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Internacional

Estado Islâmico olha para a Ásia Central

capture-20141024-133445O Estado Islâmico colocou em perigo os destinos de quase todo o Oriente Médio, mas dificilmente se irá limitar apenas a essa região. Na opinião de uma série de peritos, os próximos alvos dos islamitas são a Transcaucásia e a Ásia Central.

Muitos analistas referem que o Estado Islâmico dispõe hoje de recursos humanos consideráveis: em junho ele tinha, segundo diversas estimativas, cerca de 4 mil combatentes mas, apenas dois meses depois, eles já são cerca de 50 mil. O rendimento diário do Estado Islâmico, proveniente das vendas de petróleo as preços muito baixos, é na ordem de dois milhões de dólares.

O Estado Islâmico já não é simplesmente uma organização TERRORISTA. Ele declara que representa todos os muçulmanos no mundo e que tenciona se alargar para fora do Oriente Médio. O cientista político Stanislav Tarasov indica que o próximo objetivo dos islamitas é a Transcaucásia:

“Reparem, por exemplo, na Armênia. Esse país se encontra muito próximo da origem da tensão do Oriente Médio: apenas a 500-600 quilômetros das regiões onde decorrem combates. Surge a questão de como irá agir em seguida o Estado Islâmico, em que direção? Ele está combatendo na Síria e no Iraque. Potencialmente isso poderá envolver a Turquia. Pelo menos a OTAN não o exclui. Os islamitas poderão começar se deslocando para oriente.”

Muitos analistas tendem a considerar que o Estado Islâmico também representa uma séria ameaça para os países da Ásia Central. O orientalista Said Gafurov comenta:

“Infelizmente, as forças armadas do Tajiquistão, do Uzbequistão e do Turquemenistão não estão, provavelmente, em condições de fazer frente à infantaria do Estado Islâmico. Esta é agora claramente a melhor infantaria do mundo.

“Ela aprendeu a combater, inclusivamente debaixo de ataques aéreos, adquiriu uma enorme experiência de combate e passou por uma consolidação debaixo de fogo. Por enquanto os islamitas são travados pelo fator geográfico. Afinal a Ásia Central ainda é bastante longe.

“Provavelmente o Estado Islâmico planejava uma ofensiva contra Bagdá. Mas, depois da intervenção das companhias petrolíferas ocidentais, esses planos mudaram. O Estado Islâmico se desloca noutra direção – criando inclusivamente uma ameaça à Rússia.”

A maioria dos analistas concorda que o centro de instabilidade na Ásia é o Afeganistão. O verdadeiro fracasso dos norte-americanos nesse país apenas estimula o Taliban a se expandir para norte. Numa situação dessas, a unidade com os fundamentalistas do Oriente Médio é completamente admissível. Se ele se tornar uma realidade, toda a região ficará em fogo, diz Said Gafurov:

“Não é preciso cair numa euforia e pensar que apenas o Tajiquistão e o Uzbequistão terão problemas. Os islamitas têm apoios na enorme área que é a Ásia Central. A probabilidade de o Taliban encontrar uma linguagem comum com o Estado Islâmico é muito elevada. Estou convencido que eles já estão negociando.”

Temos de referir que a situação na Ásia Central está relacionada com a configuração das relações entre a Rússia e os EUA. Aqui é necessário agir em conjunto, apesar de todas as divergências. Se os islamitas conseguirem atear na Ásia Central o fogo da jihad, esse fogo será sentido tanto no continente europeu, como no continente americano.

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Internacional

‘Colapso das bolsas dos EUA ameaça mundo com nova Grande Depressão’

Os principais índices bolsistas dos EUA caíram entre 3,8 e 4,6% no início desta semana. O colapso se estendeu às bolsas da Ásia e Europa.

Há muito produtos financeiros exóticos para comercializar e algum dia eles farão explodir o mercado, disse o multimilionário Carl Icahn à CNBC. Icahn descreveu a possível explosão como “talvez pior que a de 1929”, referindo-se ao colapso nas bolsas durante a Grande Depressão.

Para o multimilionário, o mercado não é nada mais que um “casino com esteroides”. Em sua opinião, os fundos cotados na bolsa são “falhas” que eventualmente levarão a um “terremoto” em Wall Street.

“Esse é apenas é o início de um colapso”, prevê ele.

O índice industrial Dow Jones perdeu em apenas um dia de negociação 4,6%; o índice S&P 500 − 4,1%; o Nasdaq perdeu 3,78%. O Dow Jones caiu mais de 1.500 pontos e, no fim da sessão, foi registrada uma queda de 1.175 pontos, a maior em toda sua história de 122 anos.

Ao mesmo tempo, o colapso no mercado bolsista norte-americano provocou uma reação em cadeia nos mercados mundiais. As bolsas da Ásia e Europa têm fechado em queda nos últimos dias.

Os ex-chefes da Reserva Federal (banco central dos EUA) Alan Greenspan e Janet Yellen, fizeram declarações fortes sobre a iminente crise financeira.

Em entrevista ao canal de televisão CBS News, Yellen comentou que as valorizações constantes do mercado deveriam ser motivo de preocupação.

“Bem, não quero dizer que sejam excessivamente altas. Mas quero dizer que são altas”, afirmou ela. “A relação preço/lucro das empresas está perto do limite máximo dos intervalos históricos”, acrescentou ela.

Além dos preços elevados das ações, para Yellen, os da propriedade comercial também são “bastante altas” em comparação com o valor das rendas.

“Temos uma bolha? É difícil dizer. Mas é um motivo de preocupação as valorizações dos ativos serem tão elevadas”, acrescentou a economista.

Alan Greenspan também lançou uma dura advertência sobre os mercados financeiros.

“Creio que há duas bolhas. Temos uma bolha bolsista e temos outra no mercado de títulos de dívida”, disse Greenspan em uma entrevista à Bloomberg. “Creio que a bolha do mercado de títulos será o tema crítico”, disse ele.

O colapso nas bolsas de valores dos EUA não é difícil de prever, tendo em consideração que o rendimento da dívida dos EUA a longo prazo superou os 2,8%, um nível crítico para os EUA, disse à Sputnik o economista Sergei Khestanov.

Ele sublinhou que até o fim da semana ficará claro se os índices de bolsa dos EUA caem a curto prazo ou se é o início de uma nova crise mundial.

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Internacional

Estrategista: ‘Missão de paz de soldados brasileiros vai enfrentar combate real na África’

O número crescente de baixas entre os soldados dos contingentes de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), os capacetes azuis, nos últimos anos, vai representar uma séria ameaça ao contingente brasileiro de 750 homens que será enviado à República Centro-Africana até maio.

A opinião é de Ricardo Gennari, especialista em Inteligência Estratégica e diretor da Tróia Intelligence. Em entrevista à Sputnik Brasil, Gennari analisou o relatório coordenado pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, feito a pedido da ONU, para recomendar ações que diminuam essa mortalidade. O general, que hoje responde pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, chefiou duas missões de paz de tropas brasileiras, a Minustah, no Haiti, e a Monusco, no Congo, comandando a brigada da ONU que venceu os rebeldes do M23. Desde 2011, foram registradas 195 mortes entre os capacetes azuis, ou 20% do total de baixas registradas pelo contingente desde o início das operações em 1948.

O relatório observa que, nos últimos anos, as ações dos capacetes azuis acontecem em países onde guerras civis ou insurgência entre grupos rebeldes substituíram os conflitos entre governos, tornando a atuação dos contingentes mais difícil e arriscada. Entre as sugestões apresentadas à ONU, o estudo recomenda a compra de equipamentos como blindados mais resistentes, rifles de precisão, mudança nas cadeias de comando e, sobretudo, que as tropas adotem uma postura mais pró-ativa, abandonando as atuais ações meramente passivas.

O estudo observa que mais de 90% da capacidade militar dos capacetes azuis acontecem hoje em missões voltadas para a autoproteção e para a escolta de comboios. As sugestões incluem ainda maior uso de inteligência tática, com a criação de redes de informantes e monitoramento de operações com drones e câmeras de vigilância. Por fim, sugere que as tropas respondam às agressões, identificando os responsáveis e os levando à Justiça local.

Para Ricardo Gennari, neste novo cenário, as tropas brasileiras que vão compor a força de paz da ONU na República Centro-Africana correm sérios riscos. Segundo ele, a missão será completamente diferente da que os brasileiros realizaram no Haiti, com distribuição de alimentos e remédios e força meramente de apoio à polícia no tocante à segurança.

“Na República Centro-Africana não vejo como uma missão de paz. O Brasil também pode ser deslocado para oito ou nove países naquela região. De 1947 até agora, o Brasil já foi convocado pela ONU 50 vezes (nessas missões). No entorno da Centro-Africana, temos Sudão, Mali, Nigéria, temos o Boko Haram, vários grupos terroristas e guerrilhas que trabalham em função de minérios. Existe uma matança muito grande naquela região”, explica o especialista.

Para dimensionar o poder de destruição desses grupos, Gennari diz que alguns estão detonando bombas de até 500 quilos. O problema, segundo ele, é que os brasileiros não estão acostumados a essas situações. Ele também questiona o porquê do Brasil estar substituindo contingentes da Suécia e da Austrália.

“Para os Estados Unidos não é importante mais estar guerreando na África, não é mais o foco estratégico americano. O Brasil está cada dia mais comprando essas missões e não sei se estão fazendo os estudos adequados, mas não será como no Haiti. Nossas forças lá vão ter que reagir. Será que estamos prontos? Outro problema é que a ONU tem um orçamento até um certo limite. Depois desse limite, será que o Brasil vai colocar dinheiro nesses equipamentos? Será que estamos preparados para receber soldados mortos em sacos pretos? Será que o soldado brasileiro está preparado para ficar um ano numa zona de combate?”, questiona o diretor da Tróia Intelligence, lembrando que a última participação bélica do Brasil aconteceu na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Ainda com relação ao custeio dessas operações, Gennari cita que só o orçamento da Seal, as tropas especiais da Marinha dos EUA, é de US$ 1 bilhão por ano para manter a brigada de dois mil e poucos homens.

A Sputnik Brasil solicitou entrevista com o general Santos Cruz, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 br.sputniknews.com
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