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EDUCAÇÃO

Estudantes participam de projeto de cidadania nas escolas

Cerca de 240 estudantes do Centro de Ensino Médio Santa Rita de Cássia, do Colégio Estadual São José e da Escola Estadual José Frederico Pedreira Neto participaram nesta terça-feira, 10, das primeiras atividades do ano do projeto Aprendendo Direito e Resgatando Cidadania. A iniciativa visa inserir os alunos na rotina do Ministério Público, ensinando princípios fundamentais do Direito para que eles possam replicar o conhecimento junto à comunidade onde vivem ou estudam. O projeto é resultado de uma parceria entre Ministério Público Estadual (MPE) e Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc).

Para a secretária de Estado da Educação e Cultura, Adriana Aguiar, que participou da solenidade de abertura do projeto em 2014, a parceria entre o Ministério Público Estadual e a Seduc beneficia diretamente as comunidades que receberão a ação dos estudantes. Para ela, a oportunidade dada aos alunos da rede estadual de ensino possibilita, ainda, uma opção de carreira no futuro. “Os alunos estão tendo aqui hoje uma oportunidade muito grande de participar de uma iniciativa inovadora. Este é um projeto que precisa ter uma continuidade e espero que todos possam levar o aprendido aqui por muito tempo e que sejam os transformadores sociais que este projeto propõe”, destacou.

A procuradora geral de Justiça, Vera Nilva Álvares Rocha Lira, também ressaltou a importância de repassar aos alunos noções básicas de Direito e Cidadania. Segundo a chefe do MPE, a partir da visita ao órgão, os estudantes irão identificar problemas na comunidade onde vivem e apresentar as questões em forma de ação junto ao MPE. “A nossa ouvidoria geral vai pegar essas problemáticas e distribuir entre os respectivos promotores e procuradores que irão tentar resolvê-los. Aqueles problemas que não forem de nossa competência, nós vamos encaminhar para os respectivos órgãos ou, caso seja necessária a intervenção da Justiça, ajuizá-los”, explicou.

Alunos

Para os alunos, a possibilidade de conhecer de perto a rotina de um órgão como o MPE é uma boa oportunidade de contribuir com a comunidade, ao mesmo tempo em que planejam o futuro. Dhavylla Hortegal, aluno do Colégio Estadual São José, se mostrou animado com a iniciativa. “Estou no terceiro ano [do Ensino Médio] e este é um momento de grandes escolhas para a gente. Com este projeto, nós vamos ter uma experiência extra escola, o que nos possibilita expandir o nosso conhecimento além do que aprendemos em sala”, explicou.

Já Matheus Farias, do Centro de Ensino Médio Santa Rita de Cássia, destacou que a parceria entre as escolas e o MPE possibilita a ampliação do conhecimento que já é repassado em sala de aula. Para ele, a participação no projeto será muito importante. “A gente pode ampliar o nosso conhecimento sobre as questões da nossa sociedade, ver a atuação dos membros do Ministério Público e pensar no nosso futuro”, celebrou.

Metodologia

Aos alunos que participam do Aprendendo Direito e Resgatando Cidadania, cabe dividirem-se em grupos com quatro membros, que atuarão junto às suas comunidades, entrando em contato com os cidadãos e observando possíveis problemas para a elaboração do documento que deverá ser entregue ao Ministério Público. “Isso é muito importante para os alunos porque eles vão passar a conhecer o que eles podem fazer para ajudar a comunidade”, ressaltou a técnica da Seduc responsável pelo projeto, Maria do Amparo de Sousa.

Este é o segundo ano do projeto e a avaliação até o momento tem sido positiva, conforme Maria do Amparo. “No ano passado, todas as demandas trazidas pelos estudantes ao MP foram solucionadas ou encaminhadas para as entidades responsáveis, como a Secretaria de Estado da Infraestrutura, Polícia Militar, Secretaria de Estado da Saúde”, pontuou.

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EDUCAÇÃO

Enem: 1,2 milhão de inscritos faltaram; 376 foram eliminados

Cerca de 3,9 milhões de pessoas fizeram hoje (3) o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os cerca de 1,2 milhão de faltosos representam 23% do total de 5,1 milhões de inscritos. Ao todo, 376 pessoas foram eliminadas por descumprirem as regras do exame. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).  

“Deu tudo certo, foi tudo perfeito, funcionou tudo bem. Tivemos a mais baixa abstenção da história”, avaliou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. A taxa é mais baixa que a de faltas no primeiro dia de prova do ano passado, quando 24,9% dos inscritos não compareceram ao exame.

O índice total de abstenções no Enem 2019 será fechado apenas após o segundo dia de aplicação, no próximo domingo (10). Quem não fez a prova neste domingo ainda poderá comparecer ao segundo e último dia do exame.

O ministro avaliou o número de eliminados como baixo. Neste ano, o Enem passou a ter uma nova regra, candidatos cujos aparelhos eletrônicos que emitissem qualquer som, mesmo dentro do envelope porta-objetos seriam eliminados.

Vazamento da prova

Uma foto da prova de redação do Enem vazou hoje nas redes sociais. Segundo Weintraub, as investigações, a cargo da Polícia Federal, indicam que a foto foi tirada por um aplicador de prova.  

O ministro explicou que a suspeita de que tenha sido um aplicador se deve ao fato de que aparecem na imagem três provas de pessoas que faltaram ao exame e apenas aplicadores têm acesso ao caderno de provas de candidatos faltosos. A identificação é possível devido ao código de cada prova. “Houve a tentativa de macular, de colocar em xeque o Enem, ele foi um péssimo profissional, péssima pessoa ao fazer isso, mexe com a vida de 5 milhões de pessoas”, disse o ministro.  

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, ao contrário dos participantes, que são eliminados se os celulares estiverem fora do envelope porta-objetos, os aplicadores podem portar os aparelhos.

“Porque eles entram em contato com os coordenadores para reportar problemas ou pedir orientações”, explicou Lopes. No entanto, no momento de abertura dos malotes e distribuição das provas, os aplicadores são orientados a não portarem celulares.

Segundo o ministro da Educação, apesar de a imagem ser verdadeira, o vazamento não causou prejuízo aos participantes, uma vez que a imagem foi divulgada após o início da aplicação: “O impacto foi zero”.

O ministro defendeu uma punição severa ao culpado por divulgar a imagem: “O que a gente vai tentar fazer é escangalhar ao máximo a vida dele. Eu sou a favor sempre de que pessoa que é um transgressor pague o preço da transgressão dela”, disse. “A gente vai atrás de absolutamente tudo que puder fazer para essa pessoa pagar pela má-fé dela, pela falsidade, pela traição que ela cometeu. Absolutamente tudo. Se der para ser criminal, criminal, cível, absolutamente tudo que a gente puder fazer para essa pessoa realmente se arrepender amargamente de um dia ter vindo ao mundo”, complementou.

Tema da redação

tema da redação deste ano foi Democratização do acesso ao cinema no Brasil. “Antigamente para ter acesso ao cinema, precisava de estrutura grande para produzir um filme e estrutura para ver o filme. Hoje, [a gente] vê o filme aqui”, disse levantando o celular. “Consegue fazer filme de coisa barata, isso democratizou”.

Segundo o ministro, não há uma resposta única para a redação. “O objetivo da redação é a pessoa conseguir elaborar um texto com argumentos racionais tangíveis e bem escrito. Achei muito bom o tema, gostei do tema, porque tinha várias possibilidades”, disse.

Sobre os conteúdos da prova como um todo, ele ressaltou que a orientação foi a elaboração de uma prova por meio da qual fosse possível selecionar pessoas qualificadas para entrar na faculdade: “O objetivo do Enem é selecionar as pessoas mais capacitadas. E acho que foi plenamente atendido”. Ele reafirmou que nem ele, nem o presidente do Inep tiveram acesso às provas com antecedência. “Tivemos contato com a prova hoje”.

Os participantes fizeram hoje as provas de redação, ciências humanas e linguagens. No dia 10, farão as provas de matemática e ciências da natureza.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil 

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EDUCAÇÃO

Estudantes classificados em memórias literárias estão em São Paulo participando da Olimpíada de Língua Portuguesa

São três alunos e três professores que estão participando da formação oferecida pela Olimpíada

Mais uma equipe de professores e estudantes está participando do Encontro de Semifinalistas da 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, categoria memórias literárias, que está sendo realizado em São Paulo. Do Tocantins, estão participando o aluno Luiz Eduardo Pereira da Silva e o professor Átila Miller Fernandes, da Escola Estadual Joaquim Francisco de Azevedo, de Taipas do Tocantins; o estudante Gabriel Antônio de Moura, com a professora Samara Gonçalves Lima, do Colégio Militar de Arraias; e a estudante Ana Clara Luz e a professora Marilda Belizário da Silva Ribeiro, da Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, de Palmas.

O estudante Luiz Eduardo está participando com o texto O pequi nosso de cada dia, o aluno Gabriel está na semifinal de Memórias Literárias com o tema Uma fênix em minha vida e a aluna Ana Clara, com o texto Saudades do Canela.

Esse encontro presencial da Olimpíada começou na segunda-feira, 28, e vai até o dia 30, com o anúncio da classificação dos trabalhos dos alunos e entrega de medalhas. Participam do encontro 125 estudantes brasileiros, que compartilham ideias, sonhos e sentimentos nos textos apresentados e seus respectivos professores.

A professora Samara contou que esta é a sua segunda participação na olimpíada. “Participei em 2012, chegamos à etapa final, e estou aprendendo muito. A minha prática pedagógica está sendo redirecionada mais uma vez, graças à troca de experiências e vivências com outros professores do país inteiro, graças também à formação oferecida pela olimpíada, que está sendo realizada em São Paulo e à formação, que é feita no site da OLP. Retornarei para a sala de aula mais revigorada, mais fortalecida para oferecer um ensino de qualidade para nossos alunos. Sinto-me lisonjeada em participar de um concurso desse nível, porque o nível da olimpíada é elevadíssimo”, frisou.

Gênero crônica

Na semana passada, foi realizado o encontro presencial do gênero crônica, na qual os estudantes Allanis Stephani Carvalho, do Colégio Militar de Arraias, e a estudante Ana Beatriz Rodrigues Paes, da Escola Municipal Beatriz Rodrigues, tiveram seus trabalhos classificados para a etapa final da olimpíada. O resultado final será divulgado na primeira semana do mês de dezembro.

A estudante Ana Beatriz concorre com o texto Sempre em busca de luz e Allanis está na final com a crônica Operação Cinderela.

Olimpíada

A Olimpíada tem o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita, e promover formação para professores que lecionam língua portuguesa. É uma realização do Itaú Social, com a coordenação do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Programa Escrevendo o Futuro, com a parceria do Ministério da Educação.

Esta é a 6ª edição e representa um reforço para a valorização e a interação dos alunos com o seu território e propõe o tema O lugar onde vivo. A intenção é que os estudantes observem o lugar onde residem, aprofundem o conhecimento sobre sua realidade e estreitem laços com a comunidade.

Josélia de Lima/Governo do Tocantins

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