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Moraes dá prazo para que PF ouça Valdemar Costa Neto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) ouça o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, a respeito de declarações que ele teria dado sobre minutas de documentos com teor golpista. O prazo para o interrogatório é de, no máximo, cinco dias.

Em declarações recentes, ao comentar a minuta de golpe apreendida na residência do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o presidente do PL disse que propostas com teor similar circulavam entre interlocutores do governo Bolsonaro, e que ele próprio teria recebido documentos desse tipo, mas que os teria destruído.

No despacho, Moraes cita que “As afirmações de Valdemar Costa Neto, ao dizer que teve consigo minutas semelhantes, de caráter manifestamente ilegal e inconstitucional, devem ser esclarecidas no contexto mais amplo desta investigação, notadamente no que diz respeito à adesão, por terceiras pessoas, de eventual intenção golpista, o que pode caracterizar os crimes previstos nos arts. 359-M (golpe de Estado) e 359-L (abolição violenta do Estado Democrático de Direito) do Código Penal.”

A decisão do ministro do STF atende a pedido da própria PF que, sob o argumento de que os fatos noticiados são conexos com os atos antidemocráticos praticados no dia 8 de janeiro e com a apreensão de minuta golpista na casa de Torres, fez o requerimento nesta terça-feira (31).

Também hoje, a presidente do STF, ministra Rosa Weber, enviou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, pedido para que avalie a abertura de um inquérito para investigar Costa Neto.

Por Agência Brasil – Brasília

Crise Yanomami reforça denúncias contra Bolsonaro no Tribunal de Haia, diz especialista

A crise humanitária Yanomami ganhou notoriedade nacional após a recente visita do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao território indígena e uma investigação sobre genocídio foi aberta. A Sputnik Brasil ouviu especialistas para discutir o assunto e o possível envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o governo federal, 570 crianças menores de cinco anos morreram nos últimos quatro anos no território Yanomami de mortes evitáveis. Apenas no ano passado, foram cerca de 100 crianças mortas no território. Diante da situação, ainda no dia anterior à visita de Lula, o Ministério da Saúde já havia criado uma sala de situação para apoiar ações na Terra Indígena Yanomami e declarou emergência em saúde pública de importância nacional.

Além das ações emergenciais da Saúde, o Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a abertura de uma investigação de possível genocídio envolvendo a responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro e de membros de seu governo. Na segunda-feira (30), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luis Roberto Barroso determinou a abertura de investigação de crime de genocídio contra o povo Yanomami praticado pelo governo Bolsonaro.

Em relatório preliminar divulgado na mesma data, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania aponta possíveis omissões e violações do extinto Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante o governo Bolsonaro, prevendo a “responsabilização de agentes que promoveram ações deliberadas contra a dignidade humana na gestão passada”.

Entre as denúncias apresentadas está a “sugestão de veto à obrigação do fornecimento de água e equipamentos básicos” para as comunidades Yanomami em meio à pandemia da COVID-19, além da ausência de planejamento de assistência para crianças e adolescentes indígenas no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes.

Apesar da notoriedade recente, a crise atual foi denunciada dezenas de vezes nos últimos anos por diversas organização e instâncias da Justiça, como no caso do Ministério Público Federal (MPF), que denuncia a situação desde 2020.

A população Yanomami vive em um território cobiçado há décadas por garimpeiros com área de 192 mil quilômetros quadrados na região fronteiriça entre Brasil e Venezuela. Estudiosos apontam que a floresta e o tipo de vegetação presente na região têm influência direta dos Yanomami, que preservam e cultivam a região como “ativos construtores”. A área demarcada dentro do território brasileiro — homologada em 23 de maio de 1992 — se estende pelos estados do Amazonas e de Roraima. Com cerca de 96.650 quilômetros quadrados, o território abriga, no Brasil, cerca de 26 mil indígenas divididos em 228 comunidades.

Crise pode agravar situação de Bolsonaro

Para o advogado Wallace Corbo, professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-RJ), as evidências que surgiram nos últimos dias em relação à crise Yanomami reforçam os processos enfrentados pelo ex-presidente no Tribunal Penal Internacional (TPI), também conhecido como Tribunal de Haia, mas o desdobramento desse caso depende da Justiça brasileira.

O TPI, que existe desde 2002, tem jurisdição sobre mais de 120 países, incluindo o Brasil, e julga crimes contra a humanidade, de guerra, ambientais e genocídios. A admissão das denúncias ocorre principalmente quando há evidências de que a justiça nacional dos países falhou em julgar os crimes apontados.

“Os novos fatos, as novas provas, os novos indicativos de que o ex-presidente contribuiu — ou eventualmente até participou em um possível crime de genocídio, ou de perseguição contra os povos Yanomami — acabam reforçando a tese dos processos e de eventuais novos processos que possam ser apresentados perante o Tribunal Penal Internacional [TPI]. Isso pode fortalecer uma eventual condenação, mas é preciso sempre lembrar que o TPI atua de maneira subsidiária, de modo que vai caber primeiro à Justiça brasileira agir ou, não agindo, aí sim, o tribunal pode vir a se manifestar”, avalia o professor em entrevista à Sputnik Brasil.

Uma eventual condenação por genocídio contra o povo Yanomami não seria a primeira. Em 1993, o que ficou conhecido como Massacre de Haximu — envolvendo o assassinato de mulheres, idosos, crianças e adolescentes Yanomami por garimpeiros na região — resultou em uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF) pelo crime de genocídio contra cinco pessoas, que foram condenadas pela Justiça Federal de Roraima. A condenação foi mais tarde confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os condenados enfrentaram pena de 20 anos de prisão.

“Se for revelada qualquer culpa por parte do ex-presidente na tragédia Yanomami, seja por ação, seja por omissão deliberada que contribua para o que nós estamos vendo hoje, o presidente pode ser responsabilizado não só civil como também criminalmente pela prática de crimes como, por exemplo, o crime de genocídio, ou, eventualmente, outros crimes que estejam previstos na legislação penal”, ressalta Corbo.

O papel do garimpo ilegal na crise Yanomami

Em entrevista à Sputnik Brasil, a assessora jurídica do Instituto Socioambiental (ISA) Juliana de Paula Batista ressalta que o garimpo ilegal tem papel central na crise Yanomami. A advogada destaca que o garimpo ilegal na região já existia anteriormente, mas teve aumento expressivo durante o governo Bolsonaro, ampliando problemas de saúde e violência no território indígena.

“A partir do governo Bolsonaro essa invasão aumenta muito por conta da desestruturação de órgãos, principalmente de fiscalização ambiental. E isso começa a gerar uma crise de saúde muito maior entre os Yanomami. Primeiro, porque o garimpo abre grandes lagoas com água parada, o que vira um criadouro de malária […]. Segundo, porque a maior parte dos rios vai sendo desviada, transformada nessas lagoas que vão ficando com água barrenta, com contaminação de mercúrio — metal pesado utilizado para separar o ouro da terra”, aponta a advogada.

O metal pesado também impacta na alimentação dos indígenas, pois amplia a mortalidade de peixes nos rios e contamina fontes de água potável. Além disso, aponta Batista, os garimpeiros atacam plantações cultivadas pelos indígenas, reduzindo ainda mais as fontes de alimentos dessas populações. A advogada ressalta ainda que o problema se estende para a violência, incluindo sexual.

“A gente tem que ter em mente que esses garimpeiros, muitas vezes, estão fortemente armados, assediam sexualmente as meninas e mulheres. A gente tem muitos relatos de estupro e a gente tem indícios de que eles estejam envolvidos com grandes organizações criminosas. Então isso também começa a gerar um ambiente de muita violência e os indígenas começam a ficar sitiados dentro das suas próprias casas”, afirma.

Além de causar a escassez de alimentação, o garimpo ilegal também afeta diretamente a infraestrutura de saúde nessas regiões. Batista aponta que há “sequestros da estrutura de postos de saúde”, impossibilitando o atendimento médico às comunidades indígenas.

“Os médicos, quando vão atender nos postos de saúde dentro da terra indígena, geralmente ficam cerca de 15 dias por lá, porque é uma logística difícil — tem que ir de avião, não dá para ir e voltar todo dia. E aí, associada ao posto de saúde, geralmente há quartos, cozinha e banheiro para hospedar essas equipes de saúde. Quando essas estruturas são sequestradas e passam a ser utilizadas pelos garimpeiros, os médicos não têm mais como ir fazer esse atendimento”, aponta.

Ex-ministros também podem sofrer consequências legais

O profesor da FGV-RJ Wallace Corbo ressalta que a responsabilidade criminal pode se estender a “todos os agentes que contribuíram ou que se omitiram indevidamente com relação ao povo Yanomami”, incluindo ministros.

É o que também aponta a assessora jurídica do Instituto Socioambiental (ISA). Na avaliação de Batista, os ex-ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Direitos Humanos) também são responsáveis pela crise Yanomami.

“Com certeza existe uma responsabilidade tanto do ministro Ricardo Salles como da ministra Damares Alves. Primeiro, porque o ministro Ricardo Salles, como responsável pela pasta de Meio Ambiente, tinha o dever de determinar, por exemplo, operações por parte do Ibama nessa área, em articulação com outros órgãos”, diz a advogada, que aponta também a omissão da ex-ministra Damares Alves em ações de auxílio aos indígenas em meio à crise humanitária.

sputniknewsbrasil

Major Negreiros é empossado para seu terceiro mandato na Câmara Municipal de Palmas

Em sessão solene realizada na Câmara Municipal de Palmas na manhã desta terça-feira, 31, Major Negreiros (PSDB) tomou posse como vereador. Ele vai cumprir o seu terceiro mandato na Casa de Leis, assumindo a vaga deixada por Filipe Martins (PL), eleito nas últimas eleições gerais para ocupar a cadeira de deputado federal, representando o Estado.

Em seu discurso, o presidente da Casa, vereador Folha (PSDB), lembrou do compromisso que os parlamentares têm ao assumirem um mandato eletivo. “Lembrava aqui quando vossa excelência fazia o juramento, de quando em 2009, na primeira vez que fui eleito vereador de Palmas, jurei defender e lutar pelo povo de Palmas, respeitar as Constituições Federal e Estadual, a Lei Orgânica de nossa cidade e o Regimento Interno desta Casa. E hoje, com este parlamento cheio, demonstra que vossa excelência tem prestado um bom trabalho em nossa Capital. Nesse novo momento, esta Casa terá uma grande missão, pois juntamente com a nossa prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) vamos discutir e resolver os problemas de nossa cidade, temas que são importantes para alavancar nossa Capital. O nosso pensamento é convergir e lutar por dias melhores. Boa sorte e sabedoria”, desejou Folha.

Por sua vez, o novo vereador de Palmas, Major Negreiros, agradeceu aos colegas de parlamento e rememorou sua história de vida. “Em primeiro lugar, quero agradecer a todos os colegas deste Parlamento, em especial aos correligionários do nosso partido, o PSDB, pois hoje eu assumo esse mandato graças ao trabalho que foi realizado por todos para atingirmos a legenda de votos necessária e assegurarmos nossa representação na Casa. Hoje é um dia muito especial para mim, pois no momento em que tomei posse, este mandato marca a continuidade de um trabalho que iniciou no começo da década de 1990 quando cheguei nessa cidade. No ano de 2012, assumi meu primeiro mandato de vereador nesta Capital, e tive a oportunidade de presidir essa Casa. Tenho plena convicção que fiz um bom trabalho à frente deste Parlamento. E agora, após dois anos, estou de volta a esta Casa e o meu comprometimento é com o trabalho. Peço a Deus que ilumine os nossos passos e que as nossas decisões sejam para melhorar a vida do povo desta Capital. Obrigado a todos”, agradeceu Negreiros.

Na ocasião, participaram da solenidade o deputado eleito e diplomado Eduardo Mantoan (PSDB), o secretário municipal de governo e relações institucionais, Fabrício Viana, representando a prefeita a Cinthia Ribeiro (PSDB) e o ex-vereador e atual secretário executivo de governo Etinho Nordeste, representando o governador Wanderlei Barbosa.

Durante a sessão, foi lida a renúncia dos vereadores Moisemar Marinho (PDT) e Janad Valcari (PL), que foram eleitos para o cargo de deputado estadual. Em ato contínuo, foi convocada sessão solene para quarta-feira, 1º, às 17h, no plenário Tarcísio Machado da Fonseca, onde serão empossados como vereadores Josmundo Vila Nova (PODE) e Clayzer Magono Duarte (PDT), o Nego do Palácio.

Por Paulo de Deus

Progressistas no Tocantins: deputado federal Vicentinho Júnior assume comando da sigla

Chancelado pela Executiva Nacional, o deputado federal Vicentinho Júnior (Progressistas), assume a partir desta terça-feira, 31, o comando do Partido Progressistas no Tocantins. Vicentinho Júnior substituirá a senadora Kátia Abreu que estava, desde 2021, presidente da sigla. Presidente nacional do Progressistas, o senador Ciro Nogueira, destacou que existe uma esperança e uma expectativa muito grande. “Temos uma gratidão muito grande por tudo que a senadora Kátia Abreu fez pelo Progressistas, mas a chegada do Vicentinho sempre renova os ares e eu tenho certeza que o Progressistas com a gestão do Vicentinho será um partido muito grande que vai ajudar muito o Tocantins e em especial o Progressistas no País”.

Ao assumir o partido, o deputado federal agradeceu ao senador Ciro Nogueira, o deputado federal Arthur Lira e parabenizou a senadora pelo trabalho realizado com muita competência. “Tenho orgulho de receber o partido organizado politicamente das mãos da senadora Kátia Abreu”, disse. Vicentinho Júnior ressaltou que inicia este trabalho com muita honra e humildade e espera contar com o apoio de todos que compõem o grupo. “Ao lado do deputado federal Lázaro Botelho (Progressistas), com a musculatura do resultado destas eleições, juntos com os prefeitos, prefeitas, vices, vereadores, vereadoras e filiados, que possamos dar continuidade às ações no Tocantins e ampliar a participação do Partido nos 139 municípios tocantinenses”, pontuou.

Sobre este aspecto, Lázaro Botelho pontuou que o progressista é uma grande família e no Tocantins não poderia ser diferente. “Vicentinho chegou no Partido no ano passado, um menino que é um amigo de muitos anos e sinto-me honrado com o seu convite em estar vice-presidente na sua gestão, em que juntos vamos lutar para que o PP cresça cada vez mais, conquistando mais mandatários e benefícios para o nosso Estado”.

“Nós buscaremos trabalhar um partido que apresente um bom projeto nas eleições municipais em 2024, que amplie o número de gestores e chegue em 2026 com bons nomes para serem apresentados na composição das chapas proporcionais, onde queremos eleger deputados estaduais e no mínimo, dois deputados federais e ocupar uma vaga na composição majoritária”, completou. Atualmente, o progressista no Tocantins conta com 88 comissões e quase 18 mil filiados.

Governo do Tocantins se reúne com a BRK Ambiental para avaliação de plano estratégico com investimentos que ultrapassam R$ 1 bilhão

Governador do Tocantins Wanderlei Barbosa durante audiência com membros da BRK Saneatins -

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, reuniu-se com gestores da BRK Ambiental para avaliar o plano estratégico em saneamento básico para as cidades tocantinenses atendidas pela empresa. Os investimentos previstos chegam a R$ 1,6 bilhão para os próximos cinco anos. Ao todo, 47 cidades do Estado são atendidas pela BRK Ambiental que realiza abastecimento de água e tratamento de esgoto sanitário.

O governador Wanderlei Barbosa pontuou que a parceria representa muito para os tocantinenses desses municípios. “Queremos os devidos investimentos para a população tocantinense. Essa reunião é muito importante para que possamos conhecer e acompanhar os trabalhos da empresa em nossas cidades. Com esses investimentos, chegaremos à cobertura de esgoto, por exemplo, na ordem de mais de 80% em nosso território”, mencionou o governador.

Plano estratégico

O plano estratégico vai possibilitar melhorias no atendimento das cidades, respeitando suas especificidades e características próprias, além de possibilitar inovação e aplicações de modelos padrões em municípios que já vem passando por estudos e análises. As execuções e estratégias para atendimento foram apresentadas na reunião. Só para o ano de 2023 serão investidos R$ 476 milhões para atender 47 municípios.

O diretor-presidente da BRK no Tocantins e Pará, José Mário Ribeiro, pontuou que uma das prioridades é a universalização dos serviços de esgotamento sanitário e abastecimento de água potável dos municípios atendidos no Estado. “Atualmente temos Palmas e Porto Nacional universalizados. Até o final de 2028, todos os municípios pela BRK estarão universalizados. É um grande marco e avanço, principalmente no que se refere a esgoto. Já atendemos 99% da população com abastecimento de água tratada. A meta é universalizar para os 47 municípios”, reforçou José Mário Ribeiro.

O plano de investimentos se estende até o ano de 2027 e nele conta todo o cronograma de serviço, tais como os protótipos e modelos padrões de alguns empreendimentos que serão executados durante os cinco anos.

O procurador-geral do Estado, Kledson Lima, ressaltou o papel do Governo do Tocantins nesse processo, que não vai estar distante dos atendimentos à população, já que será fiscalizador no que se refere ao abastecimento de água e esgotamento sanitário nos municípios. “O Governo do Tocantins, como poder concedente, tem que fiscalizar e acompanhar a expansão dos investimentos, para que possamos alcançar a universalização, tanto do fornecimento de água, como também da captação e tratamento do esgoto. O planejamento se apresentou muito eficiente e trabalharemos juntos com a BRK para chegarmos nessas metas”, garantiu.

Acompanharam também a reunião, que ocorreu nessa segunda-feira, 30,  no Palácio Araguaia,  secretários de Estado; a diretora de Operação e Engenharia da BRK, Sandra Lúcia Leal; o diretor de Planejamento da BRK, Denner Gleik; o responsável por Relações Institucionais da empresa, Rodrigo Correia; o gerente de Administração Contratual e Regulatório da BRK, Vanderlei Bravin; e demais autoridades.

Guilherme Lima/Governo do Tocantins

Aulas da Rede Estadual começam no dia 1º de fevereiro nos 139 municípios do Tocantins

As atividades escolares para os estudantes da rede estadual de ensino iniciam nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, nos 139 municípios do Tocantins. A aula inaugural do ano letivo 2023, realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação, acontece na Escola Estadual Elizângela Glória Cardoso, em Palmas, às 7h30.

Às 8h, será realizada uma transmissão da abertura oficial do ano letivo pelo canal TV Seduc no YouTube voltada para estudantes, professores e equipe escolar.

A rede estadual de ensino inicia 2023 com cerca de 140 mil estudantes matriculados em 502 escolas. Antecedendo o início das aulas, todas as unidades escolares que integram as 13 Diretorias Regionais de Educação, realizaram o planejamento das atividades pedagógicas e prepararam o ambiente escolar para começar o ano letivo.

O Programa de Recomposição das Aprendizagens (Recomeçar) será o foco das atividades pedagógicas de 2023. A Pasta promoverá formações específicas para os profissionais da educação e disponibilizará materiais de suporte que subsidiarão o trabalho da equipe escolar, visando preencher as lacunas existentes na aprendizagem, em decorrência da pandemia da covid-19.

Núbia Daiana Mota/Governo do Tocantins

Sine Tocantins disponibiliza 712 vagas de empregos nesta terça-feira, 31

O Sistema Nacional de Empregos (Sine) gerido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) nesta terça-feira, 31, disponibiliza 712 oportunidades de emprego em suas onze unidades no Estado. No Quadro Geral de Vagas, são 712 oportunidades, sendo 234 vagas em Palmas, 173 em Araguaína, 67 em Guaraí, 66 em Paraíso do Tocantins, 50 vagas em Porto Nacional, 44 em Gurupi, 39 em Dianópolis, 33 em Taquaralto, e seis vagas em Araguatins.  

O Sine disponibiliza também seis vagas para Pessoa Com Deficiência (PCD), em Palmas.

Das vagas intermediadas pelo Sine no Estado, destacam-se 23 oportunidades para auxiliar de linha de produção em Paraíso, 15 para classificador de grãos em Guaraí, além de seis vagas para eletricista de manutenção industrial e mais seis para mecânico de manutenção de máquina industrial, em Dianópolis.

O diretor do Sine-To, José Alberto (Gordo), destaca que “o Governo do Tocantins tem disponibilizado cursos de qualificação profissional para que os trabalhadores tenham a oportunidade de se capacitarem para estarem aptos a ocupar vagas no mercado de trabalho”.

Painel de vagas

Para conferir, diariamente, a oferta de vagas nos postos do Sine Tocantins acesse o site da Setas, https://setas.to.gov.br/vagas-de-emprego.

Além do atendimento presencial os trabalhadores interessados em concorrer às vagas podem acessar o Aplicativo Sine Fácil, seguindo o passo a passo no https://setas.to.gov.br/trabalho/passo-a-passo-aplicativo-sine-facil.

Nas demais unidades do Sine o contato só pode ser feito por telefone convencional os números podem ser acessados no site da Setas https://setas.to.gov.br/vagas-de-emprego/contatos-do-sine-tocantins-/

Contatos

Almas – 3692.1628 (8h às 18h)

Araguaína – 3414.3634 (8h às 18h)

Araguatins – 3474.3003/1100 (8h às 14h)

Colinas – 99105.9203 (8h às 14h)

Dianópolis – 3692-1628/1293/99281-5827 (8h às 18h)

Guaraí – 3464-1710/99281-2318 – WhatsApp (8h às 14h)

Gurupi – 3351-2477/3212-7809 (8h às 18h)

Palmas – 3218-1960/1975 (8h às 18h)

Paraíso – 3602-3340/3361-3174 (8h às 18h)

Porto Nacional – 3363-2717/6307 (8h às 18h)

Taquaralto – 3218-1962/1936 (8h às 18h).

Eliane Tenório/Governo do Tocantins

“Vamos tirá-los de lá”, diz Lula sobre garimpeiros em Roraima

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu nesta segunda-feira (30) que o governo brasileiro vai expulsar os garimpeiros da Terra Indígena (TI) Yanomami, em Roraima. Segundo ele, um decreto foi assinado para mobilizar forças federais em uma missão de desintrusão. A estimativa do Ministério dos Povos Indígenas é que haja mais de 20 mil invasores na área protegida.

“O Estado brasileiro, quando ele quer tomar uma decisão, ele toma e acontece. Já houve um tempo que retiramos garimpeiros de determinados locais que eles não podiam invadir. Hoje, eu assinei um decreto dando poderes às Forças Armadas, ao ministro da Defesa, ao Ministério da Saúde. Nós vamos tomar todas as atitudes para acabar com o garimpo ilegal, tirar os garimpeiros de lá, e vamos cuidar do povo yanomami, que precisa ser tratado com respeito. Não é possível que alguém veja aquelas imagens, que tive a oportunidade de ver na semana passada, e não fazer nada”, afirmou Lula em coletiva de imprensa após encontro bilateral com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, no Palácio do Planalto.

Sobre o decreto, o Palácio do Planalto informou que será publicado na edição de amanhã (31) do Diário Oficial da União (DOU), mas negou tratar-se de decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A TI Yanomami é a maior do país em extensão territorial e sofre com a invasão de garimpeiros. A contaminação da água pelo mercúrio utilizado no garimpo e o desmatamento impacta na segurança e disponibilidade de alimento nas comunidades.

O presidente não deu prazo para concluir a retirada dos invasores, mas destacou medidas já anunciadas pelo governo. “Resolvemos tomar uma decisão, parar com a brincadeira. Se vai demorar um dia ou dois, eu não sei. Pode demorar um pouco, mas que vamos tirá-los, vamos. Não vai ter mais sobrevoo, vamos proibir as barcaças de transitar com combustível”. Lula também falou sobre rigor na concessão de autorizações sobre pesquisa mineral que afete áreas indígenas. “E mais ainda, não haverá, por parte da agência de Minas e Energia, conceder autorização de pesquisa mineral em qualquer área indígena. O Brasil voltará a ser um país sério e respeitado, que respeita a Constituição, às leis e, sobretudo, os direitos humanos”.

Lula aproveitou para criticar o presidente anterior por ter estimulado o crime na região. “Tivemos um governo que poderia ser tratado como um governo genocida. Porque ele [Bolsonaro] é um dos culpados para que aquilo acontecesse. Ele que fazia propaganda que as pessoas tinham que invadir o garimpo, que podia jogar mercúrio. Tá cheio de discurso dele falando isso”.

Crise humanitária

Embora entidades indígenas e órgãos como o Ministério Público Federal (MPF) já denunciem a falta de assistência às comunidades da Terra Indígena Yanomami há muito tempo, novas imagens de crianças e adultos subnutridos, bem como de unidades de saúde lotadas com pessoas com malária e outras doenças, chamaram a atenção da opinião pública nas últimas semanas e motivaram o governo federal a implementar medidas emergenciais para socorrer os yanomami.

Há duas semanas, o Ministério da Saúde enviou para Roraima equipes técnicas encarregadas de elaborar um diagnóstico sobre a situação de saúde dos cerca de 30,4 mil habitantes indígenas da TI Yanomami. Na ocasião, a iniciativa foi anunciada como um primeiro passo do governo federal para traçar, em parceria com instituições da sociedade civil, uma “nova estratégia inédita do governo federal para reestabelecer o acesso” dos yanomami à “saúde de qualidade”.

Ao visitarem a Casa de Saúde Indígena (Casai) de Boa Vista, para onde são levados os yanomami que precisam de atendimento hospitalar, e os polos base de Surucucu e Xitei, no interior da reserva indígena, os técnicos se depararam com crianças e idosos em estado grave de saúde, com desnutrição grave, além de muitos casos de malária, infecção respiratória aguda (IRA) e outros agravos.

Medidas emergenciais

Cinco dias após as equipes começarem o trabalho in loco, o ministério declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e criou o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-Y), responsável por coordenar as medidas a serem implementadas, incluindo a distribuição de recursos para o restabelecimento dos serviços e a articulação com os gestores estaduais e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS).

No último dia 21, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e vários integrantes do governo federal, como as ministras da Saúde, Nísia Trindade, e dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, foram a Boa Vista, onde visitaram a Casai. O presidente prometeu envolver vários ministérios para superar a grave crise sanitária e, já no mesmo dia, aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) transportaram cerca de 1,26 toneladas de alimentos para serem distribuídos às comunidades yanomami. Nos últimos quatro anos, ao menos 570 crianças morreram de desnutrição e doenças tratáveis, como malária.

No último dia (24), os profissionais da Força Nacional do SUS começaram a reforçar o atendimento na Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) de Boa Vista. A pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a PF instaurou, no dia 25, inquérito para apurar a possível prática de genocídio, omissão de socorro, crimes ambientais, além de outros atos ilícitos contra os yanomami. os últimos quatro anos, ao menos 570 crianças morreram de desnutrição e doenças tratáveis, como malária.

Na sexta-feira (27), o primeiro hospital de campanha montado pela Força Aérea Brasileira (FAB) na capital do estado começou a funcionar, com trinta profissionais de saúde militares atendendo a parte dos pacientes transferidos da terra indígena, a cerca de duas horas de voo de distância.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Ministério aponta que governo Bolsonaro ignorou alertas sobre yanomami

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania divulgou hoje (30) relatório preliminar em que afirma que o governo de Jair Bolsonaro ignorou recomendações de órgãos internacionais sobre situação dos povos yanomami e não visitou as comunidades indígenas nos últimos anos. O documento, o primeiro levantamento da pasta, foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para que os fatos sejam investigados.

De acordo com o relatório, em 2020, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) alertou para ameaças de garimpeiros ao território do povo Yanomami. O governo à época, conforme o documento, não participou de audiência da comissão sobre violações de direitos humanos dos yanomami e apresentou texto favorável à proposta de lei de legalização do garimpo na região da terra indígena.

Segundo o levantamento, entre 2019 e 2022, agentes públicos viajaram por cinco vezes ao estado de Roraima, sem tratar de medidas contra garimpo ilegal e garantia de alimentação aos povos indígenas. O documento aponta ainda que não houve visita ao Território Yanomami nesse período, além “sugestão de veto à obrigação do fornecimento de água e equipamentos básicos para as comunidades Yanomami durante a pandemia e a ausência de planejamento assistencial em favor de crianças e adolescentes indígenas no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes.”

“Já em 2021, o antigo MMFDH, diante de uma Ação Civil Pública destinada ao fornecimento de alimentação adequada e saudável aos pacientes em tratamento médico e acompanhamento nutricional em comunidades Yanomami, preferiu, novamente, terceirizar a responsabilidade a outros órgãos do governo”, diz nota do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Outras omissões que teriam sido cometidas são: não investigação da primeira morte de yanomami por Covid-19; suspensão da ordem de policiamento ostensivo para Davi Kopenawa, integrante do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos da pasta; e encerramento de processo instaurado para denúncia da deputada Federal Joenia Wapichana sobre violações de direitos humanos de crianças na comunidade Macuxi Yano.

No governo de Jair Bolsonaro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos era comandado por Damares Alves. Por meio das redes sociais na última semana, Damares, senadora eleita pelo Distrito Federal, negou qualquer omissão durante o governo anterior. Ela afirmou que a política indigenista era executada pelas pastas da Educação, Saúde e Justiça e que ao Ministério dos Direitos Humanos, que foi comandado por ela, cabia receber denúncias de violações dos diretos dos indígenas e encaminhá-las às autoridades responsáveis.

Segundo Damares, seu ministério acompanhou a situação dos indígenas in loco e distribuiu cestas básicas no auge da pandemia.

MPF

Também nesta segunda, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade do Estado na crise humanitária que atinge os yanomami que vivem em Roraima.

No novo inquérito, o MPF vai avaliar se ações e omissões de gestores e políticos contribuíram para atual situação na Terra Indígena Yanomami, a dimensão real da crise, as causas e impactos socioambientais e o grau de envolvimento de cada agente público.

 Por Agência Brasil – Brasília

AGU pede afastamento cautelar de servidores envolvidos em vandalismo

A Advocacia-Geral da União e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos encaminharam, de forma conjunta à Controladoria-Geral da União (CGU), pedido para “imediata instauração de processo administrativo disciplinar” contra servidores federais que tenham participado dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

No documento enviado, a AGU e o ministério informam que a participação de servidores nos atos de 8 de janeiro já está sob análise da CGU, mas afirmam ser “inadmissível a participação de servidores públicos federais em atos de vandalismo e depredação de patrimônio público em manifestação violenta e inconstitucional que prega a supressão do Estado Democrático de Direito”.

Em nota, a AGU diz que uma análise preliminar indica que a participação de servidores nos atos representa “diversas infrações disciplinares”, entre as quais, violação do dever de lealdade para com as instituições, violação de dever de zelo para com a conservação do patrimônio público e violação do dever de manutenção de conduta compatível com a moralidade pública.

“Danos ao patrimônio público configuram crime qualificado contra a administração pública passível da aplicação de penalidade de demissão”, acrescenta a nota ao recomendar à CGU que analise a necessidade de afastamento cautelar dos servidores cuja participação nos atos tenha sido confirmada.

“Além da evidente periculosidade dos agentes, que desdenham por completo o regular funcionamento das instituições, os envolvidos podem, no exercício de suas atribuições diárias, se utilizar de sistemas e de meios postos à disposição de servidores públicos para embaraçar as investigações”, complementa a nota.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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