. Além de Olyntho, outros dois deputados tocantinenses, Valdemar Júnior (Republicanos) e Gutierres Torquato (PDT), também farão parte da próxima gestão, cujo trabalho tem duração de um ano (2025-2026).

Vice-presidente da COPA

Participativo nos órgãos de representação legislativa, Olyntho também foi eleito, em março deste ano, vice-presidente da Confederação Parlamentar das Américas. A eleição foi realizada na sede da Assembleia Nacional de Quebec, no Canadá. Com o objetivo de criar um ambiente de integração entre os povos em prol do progresso e desenvolvimento, a COPA reúne os congressos e as assembleias de estados unitários, federais, federados e associados, os parlamentos regionais e as organizações interparlamentares das Américas.

Texto: Ascom/Olyntho

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