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Voto no Congresso pode custar caro ao agronegócio do Tocantins

A tensão no Congresso Nacional atinge seu ápito no segundo semestre de 2024. Em pauta, uma das batalhas legislativas mais acirradas do ano: a flexibilização das regras da Licença por Adesão e Compromisso (LAC), mecanismo do Código Florestal. Lideranças da bancada ruralista, com destaque para deputados do Tocantins, pressionam pela derrubada dos vetos presidenciais ou pela aprovação de projetos de lei (como os PLs 1.337/2022 e apensados) que esvaziem a necessidade de vistoria prévia para regularização de áreas.

Esta reportagem revela que, enquanto essa ofensiva política avança em Brasília, os principais compradores da soja e da carne tocantinenses – China e União Europeia – movem-se na direção oposta, criando barreiras comerciais intransponíveis para produtos de origem duvidosa. O estado, cujo PIB depende do agronegócio, pode pagar o preço mais alto por uma vitória política de seus representantes.

O QUE ESTÁ EM JOGO NA “GUERRA DA LAC”

O coração da disputa é técnico e tem profundas consequências práticas:

  • Situação Atual (Código Florestal): A LAC já existe, mas sua concessão pode (e em muitos estados, deve) ser precedida de vistoria do órgão ambiental para verificar a situação declarada pelo proprietário.

  • A Mudança Proposta (PLs em tramitação): Os projetos em discussão buscam tornar a adesão um direito automático a partir da simples declaração do proprietário, sem qualquer verificação prévia. A análise do órgão ambiental só ocorreria depois, em caso de denúncia.

  • O Risco Imediato: Isso criaria um “vácuo de credibilidade”. Uma fazenda “regularizada” automaticamente pode, na verdade, estar em área de desmatamento recente ou ilegal. Sem um selo de verificação oficial prévia, nenhum importador sério conseguirá atestar sua conformidade com as leis internacionais.

Fala do Especialista:

“Não se trata de ser contra a regularização, mas de como se faz. A ‘LAC automática’ desmonta a governança. Transforma um instrumento de regularização em um certificado de anistia emitido pelo próprio infrator, via auto-declaração. Para o mercado global, isso é um cheque sem fundos.” – Maurício Porto, Consultor em Comércio Exterior e Compliance Ambiental.

O MERCADO GLOBAL NÃO ESTÁ BRINCANDO – E JÁ AGIU

Ameaças não são futurologia; são fatos recentes.

O Caso Chinês (2023/2024): Conforme amplamente divulgado pela imprensa especializada (Bloomberg, Reuters), grandes traders internacionais como a Cargill e a Bunge tiveram cargas de soja e algodão brasileiros bloqueadas ou rejeitadas por importadores chineses. A causa: sistemas de monitoramento por satélite identificaram que parte da mercadoria veio de fazendas com desmatamento recente ou embargos ambientais. A China, signatária de princípios de diligência prévia, está respondendo à pressão de seu mercado interno e de investidores por sustentabilidade.

A Bomba-Relógio Europeia (Lei EUDR): Aprovada em junho de 2023, a Lei Europeia de Desmatamento Zero é categórica. A partir de 30 de dezembro de 2024, grandes empresas devem provar que commodities como soja e carne não vieram de terras desmatadas após 31/12/2020. A prova exige geolocalização precisa do lote de produção. Uma “LAC automática” brasileira, sem verificação estatal, não servirá como prova de conformidade perante a UE.

Dados do Tocantins (2023):

  • Exportações totais do agronegócio: US$ 2.6 bilhões.

  • China: Maior destino, comprou US$ 1.8 bi (principalmente soja).

  • União Europeia: Segundo maior destino, comprou US$ 520 milhões (soja e carne).

Depoimento do Mercado:

“A conversa com os europeus mudou completamente. Eles não discutem mais preço ou prazo primeiro. A primeira cláusula do contrato agora é sobre a prova de conformidade com a EUDR. Se a lei brasileira criar um atalho que enfraqueça essa prova, eles simplesmente buscarão fornecedores em outros países. É uma decisão de risco corporativo, não ideológica.” – Diretor de  negociação com operações no MATOPIBA, sob anonimato.

A BANCADA DO TOCANTINS NA LINHA DE FRENTE DO RISCO

Os deputados federais pelo estado não são meros coadjuvantes nesse processo. Eles são propositores e articuladores ativos:

  • Filipe Martins (PL/TO): É relator do PL 1.337/2022 na Comissão de Agricultura. Seu parecer é favorável à flexibilização e é considerado um dos textos-base da ofensiva ruralista.

  • Eli Borges (PL/TO): Vocal ativo na defesa da “desburocratização”, frequentemente atacando o que chama de “indústria da multa ambiental”.

  • Alexandre Guimarães (MDB/TO) e Toinho (Republicanos): Líderes da bancada no estado, fazem a ponte entre as demandas de associações rurais locais e a articulação nacional da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária).

Estratégia e Discurso: O argumento central é o da “segurança jurídica para o produtor“. Afirmam que a burocracia e a discricionariedade dos órgãos ambientais travam a regularização e a produção. O que omitem, segundo analistas, é o cálculo político: a pauta ambiental é um dos principais campos de batalha simbólica contra o governo Lula. Uma derrota do Planalto nessa área seria uma vitória expressiva para a oposição.

Fala de um Analista Político:

“Eles estão queimando o futuro do próprio estado para acender uma fogueira política em Brasília. O agronegócio tocantinense é refém dessa narrativa. Os deputados aparecem como heróis para um nicho de eleitores rurais hoje, mas podem ser responsabilizados por uma crise econômica generalizada amanhã.” – Carla Lima, Cientista Política da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

O CENÁRIO PARA O TOCANTINS – DA INCERTEZA AO COLAPSO

O estudo “Riscos Comerciais para o Agronegócio do MATOPIBA diante da EUDR“, encomendado por um consórcio de exportadores, elenca impactos:

Impacto Imediato (2025): Aumento de Custos e Exclusão.

  • Cadeias sérias serão forçadas a criar sistemas de rastreabilidade privados e caros para isolar seus produtos do “risco TO”.

  • Produtores associados a essas cadeias terão custos até 20% maiores.

  • Produtores fora dessas cadeias ficarão excluídos do mercado premium europeu e sujeitos ao escrutínio chinês.

Impacto de Médio Prazo (2026 em diante): Isolamento Comercial.

  • O estado pode ganhar a reputação de “alto risco ambiental” no exterior.

  • Financiamento internacional para o agro tocantinense pode secar, pois bancos seguem critérios ESG (Ambiental, Social e Governança) rigorosos.

  • Grandes traders podem reduzir ou realocar operações do Tocantins para estados com governança ambiental mais sólida (ex.: Mato Grosso, com o programa PCI Estadual).

Fala de um Produtor:

“É um tiro no pé. A gente concorre com Illinois (EUA) e com a Pampa Argentina. Eles estão se organizando para cumprir as regras do jogo. Enquanto isso, nossos representantes em Brasília querem mudar as regras do nosso campeonato, sem avisar o adversário. Vamos ficar fora da liga.” – Rogério Almeida, produtor de soja e algodão em Pedro Afonso (TO).

EXISTE UM CAMINHO PARA O TOCANTINS? (SIM, MAS NÃO PASSA PELA LAC FROUXA)

Especialistas apontam que a solução não está no atalho arriscado, mas no fortalecimento institucional:

Fortalecer o Naturatins: O estado precisa investir no órgão ambiental para que ele faça a vistoria prévia de forma ágil e técnica, emitindo um Certificado de Regularidade Ambiental com credibilidade. Esse certificado seria o “passaporte verde” para o mercado internacional.

Aderir a Programas de Conformidade: O Tocantins poderia buscar integrar-se a iniciativas como a Moratória da Soja (do Cerrado) de forma mais assertiva ou criar um Protocolo Estadual Verde, garantindo a compradores que a produção do estado é rastreável e limpa.

  1. A Bancada Mudar o Foco: Em vez de lutar por uma lei federal que prejudica a imagem de todos, os deputados poderiam destinar verbas e propor medidas para fortalecer a governança ambiental estadual, tornando o TO um exemplo de produção sustentável e comercialmente segura.

Conclusão:

A votação sobre a LAC no Congresso é mais do que uma manobra política. É um referendo sobre a inserção do Tocantins na economia global do século XXI.

A bancada federal do estado, em sua busca por uma vitória contra o governo Lula, pode inadvertidamente assinar o decreto de isolamento comercial do seu próprio eleitorado. O caminho da facilitação irresponsável leva a um precipício. O caminho da qualidade, da rastreabilidade e da credibilidade ambiental, embora mais trabalhoso, é o único que mantém as portas do mundo abertas para a soja e a carne tocantinenses.

O futuro econômico do Tocantins não será decidido apenas nos plenários de Brasília, mas também nos portos de Roterdã e nos escritórios de Xangai. A pergunta que fica é: os deputados do Tocantins estão ouvindo esses últimos?


BOX: LINHA DO TEMPO DA CRISE

  • Jun/2023: UE aprova a Lei do Desmatamento Zero (EUDR).

  • 2023/2024: Casos concretos de bloqueio de cargas brasileiras por importadores chineses preocupados com origem.

  • 2024 (2º Semestre): Pressão máxima no Congresso para votação de PLs que flexibilizam a LAC. Bancada do TO é ativa.

  • 30/Dez/2024: EUDR entra em vigor para grandes empresas. O “Dia D” para as exportações.

  • 30/Jun/2025: Implementação total da EUDR para todas as empresas.

Por: Geovane Oliveira , com informações  na internet.

Djalma Júnior reforça valorização dos servidores e declara apoio a Madruga

O prefeito de Wanderlândia, Djalma Júnior (UB), reuniu neste domingo (30) cerca de 700 servidores municipais em uma grande festa de confraternização que contou com almoço, música ao vivo e momentos de interação entre funcionários e gestores. O evento celebrou o encerramento de mais um ano de trabalho e marcou um discurso firme do prefeito, que reforçou sua gratidão e compromissos com o futuro do município.

Durante sua fala, Djalma Júnior destacou que está entrando no quinto ano de gestão, celebrando conquistas e reafirmando prioridades. O prefeito fez questão de reconhecer o papel do secretariado, bem como a parceria com a Câmara de Vereadores, ressaltando que o alinhamento entre os poderes tem sido fundamental para o desenvolvimento da cidade.

Um dos pontos mais comemorados pelo gestor foi a valorização do funcionalismo público. Djalma frisou, com orgulho, que nunca atrasou salários desde que assumiu a prefeitura — um compromisso que, segundo ele, faz questão de manter por entender a realidade da categoria. O prefeito relembrou sua própria trajetória no serviço público, onde iniciou como assessor de licitação, tornou-se procurador e, mais tarde, prefeito, afirmando que essa experiência o torna ainda mais sensível às necessidades dos trabalhadores.

O prefeito também projetou o futuro, garantindo que continuará buscando grandes investimentos para Wanderlândia. Entre as metas anunciadas estão a atração de novas empresas ao município, a ampliação de parcerias com os governos estadual e federal e a luta por recursos destinados à construção de casas populares e à execução de milhões em obras de pavimentação.

Em tom político, Djalma Júnior encerrou seu discurso com uma declaração marcante: anunciou publicamente seu apoio ao ex-prefeito Eduardo Madruga, afirmando que ele será seu candidato incondicional nas eleições do próximo ano. O gesto reforça o alinhamento entre os dois líderes e projeta um novo cenário para a disputa eleitoral em Wanderlândia.

Por: Geovane Oliveira.

Ex-prefeito Eduardo Madruga destaca avanços da gestão Djalma durante confraternização em Wanderlândia

A confraternização dos servidores municipais de Wanderlândia, realizada neste domingo (30), contou com a presença marcante do ex-prefeito Eduardo Madruga, que caminhou por todo o evento cumprimentando mesa por mesa, reforçando os laços históricos que mantém com a população após os oito anos em que esteve à frente do Executivo municipal.

Em discurso firme e carregado de reconhecimento, Madruga exaltou a gestão do atual prefeito, Djalma Júnior, afirmando que sua escolha de sucessor “não poderia ter sido mais acertada”. Segundo ele, a administração tem seguido um ritmo de desenvolvimento contínuo, com foco na melhoria da qualidade de vida da população e no avanço estrutural da cidade.

“O povo de Wanderlândia não aceita mais gestores parados. A cidade exige trabalho, dedicação e compromisso — e isso Djalma tem mostrado todos os dias”, afirmou o ex-prefeito.

Madruga destacou ainda o empenho do atual governo em manter todos os funcionários municipais em atividade, inclusive nos períodos de fim de ano, algo que considerou essencial para manter o quadro estável e motivado. Ele também ressaltou a chegada de novas empresas como resultado direto da política de incentivo adotada pela gestão, citando a instalação recente chegada da Kothe e mencionando planos para trazer outras duas empresas, ampliando as oportunidades de emprego no município.

As obras em execução, a melhoria da infraestrutura urbana e a unificação das festividades de final de ano — iniciativa inédita na cidade — também foram elogiadas por Madruga, que classificou a proposta como “um marco cultural para Wanderlândia”.

O ex-prefeito fez questão de ampliar o reconhecimento além do chefe do Executivo, parabenizando toda a equipe administrativa e a Câmara Municipal pelo apoio às ações que vêm transformando o município.

“Wanderlândia está se tornando uma das cidades mais bonitas do Tocantins, e isso é fruto de uma gestão que trabalha com seriedade e amor pela população”, concluiu Madruga.

A presença e as palavras do ex-prefeito reforçaram o clima de união e aprovação em torno das ações do atual governo, encerrando a confraternização com uma mensagem de continuidade e compromisso com o progresso do município.

Vereador Adriano destaca união e valorização dos servidores em confraternização de Wanderlândia

A confraternização dos servidores públicos de Wanderlândia, realizada neste domingo (30), foi marcada por momentos de reconhecimento, agradecimento e reafirmação de compromissos. O presidente da Câmara Municipal, vereador Adriano do Bar, participou do evento e fez um discurso que ganhou destaque entre os presentes pela ênfase na união e no papel fundamental dos funcionários municipais.

Durante sua fala, registrada em áudio/vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp, Adriano ressaltou que o sucesso da gestão passa diretamente pelas parcerias políticas e pela sintonia entre os poderes, cumprimentando vereadores, secretários municipais e aliados que contribuem para o desenvolvimento da cidade.

O parlamentar destacou que os servidores públicos são o “carro-chefe da administração”, reforçando que nada funciona sem o empenho diário de cada trabalhador. Ele lembrou que é compromisso do prefeito manter a folha de pagamento rigorosamente em dia, como forma de reconhecimento e respeito à dedicação dos colaboradores.

Adriano também fez questão de mencionar a atuação da vice-presidente e da secretária de Educação, Ana Célia, classificando-as como peças essenciais para o bom funcionamento dos serviços no município. Segundo ele, a educação e a organização administrativa têm avançado graças ao trabalho sério e comprometido dessas lideranças.

O presidente da Câmara encerrou sua participação com palavras de gratidão e votos de um Feliz Ano Novo a todos os servidores, reafirmando que a união entre gestão, Câmara e funcionários continuará sendo o alicerce para novas conquistas em 2026.

Por: Geovane Oliveira

Quarta edição do Passeio Ciclístico do Bico reúne 60 participantes em Angico

A cidade de Angico foi palco, neste domingo (30), da quarta edição do Passeio Ciclístico do Bico, um evento que já se consolida como referência esportiva e ambiental na região. Cerca de 60 ciclistas participaram do percurso de 38 km, que saiu do Mercado Municipal de Angico em direção ao povoado Camboriú, onde os participantes foram recepcionados com um almoço especial.

Ao longo do trajeto, os ciclistas realizaram quatro paradas obrigatórias dedicadas ao plantio de árvores e à participação em palestras educativas sobre preservação ambiental. As ações reforçaram o compromisso dos organizadores em aliar prática esportiva, responsabilidade social e conscientização ecológica.

Durante o evento, a organização confirmou duas importantes novidades: a quinta edição do Passeio Ciclístico do Bico já está marcada para o mês de maio do próximo ano e, além disso, foi anunciada a realização da primeira Cavalgada entre os povoados Centro dos Borges e Tamboril, ampliando ainda mais o calendário de atividades comunitárias.

O presidente da Associação Comunitária de São Bento, Tomás Xavier, destacou a relevância do passeio e o seu impacto positivo na comunidade. “Além de incentivar o esporte, buscamos fortalecer a consciência ambiental, mostrando que cuidar do meio ambiente é um compromisso coletivo”, afirmou.

A realização do evento contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Angico, do Negão do Bico e de Ho Che Min, que contribuíram para o sucesso de mais uma edição marcada pela integração entre esporte, natureza e comunidade.

A cada ano, o Passeio Ciclístico do Bico ganha mais força e adesão, consolidando-se como uma tradição que promove saúde, preservação ambiental e união em Angico.

Por: Geovane Oliveira

Aleto aprova a criação da Região Metropolitana de Araguaína

Koró Rocha /

O plenário da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) aprovou, nessa terça-feira, 25, o Projeto de Lei Complementar nº 01/2025, que dispõe sobre a criação da Região Metropolitana de Araguaína. A matéria, de autoria do deputado Gipão (PL), obteve treze votos favoráveis nas duas fases de discussão e votação. O objetivo é promover o desenvolvimento integrado e sustentável para uma das regiões mais dinâmicas do Tocantins, com planejamento urbano e melhorias nos serviços públicos.

A formação da Região Metropolitana de Araguaína visa integrar 17 munícipios, com a otimização de recursos para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos com políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança pública e transporte, impulsionando o desenvolvimento econômico e urbano da região, atraindo investimentos e gerando emprego e renda.

Integram a Região Metropolitana de Araguaína os munícipios de Aguiarnópolis, Aragominas, Araguanã, Arapoema, Babaçulândia, Bandeirantes do Tocantins, Carmolândia, Darcinópolis, Filadélfia, Muricilândia, Nova Olinda, Pau-d’Arco, Piraquê, Santa Fé do Araguaia, Wanderlândia e Xambioá. As cidades ficam situadas entre os paralelos de 9º00’ e 06º00’S, com vínculos comuns e interesses sociais, políticos e econômicos.

A organização da Região Metropolitana com planejamento urbano vai promover o desenvolvimento socioeconômico por meio da cooperação entre os três níveis de governo, com máximo aproveitamento dos recursos públicos mediante a descentralização, articulação e integração de órgãos e entidades da administração direta e indireta atuantes na região.

Recursos

Uma das principais vantagens da integração metropolitana é o acesso ampliado a verbas e recursos públicos federais e estaduais destinados a projetos metropolitanos que munícipios isolados não conseguem obter. O fortalecimento político e de negociação também se amplia nos municípios integrados, com maior poder de negociação e representação política para atrair investimentos e firmar parcerias.

O crescimento populacional e a necessidade de reduzir as desigualdades dos municípios também foram alguns dos pontos abordados na matéria. Com a integração das cidades e a gestão das funções públicas de interesse comum, será possível promover a partilha equilibrada dos benefícios e definir políticas de compensação dos efeitos da polarização.

Conselho

A proposta prevê também a criação do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana, com funções normativas e de coordenação entre os municípios e o Governo Estadual. O Conselho será responsável por definir as diretrizes e metas comuns em áreas como transporte, saneamento, saúde, habitação, segurança pública, desenvolvimento urbano e meio ambiente.

O Conselho será composto por prefeitos dos municípios integrantes e por representantes do Executivo Estadual, que participarão ativamente das decisões com poder de voto proporcional à população da cidade que representam, ou seja, o gestor da cidade com até 40 mil habitantes terá um voto; com população entre 40 mil e 80 mil pessoas, dois votos; acima de 160 mil habitantes, quatro votos.

Fundo

Também será criado um fundo financeiro, responsável pelos recursos destinados a investimentos e obras de interesse dos municípios integrados para o desenvolvimento de projetos que seguirão critérios técnicos no financiamento dos recursos para atender às demandas das cidades de forma participativa e igualitária.

Por Maisa Medeiros

Justiça Federal concede liberdade a Daniel Vorcaro e sócios do Banco Master, investigados por fraude bilionária

A Justiça Federal em Brasília mandou soltar nesta sexta-feira (28) o banqueiro Daniel Vorcaro e mais quatro sócios do Banco Master.

O habeas corpus foi concedido pela desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

Com a decisão, Vorcaro e os sócios Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva deverão usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de exercer atividades no setor financeiro, de ter contato com outros investigados e de sair do país.

Vorcaro foi preso pela Polícia Federal (PF) no dia 17 deste mês enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular no Aeroporto de Guarulhos. Atualmente, ele está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos (SP).

O banqueiro e outros sócios do banco foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal. De acordo com as investigações, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Após a prisão, os advogados de Daniel Vorcaro negaram que o banqueiro tentou fugir do país e sustentou que ele sempre se colocou à disposição para contribuir com a apuração dos fatos.

O BRB informou que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos. O banco também que vai apurar possíveis falhas de governança ou dos controles internos.

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil

Prefeito Djalma Junior inaugura Banco Vermelho e reforça combate à violência contra a mulher em Wanderlândia

Na tarde desta sexta-feira, 28 de novembro, o prefeito Djalma Junior, acompanhado de autoridades como juiz, desembargadora, defensor público, promotor de Justiça, vereadores e secretários municipais, inaugurou o Banco Vermelho na Praça Padre Josimo, em Wanderlândia, no norte do Tocantins.

A iniciativa integra uma mobilização mundial de enfrentamento à violência contra a mulher e simboliza o compromisso do município com ações de prevenção, conscientização e apoio às vítimas. Durante o evento, Djalma Junior destacou a importância de fortalecer políticas públicas que protejam e deem voz às mulheres, reafirmando que a administração municipal está empenhada em combater qualquer forma de violência de gênero.

O Banco Vermelho, reconhecido internacionalmente, representa memória, alerta e reflexão. Sua cor marcante simboliza urgência e o compromisso da sociedade em impedir que novas histórias sejam interrompidas pelo feminicídio. A instalação busca despertar a atenção da população para a necessidade da denúncia, do acolhimento às vítimas e da união de esforços para prevenir crimes dessa natureza.

A presença de autoridades do Judiciário e do Ministério Público reforçou o caráter institucional da ação, evidenciando a parceria entre os poderes na construção de uma rede de proteção mais eficiente e humanizada.

Com esse gesto simbólico, Wanderlândia reforça seu posicionamento firme no enfrentamento à violência contra a mulher e avança em iniciativas que promovem direitos, segurança e dignidade. A gestão Djalma Junior segue ampliando ações de conscientização, fortalecendo campanhas educativas e incentivando toda a comunidade a participar dessa luta que salva vidas.

Fonte: Prefeitura de Wanderlândia

PL60+ mobiliza eleitores com mais de 60 anos em encontro do Partido Liberal no Tocantins

O Partido Liberal do Tocantins (PL-TO) realizará, na próxima sexta-feira, 5 de dezembro, em Palmas, o encontro estadual do PL60+, movimento criado para incentivar a participação política e social da população com mais de 60 anos.

O evento contará com a presença de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, do vice-presidente do Senado e presidente do PL Tocantins, Eduardo Gomes, do presidente estadual do PL60+ no estado, Abel Moreschi, e do deputado federal Lincoln Portela, presidente nacional do PL60+. Também participarão vereadores, prefeitos e parlamentares estaduais e federais da legenda.

Com entrada gratuita, o encontro abrirá credenciamento às 08h, oferecendo ao público um momento de integração, troca de experiências e fortalecimento da presença dos 60+ dentro do partido.

Serviço:

Data – 5 de dezembro de 2025 – Sexta-feira

Horário –  Início do credenciamento: 08h

Local –  Spazio Belladata – 103 sul, Rua de Pedestre, SO 3, 29 – Palmas (TO)

Por: Redação

Parlamentares traem o povo e o planeta para agradar grileiros e desmatadores

Em um revés para a agenda ambiental do governo Lula e um sinal de alerta para a preservação dos biomas brasileiros, a chamada “bancada do desmatamento” no Congresso Nacional conseguiu, nesta quinta-feira (27, derrubar os vetos presidenciais ao polêmico projeto de lei que desmonta as regras de licenciamento ambiental no país. A medida, apelidada por ambientalistas e especialistas de “PL da Devastação”, flexibiliza ou elimina barreiras cruciais para a aprovação de grandes obras e empreendimento agrícolas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia vetado 52 dispositivos do texto, entendendo que eles representavam um “retrocesso ambiental” e um “enorme risco” para ecossistemas sensíveis, como a Amazônia e o Cerrado. No entanto, em uma clara demonstração de força de setores ligados ao agronegócio e à infraestrutura, os parlamentares votaram massivamente para restaurar os trechos vetados.

A derrubada dos vetos significa, na prática, a adoção de um marco legal muito mais permissivo. Entre as principais críticas estão a autorização para o chamado “autolicenciamento”, onde o próprio empreendedor declara a viabilidade ambiental de seu projeto, e a redução do escopo de análise dos órgãos ambientais, limitando a consideração de impactos cumulativos e regionais.

O governo conseguiu uma pequena trégua ao adiar a análise de sete vetos referentes ao Licenciamento Ambiental Especial (LAE), uma modalidade criada pelo PL que previa um rito ultra-simplificado e com “fase única” para obras consideradas “estratégicas”. A manobra adia, mas não elimina, a ameaça de que grandes projetos avancem sem o devido rigor.

Os Parlamentares da Contramão da História

Destaque negativo para os parlamentares que lideraram a ofensiva contra os vetos, como Alexandre Guimarães (MDB), Toinho (Republicanos), Gaguim (UB), Eli Borges (PL), Filipe Martins (PL), Ricardo Ayres (Republicanos), Tiago Dimas (Podemos) e Vicentinho Júnior (Progressistas). Seus votos foram decisivos para colocar os interesses econômicos de curto prazo acima da sustentabilidade e da segurança climática.

A posição do Congresso vai na contramão não apenas da ciência, que alerta constantemente para os perigos do desmatamento e da degradação ambiental, mas também da opinião pública. Pesquisas de opinião recentes consistently mostram que a maioria esmagadora da população brasileira é a favor da preservação do meio ambiente e de políticas mais rigorosas de controle. A decisão de hoje evidencia um abismo entre a representação política e a vontade popular, além de colocar o Brasil em rota de colisão com seus compromissos internacionais de combate às mudanças climáticas.

Críticas e Consequências

Para organizações da sociedade civil, a derrubada dos vetos é uma catástrofe anunciada. “O Congresso Nacional aprovou hoje o passaporte para a anarquia ambiental. O ‘PL da Devastação’ vai acelerar a perda de biodiversidade, aumentar os conflitos por terra e água e manchar ainda mais a imagem do Brasil no exterior”, afirmou em nota o Observatório do Clima.

A expectativa é que o governo recorra ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do Legislativo, alegando vícios no processo ou a inconstitucionalidade de dispositivos que ferem o princípio da precaução, previsto na Constituição. Enquanto isso, a bancada ruralista e seus aliados comemoram uma vitória que, para muitos, representa um lucrativo atraso.

A mensagem enviada pelo Parlamento é clara: em um país que abriga a maior biodiversidade do planeta, a proteção do meio ambiente continua sendo moeda de troca no jogo político, muitas vezes perdendo para a ganância imediatista. O preço, no entanto, será pago por todos.

Por: Geovane Oliveira

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