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Projeto VOZES fortalece cidadania intercultural e participação política da comunidade Apinajé

Iniciativa reúne UFNT e instituições parceiras em ações nas aldeias de Tocantinópolis, com participação ativa de estudantes de Direito do CEHS

A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) integra uma iniciativa voltada ao fortalecimento da cidadania e da participação política indígena por meio do projeto “VOZES: Cidadania Intercultural e Fortalecimento Político da Comunidade Apinajé”. A ação é realizada em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, o Instituto Federal do Tocantins, o Juízo Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral de Tocantinópolis.

Com foco no diálogo intercultural e na escuta ativa, o projeto promove atividades diretamente nas aldeias São José, Mariazinha, Patizal e Palmeiras, localizadas em Tocantinópolis. As ações ocorreram entre os dias 6 e 10 de abril, reunindo representantes institucionais, lideranças indígenas e a comunidade local.

A proposta busca contribuir para o empoderamento político da comunidade Apinajé, ampliando o acesso à informação sobre direitos, processos eleitorais e participação democrática. Nesse contexto, a presença do professor Júlio César de Lucena Araújo, coordenador do Laboratório Etnoterritorial da Bacia Araguaia-Tocantins, tem sido fundamental para o fortalecimento do diálogo intercultural e para a construção coletiva das atividades.

A UFNT também participa por meio do envolvimento direto de estudantes do curso de Direito do Centro de Educação, Humanidades, e Saúde (CEHS), vinculados aos Componentes Curriculares de Extensão (CCEX). Os acadêmicos Carlos Daniel Fernandes Guimarães, Fernanda Alves Pereira, Gilberto Pereira Apinajé, Nicole Stephanny de Sena Feitosa, Juliana Lopes Brandes e Zara Monteiro Gomes atuaram nas visitas às comunidades, contribuindo com observações e interações junto aos participantes.

A partir dessa experiência em campo, os estudantes irão elaborar relatos e produzir materiais didáticos voltados à educação política. A proposta inclui a criação de guias práticos que expliquem o funcionamento das eleições, os procedimentos de votação e a importância do processo democrático, considerando as especificidades culturais da comunidade Apinajé.

Ao articular ensino, extensão e compromisso social, o projeto reforça o papel da UFNT na promoção de uma universidade conectada às realidades locais e comprometida com a diversidade e a inclusão.

 

Apoio do Podemos a Dorinha limita opções e empurra Ronaldo para disputa proporcional no Tocantins

A costura de alianças para as eleições no Tocantins impôs um cenário de escolhas pragmáticas e difíceis para o ex-prefeito Ronaldo. Com seu partido, o Podemos, declarando oficialmente apoio à pré-candidatura da senadora Dorinha ao Palácio do Araguaia, as portas para a composição da chapa majoritária — seja na disputa pelo Senado Federal ou pela vice-governadoria — se fecharam em definitivo para o líder político.

De acordo com o analista político Geovane Oliveira, o ex-prefeito encontra-se agora em uma verdadeira encruzilhada eleitoral: Ou redireciona seu capital político para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), ou corre o sério risco de encerrar o ciclo amargando a ausência de um mandato.

“Com o alinhamento orgânico do Podemos ao projeto de Dorinha, Ronaldo ficou sem margem de manobra na parte de cima da chapa”, avalia Oliveira. “Para não ficar fora do tabuleiro político e evitar a perda de influência que a falta de mandato traz, a descida para a disputa proporcional tornou-se a sua única rota de sobrevivência viável.”

O desafio das urnas e a “dobradinha” familiar

Apesar de se apresentar como a saída mais lógica para evitar o ostracismo político, a corrida para o Legislativo estadual está longe de ser considerada uma tarefa simples. O analista ressalta que a eleição proporcional no Tocantins tem se mostrado cada vez mais acirrada, exigindo uma reestruturação imediata da estratégia de campanha do ex-prefeito.

O cenário ganha uma camada extra de complexidade devido ao projeto familiar: o filho de Ronaldo deverá concorrer à reeleição para o cargo de deputado federal. A ausência do ex-prefeito em um cargo majoritário, que naturalmente “puxaria” votos para a base, força o grupo a concentrar todos os seus esforços logísticos e financeiros em duas frentes proporcionais simultâneas.

Para os especialistas de bastidores, a chamada “dobradinha” familiar — com o pai disputando a vaga de estadual e o filho buscando manter a cadeira na Câmara dos Deputados — exigirá um alinhamento fino com prefeitos e vereadores aliados em suas bases de reduto. O recuo forçado de Ronaldo define o novo compasso de sua trajetória política, transformando a eleição para a Assembleia em uma verdadeira prova de fogo para a manutenção do peso de seu nome no estado.

Por: Geovane Oliveira

Perfil moderado e presença contínua nas ruas elevam aprovação de Gideon Soares em Araguaína

Sondagens de bastidores e relatos de moradores nas principais vias da cidade indicam amplo trânsito do parlamentar entre diferentes correntes ideológicas e classes sociais

Nos bastidores da política araguainense, um nome tem ganhado tração e consolidado uma base sólida de apoio popular: O do vereador Gideon Soares. O termômetro das ruas e as análises internas dos grupos políticos locais indicam que o parlamentar ostenta um alto índice de aprovação perante a comunidade, resultado direto de uma estratégia baseada na presença constante nos bairros e na fuga da polarização.

Ouvidos nas principais ruas e avenidas do polo econômico do Tocantins, moradores são quase unânimes ao apontar o principal trunfo de Soares. Segundo a avaliação popular, o ponto alto de seu mandato é o que chamam de “trabalho constante”. Diferente da figura tradicional do político sazonal, o vereador construiu a imagem de um parlamentar de demandas diárias, mantendo contato direto e contínuo com as necessidades das comunidades.

A Força da Moderação

Para além do trabalho de base, o que mais chama a atenção dos analistas políticos locais é a habilidade de articulação do vereador. Em um cenário político frequentemente marcado por embates radicais, Gideon Soares consolidou-se como um político de perfil estritamente moderado.

Segundo fontes dos bastidores políticos de Araguaína, o parlamentar possui uma rara capacidade de navegar com facilidade e sem atritos por todas as correntes políticas e ideológicas. Essa postura pragmática e conciliadora permite que ele mantenha um diálogo aberto e produtivo com todas as classes sociais — desde o forte setor empresarial e agropecuário da região até as lideranças comunitárias dos bairros mais periféricos.

Peça-chave no Tabuleiro Local

A leitura feita nos corredores da Câmara Municipal e nos gabinetes locais é que essa fluidez torna Gideon Soares um dos nomes com menor índice de rejeição na cidade. Ao evitar os extremos, ele não apenas garante a aprovação daqueles que se beneficiam de suas ações diretas, mas também conquista a simpatia do eleitorado de centro, que busca resultados concretos ao invés de disputas ideológicas.

Com o cenário eleitoral municipal sempre em efervescência, o capital político acumulado por Soares nas ruas o coloca em uma posição de destaque. Seja para fortalecer chapas majoritárias ou para voos mais altos no futuro, o vereador mostra que a combinação de moderação diplomática e presença constante nas ruas continua sendo uma fórmula altamente eficaz na política de Araguaína.

Por: Geovane Oliveira

 

Excesso de pré-candidatos na base de Wagner ameaça representatividade de Araguaína em 2026

Com sete pré-candidatos governistas na disputa em Araguaína, divisão de votos eleva o risco de o grupo não atingir o quociente eleitoral; analista aponta “falta de liderança” do Executivo municipal

A base aliada do prefeito Wagner, de Araguaína, caminha para um cenário de alto risco nas eleições estaduais de 2026. O excesso de pré-candidaturas governistas ao cargo de deputado estadual tem gerado um alerta nos bastidores: A divisão do eleitorado local pode resultar na ausência total de representantes do grupo na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto).

Atualmente, o núcleo de apoio do Paço Municipal conta com pelo menos sete nomes na disputa pelo mesmo reduto eleitoral. Estão no páreo figuras conhecidas da política araguainense, como Wilson, Terciliano, Marcos Duarte, Miguel, Gipão e a Dra. Ângela. O grande obstáculo para essa estratégia é a matemática das eleições proporcionais. Sem um afunilamento, os votos tendem a se pulverizar, reduzindo drasticamente as chances de qualquer um dos postulantes atingir a margem mínima do quociente eleitoral exigida para garantir uma cadeira.

Para o analista político Geovane Oliveira, do portal O Melhor da Amazônia, o atual cenário expõe uma crise de coordenação no Executivo municipal. “A fragmentação a que assistimos mostra uma evidente falta de liderança e pulso firme do prefeito em organizar sua própria base. Ao deixar o grupo se fragmentar a esse ponto, ele dilui seu capital político e tem um potencial real de não eleger nenhum deputado”, avalia o especialista.

Nos bastidores, a leitura é de que a ausência de um consenso interno pode custar caro à gestão municipal. Caso a base termine o pleito derrotada e sem representatividade na Assembleia, o prefeito Wagner enfrentará maiores dificuldades de articulação política junto ao Governo do Estado nos anos seguintes, perdendo um canal direto para a captação de emendas parlamentares fundamentais para a cidade. O futuro do grupo dependerá da capacidade do gestor de intervir e unificar os aliados antes do prazo final das convenções partidárias.

Por: Geovane Oliveira

Em Araguatins, Polícia Civil do Tocantins desarticula ponto clandestino de comercialização de combustível

Ação ocorreu na zona rural do município e apreendeu combustível armazenado de forma irregular

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 11ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, realizou, na manhã desta terça-feira, 8, uma operação policial que resultou na desarticulação de um ponto clandestino de comercialização de combustível no distrito de Macaúba, zona rural do município. A ação teve como objetivo o cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão domiciliar expedido pelo Poder Judiciário e contou com o apoio da Polícia Militar.

Durante as diligências, realizadas na residência e no estabelecimento comercial do investigado, foram localizados e apreendidos combustíveis armazenados de forma irregular, além de quantia em dinheiro supostamente oriunda da atividade ilícita e um aparelho celular, em cumprimento ao mandado judicial.

No local, foi constatado que o investigado realizava, de maneira informal e sem autorização legal, a comercialização de combustível, oferecendo riscos à segurança pública, especialmente em razão do armazenamento inadequado de substâncias inflamáveis. Conforme apurado no curso das investigações, o homem já havia sido autuado em flagrante, em julho de 2025, pela prática do mesmo tipo de ilícito, o que evidencia reiteração delitiva.

A operação é desdobramento de investigação iniciada após o recebimento de denúncia sobre a retirada irregular de combustível de um caminhão-tanque no povoado Macaúba, com posterior acondicionamento em recipientes impróprios, gerando potencial risco de acidente.

O delegado titular da 11ª Delegacia de Polícia Civil de Araguatins, Gilmar Silva de Oliveira, destacou a importância da operação para coibir práticas ilegais na região. “A atuação da Polícia Civil visa coibir condutas que colocam em risco a segurança da população e atentam contra a ordem econômica. As investigações tiveram início após denúncias e resultaram na desarticulação desse ponto clandestino, que operava de forma irregular”, afirma.

Durante a ação, outro indivíduo foi conduzido à Central de Atendimento, suspeito de envolvimento em furto de combustível, sendo adotadas as medidas legais cabíveis. Após os procedimentos, o homem foi liberado e irá responder no inquérito policial.

Foto: Divulgação PCTO

Hiago Muniz/Governo do Tocantins

Polícia Federal mira esquema de corrupção e desvios na saúde em cinco cidades do Tocantins

Operação Código Branco cumpre 10 mandados de busca e apreensão na região norte do estado e no Bico do Papagaio. Penas para os envolvidos podem passar de 30 anos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (8) a operação Código Branco, que investiga um forte esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro na área da saúde no Tocantins.

Ao todo, os agentes federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão em cidades da região norte do estado e do Bico do Papagaio. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína, têm como alvos endereços nos municípios de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro.

De acordo com as investigações da PF, uma empresa de serviços médicos foi contratada diversas vezes por prefeituras da região por meio de licitações direcionadas. O esquema eliminava a competitividade do processo, favorecendo o grupo.

A operação busca colher provas para frear a utilização de empresas de fachada. A suspeita é de que o grupo simulava capacidade operacional para justificar as contratações e, com isso, viabilizar o pagamento de propina a agentes públicos.

Durante as apurações, os investigadores descobriram que a empresa realizava subcontratações que eram expressamente proibidas pelos editais.

A PF também identificou repasses financeiros suspeitos, apontando para um esquema de dissimulação e ocultação da origem do dinheiro desviado dos cofres públicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar a marca de 30 anos de prisão.

O nome da operação, “Código Branco”, é uma referência direta ao jargão utilizado em hospitais para identificar emergências que exigem resposta imediata e ação coordenada de toda a equipe médica.

O que dizem as prefeituras

Procuradas, as gestões dos municípios onde os mandados foram cumpridos se posicionaram sobre a operação da Polícia Federal.

A Prefeitura de Araguaína informou que as buscas na cidade ocorreram apenas na sede da empresa investigada, garantindo que não há qualquer ligação do esquema com a administração do município.

Em Filadélfia, o Governo Municipal afirmou à TV Anhanguera que os agentes estiveram no Hospital Municipal exclusivamente para colher o depoimento de um profissional de saúde que estava de plantão. A prefeitura ressaltou que não é alvo de investigação e que o inquérito foca em uma cidade vizinha.

Já a Prefeitura de Barra do Ouro declarou, em nota, que atendeu prontamente às autoridades e que cumpriu rigorosamente a lei em suas licitações, incluindo as pesquisas de preços. O município defendeu que os serviços contratados foram efetivamente prestados à população e que as contas foram entregues conforme exigem as normas vigentes.

Por: Geovane Oliveira , com informações  do G1 Tocantins.

Polícia Civil deflagra operação contra gerente de fazenda suspeito de desviar até R$ 10 milhões

Mandados são cumpridos em três municípios tocantinenses e em Novo São Joaquim (MT); investigado é alvo de prisão preventiva

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) de Paraíso, deflagrou na manhã desta terça-feira, 7, operação policial com o objetivo de cumprir mandados judiciais contra um homem investigado por desviar valores milionários de uma grande fazenda no Tocantins, onde atuava como gerente.

A operação conta com apoio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), da 67ª e 68ª Delegacias de Polícia e também da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Polícia de Novo São Joaquim (MT).

As investigações apontam que o suspeito utilizava o cargo de confiança para superfaturar serviços prestados por terceiros à propriedade rural. A diferença entre os valores reais e os declarados era desviada para contas próprias do investigado e também de terceiros, muitos deles ligados a empréstimos informais realizados pelo investigado, que também atuava como agiota.

Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva nas cidades de Miranorte e Lajeado, no Tocantins, além de Novo São Joaquim, no Mato Grosso. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas do ex-gerente investigado e da esposa dele e mais R$ 1,6 milhão nas contas de uma empresa que seria parte do esquema.

Em Miranorte, as equipes atuam na residência do investigado e em uma empresa que mantinha contratos com a fazenda. Já em Lajeado, o alvo é uma chácara adquirida pelo investigado com recursos ilícitos. No município mato-grossense, os mandados são cumpridos em imóveis vinculados ao suspeito e registrados em nome de terceiros.

De acordo com as apurações, os crimes ocorreram entre os anos de 2021 e 2025, período em que o investigado se aproveitou da confiança do proprietário da fazenda para executar o esquema fraudulento. De acordo com as investigações, o prejuízo estimado pode chegar a R$ 10 milhões, valor que foi bloqueado por ordem judicial das contas do ex-gerente.

As investigações tiveram início há cerca de seis meses, após os proprietários perceberem inconsistências financeiras e solicitarem apuração dos fatos para a 6ª DEIC. Durante o curso do inquérito, foi identificado que o investigado, que recebia salário de aproximadamente R$ 26 mil, apresentou evolução patrimonial incompatível com a renda declarada, passando de cerca de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão entre os anos de 2023 e 2024, sem qualquer lastro financeiro que justificasse o patrimônio adquirido.

Também foi constatado que o suspeito aplicou mais de R$ 2,5 milhões em diversos fundos de investimento, valores identificados após quebra de sigilos autorizada judicialmente. Foi apurado que o investigado ainda pesquisou na internet sobre formas de investimento capazes de gerar renda mensal de R$ 20 mil, e sobre como é o processo contra funcionário acusado de superfaturamento. Nos documentos analisados pela 6ªDEIC, também foram encontradas planilhas de controle dos valores obtidos através do esquema de agiotagem mantido pelo suspeito.

O investigado poderá responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e crime da lei de usura (agiotagem). A apuração também aponta indícios de falsidade ideológica, por falsificação de documentos, estelionato, constrangimento ilegal, e de extorsão, uma vez que empresas prestadoras de serviço relataram postura intimidatória por parte do suspeito durante as cobranças, inclusive com emprego de arma de fogo.

A prisão preventiva foi representada pela autoridade policial e deferida pelo Poder Judiciário, tendo como fundamentos a reiteração criminosa, a gravidade dos fatos, indícios de planejamento para deixar o estado e relatos de comportamento intimidatório por parte do investigado.

O delegado da DEIC de Paraíso, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, destaca a complexidade do caso e a atuação técnica da equipe. “Trata-se de uma investigação minuciosa, que identificou um esquema estruturado de desvio de recursos ao longo de vários anos, com utilização de empresas prestadoras de serviço, e movimentações financeiras incompatíveis com a renda do investigado. A atuação da Polícia Civil permitiu reunir elementos robustos que subsidiaram as medidas judiciais adotadas”, ressaltou.

No decorrer da operação, foram apreendidas duas pistolas em um dos endereços alvo das buscas.

João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

Para conter riscos, Anvisa anuncia novas medidas de controle sobre ‘canetas emagrecedoras’

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta segunda-feira (6), novas medidas para prevenir riscos e reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP‑1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

O plano inclui ações para combater irregularidades na importação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) e na manipulação dos ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida por farmácias de manipulação.

De acordo com a Anvisa, a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação das canetas tem sido incompatível com o mercado nacional. Somente no segundo semestre de 2025, foram importados 130 quilos de insumos, que seriam suficientes para a preparação de 25 milhões de doses.

Outro dado mostra que, em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que levaram à interdição de oito empresas por problemas técnicos e falta de controle de qualidade.

O diretor presidente da Anvisa, Leandro Safatle, reforçou que as medidas não têm como foco a restrição mercadológica ou proibição de manipulação dos ativos, mas sim coibir o uso irregular e proteger a saúde da população, garantindo a qualidade e eficácia dos produtos.

A agência vê aumento de relatos sobre eventos adversos e identificação de uso off label (prescrição diferente da aprovada na bula) desses produtos, como para emagrecimento sem necessidade clínica. Em fevereiro, a agência emitiu alerta para o risco de pancreatite ligado a canetas emagrecedoras.

“Esse é um desafio regulatório não só para o Brasil, mas para as principais agências do mundo, essa situação do avanço do consumo de medicamentos derivados de GLP-1 e o avanço da manipulação em cima desses produtos”, disse em coletiva de imprensa.

Riscos

Entre os riscos sanitários mapeados estão a produção sem previsão de demanda por manipulação (receita individualizada), problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição. O uso indevido de nomes comerciais e divulgação e venda de múltiplos produtos sem registro também foram identificados.

A Anvisa reforça que, para a manipulação de produtos injetáveis, como as canetas, a garantia de padrões rígidos de esterilidade e pureza do insumo é fundamental para garantir a segurança desses produtos para as pessoas.

Desde janeiro deste ano, a agência já publicou dez ações de proibição de importação, comércio e uso de produtos irregulares que contêm medicamentos agonistas de GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.

Eixos estratégicos

O plano de ação da Anvisa possui seis eixos estratégicos:

Aprimoramento regulatório

  • Revisão da Nota Técnica 200/2025 que orienta procedimentos para importação, manipulação e controle sanitário de IFAs de agonistas de GLP-1.

Segundo a Anvisa, a nova norma vai comportar desde a entrada do insumo até a preparação final do produto, com especificações sobre rastreabilidade, qualidade e segurança ao longo da cadeia produtiva; a qualificação dos fabricantes e fornecedores; e o estabelecimento de testes mínimos de controle de qualidade.

A proposta está em construção e será discutida no próximo dia 15 na reunião da diretoria colegiada da Anvisa.

  • Revisão da resolução sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias (RDC 67/2007). Essa resolução é a que norteia todo o processo regulatório das farmácias de manipulação.
  • Fortalecimento das medidas sanitárias cautelares para suspensão de Autorização de Funcionamento (AFE) em situações de risco iminente e a retirada automática de efeito suspensivo de recursos administrativos.

Monitoramento e fiscalização

  • Intensificação de ações de fiscalização, especialmente de inspeções em importadoras, farmácias de manipulação e clínicas de estética.
  • Busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos manipulados, com foco em serviços de emergência, hospitais e clínicas médicas e odontológicas. A Anvisa possui o sistema VigiMed para que profissionais de saúde e cidadãos notifiquem sobre efeitos adversos de produtos.
  • Aperfeiçoamento da matriz de risco do controle sanitário sobre a importação de IFAs utilizados na produção e manipulação de agonistas do receptor GLP-1.
  • Ampliar as medidas preventivas, para reprimir a entrada de produtos irregulares no território nacional.

Articulação institucional, federativa e internacional

  • Acordo de cooperação técnica e criação de grupo de trabalho com entidades médicas e outros órgãos de controle.
  • Ações proativas de informação e treinamento com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS).
  • Cooperação com agências reguladoras internacionais.

Ampliação da oferta de produtos registrados

  • Priorização das análises de pedidos de registros. De acordo com a Anvisa, há 17 pedido de registro de canetas emagrecedoras na agência, que estão em andamento e serão priorizadas para ampliar a oferta de produtos registrados.

“Com a queda da patente da semaglutida, uma boa parte desses produtos estão vindo com novas opções e foram solicitados [os registros] para a Anvisa e nós estamos priorizando essa análise”, explicou Safatle.

  • Harmonização do uso de guias técnicos de agências reguladoras de referência, como EMA (Europa) e FDA (Estados Unidos), para avançar com a regulação.

Comunicação com a sociedade

  • Elaboração de plano de comunicação em linguagem simples.
  • Orientação sobre riscos do uso indiscriminado.
  • Informação sobre produtos irregulares.
  • Esclarecimento sobre limites da manipulação magistral.
  • Campanhas direcionadas a pacientes e profissionais.

Governança

  • Criação de grupo de trabalho na Anvisa para monitoramento e avaliação das medidas para avanço contínuo do plano de ação instituído.
Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Célio Moura nega autoria de recurso no PT e diz que entrada de Kátia Abreu muda cenário eleitoral no Tocantins

O ex-deputado federal Célio Moura (PT-TO) veio a público nesta segunda-feira (6) para afastar seu nome da resistência interna gerada pela filiação da ex-senadora Kátia Abreu ao Partido dos Trabalhadores no Tocantins. Por meio de suas redes sociais, o ex-parlamentar negou participação na ofensiva que tenta barrar o ingresso da política na sigla e declarou apoio à nova correligionária, a quem chamou de “companheira”.

A manifestação ocorre em meio à tramitação de um recurso impetrado pela corrente interna Articulação de Esquerda (AE) junto à Executiva Nacional do PT, que questiona a aceitação da ex-senadora no diretório estadual.

Em nota publicada em seus perfis, Moura foi categórico ao afastar os rumores de que estaria liderando ou apoiando o boicote. “Não sou subscritor do recurso impetrado pela AE junto à executiva nacional do PT. O ex-deputado Zé Roberto sabe que esse recurso não teve a minha participação”, esclareceu.

Adotando um tom apaziguador diante do racha na militância, o ex-deputado procurou equilibrar o diálogo com as alas divergentes da legenda. “Respeito a todos os filiados e militantes que são contra, bem como respeito os favoráveis à chegada da ex-senadora Kátia ao PT”, afirmou, ressaltando que a costura política que resultou na filiação não passou pelas instâncias locais: “Essa filiação foi organizada por Brasília”.

Impacto Eleitoral no Tocantins

Para Moura, o movimento fortalece a sigla e altera a correlação de forças na disputa pelo Palácio Araguaia. Ele parabenizou o partido por receber a nova filiada, afirmando que a ex-senadora “revolucionou a mídia estadual”. Com a nova configuração, o petista foi assertivo sobre o cenário das eleições majoritárias: “Certeza que as eleições para o governo terão segundo turno”.

Historicamente ligada ao agronegócio e com um passado de embates com setores da esquerda, Kátia Abreu estreitou laços com o lulismo nos últimos anos, o que pavimentou sua entrada no partido, apesar das resistências das bases mais tradicionais.

Ao finalizar seu pronunciamento, Célio Moura reafirmou seu próprio projeto político para o pleito e sinalizou unidade. “Contínuo firme com a nossa pré-campanha a deputado federal. Vamos em frente, agora com a companheira Kátia”, concluiu.

Por: Geovane Oliveira

Para evitar incertezas, Wanderlei Barbosa desiste de eleição ao Senado e decide concluir mandato no Tocantins

A decisão do governador Wanderlei Barbosa de não renunciar ao cargo, prazo que se encerrou no último sábado, 4, conforme a lei eleitoral, reposiciona o debate político no Tocantins e reforça sua estratégia de priorizar a Gestão Estadual. Mesmo com pesquisas apontando mais de 40% das intenções de voto ao Senado, o Chefe do Executivo optou por permanecer à frente do Governo, sustentando a continuidade administrativa e a estabilidade institucional do Estado.

Na avaliação do Governador, a renúncia abriria um período de incertezas, sobretudo diante do desempenho considerado abaixo do esperado em episódios recentes de interinidade no comando do Estado. Diante desse cenário, assumiu o custo político de abrir mão de uma eleição competitiva para manter o ritmo de entregas e evitar descontinuidades em áreas estratégicas.
A permanência no cargo também garante a continuidade de agendas em andamento, como investimentos em infraestrutura, políticas de valorização dos servidores públicos e execução de obras estruturantes em diversas regiões do Tocantins, assegurando previsibilidade administrativa e o alinhamento dos projetos já em curso.
Uma exceção na política tocantinense
Ao optar por concluir o mandato, Wanderlei entrará para a história recente do Estado como o primeiro governador eleito democraticamente a completar integralmente um ciclo de gestão desde Marcelo Miranda, que governou o Tocantins entre 2003 e 2006. Desde então, o Estado enfrentou sucessivas mudanças no comando do Executivo, marcadas por cassações, renúncias e substituições.
Por: Redação

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