25 - outubro - 2020

Onça parda de Porto Velho poderá ser adotada por zoológico do Acre

Dodge chegou ao Cetas em julho de 2012 e deve ser adotado por um zoológico do Acre (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Após quase dois anos, a onça parda Dodge deve receber um novo lar. O candidato é o Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco (AC). O animal chegou ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Porto Velho, em julho de 2012, quando tinha apenas dois meses, e desde então está a espera de um local para ser adotado.

Pelo interesse em adotar Dodge, o Parque Chico Mendes everá receber uma vistoria do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), para que possam ser autorizados a buscar o felino em Porto Velho. O animal foi encontrado por um sitiante, em São Miguel do Guaporé (RO), a 540 quilômetros da capital, e entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que o encaminhou ao Cetas. A transferência dele para o Parque Chico Mendes ainda não tem data marcada.

De acordo com o biólogo Alex Rodrigues, foram feitos contatos com outros zoológicos autorizados pelo Ibama, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, dentre outros, mas não houve interesse. “Acreditamos que a demora em conseguir quem o adotasse é por se tratar de uma espécie comum. Há pelo menos um casal de onça parda, na maioria dos zoológicos brasileiros”, disse Alex.

No Cetas, o veterinário responsável disse que foi preciso fazer um “enriquecimento ambiental” para que Dodge, hoje com dois anos, começasse a desenvolver os instintos logo que chegou. No ambiente do felino foram colocados galhos, troncos de árvores, pneus e água. Quando filhote, os profissionais do Cetas dizem que Dodge era muito agitado.

Nenhum zoológico manifestou interesse em adotar Gretchen (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)Nenhum zoológico manifestou interesse em adotar
Gretchen (Foto: Vanessa Vasconcelos/G1)

Gretchen
Sem a mesma sorte de Dodge, a onça parda Gretchen continua esperando por um criadouro conservacionista ou zoológico credenciado pelo Ibama que queira adotá-la. Há um ano, ela chegou ao Cetas com cerca de cinco meses de idade e pesando quatro quilos, após ser apreendida numa residência no município de Lábrea, no Sul do Amazonas, durante uma fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (Icmbio).

O animal foi encaminhado ao Cetas com boa saúde e sem sinais de maus tratos, segundo a equipe do centro. Por ter sido criada em cativeiro como animal doméstico, o felino não pode ser reintroduzido na natureza. “É outro animal comum em zoológicos, mas continuamos buscando algum que tenha interesse na adoção da linda Gretchen”, disse Alex Rodrigues.

Suzi RochaDo G1 RO

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