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PGR pede extensão da extradição de Pizzolato para ele responder por uso de documento falso

Autorização do Governo italiano é necessária para tramitação da ação penal contra ele no Brasil

A Procuradoria-Geral da República pediu à Itália a extensão da extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por produzir e utilizar documentos públicos falsificados. A documentação foi enviada na semana passada ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça, responsável pela transmissão do pedido às autoridades italianas.

Pizzolato foi denunciado pelo Ministério Público Federal em Santa Catarina, local onde alguns dos documentos falsos foram utilizados. A ação penal está suspensa aguardando autorização do Governo italiano sobre a extradição suplementar. O acusado foi extraditado pela Itália em outubro de 2015 apenas para cumprir a pena de prisão a que foi condenado na Ação Penal 470, caso conhecido como Mensalão.

Segundo a denúncia do MPF/SC, Pizzolato usou o extrato do CPF e a certidão de nascimento de seu irmão falecido, Celso Pizzolato, para obter, junto ao Instituto de Identificação Civil de Santa Catarina, uma identidade civil com suas próprias digitais e foto. Com esses documentos, solicitou a emissão de título eleitoral em nome do irmão no Rio de Janeiro, último documento falso que necessitava para obter um novo passaporte. Até o julgamento prevalece a presunção de inocência em favor do acusado.

Já em Lages/SC, apresentou-se à Delegacia de Polícia Federal com os documentos exigidos pela legislação específica: certidão de nascimento, cédula de identidade civil, título de eleitor e CPF, já que a quitação do serviço militar é obrigatória somente para quem tem menos de 45 anos.

Para o procurador Nazareno Jorgealém Wolff, autor da denúncia na MPF/SC, Pizzolato produziu e utilizou, no território nacional, documentos falsos, em prejuízo da fé pública e dos serviços públicos prestados pela Justiça Eleitoral, pelo estado de Santa Catarina e por órgãos da administração direta e empresas públicas da União Federal. Os crimes estão previstos nos artigos 299 e 304 do Código Penal.

Além disso, conforme explicou o MPF na ação penal, Pizzolato praticou dois crimes previstos no Código Eleitoral: inscrever-se fraudulentamente eleitor e votar ou tentar votar mais de uma vez no lugar de outra pessoa. Em decisão recente, a 205ª Zona eleitoral do Rio de Janeiro concordou com o pedido do Ministério Público pela necessidade de extensão da extradição.

Pizzolato cumpre pena a que foi condenado na Ação Penal 470 no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Uma das formalidades cumpridas foi ouvi-lo sobre o pedido de extradição suplementar. Durante audiência realizada em Brasília, em 2 de fevereiro deste ano, ele declarou não consentir com a medida.

Segundo o secretário de Cooperação Internacional da PGR, procurador Vladimir Aras, a extradição suplementar, prevista em tratado, é necessária em função do princípio da especialidade. “Cada pedido extradicional autoriza que o réu seja processado apenas pelos fatos descritos no pedido inicial”, explica. Segundo o procurador, “quando novos fatos são descobertos, um pedido complementar deve ser enviado ao país onde estava o acusado para que seja autorizado o início ou a conclusão de nova ação penal”.

Mensalão – Na Ação Penal 470, Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na Itália, ele já cumpriu 18 meses de prisão, que serão descontados do total da pena que ele continuará a cumprir no Brasil. A estimativa para progressão, caso atenda aos pressupostos estabelecidos, é a partir de junho de 2016.

Secretaria de Comunicação Social

Ministério da Saúde confirma 745 casos de microcefalia

Boletim divulgado hoje (9) pelo Ministério da Saúde confirmou 745 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso sugestivas de infecção congênita, distribuídos por 18 estados do país. Por enquanto, 88 foram confirmados para relação com a infecção pelo vírus Zika, mas, de acordo com o Ministério da Saúde, este número não representa adequadamente a totalidade de casos relacionados ao vírus. Os dados são de outubro do ano passado a 5 de março.

“Só um pequeno número dessas confirmações deve ser por outras causas”, disse o diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch em coletiva à imprensa. Para ele, perto do aumento de casos da malformação ocasionados pelo vírus Zika, as outras causas estão em número irrelevante. A microcefalia pode ser causada por outras infecções, como sífilis, rubéola e citomegalovírus, entre outros fatores.

Mais 4.231 casos em que há suspeita das malformações estão sendo investigados para confirmação ou não do quadro. Semana passada eram 641 confirmados.

Desde outubro do ano passado foram notificados 6.158 casos suspeitos de microcefalia no Brasil. Destes, 1.182 foram descartados. As investigações começaram em novembro, mas há registros de crianças nascidas com a malformação antes disso.

Até o dia 5 de março foram registrados 157 óbitos de crianças com indícios de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação. Destes óbitos, 37 foram confirmados para microcefalia e ou alterações do sistema nervoso central, 102 continuam em investigação e 28 foram descartados.

Novo protocolo

Fazem parte dos dados divulgados hoje registros de casos que levam em conta um novo protocolo do Ministério da Saúde que estipula novas medidas máximas do perímetro cefálico para suspeita de microcefalia: 31,9 centímetros para meninos e 31,5 para meninas. Ou seja, serão notificadas crianças com o perímetro da cabeça menor ou igual à medida estipulada. A mudança de protocolo seguiu recomendações da Organização Mundial da Saúde.

Para meninos, a mudança no protocolo é de apenas um milímetro, mas, segundo Wanderson Oliveria, é essencial que os profissionais a respeitem. “É importante destacar que na neonatologia, milímetros fazem a diferença”, explicou Wanderson Oliveria, coordenador de Vigilância e Resposta à Emergência em Saúde Pública do Ministério da Saúde. O coordenador destaca que é fundamental que os profissionais usem as medidas exatas. “É importante que não arredondem os dados”.

Para crianças nascidas antes de 37ª semanas de gestação, consideradas prematuras, os critérios são outros. Será usada a tabela InterGrowth, que tem como referência a idade gestacional do bebê para avaliação do tamanho da cabeça.

A medição do perímetro cefálico deve sempre ser feita logo após o nascimento da criança, o que permite ao médico identificar problemas de forma precoce. Para a confirmação do diagnóstico de microcefalia e de sua relação com outras infecções são necessários outros exames, como ultrassonografia transfontanela e tomografia.

Inicialmente, quando começaram as investigações sobre microcefalia relacionada ao vírus Zika em outubro de 2015,  a medida adotada era 33 centímetros para meninos e meninas, em seguida foi usado 32 centímetros. “Não existe uma medida ideal, porque, em qualquer medida, sempre algumas crianças com problemas vão ficar de fora e outras sem problemas vão ficar dentro”, explicou Maierovitch, esclarecendo que o mais importante é ter o critério internacional para que haja uma padronização.

O diretor ressaltou que o Ministério da Saúde está em constante contato com a OMS para manter os critérios de avaliação das crianças atualizados e para passar as informações obtidas no Brasil.

Edição: Fábio Massalli
Aline Leal – Repórter da Agência Brasil

Ministro da Justiça terá 20 dias para deixar cargo após STF publicar decisão

Por 10 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, deve deixar o cargo em até 20 dias após a publicação da ata do julgamento, prevista para a segunda-feira (14).

Na sessão de hoje (9), seguindo voto do relator, Gilmar Mendes, os integrantes da Corte aceitaram recurso do PPS e entenderam que Silva, por ter cargo vitalício de procurador do Ministério Público (MP) da Bahia, não pode ocupar o cargo. Silva foi empossado na pasta no dia 3 deste mês no lugar de José Eduardo Cardozo, que migrou para a Advocacia-Geral da União (AGU).

O prazo de 20 dias também vale para 22 membros do Mnistério Público que estão afastados das funções para exercer atividades em secretarias de governo nos estados.

Gilmar Mendes votou pela manutenção da jurisprudência da Corte, que impede membros do Ministério Público de exercer cargos na administração pública. Seguiram o voto do relator os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Celso de Mello e o presidente, Ricardo Lewandowski. Somente o ministro Marco Aurélio votou contra o recurso do PPS.

A polêmica sobre a nomeação de Wellington César Lima e Silva estava torno de uma regra do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que autoriza a nomeação de membros do Ministério Público em cargos na administração pública. Apesar de o órgão interno do MP autorizar a medida, precedentes do Supremo impedem a prática.

Voto do relator

O ministro Gilmar Mende disse que o Ministério Público não respeitou decisões anteriores da Corte que impediam o ingresso de seus membros em cargos do Executivo. Para Mendes, a Constituição é clara ao impedir que um membro do MP exerça outra função, exceto a de magistério. “Enquanto não rompido o vínculo com a instituição, a vedação persiste.”, justificou o ministro.

AGU

Em sua primeira sustentação oral no Supremo como advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo defendeu a legalidade na nomeação do ministro e alertou a Corte sobre os impactos de uma decisão que impeça Wellington Lima e Silva de continuar no cargo.

“Há muitos membros do Ministério Público que exercem funções de ponta, especialmente na área de segurança pública nos estados. Todos terão que retornar às suas funções, desarmando equipes, atingindo estruturas administrativas e prejudicando algo que é tão importante nos dias de hoje que é segurança pública”, argumentou Cardozo.

PGR

Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a nomeação de membros do MP para cargos em outros poderes não conflita com a independência do órgão.

“No caso específico, na visão do MP, não há possibilidade de violação da independência institucional pelo fato do membro exercer função de forma temporária e mediante prévio afastamento por órgão interno competente”, disse Janot.

Liminares

Antes da decisão do Supremo, a juíza Solange Salgado de Vasconcelos, da 1ª Vara Federal de Brasília, atendeu, na última sexta-feira (4), a uma ação do deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) e suspendeu a nomeação do ministro.

Após a decisão, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Cândido Ribeiro, atendeu a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender a liminar.

Edição: Nádia Franco
André Richter – Repórter da Agência Brasil

Democratas ingressa com representação contra Lula por incitação ao crime

As repetidas declarações de Lula chamando a militância petista “para a guerra”, constituem delito contra a paz pública, afirmam Pauderney e Alexandre Leite

O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM) e o deputado Alexandre Leite (SP) apresentaram ao Ministério Público paulista “notícia-crime” contra o ex-presidente Lula, por incitação ao crime. Segundo os parlamentares, as repetidas declarações de Lula chamando a militância petista “para a guerra”, constituem delito contra a paz pública. “O ex-presidente tenta criar uma polarização artificial, dividindo o país em ‘nós e eles’”, alerta Pauderney. “Mas, na verdade, a maioria da sociedade brasileira desaprova Lula e o governo petista”, acrescenta.

Na representação os parlamentares elencam alguns itens do ordenamento jurídico para justificar o pedido, como o artigo 286 do Código Penal Brasileiro, do capítulo que trata de Crimes Contra a Paz Pública, que proíbe “Incitar, publicamente, a prática de crime”, tendo como pena a detenção, de três a seis meses, ou multa.

Os deputados destacam também que Lula, ao utilizar frases como “queremos paz e democracia, mas também sabemos brigar. Sobretudo quando o Stédile colocar o exército dele nas ruas” e “se quiserem me derrotar, vão ter que me enfrentar na rua”, deixa claro que, para fazer valer sua vontade e a do grupo político que representa, pretende se utilizar de uma milícia privada, composta por integrantes de um movimento sem personalidade jurídica, o MST, com células espalhados por todo o território nacional.

Fonte: Assessoria de imprensa

Renan afirma que Lula não vai integrar ministério de Dilma

Contrariando especulações que surgiram nos últimos dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (9) que não pretende assumir nenhum ministério no governo Dilma . A informação é do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que recebeu o ex-presidente na residência oficial do Senado para um café da manhã com senadores de vários partidos da base aliada. O encontro durou cerca de três horas.

“Evidente que não temos informações sobre essa hipótese. Na conversa, ele disse que quer ajudar o Brasil e o governo e que, para fazer isso, não precisa ser nomeado ministro. Ele pode fazer de qualquer maneira”, afirmou Renan, ressaltando que Lula teria negado no encontro que tenha recebido convite nesse sentido da presidenta Dilma.

Ainda segundo Renan, durante o encontro Lula ouviu avaliações, desabafos e preocupações de parlamentares com a crise política e econômica do país e disse que está disposto a conversar com parlamentares da base e até da oposição.

Conforme o presidente do Senado, a conversa teve um tom de unidade para o enfretamento da crise. Renan Calheiros adiantou que encontro semelhantes devem ser feitos com os ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.

Polícia Federal

O senador Lindbergh Farias (PMDB-RJ), que também participou do café da manhã, informou que o ex-presidente se mostrou indignado e perseguido com o mandado de condução coercitiva cumprido na sexta-feira (4) pela Polícia Federal. De acordo com Lindbergh, Lula reafirmou que a reprovação da ação ocorreu especialmente pelo fato dele nunca ter se negado a dar informações.

Edição: Armando Cardoso
Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

Percussionista Naná Vasconcelos morre aos 71, após luta contra câncer de pulmão

Depois de lutar durante sete meses contra um câncer de pulmão, o percussionista Naná Vasconcelos não resistiu a uma parada respiratória e morreu na manhã às 7h39 desta quarta-feira (9), aos 71 anos. O músico pernambucano estava internado no Hospital Unimed, no Recife, desde o dia 29 de fevereiro.

Ontem, a imprensa local chegou a noticiar que Naná havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da instituição, mas seu estado de saúde voltou a se complicar.

Naná Vasconcelos descobriu o câncer no ano passado, quando ficou mais de 20 dias internado para tratamento. Depois, passou por sessões de quimioterapia e, mesmo com a saúde debilitada, chegou a produzir um último trabalho com Zeca Baleiro e Paulo Lepetit, o Café no Bule.

Ele não participou das apresentações dessa parceria, mas em fevereiro conseguiu brincar pela última vez o carnaval pernambucano. Como fazia há 15 anos, Naná Vasconcelos abriu a folia no Recife, com um grupo de centenas de percussionistas sob seu comando.

Melhor do mundo

Juvenal de Holanda Vasconcelos, ou Naná Vasconcelos, nasceu no Recife em 2 de agosto de 1944. O pai, músico, lhe passou o gosto pela arte e o filho começou cedo. Aos 12 anos já se apresentava em bares e participava de grupos de maracatu locais.

Aprendeu primeiro a tocar bateria. Depois, berimbau e não parou mais: ao longo da carreira, uma das características da sua percussão era usar qualquer objeto que produzisse um som interessante para compor seus trabalhos.

Naná começou a ser conhecido nacionalmente ao mudar para o Rio de Janeiro, na década de 1960, e tocar com o mineiro Milton Nascimento e o também pernambucano Geraldo Azevedo.

Em seguida, sua carreira deslanchou no exterior. Morou nos Estados Unidos e na França, compôs trilhas sonoras para filmes e recebeu oito Grammys, um dos maiores prêmios de música do mundo.

Eleito oito vezes o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat, Naná Vasconcelos chegou a fazer parcerias com artistas como B.B. King e Ella Fitzgerald.

Fruto do aprendizado informal da música, sem nunca ter cursado nível superior, em dezembro de 2015, o artista recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Edição: Denise Griesinger

Suspeito de raptar criança é ouvido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa

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A Polícia Civil ouviu, na tarde desta terça-feira, 8, Ronaldo Santana da Silva, de 40 anos, que é considerado o principal suspeito pelo desaparecimento da menina Laura Vitória. Acompanhado por um advogado, Ronaldo foi ouvido pelo delegado João Sérgio Kennup, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção (DHPP) e voltou a negar qualquer tipo de participação no caso e atribuiu as suspeitas que pesam sobre ele, como meras especulações de pessoas que querem prejudicá-lo. Quando confrontado sobre o porquê de ter sumido poucos dias depois do desaparecimento de Laura Vitória, Ronaldo afirmou ao delegado que em momento nenhum fugiu e que, quando soube que havia um mandado de prisão contra ele, preferiu aguardar que seu advogado, o qual se encontrava em viagem, voltasse para Palmas, para que pudesse se apresentar na DHPP. Ele também afirmou que conhecia a garota e seus familiares apenas de vista, uma vez que reside no mesmo condomínio. Questionado se teria se ausentado de Palmas, durante o período em que era procurado pela Polícia Civil, o suspeito disse que sempre permaneceu na Capital. No entanto, para o delegado João Sérgio há vários pontos conflitantes na versão contada por Ronaldo, uma vez que outras testemunhas do caso e que já foram ouvidas na DHPP, contaram versões diferentes da apresentada pelo suspeito. Ainda segundo o delegado, as investigações terão continuidade para se esclarecer a verdade dos fatos e, saber se Ronaldo tem participação no desaparecimento e se agiu sozinho ou teve ajuda de outras pessoas. Prisão Ainda no período da manhã desta terça-feira, 8, a Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), cumpriu o mandado de prisão preventiva em desfavor de Ronaldo Santana da Silva que se apresentou na Delegacia Especializada, acompanhado de seu advogado. Conforme a delegada titular da Deic, Liliane Albuquerque Amorim, ao ser questionado sobre sua participação no desaparecimento da menina Laura, Ronaldo afirmou ser inocente e que só iria se pronunciar diante de um juiz. Após o cumprimento do mandado, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, para realização do exame de corpo de delito e, sem seguida, recolhido a carceragem da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

Dorinha defende que Marco Legal da Primeira Infância consolidará responsabilidades em defesa da criança

Foi aprovado nesta quarta-feira, 3, no Senado, o projeto que cria o Marco Legal da Primeira Infância (PLC 14/2015).  Essa proposta já havia sido aprovada na Câmara em fevereiro do ano passado. A proposta determina um conjunto de ações para o início da vida, entre zero e seis anos de idade.

Uma novidade é o aumento do tempo para os pais cuidarem dos recém-nascidos. O texto, que vai à sanção presidencial, aumenta para seis meses a duração da licença-maternidade, por meio do Programa Empresa-Cidadã, e para 20 dias a licença-paternidade. Os mesmos direitos estão assegurados a quem adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção.

A deputada Professora Dorinha (Democratas/TO), que é membro da Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância, comemorou a aprovação final da matéria. “Os preceitos e critérios do Marco Legal da Primeira Infância designam um novo nível conceitual e de gestão, que estruturam e consolidam a corresponsabilidade dos entes federados, o auxílio técnico em relação à condição dos serviços voltados para o atendimento das crianças. Os itens pontuais também são necessários, pois demonstram mais atenção às crianças desde a sua concepção”, disse.

O projeto estabelece como questões prioritárias a serem cuidadas na primeira infância a saúde, alimentação, educação, convivência familiar e comunitária, assistência social, cultura, lazer, espaço e meio ambiente.

As gestantes e as famílias com crianças na primeira infância deverão receber orientação e formação sobre maternidade e paternidade responsáveis, aleitamento materno, alimentação complementar saudável, crescimento e desenvolvimento infantil integral, prevenção de acidentes e educação sem uso de castigos físicos.

A ideia é a formação e a consolidação dos vínculos afetivos e o estímulo ao desenvolvimento integral na primeira infância.

O texto ainda expande a educação para as crianças de zero a três anos. As instalações e os equipamentos devem obedecer aos padrões de infraestrutura estabelecidos pelo Ministério da Educação. Além disso, o Poder Público deverá organizar e estimular a criação de espaços lúdicos em locais onde há circulação de crianças.

O Marco Legal também obriga a União a manter registros com os dados do crescimento e desenvolvimento da criança. Além disso, a União deverá informar à sociedade quanto gastou em programas e serviços para a primeira infância. A mesma obrigação também terão os estados e municípios.

(Com informações da Agência Senado)

STF julgará recursos sobre rito do impeachment de Dilma na próxima semana

Após reunião de um grupo de 26 deputados com o presidente do Supremo Tribunal Federal, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), anunciou nesta quarta-feira (8), em entrevista coletiva, que a corte votará na próxima semana os recursos relacionados ao rito do impeachment da presidente Dilma. Ao lado de outros líderes de partidos na Casa, o tucano afirmou que a consequência prática dessa decisão em relação aos chamados “embargos” é a instalação, nos próximos dias, da comissão processante do impeachment na Câmara.

Os parlamentares pediram a reunião com a principal autoridade do Poder Judiciário para cobrar rapidez na definição sobre os embargos relacionados ao impeachment. “Foi uma reunião de grande importância e de resultados significativos”, resumiu o tucano. A votação no STF ocorrerá na quarta ou na quinta, destacou o líder do PSDB.

No encontro, os parlamentares também manifestaram, respeitosamente, a insatisfação e inconformismo com a decisão do STF tomada no final do ano passado em relação ao rito do impeachment, quando a Suprema Corte anulou as nomeações para a comissão feitas pela Câmara após eleição secreta em Plenário.

A maioria dos ministros também decidiu na ocasião que indicações para o colegiado devem ser feitas apenas por líderes de partidos e a votação deve ser abertas, e não secretas. Além disso, deu o poder ao Senado: o de arquivar o processo de impeachment depois que ele for aprovado na Câmara.

A oposição defende a possibilidade de chapa avulsa e do voto secreto. Há uma expectativa positiva de uma releitura do Supremo sobre o rito do impeachment. Até esta definição, será mantida a obstrução das votações na Câmara. Os partidos entendem que a gravidade da crise política e econômica torna fundamental instalar a comissão processante e dar seguimento ao impeachment de Dilma.

Além de Imbassahy e do líder da Oposição, Miguel Haddad (SP), estiveram no STF os tucanos Carlos Sampaio (SP), Otavio Leite (RJ), Paulo Abi Ackel (MG), Vanderlei Macris (SP), Bruno Araújo (PE) e Silvio Torres (SP), que é secretário-geral do PSDB.

Abi-Ackel acredita que o encontro com Lewandowski representa um importante passo em direção ao impeachment, pois simboliza o posicionamento claro da Câmara contra a interferência externa em suas decisões internas. “Isso faz com que o caminho rumo ao impedimento seja menos obstruído”, avaliou.

De acordo com o tucano, os parlamentares tiveram a oportunidade de expor seus argumentos e demonstrar a importância de uma decisão final sobre o rito do processo de impedimento. Além disso, Abi-Ackel também acredita que exista a possibilidade de a Suprema Corte rever a decisão tomada anteriormente, que, entre seus efeitos, cancelou a comissão eleita para analisar o impeachment.

Para ele, a decisão da Câmara, tomada legitimamente por meio do voto faz parte das atribuições do Parlamento. “Disputar uma eleição dentro do Congresso e tão intrínseco para nós que chega a ser impensável que um parlamentar não possa disputar algo dentro da Câmara pelo voto direto”, avaliou.

psdb.org.br/

Donald Trump e Hillary Clinton mantêm favoritismo em prévias nos Estados Unidos

Os candidatos Hillary Clinton e Donald Trump, que disputam a indicação dos partidos Democrata e Republicano para as eleições à presidência dos Estados Unidos –Agência Lusa

O empresário Donald Trump consolidou ontem (8) sua posição de candidato favorito a representar o Partido Republicano nas eleições de novembro deste ano para a presidência dos Estados Unidos. Ele ganhou em Michigan e Mississippi. O senador republicano Ted Cruz venceu as prévias no estado de Idaho.

Os resultados, que foram conhecidos na manhã de hoje (9), também deram vitória, em Michigan, pelo lado dos democratas, ao senador Bernie Sanders. No entanto, a favorita no Partido Democrata continua sendo a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Ela ganhou no Mississippi, demonstrando que tem prestígio entre os eleitores afrodescendentes e latinos.

“Há apenas uma pessoa que fez bem esta noite”, disse Trump, ao receber os primeiros números de sua vitória.

Bernie Sanders, após a vitória em Michigan, o décimo estado mais populoso dos Estados Unidos, levou aos jornalistas a seguinte declaração em uma folha de papel: “Sou grato ao povo de Michigan porque desafiou os especialistas e pesquisadores”, numa referência às pesquisas que indicavam, pelo lado dos democratas, a vitória de Hillary Clinton por ampla diferença.

Em 15 de março, haverá nova disputa eleitoral em grandes estados :norte-americanos: Flórida, Ohio, Illinois, Missouri, Carolina do Norte e Ilhas Marianas do Norte.

Edição: Graça Adjuto
José Romildo – Correspondente da Agência Brasil

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