Com a chegada das férias escolares, período aguardado pelas crianças, aumenta também a preocupação dos pais com o tempo que filhos passam diante das telas. Sem a rotina das aulas, cresce a exposição a smartphones, computadores e tablets, utilizados como entretenimento, mas que também podem abrir espaço para riscos no ambiente digital, como o acesso a conteúdos inadequados para a idade.
O uso da internet por crianças e adolescentes sem supervisão adequada pode expô-los a situações como cyberbullying, conteúdos com apologia ao uso de drogas, material pornográfico ou violento. Diante desse cenário, especialistas alertam para a necessidade de os adultos estabelecerem regras e dinâmicas que orientem e controlem o acesso às plataformas digitais.
A coordenadora do curso de Psicologia da Afya Porto Nacional, Wilma Amorim, destaca algumas estratégias eficazes para lidar com o uso excessivo de telas durante o período de férias.
“Existem estratégias eficazes para ajudar pais e mães a lidar com o uso de telas por crianças e adolescentes. Uma delas é o plano familiar de mídia, que estabelece limites e horários de uso em conjunto com os filhos, transformando regras em acordos e reduzindo a resistência. Nesse processo, o exemplo dos adultos é fundamental”, explica.
Ainda segundo a psicóloga, a organização do ambiente doméstico também contribui para o controle do tempo de tela. “Outra medida importante é criar zonas livres de telas, como quartos e a mesa de jantar, especialmente durante as refeições e próximo ao horário de dormir. Além disso, é essencial oferecer alternativas ao uso excessivo de dispositivos, como brincadeiras offline, esportes, leitura e convivência familiar”, orienta.
Dados reforçam a importância da atenção dos responsáveis. No Brasil, 75% das crianças e adolescentes possuem perfil próprio em redes sociais, segundo estudo realizado pela Único, rede de validação de identidade, em parceria com o Instituto Locomotiva. Desse total, cerca de um terço mantém os perfis abertos, sem controle sobre quem pode acompanhar ou interagir.
O levantamento aponta ainda que 50% das crianças e adolescentes interagem com desconhecidos em jogos online. Os números, somados a casos recentes de crimes em plataformas digitais, evidenciam a necessidade de proteção e acompanhamento constante de menores no ambiente virtual.
As recomendações sobre tempo de tela variam de acordo com a faixa etária. Para crianças pequenas, a orientação é evitar o uso de telas nos primeiros três anos de vida. Após esse período, o tempo deve ser limitado a até uma hora diária, sempre com supervisão de um adulto, já que essa fase é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social.
Conforme a criança cresce, o uso das telas pode ser ampliado de forma gradual, explica Wilma Amorim. “Para pré-adolescentes de 6 a 12 anos, o limite recomendado é de uma a duas horas diárias de uso recreativo das telas, sempre com propósito definido. É fundamental supervisionar o conteúdo, monitorar os horários, especialmente à noite, e estimular atividades offline”, destaca.
No caso dos adolescentes, embora a autonomia seja maior, a regulação do uso das telas continua sendo necessária. A psicóloga ressalta os principais pontos de atenção.
“Entre adolescentes de 13 a 18 anos, é importante trabalhar a autoconsciência e a autorregulação do uso das telas. A negociação de limites e horários, principalmente no período noturno, deve caminhar junto com o estímulo ao equilíbrio entre atividades físicas, convivência social e sono adequado”, afirma.
Para Wilma, investir em atividades prazerosas longe das telas, como leitura e brincadeiras em família, facilita o processo de controle. Manter o diálogo aberto e incentivar outras formas de lazer são fatores decisivos para reduzir os impactos do uso excessivo de dispositivos digitais durante as férias.
Afya Amazônica
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Tocantins conta com três instituições de graduação: Afya Palmas, Afya Porto Nacional e Afya Unitpac (em Araguaína) e uma unidade de pós-graduação na capital tocantinense. Tem ainda nove escolas de Medicina em outros estados da Região: Acre (1) Amazonas (2), Rondônia (2) e Pará (4). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Porto Velho (RO).




