qui. out 29th, 2020

PF cumpre 16 mandados de prisão contra suspeitos de esquema que desviou recursos da saúde

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União cumprem, na manhã desta quarta-feira (7), um total de 16 mandados de prisão contra um grupo suspeito de desviar recursos públicos da saúde em nove municípios da região norte do Tocantins. As autoridades também cumprem ordens de sequestro de bens dos suspeitos no valor de R$ 12 milhões. A ação foi chamada de Bálsamo de Gileade.

De acordo com a polícia, a operação busca apurar um esquema de corrupção realizado por servidores públicos, que desviavam recursos da aquisição de medicamentos.

Estão sendo cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva e mais 15 de prisões temporárias. Todas as ordens foram expedidas pela Vara Criminal de Augustinópolis/TO.

Os mandados são cumpridos nos municípios de Araguaína, Aguiarnópolis, Sítio Novo do Tocantins, Ananás, Augustinópolis, Buriti do Tocantins, Luzinópolis, Praia Norte, Palmeiras do Tocantins, Riachinho, São Sebastião do Tocantins, Maurilândia do Tocantins e Imperatriz (MA).

A PF informou que a investigação começou em 2019 e revelou a existência de um possível esquema de desvios de recursos públicos através de aquisição fraudulenta de medicamentos. O grupo supostamente realizava fraudes em licitações e emitia notas fiscais que eram canceladas posteriormente.

De acordo com a Controladoria-Geral da União, as empresas investigadas emitiram 4.536 notas fiscais no período de 2016 a 2019, no valor de R$ 25.690.174,20. Do total de notas emitidas, 47% foram canceladas após a emissão, somando R$ 14.519.135,42.

Os investigadores também encontraram diversas transferências bancárias por parte dos responsáveis pela empresa investigada para servidores públicos municipais que eram responsáveis pelas licitações e ligados à área da saúde.

Entre os investigados estão secretários de saúde e gestores do Fundo Municipal de Saúde de nove municípios investigados, na região do Bico do Papagaio. Os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, fraude em licitações e participação em organização criminosa.

O nome da operação faz alusão a uma substância natural de origem vegetal, muito conhecida nos tempos bíblicos e que era usada para fins medicinais. Era comum o bálsamo servir como um presente ou agrado a alguém.

Fonte G1 Tocantins

Me siga

Categorias