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Governo do Tocantins antecipa pagamento dos servidores para esta quarta-feira, 26, e injeta R$ 278 milhões na economia do estado

O Governo do Tocantins paga os servidores públicos estaduais nesta quarta-feira, 26, injetando R$ 278.621.352,07 na economia tocantinense. Os salários estarão disponíveis para saque ao longo do dia. A antecipação do pagamento foi anunciada pelo governador Wanderlei Barbosa nesta segunda-feira, 24.

“Começamos a semana com uma boa notícia para garantir mais segurança e tranquilidade aos nossos servidores. Nesta quarta-feira, 26, os salários estarão em suas contas”, ressaltou o governador Wanderlei Barbosa ao anunciar o pagamento.

Também nesta quarta-feira, o Governo do Tocantins fará o repasse do piso da enfermagem, em folha complementar elaborada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), em conjunto com a Secretaria de Estado da Administração (Secad).

A antecipação do pagamento dos salários e o repasse do piso da enfermagem reforçam, mais uma vez, o compromisso da gestão do Governo do Tocantins com a valorização dos servidores públicos estaduais.

Alcolumbre resiste a pautar projeto de anistia a envolvidos no 8 de janeiro, frustrando planos de Bolsonaro e aliados

Davi Alcolumbre (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem resistido a pautar o Projeto de Lei da Anistia caso ele seja aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo a CNN Brasil, o senador indicou a governistas e oposicionistas que a proposta de perdoar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 não está entre as prioridades deste ano e não vê apoio suficiente para que o texto avance na Casa.

A anistia se tornou uma das principais bandeiras de Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores, que tentam mobilizar sua base no Congresso para garantir a aprovação do projeto. No entanto, Alcolumbre avalia que o Senado não tem clima para validar a medida, dificultando os planos da direita.

Apesar da resistência, senadores bolsonaristas acreditam que uma eventual aprovação da proposta na Câmara pode modificar a postura do presidente do Senado. “O apoio em uma das Casas legislativas pode mudar o humor da outra”, admitiu um senador alinhado ao ex-mandatário.

Mesmo que passe pelo Senado, a anistia precisaria ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já se manifestou contra a iniciativa. Além disso, o texto pode enfrentar questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de inconstitucionalidade.

Bolsonaro tem concentrado seus esforços para convencer o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar o projeto em votação. Além de parlamentares da direita, legendas como PSD e União Brasil também demonstraram apoio à proposta.

Enquanto o tema não é pautado na Casa, a estratégia do PL é atingir os 308 votos – quórum necessário para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O número é superior ao exigido para a aprovação do projeto em si, mas funcionaria como um recado direto ao STF. Caso a Corte declare a anistia inconstitucional, o Congresso teria respaldo suficiente para aprovar uma emenda constitucional sobre o tema.

Embora destinado inicialmente aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro, o projeto pode, em última instância, beneficiar Jair Bolsonaro (PL), caso ele seja condenado pelos crimes listados na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no mês passado. “Meu sonho é aprovar com quórum de PEC. Porque se o STF quiser pensar em declarar inconstitucional, já sabemos que temos votos para aprovar uma emenda à Constituição”, afirmou o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ).

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 25 de março a análise pelo colegiado da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Encaminhada pela PGR ao Supremo em 18 de fevereiro, a denúncia posiciona Bolsonaro como líder de uma organização criminosa que agiu para contrariar o resultado das urnas após a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022. Em caso de condenação por todos os crimes a que foi denunciado, as penas de Bolsonaro poderiam variar de 12 anos a mais de 40 anos de prisão.

Fonte 247.

MDB inicia movimento interno para lançar candidatura própria à Presidência em 2026 e avalia rompimento com base de Lula

(Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados)

O MDB deu início nesta semana a um movimento interno que pode redefinir sua posição no cenário político nacional até 2026. Com aval de figuras como o ex-presidente Michel Temer, dirigentes do partido começaram a organizar debates estaduais para discutir a possibilidade de lançar um candidato próprio à Presidência da República e, eventualmente, romper com a frente ampla que compõe a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A estratégia, segundo a CNN Brasil,  inclui não apenas avaliar nomes para a disputa presidencial, mas também projetar alianças locais, construir um plano de governo e discutir a atuação política da legenda nos próximos dois anos.

A iniciativa está sendo conduzida por Baleia Rossi, deputado federal e presidente nacional do MDB, em articulação com o também deputado Alceu Moreira, que comanda a Fundação Ulysses Guimarães — entidade ligada à formulação ideológica do partido. O ex-ministro Aldo Rebelo ficará responsável pela coordenação das chamadas caravanas, que percorrerão diferentes estados com o objetivo de ouvir as bases e fortalecer o discurso em favor de uma candidatura emedebista.

Baleia Rossi, que atuou como coordenador político da campanha de reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo, tem reiterado nos bastidores que o MDB precisa recuperar protagonismo nacional. Em reuniões internas, ele tem defendido que a legenda assuma uma postura crítica à polarização entre Lula e os herdeiros do bolsonarismo, propondo uma terceira via de centro como alternativa para o país.

Ainda de acordo com a reportagem, o nome que desponta com mais força entre os emedebistas é o de Helder Barbalho, governador do Pará e um dos aliados mais próximos de Lula no Norte do país. A boa avaliação de sua gestão estadual e a visibilidade conquistada com a organização da COP30, que ocorrerá em Belém no fim do ano, colocam o paraense como favorito na disputa interna.

Mesmo com a proximidade entre Barbalho e o presidente da República, lideranças do MDB avaliam que sua candidatura pode ser construída como uma opção moderada, com discurso nacional voltado ao equilíbrio fiscal e à estabilidade institucional.

Fonte 247.

Polícia apreende arsenal e investiga suspeitos de estupro e sequestro em Colinas do Tocantins

Armas de fogo e diversas munições são apreendidas durante operação da Polícia Civil em Colinas do Tocantins — Foto: Divulgação/PCTO

Nesta sexta-feira (21), a Polícia Civil de Colinas do Tocantins deflagrou a Operação Narke, resultando na apreensão de duas armas de uso restrito, uma carabina e uma grande quantidade de munições. A ação ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma residência na zona urbana da cidade e em uma fazenda na região.

De acordo com o delegado Jodivan Benevides, responsável pelas investigações, a operação está relacionada a crimes graves, incluindo estupro, sequestro e cárcere privado, praticados contra uma adolescente. Por se tratar de uma vítima menor de idade, detalhes do caso foram preservados para garantir a integridade da investigação e da vítima.

“As investigações continuam, bem como as diligências no sentido de capturar os suspeitos que estão foragidos”, afirmou o delegado. Os dois homens investigados ainda não foram localizados e seguem em fuga.

Armas e munições apreendidas
Durante as buscas, os policiais encontraram um arsenal composto por:

  • Uma pistola .40 de uso restrito, com três carregadores;
  • Um fuzil 5.56 de uso restrito, com cinco carregadores;
  • Uma carabina calibre 22, com um carregador;
  • 110 estojos de munição 5.56;
  • 79 estojos de munição .40;
  • 11 munições .40 (ponta plana);
  • 19 munições .40 (poly match);
  • 16 munições .40 (ponta oca);
  • 15 estojos de munição calibre 22;
  • 308 munições de calibre 22;
  • 186 munições 5.56.

A apreensão do material reforça a gravidade dos crimes investigados e a necessidade de capturar os suspeitos, que podem representar um risco à segurança pública.

Forças envolvidas
A Operação Narke foi coordenada pela 3ª Delegacia Regional de Colinas, com o apoio da 41ª e 42ª Delegacias de Polícia (DPs), da 2ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc – Araguaína), da 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Araguaína) e do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE).

A Polícia Civil reforçou que as investigações seguem em andamento e que novas ações podem ser deflagradas para localizar e prender os suspeitos. A população foi orientada a colaborar com informações que possam auxiliar no caso, por meio dos canais de denúncia disponíveis.

Geovane Oliveira, com informações da Polícia Civil do Tocantins.

Feira Época 2025 é cancelada após investigação do MP e falta de recursos; Aciara recusa transferência para segundo semestre

O pedido de apoio financeiro para a 9ª edição da feira só pôde começar a ser analisado pela Sics após o arquivamento da investigação do Ministério Público em relação à edição de 2024, inviabilizando o repasse dos recursos até abril deste ano. A Aciara, por sua vez, preferiu cancelar o evento do que transferir para o segundo semestre de 2025 quando os recursos da Sics estarão disponíveis.

A Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (Sics) esclarece que o Programa de Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços (Pics) é a política pública de desenvolvimento socioeconômico do Tocantins que tem investido sistematicamente em diversos eventos e feiras de negócios e agropecuárias, como forma de estimular e fomentar a economia do estado no pós-pandemia. Neste escopo, a Sics investiu na feira Época nos anos de 2023 e 2024 através dos Termos de Fomento 01/2023 e 01/2024.

No dia 23 de outubro de 2024 recebeu o protocolo do projeto da 9ª edição da Exposição do Polo Comercial de Araguaína (Época 2025) a ser realizada entre os dias 8 e 12 de abril. Ocorre que o referido projeto não pode ser apreciado pelos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico (CDE) – órgão colegiado que delibera as aprovações para acesso ao Fundo de Desenvolvimento Econômico – uma vez que o Termo de Fomento nº 01/2024 estava sob investigação do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE-TO), por meio da Notícia de Fato nº 2024.0004015.

O procedimento referido acima foi instaurado pela representante do Ministério Público na 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína a partir de representação popular que relatava irregularidades no processo de coleta de preços conduzido pela Associação Comercial e Industrial de Araguaína (Aciara). A existência da Notícia Fato, bem como a condução de diligências determinadas pelo MPE-TO impossibilitaram quaisquer novas apreciações de projetos de captação de recursos protocolizados pela Aciara.

A Sics esclarece, ainda, que durante a 136ª reunião ordinária do CDE, realizada em 23 de janeiro deste ano, os conselheiros aprovaram aporte de recursos para a realização de feiras e eventos em 42 municípios, incluindo Araguaína. Entretanto, a análise do projeto referente à Época 2025 só teve início a partir do dia 14 de fevereiro, após reunião online entre Sics e Aciara, quando esta comunicou da promoção de arquivamento da Notícia Fato, conforme publicado no Diário Oficial do Ministério Público de 4 de fevereiro de 2025.

A intransigência da diretoria executiva da Aciara em alterar a data do evento para o segundo semestre de 2025 inviabilizou qualquer tramitação legal, conforme expresso na Lei nº 1.746/2006 e no Decreto nº 3.012/2007, tendo em vista o exíguo prazo de menos de dois meses, entre os dias 14 de fevereiro e oito de abril para a realização do evento.

Por fim, a Sics se solidariza com os mais de 170 expositores que deixarão de expor suas marcas e produtos em função da falta de planejamento técnico e jurídico, e pela intempestividade da entidade.

Outrossim, a Sics se coloca à disposição da Aciara e do empresariado de Araguaína para, dentro dos ditames legais, construir a 9ª edição da Época ainda no segundo semestre de 2025 e seguir contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do município.

Redação

Em Brasília, Aproest articula expansão da agricultura irrigada no Tocantins

A Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest) apresentou, no início desta semana, em Brasília-DF, o Polo de Agricultura Irrigada do Sudoeste do Tocantins e a proposta de elaboração de um Plano de Desenvolvimento Sustentável. O encontro reuniu representantes de quatro Ministérios, com o objetivo de integrar ações para o fortalecimento da agricultura irrigada no Tocantins.

A Aproest apresentou as diretrizes para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Sustentável, com foco na agricultura irrigada. O objetivo é estabelecer políticas estruturadas que promovam a produção sustentável, estimulem práticas inovadoras e facilitem o acesso ao crédito para investimentos e custeio. O plano também busca integrar produtores de pequeno, médio e grande porte na região do Polo, fortalecendo a competitividade do setor e garantindo a preservação ambiental.

O presidente da Aproest, Wagno Milhomem, destacou a grandiosidade do projeto. “O Polo já conta com 150 mil hectares irrigados por sub-irrigação, um sistema mais econômico que o pivô central, com potencial de expansão para 500 mil hectares”. Ele ressaltou ainda a parceria bem-sucedida entre a Aproest e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que resultou em 14 obras em andamento na região do Polo. “Os projetos executivos de engenharia e o licenciamento ambiental das obras foram financiados pelos próprios produtores, enquanto o Governo Federal aportou os recursos para a execução. As primeiras três barragens elevatórias estão prontas para inauguração”, complementa Milhomem.

Entre os desafios para a integração dos pequenos e médios produtores ao Polo, Milhomem apontou a necessidade de acesso à assistência técnica e ao crédito para investimentos e custeio, especialmente para a agricultura familiar nos 27 assentamentos da região. Ele destacou a capacidade industrial existente em Lagoa da Confusão para processar a produção de 2 mil hectares de açaí, dos quais apenas 130 hectares estão efetivamente cultivados. “Precisamos incentivar a ampliação desse cultivo dentro da agricultura familiar”, afirmou.

Ele também elogiou a política de estruturação dos polos agrícolas do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que coloca os produtores como protagonistas da gestão local. “Esse modelo garante mais eficiência e acelera a consolidação do Polo como um diferencial no estado”, afirmou.

Estavam presentes

Participaram da reunião os ministros Wellington Dias Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDAS), Waldez Góes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e Paulo Teixeira do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além de um representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

A reunião também contou com a presença do vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, do presidente da Federação das Associações e Entidades Rurais do Tocantins (FAERTO), Marcino Pereira, do secretário executivo da FAERTO e Presidente da Associação da Região dos Sete Lagos (Assentamento Loroty), Odilon Andrade, do Reitor da UFT, Luís Eduardo Bovolato, além de representantes do Banco da Amazônia (BASA) e de outras entidades do setor.

Ascom Aproest:
Sarah Pires | Gabriela Souza | Yuri Felipe Sousa – Jornalistas

Disputa acirrada entre Max Baroli e Marcos Duarte toma conta dos bastidores políticos em Brasília

A rivalidade política entre o ex-presidente da Câmara Municipal de Araguaína, Marcos Duarte, e o atual presidente, Max Baroli, ganhou novos capítulos em Brasília nesta semana. Apesar de o foco oficial ser a discussão de pautas relevantes para o município, os bastidores revelam que a disputa entre os dois vereadores continua a gerar faíscas, mesmo longe do plenário municipal.

Baroli, atual presidente da Câmara, articulou uma agenda na capital federal com o objetivo de discutir projetos e recursos para Araguaína. No entanto, o que chamou a atenção foi a presença simultânea de Marcos Duarte, que, mesmo licenciado, desembarcou em Brasília no mesmo período. As redes sociais foram palco de provocações indiretas, com fotos e vídeos que mostram os dois lados da moeda: de um lado, Duarte aparece ao lado do senador Irajá Abreu e aliados da Câmara; do outro, Baroli é visto em audiências com o deputado federal Alexandres Guimarães e seus correligionários, em um claro jogo de forças.

Para fontes próximas a Max Baroli, a movimentação de Duarte seria uma tentativa de mostrar que ainda tem influência, mas, na avaliação desses aliados, o ex-presidente da Câmara saiu mais uma vez derrotado. “Os perdedores tentam mostrar força, mas Baroli está mais preparado e cada vez mais consolidado como uma potência no legislativo municipal. Em breve, Duarte será uma página virada”, afirmou uma fonte ligada ao atual presidente da Câmara.

Ainda segundo esses aliados, Baroli tem conquistado o apoio de antigos parceiros de Duarte, o que estaria minando a base política do ex-presidente. “Baroli mostrou que veio para ficar e que sabe como articular em Brasília. Ele já conquistou aliados que antes estavam ao lado de Duarte, e isso é um sinal claro de que o jogo mudou”, completou a fonte.

Do lado de Duarte, a estratégia parece ser a de reforçar suas conexões nacionais, como demonstrado pela presença ao lado do senador Irajá Abreu. No entanto, analistas políticos avaliam que, sem o comando da Câmara, o ex-presidente pode estar perdendo espaço no cenário local. “Duarte ainda tem peso, mas Baroli está mostrando que sabe jogar o jogo político com maestria, tanto em Araguaína quanto em Brasília”, comentou um observador.

Por Geovane Oliveira

Congresso aprova Orçamento de 2025 com superávit e prioridade para saúde, educação e programas sociais

O Congresso Nacional aprovou o projeto do Orçamento de 2025 (PLN 26/24) com um superávit previsto de R$ 15 bilhões, sendo que a meta para o ano é de déficit zero. O texto original do Poder Executivo citava R$ 3,7 bilhões de superávit após as deduções permitidas.

O projeto foi aprovado depois que o relatório final do senador Angelo Coronel (PSD-BA) foi divulgado na madrugada desta quinta-feira (20) e votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) no começo da tarde. O texto seguirá agora para a sanção presidencial.

Relator do Orçamento, Angelo Coronel destacou algumas despesas importantes que foram contempladas na proposta:

  • Reajustes do funcionalismo (retroativos) – R$ 22 bilhões;
  • Bolsa Família – R$ 160 bilhões;
  • Vale-gás – 3,6 bilhões;
  • Farmácia Popular – R$ 4,2 bilhões;
  • Bolsas da Capes – R$ 4,2 bilhões;
  • Saúde – R$ 233 bilhões;
  • Educação – R$ 167 bilhões; e
  • Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – R$ 60 bilhões.

Teto de despesas
O teto de despesas para 2025 é de R$ 2,2 trilhões, estipulado pelo arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/23). A regra estabelece correção do teto por 70% do aumento real – acima da inflação – das receitas com limite de 2,5%.

Os resultados fiscais esperados para o ano excluem a despesa com precatórios, de R$ 44,1 bilhões, dedução que foi permitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A meta fiscal para o ano é de equilíbrio entre receitas e despesas, portanto, déficit zero. Mas o arcabouço fiscal admite um déficit de até R$ 31 bilhões para 2025.

Críticas
Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), o Orçamento não está ajustado porque os recursos para benefícios previdenciários estão subestimados em R$ 11 bilhões. Ele também disse que estão previstos R$ 28 bilhões de receitas extras com julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o que não seria realista.

Já o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) disse que o texto garante mais recursos para saúde, educação, investimentos e recomposições salariais. Mas criticou o crescimento das emendas parlamentares impositivas. “O aumento das emendas impositivas é maior que o aumento dos recursos para a educação”, afirmou.

Vários deputados reclamaram de um corte de R$ 2,5 bilhões, na CMO, nos recursos para atendimento da Lei Aldir Blanc de fomento à cultura, o que teria deixado a ação com apenas R$ 480 milhões.

Reestimativa de receitas
O superávit maior previsto no texto feito pelo Congresso decorre principalmente da reestimativa de receitas elaborada pela Comissão Mista de Orçamento no ano passado com acréscimo de R$ 22,5 bilhões na arrecadação.

Grandes números
O valor total da despesa do Orçamento de 2025 é de R$ 5,9 trilhões, mas R$ 1,6 trilhão se refere ao refinanciamento da dívida pública. Sem esse valor, o Orçamento se divide em R$ 166,5 bilhões do orçamento de investimento das estatais e R$ 4,1 trilhões dos orçamentos fiscal e da seguridade social.

Saúde
A aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde em 2025, ou 15% da receita líquida, deve ser de R$ 228 bilhões. Já a proposta aprovada prevê a aplicação de R$ 233 bilhões.

No caso das despesas com pessoal, foram acolhidos os ajustes solicitados pelo Executivo, fazendo com que o aumento dessas despesas em 2025 chegue a R$ 27,9 bilhões. Várias categorias de servidores aguardam a sanção do Orçamento para receberem reajustes retroativos a janeiro.

Investimentos
A lei do arcabouço fiscal determina ainda que a aplicação das programações constantes da Lei Orçamentária Anual destinadas a investimentos não seja inferior a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado no respectivo projeto, estabelecendo o chamado “piso de investimentos”.

Para 2025, o PIB estimado no projeto corresponde a R$ 12,4 trilhões, portanto o piso de investimentos seria de R$ 74,3 bilhões. No Orçamento aprovado, o valor ficou em R$ 89,4 bilhões.

Emendas parlamentares
Foram apresentadas quase 7 mil emendas individuais, de bancadas estaduais e de comissões permanentes. O valor aprovado foi de R$ 50,4 bilhões, sendo que R$ 11,5 bilhões são de emendas de comissões, que não são impositivas.

Ajustes finais
Nos últimos dias, o governo solicitou vários remanejamentos no Orçamento para, por exemplo, garantir recursos para o vale-gás e aumentar a dotação do Minha Casa, Minha Vida. Foram reduzidas dotações para a implantação de escolas em tempo integral e para o Bolsa-Família.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Governador do Tocantins e lideranças do Republicanos se reúnem em Brasília para discutir avanços e planejar melhorias para a população tocantinense

Nesta quinta-feira, 20, o presidente estadual do Republicanos e governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, se encontrou em Brasília com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, e outras importantes figuras para discutir avanços e planejar iniciativas que visam melhorar a qualidade de vida da população tocantinense. A reunião contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado estadual Amélio Cayres, do deputado estadual Léo Barbosa e do deputado federal Ricardo Ayres. Durante o encontro, foi discutido o progresso do partido Republicanos tanto no Tocantins quanto em todo o Brasil. O governador Wanderlei Barbosa destacou os avanços conquistados pelo partido no Tocantins e o papel essencial que o Republicanos têm desempenhado em promover um desenvolvimento sustentável e socialmente justo. Além disso, Marcos Pereira, presidente nacional, reiterou o compromisso do partido com os desafios do país e sua busca constante por soluções que atendam às necessidades da população. O encontro foi mais um passo importante para consolidar a força do Republicanos em nível estadual e nacional, com foco na implementação de políticas que possam gerar benefícios concretos para a população tocantinense.

 

Espuma pela boca: Silas Malafaia e Marcos Pereira se enfrentam em troca de ofensas sobre anistia e futuro político

Um clima de guerra se instalou entre o pastor-empresário Silas Malafaia e o deputado federal Marcos Pereira, com trocas de ofensas e ataques públicos. Em meio às discussões sobre a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, Malafaia chamou o parlamentar de “cretino” e disse que ele era uma “vergonha” por não apoiar o projeto de anistia que os bolsonaristas tentam viabilizar junto ao Congresso Nacional. Pereira, por sua vez, disse que Malafaia age como um “Rasputin Tupiniquim” e “espuma pela boca”. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

A troca de ofensas começou após Pereira, que também é pastor e preside o Republicanos, partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmar em entrevista à CNN Brasil que não considera o momento adequado para que o Congresso Nacional analise o projeto de anistia. Ele alegou que a pauta contamina o debate sobre a eleição presidencial de 2026 e pode comprometer a governabilidade.

As declarações irritaram Malafaia, um dos principais articuladores do ato promovido por Jair Bolsonaro (PL) no dia 16 de junho, em São Paulo, em defesa da anistia. O pastor não economizou nas críticas e divulgou um vídeo nas redes sociais em que atacou duramente Pereira.

“Marcos Pereira, você é uma vergonha. Você dizer que é contra um projeto de anistia onde tem mulheres, idosas, avós, donas de casa que pegaram penas pesadas. Essas mulheres e esses homens, mais de 400 pessoas, não foram presas nem com uma pedra na mão”, disparou Malafaia.

O pastor ainda acusou Pereira de agir por interesses políticos e de se alinhar ao governo Lula. “Você envergonha a Igreja Universal [da qual faz parte] e a todos os evangélicos”, afirmou. “Você é uma vergonha, cara. Teus interesses políticos mesquinhos vão contra os princípios da nossa fé e daquilo que acreditamos”, completou.

Segundo a reportagem, a resposta de Pereira veio nas redes sociais, onde o deputado classificou Malafaia como uma figura “cheia de ódio”. “Lamentavelmente, Silas Malafaia exala e transpira ódio. Esse ódio faz com que ele deixe de refletir e se manifestar com inteligência. Malafaia, que se julga um bom pastor, deveria cuidar das ovelhas ou então tornar-se um político de fato, disputar uma eleição e falar, de dentro do parlamento, como parlamentar”, rebateu.

Pereira negou ser contra a anistia, mas alegou que há limitações jurídicas. “Minha posição nunca foi contra a anistia. Como advogado, sei que não é possível anistiar quem ainda não foi condenado [como Jair Bolsonaro]. Minha posição é técnica”, justificou. Ele ainda acusou Malafaia de fomentar divisões. “Malafaia, uma espécie de Rasputin Tupiniquim, chega a espumar pela boca suas manifestações cheias de cólera. Ele precisa se acalmar e parar de induzir a guerra enquanto muitos, incluindo a mim mesmo, têm trabalhado pela pacificação”, disse.

Diante da onda de críticas, Pereira bloqueou os comentários em suas redes sociais. Malafaia, por sua vez, não recuou e insistiu em suas acusações. “Falar a verdade não é discurso de ódio”, afirmou, garantindo que “o Republicanos dará apoio total ao projeto de anistia”.

Fonte  247

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